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 A MULHER DE VERDE
Muitas vezes surpreendo as pessoas que transitam pelos shoppings ou tomam cafezinhos, em momentos de meditação.
Sempre me pergunto o que as pessoas estão pensando porque as expressões, na maioria das vezes, como a mulher de verde da ilustração, me pareceram melancólicas.
Uma certa tristeza rondava o pensamento daquela dama e ficaram registradas no meu desenho.
Da minha parte, tenho o hábito de me perder em elucubrações, pois sei que apesar de toda exuberância do meu viver, existem razões melancólicas para assim sentir.
Mas o importante é não se deixar levar por estas melancolias, rastros de lembranças que fustigaram e ainda podem fustigar o coração, por incompreensões de outras pessoas, porque novos dias virão e com eles a certeza de que tudo já passou e que a vida continua.
Obs.- MAIS OBRAS DA ARTISTA EM www.tenini.com.br
ARTISTA AMBULANTE.
Como vocês podem imaginar, já estou ficando conhecida até demais nos shoppings que frequento. Mas o que mais me deixa sensibilizada é ver o entusiasmo dos garçons e das comerciarias das lojas que me atendem. Todos
querem ver os flagrantes e acham o máximo. Talvez não entendam de Arte, mas o certo é que as cores ou as imagens fascinam as pessoas mais humildes. Os jovens, tenho certeza que gostam porque costumam olhar com interesse o que faço, sorrindo com admiração. Nem sempre os flagrantes colhidos em celulares saem melhores do que desenhos ao vivo, então continuo a fazer o que gosto. Há colegas que elogiam, outros já tentaram imitar. E há aqueles que me convidam para frequentar a Gravura, os Desenhos digitais etc. Prometo ir, mas vou adiando. Mas tenho planos de me dedicar mais à Pintura e à Escultura, desde que eu fique em casa e não tenha a tentação de sair à
tarde... Esta é a minha vida de artista ambulante que descobri tardiamente, mas pelo menos os dias passam e eu nem sinto... O interessante no meu trabalho é que, conforme minha disposição ou a pessoa alvo, o desenho sai perfeito, outras vezes, uma
caricatura, outras ainda, apenas se assemelha com a pessoa alvo. E há também, quando desenho grupos, de repente fico tentada
a incluir uma ou duas figuras ausentes nele, frutos da minha imaginação ou intuição. Por que seria? Nunca sei como vai ser o dia porque jamais tive a pretensão de achar que seja um trabalho importante, porque ele é feito
quase num segundo, sem atentar para detalhes técnicos, referentes aos desenhos e aquarelados. Se errar um traço, ele vai
permanecer porque não uso lápis, mas canetinha comum. Alguns podem achar que seja uma compulsão dos bipolares, mas asseguro que não se trata disso. Primeiro porque não sou
bipolar, segundo, porque considero o que faço um treino a que me proponho a fazer, mas os espíritas podem avaliar melhor e eu
aceito a tese deles. Mas uma coisa é certa, colho as expressões das pessoas alvos com facilidade.
: Ilustrção: (detalhe do quadro em forma de coração, Borboleta azul de Tenini)
A : Ilustrção: (detalhe do quadro em forma de coração, Borboleta azul de Tenini)
A BORBOLETA AZUL.(2010)
Hoje eu revi a Borboleta Azul voejando em torno da mata que me cerca e sobre meu jardim.
Teria renascido e veio me dar um recado de que está bem no Jardim do Paraíso ?
Porque suas cores eram cintilantes, de um azul tão maravilhoso que brilhavam ao Sol, como purpurinas celestes... Encostei-me no canto da sacada, feliz e pressurosa, com a digital em punho para flagrar seu vôo pleno e inquieto.
Mas o video não apareceu no micro.
O filme estava cheio? Estaria vendo uma miragem?
Não, não era miragem.
Sim, ela estava ali, renascida em outra, única, solitária, entre as amarelas borboletas da mata próxima.
Então lembrei do poema que fiz para a Borboleta Azul que encontrei já morta, entre as flores do jardim em 2007.A poesia foi feita no mesmo dia em que me informaram
que uma jovem frequentadora do Café do Shopping havia morrido no parto, então resolvi escrever este poema para as duas.
O poema aqui está para que se emocionem comigo ao relê-lo.
BORBOLETA AZUL.
Tenini
Hoje vi uma borboleta azul.
Vida breve,
tranquila em repouso
além da morte,
sem saber que
ali estávamos
(olhos marejados)
a contemplar as
flores que a cobriam.
A lamentar
a brevidade do seu destino.
Alça vôo, Borboleta Azul !
Voa além do horizonte,
voa no céu
onde os jardins são mais belos e
eternos
do que os que
aqui viste.
Voa, voa,
linda Borboleta Azul...
Deus há de despertar teu sono
para que voes
nos celestes campos,
onde a vida que te foi roubada,
seja eterna!
A TRAGÉDIA NO RIO.
Estamos vivendo um tempo estranho em que a Natureza decidiu reagir a todos os ataques que são cometidos contra ela. Estou fazendo uma explicação simplista para as coisas, mas temos que aprender a respeitar o poder que ela tem, o que todo mundo já sabe, mas não dá bola. Amo o Rio como minha segunda cidade natal porque morei lá por cerca de dez anos. A praia de Copacabana, especialmente no Leme, quase todos os anos era assolada por ressacas que destruíam até as vidraças das portas dos Edifícios na Avenida Atlântica. Os imóveis naquele trecho sofriam violenta desvalorização em função disso e os moradores começaram a vender seus imóveis com medo de abalos nas estruturas dos prédios. Então, prontamente por ato do Governador do Estado do Rio, Sr. Francisco Negrão de Lima, com apoio da Presidência da República, o problema do Leme e da orla da Av. Atlântica foi sanado por Engenheiros portugueses que empregaram uma tecnologia de recuo do mar e que já havia dado certo em Portugal. Este dado eu não encontrei na Internet, mas tenho certeza do que afirmo porque morava lá na época. Foi um alívio, o mar ficou mais longe e perigoso, mas todos voltaram à tranquilidade por saber que foram afastadas as possibilidades de tragédias que se insinuavam no Leme. Mas abordo este assunto porque a tragédia do Rio está nas encostas dos morros onde se aloja a população mais pobre e sofrida daquele Estado. Esperamos que as autoridades, de uma vez por todas, resolvam a situação e proíbam as construções de barracos naqueles locais, alojando os moradores e novas construções em locais apropriados. Mais, que isto sirva de exemplo para todos os Estados. Aqui no meu bairro, índios estão alojados na encosta do Morro do Osso em casas e barracos frágeis. Encostas de morros são perigosas e as construções de casas ali devem obedecer rígido estudo da região, com fortíssimas estruturas que possam suportar os constantes movimentos de terras. Penso que se deva dar a mesma importância e rapidez com que foi dada aos moradores da Avenida Atlântica na década de 1960. Sabe-se que por ocasião das enchentes e tragédias, enquanto a mídia estampar os problemas e dramas, todos querem ajudar, inclusive o Governo Federal. Arrecadam verbas vultosas para solucionar problemas que depois são desviadas para outros fins, jamais conhecidos. Por trás disso tudo, há a corrupção dos aproveitadores das arrecadações e das verbas destinadas e, parece ser evidente, passadas as chuvaradas ninguém mais cobra o destino dos recursos disponíveis...
A BAZÓFIA.
Antigamente se usava muito a palavra bazófia para designar uma pessoa que costumava contar vantagens ou ser gabola, sem ter razões para isto, ou por outra, não passava de um mentiroso para se autopromover.
Há pessoas que gostam muito de oferecer préstimos, dando-se uma importância que não têm.
A origem da palavra é incerta, uns dizem que vem do árabe outras do italiano, mas o certo é que nem o novo dicionário da Língua portuguesa se refere à “bazófia.”.
Mas o hábito de contar vantagens é próprio dos seres humanos, especialmente daqueles que por um complexo de inferioridade costumam ostentar um poder que não possuem. Se pressionados a provar a importância que se gabam, saem de fininho.
Assim, uma pessoa gabola não passa de mentirosa ou de apenas contar bazófias.
E vocês, não bazofiam demais, einh?
A indagação é para aqueles que sabem de "quem eu estou falando..." ( ilustração O O GRUPO- des.aq.flag.Tenini2010)
O JOVEM MÚSICO- des. mod.vivo na CCMQ 2003- Tenini
OBRAS ARTÍSTICAS EM LIVRO.
Há pouco tive a alegria de autorizar uma Editora e um ecritor, o uso de imagens de 4 trabalhos meus no livro que será editado em bilíngue, português e espanhol, Tenho tido a satisfação de ver em livros diversos, a utilização de meus trabalhos artísticos, muitas vezes, apenas exercícios de modelos-vivos. Sendo a Arte Universal, é com imensa satisfação que autorizo o uso das referidas imagens de minha autoria, para que possam ser conhecidas nos meios artístico-literários, não só dos países da língua portuguesa como espanhola. Tenho percebido que poetas mulheres preferem os mais coloridos e poéticos e os homens preferem os Nus, tanto femininos como masculinos. Como frequentei sessões de modelos-vivos para aperfeiçoamento da Arte de desenhar, tenho dezenas de trabalhos que considero bons, mas não divulgo pela Internet porque recebo depois, uma enxurrada de mails perniciosos e maldosos. A ignorância é tanta pela Internet que certos elementos, preconceituosos e de mentes pervertidas, confundem o trabalho artístico de uma Artista, com pornografia. Além disso, tenho constatado que imagens e até textos de minha autoria têm sido colocados em sites pornôs, mesmo que nada tenham a ver com os conteúdos dos mesmos. Quero esclarecer que artistas das Artes Visuais podem retratar ou desenhar figuras humanas com a mesma atenção que dão a uma fruta ou qualquer objeto, sem envolvimento das sensações porque se trata de um fazer com objetivo artístico. No livro que será editado, serão reproduzidas 4 ou 5 imagens de nus artísticos que a Editora e o Autor gostaram , pois considero uma honra ter sido escolhida entre tantos artistas locais para ilustração desse importante livro que está sendo editado.
DOS CINAMOMOS ALEMÃES.
Sou uma pessoa que gosta de acompanhar as fases das árvores que me cercam. Os cinamomos alemães que eu plantei das sementes que colhi de uma árvore do pátio do Supermercado Zaffari da Cavalhada, há anos atrás, transformaram-se em 3 árvores frondosas e desafiadoras. Desafiadoras porque elas estão na mesma calçada onde existe um paredão imenso da casa que fica defronte a minha e competem em altura para que suas flores possam respirar livremente. É um exemplo que todos devemos seguir porque temos o nosso destino e a nossa missão é ultrapassar todos os obstáculos que se interponham entre o nosso desejo e as metas que queremos alcançar. Agora os cinamomos estão na fase das flores amarelas, depois se segue a das sementes em rosa antigo e finalmente, ao final do outono, suas folhas verdes transformam-se em esplendoroso buquê de folhas amarelas. Nunca havia imaginado que em pleno Outono veríamos todas as fases de beleza que uma árvore pode oferecer, assim como as Mulheres Outonais que jamais passam destas fases, ainda que tenham de atravessar o Inverno... Gosto dos cinamomos alemães porque eles me fazem refletir sobre a minha vida e o meu aprendizado que não tem fim. Sempre desconfiei que era uma “mulher outonal”, hoje tenho certeza disso.
 A SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO.
Quando eu era criança era comum os pais respeitarem o dia religioso, com jejuns ou não comiam carnes de porco ou gado, nem tampouco produtos feitos com esses alimentos, como linguiças, salames etc. Não se ouvia rádio, nem músicas de espécie alguma. Era um dia chato em que às 15 h íamos à Igreja para beijar Cristo morto. Devia ser pecaminosa aos olhos dos padres e de Deus porque eu odiava aquele jejum forçado. Sentia-me fraca por não comer salames ou os suculentos bifes que me serviam diariamente, afinal era apenas uma criança... Então o dia custava a passar e para suplício meu, minha mãe mandava eu limpar os peixes que compravam para a Semana Santa. De birra, eu não comia os peixes , na verdade nem gostava dos tais pratos. Certa vez, espetei , sem querer, espinhas de peixes nos dedos, que inflamaram. Em 24 hs os dedos ficaram enormes e purulentos, além de febre alta, o que assustou meus pais e tive de tomar injeções contra tétano. Nunca mais minha mãe me mandou limpar peixes. Os tempos foram passando e a Igreja foi cedendo nas exigências dos jejuns e hoje, penso que o povo respeita o dia, comendo peixes e camarões. Na verdade, que Deus me perdoe, nem tenho saudades desses tempos pascais... Lembro só do Sábado da Ressurreição e dos Domingos de Páscoa em que eu ia correndo descobrir onde estava a minha cestinha com os ovos coloridos, antes da missa. ( Imagem CRISTO AMIGO-des. pastel Tenini)
A JUVENTUDE DAQUI E DO MUNDO.
Seja porque Porto Alegre esteja vivendo um clima de música roqueira, pop, rap, punk e outras importadas, por influência da TV local e empresários que trazem os “famosos” para se apresentarem aqui, a maioria dos jovens está cortando cabelos nos estilos ingleses, moicano, italiano etc. Então, à tardinha, vejo desfilar pelo shopping, jovens que às vezes até penso que não sejam brasileiros, por serem loiros ou ruivos com cabelos estilosos. Qual seria a moda dos cancioneiros e sambistas brasileiros, einh? Provavelmente o estilo antigo... Ontem assisti a RAI e me encantei com um programa dedicado às crianças, denominado: "Ti lascio una canzone”. Dezenas de talentosas crianças se apresentaram cantando solo com a orquestra daquela TV ou então se apresentando com cantores famosos italianos. Mas todas crianças cantaram músicas tradicionais italianas como as “canzones”, a maioria premiadas nos Festivais de San Remo. Não vi nenhum roqueiro italiano nesta apresentação que segue no próximo sábado selecionando crianças de talento para certamente gravarem CD s.. As crianças têm entre 8 a 15 anos e fizeram apresentações dignas de estrelato. Penso que está faltando nas TV (s) locais programas semelhantes, seria mais um estímulo para rever o cancioneiro de sucesso do Brasil, além de estimular crianças para a Arte da Música. Onde estão os nossos Festivais de Música Popular?
( o jovem gaúcho moicano-flag.Tenini-2010)
O ITALIANO DE PALERMO.
Eu saia do shopping quando minha cadelinha Meg, desprendeu-se do motorista que a segurava e correu em minha direção. Um rapaz que estava parado ali, começou a chamá-la com assobios, mas ela não deu bola. Sorri para o jovem alto, claro de cabelos negros, em trajes esportivos e disse: Você gosta de cachorros, não? E ele, num belo e esfuziante sorriso me respondeu, meio hesitante nas palavras como se tivesse dificuldade com a língua. Concordou e disse que tinha 4... Então ele disse em portunhol, que era italiano de Palermo. Olhei para ele e pensei-Esse cara está chutando, vai ver que é de Palermo, Argentina... Mas ele sorriu de uma forma que só os italianos sabem sorrir. Reconheci no largo sorriso dele o mesmo sorriso sedutor dos camelôs italianos! Então o abracei e disse que também era descendente de italianos do norte da Itália. Mas o carro já estava na minha frente e não pude conversar mais como era meu desejo e dei-lhe Ciao, bello... Não conheci Palermo, só sei que tem um time de futebol famoso. Pesquisei na Internet e verifiquei que Palermo é uma cidade siciliana cheia de prédios seculares, onde a máfia impera e de um atraso próprio de Terceiro Mundo.Os cães, como no Brasil, são abandonados nas ruas e têm as mesmas características de vira-latas como os nossos. O comentário é de um turista brasileiro, mas o certo é que a Sicilia é belíssima pela sua natureza, música, culinária na base de frutos do mar, moda,enfim, o Rio também não é belíssimo? Palermo deve ter suas belezas porque a máfia vem sendo combatida incansavelmente na Itália...
pobreza ? Quem pode criticar, einh?
Tutto bene, amico di Palermo, siete in casa... Auguri!
( OITALIANO DIPALERMO-des. de memória Tenini-2010,março-26)

ALENTEJANAS.
Há olhos de jacarandás Pelas avenidas E alamedas em flor. Há filtros d’ ouros banhando Minha cidade natal, Porto Alegre brasileira, a dos açorianos, das Ilhas de Portugal.
Surpreendo o lago Ondeando nos verdes a rememorar oceanos de outras plagas.
Num céu cerúleo, abraçada às nuvens como mastros a navegar Sonho, Que aporto, anônima, Entre casais que Aqui vieram Raízes plantar no Porto dos Casais...
O por do sol, deslumbra, Tanto fulgor Extasia... Em luminescentes cores ao meu caminho volto. Mágica estrada Onde quintanares Ecoam. Na brisa vespertina Meu rosto tocando Suavidades alentejanas...
CASO ISABELA
Há tempos eu escrevi sobre o crime que vitimou Isabela, uma linda menininha de 5 anos que visitava seu pai e todos os indícios apontavam para o pai e a madrasta como executores. Na época eu escrevi um comentário sobre o fato, pela experiência profissional que tenho. Eu cogitei que, involuntariamente, a mãe da menina propiciara tal desfecho ao permitir que a menina visitasse o pai, mesmo sabendo que a madrasta a detestava. Estava decidida a provocá-la? Se a imposição foi por decisão judicial, que os Senhores Juízes aprendam com o caso. Agora, no julgamento do casal, veio à tona que a mãe de Isabela costumava mandar recados para o pai da menina e, provavelmente, usava a menina para interferir no novo relacionamento do rapaz. Isto não descaracteriza os atos criminosos, mas apontam causas que num júri popular pode influenciar para amenizar as penas. Por outro lado, fico a considerar o porquê que essas duas mulheres se digladiavam pelo mesmo homem? Ora, pelo que assisto pela TV também concordo com um Delegado que teria dito que o réu tinha cara de psicopata. Não só ele, a madrasta também, afinal as "espécies" se buscam. Pelo que vi desde o dia do crime, a impressão que tenho é que o réu sempre foi monitorado pelas mulheres, talvez tenha sido assim também pela própria mãe. E nós, as mulheres, temos um fraco por homens carentes que precisam do nosso colo e amparo... Nem a cara de psicopata afastou as duas mulheres que o queriam, certamente para mandar nele... Enfim, espero que os réus sejam condenados, nem que seja por pena menor. Acredito, ainda, que eles estejam mais à perigo aqui fora do que dentro do Presídio, o povo está sedento de vingança. Porque quem mata uma criança inocente, merece um castigo que clama aos Céus! ( Comentário escrito às 14 h 30 do dia 26/03/2010)
(AS MENINAS E AS ARAUCÁRIAS- OLEO S/TELA TENINI)
CASO ISABELA
Há tempos eu escrevi sobre o crime que vitimou Isabela, uma linda menininha de 5 anos que visitava seu pai e todos os indícios apontavam para o pai e a madrasta como executores. Na época eu escrevi um comentário sobre o fato, pela experiência profissional que tenho. Eu cogitei que, involuntariamente, a mãe da menina propiciara tal desfecho ao permitir que a menina visitasse o pai, mesmo sabendo que a madrasta a detestava. Estava decidida a provocá-la? Se a imposição foi por decisão judicial, que os Senhores Juízes aprendam com o caso. Agora, no julgamento do casal, veio à tona que a mãe de Isabela costumava mandar recados para o pai da menina e, provavelmente, usava a menina para interferir no novo relacionamento do rapaz. Isto não descaracteriza os atos criminosos, mas apontam causas que num júri popular pode influenciar para amenizar as penas. Por outro lado, fico a considerar o porquê que essas duas mulheres se digladiavam pelo mesmo homem? Ora, pelo que assisto pela TV também concordo com um Delegado que teria dito que o réu tinha cara de psicopata. Não só ele, a madrasta também, afinal as "espécies" se buscam. Pelo que vi desde o dia do crime, a impressão que tenho é que o réu sempre foi monitorado pelas mulheres, talvez tenha sido assim também pela própria mãe. E nós, as mulheres, temos um fraco por homens carentes que precisam do nosso colo e amparo... Nem a cara de psicopata afastou as duas mulheres que o queriam, certamente para mandar nele... Enfim, espero que os réus sejam condenados, nem que seja por pena menor. Acredito, ainda, que eles estejam mais à perigo aqui fora do que dentro do Presídio, o povo está sedento de vingança. Porque quem mata uma criança inocente, merece um castigo que clama aos Céus! ( Comentário escrito às 14 h 30 do dia 26/03/2010)
(AS MENINAS E AS ARAUCÁRIAS- OLEO S/TELA TENINI)
 CRIANÇAS DE ALTO RISCO. *Teresinha Canini Avila ( Tenini)
A propósito da repercussão do documentário sobre as crianças, drogas e o tráfico no Rio de Janeiro, quero abordar assunto social nesta crônica. Há muitos anos , muito jovem, consegui meu primeiro emprego quando cursava o penúltimo ano da Faculdade de Serviço Social. Tratava-se de uma entidade de assistência aos menores abandonados de 0 a 7 anos de idade em uma obra recém inaugurada que pretendia instalar programas técnicos inovadores. Órfãos representavam apenas 2 % dos internados, as outras vagas eram preenchidas por crianças cujos familiares alegavam dificuldades para cuidá-los. Assim, o internamento que deveria ser provisório logo tornava-se definitivo. Foram quase 3 anos de intensos trabalhos junto às crianças internadas e seus familiares. Foi com este trabalho que defendi tese, perante uma banca examinadora composta de 4 importantes personalidades locais. Fui minuciosamente questionada e defendi a tese de que o trabalho da entidade deveria ser a de devolver o menor à família em melhores condições de desenvolvimento, a curto e médio prazo. Passadas algumas décadas do fato, há algum tempo resolvi voltar aquela Instituição para fazer uma visita. O primeiro impacto foi ver o prédio em péssimo estado de conservação, com vidros quebrados, portas apodrecidas, contrastando com a minha lembrança de ter sido ali, uma obra modelo, recém construída e que em pouco tempo, tornou-se cartão de visitas do Governo do Estado. O trabalho técnico que desenvolvíamos seguia métodos revolucionários para a época, em termos de quebra de antigos padrões e as crianças eram atendidas em todos os aspectos que uma instituição poderia oferecer que era a recuperação social do menor abandonado, adotando a inclusão social do menor em grupos escolares da vizinhança. Entretanto, já diplomada, os convites foram tentadores e os salários 3 vezes mais altos do que eu recebia lá. O Governo de então fez-me outras propostas como a de dirigir o Abrigo Feminino, mas não cobria o salário que um Órgão federal me oferecia. Então, sai para um futuro melhor. Mas nunca esqueci as crianças e sempre quis saber do que havia acontecido com elas. Infelizmente, a política costuma atrapalhar os serviços técnicos. A descontinuidade administrativa alterando orientações de trabalho causam retrocessos e estancam as evoluções de programas que estejam dando certo. Há alguns anos soube que muitas das crianças que permaneceram ali até os 18 anos, acabaram no Presídio Central, confirmando a tese de que crianças internadas acostumam-se com a reclusão, habituadas a casa e comida , perdendo a noção da importância sobre a luta pela sobrevivência numa família, ainda que mal organizada. Em liberdade, desligadas afetivamente das famílias, psíquicamente afetadas pelo isolamento, entregam-se à vadiagem e dali para as infrações penais. Portanto, excelentes condições materiais das entidades não substituem a liberdade e o afeto familiar e acabam num círculo vicioso : casas de abrigo X penitenciária. Nem as Casas lares conseguiram solucionar o problema dessas crianças. Então, precisamos pensar como enfrentar o problema que cresce de intensidade a cada ano que passa, agravados pelas drogas, violência e pela imensurável crise econômica- social que o Pais vem atravessando há décadas, inexplicavelmente pioradas desde a implantação da democracia e o Serviço Social foi diluído e enfraquecido, quando deveria ser prestigiado e ampliado. São mistérios que só os políticos poderiam explicar...Onde estão as vultosas verbas que eram destinadas à população carente? Por causa da Rosane Collor foi fechada a Legião Brasileira de Assistência que vinha prestando por décadas, desde Dona Darcy Vargas, valiosa assistência ao povo carente deste país. Hoje , não temos a quem recorrer em casos de necessidade extrema, incutindo nas pessoas ódio e revolta, cujos resultados estamos constatando hoje, em que somos reféns de uma sociedade doente e rancorosa. Para onde foram os recursos que eram destinados à Assistência Social no Brasil? Por que , os governantes usam pessoas da área política em detrimento de técnicos especializados, para manuseio de verbas públicas assistenciais? Hoje, a obra em que trabalhei pertence à FEBEM e está carente de voluntariado para ações de ajuda não só em termos materiais mas principalmente de afeto. Os tais Conselhos Tutelares a que vieram? Não tenho visto atuações que justifiquem os gastos com suas manutenções. Era de se esperar que não tenham vindo apenas para dar empregos a apadrinhados em ações politiqueiras. Melhor seria que tais recursos fossem aplicados em contratações de técnicos especializados. Entendo que os governos federal, estadual e municipal, deveriam ter programas integrados entre as áreas social, econômica, de habitação, saúde e educação para numa atuação conjunta planejarem e darem encaminhamentos aos problemas sociais da enorme população que carece de assistência. Mas esses programas não podem ser entregues à políticos e sim à técnicos especializados das referidas áreas, isentos de partidarismos, para planejarem e executarem os programas assistenciais da população carente. Entregue à especuladores, o destino das verbas arrecadadas será incerto... como incerto será o futuro desta nação.
( a DIVERSIDADE- des.flag.Tenini-2010)
O GRILO FALANTE.
O grilo faz parte do reino Animália é um anthropoda, classe insecta entre outras especificações científicas.
Tem como características que apenas os grilos machos produzem sons (ou estrilam) e o fazem para atrair as fêmeas para reprodução, mas desconfio que além desta modernizou-se e faz o sexo bandalheira mesmo.
Pois esta noite fui acordada às 2 h 45 ‘ por um grilo que estava dentro de casa.
Estrilava tanto que não consegui mais dormir porque gritou até às 4 ou 5 horas da madrugada.
Não identifiquei se ele estava na garagem, no salão ou nos corredores, mas o certo é que ele estava inconformado por não ter encontrado nenhuma fêmea disponível.
Lá pelas tantas silenciou, penso que conseguiu saída para a rua...
Dizem as informações científicas que eles cavam no solo orifícios com até meio metro de profundidade, terminando numa peça circular. A entrada da toca está sempre limpa para que o macho possa cantar a plenos pulmões.
Será que ele confundiu minha casa com toca? Deve ser um grilo granfino.
Em algumas culturas, como na China (só podia ser lá), os grilos são tomados como animais de estimação.
Na China, o pouso de um grilo em uma pessoa significa muita sorte e, em várias partes do mundo eles são consumidos como alimento.
Podem ser criados em cativeiro como na China, Japão, África do Norte e Europa Ocidental.
No Oriente é comum a criação de grilos de briga que disputam torneios populares como as rinhas de galo.
São considerados amuletos de boa sorte e espero que este grilo noturno que me atazanou a noite toda veio para anunciar algo muito especial.
O odor deles não é muito agradável, mas que é gostoso é, dizem os orientais...
Para nós, grilo é sinal de que alguém desconfia de alguma coisa e estrila...
Enfim, depois de tantos grilos, será que não está na hora de mudar o jogo?
Entenda quem sabe de quem se trata.
Afinal, sobre grilos, desde criança eu conheço a história do “grilo-falante”,
mas este grilo daqui de casa só sabe falar aos berros! ( Desenhando no shopping Tenini...2010)
TÉDIO NUMA TARDE MORNA.
A tarde estava quente e monótona, mas como devo dar caminhadas para o meu bem-viver lá me fui ao Barra S. Sul para os exercícios do cotidiano. Comprei dois vestidos simples para minha filha e sentei-me para os exercícios de desenho ao vivo. Ali já se encontravam dois homens jovens, um deles com os cabelos corte moderno, traços quase femininos, especialmente os braços, o amigo, de corte zero, me pareceram artistas da música pop, rock, punk ou outra qualquer em moda. Estavam ali descansando porque não havia xícaras de cafezinho, apenas uma água mineral. Quase sem diálogo entre eles, talvez revelassem cansaço de uma noite mal dormida. Estavam queimados pelo sol, talvez nem fossem daqui, meditativos e bucólicos apenas passavam o tempo... Ainda estou com o dedo enfaixado, mas mesmo assim consegui o flagrante anexo. O homem de corte zero meditava sério, pensaria em quê? Na vida itinerante que vem levando? Será que pensava no futuro ou era um imediatista? Nem a passagem da linda jovem loira em cadeira de rodas, empurrada pela mãe, despertou a atenção dos dois. Apenas eu pensei no que poderia ter havido com a jovem loira, teria sido um acidente? De nascença? Apenas uma fratura em tratamento? Ela, sim, deveria merecer um sorriso na tarde morna. O certo é que o homem de corte zero não estava muito satisfeito consigo mesmo porque tinha um ar de tédio num dia quente às quinze horas e trinta de uma sexta-feira monótona.

OUTRO OUTONO. Tenini em 21/03/2010 Nesta entrada de Outono diviso os 3 pés de cinamomos alemães que plantei na calçada oposta à minha para suavizar o grande muro da casa vizinha. Os ramos estão em botões e dentro em breve, talvez um mês ou mais, explodirão em cachopas amarelas deslumbrando os passantes. Mas hoje gostaria de falar na franqueza característica da terceira idade. Bendita franqueza porque aprendemos desde cedo a arte da dissimulação que projeta duas caras na idade adulta e voltamos à inocência dos primeiros dias de vida em que a franqueza diz da Verdade de todos nós. As crianças e os velhos têm essa identidade de serem reais e não dissimulados, que a civilização nos impõe como norma de vida. Não deveria ser assim porque a franqueza é filha da Verdade e, com o tempo ela será compreendida como tema de meditação sobre o que o outro pensa sobre nós. Haverá um tempo em que aceitaremos a verdade sem nos ofendermos sobre o que mascaramos para nós mesmos. Podemos corrigir-nos de algo que é detectado pela Infância e Velhice, se prestarmos atenção nas suas observações. Mas não falo daquela franqueza que é própria dos limítrofes da Deficiência Mental, esta é dita sem a menor consciência do que está dizendo, nem da velhice doente. Ao contrário deles, a diferença entre a franqueza da Infância e da Velhice sadia, é que a primeira é espontânea e a outra meditada e usada como defesa contra os ataques dos mais jovens.
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O PÃO NOSSO DE CADA DIA
Tenini
O pão nosso de cada dia está entre os meus sete pecados capitais.
Sabia que precisava emagrecer, que era bom para a minha saúde, para a estética, pois o verão estava chegando e precisava " entrar" nas roupas de verão do ano passado. Então, decidi, na sexta-feira, de que daqui por diante só comerei uma , no máximo duas fatias de pão preto no café. De preferência, pão sem açúcar ou gordura. Desço determinada no Supermercado para comprar pão integral para a semana. Vou à padaria e me deslumbro com a variedade de pães que são apresentados. Penso ( segura , tentação). Mas antes do pão preto, não resisto àquelas minúsculas trancinhas tão apetitosas e coloco um saco no carrinho . Mais adiante, vejo o pão italiano, fresquinho, lembro da minha avó italiana, que costumava nos mandar pães como aquele.( No pacote, ainda vinham, pão de batatas, de aipim, além de schmier de uvas e de figos, sem faltar os salames italianos, tudo feito em casa...) Como homenagem a minha nona Thereza, coloco no carrinho, mais um pão italiano. Ah, e aquele pão vienense alí, deve ser o pão dos austríacos que invadiram a Italia e que tinham no farnel tal alimento com que conquistavam as italianas famintas... ( não será daí esse meu ar meio austríaco ?) Sorrio, se as minhas tias me ouvissem, recebia um cascudo bem merecido. Pelo sim, pelo não, coloco mais um pão vienense nas minhas compras, só para conferir. Que tal um bolinho , com sabor laranja , mas, só para o domingo ? e lá vai mais um bolo de laranjas . Mas, não posso pensar só em mim e coloco mais dois saquinhos de cacetinhos e um de pão sovado ( que delícia). Me arrependo e troco por dois de sovados e um de pão francês... De repente, vejo o pão que se comia na minha casa, aqueles de meio kg, bem quentinho, como não levar e me lembrar dos meus pais, dos meus irmãos ? ( Pão cortado, com a faca afiada, em fatias lambuzadas de nacos de manteiga, com queijo da colônia e salame italiano em cima...)Coloco mais o pão de meio quilo no carrinho. Então, vejo os pães sírios em saquinhos e concluo que são ótimos para regimes e coloco mais um saquinho nas compras . Só não achei aquele Pão Doce , uma mistura de receitas portuguesa e italiana, uma gostosura, que a gente assa no forno de casa... Aí, vou buscar o proibido salame italiano e também o colonial ( por que não ?). E o pão integral, einh ? Corro de volta à padaria e coloco o pão integral nas minhas compras, sem muito entusiasmo. Envergonho-me de mim mesma, mas não retiro nada do carrinho e vou para a Caixa, fingindo que só comerei duas fatias de pão integral...
Acidentes domesticos. (16032010)
Hoje sofri um tombo no box do banheiro quando lavava os cabelos com amaciante, ao deslizar o tapete de borracha que não resistiu ao silicione do produto...
Caí de costas e bati com a cabeça na parede mas não houve dano a não ser um “galo”... provavelmente o galo de batuque que sumiu do meu bairro...
Fui mais feliz do que uma cunhada que morreu de uma queda dessas, mas levei um grande susto, pois não deu tempo nem de me segurar na barra que mandei colocar no box para uso nos imprevistos.
Felizmente só houve fratura do dedo anular direito, por isso o médico engessou a mão até o pulso por uma semana. Mas duvido que eu aguente até lá, já penso em quebrar o gesso...
Mas o que eu queria dizer e recomendar é que todos devem ter em casa, no “freezer”, uma compressa de gelo ( dessas que se encontra em boas farmácias) para dores fortes quando sofremos quedas. Alivia em poucos minutos a parte dolorida, até que possamos buscar recursos médicos.
Darei merecidas folgas para os que me dão a honra de acessar este site.
Provavelmente terça-feira retorno, mas hoje desenhei e aquarelei, usando a técnica do desenho cego, mesmo com a mão engessada.
Foi o que deu para fazer... desculpem.
Muito obrigada pela atenção e carinho.
SHOPPING IGUATEMI DE PORTO ALEGRE.
O Shopping Iguatemi de Porto Alegre, apesar de ficar longe da minha casa, é um local em que por muitas vezes estive seja para compras ou simplesmente passeio. Há uns 4 ou 5 anos passados costumava tomar cafezinho ali para fazer companhia a um sobrinho muito querido que andava depressivo por sofrer de moléstia cardíaca grave. Então conversávamos muito, riamos e passeávamos pelos longos corredores apreciando vitrinas , mas evitávamos falar na doença dele. Sei que ele gostava da minha companhia e, apesar de ter carro, eu ia buscá-lo na Dom Pedro II, onde morava, para irmos ao Iguatemi. Passávamos a tarde ali, saboreando doçuras, visitando livrarias ou lojas de seu agrado. De repente ele voou para outras latitudes e deixou esta saudade imensa que me fez voltar ao Iguatemi. Ontem decidi trocar a Barra Shopping pelo Iguatemi. Andei pelos seus corredores, solitária, mas eu estava feliz por estar ali. Voltei ao café onde freqüentávamos e verifiquei que está tudo mudado, pois foi aumentado o espaço com novo design, mas as doçuras continuam as mesmas. Sentei-me ali e desenhei, não os frequentadores, mas a visão de uma loja de Turismo que há ali. Vi os funcionários trabalhando incessantemente nos computadores, buscando melhores ofertas para seus clientes. Cheguei, ainda, a uma conclusão: o Barra Sul precisa crescer muito para suplantar o Iguatemi em tudo, embora as boas lojas de artigos refinados como boutiques especiais tenham desaparecido para oferecer apenas o que a China nos impôs em grandes conglomerados. Mas voltarei breve a visitá-lo porque as pessoas me olhavam com interesse, como se olha para turista bem vinda aos corredores daquele centro comercial...
A VISITA
O homem de bolsa à tiracolo chegou em frente da loja e parou. Logo uma dama surgiu de dentro da loja e correu para cumprimentá-lo. Sorriam muito e eu fiquei em dúvidas se seriam namorados. Mas logo passaram a comentar sobre a vitrina e a mulher falava com entusiasmo. Pensei que o homem pudesse ser o arquiteto que planejou a lojinha e estava ali para conferir o trabalho. A loja tem movimento razoável, mas os sapatos e bolsas são muito caros e estamos vivendo um tempo de China, pois as mulheres estão preferindo as imitações , em material vagabundo, mas bonitos, usáveis e descartáveis... Já se foi o tempo em que escolhíamos artigos pela qualidade, hoje as mulheres estão preferindo a variedade descartável em tudo. Por isto, os guarda-roupas estão abarrotados de artigos que, usados uma ou duas vezes já vão para a pilha dos descartes. E assim caminha a humanidade... Tudo se torna descartável até os humanos, sem se darem conta que o barato está saindo caro demais.
 DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Este é o nosso dia. Aqui amanheceu nublado como a dizer que o tempo está nublado para toda mulher, pois as conquistas sociais já demonstram que elas estão liderando o mercado de trabalho, mas afetivamente o clima anda ameaçado por chuvas e trovoadas. Homens são minoria no mercado e passaram a tomar atitudes de raridades, o que não deixa de ser verdadeiro. Mas os homens mais jovens já capitularam, justamente aqueles que se aventuraram a ter um lar e que devem saber cozinhar, arrumar e varrer a casa, trocar fraldas e dar banhos em crianças, além de fazerem as compras nos supermercados. Claro, há os espertinhos que arranjam viagens de serviço para se eximirem destas incumbências... afinal, elas que se virem! Os casamentos estão inseguros e as crianças mais inseguras ainda, tudo em prol da independência das mulheres. Há 3 espécies de homens: aqueles que são, os brucutus e os “mansos”, sem falar dos que já assumiram outro sexo o que aumentou muito a carência por homens...
Aqueles que são homens de verdade resistem às inovações, mas precisam apresentar um rendimento excepcional em termo$ econômico$... ou serem podero$o$ para distribuir emprego$ às “carente$”... Os brucutus são os agressivos, com tendências homicidas tanto reais como os que assassinam mulheres psicologicamente ou mentalmente. Mas no fundo não passam de covardes que temem os outros homens e se vingam nas mulheres. Os” mansos”, hoje em dia, são a maioria porque aceitam tudo numa boa, embora também se vinguem cometendo pequenas traições... São os mais adequados às tarefas de casa. Quanto a mulher, verificamos que está por demais fantasiosa para a realidade que é de “comer arroz com feijão”... As insatisfeitas estão sempre de olho em homens casados, por intere$$e$ econômico$...já que ultrapassaram a fase útil... Restam as maduras inuteis, com exceção daquelas muito inteligentes e que o “alemão” não conseguiu pegar... Estas , são as ferinas que observam tudo com olhares críticos com uma ponta de despeito...porque na verdade gostariam
de tirar uma lasquinha dos Homens de verdade... Quem não sabe o que seja o “alemão” informo que é o Alzheimer...
O LEITOR DE SIMENON
O homem sentado a poucos metros da minha mesa estava absorto, completamente envolvido na leitura de um romance ou biografia num livro de capa laranja com letras enormes do nome Simenon. Se tinha algo mais, não dava para perceber porque as mãos do homem cobriam a referida capa por inteiro. No entanto , constatei que o livro era usado e talvez o homem tivesse comprado em algum “sebo” do centro. O nome Simenon me veio à cabeça. Eu conhecia aquele autor mas não me lembrava qual livro ou livros eu havia lido dele. Voltei para casa com aquela pergunta: Que livro escrevera Simenon? Claro, pesquisei na Internet e logo soube que Georges Simenon era o criador do famoso Inspetor Maigret, de tantos romances e filmes policiais. Devo confessar que já assisti vários filmes baseados nas histórias do Inspetor Maigret, mas hoje em dia não gosto mais de ver filmes policiais. O clima de insegurança que vivemos no Brasil, cujo panorama policial é uma constante do dia a dia, em que crimes de todas as naturezas acontecem a cada instante, acabam por saturar o tema e, eu particularmente evito ler livros ou ver filmes policiais. Mas tem gente que adora, como o leitor da ilustração. Simenon era belga teve uma infância e adolescência com muitas privações e, apesar de ser muito inteligente, abandonou os estudos cedo. Entretanto, gostava de escrever contos, novelas e outros textos usando pseudônimos. Aos 19 anos foi para Paris palco de muitas de suas criações literárias como as histórias do Inspetor Maigret, o policial que usava cachimbo. Mudou-se para o interior da França e escrevia vertiginosamente. Escreveu perto de 400 livros entre romances e novelas policiais. Foi amigo e correspondente de Fellini e, em uma de suas cartas disse: “ Entre nós dois julgo que existe um vinculo de natureza especial, uma vez que perseguimos o mesmo objetivo: dar um conhecimento mais íntimo do coração humano e, por esse meio, usar uma forma anti-intelectual. Como eu, você é um instintivo.”

RETORNO DAS FÉRIAS.
Aproxima-se o fim do verão, as aulas recomeçam nas escolas, as pessoas que optaram por este período de férias também retornaram.
Os Supermercados voltaram ao movimento normal e as pessoas voltam à suas preocupações diárias.
O comércio de vestuário não vive seus melhores dias e, apenas algumas lojas apresentam um movimento regular.
A crise atinge em cheio este segmento da sociedade e fico admirada que algumas lojas continuam abertas apesar do movimento nulo de vendas.
O quê está por trás desta crise e que parece não abalar grandes conglomerados comerciais?
Por outro lado, constato que o mercado financeiro paralelo toma vulto, com muitas pessoas emprestando dinheiro a juros de 7 a 8% ao mês para lojistas cujos negócios estão emperrados.
O quê leva pessoas venderem seus imóveis para aplicar no paralelo? Penso que é uma loucura que eu jamais cometeria...
Mas parece que a crise leva as pessoas à loucura, optando por viver na corda bamba do que enfrentarem a realidade, tão falseada pelas autoridades e silenciadas pelos jornais.
Sou uma atenta observadora dos movimentos sociais e não é por outra razão que combato a situação atual.
Não me move simpatias políticas por nenhum partido e estou desiludida com elas, mas como dependemos da Política para normalizar o sistema é que penso estarmos por caminhos equivocados em direção à esquerda.
A esquerda festiva dos intelectuais está como gosta, com as verbas do MEC sempre prioritárias a eles, nos projetos que apresentam.
E são eles que comandam tudo porque Lula não passa de fantoche nas mãos dos expertos.
Se alguém discordar de mim que me apresentem razões plausíveis que não envolvam interesses escusos.
VISITE O SITE www.tenini.com.br e o site www.joaquim evonio.com ( de Portugal)
A SAFRA DO ABACATEIRO.
Na minha casa tenho dois pés de abacateiros manteiga. Uma delícia!
Há dois anos a produção caiu a quase zero, ano passado deu apenas 3 abacates.
Então mandei adubar porque a árvore já tem mais de 30 anos, resultado: para maio deverei colher umas duas centenas de abacates de bom tamanho.
Parentes e amigos já formaram filas para receberem as gostosuras.
Geralmente sou das que menos aproveito das safras de frutas da minha casa porque vou dando tudo.
É bom ser generosa e eu sempre fui com todos que fazem parte do meu viver.
Daqui da janela do meu refúgio observo o abacateiro e sorrio porque sei que a árvore retribui o meu amor que tenho pela natureza que me cerca.
Diviso, ainda, que fora do meu terreno, há mudas do meu abacateiro, em profusão, para alegria dos pássaros desta Reserva que fica a 20 mts. da minha casa.
PILULAS DIVERSAS... Não sou comentarista, nem cronista de coisa alguma. Emito opiniões nos meus sites sobre tudo que me cerca. Sou artista, sou poetisa, mas não estou cega à minha volta e vejo as coisas, com o discernimento da minha longa experiência profissional e de vida. Então vou dizer o que penso sobre dois acontecimentos importantes que aconteceram. Primeiro o do Lula visitando Fidel Castro, coincidindo com a morte de antigo correligionário de Fidel, preso por mais de 20 anos por discordar politicamente do Chefe. Percebam o dedo de Deus neste episódio. Desde que o Tarso Genro foi nomeado como Ministro da Justiça, coisas estranhas acontecem: Humilham militares, ameaçam “rever os porões da Ditadura Militar, ameaçam com o espúrio projeto de Direitos Humanos, dão ganho de causa para muitos que lesaram os cofres públicos aliados do atual Governo e outras medidas esquerdistas da pior espécie. Sobretudo, ameaçam com uma ditadura a Fidel, em que são presos e condenados quem tiver a “ousadia” de discordar dele... E há centenas de presos nos porões da ditadura cubana... Vejam o perigo para todos nós das classes média, média alta e de pessoas bem esclarecidas que não se deixam enganar com as reiteradas mentiras sobre o”progresso brasileiro”... Estaremos fritos se a tal guerrilheira Dilma for eleita. No entanto, estão subestimando a classe média, mas foi ela quem derrubou Collor, o BNH, Jango etc. A classe pobre é apenas um rebanho que vai atrás sempre de onde está o barulho... A classe pobre continua pobre apesar da bolsa família porque está embolsando apenas para votar no PT e no Governo atual. A classe pobre piorou porque ao contrário do que informam, não há empregos para a imensa maioria e com a retirada do poder aquisitivo da classe média, nem com esta pode contar porque os pequenos empregos e biscates eram oferecidos por ela. Os roubos e assaltos estão tão elevados que a gente tem até medo de sair de dia! Segunda pílula, o famoso caso do bolão da Mega Sena, cujos assinantes do cartão acertaram o “acumulado” e depois ficaram sabendo que não era válido. Tudo uma farsa! No meu entender, como o da maioria das pessoas, a Caixa Econômica Federal é conivente com as lotéricas que faziam o bolão há anos... Pelo visto, a Caixa que deveria inspecionar as lotéricas, fazia vista grossa para os tais bolões . O povo de nada sabia da farsa, como sempre, enganado pelo Governo porque confiava no controle governamental sobre o assunto que envolvia o nome da estatal. Faço votos que além da Lotérica, a Caixa seja punida com os pagamentos do bolão aos ganhadores da Mega Sena, há de se fazer justiça doa a quem doer... Eu teria mais uma infinidade de pílulas mas volto outro dia. ( des.cego no shopping BarraSUL- Tenini)
VISITE O SITE www.tenini.com.br e o site www.joaquim evonio.com ( de Portugal)
FERAS
De Tenini
Mansa, Manhosa vou, Entre arbustos da mente, Espreitando, Arrastando, Emboscadas armando, No alvo mirando.
Te encurralo. Surpreendo teus medos.
Negaças, Eclipses Alertas, Vacilos, Urros e titubeios.
Sinuosos caminhos Aguçam meu faro.
Bote final, me detenho! (Será que ele é ou NÃO É ?)
DESENHANDO NO SHOPPING. ( 23/02/2010)
O momento do casal foi registrado e é sempre atual. Mudam os personagens mas a cena é a mesma.
A técnica que usamos foi desenho em caneta Reynold's , aquarelado.
Este aquarelado não é o convencional , mas rápido e apropriado a um desenho de improviso. A técnica da aquarela requer tempo e cuidados na aplicação das tintas o que não acontece
aqui. Mas gosto de usá-la assim como se fosse uma pintura em acrílico ou a à oleo. Os puristas da aquarela talvez não aceitem, mas eu prefiro esta forma moderna de usá-la.
Espero que gostem dos resultados, pois algumas pessoas adoraram a imagem e os efeitos aquarelados da imagem.
Email: aaninnaa@hotmail.com > Mensagem: Aline ( Komanethi) > > > 18-2-2010 > em 22:25 h > Querida Tenini que espetacular este teu espaço, suas obras são divinas e > como tu consegues expressar bem os flagrantes do dia a dia das pessoas da > nossa zona sul e outros lugares também né? A minha admiração por ti já era > grande agora então que pude ver tanto talento é maior ainda, SOU SUA FÃ!!! > Um abração bem grande parabéns. SOBRE DESONESTIDADE. ( 22/02/2010: Des. em pastel: NU-2003 modelo-vivo, autoria Tenini)
No serviço público, o servidor que se valer do seu cargo para auferir outros rendimentos da Repartição para a qual trabalha, como concorrências públicas para prestação de serviços extras alheios ao seu cargo, estará sujeito à inquérito administrativo, punição e demissão do emprego público.
Na empresa privada não é assim. Vou dar como exemplo os jornais, que são useiros e vezeiros em acusarem os outros, costumam conceder contratos vultosos para funcionários de cargos importantes da empresa para fins de prestação de serviços alheios ao seu cargo. Há também casos de darem até, empregos para suas concubinas...
Afinal, tais procedimentos são ou não desonestos?
Se são desonestos , as empresas privadas deveriam abster-se de tais procedimentos porque a Ética é igual para todo mundo. ACESSE o www.tenini.com.br
LENTES VERDES ( reeditado...)
Flagrante foi colhido em 2003. Ainda o Bistrô agüentava a queda de freqüência e à tardinha, podia-se ver as pessoas tomando cafezinho, um drink ou esperando alguém. Lá um que outro, fanático de estrela no peito perdia a cabeça nos drinks.
A técnica que usei foi desenhar cada um em desenho cego e depois aquarelar.
A música ecoava no ar, não as músicas modernas dos jovens, mas as músicas internacionais de todos os tempos, no piano. Alguns escutavam outros, indiferentes, comiam, enquanto os demais , bebiam. Mas ainda havia uma certa esperança no ar para o homem de óculos verdes. Os \"mensalões\" desiludiam a maioria das pessoas, a política passou a ser vista como traidora do povo.
Mas isto é tempo passado, porque de lá para cá as coisaas pioraram para a classe média, enquanto os eleitos da República proclamam o Progresso brasileiro, para eles, evidentemente.
TeniniE/mail:tenini@terra.com.br
Piston de gafieira,
Não sei se alguém de vocês conhece aquela pessoa que torce tudo que se conta por má fé e arma a maior fofoca numa reunião de família, numa festa ou num evento qualquer, deixando um desagradável ambiente ao seu redor que perdura no tempo.
A personagem a que me refiro parece ser sempre mulher. Confesso que na minha longa existência encontrei um que outro homem apresentando tais características...
Estava programado um reveillon na casa da Leilinha, familiares e amigos todos entusiasmados porque o local era a ampla residência da anfitriã, à beira do Guaiba. Convidados elegantes , pertencentes à alta sociedade ou do meio artístico fizeram-se presentes.
De repente ela notou a presença de uma intrusa, a Ganda, conhecida pela sua língua de intrigante de mortal veneno.
A dona da casa teve um arrepio, o que a Baixinha aprontaria dessa vez? E perdeu o rebolado porque não fazia outra a coisa a não ser vigiar a intrusa que circulava com desenvoltura entre todos, sempre com um
imperceptível sorriso maldoso nos lábios.
O grupo estava animado pelas champanhotas que rolavam na elegante festa, só Leilinha não perdia o ar de pânico.
Cerca de 23 h 50 , quando se esperava o início do espetáculo de fogos de artifícios na orla do lago, Ganda começou a discutir com um casal presente na casa, o Dr. Bufratto e esposa.
Revelava em altos tons o “affair” que ela tivera com o ilustre convidado , contando os picantes pormenores do caso, dizendo que a dona da casa, Leilinha, era testemunha de tudo. Assim, houve um tumulto geral e o casal em causa passou a discutir aos berros , envolvendo a anfitriã, além de uma “outra” rival visada pela Ganda.
De repente, havia um conflito geral na sala por causa do disse que me disse...
Dos fogos pela entrada de ano? Ninguém percebeu já que do tiroteio de palavras saía fumaça. Ante a confusão geral o marido de Leilinha não perdeu a calma nem o bom humor, pedindo aos músicos que foram contratados para a noitada, abafarem o conflito com música Piston de gafieira, enquanto o pistonista caprichava no sol # maior, o pau verbal rolava...
Ganda? Escafedeu-se sem que ninguém percebesse. A dona da casa, a Leilinha teve um chilique e foi parar no Pronto Socorro.
Desde aquele dia, a rainha da fofoca, a baixinha Ganda recebeu o apelido de “Piston de Gafieira”. Os mais antigos podem recordar a música , acessando a Internet.
Assim, quem tiver um segredo chaveie a língua porque pode surgir um Piston de Gafieira para jogar aos 4 ventos seus segredos acrescidos de uma letal dose de inverdades. Pode acontecer, ainda, para seu azar, de haver uma parceria de “pistons”, aí, você vai ter de “plantar bananeiras “para provar o contrário tudo que a dupla maquiavélica inventar...
Obs- Os personagens e locais são fictícios, mas... os fatos...
A GAROTADA DOS SHOPPINGS.
O casalzinho da ilustração não deve passar dos 14 anos, iniciando os beijos demorados, como o conhecido beijo “desentupidor de pias”... Sentaram-se ali, perto do Café, e ela estendeu o biquinho, o garoto mirou e lascou o primeiro das dezenas de beijos depois. O que sentiram os garotos? Acho que nada a não ser o ato exibitório, porque depois de um tempo, deram-se as mãos e foram dar uma volta pelo shopping. Aliás, quando eu frequentava o Shopping Praia de Belas, assisti centenas de cenas como estas dos adolescentes da ilustração. Não só estas, mas beijos demorados entre gurias em novos tempos! Falando de beijos, vocês conhecem o “ beijo pulsante”? Há uma “ilusionária" por aqui, conhecida por seu “beijo pulsante ”,vulgo beijo de velho, portanto, comercial,,.. Que pode vazar por uma ou mais vias, dependendo do enfoque... ATENÇÃO : Quando esta página não tiver novidades : Vide as matérias publicadas e que poderão ser lidas semanalmente no
site www.tenini.com.br porque aqui tornou-se impossível CONTINUAR em virtude de o site não comportar minhas criações. Obrigada.TENINI
A QUARTA-FEIRA DE CINZAS
O rapaz à esquerda me pareceu militar em férias, talvez um primeiro tenente do Exército pelo corte de cabelo e demais detalhes que eu conheço bem. A moça à direita, acompanhava o militar. Os militares andam meio desanimados por várias razões, inconformados com o regime atual. Precisam de paciência porque todos nós tivemos de esperar mais de 18 anos para acabarem com o regime militar. Espero que a ditadura de esquerda que tenta se insinuar na América do Sul passe rápido... Deus nos livre dela! A loira me pareceu alguma Modelo em férias, estava acompanhada da mãe, mas usava uma camisa de listinhas que sei que não se encontra aqui, talvez em NY. Usava, ainda, maquilagem suave e era muito alta. Trajava, ainda, um short com sapatos de saltos altos, como se andasse desfilando. À direita uma jovem mulher sozinha tomava cafezinho, mas atenta aos homens que entravam na Cafeteria... O que tenho observado não só hoje como habitualmente, a grande maioria das mulheres pinta os cabelos e eles ficam sem viço... precisando uma boa hidratação, o que também ocorre comigo... Todas as hidratações que tenho feito não duram mais do que 48 horas... Afinal, qual será uma boa hidratação que resolva por mais tempo , einh?
CARNAVAL NO RIO
Este ano o Carnaval no Rio de Janeiro está sendo espetacularmente festejado. Broadway é fichinha para o Carnaval do Rio que promete ficar cada vez mais famoso e divertido!
Madona está aqui com suas filhinhas e parece curtir muito o que está vendo, além de estar aprendendo o “samba no pé”.
Quanto à “Devassa” da Paris Hilton encontrou o chão dela nesses dias de muita devassidão e brincadeiras... ainda que esteja fazendo propaganda da cerveja.
Fico feliz por ver o povo carioca estar se divertindo tanto porque somos um povo alegre e que sabe dar a volta por cima dos problemas do cotidiano.
Carnaval da Bahia? Ora, deixa prá lá, é coisa de bahiano ... não pode ser comparado com o do Rio e o de Porto Alegre precisa aprender que Carnaval deve ser entregue à empresários de categoria com espírito de foliões que se dediquem ao ramo para poder realizar o esplendor de um Carnaval que traga muitos turistas do mundo todo para o Brasil.
Aqui é o Mercosul, portanto, merecemos ter um Carnaval que possa competir com o do Rio, afinal, as mulheres mais belas do mundo estão aqui.
Quarta-feira de Cinzas é amanhã...
Amanhã vamos pensar nos problemas, mas hoje, não! ( Carnaval -paintTenini)
ANOITECER.
O calor sufocante faz receber o anoitecer como uma pausa para o sol causticante que castiga o Brasil, de norte a sul.
Ao divisar algumas nuvens escuras no horizonte, pensei que se tratasse de chuvas que viriam. Não eram e sim, as nuvens cinzentas do anoitecer que cobrem o Sol para amenizar seus raios.
Olhei para o alto e não resisti à beleza do cenário e corri para buscar a digital para colher o instante.
Vejam o espetáculo da natureza!
Interpretei que também isto acontece com o anoitecer de nossas vidas, onde o brilho, as cores vibrantes, a suavidade do azul são cobertas pouco a pouco até que a noite implacável se deite sobre nós.
Mas, ainda assim, o espetáculo é maravilhoso porque atrás dos breus de nossas vidas, há o brilho do Sol e cores de infinitos tons, aguardando um novo amanhecer.
Como se isto pudesse acontecer, na eternidade que nos aguarda... ( Foto de Porto Alegre em 13/02/2010 por Tenini)
AMANHECER.
Apesar do calor infernal de ontem e durante a noite, em que acordei várias vezes banhada em suor, acordei bem disposta porque verifiquei que o sol está encoberto por nuvens cinzentas
o que deixa o ar mais agradável e é possível que as previsões meteorológicas finalmente acertem e as chuvas retornem. Dei uma olhada nos bebedouros dos beija-flores e verifiquei que ainda não precisam ser renovadas as águas açucaradas de que as cambacicas tanto gostam. À direita, divisei que os Mimos de Venus na cor rosa ainda não acordaram, pois estão fechadas. Elas são dorminhocas e costumam acordar pelo final da manhã como as adolescentes em férias. Mas ao chegar perto dos Mimos percebi que as cambacicas (as minhas Maricotinhas) voaram para o pé da árvore e me fitavam atentamente, saltitando alegremente num Bom dia repleto
de carinhos. Como poderia viver num lugar onde não pudesse ver os verdes das árvores, as flores e os passarinhos a voar? Como alguém pode viver sem estar rodeado dos pássaros libertos que encantam com seus trinados e nos seus alegres ti,ti,tis? Entendam, este é o meu Paraíso e que pode ser descoberto por todos que sintam a natureza que se encontra ao alcance de cada um desde que estejam atentos a ela... ( Foto Tenini)

O TRAVESSEIRO.
Tenini
O travesseiro é um artigo importante para nosso bem estar, quem não adora babar no seu travesseiro?
Ele divide conosco as preocupações, as alegrias, as insônias, as lágrimas, os segredos, as delícias, as raivas, as noites bem dormidas e até as mal dormidas..
.E o sonho é bem mais tranquilo e gostoso quando o travesseiro é confortável, mas quando está muito usado e cheio de ácaros, só temos pesadelos, acreditem!
Ele nos acompanha desde o nascimento até o sono final, portanto, um companheiro para todas as horas.
Então, jamais prescindiremos dele, pois até na morte, no caixão, colocam um travesseirinho debaixo da nossa cabeça para que ao levantarmos na presença de Deus, estejamos com
a coluna ereta dos justos.Sim, porque se a gente chegar de pescoço pra baixo, o Senhor vai nos mandar logo para o Inferno...
No programa da Opa na Internet, fiquei sabendo que ele também é ninho de ácaros e que ninguém deve ficar com o mesmo travesseiro por mais de 6 meses, ( para a alegria dos comerciantes
e azar dos ácaros), pois você sequer desconfia que são os bichinhos que infestaram seu travesseiro que estão tumultuando seu sono e sua saúde.
Depois disso resolvi botar fora todos meus travesseiros, até aquele que eu guardava como lembrança porque foi o último que meu marido dormiu antes do sono eterno.
Por comodidade, coloquei na relação do Supermercado este artigo porque vi vários ali de marcas diferentes.
Não gosto de enchimentos de poliester e assemelhados porque são quentes demais, pois ficar de cabeça quente a toa só resultam confusões.
Prefiro refrescar minha cabeça e minha memória recostada num bom travesseiro que não é encontrado em Supers.
Queria o de látex! Sim, aqueles com enchimentos de borracha lá do Amazonas, bem natural e fresquinho como a natureza pede. Não encontrei, confundi com o de poliuretano...
Longe das aulas de química nunca me antenei o que era esse material, pensei que fosse o látex industrializado.
Claro , comprei convicta de que era o que queria.
Chegando em casa, meio desconfiada resolvi pesquisar no Google. Para minha decepção, o tal poliuretano é a reação de dois compostos com diferentes propriedades físicas e químicas...
Portanto, é um produto não natural.
O travesseiro tem sido descrito na literatura mundial em romances, contos e crônicas, passando por citações inocentes, românticas, cômicas, em cenas de terror ou utilizado em peraltices
na cama do cotidiano...
Quem não se recorda dos tempos de infância, da guerra de travesseiros entre os manos e penas de galinha ou de ganso voando pela casa?
E a mãe da gente correndo atrás de nós para dar umas chineladas...
Também os médicos costumam recomendar travesseiros adequados , macios, firmes, de espuma, penas ou látex etc. Segundo o reumatologista José Knoplich, autor do livro "Viva bem
com a Coluna que você tem", é importante que "a altura do travesseiro garanta a sustentação do pescoço e consequentemente as veias e artérias da área para que não prejudiquem
a circulação."
Entre os indicados estão: os de látex ( caríssimos); os de Viscoelástico, os do tipo Confort soft e o Anatômico de látex, que associa o látex e o poliuretano , com proteção contra
fungos e ácaros, também num preço bem elevado.
Como era sábado, resolvi que na segunda-feira percorrerei as lojas atrás do travesseiro de látex porque já estou bem convencida do que é melhor para mim.
Enquanto isto, estou dormindo com o travesseiro de poliuretano.
Não é que gostei? Acho que por ser novo, dormi tranquilamente, sem a aporrinhação dos ácaros e sem a rinite que me fazia acordar toda noite para colocar gotas nasais...
Sonhar assim, no maior conforto, especialmente num travesseiro de látex, anti ácaros, certamente os sonhos se tornarão mais coloridos e acordarei menos implicante, né?
Quem sabe amanhã ou depois aconchegarei o meu travesseiro com o daquele alguém que me espera lá do outro lado do Universo...
A CARTA QUE NÃO FOI ENVIADA.
Ao remexer nos meus guardados, encontrei uma carta que nunca enviei.
Ela é datada de 21/03/1995.
Cheguei!
Morta de cansaço, mas pronta para outras aventuras tão maravilhosas como a que vivi na mostra do ARTEXPO, que anualmente reúne artistas , designers e arquitetos do mundo inteiro apresentando sempre novos nomes para destaques mundiais.
Da minha parte, nem sucesso nem fracasso como todo mundo lá, entretanto aprendi muito mas não sei se mudarei.
Fiz amizades incríveis, especialmente com artistas de outros países e, de modo especial, com os da Espanha, cujo stand ficava defronte ao nosso do Brasil.
Fui muito afofada e mimada por dois artistas espanhóis que me convidaram para ir a Madrid, “pronto, pronto...”
Outra amizade muito especial foi com o músico americano Dick Griffin ( composer, arranger e trombonist de jazz. Ele gostou muito dos meus trabalhos de Bar e convidou-me para assistir ao seu show num Restaurant de NY.
Não fui porque as minhas colegas não gostam de Black Power...
Uma pena, devo escrever-lhe pedindo desculpas.
Outros amigos especiais que fiz foi com o Provenzano , Publisher, da Califórnia e Dennis Kelly, Publisher of prints.
O primeiro convidou-me para almoçar e com o segundo tomei um belo lanche pelas imediações do evento.
Para contar tudo teria de ser uma carta de muitas folhas.
Visitei o NY Empire S. Building. Wonderful!
Comprei um King Kong enorme e muitos coelhos de todos os tamanhos e trouxe-os para a minha filhota . Ela deu pulos de alegria.
Fui ao Píer de NY e no restaurante Sequóia, amei os produtos do mar lá servidos.
Comprei sons, rádio, filmadora por preços incríveis.
Almocei no Centro Financeiro do Mundo ( World Trade Center) e fiquei nervosa e indisposta, creio que pela nossa dívida externa...
Vi a opera Carmen, revi o Phantom of the Opera e assisti ao Bela and the beast.
Num Restaurant italiano da Seventh Avenue, depois de duas taças de champanha, decidi cantar o Sole Mio, por falta de música no local.
O inesperado é que fui acompanhada por ítalo-americanos de Ohio que estavam reunidos numa grande mesa festejando algo.
Correram para me abraçar e beijar porque pensaram que eu era italiana...
Enfim, foram belos dias que jamais esquecerei. ( Quadro A DAMA DE AZUL- de 1995)
SOBRE SUCESSO.
O sucesso costuma cobrar muito caro seu brilho e, de repente pode apagar para sempre como fogos fátuos. Outras vezes o sucesso pode eternizar-se não sem antes ser precedido de tragédias e até com a própria vida daquele que ousou cativá-lo. O sucesso traz todas as espécies de sentimentos sobre os famosos, especialmente negativos e, por esta razão nunca serão felizes por mais que fujam da verdade. Outras vezes o sucesso é como moeda falsa, quando você não apresenta o talento que apregoa e é alçado por alguém que paga para você aparecer... Quanto mais cedo você for se destacando pelo seu talento, mais a Inveja estará à espreita, aproveitando todas as brechas para boicotá-lo. Sucesso, glória, fama são sinônimos que muitos almejam alcançar mas são poucos os que conquistam. Estas conclusões eu cheguei há muito tempo, ao visitar o Museu do Louvre em Paris. Vi obras de talentosos pintores que jamais foram citados em compêndios de Arte nem conhecidos em sua época. E eram muito superiores aos “famosos de todos os tempos...” O que teria ocorrido com eles? São talentos anônimos que nunca saberemos dos seus trajetos nem destinos, faltou-lhes as "estrelas" ? Além disso tenho lido e assistido filmes sobre as vidas de pessoas famosas ao longo dos tempos o que me deixa segura do que afirmo. Se você for talentoso saiba conviver com as Invejas e os Boicotes, tais pessoas não passam de predadores frustrados e têm como meta anular você para que não produza mais nada. Você poderá encontrar tais predadores até em pessoas que você, ingenuamente, tenha confiança e admiração. São os piores... porque são os traiçoeiros. Enfrente-os pois um dia você vencerá, ainda que a vitória seja tardia e amarga. ( IL.- JAZZ des.em pastel oleoso de TENINI)
Libro di Storia
O velho [pt] Terça-feira - 08/09/2009
Foto: Divulgação Desenho aquarelado feito pela autora Por Teresinha Canini Avila (Tenini)*
O velho aparecia sempre no verão, com traje branco completo e a picareta de palha italiana e eu ficava me perguntando se ele não seria um personagem dos filmes antigos contracenando com as inesquecíveis Divas do cinema italiano, como Anna Magnani , Gina Lollobrigida, ou quem sabe, Claudia Cardinalli ?
Como seria quando jovem? O que fazia por Porto Alegre , porque passeava solitário pelo shopping da zona sul, como um estrangeiro de passagem...
Mas há um ou dois anos que não o vejo mais, estaria doente? Teria morrido? Moraria aqui ou na Itália?
Tinha o rosto queimado pelo sol e de um rubro tão intenso que parecia feito de vinho. Cabelos alvos, sob a picareta de dourada palha italiana de séculos passados. Por que, trajava linho branco?
Para mim sempre foi um mistério aquele homem em avançada idade que sentava num banco nos corredores do shopping e sua imaginação voava longe, talvez revivesse sua mocidade navegando num barco nos mares de um azul intenso como o do Tirreno em busca da Gruta Azul.
Às vezes eu pensava que ele poderia ser de Napoli, do sul da Itália, outras que era um veneziano, como aquele ancião que encontrei na barca de Veneza de mãos dadas com o netinho, no norte daquele país.
Talvez tivesse vindo para o Brasil com a família depois da Segunda Guerra Mundial e morasse aqui na zona sul, no bairro Vilanova ou na serra, onde plantou videiras como na Itália, mas o certo é que a gente nunca esquece de nossas origens e as saudades da terra onde nascemos nos acompanha até o fim dos nossos dias.
Um amor pela terra e que fazemos questão de transmitir aos descendentes.
Faço votos que o velho italiano esteja vivo, aqui ou lá, mas onde estiver, desejo que saiba que estive solidária com ele no momento de sua completa solidão e que naveguei com ele na sua profunda saudade do país dos belos mares em azuis ftalos que jamais esquecerei. E, ao fundo, só nós dois escutávamos a música Santa Lucia como se estivéssemos na barca atravessando Veneza de outros tempos...
*Teresinha Canini (Tenini) é artista plástica, poetisa e colunista em Porto Alegre, cidade onde reside. E-mail: tenini@terra.com.br Site: http://br.geocities.com/tenini_online/index.htm
Redação revista eletrônica Oriundi
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Comentários anteriores sobre esta matéria Omar José Ribeiro - carazza@gmail.com - 15/01/10 09:14:14 Teresinha Canini "Tenini, quando será que voce vai publicar um livro sobre a Imigração. Me emociono muito com os seus artigos. Parabens, continue a escrever. Se voce puder escrever ou souber de algum livro que fala sobre a viagem dos imigrantes ainda na Italia, das pequenas cidades como da minha inequecivel San Pietro di Morubio - Pro vincia di Verona - até o porto di Genova, ficarei eternamente agradecido Omar.
RESPOSTA: Obrigada pelos seus comentários. Quanto a livros, já tenho um à espera do patrocínio A SAGA DOS VÊNETOS. Na verdade , a busca de patrocínio não deveria ser da alçada do escritor e, como sou comodista, não tenho procurado. Publicar um livro é arriscado e sai muito caro por conta própria e, quando acontece, as livrarias se negam a recebê-lo...
Mas é certo que continuarei a escrever sobre minhas memórias, ficcionadas em alguns pontos, como gosto de fazer. Guardarei seu nome com carinho. Um abraço da Teresinha Canini ( a Tenini)
 ( Foto do Guaiba- Tenini)
DESPERTAR
Desperto e diviso o lago da minha janela. Imóvel, entregue ao calor senegalesco, vencido pelo sol abrasante dos últimos dias, exangue nas águas mornas, febril e enfraquecido... Súbitamente o céu veste-se de nuvens e cerra cortinas ao sol... Parece que tudo fica mais suave , uma brisa mais forte acaricia meu rosto. Te busco , amado meu, e da penumbra do teu coração me falas na tela iluminada. São tão suaves tuas palavras, tão envolventes e acariciantes que te descubro como a chuva refrescando meu lago febril... E no beijo que me envias, sinto na boca o sabor de amoras amadurecidas em sóis mediterrâneos...
AS EXECUTIVAS
Tenho percebido que muitas pessoas vão ao Café com seus laptops e trabalham ali mesmo entre um cafezinho e outro por horas seguidas. Desligados de tudo ao seu redor costumam manter a atenção no seu laptop porque ali está todo o material que precisam para administrarem suas Empresas. Ás vezes, eles estão em grupos e discutem entre si antes de decidirem pela forma como vão abordar as tarefas. São os executivos ou executivas de grandes, médias e pequenas Empresas. Na ilustração deste texto, reconheci duas executivas em mesa próxima. A loira de Porto Alegre e a morena de São Paulo. Esta última dava as dicas para a jovem loira, retificando muitas coisas que ela escrevera, demonstrando conhecimento e segurança para os assuntos tratados. A de São Paulo era muito jovem , além de assessorar a moça daqui, atendia o celular e dava ordens sobre estoques e compras... Como estavam em mesa próxima dava para ouvir tudo que conversavam. A moça de São Paulo , além de atender telefonemas sobre os negócios, dava orientações à babá de sua filha sobre o que deveria vestir ou comer... Deu um bonito retrato da executiva de hoje.
MOMENTOS DE INDIGNAÇÃO
Normalmente eu desligo dos assuntos que me irritam, mas às vezes me deparo na TV ou jornais com informações que me enchem de indignação.
Momentos de indignação são necessários para que saibamos que tudo vai bem com a gente.
Se recebermos com indiferença tais informações será sinal de que estamos ausentes de tudo...
Raramente vejo na TV quem realmente saiba de problemas sociais com conhecimento teórico e de trabalho diário com a massa da população, sem conotações políticas partidárias, então parece que há aceitação geral com gestos de solidariedade e assistência social dados indiscriminadamente.
Donativos assistenciais devem ser bem analisados sobre as fontes recebedoras pois quando trabalhava na área social constatei frequentes fraudes em que a “entidade recebedora” embolsava os donativos para si próprios ou seus funcionários.
As ONGs são um perigo em vários sentidos, e isto já foi constatado.
Mas hoje o que me irrita é este calor senegalesco que estamos vivendo em que a mídia informa que haveria um refresco com pancadas de chuva... Que chuva? Aqui onde moro, só o sol está ardente, rindo da nossa cara.
Sei que você vai me criticar porque pulo de um assunto para outro mas é um sinal de que minha mente está a mil...
PERNAS PARA QUÊ TE QUERO?
Um renomado cronista da aldeia da “periferia” Global deste país, Paulo Santana, escreveu uma crônica criticando as pernas grossas que estão em moda por causa das tais Academias de Musculação...
É verdade, pelo que constato, há pernas grossas de nascença, pernas avantajadas prá lá de gordas e curtas, além das pernas de musculação que se assemelham às de jogadores de futebol...
A minha família sempre teve pernas femininas normais, isto é, nem finas nem grossas. E belas.
Da minha parte, as minhas ficam entre as normais e mais finas, o que considero uma grande vantagem porque elas continuam em forma apesar dos anos.
Não tenho aqueles joelhos pendurados em bolsas laterais como costuma acontecer com aquelas coroas que possuem pernas grossas e curtas, depois dos 50 ou 60 anos...
Se os homens gostam ou não , não sei, mas tenho visto no shopping as gordíssimas passarem com namorados para inveja das garotas de pernas finas..
Os homens? Ora, é uma classe que ainda está na era do Brucutu...
SÁBADO ENSOLARADO.
Amanheceu com um sol brilhante e convidativo a dar uma caminhada na praia. Disse aos meus cães que iríamos passear na praia e eles entenderam a mensagem e ficaram inquietos e radiantes, com os rabos abanando.
Coloquei-os no carro, a Meg ao meu lado e o Rintin no porta-malas.
Antes passei pela feirinha ecológica para comprar tomates, alface, batatas.
Depois fomos para a orla do Guaíba, em Ipanema.
Apesar de cedo, a orla já estava tomada de carros e o calçadão com muitos casais de jovens, pessoas idosas, de meia idade nas caminhadas de ida e volta.
Não encontrei nenhum amigo ou amiga no trajeto, apenas aquele antigo grupo de amigos da Cerveja que aguardava a abertura do bar da esquina...
Meus cães caminhavam no meu passo, o que me surpreendeu porque no Inverno eles costumam correr e me levam como charrete...
O Rintin chama a atenção pelo seu aspecto. Hoje, foi chamado de Raposa, outro dia de Lobo, menos o que ele é , pastor com collier...
Um rapaz que nos observava, falou ao amigo que meus cães eram educados e, realmente são. Não latem, não procuram brigas com outros cães e são dóceis.
Lá pelas tantas, resolvi levá-los até a beira do rio para tomarem água, pois estavam sedentos.
Recusaram e se postarem de costas para o lago... até eles já sabem que o Guaíba está poluído...
Exausta, como meus cães, voltei para casa, onde resolvi fazer uma macarronada sem carne de qualquer espécie que me ensinaram.
Só com temperos diversos e massa de tomates.
Achei regular, prefiro as minhas receitas suculentas seja com carne de gado ou galinha...
TEMPOS BRANCOS DE NOSSAS VIDAS E OUTRAS REFLEXÕES. ( 28/01/2010)
Voltam as brancas flores do bouganville da calçada a maravilhar-nos formando o túnel da felicidade para os passantes desta rua.
Elas representam as saudades que vão e que voltam dos tempos felizes e brancos de nossas vidas.
Os jornais estão cheios de tristezas, violências e disse-que-me disses...
Não posso me deter nas tristezas, agora preciso de paz .
A paz daqueles que nada temem porque fizeram de suas vidas livros abertos e assinados , além de terem dado tudo de si em prol do próximo.
Não falseio identidades para dizer o que penso porque só as pessoas que sabem que são irritadiças e coléricas, destituídas de razões para com suas próprias vidas, agem assim. Assumo meus erros assim como me agradam os acertos.
Os fatos tristes da minha vida são compreendidos como fases negativas, mas que não perduraram por muito tempo porque sempre soube dar a volta por cima.
Assim , espero que a tragédia do Haiti passe a ser encarada como um desafio ao seu povo para que busque soluções para as próprias aflições.
Claro, a ajuda internacional deve ser acionada, mas sempre no sentido de aproveitarem as próprias forças da nação que se encontram abaladas a refletirem e buscarem reconstruir em outras bases, suas vidas.
Assistencialismo se faz por ser mais cômodo e apenas nas emergências, porém, a longo prazo será uma eterna muleta que pode cair a qualquer baque, além de estimular as dissimulações e acomodações daqueles que se acostumaram a receber, sem nada darem em troca. Políticos sabem que as trocas se dão pelos votos... Não é hora de o mundo ser apenas “bonzinho” para com o povo haitiano, válido também para brasileiros, mas fazê-los refletir que caminhos sem volta não devem ser retomados para não reincidirem nos mesmos erros e tragédias depois.
A DESCOBERTA...
Quando eu estava em pleno exercício das minhas atividades profissionais como Assistente Social, recebi uma incumbência de implantar um programa de assistência ao Idoso na Previdência Social, em 1973.
Estava na Direção de um Serviço importante e logo comecei a estudar o assunto.
Como as demais colegas, havia uma rejeição instintiva contra a Terceira Idade, como se ela fosse inútil.
Comecei a estudar o assunto e me empolguei com relatos de experiências recentes implantadas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Transmiti aos colegas e duas delas se engajaram no Programa.
Passamos a dedicar uma atenção especial ao projeto e logo ficamos conquistadas pelas descobertas que fazíamos.
Começamos por convidar aposentados e pensionistas de mais de 60 anos a virem ao Centro Social para conversarmos sobre suas necessidades. Oferecíamos lanches a todos, como isca porque eles estavam acuados perante a sociedade em que viviam.
Os idosos foram chegando, timidamente de início e fomos organizando grupos.
Para surpresa nossa , os idosos escolheram temas que mais os interessassem.
A Poesia foi escolhida como primeiro lugar, para surpresa nossa, que esperávamos que eles quisessem falar sobre Saúde e demais necessidades.
Então formamos grupos de Poesias, em que eles declamavam ou escreviam suas próprias poesias.
Em segundo lugar, escolheram Culinária, então organizamos grupos que desejavam cozinhar e tivemos de improvisar uma cozinha com os aparelhamentos indispensáveis para que eles trouxessem suas receitas.
Os grupos cresceram e durante as tardes entre poesias, doces, tortas, salgadinhos passavam as tardes discutindo sobre o Ontem e o Hoje.
Em terceiro lugar, eles escolheram bailes. Então organizamos tardes quinzenais de bailes para a Terceira Idade.
Depois, eles escolheram o tema sobre as dificuldades de aceitação perante os familiares, então passamos a convidar familiares dos idosos para participarem das festas.
Os familiares ficaram deslumbrados com as descobertas de potenciais de seus próprios familiares que tanto criticavam.
O Serviço Médico começou a dar atenção especial aos Idosos.
O Programa foi crescendo e tomando vulto perante a comunidade.
Em 1975, decidi organizar Concurso Literário de Crônicas e Poesias para a Terceira Idade, pois já estava maravilhada com o que descobrira sobre idosos.
Houve aceitação imediata, inscreveram-se pessoas ilustres da terceira idade, como profissionais liberais , militares, escritores, jornalistas, poetas, músicos e de todas classes sociais.
Convidamos cronistas importantes da época para indicarem os primeiros lugares.
Foi um sucesso, sem precedentes.
Os prêmios eram ridículos porque não tínhamos verba.
A Livraria do Globo deu-nos uns 30 exemplares de bolso, encalhados em suas prateleiras, a Varig que ainda era importante na época, deu-nos um globo do mapa-mundi e outros de menor valor.
Organizamos a festa no salão nobre da Previdência que ficava na Av. Borges de Medeiros, 536. Enfeitamos o salão com rosas brancas e em todas fileiras de poltronas. Como fundo musical ouvia-se todas as músicas de sucesso de antigamente, escolhidas pelos próprios idosos.
A cerimônia de entrega dos brindes para os primeiros colocados emocionou a todos que tiveram a oportunidade de assistir.
Organizamos um livro que foi impresso às pressas na própria gráfica da Instituição com todas as crônicas e poesias dos participantes e os exemplares foram distribuídos para Universidades, jornais, editoras e demais órgãos culturais da cidade.
Desde então, iniciaram-se aqui bailes para a Terceira Idade e demais atividades culturais em que eles jamais foram esquecidos.
Fomos os anônimos divulgadores de tão importante descoberta e eu me orgulho disto.
Tudo isto aconteceu durante o período dos Militares no Governo do Brasil.
Falo nisto agora, porque vejo contristada na TV , os hospitais cheios de idosos e crianças nas salas de espera aguardando uma humilde vaga para amenizarem suas dores.
E isto, em plena Democracia quando ouvimos o Presidente declarar em solenidade pública que estamos com cofres cheios e demos bilhões de dollares ao FMI...
( Paint Tenini)
A PARTIDA DA MARICOTINHA
Texto Tenini.
Já contei que tenho bebedouros para beija-flores no sacadão da minha casa.
Além dos beija-flores, são as maricotinhas que se deliciam com as águas açucaradas que coloco ali.
Às vezes me preocupo se estou fazendo bem ou mal aos passarinhos porque eles estão cada vez mais numerosos e mais rápidos em esvaziar os bebedouros.
Mas sei que eles gostam aqui de casa .
Não sentem medo com a minha proximidade nem da minha empregada, nem tampouco dos meus cães que se acostumaram com os pássaros e não os perseguem.
Mais, se deixo a porta de entrada do salão e a porta que dá para sacada abertas, eles sem cerimônia alguma entram por uma e saem pela outra e eu fico feliz por vê-los voar dentro de casa.
Às vezes eles se perdem atrás das cortinas e ficam se debatendo e a gente tem de salvá-los conduzindo-os até à liberdade.
Mas ontem, minha empregada achou uma maricotinha morta, embaixo do sofá.
Como ela foi parar ali, não sei, nada percebi, não ouvi seu pedido de socorro, nem sequer barulho de asas.
Fiquei triste de ver a maricotinha morta, já gelada, embaixo do sofá.
O que teria ocorrido? Teria se sentido mal e procurou abrigo ali?
O consolo é que ela morreu sabendo que estava em lugar seguro e amigo.
Assim como nós que esperamos morrer nos braços dos nossos entes mais queridos.
Á tardinha, como uma homenagem à maricotinha que partiu, pássaros em profusão entoaram os mais belos cantos em trinados que me pareceram divinais.
Uma coisa tenho certeza, na outra encarnação, será bem possível que eu retorne como um pássaro alegre e saltitante, sempre em busca das doçuras de viver em liberdade, ainda que pague com a vida por ela.
INFLUÊNCIAS MALÉFICAS.
( Des. PUNK-em pastel- Tenini)
Talvez vocês já se tenham deparado com pessoas maléficas que insuflam pensamentos negativos e insidiosos , além de esparzirem ódios à sua volta.
Há um jornal da minha cidade que tem uma coluna com todos estes aspectos.
Imagino que quem escreve seja uma pessoa má e vingativa que jamais está satisfeita consigo mesmo ou com o que tenha alcançado querendo sempre mais.
Não sei como a Direção de Redação do tal jornal ainda não tenha se dado conta de tamanho malefício que estas pessoas vem infundindo no público leitor.
A coluna é aberta e pode ser lida por crianças, jovens e adultos.
Aos domingos a mesma coluna continua a lançar malefícios atentando contra a Moral , expondo convites escancarados ao sexo...
Sei que esta coluna é escrita por 3 ou mais pessoas, todas envolvidas numa trama sinistra, onde colocam a nu suas próprias frustrações.
Às vezes tento não ler, mas a curiosidade vai além e me deixo influenciar por aquelas palavras escritas por mentes deturpadas que me deixam mal o dia todo.
Jamais gostaria de conviver com pessoas com tais traços de personalidade porque quem escreve está revelando o íntimo de que sua alma é composta.
Não, não se trata de algo cômico ou de sadismo e sim de tratados de loucura permanente e perigosa.
Talvez estejam se divertindo e sequer imaginam que estão dando lições de profundo rancor e frustrações, um triste retrato de si mesmos.
A VOLTA DA MONARQUIA PARA O BRASIL.
Do jeito que as coisas vão, com o extinto Partido Comunista que só está emplacando na America do Sul porque fracassou na Rússia , sem ajuda dos militares, o povo começa a pensar na volta da Família Imperial ao Poder.
A Democracia atual é uma roubalheira sem fim e como o exemplo vem de cima, os honestos passaram a ser otários. Estamos sendo roubados de todos os lados...
As classes sociais de A a C que o digam... São os assalariados quem estão pagando o pato dessa orgia toda que rola solta.
A cartada final do grupo do Lula é o tal projeto Direitos Humanos, filho dileto dos xiitas do PT, que engloba um grande esbulho aos direitos dos cidadãos, estimulando desordens e pilhagens institucionalizadas, além de pretenderem impedir a liberdade de pensamento dos cidadãos.
Então, uma revista, a Caras, vai dar como brinde de compra do exemplar, a partir de hoje, uma taça com emblema da família real em ouro.
Já vem tarde e bem, a lembrança.
A propaganda convidou a Princesa Paula de Orleans e Bragança para o comercial na TV. Além de linda , ela é realmente a Princesa que todos sonhamos.
A criançada adorou conhecer a Princesa brasileira.
- As historinhas de fadas vem pra cá? Perguntam elas.
Que venha a Família Real, assim como na Espanha, quanto mais não seja para mandar o Lula e sua camarilha calarem suas bocas...
Esperamos que além disso, coloquem limites nos dólares em meias e cuecas...
Como é , mesmo, o nome do novo Imperador?
Desde que não seja um Pedro Bó...
O HOMEM DO COLETE VERDE. ( Quadro Happy hour aqui e alhures- oleo s/telaTenini)
Poema Tenini.
Hoje não te quero.
Hoje, quero o Homem do Colete Verde,
O iluminado
Que me chame de Amada
Que beba o néctar
Que em mim existe.
Que me abrace forte,
Amigo, amante,
Abrigo nos meus desamparos.
Hoje quero ternuras trocar.
Hoje quero um homem que dos caminhos saiba,
Que me fale do amor
Em seus enredos.
Hoje Homem-Menino,
Não te quero.
Hoje não quero que me dês
Das paletas,
As cores indecisas,
Ocres,
Cinzas, nem os azuis ftalos,
Violetas tristes
Ou púrpuras cardinalícias.
Hoje quero as cores vibrantes,
Decididas, audaciosas,
Cores de vida.
O amarelo ouro, o laranja,
Azul pavão,
Vermelho paixão.
Hoje quero as cores da sobretarde,
Resplandecidas neste meu lago
Assim, tão dourado!
Hoje, Homem-Menino,
Não te mostrarei a senda maravilhosa
Nem pela mão vou te levar
À estrada das esperanças
Onde escondidos estão
Os personagens da tua história.
E na clareira linda
Que ali vês,
À noite, estrelas cintilam.
Cintilam e brincam.
Brincam de pisca-pisca...
Lá, não estenderei a branca toalha,
Nem servirei o mais raro vinho
Nem darei o caramelo
Em forma de coração...
Hoje não quero sombras no meu coração.
Hoje quero que Deus me proteja
Do Homem-Mentira,
Mente ambígua, dicotômica,
Dos conluios traiçoeiros,
Do mais mortal veneno.
Hoje quero o Homem
O Homem do Colete Verde,
O Iluminado,
Um Homem,
Um homem com H maiúsculo!
OS COLEGAS
Não sei se vocês ao observarem de longe as pessoas que conversam em cafés e bares, procuram adivinhar quais as relações que existem entre elas.
Quando estou só, gosto de fazer este exercício e penso identificar com a maior facilidade se são famílias, amigos , casais, os namoridos, namorados, os amantes, os diferentes, os colegas e por aí vai.
O flagrante que ilustra este texto certamente era de dois colegas de serviço, possivelmente funcionários públicos.
A conversa era longa e séria e de vez em quando eu escutava um “ela”...
Quem seria o objeto da fofoca, einh? Certamente alguma Chefe ou chefete da mulher da ilustração.
Ela falava muito e o colega só escutava, com ar atento e sério. De vez em quando sorria emitia alguma opinião.
Fofocas são comuns em qualquer serviço e nos serviços públicos elas envolvem além dos chefes, todo escalão de Chefes e chefetes, sejam do Município, Estadual ou Federal.
E de sobra, lascam o pau nos políticos e nas roubalheiras...
Na Imprensa , penso ser muito pior porque eles vivem das fofocas nacionais e internacionais diárias, então o universo deles é falar da vida alheia, chegando a investirem em calúnias que acabam por ficarem impunes.
Enfim, quem vive a fofocar são como espalhadores de penas ao vento, quem poderá juntá-las depois, einh?
Será que meus flagrantes também são fofocas????
Bem que o comércio poderia inventar mais um dia no calendário de compras dos otários: O DIA DA FOFOCA, por exemplo, dias 25 de maio, 18 de outubro...
OS BERLUSCONIS...
O dia estava terrivelmente chuvoso e eu relutei em sair, mas como tinha de levar minha secretária doméstica até o ônibus, decidi fazer minha caminhada habitual no shopping da minha zona, o Barra Sul.
Quando cheguei ao café , percebi sentados em mesa central, um homem já idoso e uma jovem. Poderiam ser pai e filha ou avô e neta.
Ele bocejava e parecia estar entediado por estar ali, de repente ouvi nitidamente que a jovem falou em dinheiro...
O homem se iluminou e dali para frente foi todo sorrisos e conversava com desenvoltura e adivinhei que ele falava em seus negócios , pois estava satisfeito consigo mesmo.
Lembrei do Berlusconi. Sim, porque o homem tinha o tipo do italiano do sul do Brasil, um batalhador que entremeia negócios com “una bella Donna...”
Os italianos são famosos por serem sedutores e estão sempre de olho em alguma mulher, seja ela jovem ou mais passada, desde que bem cuidada e cheirosa...
Não importa a idade, claro, na falta de uma mais jovem, vai a mais velha mesmo.
Quando estive na Itália observei em várias ocasiões as gentilezas e paqueras que os italianos fazem a uma “Donna” que lhes chame atenção.
E eles, realmente são irresistíveis...
Voltando ao flagrante, o velhote do flagrante está entre os sedutores de qualquer idade...
CRÍTICA LITERÁRIA.
O dia de hoje estava com um sol causticante na rua, mas depois do Pilates o meu trajeto acenava para o Barra Shopping para um cafezinho e se tivesse sorte, um flagrante aquarelado para a minha coleção.
Mas segundas-feiras é um dia morto na minha cidade e esperei pouco movimento no Barra.
Cheguei lá por volta de 16 horas e dei uma caminhada do 3º Portão até o primeiro, onde fica o café. Estas caminhadas depois dos exercícios me renovam.
No café apenas um homem estava ali absorto na sua tarefa.
Qual a tarefa do homem calvo, jovem e canhoto porque escrevia com a mão esquerda numas folhas de papel?
Logo divisei que ele lia um livro de capa laranja , não muito volumoso.
Lia alguns trechos e escrevia, assinalando trechos no livro.
É claro que deduzi que o homem calvo e jovem seria um crítico literário e devia estar aprontando matéria para publicação. Ou quem sabe ele estaria prefaciando o livro para um amigo ou amiga?
Cobraria por aquele trabalho? Talvez.
O café apresentou bom movimento, contrariando o que eu esperava, mas o jovem calvo não desgrudou sua atenção um minuto sequer do que estava fazendo.
Também tenho esta capacidade de ficar totalmente centrada no que esteja fazendo, não importando o que se passa em volta, nem barulho que possam fazer.
Quando eu era jovem, um médico amigo me disse que eu tinha um sinal seguro de que jamais ficaria louca... o que me deixou feliz.
Concordo com ele, mas loucuras da juventude e da maturidade, aprontei muitas...

HAITI
A tragédia que abalou este país é comovente e demanda a ajuda de todos os outros países visando a sua reconstrução, dando melhores condições de vida as populações que estão desorientadas e perdidas no meio do caos.
Pelo que vi pela TV, todos os pedidos envolvem dinheiro para que as ações possam ser cumpridas e nós, os brasileiros devemos colaborar com o que possamos dar.
A abertura de voluntariado nestes casos é imprescindível e recursos são necessários para manutenção desse contingente de pessoas que deve auxiliar nas ações mais difíceis.
Entretanto, deve ser aproveitado o máximo de haitianos para as ações de ajuda porque eles conhecem melhor as necessidades de seus irmãos.
A passividade numa hora dessas é natural, mas que deve ser combatida para que aos poucos a situação volte à normalidade.
O povo brasileiro é grato às suas gloriosas Forças Armadas que sempre são as primeiras na ajuda assistencial em países em que foram designados a atuar.
DJ-T 2, o TATA...
O DJ- t2 do desenho anexo é meu sobrinho Gustavo Canini, ( o Tata) , recém formado em Direito mas apaixonado por músicas atuais e é exímio DJ- T2 e compositor de raps...
Sou atenta e boa ouvinte, então me disponho a ouvir tudo que ele compõe e executa nas aparelhagens que ele tem e às vezes, ao violão.
Desde cedo demonstrou pendores artísticos mas com ênfase na música.
Gosta dos raps, rocks e etc...
Suas letras são geniais e seguem a linha de contestação como os black powers...
Mas confessa que abandonou os grupos musicais porque pagavam apenas R$ 30,00 por noite...
Cedo percebeu que não poderia sustentar-se com tal miséria, ( porque ele sempre teve um bom nível de vida) , então resolveu curtir o som e pensar em outra coisa.
Mas desde a morte do pai, está passando para CDs fitas cassetes antigas e tem uma freguesia enorme porque cobra menos do que todo pessoal que trabalha com isto.
Mas tem trabalhado muito para ganhar pouco.
Percebo nele bom tino para negócios, mas tem explorado pouco este dom.. Recém terminou o curso de Direito e eu o aconselhei a fazer concursos, pode ser que passe em algum...
Mas ele pensa em tentar a Europa porque tem um amigo que está na Espanha e “ sobrevive bem pregando cartazes nas ruas..”.
Mas o amigo disse que na Europa é certo que ele achará trabalho.
Sei lá, penso que ele deve tentar este caminho porque juntou dinheiro para isto, se levar na cabeça, aprenderá.
O que não pode é ir adiando o sonho de fazer Músicas para jovens porque os DJs ganham apenas R$ 30,00 por noite.
Ele tem tempo para aprender e lutar pelo seu caminho.
Sei de muitos jovens, da classe A, que foram para a Austrália em busca de emprego e sucesso , um mês depois , voltaram correndo para casa.
Carregar tijolos e sacos? Não era com eles.
Eu vou ficar torcendo pelo Tata aqui e no retorno terá meu apoio, desde que se convença de que infelizmente o caminho da Arte é árduo nem sempre de sucessos, em qualquer parte do mundo.
A gente tem de se conformar, mas abandoná-la, nunca!
Mas se ele tiver uma estrela rara, algo acontecerá para que faça sucesso no que gosta de fazer.
Quem duvida? A esperança é a última que morre, já dizia meu tataravô... ( www.myspace.com/gustavocaninidjt2)
MEU POMAR...
Daqui de onde escrevo, diviso o abacateiro que está carregadinho de pequenos frutos de abacates manteiga.
Há dois anos que ele estava quase sem frutificação, no ano passado colhi apenas 4 frutos. Então, orientada pelos especialistas andei colocando adubo para que as flores não despencassem todas com os vendavais que surgiram depois do tal fenômeno El niño...
Lá por maio ou junho espero colher uma boa safra para abastecer os meus queridos parentes e amigos mais próximos.
Mas ainda assim, vez por outra ouço o barulho de um pequeno fruto despencando no telhado da sacada...
As bergamoteiras talvez não produzam tanto como nos anos anteriores, embora recebessem adubos. O limoeiro Haiti está cheio de mini limõezinhos...
A laranjeira ostenta muitos frutos, mas nos dois últimos anos as laranjas pêra não apresentam o sabor inicial, talvez porque o terreno seja arenoso.
Há ainda ameixeiras, bananeiras que os passarinhos plantaram. Tudo entremeado de hortências azuis e rosas...
Gosto de ver o meu pomar, como gostaria que meu pai visse agora.
A vida tem dessas coisas, sempre está faltando algo e no meu caso, faltam tantas pessoas...
Mas no recanto, junto às bananeiras, surgiram helicônias vermelhas e são tantas que não sei como surgiram ali, já me disseram que são os beija-flores que lançam as sementes. Ainda não cheguei perto para fotos porque está num local de difícil acesso, margeado por pedras grandes.
Mas elas e outros arbustos são atestados de que temos muitos vestígios de Mata Atlântica aqui no Sétimo Céu
UMA VOZ EM FIRENZE-ITALIA.
Nós, artistas do sul do Brasil, estávamos em Firenze ( Florença) para cursar um curso rápido em Pintura no Instituto Lorenzo de Médici e estávamos alojadas num apartamento que fora antigo Convento de freiras lá pelo século 1400...
Atrás da porta que ilustra este texto, havia várias dependências num antigo pátio do Convento.
O pátio coberto com enormes pedras seculares cercava as dependências.
Entre elas, uma escadaria de pedras para um prédio de 4 andares que fora reformado porque ali se alojavam os quartos das freiras em séculos passados.
Cada andar foi transformado em apartamento com 4 quartos, cozinha, sala, banheiro e pequena área de serviços.
Eu, com outras colegas de Porto Alegre, ficamos no 4º andar.
Logo de chegada, num dos primeiros dias, fui acordada com uma voz de homem, um tenor que cantava trechos de ópera.
Pensei tratar-se de treino de cantor ou de uma escola de canto pelas proximidades.
Corri à janela do meu quarto para identificar o maravilhoso cantor que me acordara.
Era um jovem que limpava vidraças em uma das casas das imediações...
E as inúmeras pombas voavam ora para os parapeitos das janelas, ora para o céu...
Foi um acordar divino que jamais esquecerei. ( Foto da nossa chegada à via Ghibellina , 90- Firenze-Italia- foto Tenini)
MINHA CASA, MEU SÍTIO.
Uma das coisas que gosto de fazer é acompanhar o ciclo das árvores frutíferas do meu terreno.
Como moro em encosta, cujo declive é acentuado necessito a cada período abastecer a terra de nutrientes para que as árvores possam desenvolver-se sadiamente.
Não encontrei ainda, jardineiro que entenda de flores ou plantas frutíferas como meu pai entendia.
Então vejo ser preocupante que nenhum órgão governamental se interesse pelo assunto como a de formar jardineiros competentes e pessoas que saibam cultivar árvores frutíferas.
Seguidamente me valho da Embrater para orientações precisas.
Os jardineiros que atuam nos nossos jardins nada entendem de flores e seu trato, são pessoas improvisadas para esta tarefa que é bem paga por nós.
Mais, o que me cansa é vigiar o que fazem para não causarem danos às plantas.
Há dias atrás, quando minha araucária caiu tombada pela ventania e que tive de mandar cortá-la por estar apoiada num muro frágil, perguntei ao jardineiro que se dizia entendido em campos porque costuma plantar em pequeno sítio, se replantada, a araucária vingaria por ter ficado apenas um toco...
Ele respondeu que no campo colocavam sal para brotar de novo.
Dei-lhe um saco de sal grosso e ele colocou sobre toda fenda.
No dia seguinte, desconfiei que tal orientação estava errada e resolvi pesquisar na Internet como nada achei, telefonei para a Embrater que me informou que o Sal mata as plantas.
Orientou que eu lavasse bem o toco e o cobrisse com cal ou tinta de casa para estancar a perda de resina e que poderia ou não brotar de novo, mas seria uma tentativa.
Como os jardineiros do meu logradouro são bem pagos porque cobram entre R$ 80,00 a R$ 120,00 por dia para fazerem tarefas para as quais não são hábeis, penso que está na hora de alguém exigir uma pequena formação para que chamemos pessoas capazes ao invés de aventureiros...
Um bom tema para a Secretaria do Meio Ambiente pensar em atuar, não é?
Local para treinamento eles têm... ( Desenho em lapis preto 6-b de Tenini)
A GAROTA DE MARFIM.
Numa época em que todos estão um pouco ou bem bronzeados pelo sol de verão, chamou-me atenção a garota em mesa central do café.
Era extremamente clara de pele, de uma alvura incomum, contrastando com os cabelos castanhos.
Seria capaz de apostar que aquela garota viera do Inverno europeu ou americano.
Não era alta, mais do tipo mini, portanto, descartei ser Modelo.
Muito jovem conversava animadamente, mas com visível respeito, com a senhora que lhe fazia companhia.
Pensei que pudessem ser tia e sobrinha ou ainda, amiga da mãe da moça que vivia no exterior que a hospedava.
O que faria aquela garota em Porto Alegre?
Passeio natalino? Afinal, na Europa todos os jovens estão em aula.
Poderia ser do interior , como Lageado, Estrela...
Mas aquela brancura? Poderia ser uma bailarina estudando no exterior e teria vindo passar as férias natalinas em Porto Alegre em casa de parentes ou amigos da família.
Enfim, deixo a vocês fazerem cogitações sobre a A garota de marfim...
DIA DE REIS.
6 de janeiro é Dia de Reis, último dia para comemorar o Natal. O shopping parece estar mais movimentado, talvez por turistas de fora, especialmente interior do Estado.
Os trajes são simples e confortáveis, com muitas bermudas, chinelos e rasteirinhas por causa do calor sufocante, em que pesem a chuvas intermitentes que caem sobre o Estado.
O grupo do flagrante me pareceu de brigadianos em férias com suas cara-metades.
A gordinha do centro, na real era mais fofa ainda e, generosa como todas as de bom peso, pagou os cafezinhos... Aliás, no final do ano de 2009 transitaram pelo shopping dezenas ou centenas de casais de namorados, noivos ou coisa que o valha.
O que me chamou a atenção é o sucesso das gordas entre os homens magros e bem apessoados.
Então me lembrei daquele ditado popular de que _ “Os homens gostam das magras mas casam com as gordas”...
O ditado popular é uma verdade porque vi uma infinidade de garotas e mulheres magras sozinhas.
Um colo macio e materno é o que eles mais querem para decisão de suas vidas.
Estão certos porque homem que gosta de exibir mulher bonita ao seu lado não passa de expositor com chifres...
A gordinbha-flag. aquarelado Tenini
KEVIN RETORNA.
Depois de uma semana de sumiço, Kevin voltou sujo, estropiado e faminto à casa dos donos. Pelo visto arrependeu-se da aventura e voltou à prisão com redes de sua casa.
Afinal, gato castrado não deve ter aproveitado nada das noites em telhados.
Assim como muitos humanos voltam para seus lares porque já não são como eram ...
Hoje é dia 06/01/2009- Devido a problemas com o Terra foi revisado meu contrato e agora terei mais espaço para inserir matérias, espero que funcione melhor porque pagarei mais. Acho justo porque meu site envolve obras de arte de minha autoria. Hoje é apenas teste, amanhã espero voltar sem problemas. Abço a todos. Tenini
À ESPERA DE 2010
O café estava com bom movimento, mas não encontrei nenhuma pessoa ou grupo interessante para desenhar.
Então me detive nos jovens que estavam sentados no meio do corredor, descansando, esperando alguém ou simplesmente conversando sobre amenidades.
Não tinham atitudes de namorados, poderiam ser um jovem e uma jovem que se encontrassem pela primeira vez e conversavam sobre suas vidas e o que esperavam de 2010.
Esta suposição em ano de muitas crises, sempre permite que a esperança seja buscada para o Ano que vai surgir.
Era 30 de dezembro e as pessoas faziam trocas de compras de Natal, em sua grande maioria. Mesmo assim, nas lojas populares apresentavam bons movimentos.
Entrei em uma delas. Uma senhora fazia compras para si e os preços eram realmente baratos, mas mesmo assim, ela parcelou em 5 vezes a compra que fez em cheques pré datados.
Dei uma olhada nas bijuterias que é o meu fraco, vi um anel com imitação de ouro tão perfeito que tive ímpetos de comprá-lo, mas me contive.
Limitei-me a fazer uma pequena compra para presentear uma amiga e que havia esquecido.
Voltei para casa contente comigo mesma. Neste Natal fui parcimoniosa, mas mesmo assim dei presentes bons para os parentes mais próximos.
E para você que me lê, um Bom 2010, pleno de realizações pessoais e familiares.
ESCULPINDO SONHOS de Tenini
Tenho andado em busca da Arte como se encontrasse ali um caminho certo e definitivo para a minha vida, mas sempre perco-me por muitas trilhas, com a sensação de que todas seduzem, sem encontrar, contudo, a senda perfeita para as minhas aspirações. Há muito que a pedra me fascinava , talvez porque seja dura e difícil trabalhar com ela. Por outro lado sempre encontrei caminhos árduos a trilhar, nunca descobri facilidades para percorrer as estradas da vida, tão cheia de pedregulhos e, confesso até, que sinto um certo prazer em vencer etapas que aos outros parecem intransponíveis e desagradáveis.
Assim, foi o meu encontro, não com a pedra mas com um bloco de cimento celular, escolhido para início do conhecimento da escultura.
Então, comecei a examinar atentamente aquele bloco que me foi posto à frente.
Examinei detalhes, falhas, texturas, sua aparente dureza, acariciei-a para sentir seu calor...O que faria com aquele frio bloco celular ? Onde estaria seu coração ?
Não sabia como começar, mas tinha certeza que ali esculpiria uma figura humana. Percorri meu caderno de desenhos onde esboçara os modelos vivos e escolhi um para dar início ao trabalho.
Peguei as ferramentas, que eram compostas de limas, formões, furadeiras manuais, lixas etc. e pus-me a esculpir a primeira figura .De início, desajeitada, mas logo pegando firmeza no uso dos instrumentos.
Fui cavando, burilando, como se burila um sonho... às vezes, sutil, delicada, fantasiosa, outras com mais vigor, com maior audácia.
O suor escorrendo pela minha face, entrando acre pela minha boca. Olhos fixos no bloco, óculos embaçados pela poeira e, de repente, sentí que não seguia mais o esquema que havia traçado, passei a esculpir e abrir túneis, como se abrisse passagens para a alma. Passagens para uma visão de cor e luz, que me deslumbrasse, que me fizesse voar e sonhar...
Esculpí gente, pássaros , alguns que eu nunca havia visto. De repente, dos cortes e recortes surgiu um animal que é consagrado na India... Por que ? mas, foi só um leve detalhe porque ele se perdeu entre as figuras que o cercavam, pois asas de pássaros e peixes insistiam em se alojar naquele bloco, preso entre as minhas mãos.
Fui virando cada lado , já não era uma só escultura, mas muitas, numa só peça.. Quis trabalhar as imagens que me ocorriam, dos túneis que eu havia cavado para dar sombras e luzes às figuras buriladas. De repente, voltei a Firenze, recordando uma porta do século XIV que abria para uma escada centenária que me levava ao alojamento com mais 5 colegas artistas. Mas a porta que esculpí saiu tortuosa como quando a gente divaga e perde o rumo da realidade. Assim , banhada em suor, com as mãos já cansadas, concluí meu primeiro trabalho de escultura, que alí está, imperfeito ,mas pleno de vida e de sonhos a desafiar os olhares críticos ou indiferentes daqueles que não têm olhos nem sensibilidade para o entendimento do que existe na criação de um artista.
Sei que agora vou em busca da pedra, a mais dura, talvez o mármore, o basalto, o granito, sei lá... Mas quero descobrir o veio da vida que existe em cada pedra, em cada alma, por mais empedernida que possa ser.
Vou em busca do impossível, talvez, mas vou.... ( ILUSTRAÇÃO: EXPERIÊNCIA NA ESCULTURA DE TENINI)
DESASTRES ECOLÓGICOS NA ENTRADA DO ANO.
Desabamentos em encostas de morro têm sido constantes por ocasião de chuvaradas e este ano tivemos inúmeros deslizamentos de terras e enchentes no sul do Brasil.
Foi lamentável o que ocorreu em Angra dos Reis, na famosa Ilha do Bananal, local paradisíaco da costa fluminense.
As autoridades sempre dão as mesmas desculpas, apontando soluções que não são buscadas no decorrer dos anos.
A verdade é que as verbas são sempre curtas para o vulto dos problemas que as cidades apresentam, então os desastres ecológicos continuam a acontecer.
Ficamos tristes com as perdas de tantas vidas, justamente na entrada de 2010.
Nesta hora, vejo que uma das metas mais importantes de Associações de bairros é cuidarem do assunto, exigindo das Prefeituras que tenham um Serviço de Geologia e de Engenharia integrados para estudarem as encostas de morros das cidades.
E isto é urgente porque medidas de contenção e de prevenção devem ser adotadas pelas Prefeituras e por moradores das regiões de riscos das cidades.
Da minha parte, vou pressionar a minha entidade de moradores para que promovam estudos aprofundados sobre a encosta do Morro do Osso em que vivemos, para que a Prefeitura e proprietários de casas adotem medidas de prevenção para não sofrerem os imprevistos de deslizamentos de terras como vimos em Angra dos Reis e outros locais, ocorridos agora e em anos anteriores.
Este assunto deve ser levado à sério e jamais deixado para depois! ilustração ; detalhe o pensamento - des. técnica mista tenini
O SUMIÇO DO KEVIN.
Minha filha tem 4 gatos que moram presos dentro de casa e no pátio coberto por redes.
Sempre me angustiei com aquelas redes que tiravam a liberdade dos gatos, todos de raças mestiças ou comuns.
Mas a gente não deve interferir na vida dos filhos e assim eu me mantive alheia ao gosto da minha filha e seu marido.
Mas foi na Noite de Natal que o Kevin sumiu, devido a um defeito no controle da porta da garagem que ficou uma fresta aberta na madrugada do dia 26.
Kevin era um gato comum branco, de olhos amarelos , surdo e de rabo com quebraduras de nascença. Mas era muito amado por todos e pelas minhas netinhas,
Carinhoso e dócil, deve ter-se perdido pelas ruas do Oeste de São Paulo, justamente no logradouro Jardim Alvorada.
A partir daquele instante todos ficaram muito tristes e cartazes foram elaborados e confeccionados com foto do Kevin e distribuídos pela periferia: supermercados, padarias, lojas, feiras , casas etc.
Houve dois rebates falsos, com gatos parecidos mas não era o Kevin.
Voltei angustiada para Porto Alegre e telefono diariamente para saber do gatinho, Kevin...
Alguém sabe do Kevin? Um gato branco comum, de olhos amarelos e surdo?
Os 3 gatos que restaram passam o dia na porta da garagem à espera do Kevin ou da mesma oportunidade que ele soube aproveitar...
Se ele não foi preso de novo, está gozando a liberdade com que sempre sonhou.
Afinal, gatos são independentes e livres, assim como os humanos...
Les petites filles de Tenini- acrilic sur toile ( 0,70 X 0,70)
31/12/2009- Mes amis. Merci beaucoup pour le message. Heurez Anne Nouveau le 2010, que l'amour et la amitié soient toujours avec vous. Profite le opportunité pour vous dèsirez un nouvel an plein de succéses et que tous vos rêves se rèalisant et beaucoup de santé par dessus de tout ce son mes voeux authentiques. Avec amitié, chères amis. Teresinha ( Tenini) et familie.
29/12/2009- Recevu de Maitre JEAN PIERRE GROS- Maintenant nous habitons das un quartier dessiches à Floripa. Je regarde la mer de la fenêtre de nos appartement. Ma fille Raphaela et en petite fille Carolina sont ici jusqu'au le 12 janvier. J'éspere que tu continue avec ton mètier merveilleuse. Nous nos t'embrasson
Nous t'embrasson avec amitié- Chère Teresinha, PAIX, JOIE ET AMITIÉ. Maria Celia et Jean-Pierre Gros- Florianópolis, le 29 décembre 2009
DOS CÃES NOS SHOPPINGS.
Durante a minha estada em São Paulo, senti inveja da liberalidade e avanço de mentalidade existente nas administrações dos shoppings :
Permitem que cães pequenos acompanhem seus donos durante os footings pelos corredores dos conglomerados.
Vi senhoras e senhores, conduzindo cães pequenos de raça, em elegantes posturas, passeando pelos corredores dos shoppings, no melhor estilo das grandes cidades mundiais.
Entretanto, há raças de cães pequenas que são verdadeiras ferinhas. Penso que o importante é que sejam dóceis e que qualquer pessoa possa acarinhá-los.
Aqui só permitem os mini dogs, assim mesmo no colo...
Eu gostaria tanto de passear com a minha poodle pura, de cor cinza chumbo, de nome Meg, pelos corredores do Barra Shopping Sul !
A Meg é a minha melhor amiga e companheira para todas as horas e de uma fidelidade comovente. Além disso ela é muito dócil com os humanos, mas há racistas que só gostam dos poodles brancos...
Na verdade concordo que ela esteja meio gordinha para aceitação nas passarelas dos shoppings...
Além disso, ela não é mini e sim tamanho normal da raça, isto é, médio...
Mas ela tem andar elegante da raça e lá fora, no estacionamento ao ar livre, ela é conhecida como a “Menina do shopping”, apelido dado pelas garotas frequentadoras do local e que já tiraram muitas fotos da minha Meg
e colocaram na Internet... ( Foto da Meg com uma ex-secretária daqui de casa)
30/12/2009- DESPERTAR de Tenini- formatação de
Desperto e diviso o lago da minha janela./ Imóvel, entregue ao calor senegalesco, / vencido pelo sol abrasante dos últimos dias, / exangue nas águas mornas,
/ febril e enfraquecido... /Súbitamente o céu veste-se de nuvens e/ cerra cortinas ao sol.../Parece que tudo fica mais suave/ e uma brisa mais forte acaricia meu rosto/. Relembro -te, amado meu,
que da penumbra do teu coração/ me falas na tela iluminada ./São tão suaves tuas palavras/ ,tão envolventes e acariciantes/ que te descubro / como a chuva / refrescando meu lago febril.../E no beijo que me envias/
sinto na boca /o sabor / de amoras amadurecidas/
em sóis mediterrâneos...
RUBEM BRAGA E OUTRAS CONSIDERAÇÕES.
Ontem assisti a um documentário sobre o grande cronista brasileiro RUBEM BRAGA.
Fui sua leitora quando morava no Rio de Janeiro, mas agora me encantei com as imagens do “sítio” que ele cultivava em plena Copacabana.
Na cobertura do seu apartamento, fez um grande jardim, com muitas flores, árvores e pássaros. Um jardim suspenso, no último andar do Edifício onde morava!
Ele era solitário, embora houvesse alguns casos amorosos em sua vida, geralmente com pessoas talentosas e de fama, como Tônia Carrero.
Em certo momento, ele justificou sua preferência por viver só, dizendo que a solidão a dois é insuportável... Disse mais, que a crônica é escrever em voz alta.
Identifiquei-me com Rubem, pois a minha tendência é a solidão quando exercito as minhas artes.
Não que eu seja solitária, mas preciso dela para produzir e criar.
Não sou ninguém no meio cultural, cultivo a solidão porque para produzir arte não precisamos correr em busca do sucesso. Quem tiver estrela no caminho certamente conseguirá, cedo ou tarde.
Na verdade sempre fui uma pessoa tímida, avessa às exposições ou badalações de Arte.
E para ser famosa, uma artista precisa se expor o que não é do meu feitio.
Houve um tempo em que me deixei levar, depois vi que tudo eram encenações e grupelhos a dominarem o cenário.
Sou exigente em Arte,( não perfeccionista ) e me reprovo no que faço. Quantos teriam coragem de reprovar o próprio trabalho? Pelo que constato, nenhum...
Se perguntarem por quê então que divulgo tudo na Internet? É o meu jeito de integrar a mediocridade dos tempos modernos...
Voltando ao Rubem Braga, acho que compreendo bem como foi em vida, ele fez seu mundo particular cheio de natureza e poesias, assim como faço do meu viver.
Sinto que não estou tão errada assim, pois os outros insistem para que eu apareça e integre o meio artístico da cidade... para quê?
Saber das próprias limitações é uma virtude que me honro possuir. ( Quadro em acrílica s/tela Tenini: AS MENINAS DA TENINI )
Quadro: Detalhe do desenho em tácnica mista de Tenini : O PENSAMENTO NA ADOLESCÊNCIA.
MEUS NATAIS.
Reproduzo aqui a crônica que escrevi há alguns anos, os motivos continuam os mesmos.
Gostaria de ficar na minha casa neste Natal, mas a pressão familiar foi muito forte e devo ir a São Paulo, especialmente por causa das minhas netinhas.
MEUS NATAIS,
Tenini
Este ano decidi que passaria o Natal sozinha em minha casa.
Será o Natal da reflexão sobre os Natais anteriores.
Houve uma conspiração entre parentes e amigos para que eu desistisse da idéia.
Gostaria de dizer a todos que eu os amo, mas este ano minha alma desejou estar só.
Nem que venha a chorar, pois ando afogada num secreto sentimento de frustração e de saudades que precisa ser extravasado e não contido como habitualmente faço.
É preciso coragem para recordar.
Qual foi meu Natal mais feliz? Poderiam ser aqueles que antecederam a morte de um irmão, em acidente de barco, quando eu tinha apenas 6 anos.
No ano anterior havia sido o último Natal que a nossa família esteve reunida.
Éramos 7, havia uma alegria ruidosa que desconhecia tragédias e ausências mais próximas.
Lembro daquele Natal em que ganhei um autinho rosa, de pedalar.
Naquele tempo minha família não tinha carro e ter um automóvel foi algo que virou minha cabeça e mil voltas dei pelo mundo, naquele autinho cor de rosa, sob os olhares divertidos da minha família. Depois, os Natais sem meu irmão, eram tormentos pelas saudades que sentíamos.
Logo houve Natais de muitas ausências, pois meus irmãos foram em busca dos próprios destinos.
Lembro daquele Natal, logo após a morte de papai, em que o sentimento de angústia era tão grande que me embriaguei com taças de champanha. Inicialmente senti uma alegria esfuziante, depois passei para um choro convulsivo até adormecer.
Seguiram-se Natais com meu marido, sua família e Natais com minha filha. Parecia um novo tempo e as árvores de Natal voltaram a ser iluminadas. Quando meu marido morreu passei a fazer parte do Natal de outros familiares e amigos.
Sinto falta do Natal na minha casa.
A família está cada vez menor, alguns morreram e o Natal começa a não fazer sentido para mim.
Há um momento secreto como o de hoje, em que me sinto angustiada pela ausência dos meus familiares.
Então, decidi enfrentar o meu Natal Solitário. Tudo será como antes do meu irmão partir.
Cantarei a Noite Feliz e serei a criança de ontem. Dirigirei o meu autinho rosa e darei mil piruetas em torno dos meus queridos que se foram.
Eles estarão sorrindo para mim.
Então as lágrimas como estas que insistem em brotar dos meus olhos, neste momento em que escrevo, descerão feito cascatas.
Não serão mais salgadas, serão tão luminosas que em dado momento despejarão letrinhas faiscantes que formarão a frase mágica: FELIZ NATAL.
Aquele Natal que ficou atravessado na minha garganta por todos esses anos, desde que eu era criança.
Quem sabe abro aquela garrafa de champanha, einh?
Total, chorar por chorar... é melhor que eu misture uma falsa alegria na minha tristeza, não é mesmo? ( Ilustração : detalhe do desenho em técnica mista de Tenini : O pensamento na adolescência)
- Viajarei à São Paulo e retornarei no final do Mês. FELIZ NATAL PARA TODOS!

Ilustração: A bela gordinha, flag. aquarelado Tenini 2009
A VIDA CONTINUA
Uma ligeira indisposição me colocou acamada por 24 hs o que é raro porque sou muito forte para doenças.
Mas prossigo com as minhas atividades como se nada tivesse havido.
O quadro das Meninas avança devagar em retoques finais, muito pensado e avaliado.
Segunda-feira fui ao Shopping e encontrei amigas e falamos de nossas vidas com esperanças de dias melhores.
Sobre política comentamos sobre os linguajares do nosso Presidente que espanta a classe mais culta da população, mas encanta as classes que vivem de benesses governamentais e que se constitui na maioria ignara que elege...
Enfim, só nos resta esperar que o cálice de amarguras passe...
Fiquei sabendo, ainda, que certa dama da sociedade, viúva de certo político, recebe 4 rendimentos do Governo: um do marido como membro do Poder Judiciário, uma pensão como Deputado, uma de Governador e uma do pai...
O total recebido é astronômico, razão para que goze amplo prestígio perante a sociedade e constantes viagens à Europa, além de ajudar a família inteira nos seus apertos...
O Brasil é generoso com alguns enquanto os assalariados devem pagar todas as mordomias inventadas pela classe política.
VENDAVAIS QUE VÃO E QUE VOLTAM. ( 12/11/2009)
Esta madrugada e hoje, após o meio dia, o ciclone que estava sobre o litoral do Rio Grande do Sul, provocou em Porto Alegre vendavais que alcançaram
uma velocidade de 100 km durante toda a tarde, com chuvas de vez em quando e só agora à noite o vento serenou, embora ainda percebo as folhas do abacateiro balançarem.
Aqui do alto do morro onde moro, é assustador ver-se a fúria da natureza e os pássaros sumirem para lugares mais seguros.
À tardinha vi alguns morcegos passarem pela sacada no seu vôo cego em busca de abrigo.
Não havia luz, então à luz de velas, folhei alguns livros de Arte para embasar-me de conhecimentos para o trabalho que estou fazendo.
A luz retornou às 20 h 30 mais ou menos o que me alegrou porque tive medo de ficar no escuro durante a noite.
Hoje assisti algumas explicações de um astrônomo local sobre o estranho clima de temporais e estios com sol abrasante. Ele disse que em todo mundo está ocorrendo os mesmos fenômenos, o que já se sabia...
Penso que este assunto é muito sério e que todos devemos ficar preocupados com a manutenção do nosso planeta.
Confesso que estou muito assustada com tudo que está acontecendo porque nunca presenciei nada semelhante, antes.
Ilustração( Colhida ontem, sexta-feira, no café, onde um grupo conversava animadamente. Os dois homens eu reconheci. Penso que sejam do teatro daqui ou de fora. )
Pelo que tenho acompanhado, o café que eu frequento está se tornando espaço cultural da cidade...
AQUARELANDO A VIDA ...
O fato de estar envolvida com a pintura do quadro das Meninas não tem impedido que eu faça meu Cooper no shopping Barra Sul e um breve repouso no Caféo
nde continuo colecionando flagrantes anônimos para a minha coleção.
Isto é importante para meu viver porque a Arte faz parte da minha trajetória.
Pouco tempo dedico à Internet, mas recebo cerca de 100 mails diários de pessoas conhecidas e desconhecidas que tentam enviar vírus ou hackers . Entre vírus e alguns mails ofensivos creio identificar a pessoa raivosa.
Enfim, a Internet tem dessas coisas, por um lado ela é muito valiosa, por outro, pode ser veículo das maiores baixarias.
Felizmente, no balanço geral, a minoria desprezível não desmerece a validade desta importante descoberta que aproximou velozmente os povos do Universo .
Continuo a trabalhar porque este parece ser o melhor
caminho para gozar boa saúde.
Entre os que me mandam recados, percebo aquele que de uma forma original se insinua entre os amigos, através de uma linguagem metafórica e brincalhona e que eu aprecio e capto com a maior alegria.
Ilustração: (PAIZÃO- flag.aq. Tenini)
TRABALHANDO COM PINCÉIS.
(Ilustração: desenho em pastel oleoso Tenini- 1984)
Eu havia deixado de pintar, há algum tempo, embora jamais abandonasse os exercícios de desenhos em flagrantes na aquarela.
Este retorno teve por finalidade deixar o quadro para as minhas netas.
Para a realização do trabalho ingressei num grupo de artistas, mas apenas uma vez por semana para verificar as reações dos colegas ou alguma
dica para algo que não esteja bem.
Eu havia pensado em colocar as meninas emergindo de um quadro, mas houve a contestação de um colega de arte de que meu trabalho estava dentro do impressionismo e de repente um traço surrealista não ficaria bem.
Mas agora, pensando melhor, chego a conclusão de que o que ele me disse é uma bobagem uma vez que a Arte é livre e se você for examinar pintores de todos os tempos, encontraremos obras que poderiam ser incluídas
nas várias tendências de arte posteriores.
Além do mais, penso que o artista atual não precisa ficar preso a esta ou aquela tendência artistica porque a Arte Moderna deve ser livre, pois o mundo vem vindo nesta direção há tempos.
No entanto, tenho produzido muito mais em casa e o quadro está praticamente elaborado , faltando retificar alguns detalhes como a posição das pernas da Julinha que tem um aninho (não gostei das pernas espichadas das fotos)
Faltam detalhes de acabamento como veladuras , pintar a araucária e decisão sobre o fundo da parte inferior do quadro.
Mas ele tem despertado interesse das pessoas e houve até uma proposta de compra por parte de um cidadão.
Claro que jamais pensei em vender o que penso destinar para minhas netas.
Entretanto, tenho pesquisado nos meus livros de arte e encontrei poucos retratos infantis de artistas consagrados, a não ser os renascentistas que pintavam anjos e o Menino Jesus...
Vou continuar o que venho fazendo, sem pressa de terminá-lo para que fique do meu jeito e gosto... porque ele será AS MENINAS DE TENINI...
A GESTAÇÃO DE UM QUADRO.
Conforme escrevi anteriormente, estou gestando um quadro sobre minhas netinhas.
Já fiz muitas bobagens, acertei o ponto, desacertei, corrigi pequenos detalhes e depois verifiquei que não tinham ficado bem.
Voltei a retificar o desenho, algumas cores, já delineei o fundo em cores do horizonte daqui de casa e pensei por que não criar outra coisa?
Vou pintar num detalhe, a araucária que tombou para que minhas netinhas saibam quando eu me for, que um dia ela existiu nas nossas vidas.
Parece que o quadro vai ficar lindo, pelo menos uma das minhas netinhas já está em fase final de fixação na tela.
Pena que eu não possa colocar as fases do quadro aqui para que os que curtem arte possam ver como se realiza um trabalho que muitos pensam ser fácil...
Quanto aos colegas de arte, podem mandar mail que envio a última fase para darem sugestões.
Nada é fácil porque você pensa e repensa o trabalho, coloca e retira o que foi pensado anteriormente e assim vai.
Criar uma tela não é rabiscar nem pincelar sobre ela.
É suar o tempo todo, é sonhar com outras soluções, é rever a toda hora o processo de elaboração, é sofrer por antecipação pelos resultados alcançados porque você deu o que podia e chegou à conclusão que tudo poderia ser
melhor se fosse por outro caminho...
A VELHA DAMA.
A Velha Dama chegou acompanhada por um jovem parecido com o Príncipe Valente das historinhas infantis e um senhor moreno que
me pareceu acompanhante., tais os cuidados que dispensava à senhora.
Ela deambulava com ligeira dificuldade mas ainda inteira para os seus oitenta anos.
Demonstrava desembaraço na conversa e atendia o celular com frequência, então, pensei que pudesse ser uma atriz com programação marcada para Porto Alegre.
A sua fisionomia não me pareceu estranha.
E os acompanhantes seriam do teatro ou jornalistas?
Quem seria a tal dama? Tão avançada em idade mas lúcida e jovem de espírito comprovando que artistas parecem não ter idade e isto sou testemunha dentro das Artes Plásticas e que é válido para todas as artes em geral.
Mas só ela falava e os outros dois sorriam do que ela dizia, mas o jovem Príncipe Valente não aguentou e de repente sumiu.
Artistas costumam ser egocêntricos, pois estão sempre falando no próprio trabalho, como se fossem os únicos no mundo ou melhores em tudo.
Sobrou para o senhor moreno que também parecia concordar com o que a loquaz dama falava.
Mas terminado o cafezinho foram embora, não sem antes a Velha Dama passar numa loja de calçados especiais...
E eu fiquei pensando quem seria a Velha Dama e que só poderia ser atriz de teatro.
Seria a Bibi Ferreira? Ou uma cantora de tangos que se apresenta aqui em Café de los Maestros?
Café de los Maestros é um conjunto de velhos artistas de tango de Buenos Aires que continuam a cultuar a tradicional música portenha.
A MENINA DOS PÁSSAROS.
Este quadro feito em 1985 tentei reproduzir minha filha ainda pequena e a imensidão de pássaros que nos cercavam e maravilhavam.
A técnica foi em óleo sobre tela no tamanho de 0,35 X 0,47cm. Segui o expressionismo na representação da tela, como a maioria dos meus trabalhos em arte, ainda que às vezes busque no impressionismo inspiração
para alguns trabalhos.
Agora, estou tentando pintar um quadro em acrílica sobre tela retratando minhas netas.
Como não poderia deixar de ser, estou apanhando no retrato porque a maioria das pessoas não aceitam semelhanças e sim como as pessoas são.
Desenhar igual à pessoa retratada é tarefa para os neo-realistais ou hiperealistas, correntes que não me filio.
Leonardo da Vinci, todos sabem, levou quase vinte anos para pintar a Monalisa, então quando não fico satisfeita com o meu trabalho, faço e refaço, refaço...
Mas como o quadro é em acrílica cuja secagem é rápida, torna-se mais difícil fazer reparos e eu me desespero.
Mas estou há dois dias tentando fixar o ponto exato da expressão da minha neta Luísa que é muito doce. Consegui a semelhança impressionista na tarefa, mas não estou satisfeita, tenho de encontrar neste final de
semana o ponto exato da doçura no olhar da minha querida netinha...
3 INSTANTES
Aposto que todos vão pensar que o flagrante representou uma família no Café.
Nada disso, a garotinha da esquerda estava com os pais, mas estava impaciente para comprar os presentes natalinos.
A senhora do meio estava com amigas da terceira idade em outra mesa. Conversavam assuntos sérios porque não sorriam.
A terceira era uma senhora, ainda jovem que conversava com amigas ou parentes, aguardando a chegada das filhas adolescentes.
Quando chegaram todas foram para as lojas das proximidades para conferir as novidades.
Assim são as coisas, nem sempre o que você está vendo ou conferindo numa foto, representa a realidade.
Por isto o Presidente Lula advertiu que as fotos colhidas nos escândalos de Brasília, em que o pessoal recebia uma grana federal pode ser apenas uma montagem ou não representarem que os políticos envolvidos
estejam recebendo dinheiro como aconteceu no famoso caso do “Mensalão”... Todos são inocentes até que se prove o contrário, conforme ensinou o Ministro da Justiça...
Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay...
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A BÁ E A SINHÁ.
Não sei se hoje em dia encontramos as Bás de antigamente, talvez ainda estejam por aí, mas não tenho conhecimento de nenhuma.
Foi um momento de ternura o que se passou no café,
Lá pelas 16 hs e 30 chegou uma senhora bonita nos seus sessenta anos presumíveis, elegante e discretamente vestida, empurrando uma cadeira de rodas com a sua Bá.
Claro que devia ser a Bá da família, com seus cabelos brancos, rosto luzidio e sorridente, apesar da bengala e da cadeira de rodas.
Ambas tomaram um café pedido pela Sinhá, sendo que à Bá foi servido um delicioso Café Paris.
Lembrei-me da minha Bá Maria que ficou 35 anos com a família e só foi embora porque a diabetes a cegou e teve de se aposentar.
Tal como a senhora do flagrante, mantive contatos frequentes com ela, inclusive concedendo-lhe salário mínimo extra, enquanto viveu.
Logo depois do lanche, a Sinhá dirigiu a cadeira de rodas da Bá, provavelmente até o Presépio do Shopping, onde Papai Noel e muitos ornamentos maravilham adultos e crianças que passam por lá.
E haja fotos em celulares a todo o momento.
A Bá apesar de estar com um lado paralisado estava radiante e sorria o tempo todo, irradiando o mundo de bondade e fidelidade que abriga no seu coração.
Esta cena sempre me lembra o romance E o Vento levou, onde a heroína e sua Bá vivem momentos ternos de convívio entre seres que se respeitam e se gostam.
A Sinhá do shopping é grata a sua Bá, talvez ela tenha criado seus filhos e manteve-se fiel aos patrões enquanto teve saúde.
Agora é a hora do retorno e pelo que vimos, a Sinhá tem uma alma rara e grata porque estava feliz ali conduzindo a sua Ba pelos corredores do shopping.
Em tempos natalinos foi uma bela homenagem , lembrando a todos que assistiram a cena de que ainda encontramos fidelidade e gratidão no mundo em que vivemos. Nem tudo está perdido!
O CELULAR.
Saí dos exercícios de Pilates e fui descansar no café do shopping, pois desde 6ª feira que não ia por lá. Estava vazio.
Mas não demorou muito e um senhor idoso, com trajes esportivos, sentou-se e pediu um “carioquinha”.
Tirou da sacola um celular, desses de última geração e começou a dedilhar para aprender o funcionamento.
Quanto mais dedilhava mais encucado ficava.
Logo chegou mais uma moça que cheia de pacotes natalinos, também se acomodou perto para um descanso...
Eu havia feito muitos exercícios com as pernas e braços e os meus primeiros traços no cartão saíram inseguros, creio que os músculos ainda não estivessem serenados.
Não obstante, não queria perder o flagrante.
O senhor idoso ficou mais de uma hora ali ligando e desligando o celular, experimentando as várias funções do aparelho e não conseguia, sequer, dar um telefonema para testar.
Não obstante, estava totalmente voltado para o objeto do desejo...
Depois de hora e meia, vi que ele, meio desanimado, simplesmente jogou o celular de volta na sacola e pediu a conta.
Tive de me segurar para não dar uma risada porque tenho certeza que ele havia bloqueado o celular e não soube como desbloqueá-lo...
Já passei por isto, com a maior vergonha porque qualquer adolescente maneja os celulares com desenvoltura, tirando fotos a toda hora...
Tenho certeza que o senhor idoso voltou à loja ou para desfazer o negócio ou pedir ajuda.
No meu caso, foi em vão. O vendedor também não sabia como funcionavam os celulares...
Em casa, telefonei para meu sobrinho-neto e ele me explicou como desbloquear a geringonça.
Monsieur Edit 02...
29/11/2009- RÉPONSE au Edit 02... Je t'entendu tous les priviléges que me offre... merci beaucoup, mais je devois penser...
SOBRE OS DESENHOS-FLAGRANTES.
Numerosos e bons artistas plásticos de todos os tempos exercitaram seus desenhos ao ar livre. Os mais famosos nesta Arte foram os impressionistas que nos
deixaram belos depoimentos de suas épocas.
Toulouse Lautrec notabilizou-se por reproduzir flagrantes em ambientes fechados, como teatros, vaudevilles, bailes populares e cenas íntimas nos prostíbulos.
Vocês podem achar que o meu “pequeno trabalho” seja desimportante. Não é.
Grandes artistas que viram as minhas coleções manifestaram-se admirados e entusiasmados pelo vulto e qualidade porque muitos dos flagrantes ficaram verdadeiras obras de arte, em tamanho pequeno e no papel ao invés de quadros em pinturas a óleo e acrílica.
Sempre senti que tinha capacidade enorme para tais tarefas e não me animei a realizar quadros grandes e portentosos porque os gastos seriam enormes sem compensações adequadas aos trabalhos realizados.
O mercado de artes está difícil aqui no sul, onde vivo, pois a Cultura no Brasil é periclitante.
Então, estes pequenos flagrantes aquarelados saem mais baratos para meu bolso, são fáceis de transportar e qualquer pessoa poderá comprar por preço razoável.
No entanto, uso papéis franceses e italianos, além de aquarelas estrangeiras de boa qualidade.
Não sou artesã. Sou artista, então os preços são um pouco mais altos.
Entretanto, podem ser aproveitados de várias formas como pendurados em paredes numa composição de 2 a 4 flagrantes.
Além de uma infinidade de utilidades como reproduções em bloquinhos de notas, agendas, caderninhos, livros, decorações de cafés, bares, restaurantes, além de originalidade para colecionadores de arte etc.
Podem também ser inseridos em caixas de madeiras, cujas tampas com vidros podem apresentar as pequenas obras de arte assinadas.
Seriam bons presentes para apreciadores de arte.
Aqui estão algumas sugestões para os trabalhos realizados, vocês podem sugerir outras... claro.
A GERENTE.
Todo estabelecimento comercial tem um (a) Gerente. O meu café no Barra Shopping Sul também tem.
Ela é responsável pelo bom funcionamento da cafeteria e do atendimento dos clientes.
Mas todo Gerente tem um Chefe ou Supervisor, além do dono do estabelecimento, segundo normas administrativas de uma Empresa.
Embora o público ainda não esteja correspondendo às expectativas do novo shopping, em face de uma crise maior que se aplacou
sobre a classe média, desde a posse do PT no governo, com arrochos salariais e impostos de toda ordem e que estrangularam as classes de A a C deste país, não vejo como mudar o panorama de normalização de consumo.
Não entendo de Economia, mas penso que temos um governo de fachada para o exterior e outro para a realidade interna.
Penso que a imagem que o exterior faz do meu país está equivocada porque o povo em geral nunca esteve tão necessitado como agora.
A distribuição de dinheiro nas tais Bolsas famílias é um engodo que não pode perdurar por muito tempo. $em falar na$ gentileza$ para com outros paíse$... em que oferecemos dinheiro a troco de bananas...,
Faz-se política do mais baixo nível dando a impressão de que todos estão comprometidos com o descalabro nacional.
Coloco estas observações aqui porque me sinto no dever, como brasileira , de externar o que vejo , leio e ouço à minha volta. Voltando ao assunto sobre a Gerente, tenho a dizer que ninguém pode fazer milagre de conquistar clientela porque o Governo está confiscando todos os vinténs das classes assalariadas do país. Orgãos de classes, comerciais e industriais, deveriam protestar firme e ousadamente, sobre o que está acontecendo porque enquanto não virarmos a mesa, tudo tende a piorar.
Para eles, comércio, indústria e para nós, povo em geral.
26/11/2009- Tudo que eu falei sobre Horóscopos é a mais pura verdade, mas como não estou afim de colocar minhocas nas empadas dos que vivem dela, resolvi cancelar a matéria.
Quem leu, ficou sabendo, os que não leram,.. paciência.
Mas se insistirem, é claro que volto a colocar o que escrevi ontem!
HORÓSCOPOS
25/11/2009- Daqui da minha janela diviso o horizonte que está ensolarado... graças à Deus!
CHUVAS E TEMPORAIS NA PRIMAVERA.
Este ano o sul do Brasil tem sofrido temporais e chuvaradas ocasionando tragédias e desabrigos de milhares de pessoas que viram suas moradias invadidas pelas águas, sem contar as mortes.
Nunca é demais lembrar que os cuidados com o nosso Planeta devem fazer parte das nossas preocupações, sejam em termos de desmatamentos como com o meio ambiente em que vivemos.
Amanhã anunciam temporais para o meu Estado, como se já não bastassem os que temos sofrido em dias anteriores.
Mesmo com chuvas temos sentido calor, revelando que o Verão se aproxima com tudo no próximo ano.
Fico a pensar que nossos agricultores devem estar sofrendo uma grande baixa nos hortigranjeiros, mesmo que certas frutas estejam se deliciando com as chuvas.
São Paulo, mais uma vez, será o beneficiário dos nossos desastres ecológicos...
Espero que a laranjeira do meu jardim se recupere e nos dê bons frutos.
Tenho um pé de limoeiro que está carregado de frutos. Semana passada eu precisava de limões para um prato com peixe linguado.
Não tinha em casa, então vasculhei o limoeiro do meu jardim e encontrei um fruto grande. Ao abri-lo constatei que estava sumarento o que me alegrou porque os limõezinhos ainda estão em crescimento e devem ter aproveitado as chuvas que caíram.
Aquele limão caiu do céu e foi suficiente para temperar a iguaria que eu preparava para um almoço em família.
A AMIGA.
A moça do flagrante conversava animadamente com um rapaz no café, mas não pareciam namorados.
Talvez fossem colegas com identidade de pensamentos sobre assuntos de trabalho, o fato é que ficaram um bom tempo ali.
O que me chamou atenção era a delicadeza que a moça dispensava ao seu interlocutor, pois era atenta a tudo que ele contava.
O assunto devia ser interessante, mas não me pareceu ser fofoca e sim idéias criativas sobre determinado assunto.
Assim são as relações de trabalho em que se percebe que há satisfação com o que executam, embora nem sempre bem remunerados.
Já fui uma pessoa compulsiva pelo trabalho que executava, embora não fosse exatamente o que eu sonhara para mim que era a Arte.
Há pessoas como eu, que são compulsivas em tudo que fazem e isto é bom porque sempre buscam fazer o melhor.
Nem sempre conseguem, mas o importante é tentar.
MEUS AMIGOS DO CAFÉ.
Seja aqui ou alhures, tenho facilidade em fazer amizade com os garçons ou garçonetes de cafés e restaurantes desta e de outras cidades do mundo.
O fato de ser artista ou porque me considerem simpática, logo estabelecem laços para um bom atendimento.
Eu os trato bem, não sou impaciente e quando percebo que desejam ser “retratados” pelos meus traços rápidos, atendo aos seus desejos com simplicidade porque
entendo que estes modestos servidores que nos servem são seres humanos que estão ganhando o pão de cada dia, com esforço de um trabalho nem sempre bem remunerado.
Em alguns percebo tristezas atrás das máscaras de alegrias e que se manifestam num olhar, num movimento de boca ou da própria face.
Os longos anos que lidei com os seres humanos carentes me habilitaram reconhecer seus problemas e esperanças.
Aqui, como outras vezes tenho feito, estão alguns dos que me atendem no café que frequento no Barra Shopping Sul.
Os trabalhos foram feitos de forma rápida para que não prejudicassem as tarefas que eles executavam.
Mas eles ficaram felizes e isto me gratifica sobremaneira.
Não importam os destinos que darão aos meus trabalhos porque talvez não entendam de arte, mas eu fiquei feliz por dar a eles a importância que merecem.
A MINHA QUERIDA ARAUCÁRIA.
Foi na quinta-feira que, às 13 h, surgiu um violento temporal em Porto Alegre talvez mais forte do que o anterior, ocorrido há poucos dias.
Semelhante a um furacão, nós que moramos no alto do Sétimo Céu ficamos assustados com as consequências que certamente provocaria mais
este fenômeno da Natureza.
Quando ela foi plantada, nossa filha tinha 5 anos e desejamos prolongar a alegria daquele Natal pela vida afora.
Há tempos eu estava preocupada com a araucária porque nosso terreno é em declive e ela fora plantada há 2 metros da porta do primeiro andar e me parecia frágil ante as intempéries.
A última foto que tirei dela foi à semana passada, logo depois do temporal.
Minha araucária tombou em cima do muro do jardim, levando de roldão parte do corrimão da escada e danificando a rede elétrica de proteção da casa.
Eu tive medo de que o muro tombasse e a casa ficasse desprotegida, então tive de acionar, urgente, um cortador de árvores para que me socorresse.
A araucária, pela fúria do vento havia sido arrancada da terra.
O cortador de árvores teve de cortá-la para proteger o muro.
Não sei se a raiz pode ser restabelecida, vou esperar o jardineiro para que tente salvar o que restou da minha araucária.
A fúria da Natureza me preocupa e muitas pessoas, como a minha araucária tombaram mortalmente neste último temporal.
Será algum recado divino?
Durante o apagão que durou das 13 hs de quinta até as 12 h 30 de sexta-feira fiquei muito triste por tudo que acontecera e não consegui conciliar o sono, tal a tristeza que me abateu.
Pensava no meu falecido marido e na minha filha ausente tantos anos em outra cidade...
Felizmente só tive danos materiais, mas a minha querida araucária tinha vida e eu queria que ela sobrevivesse a mim.
Chegava a sonhar que ela ficaria mais alta que a minha casa e que reuniria todos um dia sob a sua imagem...
Não deu, só ficou a saudade de todos de casa e aqui está a última foto em que ela aparece enfeitando a paisagem dos bairros da zona sul da minha cidade.
O VARREDOR-ARTISTA DO BARRA SHOPPING.
Ontem soube que o Varredor do shopping é um cantor de voz potente e maravilhosa, segundo as comerciárias das lojas. Costumava cantar nos intervalos,
dentro dos banheiros para encanto dos colegas, mas a Administração proibiu-o de cantar.
Eu sabia que o nosso Varredor tinha algo além de varrer o shopping, aquele ar de suprema humilhação escondia um artista!
Lanço aqui o meu protesto ao shopping e faço um desafio: Por quê, ao invés de proibirem o artista de mostrar o seu potencial, usem a criatividade de aproveitar o talento daquele homem para que todos possam apreciar seus dons vocais?
Quem sabe, durante a varrição, em pontos de confluências das lojas, o nosso cantor, dependurasse a vassoura e brindasse o público presente com seus dons vocais, einh?
Não seria uma atração para o novo shopping? Não seria uma demonstração de apreço do shopping à Arte , que tomou conta do coração daquele humilde varredor?
Vou torcer para que isto aconteça porque eu estaria na platéia para aplaudir freneticamente o nosso Varredor-Artista.
Nada mais deprimente para um artista , sentir-se cerceado em suas manifestações da Arte com que os Céus o brindaram!
Tal cerceamento é uma demonstração de falta de Cultura de um shopping que se preze e não acredito que a Administração queira se situar nesse patamar, não?
ACESSEM, COLABOREM E DIVULGUEM O SITE www.joaquimevonio.com que divulga o que se produz em Cultura nos países da língua lusófona. NÃO FIQUE DE FORA!
PALAVRA. ( BISTROT- Quadro pintado no local, em acrílico s/tela Tenini)
Poema Tenini
De repente
a tua palavra ali não está.
Fico nota solta,
melodia sem pauta,
perdido intermezzo
numa noite sem estrelas...
Hoje ali não está
tua palavra.
Das tuas mãos
( nas palavras)
não tenho as carícias...
Num instante
tudo se evola.
Evola no sonho que me faz
viver em ti
( sem ti)
meu amor...
A DESCENDÊNCIA ALEMÃ.
O casal não demorou mais do que o sorver de um cafezinho, mas chamou-me atenção a mulher, muito loura natural, olhos azuis, na exuberância dos seus prováveis trinta e tantos anos. Alta de estatura, mais para gorda mas bem proporcionada para seu tamanho.
Traje esportivo ,elegante porque usava sapatos de saltos altos.
Mas o que mais chamava atenção era seu ar matreiro e alegre.
O companheiro, uns vinte anos mais velho , tinha aspecto de pessoa que costuma ficar em recinto fechado , pela pele sem viço e envelhecida.
Não o desenhei porque já o vi em algum programa de TV.
Poderia ser algum político ou empresário bem sucedido, quem sabe do ramo de calçados porque o casal era típico do Vale dos Sinos e a descendência alemã estava flagrante para quem os visse.
Acontece que as pessoas do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, desde a imigração alemã lá por volta de 1850 um pouco mais, foram instaladas naquela região e não tem se misturado com outras raças, daí os aspectos físicos que descrevemos.
O flagrante saiu bom apesar de rápido e espero que apreciem e façam suas ficções...
APAGÃO III
( Foto Tenini; Crepúsculo sobre o Guaiba, na zona sul.)
Na minha cidade, Porto Alegre, alguns bairros não sofreram o apagão e entre eles, zonas de elite, como Moinhos de Vento, Independência e outras.
Lanço meu protesto porque a zona sul da cidade sofreu apagão geral.
Devo explicar aos que não conhecem minha cidade , a zona sul é a mais bela por sua natureza e pela vista esplendorosa sobre o rio ou lago Guaíba.
Porto Alegre vive de costas para seu rio e ignora que ali poderia ser a zona mais badalada da cidade por sua beleza que convida aos estetas das artes em geral a que cultuem tais preciosidades.
No entanto, parece que está se transformando em cidade-dormitório, onde os moradores escolhem viverem à parte da civilização, há 20 minutos da zona central...
Não entendo tal opção porque penso que precisamos de tranquilidade, mas também de todos os recursos que brindem nossas necessidades de convívio com outros seres humanos.
Bares, confeitarias de categoria, restaurantes, teatros etc. localizam-se na zona norte da cidade, quando aqui tudo seria muito mais bonito e aconchegante porque o ar é mais puro, é mais fresco no verão e no inverno,
as lareiras poderiam ser uma opção maravilhosa para curtir bons drinques.
Os jovens para poderem estudar, conviver e se divertirem são obrigados a buscar na zona norte os melhores recursos e opções de lazer.
Sem contar com as preocupações dos familiares até que os filhos retornem sãos e salvos para casa.
Pagamos, ainda, o preço da falta de visão das autoridades porque quaisquer ventos mais fortes resultam em apagões demorados.
Nem precisa ser um temporal...
Aproveito para criticar a Companhia Estadual de Energia Elétrica, que foi privatizada há tempos e não cumpre com suas obrigações.
Algo tem de errado entre a CEEE e a zona sul da cidade e que precisa ser corrigido com prioridade pois a anomalia tem se prolongado indefinidamente, em que pesem as reclamações dos moradores junto aquela empresa.
APAGÃO II ( REPRODUZINDO COLUNA DO JORNALISTA RICARDO NOBLAT- JC 16/11/2009)
Foto Tenini- Vista da minha casa em Porto Alegre- RGS-BR- No apagão, só a claridade do céu)
Apagou GeralColuna Ricardo Noblat - JC 16.11.2009
Apagão de bom senso: foi um micro incidente, segundo o ministro Tarso Genro, da Justiça. Não, não foi. Em extensão, foi o maior apagão da história do país. Afetou 18 estados e 88 milhões de pessoas. Sobrou para sete milhões de paraguaios. Durou cinco horas e 47 minutos. Pela primeira vez, pararam todas as turbinas da hidrelétrica de Itaipu.
Apagão de gestão: não é aceitável que um ou três raios no interior de São Paulo desliguem Itaipu e apaguem o país. Falhou o sistema de “ilhamento” capaz de confinar o problema a uma só região.
Apagão de responsabilidade: no instante em que se fez o breu, Lula sumiu. Dilma Rousseff, a ex-ministra de Minas e Energia que desenhou o novo modelo do setor, também sumiu. Edison Lobão, o atual ministro, foi escalado para ser "a cara do apagão".
Apagão de comunicação: o falatório desconexo das autoridades e dos técnicos adensou a escuridão. As explicações desencontradas comprovaram que o governo não tinha a mínima idéia sobre o que dizer à população no primeiro momento – nem no segundo. Foi então que Lula, assustado com o estrago que o episódio pode causar na imagem do governo, concluiu que o melhor seria todo mundo se calar. Mas antes... Bem, antes...
Apagão de compostura: quando parecia insustentável o sumiço da mãe de tudo o que o governo faz de bom, Dilma finalmente falou. Antes não o tivesse feito. Olha aqui, minha filha: em vez de explicações, Dilma foi grosseira com os jornalistas. Só faltou jogar nas costas da mídia a culpa pelo apagão. Lembrou o destemperado Ciro Gomes (PSB-CE) de 2002, que conseguiu perder a eleição presidencial para ele mesmo.
Apagão de respeito ao cidadão: em toda a algaravia produzida pelo governo havia apenas uma preocupação comum: bater forte na tecla de que o apagão da dupla Lula/Dilma não era tão grave quanto o apagão de Fernando Henrique Cardoso. A preocupação eleitoral ganhou linguagem marqueteira: FHC teve apagão; Lula/Dilma, somente um blecaute. Como se o escuro do apagão fosse diferente do escuro do blecaute.
Apagão de autoridade: empenhado em tentar esquecer o assunto, o governo atravessou a fronteira que separa o legítimo exercício do mando do deplorável exercício do autoritarismo. Sem mais nem menos, Dilma e Lobão deram o episódio por encerrado, como se fato ele pudesse estar, como se os cidadãos não tivessem o direito de cobrar uma investigação rigorosa sobre as causas do apagão.
Apagão de gerência: um setor técnico e estratégico como o de energia foi loteado entre os dois maiores partidos da base do governo: PT e PMDB. Agentes político-sindicais petistas comandam a área de geração - Itaipu, Petrobras - enquanto agentes das várias etnias do PMDB comandam a área de transmissão e distribuição - Furnas, Br Distribuidora. A Eletrobrás, que está nas duas pontas, é feudo do senador José Sarney (PMDB-AP).
Apagão de regulação: criadas no governo FHC para regular os principais setores estratégicos com base em critérios técnicos e a salvo de ingerências políticas, as agências foram desidratadas de recursos e aparelhadas politicamente. O poder de regulação escapou das mãos dos técnicos e foi devolvido às mãos dos ministros, esses políticos por excelência e, como tal, sujeitos às pressões dos partidos.
Apagão de hierarquia: para evitar guerra interna e sabotagens entre aliados que dividem o comando do setor de energia, Lula deu todo o poder a Dilma para comandar os comandantes. Resultado: ministros e presidentes de grandes estatais têm os cargos e as verbas, mas não têm o poder de fato. Em condições normais, governantes tendem a fazer o jogo de fugir às suas responsabilidades. O governo Lula acentuou tal característica.
É sempre assim: na hora de faturar acertos proliferam seus verdadeiros e falsos pais, mães e avós. Na hora de encarar problemas, some toda a família e a lambança fica órfã. O povo? Ora, fica no escuro.
NOITE DE PLENILÚNIO. de Tenini.
Juro que é uma noite de plenilúnio, o calor sufocante não me deixa repousar, viro e reviro na cama coberta de suor e os meus cabelos
umedecem o travesseiro feito de flocos de
ilusões e desesperanças.
Súbito, entras assim furtivo, no meu quarto, envolto em luzes brilhantes e azulecentes.
Silencioso e perscrutador. ( Soturno?)
Nos teus olhos leio coisas que não quero saber.
Leio sobre tuas andanças, de círios e de amores que se foram.
Leio as palavras com que me fascinas e me fazes escrava dos teus caprichos e pensares.
Em mágico te transformas e me encantas com a tua flauta de prímulas...
Pegas os astros: o Sol, a Lua, as estrelas e fazes delas partituras e ouço lindas e inéditas sonatas... Adivinho o Violinista de Chagall voando pelo meu quarto executando cantatas de Bach com seu arco dourado e os seus olhos
feito verdes faróis a transpassarem minh’alma.
As melodias embalam meu sono e do amor percorro as escalas...
Sorrio e me ponho esperançosa ao despertar, logo o Sol me descerra e volto à rotina de sempre, em tom monocórdio.
Cinjo minha fronte com a guirlanda das brancas flores do bouganville da calçada e da natureza faço cenário para o meu palco, onde volto a representar.
Logo mais, a peça deverá estar ensaiada , spots acesos, à espera do ator principal que deverá chegar à tardinha, quando a Lua voltar num céu estrelado para o papel que ainda não decorou.
Só que não vens e desapareces na brisa do lago no arco-íris da sobretarde, onde veleiros singram as águas verdes, em destinos incertos.
És tu, aquela meia lua azul que uma misteriosa velejadora prende em suas mãos tal qual pipa rebelde que o vento embala , despedaçando-a em retalhos de liberdade? ( SONO- desenho pastel Tenini)

TALVEZ...
Poema Tenini
Numa tarde em que o sol se punha,
Gostei de te encontrar naquela rua,
Depois de tanto,
tanto tempo,
Já passado.
Gostei do jeito que me olhavas,
Ambos já nos outonais da vida,
Mas me olhavas assim,
Como se vinte anos
eu tivesse.
Gostei de ver teus olhos
percorrerem meu corpo inteiro
E sentir que ainda me gostas,
Apesar dos anos já passados.
Perdão te peço,
Se não te senti,
outrora.
Outro
eu amava.
E não percebi
O quanto me gostavas
Como descobri agora,
No carinho que teu olhar
me dava.
Meu riso cristalino
redescobri,
Ao quereres tudo saber
da minha vida.
Mas novamente
apressada ,
Deixei-te naquela rua.
Parado numa esquina,
Ficaste, Vendo-me passar,
mais uma vez,
Pela tua vida.
Na ânsia
de tudo saberes de mim,
Nada de ti,
pude saber , Nem ao menos
te dizer
-Agora, sim.
-Quem sabe?
-Talvez...
( Rua- des.em pastel seco Tenini)
O APAGÃO.
O que todo mundo pensa, mas tem medo de dizer é que o apagão pode ser advertência da Ditadura ou, então, os cambalachos das negociatas
envolvendo "Eles" e as indústrias de eletros-domésticos em final de ano.
É estranho que apagões sempre acontecem em finais de ano, próximo ao Natal...
Lembram dos anteriores? Só que este ano exageraram nas medidas e deu na vista rssrsrsr Sabemos como são, os neófitos no assunto...
Não há aparelho eletro-doméstico que não sofra abalos com apagões intermitentes como ocorreu numa noite e na manhã seguinte da semana passada na zona sul de Porto Alegre.
Desculpas técnicas foram esfarrapadas...
Meu refrigerador depois disso, passou a ter cachoeiras dentro dele... Meu “refri “é novo, nem tem 5 anos...
Minha família tinha um refrigerador GE que funcionava mesmo já decrépito... E tem mais de 50 anos... Soube que ele disse:-Isto já está demais ... (e expirou...)
Na verdade, já estou pensando em ter de comprar um novo “refri” para substituir o meu novinho, afinal, as indústrias de eletros-domésticos estão com apoio irrestrito "Deles"...Contabilizando a familia : mais 4...

NO LIMIAR.
Poema Tenini.
No espelho
Meus lábios,
Eu pintava.
Á beira do leito,
Taciturno,
Me espreitavas...
Num repente disseste:
"-Logo, um novo amor encontrarás..."
(Pressentiras talvez,
A Morte que te rondava
E que te levou,
Ao menor descuido.)
Muda fiquei,
Ante o desabafo inesperado!
Mas no espelho,
Refletida,
vi tua imagem junto a minha,
Como numa só imagem.
Agora,
Tempos passados,
Compreendi
O quanto, ainda,
Me amavas.
E, tardiamente
Te direi: _-Jamais!
Jamais outro ouvirá
Dos lábios meus:
- Te amo!
Poderei até sonhar
Platônicos sonhos,
Urdidos
Pela carne fraca
Em abandono.
Mas minh’alma...
esta,
Jamais
Encontrará descanso
Até que a tua encontre,
Ainda que seja,
Muito além do Infinito!
Foto :Lago Guaiba, ao entardecer... foto Tenini.
TAPETES DE PRIMAVERA.

É tempo dos tapetes lilases pelas ruas onde ando.
Defronte a minha casa, diviso um nessa cor que se estende como um manto pelos paralelepípedos da rua.
O responsável pelo tapete de flores lilases da minha calçada é o jacarandá que plantei no meio fio e que está tão alto que não percebi que estava florido.
Proibi de varrerem as flores espalhadas pelo chão.
Quero curti-las para maravilhar-me com elas.
Desejo perpetuar na minha memória os lilases de um tempo de alegrias e de esperanças que me ensinaram a reviver depois
das quedas...
Bendita Primavera que todos os anos nos visita, explodindo de lilases e amarelos os caminhos do nosso viver!
E com ela os passarinhos a chilrearem nos tapetes floridos da minha cidade como a proclamarem que o amor é a coisa mais importante de nossas vidas...
( Quadro POLÍTICA , da série Crítica Social em acrílica s/tela TENINI)
FEIRA DO LIVRO?
Tenho flagrado várias vezes pessoas nas poltronas ou nos cafés do Barra Shopping lendo livros.
Alguns são estudantes que devem estar lendo livros referentes às matérias que estudam.
Entretanto, há os leitores de ficção. Na ilustração de hoje, percebi a moça de costas lendo um livro. Estava meio torta na poltrona do café, mas embrenhada nas páginas de um romance.
Já fui dessas leitoras compulsivas, porém hoje, só me dedico à leitura quando estou em casa, num sábado ou domingo.
Sei que para escrever é necessário ler muito e ontem recebi a visita de um sobrinho residente no Rio de Janeiro e sua família. Descobri encantada que a minha sobrinha neta de apenas 11 anos é leitora compulsiva de livros
de sua faixa etária.
Além de linda, apesar dos óculos (Por que, todos que usam óculos são inteligentes e gostam de ler?).
A menina, segundo relatos familiares, é um gênio.
Adivinho nela uma futura escritora e quando disse isto ela sorriu-me com um ar de adolescente sabida.
Sei que há campanha para doação de livros que, no fundo, está embutida a necessidade de o mercado editorial voltar a vender mais a esses mesmos leitores confiando na sua compulsão de ler...
Já dei uma olhada nas minhas estantes pretendendo doar livros, mas já o fiz tantas vezes que os que permaneceram aqui não querem sair...
Como irei doar aquela coleção de Machado de Assis? A minha filha diz que vai ficar com ela para suas filhas.
Como irei dar aquela coleção de Os grandes Processos da História que gosto de revisitar?
Como doar a coleção dos Mestres das obras clássicas?
Como doar os livros de Eça de Queiróz? Ou a coleção de Fernando Pessoa?
A coleção sobre Florbela Espanca? Como doar livros de Poesias que incluem os maiores poetas do mundo?
Como doar romances dos maiores escritores mundiais que povoaram a minha adolescência de sonhos?
Como doar a minha coleção de livros de Arte, se ainda produzo?
Mas eu preciso doar para deixar a minha casa cada vez mais leve para que quando eu partir as tarefas sejam mais leves para quem ficar...
Mas permito-me ainda pensar, com a mão no queixo...
Não fui à Feira do Livro por motivos óbvios para mim e que não vou revelar aqui.
Mas andei procurando em Livrarias do shopping alguns livros que me interessavam para presentear minhas netas e a mim mesma.
Não encontrei, me disseram que só os encontrarei na Feira do Livro ou nas Editoras. Péssimo.
Há leitores como eu que não gostam de embrenhar-se naquela multidão de curiosos...
Preferem os escurinhos dos “sebos” para encontrarem os livros que buscam...
A VARRIÇÃO DO SHOPPING
A varrição diária do shopping é feita por um homem que me pareceu “o mais calmo do mundo”.
Fico admirada em vê-lo passar com a vassoura que tem uma bucha na ponta, passando e repassando nos corredores para que estejam sempre limpos e brilhantes.
Ele passa com os olhos voltados para o chão, numa tarefa interminável porque ele me parece concentrado naquela buchinha que desliza pelo chão.
Penso ser uma tarefa das mais difíceis pelo tédio provocado, em face da varrição exigir atenção o tempo todo.
O que pensará o modesto varredor do shopping, nestas longas horas em que não pode olhar para os semelhantes porque sua tarefa é buscar resquícios de sujeira que são invisíveis para os meus olhos já tão cansados?
Entre os excepcionais pode ser encontrada a pessoa certa para tal tarefa, mas uma pessoa normal pode entrar em profunda depressão, depois de algum tempo.
O varredor não me pareceu ser excepcional, portanto, a tarefa tediosa a que é submetido poderá causar-lhe problemas psicológicos graves.
O que pensam os administradores do shopping sobre isto?
Porque o homem da varrição deve ganhar seu modesto salário para sobreviver.
Não sei se as outras pessoas se importam com isto, mas eu me importo, sim.
DIFERENÇAS ENTRE RETRATOS E FLAGRANTES.
Uma das tarefas mais difíceis em Arte é a de retratar pessoas. No classicismo e na arte acadêmica, esta incumbência cabia aos artistas.
A precisão de detalhes era fundamental para que o retratado ficasse igual e entre os grandes artistas da época podemos citar Rembrandt , Frans Hals, Dürer e tantos outros.
O impressionismo libertou o artista para dar-lhe a importância de retratar pessoas conforme a visão do artista.
Os expressionistas desfiguraram o retratado . Na arte moderna, o trabalho de retratar trata de desestruturar a imagem observada para diferenciar da arte fotográfica.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra e eu me coloco como observadora da alma humana, aliada à figura.
Ontem nenhum grupo que estava no café chamou minha atenção para os flagrantes do dia, mas a garçonete que ilustra o texto, há tempos vinha se colocando em posição para que eu a
retratasse como tenho feito com colegas suas.
Ontem foi o dia dela.
Tão logo terminei o trabalho ela veio ver e exclamou desapontada:
-“ Ah, não! Bochechuda... -Mas tu és bochechuda, sim!, respondi...
Em sua totalidade, os artistas não gostam de fazer retratos porque o retratado tem dificuldade em se reconhecer...
Acontece que somos amigos dos espelhos e quando estamos diante deles já sabemos qual o melhor ângulo que nos agrada, além das expressões que nem sempre são as do dia a dia... mas a de alguns momentos.
Para retratar pessoas , os artistas devem fazer contratos estabelecendo regras que o artista julgar deva preservar, como o direito de retratar conforme suas percepções e não a do retratado.
Flagrante não chega a ser retrato porque é feito rapidamente, sem nenhum contato com a pessoa alvo , prevalecendo a impressão causada.
Por exemplo, a moça do flagrante , na realidade, tem os olhos escuros, mas eu a vi de olhos garços pelo conjunto do rosto e cor de pele.
No entanto, todos colegas a reconheceram no flagrante.
Gosto de fazer estes pequenos trabalhos porque deles posso aproveitar como matrizes para um estudo melhor sobre o tempo em que vivemos e jamais tive a pretensão de retratar e sim, colher momentos de abstrações das pessoas , revelando um pouco de suas almas.
UMA FESTA ISRAELENSE.
Ao chegar em São Paulo, minha filha disse que teríamos de ir ao níver de uma grande amiga dela, também equoterapeuta e fisioterapeuta.
Argumentei que não conhecia ninguém e se não seria melhor ficar em casa.
Ela insistiu que eu fosse pois a mãe de sua amiga era uma artista plástica.
Este argumento me convenceu pela afinidade de interesses.
A região do apartamento da família era em Perdizes, um bairro nobre.
Pelos amplos jardins externos do Edifício constatei serem apartamentos de alto luxo.
Fui recebida com efusão por todos da casa e senti-me à vontade para apreciar quadros da moradora.
Logo verifiquei que se tratava de família israelense porque todo apartamento tinha as portas em arcos como em Jerusalém, além de outros detalhes
característicos dessa etnia.
A festa abrigava pequenos grupos um tanto fechados, mas eu me senti melhor entre os mais jovens e da labradora da casa, de nome Bonnie.
Minhas netinhas eram as únicas crianças e a mais velha corria de sala em sala porque já estava acostumada ao local porque é tratada como se fosse neta da dona da casa.
Os quadros eram belos e variavam entre as artes figurativas e modernas, enfatizando em pequenos detalhes os signos israelenses, demonstrando o orgulho daquela família por suas origens.
Os manjares eram deliciosos, mas simples e servidos com fartura. Os salgadinhos principais eram os famosos sanduíches de metro, em pães especiais com sementes de linho. Os recheios eram deliciosos e nenhum deles
continha produto suíno, conforme a religião judaica.
Do apartamento se visualiza uma maravilhosa vista noturna de São Paulo que me lembrou New York.
Deu-me saudade desta cidade pelo que ela me proporcionou em fruição das Artes em geral e, ao mesmo tempo, recordei que São Paulo é realmente uma New York tupiniquim, até na área cultural.
Os convivas me pareceram ser parentes entre si, tal a semelhança entre eles e isto me lembrou que as raças italianas e israelenses parecem ter traços comuns... fisionômicos, claro.
Daí a razão de me recordar de que quando morava no Leme no Rio, onde o apelido do bairro era Jerusaleme por causa dos judeus ali residentes , eles sempre me confundiam com a raça judaica nos elevadores ou pelas imediações
do bairro.
Na saída, comentei com a dona da casa que em outra oportunidade conversaremos sobre nossos trabalhos, pois na festa foi impossível trocar informações, em face de suas obrigações como anfitriã.
O VOO. Tenini
Alongo meu pensamento
ao Infinito
como asas do sonho a voar
eternamente
num céu de luzes.
Sou ave peregrina e/solitária / em busca de um tempo que se foi. / Voo contra as ventanias/ e me debato entre borrascas./ Nada me detém./ Há um paraíso,lá adiante/ que preciso alcançar.
Não queiras minhas asas cortar/porque outras e outras virão,/sem que nada possas fazer. /Deixa-me fluir/ como os pássaros inquietos, indomáveis/que quando adentram o paraiso,/somem,
como sonhos/ a se desfazerem/ nas brumas do tempo ...
UM TOQUE ORIENTAL NA VIAGEM.
Só percebi a jovem senhora que colocava valises e bolsa de palha marrom no porta-malas do avião, quando estava tranquilamente sentada
na minha poltrona que dava para o corredor.
Não tinha como desenhá-la ali, então fotografei mentalmente o momento da nisei ou gueixa que viajava em poltrona adiante da minha.
O que me chamou atenção foi o traje que usava, em linho preto de formas folgadas no blusão, com amplos bolsos na frente.
As tiras eram feitas com cordões de linho e completadas na parte da frente com contas em marrom e bege. As calças eram retas e afuniladas.
Os sapatos eram chinelos com solado simples, decoradas nas beiras em listinhas brancas e vermelhas.
Tinha boa estatura e era magra, pois de longe pensei que fosse bem jovem, mas depois ,quando ela se virou ,vi que se tratava de mulher passando dos quarenta anos com rugas no rosto alabastrino.
Estaria em Porto Alegre e viajaria de volta para onde?
Tão logo começou a viagem, ela passou o tempo todo compondo maquiagem com pan-cake, com máscara para olhos, sombras em marrom e dourado.
Nos lábios, colocou brilho em cor de ameixa clara. Cheguei a apostar que ela usaria o vermelho laranja, mas ela preferiu a cor mais discreta. Colocou um rolo no cabelo, bem no alto.
Como eu sei de detalhes já que ela estava adiante de mim?
Pelas frestas entre os bancos.
Logo que completou a demorada maquiagem, passou a conversar com um rapaz sentado no banco do corredor (ela estava na janela).
Eu intuí que ela não era daqui e cogitei que ela estivesse visitando a Bienal e poderia ser, tranquilamente, uma artista plástica em viagem.
De repente, ouvi sua conversação, ela falava em inglês nova-iorquino.
Seria uma nissei americana?
Não, pela simplicidade no trajar, embora elegante, penso que ela era Japonesa ou Chinesa.
Não sei distinguir entre uma chinesa ou japonesa, mas tenho a impressão que era japonesa, pelos traços um tanto característicos.
Não era bonita mas produzida como estava, ficou linda e todos os olhares masculinos e femininos voltavam-se para ela.
Não desceu em São Paulo, portanto deveria seguir viagem.
Num dos diálogos cheguei a ouvir que ela falou em México. Estaria indo para lá?
Mas a minha viagem findou em São Paulo e eu fiquei contente porque a minha compulsão em observar pessoas continuava firme, o que me alegrou
porque sei que tenho matéria para a arte de desenhar, aquarelar e ainda escrever sobre o que vejo.
A GRAMADENSE.
O detalhe do quadro que ilustra este texto foi feito em 1974 quando eu era autodidata em Pintura. Usei tintas nacionais que infelizmente não tinham
a durabilidade das estrangeiras.
O quadro denominado “A gramadense”, foi realizado não com modelo vivo mas como uma impressão causada pelas moradoras de Gramado, uma cidade serrana com características internacionais e que abriga, entre outros,
Festivais de Cinema.
Gramado é uma cidade de várias etnias, principalmente européias, destacando-se as descendências de alemães e de italianos. Desta gama de etnias, misturadas à portuguesa , o tipo físico da população é de gente bonita e saudável.
Com uma culinária típica, Gramado sempre foi escolhida para temporadas de férias ou de lazer nos fins de semanas dos gaúchos.
Hoje, esta cidade costuma acolher turistas do Brasil e do mundo.
Mais bela do que antes, apresenta panoramas belíssimos da natureza e da cidade em si, com seus casarios cheios de flores nas Primaveras, primando por artesanatos de qualidade e fábricas de malharias categorizadas.
Para o quadro usei a técnica do óleo s/ tela que estão apresentando rachaduras e descascados que precisam de restauração.
Como aprendi as técnicas de restaurações com Restaurador italiano, o quadro já foi separado para que eu faça o serviço.
Acho que ele merece este cuidado porque é bonito e vai ficar bem em qualquer ambiente.
Tenini.
PRIMAVERA GELADA.
Tenho leitores em outros países.
Acredito que sejam brasileiros morando no exterior ou estrangeiros que falem a nossa língua mãe.
A esses, explico que o Brasil é tão grande que seu clima tropical, no sul do país difere dos demais Estados porque apresenta temperaturas marcantes de todas as estações.
Mas ultimamente, pelas peripécias que o planeta está dando ou por causa da poluição, o clima no sul está ficando cada vez mais frio.
Agora na Primavera, na sombra o clima é gelado mas ao sol, o calor é abrasante, dá para entender?
Este ano como no ano passado, desde maio faz frio, sendo que em alguns dias com temperaturas muito baixas beirando a zero em cidades importantes.
A proximidade com a Argentina e Uruguai faz com que o comércio entre estes países troquem mercadorias com o Brasil que são consumidas, especialmente de maio a outubro.
Temos artigos uruguaios e argentinos nas prateleiras, mas infelizmente nem sempre de melhor categoria daqueles países.
Em termos de malharia o Uruguai tem tradição de qualidade, mas os artigos que aparecem por aqui não fazem jus à propaganda.
Nossos produtos da serra investem mais em artigos de consumo da população em geral e sinto falta de uma confecção que se dedique à fabricação de artigos chamados de cashemier, como os da Inglaterra que duram anos e é de uma qualidade superior.
Um artigo bom que se paga caro, acaba saindo barato pelo tempo que dura, pois se apresenta sempre impecável.
São tantos os artigos que fazem falta, tais como: processos de aquecimento central das casas, aquecedores de tampas de vasos sanitários e por aí vai...
Na verdade, na próxima temporada de Inverno, pretendo viajar, sem rumo por países onde faça Outono e Primavera. Ou então vou me mudar para São Paulo, onde o frio não é tão intenso...
Falando em São Paulo, estou indo para lá para festejar o primeiro aninho da minha netinha Julia. Até o dia 2 ou 3 de novembro, ciao!
PERCEPÇÃO.
Poema Tenini
De repente
Assalta-me a percepção da
Verdade.
Neste instante
A ilusão se foi.
Sonhos dissiparam-se.
Estou ciente de mim mesma,
Estática como num tribunal
Onde me indagam:
-Quem és?
Respondo trêmula,
Mão na Bíblia
Ou no coração
(não devo mentir,
(Nem para mim mesma...)
-Nada sou,
Nem nunca fui.
Sou das covardes
A mais covarde,
Que fala de Amor
Sem buscá-lo...
Mas vive comigo
O tempo todo,
Esse Desgraçado!
Houve um tempo
De Paixões
E disse:
Não!
(Maldita sina
Da mulher comum,
(Ser fiel até o fim...)
Contaria casos mil,,
Diferentes emoções,
Escandalizaria
Os que me vissem
Ou ouvissem
Tais fantasias...
Mas ali fiquei,
Amarrada,
Presa em máscara de ferro,
Manto de Sóror Clara,
Trancado sexo a sete chaves,
Em medievais meditações,
Luxuriantes revelações.
Um dia libertei-me
(ou fui libertada?)
Descobri-me pássaro,
Só sabia voar.
Voar e catar migalhas,
Aqui e ali...
Simples sobrevida!
Sempre em vôo solo
A cantar
Diferentes trinados,
Estranho gosto,
Provocando
Répteis traiçoeiros,
Que inoculam
Mortais venenos.
Deslumbro pássaros fugidios
Com a minha multicolorida
Plumagem.
Pássaros vadios
Cercam-me
Mas sei que é o meu ninho
Que querem,
Como os anus...
Nada lhes posso dar,
A não ser
Meu vôo solo
E o meu canto sedutor
Como de um canário,
Preso em gaiola de ouro,
Destroçado coração
Em estranho sentir.
Sou harpia solitária,
De longínquos penedos!
24/10/2009- VISITEM www.tenini.com.br e www.joaquimevonio.com Há livros de visitas, Comunique-se...

A GARÇONETE DO BARRA SUL.
A hora e o dia faziam do café um território deserto, mas eu estava preparada com o meu material para colher algum flagrante interessante.
Como não havia ninguém nas mesas , minha atenção voltou-se para as garçonetes.
A jovem da ilustração está sempre bem humorada, com sorriso nos lábios, mas eu percebi alguns momentos de introspecção e seriedade na sua fisionomia.
No que pensava a garçonete? Na família? Nas dificuldades financeiras? Num Natal provavelmente magro?
Não conversei com ela como fazia quando trabalhava na área do Serviço Social, apenas observei e percebi seus problemas, ainda que a máscara da face sorria a maior parte do tempo.
Assim como todos nós, (inclusive você que se acha dono da verdade,) usamos nossas máscaras para o cotidiano porque assim é a vida , um eterno Teatro, em que somos meros e ignorados atores e atrizes.
Quem se importa com nossos problemas se eles também fazem parte deles? Quem , realmente, está interessado nos outros a não ser pelos $$$$$?
CÁRMELO DE LOS SANTOS.
Não recordo bem se o Violinista Carmelo de los Santos é filho ou neto de uma Modelo-vivo famosa das Artes do RGS.
O fato é que ela posava para nós na Casa de Cultura Mário Quintana, em 2002, já na maturidade da vida, quando apareceu muito feliz dizendo-nos que seu filho ( neto?) Carmelo de los Santos, havia tirado primeiro lugar
para uma bolsa de Mestrado em Violino nos EEUU . Foi o primeiro brasileiro a conquistar tal honra.
O referido músico apresentava-se em última apresentação no Theatro São Pedro de Porto Alegre e ela fazia questão da nossa presença.
Então fomos ver o Violinista Cármelo que nos deu uma belíssima interpretação como solista da Orquestra.
Na ocasião fiz um flagrante dele no Programa do Concerto que aqui está.
Pelo que sei, Carmelo ficou residindo nos EEUU e é considerado um gênio do Violino. Participa de orquestra famosa e apresenta-se em concertos como Solista. Constituiu família naquele país e provavelmente não o veremos
tão cedo por aqui.
Desejamos ao Carmelo que é filho ou neto de uma Modelo das Artes e de um Diretor Teatral, já falecido, uma contínua carreira brilhante como seus familiares já vaticinavam. Afinal, em família de artistas só poderia sair um
dos melhores do Mundo.
Jairo Klein - AtorAge: 42 Gender: Male Astrological Sign: Cancer Zodiac Year: Sheep Industry: Arts Occupation: Ator Location: Porto Alegre : RS : Brazil About MeO ator busca em textos de autores imortais como: Fernando Pessoa, Machado de Assis, Clarice Lispector, Cora Coralina, entre outros, elementos e poemas para sua performance cênica. Profundo e visceral, Jairo Klein acrescenta a seus espetáculos o encontro épico da poesia, música e dança dando forma e força aos personagens acompanhado da musicista e bailarina Maninha Pedroso nos teclados e gaita. Contatos - Shows e Performances email: jairoklein@hotmail.com Fone: (51)3223.9831 Cel: (51) 9845.1438 Produção Executiva:(51)8182.4175 cia.palavraeato@hotmail.com
Jairo Klein
O ator Jairo Klein, com 25 anos de carreira artística pesquisa a 15 anos a literátura como roteiro, onde textos de autores imortais como: Fernando Pessoa, Machado de Assis, Clarice Lispector, Cora Coralina, entre outros imortais, tomam vida no palco. A proposta cênica mescla elementos, poemas,contos e fragmentos selecionados para a performance cênica. Profundo e visceral, Jairo Klein acrescenta a seus espetáculos o encontro épico da poesia, música e dança dando forma e força aos personagens. Acompanhado da musicista e coreógrafa Maninha Pedroso, nos teclados e gaita tocando ao vivo. O espetáculo e/ou esquete é adaptável a qualquer espaço e evento.
Cidade Porto Alegre Celular 51-9677-0373 E-mail jairoklein@hotmail.com Site www.jairoklein.blogspot.com
Os dados acima sobre o ator Jairo Klein desta cidade, Porto Alegre, dão uma pálida idéia sobre as interpretações do ator.
Ontem, na vernissage de um amigo poeta, que lançava um livro, Jairo se apresentou numa performance de Fernando Pessoa, com a vestimenta e caracterização de fisionomia do grande poeta português.
Fiquei simplesmente fascinada com o Jairo. Teatralização perfeita dos textos.
Não sei se ele tem se apresentado em outros Estados ou no exterior, especialmente Portugal, pois penso que ele merece uma oportunidade dessas para a alegria dos fãs portugueses e brasileiros.
Parabéns ao Jairo, que eu já conhecia da televisão local , mas ao vivo ele é um show!!!
MORTE ANUNCIADA.
Antes de relatar o que segue, esclareço que não frequento qualquer templo espírita.
Entretanto, devo ter alguns dons mediúnicos, pois em várias ocasiões tive premonições de fatos relativos às pessoas que me rodeavam.
Creio já ter relatado alguns casos, mas hoje vou me deter no que aconteceu anteontem.
De repente me dei conta de que o Editor da Portynho , jornalista Alcir de Oliveira, não havia pedido a matéria do mês e cogitei que pudesse estar gravemente doente.
Ele era cardíaco e cheguei a temer que tivesse sofrido algum derrame então telefonei para sua casa .
A esposa dele, Luciene, me atendeu dizendo que ele estava muito bem, apenas havia tido fortes dores abdominais e os médicos diagnosticaram apendicite e que
havia baixado Hospital, urgente, para operar. Tudo transcorreu bem e que ela o havia deixado no hospital, em boas condições físicas, certo de recuperação rápida.
Nas primeiras horas do dia seguinte, recebi um telefonema de uma amiga dela informando que Alcir havia falecido pela madrugada de uma parada cardíaca no Hospital e que os funerais aconteceriam à tarde.
Apesar de ter comparecido ao velório do meu amigo , falei ligeiramente com sua esposa porque a emoção tomou conta de nós duas.
Então ela me disse; “ Tu sabes que o Alcir gostava muito de ti, né?”
Eu não sabia, mas calculava porque ajudei a Portynho por quase dez anos, como colaboradora da área cultural.
Ele gostava do que eu escrevia e me estimulava a prosseguir.
Conversávamos seguidamente sobre as matérias e muitas vezes divergi sobre o rumo que tomava a Revista pela influência demasiada de pessoas vinculadas à Ecologia. Não os ecologicamente corretos, mas os fanáticos por ela .
Mas isto jamais invalidou nosso relacionamento que era muito bom.
Fiquei triste por perder um amigo que confiava em mim e passei o resto do dia lamentando a perda que a zona sul da minha cidade havia tido, de alguém que lutou muito pelo seu desenvolvimento e pela despoluição do Guaíba.
Quem tomará a bandeira deixada pelo Alcir, na zona sul? Como reagirá Luciene que tinha no companheiro , sua outra metade em tudo?
( Paint Tenini)
A NATUREZA INVADINDO MEU VIVER.
Raro o dia em que algum pássaro ou borboleta não adentre o salão da minha casa, em cujas janelas muito amplas visualizamos a mata e o lago.
Ontem, vi algo se debatendo entre as cortinas, então surpreendi um mini beija-flor verde cintilante, aflito, em busca de liberdade.
Com cuidado consegui apanhá-lo entre as mãos e levei-o até o vão da janela para que voasse livre.
Logo percebi novo rumor entre as cortinas, lá estava outro beija-flor , maior, na cor azul noite cintilante.
Uma lindeza que fiquei a admirar por um segundo, mas novamente repeti o gesto anterior.
Conclui que poderia ser um casal que buscava abrigo dentro de casa, mas não contavam com a cortina que os aprisionou.
Fiquei feliz por vê-los livres, voando em busca do horizonte azul...
Assim como eu e meu amado, um dia, buscamos a liberdade que sonhávamos, mas juntos pela vida afora. ( Paint Tenini)
A SEGURANÇA DO SHOPPING
A jovem da ilustração trabalha à tarde nas imediações das lojas próximas ao Elefante, com entrada pelo Jockey Clube.
Eu notava que as Seguranças sempre passavam pela mesa do café onde eu estava e demonstravam curiosidade pelos desenhos que faço.
Numa tarde dessas, resolvi pegar um flagrante de uma delas, cujo nome não sei.
No dia seguinte, mostrei-lhe o trabalho e autorizei que ela tirasse uma cópia do cartão, explicando que a série está em elaboração e eu não podia ceder, de momento, o original.
A felicidade que irradiou no rosto da jovem compensou o meu trabalho.
Ela saiu feliz do shopping com o pequeno flagrante que fiz.
Penso que o cartão não dá para apreciar detalhes sobre a moça, mas apenas o seu conjunto.
Talvez ela seja um pouco mais gordinha do que desenhei, não importa.
O que importa é que eu fiz alguém feliz nesta sexta-feira que passou.
A jovem é pessoa humilde e desempenha um trabalho árduo, cansativo porque é obrigada a ficar muitas horas andando ou parada, sem poder sentar-se um pouco, nem sequer conversar porque deve ficar vigiando o tempo todo.
Mas está empregada e isto é muito importante.
Quando desenho alguém, não importam as situações sociais das pessoas, a escolha é aleatória mas intuitiva. Talvez a jovem estivesse precisando de um estímulo e o meu modesto trabalho conseguiu o objetivo.
Eu também fiquei feliz porque a felicidade dos outros certamente me contagia.
Olha só, recebi de uma amiga que encantada com tua crônica resolveu premiar-me tb. Linda, linda, minha vizinha!Perfeita! bj Narlei Subject: ENC: PRIMAVERA EM VALSA DE STRAUSS- crônica e ilustração Tenini Som: Danubio Azul. Date: Fri, 16 Oct 2009 13:33:04 -0300 From: Eliana@crm.gov.br To: narleigindri@hotmail.com
Ai vai um a das crônicas lindas da tua vizinha!!!
Bom findi!!!!
PRIMAVERA EM VALSA DE STRAUSS
A menina e a rosa- óleo s/tela Tenini
" Voy a camino de la tarde, entre flores de la huerta, dejando sobre el camino el agua de mi tristeza. Garcia Lorca."
. Quem não tem recordações de Primavera? Do meu pai, lembro que ele colocava uma valsa de Strauss na velha eletrola e convidava-me para dançar,
então, rodopiávamos felizes, ao embalo da música, enquanto minha saia godê voava feito ondas do Danubio Azul.
Na juventude, sentia-me como borboleta saltitante, inundando de dourado as minhas descobertas.
Casada, lembro-medos passeios com nossa filha aos parques e carrosséis, onde ela aprendeu a rir em cascatas cristalinas. Além disso haviam os tangos que dançava com o meu marido, com aqueles passos de "show" que invariavelmente errávamos e caíamos em gargalhadas... O tempo passou e resta-me cuidar das minhas Artes e do jardim para que ele esteja florido a partir de setembro para o enlevo de todos que fazem parte do meu bem-querer, assim como meu pai fazia.
Gosto de florir a casa, de preferência com crisântemos amarelos, exuberantes de alegria, como minha mãe...
E na entrada do jardim cultivo sempre amores perfeitos, homenageando meus pais. Lembro especialmente de Paris em plena primavera, quando lá estive. No Parque onde fica a Torre Eyfell, as pessoas repousavam deitadas ou sentadas na grama, na maior cumplicidade amorosa. E os turistas acotovelando-se, em fila, para subir na torre e apreciar Paris ao acender das luzes. Para mim, Paris será lembrada como eterna primavera por causa de Renoir, Monet e tantos outros pintores impressionistas que a imortalizaram. Aguardo a Primavera numa expectativa de que algo novo possa acontecer e inebriar minha vida de surpreendente alegria e muito amor. E, quando falo de amor, refiro-me a sua amplitude e não apenas no de um homem e uma mulher. Primavera dá vontade de ler e escrever poesias, de ser melhor como pessoa, de ajudar a quem precisa e procurar a felicidade onde ela estiver. Dá vontade de andar pelas ruas, ouvir trinados dos pássaros, conhecer gente, desarmar espíritos, cultivar o amor ao próximo e inundar as praças de músicas, cores e alegria. Dá vontade de despertar sorrisos, de rir muito, cantar e esquecer tudo o mais que possa nos entristecer. E se não formos às pracinhas, às orlas maravilhosas do Guaíba, que seja nos shoppings, onde as vitrinas deverão estar luminosas de cores e repletas de flores, além de um bistrô com seu piano de cauda encantando a multidão com música, a divina música da estação do amor. De repente, parece que ouço um convite: - Quer dar-me a honra de sua companhia para uma taça de champanha com morangos, ao som de uma valsa de Strauss? - Certamente, respondo. Depois bailaremos por entre as mesas e a minha saia azul esvoaçante tomará a forma de pássaro como num belo sonho em campos de multicoloridas flores de primavera. Tenini
BIENAL?
Ainda não fui ver a Sétima Bienal MERCOSUL. Não fui à inauguração e estou um pouco cética quanto aos resultados por terem sido escolhidos artistas como Curadores.
Estou cética porque como faço parte da Arte, sei que existem “grupinhos” que, conforme a cara política do Governo dominam o cenário.
Nem sei se há grandes nomes entre eles, mas dá para perceber que houve influência política federal para a escolha de artistas, segundo tenho ouvido dizer.
Mas na semana vindoura ou a outra, deverei conferir de perto o que apresentam de novo estes neófitos curadores...
Mas pelo que vi na TV é desanimador. Artistas sendo entrevistados para explicar as instalações, num palavreado recheado de metáforas difíceis para definir o óbvio e até o que não é...
Instalações surpreendentes eu só vi na 1ª Bienal até a 3ª, depois disso as Bienais foram degringolando conforme a exiguidade de verbas para trazer obras de grande vulto.
Assim, espero ter surpresas agradáveis para este pessimismo que tomou conta de mim.
Mas ontem, sexta-feira, fui ao shopping na esperança de flagrar artistas que costumam aparecer nos intervalos das apresentações.
O flagrante não apresentou novidades, o garotão que eu desenhei no centro, pensei ser artista da Bienal, mas “pesquei” duas a três palavras que ele disse que me levou para outro raciocínio.
As palavras foram: clientes, Buenos Aires, loja...
Então, o entusiasmado garotão que conversava com mais três colegas, talvez estivessem planejando montar uma loja no local, provavelmente com artigos de Buenos Aires... Mas o garotão do desenho era o mais entusiasmado de todos.
Espero que ele não se decepcione. O mercado brasileiro está pobre de “marré de si..”. Ele deve estar apostando no Natal e final de ano. Entretanto, se ele investir em produtos baratos, poderá ter sucesso.
A outra coroa da esquerda me chamou atenção porque estava com um casaquinho muito chique que eu também tenho porque foi comprado na liquidação da Lolita. Mas ela me pareceu de fora, talvez de São Paulo e é bem possível
que seja artista. Estava acompanhada por um senhor bem mais idoso do que ela e que devia ser o marido.
À direita estava uma madura senhora que eu já tenho visto no local e apareceu aqui porque o grupo do garotão saiu em seguida e eu não pude desenhá-los.
16/10/2009- Ao pesquisar no Google, como faço às vezes, deparei com este belo poema SILÊNCIO, escrito pela poetisa portuguesa MARIA VALADAS. Ela se inspirou ou usou ,como ilustração, meu quadro sobre As Outonais.
Fico muito feliz quando percebo que o meu trabalho artístico inspira alguém.Sou grata à poetisa portuguesa Maria Valadas porque tenho encontrado seguidamente minhas ilustrações em obras literárias de portugueses.
Isto me honra, tenho também, em minhas veias o sangue de Portugal e amo esse país como se minha Pátria fosse.Uma data me chamou atenção: o poema foi publicado em 06/10/2009.
Esta data é a do níver do meu falecido marido também descendente de portugueses, dos pioneiros que colonizaram estas terras do sul do Brasil e cuja família pelo lado materno honrou a literatura local.
De certa forma ela representou o meu silêncio naquela data em que recordei o grande amor da minha vida e que ao morrer em meus braços, deixou esta saudade que me acompanhará até o fim dos meus dias.
Obrigada, Maria Valadas. Você me compreendeu, sem sequer me conhecer
.SILÊNCIO Pintura de Tenini
Que estremecimento... Suportam os meus sentidos Neste dia... Quis saborear a paz do momento Não há nada... no meu corpo que não vibrasse Avançava... Pincelada de enlevo pelo ocre das folhas, Neste crepúsculo agitado pela violência do vento. Calo-me! A noite chega E com ela o som do silêncio. Mas eu sou filha da luz Na obscuridade não sou nada A luz diz-me uma verdade imutável Estás aqui! E na concha da minha mão Esmago o último raio de sol Que guardei para iluminar O meu angustioso coração.
Gostaria que isto fosse um sonho Mas o silêncio .... Feito de golpes de vento Absorveu tudo! MARIA VALADAS ( Portugal)
A GENTALHA.
Artigo retirado por motivos óbvios... akkakaakkaka
A EQUITAÇÃO
O RENASCIMENTO.
Talvez somente as pessoas que tiveram paradas cardíacas possam me entender, no entanto, é necessário que relate
minha experiência.
Precisava fazer uma cirurgia que os médicos haviam classificado de urgente.
Hoje, não seria mais preciso, creio eu, devido aos avanços da Medicina.
Assim, aos 37 anos, de forma repentina, submeti-me a uma cirurgia que era prevista sem riscos pelos médicos, tendo em vista meu excelente estado de saúde.
Mas para surpresa de todos, tive uma parada cardíaca em pleno ato operatório, o que atrasou por 3 horas o avanço da mesma.
Logo após, percebi que esquecia as coisas especialmente letras de músicas que sempre decorara com rapidez.
Fiquei alarmada mas confiei em Deus.
Eu precisava trabalhar, estava na Direção de importante serviço e não ia parar porque precisava do dinheiro para seguir minha vida em frente.
Então, decidi que não pararia de trabalhar e que continuaria tudo como se nada tivesse acontecido.
Nem aos médicos revelei o que se passava comigo.
Só o trabalho constante com a mente eu continuava fazendo e, aos poucos fui notando a minha própria recuperação.
Para que ela se fizesse, passei a escrever diariamente, fazer Arte como desenhar e pintar, tocar piano, nem que fosse de vez em quando, além de não me isolar das tarefas domésticas. Ainda, sempre estar atenta ao que se passa à minha volta.
Senti que recuperara meus neurônios que poderiam ter sido afetados de uma forma sem volta, se eu parasse de trabalhar.
Passados longos anos, verifiquei que gozo de uma saúde invejável e uma disposição cada vez maior por não parar de exercitar a minha mente.
Somente notei uma mudança: parece que a minha vida se acompanha de uma outra , mais jovem e que me contesta nos pensamentos retrógados. Parece que renasci aos 37 anos...
Então, me acho gratificada por ter tido uma parada cardíaca, pois hoje, me sinto esfusiante como qualquer coroa de 30 ou 40 anos...
Que os médicos façam bom uso da minha experiência, porque para Deus nada é impossível quando se acredita n’Ele e a gente não desiste da Vida.
UMA ARTISTA COMO POUCAS.
UMA ARTISTA COMO POUCAS.
Às vezes, resolvo reler tudo que escrevi e examinar meus trabalhos de ilustrações, quadros, poucas esculturas e me acho “uma artista como poucas.”
Na verdade tenho orgulho do que tenho feito e penso ser única no mundo por não ser ambiciosa, ter talento, além de uma autocrítica que até pode prejudicar.
Não coloco máscara de humildade porque não coaduna comigo, o que tenho é medo de não reconhecerem como me acho...
Tenho a exata consciência de que não reexamino o que escrevo e os errinhos, especialmente na concordância de verbos, ficam gritantes para quem
curte literatura ou a língua portuguesa.
Mas estes errinhos não invalidam a minha mente que , apesar dos percalços, funciona muito bem.
Poderia não ser assim, aos 37 anos ao fazer uma operação que se mostrava sem riscos, tive uma parada cardíaca.
Logo após, percebi que rateava em algumas palavras, esquecia letras de músicas que eu sempre havia decorado com facilidade.
Mas não me dei por vencida, continuei trabalhando com mais afinco e há anos, procuro escrever diariamente e que podem ser bobagens para os outros, mas para mim são exercícios que além de restabelecerem meus neurônios,
mantém minha inteligência que surpreendiam os outros desde criança.
Tenho sido pressionada por pessoas que jamais conviveram comigo e fazem idéia errada a meu respeito. A esses, respondo com a indiferença que merecem, pois no fundo eles sabem que estão sendo apenas cruéis e mentirosos.
Mas me sinto feliz porque não tenho vivido estes longos anos em vão.
Posso ir embora como todos irão um dia, mas vou ficar.
Vou ficar porque conquistei o meu espaço, queiram ou não queiram os invejosos.
Aos que não concordam com o que escrevi aqui, perdoem o meu raro rasgo de generosidade para comigo mesma... e, por quê não? Hoje temos um sol brilhante de primavera...

INVASÕES INDÍGENAS
-Relativamente à tese de antropologia, assinada por Carmen Rejane Antunes Pereira, intitulada Identidades culturais e Cidadania no Contexto dos Processos Comunicacionais Kaingang na Região Metropolitana de Porto Alegre, publicada na Internet, como foi citado meu relatório abaixo, contesto a referida antropóloga porque sou Assistente Social de formação universitária e atuação por mais de 30 anos e reafirmo todas informações contidas no documento abaixo.
ÍINDIOS NO ASFALTO.
Em julho de 2004.
Tenini
Resolvi conhecer, de perto, os índios que acamparam numa rua do Sétimo Céu, local urbanizado do Morro do Osso, pois tudo que tenho lido a respeito apresenta uma visão poética e injustiçada desses nossos irmãos das matas.
Por várias vezes percorri o pequeno acampamento, no meio da rua da Prof. Pe. Werner, com o meu olhar técnico de Assistente Social, já que o lado sentimental já foi bem explorado pela mídia e governos populistas.
Verifico que todos são da mesma família, já miscigenados com outras raças restando alguns puros kaingangues. Dizem que o cacique é o índio Francisco, mas nunca o vi. Um dos acampados, apresentou-se como cacique, mas não é índio, apenas casado com uma kaingangue. Seu nome é Vicente e soubemos posteriormente que se trata de experiente líder dos Sem-Terras. Ele é de descendência italiana e é admirado por alguns clérigos da Igreja Católica de Porto Alegre vinculados ao CIMI, e que está insuflando os índios a aqui permanecerem.
O acampamento é composto por cerca de 10 tendas com lonas pretas, plenas de sujeira, sem condições mínimas de higiene.
A rigor, as tendas só servem para dormir, cozinhar e guardar alguns pertences, pois eles passam o dia ao ar livre.
De trato, os índios são desconfiados, mas respondem às perguntas, num bom português. Trajam-se como civilizados, usando inclusive calças jeans.
Revelam serem rancorosos e ameaçadores com aqueles que são contra seu assentamento no local pretendido. Andam descalços, independente do frio.
Puxaram extensão da rede elétrica (macaco) para suas tendas, onde possuem aparelhagens de som e outros eletrônicos.
Alguns moradores, próximos, reclamam do volume , especialmente em finais de semana, em que o barulho invade a madrugada, ultimamente abrandado, em face das reclamações. As músicas preferidas são as sertanejas ou "rock pauleira".
Sobre trabalho, quase não constatamos a presença de índios mais velhos do sexo masculino e sim de jovens que, às vezes, tramam balaios ou jogam baralho de cartas (canastra). Sobre os homens adultos, fomos informadas que andavam em reuniões na FUNAI ou vendendo as quinquilharias, como camelôs, não exercendo trabalhos pesados.
As mulheres lavam as roupas, cozinham, esquivando-se de dizerem o quê.
Perguntadas se não gostariam de desenvolver trabalhos domésticos pela redondeza, informaram que além de nada saberem, não é da tradição delas trabalhar fora das tribos. Indagadas sobre as atividades que desenvolvem, mostraram cestos, colares e pulseiras de sementes, sem criatividade, a não ser a beleza do material, para venda por camelôs em parques da cidade. As sementes são de variadas procedências, acreditamos que de estados do norte e de outros países, certamente trazidas pela própria FUNAI., pois entre elas encontrei inscrições chinesas. Há, ainda, alguns rudimentares objetos de artesanato feitos em madeira.
Não constatamos a confecção dos colares, apenas cestos, que são vendidos a preços irrisórios.
Pelo odor presente no local, as necessidades fisiológicas são feitas em torno dos últimos barracos, apesar de terem construído um pequeno reservado de madeira na beira de um barranco.
As crianças são expontâneas e correm ao nosso encontro, quando trazemos presentes, logo depois, afastam-se, penso que obedecendo ordens.
Não verificamos nesse grupo, as tão propaladas virtudes da preservação das tradições e hábitos indígenas.
Uma das índias, a mais velha, de nome Lourdes é sogra (?) de Vicente, o líder do MST acima referido, e pareceu-nos muito inteligente e esperta, pois sabe com precisão tudo que a FUNAI está realizando, inclusive as siglas próprias usadas no serviço público, como GT (grupo de trabalho) e outras mais sofisticadas. Falou, também, no site da FUNAI que informa as datas para visitar a "reserva".
Consideram como certo, o presente da FUNAI: todo o Parque do Morro do Osso de 27 hectares, além de mais 30 que a P.M. está negociando, à clã familiar.
Vieram de várias procedências do interior do Estado: Erechim, Tenente Portela, da Agronomia, onde possuem reservas oficiais ou casas. Pareceu-nos uma população andarilha. Quando reivindicam terras, exigem Hectares de matas urbanas.
Sobre a escolha do local por este grupo, as explicações são as sobrenaturais, como a visão do "Bagé", que os levou ao local...
Tentam convencer-nos de que os Kaingangues são originários de Porto Alegre, mas sabemos que a origem deles, segundo pesquisa , é de Foz do Iguaçu, no Paraná, ou do Alto Uruguay. Estes que aqui estão já são índios miscigenados e viviam no bairro Agronomia, na rua Dolores Duran há mais de 12 anos, oriundos da Reserva Kaingangue de Tenente Portela.
Há anseios de que as crianças estudem e continuem recebendo apoio da FUNAI.
Esta, leva ranchos quinzenais e a Prefeitura, fornece água para o local, em tonéis. A CEEE fornece luz.
Sobre os 5 hectares e 7 que a Prefeitura Municipal adquiriu na Lomba do Pinheiro, para assentarem os índios que invadiram o Parque do Morro do Osso, este pequeno grupo diz-se dissidente, por incompatibilidade com os que foram para lá.
Argumentos não convincentes, e que bem pode ser uma estratégia para pretenderem ficar com as duas glebas, a da Lomba do Pinheiro e mais a do Morro do Osso.
O Morro do Osso é considerado pulmão verde de Porto Alegre, portanto, indispensável para a nossas melhores condições de vida.
Há ali, além de Mata Atlântica, 175 espécies catalogadas de pássaros, muitos de espécies raras, além de lagartos, Ouriços Cacheiros e do famoso Bugio Ruivo, entre outras espécies.
No local, onde se tem uma das mais belas vistas do Estuário ou Lago Guaiba, existe uma cachoeira, bem como no ponto mais elevado, uma pedra denominada Pé de Deus. A Reserva serve de estudos para Universidades e para o Turismo nos finais de semana.
Em duas semanas que os índios permaneceram na Reserva do Morro do Osso, houve depredações como: derrubada de árvores, retirada de cipós e um rastro de sujeira por onde ficaram, apesar de toda a recomendação da P. Municipal, pedindo cuidados com o ambiente.
Sinto dizer, mas o meu sonho indígena acabou.
CONCLUSÕES:
Esta etnia de índios não faz parte da história de Porto Alegre.
São belicosos e ameaçadores e têm restrições dentro de sua própria tribo. Não podemos arcar com mais a violência indígena quando já temos a urbana. ( Exemplo: agressão ao Sr. Beto Moesch, na função de Secretário Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre.)
Mas tendo em vista o apoio das autoridades federais que desejam inseri-los de vez na área urbana, que o façam, inclusive, em hábitos para o trabalho, habitação, higiene, saúde e educação. As tradições indígenas e seus cultos devem ser preservadas dentro do seu folclore, como em qualquer raça.
O acampamento é uma estratégia para conseguirem terras, já que antes, possuíam suas casas ou Reservas em outros locais.
Há sérios indícios que eles estejam sendo manipulados por interesses, políticos, religiosos, mercenários e até especulativos, já que pela sua história são nômades.
Pelos antecedentes da história deles, não permanecem muito tempo na mesma cidade e , se isto ocorrer, o que teremos?
Devastação das matas, invasões por outros grupos marginalizados ou a especulação imobiliária que sempre desejou construir ali.
Pessoalmente, temo tratar-se de uma tentativa, com apoio governamental, de invasão às propriedades municipais e até, urbanas, usando recursos do sofrido povo brasileiro, escorchado por impostos de toda ordem.
Por tudo que vi e ouvi, espero que os índios voltem às comunidades de onde são procedentes , tenham os direitos dos demais trabalhadores e deixem as poucas matas nativas da cidade que nos restam, preservadas.
Há rumores, nos bairros, de que outros grupos marginalizados, inconformados com as conquistas indígenas, pretendem invadir o local, tão logo eles sejam assentados ali, transformando a Reserva Ecológica do Morro do Osso, como aqueles morros que infernizam o Rio de Janeiro e onde escondem-se os criminosos entre os sofridos trabalhadores das favelas.
Julho/2004 Tenini
ATUALIZAÇÃO
Em 17/01/2006-
1. A situação da invasão permanece, sendo que agora já existem mais de 23 casas em costaneiras na área, distribuídas entre o Parque e uma rua do bairro Sétimo Céu. Estão recebendo auxílios de várias Igrejas, além da FUNAI, em ranchos.
Recebem, inclusive apoio da FUNASA em donativos diversos e transportes em caminhões. Cresceu o número de índios miscigenados e brancos a eles vinculados em mais de cem pessoas, quando em julho de 2004 eram 18, sem que a Prefeitura Municipal pudesse intervir, uma vez que estão sendo protegidos pelo Ministério Público Federal e Estadual, que demonstram um poder sem limites, passando por cima dos direitos dos cidadãos.
2. O CIMI , usando métodos idênticos aos do MST, tem sido o principal articulador, instruindo os índios a não aceitarem propostas de melhorias para eles.
3. A Prefeitura ofereceu espaço na área de Cantagalo, em 10 hectares, um morro da zona sul, muito bem localizado, onde seriam construídas ocas e toda infra-estrutura com escola bilingue, posto de saúde, espaço para desenvolvimento das tradições, Posto de vendas com agendamento para o Turismo.
Nada foi aceito, por interferência do pessoal do MST e do CIMI, com apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público, que inusitadamente assume uma função de Super-Poder e que é composto de jovens advogados com menos de 10 anos de formação e de tendência esquerdista.
4. Nós, cidadãos, chamados pela Promotoria Pública, de "não índios", somos os que pagamos todos impostos federais, estaduais e municipais para a manutenção dos órgãos públicos para que nos protejam como sociedade organizada...
5. Os índios aqui acampados estão vendendo na periferia os mantimentos que recebem gratuitamente, tal a quantidade das benesses que estão sendo oferecidas custeadas pela população que paga impostos.
Não obstante, as crianças continuam pedindo esmolas pela periferia, ausente o monitoramento do Juizado da Infância e Adolescência ou dos Conselhos Tutelares.
CONCLUSÕES
1. Se o Governo Federal e seus órgãos de Justiça querem manter todas as mordomias que estão sendo oferecidas aos índios miscigenados que aqui estão, que o façam em local apropriado, como no Morro do Cantagalo, que está sendo oferecido aos invasores numa área de 10 hectares.
2. Aqui, nós os contribuintes do erário Público, reservamo-nos ao direito de exigir do Governo Federal que o Parque Natural do Morro do Osso seja respeitado porque pertence a toda população de Porto Alegre e é considerado como pulmão verde da cidade e que a rua Padre Werner seja desobstruida, porque existe legislação própria que proibe a invasão e obstrução de vias públicas.
E você, o que pensa sobre tão grave problema?
Teresinha Miracy Canini Avila ( Tenini)
Assistente Social e Artista Plástica
Presidente da Associação de Moradores do Sétimo Céu ( 2006)
DAS GLICÍNIAS E OUTROS PENSAMENTOS...
Crônica de Tenini.
Olho para o jardim e vejo as glicínias esparramando seus ramos lilases embaixo da sacada.
Cobre a acácia, nascida entre as pedras e que nunca vicejou para valer por estar espremida ali, quase soterrada e na primavera, cobre-se, timidamente, de flores amarelas, desnuda de folhas. T
alvez me sinta como ela, tais as dificuldades para libertar as artes com que Deus me dotou.
Ainda assim, como a Arte e a artista, a glicínia e a acácia ficam enleadas como num afetuoso abraço a espera do calor de um sol brilhante da descoberta.
Mais além o canteiro de singelos beijos brancos e vermelhos, em nova versão sofisticada por obra dos japoneses, rodeiam um pé de dálias que foi podado e as folhas começam a brotar em profusão.
Lá do outro lado, o pé de estrelícias está repleto de flores e bem próximo, uma muda de buquê de noivas floresce. E, para completar, como antigamente, meu jardim mistura-se com pomar composto de laranjeira, bergamoteiras,
limoeiro, um coqueiro, ameixeira, todas em florescências.
A primavera chegou, mas ainda está muito frio, mesmo assim os passarinhos trinam sinfonias convidando suas parceiras para o enlevo amoroso.
Gosto da primavera como gosto do outono. Estas duas estações são as minhas preferidas , fico mais sensível e a beleza da natureza cala fundo nos meus olhos e no meu coração.
Quem não lembra primaveras da infância e da juventude?
Hoje, em tempos modernos, felizmente, até na maturidade pode-se florescer, conforme atestam dona Lily Marinho, Sophia Loren e tantas outras e acredito piamente nisto porque descobri esta fase maravilhosa que sequer
eu supunha que pudesse existir e me regozijo com ela.
CRÔNICA ARQUIVADA.
Ao ler crônicas sobre Paris, fizeram-me recordar da minha última estada naquela cidade-Luz.
Foram dias de intensas aventuras e Arte, cujo álbum de fotos espalho pela mesa, para ver cada uma e lembrar-me dos fatos que ali se passaram.
Vejo-me sonhadora, no Bateau Mouche e logo após, de olho comprido no passeio noturno pelo Sena, onde só japoneses ou chineses em trajes de coquetel
lotavam as mesas ornadas de flores, de cristais, porcelanas e talheres de prata...
O telefone toca e recebo um convite para quinta-feira, para um passeio pelo Guaíba, no Cisne Branco.
Aceito de imediato.
Não é o Sena, nem vou ver as Toulleries, a Conciergerie, nem vou passar pela ponte Neuf, mas é aqui mesmo em Porto Alegre.
Já escolhi o traje: calça preta e aquele blazer lindo de cor vermelha que comprei em Montmartre...
Usarei como adereço um simples colar de perolas ou cristal negro e estarei bem produzida para o que me espera.
Se estiver quente, talvez use saia e sandálias douradas ou em prata.
Quero estar linda para o Encontro da Esperança.
Navegaremos à noitinha pelas águas adormecidas do Guaíba, e o nosso encantamento será mútuo...
Estarás de blazer azul, calça cinza e usarás gravata bordô numa camisa de alvíssimo linho branco.
Sentaremos numa mesa à direita, para melhor apreciar as luzes da cidade, mas teremos tanto que conversar que nos esqueceremos do tempo.
Estaremos de mãos entrelaçadas como dois adolescentes.
De repente, eu te direi: _ Estás vendo aquelas luzes lá naquele morro? Pois é lá, a minha pousada...
RINTIN.
Como vocês já sabem, amo os cães de qualquer raça, mas tenho um carinho especial pelos viras... Já tive vários deles em minha vida.
São carinhosos, bons guardadores de nossas casas e não mordem.
Mas o Rintin apareceu aqui, quando tinha 5 meses (avaliação do veterinário), com uma mordedura no lombo infeccionada e as pernas de trás tinham dificuldades para andar.
Fiquei com dó dele e o acolhi. Levei-o no veterinário que afirmou que Rintin mancaria para sempre, por causa da lesão do lombo.
Mas ele mancou por um ano, de repente voltou a correr normalmente e hoje, aos 6 anos é a paixão da família.
Ele tem cruza de pastor com collier, mas as crianças o apontam como o Lobo do Chapeuzinho Vermelho...
Ele é uma doçura e morre de medo de outros cachorros: Fica tremendo da cabeça aos pés.
Gosta de dar uma volta pelas imediações de casa mas volta correndo quando vê algum cão solto...
Rintin transita pela casa com desenvoltura porque ninguém tolhe seus passos. Atrás do portão de casa, dá saltos e late furioso quando alguém chega perto... como certos humanos...
É paciente com a Meg, uma poodle cinza que o atazana o dia todo.
Mas a Meg é o “homem da casa em termos da raça canina”...
Só ela mete medo...
Aqui está o Rintin para que vocês julguem se ele é ou não um cachorro bonito porque “gay” aposto que ele não é!
A INFLORESCENCIA DO MEU ABACATEIRO.
Estes temporais que tem assolado meu Estado danificaram meus dois pés de abacateiros manteigas, plantados há mais de vinte anos.
Estão cobertos de botões que, a cada ventania, despencam assim como as folhas que já caíram em grande quantidade.
Tenho receio de que não teremos muitos abacates lá por maio de 2010 e a infinidade de fãs que costumam saboreá-los ficará frustrada.
Apesar do trato que tenho dado às arvores frutíferas, nos últimos dois anos a produção foi mínima, em razão das ventanias neste morro dos ventos uivantes em que vivo.
Apesar de tudo eles estão lindos e os passarinhos passeiam entre as florzinhas, comendo ou destruindo os insetinhos. Hoje, deparei com muitas abelhas em torno das flores.
Ano passado eram tantas a enxotarem os passarinhos, que acabaram por ficarem de donas das árvores e dos bebedouros.
Mas tenho sido cuidadosa com as sementes das frutas porque elas são de fácil germinação, então passei a jogá-las no final da rua, em plena Reserva Ecológica.
No futuro haverá grande quantidade de abacateiros no local para alegria dos pássaros, será o presente que deixarei para eles quando eu partir...
Herdei do meu pai o amor pelas plantas pois ele gostava de cultivar, por pequenos que fossem os quintais das casas: flores, verduras, árvores frutíferas ou de sombra... além da profusão de pássaros que os verdes trazem.
Ás vezes quando ando pela rua, a pé, mesmo distante de casa, sou saudada com coral de pássaros que penso terem me reconhecido...
Pode ser ilusão minha, mas tenho intuição de que sejam eles que me acompanham pelas ruas do meu bairro.
.FERAS
De Tenini ( Teresinha Canini Avila- 1998)
Mansa,
Manhosa vou,
Entre arbustos da mente,
Espreitando,
Arrastando,
Emboscadas armando,
No alvo mirando.
Te encurralo.
Surpreendo teus medos.
Negaças,
Eclipses
Alertas,
Vacilos,
Urros e titubeios.
Sinuosos caminhos
Aguçam meu faro.
Bote final, me detenho!
(Será que é ou não é?)
O LULA E AS OLIMPÍADAS.
Tenho contestado o governo Lula com veemência, mas não posso deixar de reconhecer que este homem inculto é
de uma inteligência rara pelo seu potencial de aprendizado e o dom de improvisar belos discursos que muitos letrados devem invejar.
Descontados alguns errinhos que todos nós também cometemos, o Lula fez um longo e belo discurso na defesa da escolha do Rio para sediar as Olimpíadas 2016.
Embora ele tivesse em mãos discurso escrito, provavelmente pelo Amorim, mesmo assim, improvisou ,com muita sabedoria e ardor, a posição do Brasil para conquistar os conselheiros que tinham a incumbência de
escolher a sede das Olimpíadas 2016.
Ganhamos a vaga!
O Rio mereceu ganhar porque é uma das mais belas cidades do mundo pela sua natureza e pelo seu povo.
Fiquei feliz pela vitória e gostaria de cumprimentar quem fez a peça publicitária e ao Presidente Lula pela sua brilhante defesa.
Lula é um homem de sorte, pois ninguém resiste ao seu charme de sindicalista inteligente, parece que todos sorriem quando ele aparece.
Ele é um homem feliz e irradia o que sente.
Além de simpático é um gênio na comunicação... e tem abusado disto como Getúlio Vargas. Ambos assemelham-se quando sorriem, pelas ‘covinhas” no rosto. Repararam?
Serão elas as responsáveis por tanto sucesso?
A SUPERVISORA.
Ao chegar ao café, verifiquei que havia apenas uma jovem para atendimento.
Não estava de uniforme branco e sim, num impecável terno azul marinho e camisa branca.
Gentilmente me atendeu e despertou a minha curiosidade pois tinha uma postura
formal mas delicada.
Pareceu-me bonita, cabelos curtos com corte da moda, olhos com sombra azul, pele clara e cabelos escuros.
Fiquei imaginando que a moça poderia ser filha de militar ou esportista porque seus gestos demonstravam regras de um bom comportamento.
Mas logo vi que ela se reunia com a Gerente do local, escutando-a atentamente.
Então achei que a moça fosse estagiária de Administração de Empresas ou Hotelaria.
Mas ela tinha uma postura bem diferente de todas as que eu tenho observado no shopping. Eu apostaria que ela cursara alguma das escolas militares daqui em que são ensinados
conceitos éticos de correição e honestidade.
Pode ser que seja apenas aparência e que na realidade fosse bem diferente das minhas suposições.
No outro dia, soube que era a Supervisora da Empresa e visitava o local para ouvir sugestões ou queixas das atendentes.
NO MC DONALD’S DE SÃO PAULO
Minha netinha festejou seus 4 aninhos no Mc Donald’s no domingo que passou.
Mas a festinha deste ano transcorreu rapidamente, ao contrário do ano anterior e me pareceu mal organizada
pela pressa pois a escala marcava outros aniversariantes durante o domingo.
Na saída, para pagar a conta, assisti a um deprimente espetáculo entre o responsável pelo atendimento e um dos caixas.
O tal gerente ou responsável pelo setor de atendimentos, berrava com o Caixa porque este demorava para fazer os lançamentos, até que o rapaz, humildemente
afastou-se e o” nervoso chefete” terminou a tarefa...
Compreendo que um lugar movimentado possa levar ao extremo seus funcionários ,mas aquele “chefete” está precisando, realmente, de um descanso...
Mesmo assim, a criançada se divertiu muito nos brinquedos existentes no local.
Mas fiquei muito preocupada com um detalhe: Na saída, foram distribuídos como brindes da empresa, bonequinhos de plástico que eram para ser cheirados pelas crianças porque tinham perfumes adocicados.
A visão das crianças cheirando os bonequinhos me causou péssima impressão.
Assim achei de má idéia porque qualquer criança pode ser ludibriada por traficantes de drogas que se postam próximos às escolas para induzir as crianças a cheirarem coca, Crack etc.
Não sei a opinião do leitor, porque ,pelo que temos acompanhado pelos jornais, todo cuidado é pouco quando se trata de crianças. ( foto tenini ) Postado em 01/10/2009
SÃO PAULO 2.
Gosto de observar tudo a minha volta e ao visitar a Feira de Atividades da Escola da minha netinha que frequenta o Jardim da Escola Reggio Emilia de São Paulo,
me detive nos pais das crianças que estavam presentes.
A classe média estava ali, na simplicidade do trajar, de uma forma esportiva e despojada, com muitos jeans , camisetas e blusas da moda.
Afinal, São Paulo é o território da Moda, das Confecções para todos os bolsos, sem contar, claro, com a profusão de roupas made in China.
Há preocupação dos pais em investirem em educação e a Escola Reggio Emilia é uma das melhores.
A Reggio Emilia foi fundada por um grupo de mulheres italianas, logo após o término da 2ª Grande Guerra, em que elas venderam um jipe e cavalos deixados pelas tropas, para erigir a Escola para seus filhos pequenos.
A preocupação dessas mães era de que as crianças recebessem educação, embasadas na Arte.
Toda programação educativa foi desenvolvida dentro dos princípios de Artes Plásticas, Música, Dança, Teatro etc.
O sucesso dessa filosofia pedagógica se estendeu mundo afora e, em São Paulo existem as Reggio Emilia, para alegria das crianças de tenra idade.
Chamou-me atenção, ainda, a presença das várias etnias que integram a população de São Paulo.
A diversidade é bem maior do que constatamos aqui no sul.
E algumas etnias, como a japonesa e chinesa, depois de um longo período em que se mantiveram intatas, passaram a integrar-se com as demais e as crianças geradas dessa combinação vão formando a raça brasileira.
Nordestinos fazem parte da periferia de São Paulo que se dedicam às tarefas menos qualificadas, em sua grande maioria .
A empregada doméstica da minha filha, a Josefa, é uma heroína porque trabalha à noite na limpeza de bancas do Mercado e de dia, como doméstica, faz de tudo, desde a mamadeira dos nenês até as tarefas mais pesadas de uma
casa, apesar dos seus quase sessenta anos.
Tudo por salários que ajudem suas filhas e netos, sobreviverem.
Confessa que dorme apenas 4 a 5 horas por noite porque o resto do dia , é trabalho.
Mas está feliz porque está trabalhando e esbanja sorrisos o dia todo.
Esta nordestina conhece as agruras das dificuldades de onde veio e em São Paulo, apesar, de tudo, existe trabalho , “sem Bolsas Famílias, que afrontam aos que têm vergonha na cara”, como ela me afirmou.
Pena que no sul, por causa do clima frio, não tenhamos mais nordestinos da estirpe da Josefa, para alegrar e temperar nosso viver... ( foto da Paixão da vovó Tetê)
RETORNANDO.
Minha breve estada em São Paulo não permitiu que andasse pela cidade como gostaria. Os contatos foram apenas com familiares, então não deu
para sentir como andam as coisas pela cidade magna do Brasil, pelo trabalho.
Soube que há muitas críticas ao Governo Estadual e Municipal, evidenciando que governar não é nada fácil porque não há recursos suficientes para as máquinas administrativas das cidades.
Talvez por isto, sejam mais visadas as ações nefastas do que as positivas.
Mas há consenso geral de desprezo à Política, incluindo todos os Partidos.
Contudo, não podemos viver sem ela. Quem tomaria conta do Estado, das cidades, se não fossem pessoas que se dedicassem às causas públicas?
São Paulo cresceu graças ao desempenho de Adhemar de Barros que os paulistas diziam que “roubava mas fazia”...
Hoje, o problema é que quanto mais difíceis as governanças, desistem das realizações para mais roubos praticarem...
Como turista, gostei da preocupação dos administradores de São Paulo que vem plantando nas Avenidas, não uma carreira de árvores, mas uma profusão de mudas de árvores que em pouco tempo tomarão conta dos canteiros.
Penso que todas são decorativas com muitas flores para todas as estações.
Fiquei num bairro da zona oeste da cidade, onde minha filha comprou casa.
Estranhei que neste local há poucas árvores e não vi passarinhos nem seus cantos por perto, apenas pombas.
Os mini pátios das casas são cimentados e ninguém planta árvores neles.
Então senti falta da minha casa perto de uma Reserva onde acordo com o chilrear dos pássaros, ainda que, à noite, por vezes, ouço os uivos dos cães de casas próximas, em noites de tempestades, como lobos nas florestas.
Mas os preços das casas em zonas de densa vegetação como a nossa aqui na zona sul, alcançam somas astronômicas em São Paulo.
Uma casa daqui da zona sul , naquela cidade, valeria pelo menos, o triplo do valor que são cotadas em Porto Alegre.
Assim, desisto de vender a minha casa para comprar outra em São Paulo, eu teria de viver num deserto de cimento.
E para deserto de cimento bastam os cemitérios pois da minha parte jamais minha alma os habitará porque já decidi pela minha cremação e as cinzas deverão ser jogadas pelas proximidades de onde tenha sido feliz.
No vôo de volta, logo na saída de São Paulo, atravessamos mais de meia hora de turbulências que me assustaram. Após fomos informados que atravessáramos camadas de gelo da atmosfera.
Do calor que fazia em São Paulo chegamos ao frio desta cidade.
Mesmo assim, estou feliz pelo retorno.
(Foto da minha netinha, brincando na festa de seu níver.)
FIM DE SEMANA EM SAMPA
Sexta embarco para São Paulo, a chamado das minhas netinhas.
Quem resiste a um apelo de netas? Muito menos eu que vivo longe delas.
Levarei saudades do meu cantinho, onde cantam os sabiás...
Mas na terça estarei de volta para continuar a tecer a minha vida como Ariadne.
Desejo a todos um belo final de semana, com muito sol e menos frio, nesta Porto Alegre que desafia a Primavera, gelando o ar que entra pela janela.
Quanto ao mais, obrigada pelos cartões de visitas que alguém insiste em me mandar. O recado foi entendido e avaliado, é necessário um tempo para decisões tão importantes, porque tudo pode ser uma grande mentira...
Voltarei à minha Arte para salpicar de cores este meu entardecer.
RECADO PRO BETO... Quero ver tua valentia na frente da dona “Fúlvia...”KKKKKKKKKKKKKKKKK.....
LULA E HONDURAS.
Diante das represálias do Governo Hondurenho contra a Embaixada do Brasil por causa do ex-Presidente Zelaya
que se abrigou ali, advertido pelo Jobim de que não podemos guerrear com ninguém porque ainda não foi fechado o negócio de aviões, nem os submarinos com os franceses, Lula decidiu mandar o seguinte recado para o atual governo
golpista de Honduras:
- “ Não tem”pobrema” algum... solto o Zélaio pela porta da frente e vocês entram pela porta dos fundos...”
MEUS SABIÁS.
Como as maricotinhas bebiam muito rápido a água açucarada dos bebedouros da sacada aqui de casa, decidi colocar frutas para alimentá-las, Escolhi o mamão papaya.
Claro, passei a usá-los no café da manhã, tendo o cuidado de deixar a metade para elas.
Mas surgiu um sabiá que se adonou do mamão, não demorou a aparecer com a companheira.
Agora, haja mamões pois eles devoram até as cascas.
Está me saindo caro esta alimentação dos pássaros da minha sacada, que além de mamões, acrescentei bananas e mangas...
Hoje vi o meu sabiá, está reluzente de tão gorducho. Não tem mais medo de mim porque enquanto come, espia para ver a minha reação.
Mas o meu sabiá, além de belo é sábio. Não contou nada para os da sua espécie.
Ele e sua companheira ficaram donos absolutos dos manjares que coloco na sacada.
Bem diferente dos humanos que, ao descobrirem algo interessante ou segredo, espalham para todo mundo... como papagaios da vida...
Quanto às maricotinhas? Até que dão umas bicadas nas iguarias, mas preferem mesmo os bebedouros...
MST E OUTROS PENSAMENTOS.
O mais importante jornal daqui publicou, hoje, 21, ampla matéria sobre o MST...
Parece até que intuíram o que escrevi semana passada sobre a invasão do INCRA.
Muito boa a matéria, assinadas pelos jornalistas Humberto Trezzi e Maicon Bock, as revelações são coerentes com as que eu já sabia:
foram descobertos cadernos com instruções de guerrilhas que são dadas aos integrantes do MST, recrutados nas piores vilas de Porto Alegre.
Enfim, vamos ver no que vão dar tais constatações.
Penso que os comunistas e religiosos devem ser afastados do MST porque são eles os insufladores contra a sociedade organizada.
O agitador Stedille deve ser alijado de suas influências políticas junto ao Governo.
O MST só teria validade, nas intenções de Brizola, que tinha o pensamento de recrutar seus integrantes entre as famílias numerosas de agricultores e que fossem premiados aqueles que desejassem continuar
a difícil vida de agricultor.
Outras opções, jamais deveriam ter ocorrido, por isto sou contra religiosos, políticas partidárias e comunistas de liderarem e recrutarem “colonos”...
São tantos os ladrões e criminosos que fazem parte do MST que a minha ex-empregada confessou que uns tinham medo dos outros nos acampamentos porque os roubos eram frequentes entre eles. Brigas também.
Este “povo” de vilas é fruto de uma falta de visão governamental sobre o problema da natalidade não responsável.
Não podemos continuar a gerar crianças que não tenham futuro algum e que estão fadadas ao Crime.
Sem um forte programa de Serviço Social, atuante nas vilas com objetivo de diminuir a natalidade de pessoas que não tenham condições para criar filhos, nada será mudado.
Entre inúmeras sugestões, enumero as seguintes:
1)Serão necessárias construções de creches bem organizadas nas periferias de vilas, em números que comportem os atendimentos.
2) Não basta distribuir camisinhas é preciso conscientizar quanto aos objetivos de seu uso, de forma intensa e controlada. ( Programas de planejamento familiar).
3)Jamais incentivar o crescimento populacional como o Governo está fazendo e, agora, até os índios estão na mira deles.
Bolsa família é um convite a piorar o panorama social e criminal do país.
4)Ensino é fundamental, então, escolas devem ser construídas com programas de assistência integral, tais como" 8 horas de atendimento para aprimorar o aprendizado educacional e profissionalizante. ", como dizia Brizola.
Refeições na própria escola e tão logo os alunos estejam em condições, que sejam eles os próprios cozinheiros.
Enfim, são tantas as providências que devem ser tomadas no âmbito social que só os técnicos especializados e de bom nível poderão planejar e executar os programas. Politicagem jamais! Bolsas famílias, jamais!
"A gauchinha e seu cavalo- des.Tenini
Em 20/092009- Homenagem À REVOLUÇÃO FARROUPILHA e seus heróis.
BISNETO FARROUPILHA
Poema tradicionalista de Aureliano de Figueiredo Pinto.
Pobre...Mas livre! Gauchito
No sol a sol, sou o que sou.
Pois nem Dom Pedro Segundo
Não pode- o senhor de um mundo!
Dobrar o meu bisavô.
Com esta alma guapa nos tentos
Debaixo do meu sombreiro,
Pelo Poder e o Dinheiro
Nunca ninguém me levou.
Pois nem o taura Castilhos,
Famoso pelos codilhos,
Pode voltear meu avô.
E ao tranco do meu Lobuno,
Passam por mim carros finos,
Com espertos e ladinos
Que a escovação empilchou.
Sigo... as “vez” sem nenhum cobre,
Sem que a secura me dobre!
Se meu velho está índio pobre,
Porque a ninguém se dobrou.
Conterreanos, moços lindos,
Com humildades de escola,
Curvam espinha de mola,
No culto de um Ditador,
Seja qualquer que ele for!
-Com a fumaça de um bom fumo,
chapéu torto corto rumo,
ao tranco do meu Lobuno,
Sem dar louvado a um senhor.
Deus velho dá o sol também
Ao que sabe ser torena
E não suporta cadena
De feiticeiro ou papão.
Não me enredo nessas trampas!
E vou cruzando estes Pampas,
Só escravo do coração...
................................................
AMIGOS!...quando eu me for
Ao país do eterno olvido,
Aqui fica este pedido
Antes que a Morte comande!
-Ponham-me ao peito sem chucho
O santo trapo gaúcho
Da tricolor do Rio Grande!
( Do Romances de estância e querência de Aureliano de Figueiredo Pinto, Médico e poeta tradicionalista cultuado no RGS-BR- 1898/1959)
Também autor do romance: MEMÓRIAS DO CORONEL FALCÃO , que fala sobre a vida de fazendeiros no sul.) Ilustração: Quadro óleo s/tela Tenini- O gaúcho.
Pelo 20 de setembro da Revolução Farroupilha, data magna dos gaúchos, aqui vai a minha homenagem.
TAURA.
Tenini.
Vai o taura
Enfrentar
O frio da madrugada.
Leva no peito
Saudades da chinoca
E o arrenego da distância.
-Inverno malevo esse
Que esticou
Além da primavera!
Vai o taura pelear pela vida
Na doma do destino incerto.
Chapéu tapeado,
Enrodilhado no pala,
Ostentando alma de tropeiro
E no olhar o fogaréu
De um traguito
Para esquentar os ossos!
O MST E AS INVASÕES. Texto e ilustração Tenini.
Reproduzo abaixo o texto que publiquei nesta Agendatenini, há algum tempo atrás sobre o MST.
É importante que saibam que atrás dos movimentos sempre há os agitadores sejam eles religiosos ou políticos que
visam trazer intranquilidade nos campos e transformaram-se em verdadeiros bandos de criminosos e assaltantes.
O INCRA do RGS foi invadido, depredado e roubado pelos integrantes do MST.
Então o Governo Federal determinou que os assentamentos estão suspensos durante 2009 e que será feita investigação sobre os integrantes daquele Movimento.
Já veio tarde demais.
Mas, o meu receio é que o fato seja distorcido pelo Governo
Federal porque a PF , surpreendentemente, não tomou as precauções que costuma fazer nestes casos e é bem possível que a invasão tenha sido programada com fins de incriminar o Governo Gaúcho, que é oposição.
Na política partidária que impera, a sacanagem sempre deve ser esperada.
MULHERES DO MST
Fico preocupada porque a maioria das pessoas não sabe quem está por trás do MST.
Tive uma empregada que fazia parte do tal grupo e ela me contou como foi recrutada na sua casa.
Ela reside numa das piores Vilas de marginais de Porto Alegre. O tal líder do MST juntou assaltantes, pessoas de caráter duvidoso, além de desocupados para engrossarem as filas do MST para conseguir terras para plantar,
na base de 250 hectares cada um. Disse ainda, que seria fácil a venda, depois, através de interessados nestas mesmas terras.
Tal informação eu confirmei com parente próximo que trabalhava na Polícia Federal e conhecia de perto os acampamentos. A quase totalidade dos integrantes do MST não são lavradores, nem sequer tiveram ou trabalharam
em algum pedaço de terras.
Estão ali com a promessa de por a mão no dinheiro com as terras cedidas.
Então, o MST é um grande engodo e que deveria ser desmascarado publicamente para que todos soubessem que são desordeiros e marginais. Dedicam-se a invadir propriedades, muitas vezes produtivas, saqueando, depredando
e até matando quem resistir.
Os verdadeiros lavradores, são oriundos do interior, dos campos , cujas famílias são numerosas e as terras não são suficientes para todos.
É nesses locais que encontraremos os verdadeiros agricultores que trabalharam a terra desde crianças.
Por isto, presto uma homenagem com o desenho que ilustra este texto, aos verdadeiros homens e mulheres do campo e que deveriam ser objeto da ajuda governamental concedida aos MST...
( Detalhe do deenho A camponesa- de Tenini)
VISITEM OS SITES: www.joaquimevonio.com de Portugal e www.tenini.com.br
AS INVASÕES DO MST
Reproduzo aqui o texto que coloquei há alguns meses atrás porque as razões continuam as mesmas.
Há poucos dias, aqui no Rio Grande do Sul , o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) , invadiu o prédio do INCRA, do Governo federal ,
depredando as instalalções daquele órgão e roubando centenas de computadores e outros materiais de escritório, além das depredações, ocasionando prejuízo vultoso ao INCRA.
O Governo Federal resolveu, em represália, cancelar qualquer assentamento no RGS durante 2009 e vai investigar a procedência dos integrantes do Movimento e só deverão ser aceitos os egressos de campos.
Já veio tarde esta decisão!
Mas... o que ocorreu aqui acontece em todo Brasil, então receio que o PT irá torcer a verdade para incriminar o Governo Gaúcho, que é oposição.
Deles ( GF) só podemos esperar a sacanagem.
MULHERES DO MST
Fico preocupada porque a maioria das pessoas não sabe quem está por trás do MST.
Tive uma empregada que fazia parte do tal grupo e ela me contou como foi recrutada na sua casa.
Ela reside numa das piores Vilas de marginais de Porto Alegre. O tal líder do MST juntou assaltantes, pessoas de caráter duvidoso, além de desocupados para engrossarem as filas do MST para conseguir terras para plantar,
na base de 250 hectares cada um. Disse ainda, que seria fácil a venda, depois, através de interessados nestas mesmas terras.
Tal informação eu confirmei com parente próximo que trabalhava na Polícia Federal e conhecia de perto os acampamentos.
A quase totalidade dos integrantes do MST não são lavradores, nem sequer tiveram ou trabalharam em algum pedaço de terras.
Estão ali com a promessa de por a mão no dinheiro com as terras cedidas.
Então, o MST é um grande engodo e que deveria ser desmascarado publicamente para que todos soubessem que são desordeiros e marginais. Dedicam-se a invadir propriedades, muitas vezes produtivas, saqueando, depredando
e até matando quem resistir. ( O CIMI está por trás disso?)
Os verdadeiros lavradores, são oriundos do interior, dos campos , cujas famílias são numerosas e as terras não são suficientes para todos.
É nesses locais que encontraremos os verdadeiros agricultores que trabalharam a terra desde crianças. Por isto, presto uma homenagem com o desenho que ilustra este texto, aos verdadeiros homens e mulheres do campo
e que deveriam ser objeto da ajuda governamental concedida aos MST... ( Detalhe do desenho A camponesa- de Tenini)
JUVENTUDE EM TEMPOS DE ROCK
O rock dos Beatles extrapolou o tempo porque passados tantos anos, é ele que impulsiona a juventude para a Música.
A gente reconhece fácil quando vê na rua ou no shopping um jovem rockeiro.
Alguns continuam vida afora, a maioria desiste pelas dificuldades de sucesso e da concorrência.
As lojas musicais apostam nesta faixa etária que vai dos 12 aos 18 anos. Eles se acham músicos e os pais compram guitarras, violões e outros instrumentos musicais porque compreendem que é um tempo para ser vivido.
A dupla do desenho estava tomando um cafezinho no shopping, às 15 h 30.
O da direita falava entusiasmado para o jovem da esquerda que estava um pouco incomodado com a proximidade do colega que em vez de sentar na cadeira da frente, preferiu ficar encostado nele...
Mas a juventude é assim mesmo. Pelos tipos físicos vocês podem ver como o sangue europeu corre nas veias desses garotos brasileiros.
Poderiam ser confundidos com artistas famosos do rock em qualquer parte do mundo.
Nem sei se eles são músicos porque ao término do cafezinho, foram em frente, nem se detiveram na vitrine dos instrumentos musicais que estavam com 50% no preço, anunciando liquidação...
CANETINHAS REYNOLD’S FRANCESAS
Quem sabe onde posso comprar canetinhas francesas Reynold’s ?
Ela é uma canetinha comum, tipo bick, mas que eu me acostumei a desenhar com elas, com traços rápidos e que em nenhuma outra
encontrei a leveza e a solidez na cor.
É necessário que seja da cor preta. Foi com esta canetinha que desenhei toda a série de Flagrantes de Final de Século.
Sobrou-me apenas uma que já está quase no fim e eu não me conformo em continuar meu trabalho com outro tipo de material, seja lápis , canetinhas especiais para desenho, nenhuma outra me satisfaz.
Se eu não encontrar em Porto Alegre, serei obrigada a tentar achá-la em Rivera ou Paso de los Libres...
Quem sabe a Reynold’s da França veja o meu apelo? ( Poetisa JANE- des. Tenini)
DO BOUGANVILLE BRANCO.
Já tenho escrito sobre o bouganville branco que fica no canteiro próximo à grade azul e que enlaçou o jacarandá que fica à beira da calçada,
formando um túnel.
O inverno costuma desfolhá-lo e na primavera as folhas despontam em profusão e só no final começam surgir as primeiras flores permanecendo todo verão, exuberantes, que vão rarear ao início do outono.
Então fico na expectativa destas etapas da natureza, à espera do esplendor maior.
Minha filha tem estado ausente neste período e nem sequer conhece o arco da felicidade da nossa calçada porque o bouganville foi plantado depois que ela partiu para viver sua vida em São Paulo.
Espero que um dia ela venha no verão para ver esta floração mesmo que eu já tenha partido.
As flores contarão da minha alma e do meu encantamento pelos pássaros que se abrigam à sombra delas. Contarão dos dias de tempestades, de chuvas e trovoadas que tudo enfrentaram.
Contarão que não há afrontas que minha alma não possa suportar porque aprendi com elas que haverá tempo de flores e de estiagem, que a vida é um moto perpétuo enquanto respiramos.
O sábio é respirar depois de uma queda e meditar sobre os erros cometidos.
Aprender que não é apenas os outros que erram, pois erramos mais vezes ainda.
O bouganville branco poderá contar, ainda, sobre os pássaros., que pousam nos galhos e são leves...
Repetirá como Victor Hugo, poeta e escritor francês, que escreveu:
“ Sejas como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre os ramos muito leves, sentem ceder, mas cantam.
Eles sabem que possuem asas .” ( foto Tenini)
15/09/2009 Obrigada ao poeta JOSÉ MOREIRA DA SILVA, Presidente da Academia Literária Gaúcha. ( Descobri hoje no Google) POEMA CARTA
Para TENINI, a artista que desenhou
as capas do meu primeiro livro,
PAIXÂO - Fruto Maduro - Infinito.
De tua janela,
pertinho do céu,
deixei que os olhos
vagueassem sobre o Guaíba;
as ondulações dos morros além,
até o horizonte,
onde a visão se perdia no infinito,
enquanto pintavas meus retratos.
Num segundo tempo,
mirei os teus quadros
nas paredes,
fiz a leitura de tua alma
plástica
numa apoteose de luzes e cores.
Apoderou-se de mim
a emoção de quem se põe
diante do belo
e a paz de quem viaja
no semblante das imagens ninfeáceas.
Contei parte da minha vida
para que pudesses colher,
no espelho da face,
o reflexo de todos os instantes
condensados nos retratos.
Bons e inesquecíveis aqueles instantes:
o tempo correu e nem sentimos
quando o sol se despedia
bordando de cores o céu
no horizonte.
Ao longe,
sobre o Guaíba,
do crepuscular quadro da Natureza
despertamos
para a beleza pictórica
dos retratos
com a marca inconfundível de Tenini,
onde me vejo como um novo ser
emergindo
dos traços fiéis
da divina mão
e mente
da artista.
Porto Alegre/RS, noite de 17 de abril de 1999. ( poeta JOSÉ MOREIRA DA SILVA) Ilustração: aquarela de outono de Tenini.
"O GOVERNO LULA INSTALOU O SALÁRIO VOADOR, ISTO É, AQUELE QUE NUNCA CHEGA AO DESTINO...
VOA DIRETO PARA UMA PISTA DE “MANTEIGA” PARA OS COFRES DO PT...
DESLIZA QUE É UMA BELEZA!"
O JOVEM LOJISTA.
Não pretendia desenhar no shopping, mas apenas abrigar-me da chuva inclemente e forte que caía na cidade, mas não resisti quando constatei que em mesa
próxima estava um jovem muito bonito,
com cabelos e traje esportivo dentro da moda masculina para a faixa etária, que negociava com um rapaz portando uma pasta grande e que exibia amostras de tecidos de malhas de algodão, em diversas
cores e pelo que deduzi, ele confeccionava as camisetas para o lojista inserir serigrafias.
Então, decidi colher o flagrante do jovem lojista, mas ele nem percebeu por estar com a atenção voltada para as cores da malhas.
Escolheu uma de cor verde bandeira, demonstrando um gosto juvenil e forte.
Quanto mais eu delineava seu rosto, mais eu me admirava por perceber que aquele garotão era dono ou gerente da loja defronte ao café.
Queimado de sol, tinha tatuagens nos braços e percebia-se ser freqüentador de academias pelo porte musculoso e, talvez, nos finais de semana fosse para Torres ou Santa Catarina para surfar.
Então, influenciada pelo meu entusiasmo achei que o garotão era ou já fora Modelo masculino de Modas porque sua loja vendia produtos de categoria para ambos os sexos.
Ao final do trabalho saí.
No dia seguinte, decidi mandar ampliar o desenho para doar ao lojista.
E assim fiz, mas ao chegar na loja verifiquei que o meu retratado era mais alto e forte do que eu havia desenhado. Mais, seu rosto era de um jovem de 23 a 25 anos e não de adolescente como eu fizera.
A gente, mesmo artista, pode enganar-se na avaliação do que vê.
Mas isto não invalida o trabalho do artista porque tenho consciência de que ao desenhar vemos além da pessoa ,objeto do nosso alvo.
Penso que vemos a alma das pessoas e na do jovem lojista vi um garoto adolescente que sua alma me induziu a retratar.
Ele ficou muito feliz com a reprodução que lhe dei e ficou muito admirado porque não havia percebido nada.
De qualquer forma, as empregadas da loja ficaram alvorotadas e várias me pediram para retratá-las.
Prometi fazê-lo, dentro do possível.
FILOSOFIAS BARATAS.
Às vezes quando me sobra tempo, dou uma espiada no programa daquele grupo de 4 mulheres de faixas entre 40 a 50 anos.
Mas tenho de fazer força para aturar o que ouço, em termos de filosofias baratas, implicâncias com a 3ª Idade que começam a fazer parte pois verão que o tempo passa rapidíssimo,
principalmente naquela faixa etária, além de outras declarações que visam aparecerem como “avançadas” para os tempos atuais.
Falam como se nunca fossem envelhecer, o que é uma falta de senso porque elas vão dizer e fazer exatamente o que criticam nas mais idosas de hoje.
Não se lembram sequer, que são estas que revolucionaram a sociedade, saindo de casa para trabalhar em outras profissões que não fossem professoras.
Foi daquela geração, criticada por elas, que surgiram médicas, arquitetas, engenheiras, advogadas, juízas, artistas, administradoras, economistas,psicólogas , assistentes sociais, além de outras úteis para a sociedade,
atuando como pioneiras a cavarem os caminhos para que outras viessem.
Então, mudo de canal porque são irritantes nas suas posturas petulantes e antipáticas, já escravizadas em posarem de “antenadas” (?) para permanecerem na mídia televisiva...
Menos, Coroas. Menos...
Dêem uma olhada nos próprios calcanhares para ver se não estão lamacentos...
Desconfiem daquelas “amigas” que sugerem “assuntos”...
Revejam suas filosofias baratas, em que pesem as citações sobre Freud ou Lacan... Estes assuntos só teriam validade nas declarações de verdadeiros filósofos que inovem nas suas observações, de forma científica e construtiva.
Para palpiteiros, todos os “normais” também são.
Economizem seus neurônios...
A CHUVARADA E OUTROS PENSAMENTOS.
Depois de dias primaveris da semana passada, com muito sol, calor e beleza, eis que começou a chover , ventar e relampear de forma um tanto assustadora.
Primeiro o tal tornado ou ventania a 100 km por hora, depois, chuvaradas a semana inteira.
Hoje é sábado e faz frio, mas a chuva lá fora continua caindo.
A previsão meteorológica informa que, amanhã, domingo, dia 13, finalmente o Sol voltará a aparecer.
Estou sem programação para hoje, mas às 15 h, no canal 81 da Sky está programado o filme A Herança, baseado no romance de Guy de Maupassant.
Penso que seja sobre um pai benevolente demais que sempre cumulava as filhas de presentes, no testamento fez exigências...
O tema é bom e uma advertência aos pais.
Gosto dos filmes com temas de romances antigos e os cineastas franceses costumam filmar os enredos dos seus escritores mais famosos de todos os tempos.
São imperdíveis.
Dei uma olhada nas telas de tamanho grande que estão guardadas, para de repente voltar a pintar quadros.
Acontece que iniciei a fase dos flagrantes aquarelados com intuito de servirem de matrizes para meus quadros, claro, reinventado as cenas, mas ficou só
no desejo porque achei mais rápido e prático, desenhar e aquarela os flagrantes da vida...
Sou daquelas artistas que precisam de um bom marchand, competente e honesto, para dar prazo para a entrega de 10 quadros, por exemplo., desde que haja mercado comprador...
Não estou desmerecendo a minha própria coleção de Flagrantes porque sei que sou a única artista no mundo a fazer isto e ainda escrever baboseiras sobre os temas.
Muitos podem achar que é perda de tempo trabalhar em papel, concordo mas estamos vivendo tempos em que a China oferece quantidade em vez de qualidade. E todo mundo gosta...
Então fico na minha, pois não tenho ninguém a minha volta para me aporrinhar...
MARTHA MEDEIROS ?
Sinto-me a vontade para contar este episódio porque não sou leitora habitual da famosa cronista Martha Medeiros.
Reconheço qualidades de famosa cronista porque atinge o gosto da maioria dos leitores, especialmente leitoras nas faixas de 30-50 anos.
Prefiro outro estilo, mais poético, lírico sobre as coisas do cotidiano.
Mas eu fazia a série de Flagrantes de Final de Século iniciada em 1998, provavelmente janeiro ou fevereiro daquele ano, quando eu reparei uma jovem senhora em mesa próxima
a minha, que lia o jornal ZH.
Deu-me a impressão que aguardava alguém e eu tinha razão.
Na época, frequentava o Bistrô um homem de seus trinta e poucos anos, alto, claro que me parecia estrangeiro pelo corte de cabelo, um pouco mais longo do que o comum e trajes que eu julguei fossem europeus.
Era um importante Diretor da Renner que conclui ser daquela família . Nesta época as lojas estavam em negociações com grupo americano.
Ele me parecia tímido e andava sempre só, como peixe fora d’agua...
Tomava duas ou três vezes cafezinho, no interior do Bistrô e, de lá, ficava olhando o movimento por largos períodos.
Certa vez ele chegou perto de mim e quis ver o que eu desenhava , expliquei-lhe a minha intenção sobre a série de Flagrantes e ele, além de elogiar, incentivou-me a continuar. Desde este dia , passou a me cumprimentar
sorrindo e abanar de longe.
Pois era este cidadão que a Martha Medeiros esperava e vi quando ela entrou no café , sentou-se na mesa do referido dirigente da Renner e ficou algum tempo ali falando e mostrando algo a ele.
Não sei se ela conseguiu o que precisava, talvez patrocínio, mas depois disso, ela passou a ter mais visibilidade no jornal em que colaborava com crônicas.
O jovem dirigente da Renner, depois da venda do conglomerado de lojas não mais foi visto no local.
Penso que ele tenha retornado à Europa, talvez Londres, pelo seu modo de vestir e de cortar os cabelos.
Revendo agora os desenhos da época, encontrei 2 desenhos da jovem mulher , pois tenho certeza ter reconhecido a Martha Medeiros, quando ainda não tinha a fama de hoje. Estarei certa?

A FORASTEIRA.
Ela estava de passagem por esta cidade e decidiu visitar todos os shoppings, alguns já conhecia de vezes anteriores, mas este era novo e ela percorreu os longos corredores
com a satisfação da descoberta.
Vivia no campo porque era criadora de gado e viera para a Expointer em que o Rio Grande do Sul expõe o que tem de melhor em termos de pecuária.
Mas a semana esteve com muitas chuvas, que prejudicaram, de certa forma, que um grande público comparecesse ao evento.
Mas nos bastidores, as reuniões de fazendeiros, pecuaristas e plantadores esteve animada com almoços e jantares homéricos em que rolaram muitos chopes, vinhos e
champanhas.
A tônica eram os discursos em que todos faziam suas críticas ao atual momento político do país, sem contudo, esmorecerem do que gostavam de fazer.
Condenavam as invasões do SMT , como uma peste que estava difícil de controlar.
Ela vibrara quando um dos líderes dos pecuaristas , de dedo em riste, acusara o Governo de dificultar as comercializações com medidas demagógicas, perante um Ministro qualquer, presente ao evento.
Ela, em alguns intervalos das tarefas campeiras, onde administrava peões que cuidavam do gado e das ovelhas, costumava viajar à Europa para curtir o que havia de melhor e viver!
Porto Alegre, capital de seu Estado, vinha sempre para seu apartamento de cobertura lá pelos lados dos Moinhos de Vento.
É que os filhos já estavam na Faculdade e passavam o ano na Capital.
Não tinha marido? Sim, tivera.
Mas se separaram há alguns anos porque ele não era da campanha e não se adaptou a morar na Fazenda , muito menos ser mandado por ela que havia herdado a propriedade dos pais.
Ela era uma mulher um tanto rude, confessava, mas forte e destemida para negócios.
Tivera alguns casos com outros vizinhos, lindeiros de seu campo, mas nada que tivesse durado.
Precisava de um homem ao seu lado para tocar os negócios e estava sempre a procura de alguém com estas características.
Aqueles que conhecia eram casados e não se decidiram por ela.
Mas havia de encontrar alguém mais forte para dividir sua vida, amar e ser amada...
Esta historinha só passou pela minha ficção porque a Dama que ilustra o texto passou rápida pelo café onde eu estava, sem entrar. Estava absorta em pensamentos e tinha um certo sorriso como a lembrar algo muito íntimo e interessante...
Não é um retrato, mas da imagem da Dama ficou esta impressão, a mesma que os Impressionistas tiveram em seu tempo de descobertas.
O BRASIL OTÁRIO.
Alguns mais antigos, devem lembrar-se do tempo do Juscelino que comprou uma belonave ( porta-aviões) a que deu o nome de Minas Gerais e o genial
músico-humorista Juca Chaves ironizou em música que fez o maior sucesso.
Parece que o navio foi comprado de segunda mão da Argentina e nunca serviu para nada, tais os problemas técnicos que apresentou.
Apelidado de “Belo Antonio”, que era um filme famoso da época em que o personagem bonito mas não funcionava... sempre esteve no estaleiro...
Pesquisando pela Internet, verifiquei que ele está ancorado na Inglaterra para reparos e tem servido só para transporte de aspirantes da Marinha para treinamentos... já que nunca estivemos em guerra de lá para cá.
Agora, o Lula que goza de conceito de “Otário” entre os Presidentes do 1º Mundo, se encantou com a proposta do Sarkozy para vender um pacote que tem tudo para ser o “conto do vigário” e vai nos impingir o Rafaele..É que o Lula sonha, noite e dia, estar entre os “ Grandes”... enquanto o país afunda na miséria, as custas de impostos que abarrotam os cofres do Governo.
Se já não bastava o Belo Antonio agora vamos ter o Rafaele ( ou Rafale?) para o anedotário do povão!
Quero dizer que longe de mim ser contra o reaparelhamento das Forças Armadas.
Precisamos, como Nação, termos Forças Armadas para defesa do território brasileiro.
Assim sendo, precisamos instalar indústrias armamentistas que gerarão empregos e fornecerão equipamentos para as Forças Armadas, a começar pelo Exército e seus tanques de guerra que estão obsoletos.
O negócio entre Sarkoky e Lula cheira mal.
Primeiro porque o Chaves pode estar atrás desta manobra.
Em segundo lugar, já que vamos gastar em equipamentos de guerra, teríamos de fazer licitação entre os países fornecedores, o que parece não ter ocorrido neste caso.
Acho que isto vai dar em CPI, isto é, em pizza...
Em todo caso, estou me divertindo com a ingenuidade ou safadeza dos que estão por trás do Lula porque sou uma pessoa que assiste tudo como se já tivesse visto um filme cujo enredo e final, já é sabido...
APLICAÇÃO DA BOLSA FAMÍLIA.
Tenho notado que, quando a Polícia consegue prender assaltantes, estes são gorduchos, brancos, pardos e outros.
Ora, passando fome é que eles não estão porque estão bem gordinhos, então cheguei a conclusão de que as famílias dos assaltantes estão recebendo as Bolsas Famílias que o Lula dá, em cortesias com chapéus alheios...
Agora, os ladrões brasileiros não podem justificar os assaltos porque estão fartos de comida...
AZUL PHTHALO BLUE OU AZUL FTALO...
Costumo aportuguesar a cor phthalo blue como azul ftalo.
Mas o jornal piorou quando publicou uma crônica minha, pois o revisor não entendendo de cores deu um novo apelido para o phthalo blue, como a de “azul ítalo”...
Gosto do azul phthalo ou o azul ftalo ( como se pronuncia) porque ele é noturno e sensual, além de translúcido.
Em várias telas minhas tenho usado este azul porque acho que é o azul mais belo de todos e que se coaduna com a minha alma.
Dizem os entendidos que os azuis e verdes são cores frias, mas eu vejo nelas a suavidade do céu ou a intensidade de uma noite quente, sensual e misteriosa.
Então, cada artista interpreta cores à sua maneira.
Por exemplo, o vermelho é cor quente e geralmente as paixões são representadas por ele. O amarelo é alegria pura como o sol irradiante. O laranja lembra
o sabor de frutas maduras...
Mas os azuis e verdes representam a solidão, não só a fria solidão, mas a solidão cheia de fantasias quando a noite vem e o amado surge num azul ftalo entre as brumas do quarto.
Azuis lembram a noite misteriosa com azuis translúcidos ( como o phthalo blue) a insinuar um erotismo que extrapola a realidade e que só o sonho pode justificar.
Amo as cores porque com elas fantasio nos meus quadros, os meandros da minha própria alma.
Tenini ( Quadro QUARENTA ..em homenagem aos 40 anos de ZH- Acrília s/tela TENINI)
A MODELO ISRAELITA..
Naquele ano, contrataram várias modelos-vivos, na Casa de Cultura Mario Quintana para que os artistas exercitassem suas técnicas.
Mas a que ficou mais tempo foi uma modelo de origem israelita que tinha um rosto cheio, anguloso e belo.
Mas era alta e muito magra. Teria sido modelo de modas?
Tão magra que parecia emergida de um Campo de Concentração e eu não conseguia fazê-la diferente nos desenhos.
Hoje, examinando meus exercícios verifico que eu reproduzi até os ossos salientes que quase furavam a pele dela.
Apenas o rosto era belo, altivo e anguloso, perfeito para a Arte.
Não sei muito dela e nem a vi depois dessa época. Só sei que vivia com um músico.
Certa vez, ela estava gripada e ele veio em seu lugar.
Usava óculos e não era bonito como ela, mas posou para nós da cintura para cima sem outros dotes maiores a não ser por ser homem de óculos.
Certa vez esteve em Porto Alegre, um fotógrafo famoso e estrangeiro, ao visitar a Casa de Cultura Mário Quintana, coincidiu que a Modelo estava no local e ele pediu para fotografá-la. O rosto, naturalmente.
Nunca mais soube da Modelo israelita, espero que esteja bem porque me pareceu que ela sofria de anorexia.
Aliás as vidas das modelos-vivos são misteriosas porque são orientadas a jamais dizerem algo, mas nós os artistas nos interessamos por elas como a de qualquer ser humano.
E nos perguntamos por que gostam de posar nuas? Por necessidade ? Por vaidade? Por exibicionismo? Por serem ninfomaníacas?
Talvez uma mistura de tudo. ( Detalhe de Modelo-vivo- des. pastel seco-cor sépia-TENINI)

O HOMEM SÓ.
O homem sentou-se à mesa ao lado e assumiu uma posição em que eu pude divisá-lo de perfil.
Às vezes colocava a mão no queixo como a famosa escultura O Pensador de Rodin, mas quando eu ia desenhá-lo, ele deixava o rosto à mostra, como se percebesse que era meu alvo de artista.
Por quê os homens que pensam gostam de apoiar a mão no queixo? Para segurar a cabeça que pesa? Pensamentos não pesam. Ou pesam?
As mulheres pensam até demais mas jamais as vi segurando o queixo. Seus pensamentos voam...
Examinei o homem detidamente e cheguei à conclusão que talvez fosse um visitante da Expo-Inter que acontece nesta semana aqui no sul .
Rosto de traços regulares, cor clara, cabelos grisalhos, olhos azuis e
Estatura mediana.
Trajava-se modestamente, deduzindo-se que era alguém que trabalhasva no campo ou a céu aberto porque estava queimado de sol, numa cor avermelhada.
Talvez fosse da serra, com sonhos de ter uma fazenda e, por isto, foi ver a exposição de Esteio. Ou quem sabe ele trabalhasse em alguma fazenda como domador de cavalos ou coisa que o valha?
Poderia até ser um tosador de ovelhas.
Mas o certo é que o homem estava só e sonhava, enquanto sorvia um cafezinho.
Teria por volta de 50 anos e estava naquela fase da vida em que ainda tinha esperanças de poder alcançar o que sempre almejara.
Tinha o principal que era a garra pelo trabalho, afinal , era descendente de italianos (pelo tipo físico) e estava acostumado com enfrentamentos de vida, difíceis.
Percebi que era homem livre, pois não usava aliança.
Usar aliança era como andar manietado, pensava ele...
Não importava que tivesse família como mulher e filhos, tinha vida de andejo e de aventureiro como seus ancestrais. A mulher o compreendia e isto bastava.
Um dia teria uma grande fazenda e voltaria à Expo para comprar gado de pura linhagem e cavalos crioulos para galopar pelas coxilhas verdes do Rio Grande e nesse andar tentar conquistar aquela prenda linda, uma estancieira
que conhecera na Feira e que deveria ser lá dos campos de Uruguaiana...
Agora, se ele for morador da zona sul da cidade, está tudo errado o que imaginei , porque não passa de um velejador comum , pouco preocupado com dificuldades, a enfrentar as ondas do Guaíba...
DESÂNIMO DE TUDO.
Ando desanimada de prosseguir a luta num país em que nada acontece de bom.
Só notícias ruins para o povo em geral e que o Chefe da Nação num tom monocórdio e tragicômico, insiste numa tecla
com som estridente e falso: Afirma que a pobreza está diminuindo no país!
Uma grande mentira! Há assaltos à mãos armadas diárias.
O desânimo não é só meu e sim de todo mundo.
Soube de uma Professora que é obrigada a deixar os filhos de 9 e 5 anos sozinhos com um cão, durante várias horas diariamente, pois precisa trabalhar para lhes dar sustento.
O casal separou-se e a casa está à venda porque não conseguiram pagar as prestações. O homem saiu de casa e se omite em tudo.
O amor não resiste aos desajustes econômicos. Nem os filhos comoveram aquele pai...
O salário dela é insuficiente e com o aumento continuado do salário mínimo regional se viu obrigada a demitir uma empregada que tomava conta de seus filhos enquanto saia para lecionar em escola pública.
Não tem recursos para pagar uma creche ou Jardim de Infância para as crianças. Não é um drama? Qual a mensagem que esta Professora desesperada vai dar aos seus alunos?
Enquanto isto, uma Deputada estadual do PT esbraveja na TV, querendo o fígado da Governadora deste Estado. Não consigo entender tanta ferocidade, por motivos políticos. É tão bom assim os cargos públicos que a cupidez faz alguém esbravejar ?
Estou triste porque me sinto incapaz de reagir, mesmo quando sou espoliada em meus direitos com impostos escorchantes do Governo Central.
Parece que estamos penando num Inferno sem fim...
Nas ruas e nos cafés, os semblantes estão sisudos e são raras as manifestações de alegria no povo que circula por aí.
Só o “seu Lula” acha que tudo vai às mil maravilhas.
Tudo aumentou, a conta da luz, do telefone, da TV, da Internet, no Supermercado.
E os salários da classe média estão dando para trás, cada vez mais, consumidos pelos descontos oficiais e gastos necessários para sobreviver.
E a turma do “dinheiro na cueca” que cerca o ex- Chefe da Casa Civil, Zé Dirceu já se movimenta para reentrar na política com as honras do revanchismo...
Também depois de tudo que acontece no Senado e nas esferas governamentais, depreende-se que os “negócios” vão bem para quem esteja por dentro da patota ou do "esquema”...
Uma vergonha que o povão nem se dá conta.
Hoje estou muito desanimada e muito triste com o meu país. ( gravura Tenini)
LUA CHEIA. texto Tenin
Eu vinha pela Ipiranga, quando fui despertada por aquele céu cerúleo do entardecer, mas ainda muito claro, com algumas nuvens em tons rosas e lilases.
Olhei para trás e pelas imediações do Atelier Livre, um pouco mais adiante, percebi uma lua enorme, muito branca, postada logo acima dos prédios. Pareceu-me um convite: " Vamos nos perder noite adentro?" Sorri incrédula...
Segui pela Beira Rio e parei uns segundos para ver aquele céu divino sobre o lago dourado, agora num azul plúmbeo do horizonte... Haviam centenas de barcos ancorados com os mastros muito brancos, como verdadeiras
reminiscências aos quadros de Renoir, Van Gogh, Manet, Cèzanne.
De repente, tive uma vontade louca de estar com alguém muito especial naquele entardecer propício aos toques de mãos , em confidências as mais secretas.
Voltei a trafegar devagar e o céu transformava-se em tons escuros, rapidamente, como o final inesperado de um poema em transmutações...
Mas uma surpresa me aguardava na curva do caminho. A mesma lua que eu vira na Ipiranga, pairava agora, deslumbrante, sobre a rua, logo acima da Reserva Ecológica, junto à minha morada.
Ela voltou a indagar-me: "E, então?" Encostei-me no portão e sorri emocionada, mas não lhe disse nada. Virei-me para o outro lado, olhei o horizonte que ardia em vermelhos e as luzinhas de Guaiba faiscavam feito estrelas
iridescentes, debruçando-se sobre o lago adormecido... silencioso e noturno, quanto este meu coração nos seus tic-tacs misteriosos e secretos, cheio de temores e presságios, afogado em águas tão profundas que, delas, só vislumbro
tímidas iluminações em apaixonantes azuis tirrenos resplandecentes...
Ao entrar em casa, no final do corredor, rente à escada, divisei uma claridade intermitente que vinha do salão.
Era a velha árvore de Natal que alguém armara com centenas de luzinhas coloridas, que me pareceram as mesmas que se debruçavam sobre o lago...
Eu estava feliz, lembrei-que era época de Natal e que você deveria estar ali, o presente com que eu tanto sonhara! ( Ilustração paint Tenini)
NOITE DE PLENILÚNIO. de Tenini.
O texto anterior de Noite de plenilúnio, foi traduzido para o inglês por minha amiga, a escritora e tradutora DALVA LYNCH, que viveu muitos anos nos EEUU, casada com americano e seus filhos são americanos.
Meu inglês é razoável mas fico insegura quanto à tradução de texto poético e teatral como este, razão para apelar para minha amiga para fazê-lo. Obrigada pela atenção e quem quiser o endereço de Dalva é só me passar um mail, tá?
Ela faz traduções profissionais. Tenini.
…FULL MOON NIGHT by TENINI.
I could swear this is a full moon night. The heat doesn´t let me rest. I turn and turn on a bed drenched in perspiration and my hair turns the pillow
into wet flakes of illusions and disenchantments.
Suddenly you come into my room furtive-like, surrounded by brilliant bluish lights.
You are silent and scrutinizing. (Saturnine?)
In your eyes I read things I don´t want to know.
I read in your eyes about your wanderings, of pilgrimages and of long-gone loves.
I also read the words you enthrall me with, and make me a slave of your whims and thoughts.
You turn yourself into a magician and enchant me with your flute of primroses…
You take the spheres: the Sun, the Moon, the stars and turn them into sheet music, and I listen to beautiful new sonatas… I conjecture about Chagall´s violinist flying around my room playing Bach´s cantatas with his golden
bow, and his eyes going through my soul like green lights.
The melodies lull my sleep and I run through the musical scales of love…
I smile and become hopeful as I wake up. Soon the Sun uncovers me and I go back to everyday´s routine in a monochordic tune.
I crown myself with a garland made of the sidewalks´s bougainville white flowers and I make of nature a scenario to the stage where I again play my role.
Soon the play will be all rehearsed and the spots will be lighted, waiting for the main actor who should come at sunset, when the Moon comes back into a star-studded sky for a role she didn´t memorize yet.
But you don´t arrive. You vanish in the breeze from the lake, in the late afternoon´s rainbow where sailboats cut green waters to uncertain ends.
Are you that blue half-moon which a mysterious sailorwoman holds in her hands like a rebellious kite moved by the wind, and shatters into shreds of freedom? ( em português, texto abaixo))
NOITE DE PLENILÚNIO. de Tenini.
Juro que é uma noite de plenilúnio, o calor sufocante não me deixa repousar, viro e reviro na cama coberta de suor e os meus cabelos umedecem o travesseiro feito de flocos de
ilusões e desesperanças.
Súbito, entras assim furtivo, no meu quarto, envolto em luzes brilhantes e azulecentes.
Estás silencioso e perscrutador. ( Soturno?)
Nos teus olhos leio coisas que não quero saber.
Leio sobre tuas andanças, de círios e de amores que se foram.
Leio, também, as palavras com que me fascinas e me fazes escrava dos teus caprichos e pensares.
Em mágico te transformas e me encantas com a tua flauta de prímulas...
Pegas os astros: o Sol, a Lua, as estrelas e fazes delas partituras e ouço lindas e inéditas sonatas... Adivinho o Violinista de Chagall voando pelo meu quarto executando cantatas de Bach com seu arco dourado e os seus olhos
feito verdes faróis a transpassarem minh’alma.
As melodias embalam meu sono e do amor percorro as escalas...
Sorrio e me ponho esperançosa ao despertar, logo o Sol me descerra e volto à rotina de sempre, em tom monocórdio.
Cinjo minha fronte com a guirlanda das brancas flores do bouganville da calçada e da natureza faço cenário para o meu palco, onde volto a representar.
Logo mais, a peça deverá estar ensaiada , spots acesos, à espera do ator principal que deverá chegar à tardinha, quando a Lua voltar num céu estrelado para o papel que ainda não decorou.
Só que não vens e desapareces na brisa do lago no arco-íris da sobretarde, onde veleiros singram as águas verdes, em destinos incertos.
És tu, aquela meia lua azul que uma misteriosa velejadora prende em suas mãos tal qual pipa rebelde que o vento embala , despedaçando-a em retalhos de liberdade?
SIM E NÃO 3
Conforme resultado das eleições, verificamos que apenas 2 % da população votou na Consulta Popular sobre a utilização
do espaço do Pontal do Estaleiro.
Este resultado não elegeria sequer um Deputado Estadual de partido importante.
Isto demonstra que a maioria da população não se importa com questões de ecologia ou que não aceita opiniões extremadas ou concorda que deve ser respeitada a área particular em causa e que cabe á Prefeitura
decidir de acordo com as normas de habitabilidade e de cuidados com o meio ambiente.
Nós, os ecologistas, ainda somos insignificantes minorias, em que pesem os estardalhaços dos fanáticos por ela.
Portanto, no meio termo é que está a virtude e todos devem acomodar-se ao que a população silenciosa determinou.
O resto é conversa fiada... ( Quadro: as 3 graças -óleo s/tela Tenini)
28/082009- Reproduzo abaixo o texto que recebi do Rodrigo Caldas, um jovem causídico e promissor escritor do nordeste que tem me lido aqui e em outros sites. Obrigada pela homengaem e admiração que ele me devota. Tenini
A Dama de Azul
Formas e cores
A taça de vinho encontra os lábios voluptuosos, o líquido desce lentamente e a taça volta à mesa de vidro, a música acaricia os pensamentos de Teresa, que recorda
o dia que tivera, como estava fria a cidade de Porto Alegre. Gostava de estar só, chamava a sua solidão de ócio produtivo, normalmente escrevia suas poesias à noite...quando sentia-se desembaraçada das responsabilidades do
jornal para o qual escreve, ou punha termo a alguma incumbência doméstica. As palavras a seduzem...formam uma teia de emoções que se conjugam, e assim Teresa muitas vezes dá expressividade às composições de sentimentos
que nela pululam em intensidade.
Vez por outra é assaltada por um som estrondoso, recorda-se que o abacateiro está maduro...e volta à sua composição e criações que a envolvem em uma cortina de mistério e sedução. Vez por outra encontra um de seus leitores e se
delicia com os comentários, descobre os rosto e os tipos humanos de quem a lê, e tem uma sensação de prazerosa surpresa...é como se o texto fictício ganhasse vida própria, materializando-se naqueles rostos que ela encontrava no
supermercado Zafari, ou andando pelas ruas do seu bairro, na zona sul de Porto Alegre. Sem dúvida sua imagem exerce atração e admiração, afinal...como são mesmo essas pessoas que escrevem crônicas, poesias, ou pintam a vida
em cores tão singelas?! Em sua poesia que aos poucos vai sendo desdobrada, emerge a lembrança do sonho que tivera...Um castelo abandonado e decadente, as paredes carcomidas pelo esquecimento e uma total solidão a inundá-lo,
somente os duendes que ornamentavam o jardim lá permaneciam, indicando um traço distante de vida...em seu sonho o castelo estava em ruínas, só a menina loira a percorrer os corredores do castelo procurando por pessoas e nomes
que lá já não estavam mais...Nomes atirados ao ar, que se tornavam mudos...a menina de cabelo solto e vestido rosa em uma procura que nunca terminava...quartos e salas vazias...somente bustos pintados à óleo em telas destruídas,
rostos macerados pelo tempo...o sonho termina com a menina abraçada a um duende do jardim abandonado, um duende sem braços...a menina de vestido rosa acaba por adormecer aos seus pés. Como todo sonho absurdo, aquele
especialmente a tinha alimentado de metáforas, matéria-prima para as suas criações. Talvez falasse do castelo dos Canini e da colonização italiana no sul do Brasil.
Aquela noite estava fria, horrivelmente fria completava ela em pensamento...a poesia que saia não lhe agradava. A música lhe fez pensar na menina do sonho, que era ela mesma...em como carregava em si um universo próprio de imagens
fabulosas, uma fábula que narrava histórias que iam além de duendes.
A dama escreve...
Teresa metamorfosea-se em uma aldeã do norte da Itália, o tempo remonta a uma época distante, uma época de guerras, lutas sangrentas em uma Europa escaldada por pestes e uma insegurança presente, a Itália estava dividida em condados,
principados, uma infinidade de fragmentação e muito tenuamente se poderia supor um senso de identidade nacional...o mundo dos feudos era marcado pela arrogância, cupidez e violência...A menina do castelo não passava de
uma aldeã que trabalhava duro nas plantações de uva...Mas o olhar mágico e misterioso era o mesmo. Naquele dia o sol estava embotado, como um quadro impressionista, os campos tinham um ar onírico, e o suor descia em prodigiosas
gotas que encontravam os seios fartos da menina que se fazia mulher, trabalhando ao lado de inúmeros outros que solitariamente, pareciam ruminar cada um o seu drama pessoal...Os austríacos vinham infligindo importantes baixas,
os homens urgiam em se atirarem à luta, outros mais temperados, pensavam em que não mais teriam a companhia de suas mulheres e parentes.
A aldeã de olhar garço volta cansada mas feliz para casa, apesar dos tempos de incerteza e medo. Sua respiração cândida se enche de encanto diante da paisagem e o rio que corre perto de sua casa...por um momento lhe passa p
ela mente em correr até o rio, em umedecer a face e contemplar a própria imagem nas águas cristalinas e mornas. Mas por um momento apenas...a idéia se esvai, ela volta pacatamente em sua marcha regular e conformada para casa.
Teresa escuta a chuva caindo sobre o teto, lança um olhar para o jardim...sente-se feliz e contempla um pouco a chuva que cai.
À noite, a aldeã não conseguia dormir, talvez a ameaça de invasão, os rumores, o terror de ter a sua vila invadida...ou mesmo aquela solidão que morbidamente a envolvia, lá fora faz frio, enquanto o seu corpo queima, arde...a aldeã,
volta pra cama e tenta dormir...Horas depois os sinos badalam...seu coração com eles, os sinos são as vozes que a todos comunicam...e aquelas badaladas não anunciam missa ou morte...é algo grave que está por vir e ela sabe (...)
Entre o badalar dos sinos, o dia em que teve vontade de contemplar a face no rio que cortava a sua vila e aquele momento não transcorrera muito tempo, e incrível era como as coisas mudavam bruscamente...em fração de segundos
ela viu sua vila transformar-se em uma bola de fogo...perdeu contato com seus pais e não sabe se estão mortos ou vivos...ela, não encontrou o fim no fio da espada de um soldado austríaco, encontrou o amor, apaixonou-se por aquele
que dizia: "Servus, Krieg!!! ich lieber die Freiheit..." e a olhando com olhos apaixonados, disse: "Ich liebe dich...freulein." E ambos estavam agora fugindo das tropas austríacas que ele desertava.
Porto Alegre fica mais bonita assim...pensa, e olha para o Guaíba. O relógio de parede badala, a chuva aperta e a Dama resolve abandonar o escrito sobre a mesa...sobe as escadas, desliga as luzes e dirige-se ao seu quarto.
Escuta o som da chuva que aperta, do abacateiro maduro que vez por outra a surpreende com um som contundente. Em sua mente, ao reencontrar o sonho, a Dama se vê menina novamente, diante de um castelo abandonado,
diante de duendes sem braços e reencontra a menina-moça que segue o soldado austríaco, fugindo da morte, crendo somente no amor, um amor que nem sempre fala a mesma língua, que segue um destino incerto, imprevisível..
.Sonha, os sinos dobram e emitem sons repletos de enigmas.
Rodrigo Caldas

THE SHOW Poem TENINI What can I understand about feelings /living in the dark, /with not a word telling me, /I like you /or even I dislike you!
I make believe you love me,/ contrive strange conversations, /you, speaking to me/ in occultic speechs./ I imagine you here /so close to my heart
and I make myself /beautiful for your eyes, / which see me not.
Sometimes,/ in the silence of the night / between two cups of champagne / in a room full of flowers and lights / at the sound of Gershwin,/ Porter, or Lennon /- I perform my Show... /Now I'm Chaplin,/ with a
New York black hat/ (a certain sad smile?)./ Now I'm sensual Liza/ in a lacy bodysuit. / Silky stockings in long legs / shining silver shoes.../ I try to sing, / "Imagine You'll never know The man I love..." /
And in an imaginary stage/ then I dance /back and forth ( with a cane!) / as if I was at Broadway! / At other times I dress up as Diva, / and play I'm in the Scala / or Caracalla /(but maybe my stage is in the woods/
by the end of my street...) /
I sing Musetta's Valse, / a Butterfly, or maybe/ some Ave Maria../. I simply play Albinoni, / the Adagio (which sounds like a Requien). / But on warm fiery nights, / my Beloved, / in a transe /I descend the garden steps slowly,/
wrapped in diaphanous veils, / inebriated by the scent of flowers... /I float in a pool, / in caresses, / in turquoise waters, / naked as Luz del Fuego, / my breasts glowing on the warm / surface as two radiant stars...
And I behold the distant Vesper /so far shining! /My audience is only you, / Beloved dear, / and the night birds (the blue owl, /or maybe the white one / which is not, but enthralls me / and fascinates me /chirping at /my bedroom
window...) / And at the end of the show / I picture your eyes /open wide (surprise? happiness? emotion?) / Who knows ... /You throw me a rose /a blue rose from the fields of dreams... /And then, my Beloved , /I fall into your arms
exausted, /and we loose ourselves in Passion. / But suddenly, / I see only myself / (in the room? on the lighted stage?) / and I fall asleep across the couch.../ The show is ended, / the curtains are drawn, / but still I faintly hear
someone's /
laughter, sarcastic, rough, / merciless (envious laughter?) / Jeering at my clumsy,/ ridiculous comic show... ( translation Dalva Lynch)
O SHOW de Tenini Que sei de seus sentimentos,/se vivo às escuras, /sem uma palavra sequer/que me diga /te gosto ou não te gosto ! Invento que você me ama
Invento estranhos diálogos/ Invento que você me fala /em esotéricas linguagens. /Imagino você aqui/bem perto ,do meu coração/e me faço bonita / sempre /para seus olhos que não me vêem./ Às vezes, no silêncio da noite, /entre taças de champanha,/no salão cheio de flores ,/ iluminado,/ ao som de músicas de Gershwin, //Porter ou Lennon:/ faço o meu show.../ Ora sou Chaplin,chapéu preto, novaiorquino,/(um certo e triste sorriso?)/Smile ?/Ora, sou Liza, /insinuante , num rendado "body"./Sedosas meias,/ nas longas pernas/,sapatos em prata a brilhar... /Tento cantar: ImagineYou 'll never know/The man I love.../ E danço, num imaginário tablado,/prá lá e prá cá /(com uma varinha nas mãos)/ como se na Broadway estivesse... /Em outros dias, /como uma Diva me visto/e invento /que no Scala ou Caracalla /estou(ou será que o meu palco é o bosque da minha rua ?) /Trino a Valsa da Musetta,/a Butterfly ou/uma Ave Maria qualquer.../Simplesmente cantarolo,no Teclado,/de Albinoni, o Adágio,/(que sai como um Réquiem) /Mas nas noites de calor ardente, /Amado meu,/desço as escadas do jardim,/enlouquecida, /envolta em véus,/inebriada pelos perfumes dos caraguatás...
Flutuo na piscina, em carícias/,em águas turquesas/,nua, como Luz del Fuego,/seios a brilharem na superfície morna,/como duas estrelas radiantes../E miro, miro Vésper distante,/tão distante ! /O meu público, /querido amado, /É só você e os pássaros da noite /(a coruja azul ou a coruja branca,/ que já não é, mas que me fascina e arrepia, /com seus piados, /na janela do meu quarto...) /E, no final do meu show,/imagino seus olhos, muito abertos(/De espanto? Alegria? Emoção?)/Sei lá...Você me atira uma rosa,/a rosa azul, colhida nos campos dos sonhos.../Depois, amado meu,/ caio exausta nos seus braços/e nos perdemos de Paixão. /Mas, de repente,/só me vejo,/(no salão ou palco iluminado?)/e adormeço atirada na sofá.../O show acabou, /as cortinas cerraram/,mas ouço ao longe, /as gargalhadas de alguém/,gargalhadas ferinas, /roucas, impiedosas,/(Invejosas?)/ Vaiando meu desajeitado, /ridículo/e cômico show...
 Whirlwind ( VENDAVAL)
by TENINI
The night was shrouded in ftalo blue. All of a sudden lightening and thunder shake up the skies. Insane energy, light and sounds, beauty and horror... Unmatched in its flashes, astounding in its boom.
I watch the river hidden in shadows. Is it fear or rebelion, its turmoil? Envy of raging seas plots of treasons? I do not know...
And on and on goes the whirlwind, lashing at everything. Trees franticly bend in insane and consented windmill submission...
Whistles the storm
through the cracks
on my window
pervading my soul,
its call as bells
sounding through the night...
And the fury of the winds comes at last
everything overthrowing.
In the darkness of night
die the lights
and I see nothing,
not even my shadow
on the wall.
I seek refuge in my bed
flinching in fright
and an infinite sadness
fills my heart
(my hand is not in yours.)
The truth sinks in
hard and naked:
I’m alone.
Alone with this gloom
sweeping my soul
into a wilderness
of solitude.
I’m afraid.
A terrible fear,
a sepulchral fear
of being a Living Dead
in the cold
infernal habitation,
the dwellings
of your loveless heart…
Translation: Dalva LYNCH
VENDAVAL - Poema TENINI.
A noite cobriu-se deazuis ftalos num repente, raios e trovões iluminam o céu. Louca energia, luzes e sons, beleza e horror... Inigualável nos seus clarões, atordoante nos seus ribombos.
Espreito o rio nas sombras, temor ou revolta, o seu agito ? Inveja dos mares bravios conluio de traições ? Sei lá... E segue o vendaval, açoitando tudo. Árvores que se curvam, submissas, frenéticas,
enlouquecida e consentida roda dos ventos... Sibila a tormenta nas frestas da janela, invadindo meu ser, o seu chamado, como sinos que badalam na madrugada... E a fúria dos ventos instala-se afinal, derrubando tudo.
No negror da noite, luzes se apagam . Nada vejo, nem minha sombra na parede do meu quarto. Refugio-me no leito, encolho-me assustada. E uma tristeza infinda invade meu coração ( não tenho minha mão na tua).
A minha verdade se instala, nua e crua, estou só. Só com a minha tristeza que varre minh'alma para o desterro da solidão. Sinto medo, medo horrível, sepulcral, , de Morta-Viva ficar , naquela gélida
e infernal morada, a morada do teu Desamor
The Green Suitcase
© Tenini
fig: The Green Suitcase, by Tenini
I have a green suitcase, where I keep all of my dreams and fancies. And who doesn’t have his own green suitcase?
There I keep several love letters, and also those letters I never sent; pictures, newspaper clips, messages, poetry, life projects…
Everything that’s kept inside a great big heart.
It’s always with emotion that open my old suitcase, and read again all that is inside, for they are my most secret life experiences. I’ve embarked on dreams, and disembarked from dreams, without ever knowing the course of my destiny.
Once they tried to destroy my suitcase full of hopes, and I almost perished in grief…
I’m always searching for a ticket to an uncoming train, or to a train that didn’t come, or one that’s just left.
And there I stand in the train station of life, sometimes disheartened, but soon I seem to catch a glimpse of a train like a blue cloud coming in the distance, and joy fills my heart…
Some other times the train stops at the station, but they don’t let me in, because I don’t have a ticket. At other times I arrive too late, and the train is come and gone, towards the golden horizon of a sunset…
And on nights of full moon, I sit on the old and ragged green suitcase, telling the stars all about my hurts, hoping they’ll understand…
Then I see a falling star as if in a miracle, and my friends the birds lend me their wings, and I fly towards the moon, holding onto my suitcase of dreams, and we drift through a never even imagined ftalo-blue sky.
We pass by shiny constelations full of stars, and I realize there’s a magical train there, whose engineer I know, and he sweetly smiles at me, from his heart stretching me his hand…
For the very first time nobody asks me for a ticket to the train of illusions, and my face shines in a big huge smile like a joyful sunflower of light, and my heart plays Joy’s harmony in key major, the Joy of Beethoven’s
9th. Symphony - to the sounds of Seraphim’s voices… TENINI ( Brasil- poetry text) Published: www.coffeedrome.com- Friends
A MALA VERDE.
Crônica Tenini
Tenho uma velha mala verde onde guardo meus sonhos e ilusões. Quem não tem sua mala verde?
Guardo ali, muitas cartas de amor e também aquelas que nunca foram enviadas, retratos, recortes de jornal, mensagens, poesias, projetos de vida, encerrados num grande coração.
É sempre com emoção que abro minha velha mala e releio tudo que nela contém, pois são minhas vivências mais secretas. Tenho embarcado e desembarcado dos meus sonhos, sem nunca saber o rumo do meu destino.
Um dia, quiseram destruir minha mala de esperanças, quase morri de tristeza.
Ando sempre a procura da passagem para o trem que há de vir, mas que não veio ou já passou.
E fico ali, na estação da vida, às vezes desalentada, mas logo diviso o trem que parece apontar lá no horizonte, como uma nuvem azul que me enche de alegria.
Outras vezes, o trem pára na estação e não me deixam embarcar porque não tenho a passagem e, em outras, chego atrasada e vejo o trem partir no ocaso dourado, onde o sol se põe...
E nas noites enluaradas, sento-me na velha e surrada Mala Verde e conto às estrelas as minhas mágoas, esperando que elas me entendam.
Então, como num milagre, passa uma estrela guia e os pássaros que são meus amigos, emprestam-me suas asas e vôo em direção a ela, agarrada à mala de sonhos e flutuamos por um céu azul ftalo, nunca imaginado.
Passamos pelas constelações de estrelas, as mais brilhantes e descubro ali um mágico trem, onde reconheço o Maquinista que me sorri docemente, estendendo a mão com seu coração.
Pela primeira vez, ninguém me pede a passagem para o trem das ilusões e meu sorriso se abre, escancarado, como um alegre e iluminado girassol e o meu coração, em tom maior, bate aos acordes de Alegria, Alegria da 9ª Sinfonia de Beethoven, em coro de serafins.
Direitos reservados.
SIM E NÃO II
Sobre a vitória do NÃO, na consulta popular sobre o Pontal do Estaleiro, creio que muitos nem se deram conta das razões da escolha. O povo estava sedento de dizer um Não, um Basta a tudo
que nos cerca.
Não era um Não para a orla, porque construir no local apenas comércio não vai colar.
Quem vai querer investir em área comercial num lugar ermo de residências?
A longo prazo vamos ver como esta vitória se comportará, temo apenas que o local sirva apenas para desocupados e tráfico de drogas, como já aconteceu em outros locais.
Os desvalidos perderam empregos com a decisão da maioria.
Em todo caso, democraticamente, aceito a derrota porque tenho exemplo das eleições Presidenciais , Estaduais e outras que o povo se arrependeu amargamente por ter votado no vencedor.
Neste caso, a derrota foi do Ser Humano. ( des. tenini: arvoredo)
Tenini
A EXPOSIÇÃO DO MARGS
Sómente ontem fui ver a exposição sobre a Arte em homenagem à França no Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Encontrei um público numeroso para entrar e ver a mostra, às 16 h, composta basicamente de jovens e de pessoas da 3 ª idade, devido ao horário.
Gostei muito de rever alguns quadros importantes, ainda que, especialmente as naturezas mortas não fossem tão belas como as que eu vi no Louvre.
Mas valeu, especialmente pelo quadro das Meninas de Renoir, propriedade do Museu de Arte de São Paulo que o Louvre deve invejar...
Aliás, a multidão ficava extasiada diante do quadro fazendo referências das mais elogiosas ao gênio do Impressionismo, Renoir.
Como figurativista, apreciei os retratos da mostra, pois é neles que sentimos a mão do gênio pelas expressões que transmitem.
São raros os artistas que têm esse dom.
Todos podem pintar bem, mas captar as expressões do Ser humano é uma das coisas mais divinas da Arte e só quem tenha mão especialíssima pode reproduzir.
No Mercado de Arte Mundial do 1º Mundo, os retratos ou quadros que representem figuras humanas estão entre as cotações mais altas.
Algum neófito em Arte ou que tenha o dom, pode influenciar-se e achar que pode percorrer os mesmos caminhos alcançados pelos artistas do Impressionismo.
Não é assim, os tempos mudaram e a representação nas cores também mudou.
Nos quadros anteriores à Arte Moderna verificamos que os tons pastéis e escuros predominavam porque não havia luz elétrica, as pessoas eram vistas com muitas sombras acentuando expressões.
Hoje, o excesso de claridade, mudou a representação na Arte.
Penso que a Arte Contemporânea ainda não alcançou o pique alcançado no Impressionismo.
Teremos de avançar para tirar o melhor dessa claridade toda.
A fotografia jamais tirará a importância da pintura porque esta tem a perenidade que o papel deixa a desejar. ( Des. modelo-vivo em pastel oleoso Tenini)
a minha pessoa, posso dizer que tenho quase
.
(Alegria de viver- quadro em pintura acrílica Tenini)

( Da coleção de FLAGRANTES DE FINAL DE SÉCULO XX, de Tenini


DOCUMENTÁRIO POÉTICO SOBRE MÁRIO QUINTANA. ( 16/08/2009)
Assisti a pouco, um maravilhoso documentário poético sobre Mário Quintana, realizado pela TV-COM local, de Porto Alegre.
Quem conhece o grande poeta rio-grandense sabe que foi jornalista, escritor e tradutor da Livraria do Globo dos bons tempos.
Como jornalista , tinha uma tira diária no Caderno H da imprensa local, onde colocava seus pensamentos poéticos sempre judiciosos e líricos.
Não havia leitor de jornal que não gostasse de seus pensamentos. Era um homem com alma de criança.
Nunca casou e supunha-se que tivesse casos amorosos, mas o que era evidente é que Mário era um amante platônico de mulheres célebres, tais como
a poetisa brasileira Cecília Meirelles, a atriz e poetisa Bruna Lombardi.
Com sua alma de criança escreveu livros infantis, entre eles o Pé de Pilão .
Não me cabe aqui fazer uma biografia do poeta porque pesquisando no Google existem inúmeros e excelentes textos sobre Mario Quintana.
Certa vez , nas imediações de onde morávamos , na av. Alberto Bins, vimos Mário num Café das proximidades. Era noite e o café estava vazio, o poeta estava só, tomando uma cerveja e falava sozinho.
Teria uns 60 anos ou mais e meu marido quis falar com ele para dizer de nossa admiração pelos seus textos.
Fiquei à distância e Mário ignorou meu marido que retornou muito chateado porque tinha alma de poeta , pertencente à tradicional família dos Figueiredo Pinto, ligados à poesia, principalmente a tradicionalista.
Então eu consolei meu marido e expliquei -lhe que o Mário estava num momento de criação e todo artista quando está no seu momento de criação não gosta de ser interrompido. Como artista eu tinha entendido o poeta.
Quando de sua morte, o velório foi emocionante porque todo o povo estava ali, gente importante e do povo em geral, inclusive os pobres. Era uma multidão que velava o corpo de seu poeta mor.
Lembrei de sua desilusão por não ter sido aceito na Academia Brasileira de Letras que era seu sonho. Foi derrotado pelo Senador Sarney, que escrevera um livro de poesias... A política vencia o verdadeiro poeta.
Os fatos de agora demonstram o quanto andou errada a Academia Brasileira de Letras, que jamais poderá ser compreendida. A resposta do poeta foi " Eles passarão, eu, passarinho..." Desde então, desacreditei nas eleições da A. B. L.
Mas espero que a RBS , dona da TV-COM , coloque à venda o CD deste maravilhoso documentário para que eu possa enviar à minha filha e netinhas.
Quero que minhas netinhas burilem a alma lírica, que norteou os caminhos desta avó e de sua mãe, que também faz belas poesias.
Preencher de sonhos as cruas verdades da vida é um dos melhores remédios para o nosso bem-viver. ( Quadro AMOR PLATONICO- óleo s/tela Tenini)
Quadro: DAMA, 0,80 x 0,80- DAMA- acrílica s/tela Tenini A PONTE DA ESPERANÇA ( Conto Teresinha Canini Avila - TENINI)
A Dama esperou que seu motorista abrisse a porta do carro, uma luzente Ferrari vermelha.
Ele colocou a pequena mala no carrinho e perguntou se ela queria que a levasse até o guichê de passageiros., ela agradeceu e desenvolta dirigiu o carrinho com a mala e desapareceu entre as pessoas que entravam ou saiam do aeroporto. Olhou as indicações de horários e constatou que chegara cedo, pois teria de esperar ainda 45 minutos pelo avião.
A Dama dirigiu-se ao guichê da Aerosul e entregou a passagem e recebeu o ticket da mala. Estava nervosa. Afinal, nunca tivera uma decisão tão repentina como aquela. Sorriu ao ver-se no espelho de uma loja. Era bonita, apesar
de não ser mais jovem,. Entretanto, o trato, as roupas que vestia, o porte elegante o sorriso cativante faziam dela uma mulher muito especial.
Mas, especial mesmo, era sua personalidade esfuziante, uma aura que a todos encantava.
Era mulher acostumada aos olhares de curiosidade ou admiração. Por que despertaria essa secreta admiração por onde passava? Perguntava-se... Sua elegância? Seu ar feliz? A pele clara, os cabelos dourados e prateados?
Não sabia, mas foi por tudo isso que decidira ir ao encontro daquele jovem lá no Piaui , seu namorado virtual pela Internet ... Relembrou: conversaram sobre tudo e sobre eles mesmos durante dois longos anos e o afeto foi
se aprofundando a cada dia, a ponto de se confessarem apaixonados um pelo outro. Parecia que as diferenças de idade desapareciam quando ficavam frente a telinha e amavam as palavras ali escritas pelos dois.
Por isso, em dado momento, ela tomou a decisão: Iria ao encontro dele para o amor ou para o cáos... De repente, uma coragem maior do que a realidade sobrepujou as dificuldades e as dúvidas. E ali estava ela, no aeroporto de
sua cidade, no interior de São Paulo para buscar o destino.
Como seria recebida? Não avisara ao Amado sobre sua viagem. Preferia fazer surpresa.
Não, não iria à casa dele. Ela sabia o horário e o trajeto que ele costumava fazer, quando retornava do trabalho para o pequeno apartamento de sua família... Conhecia-o pelas fotos, julgou que seria o suficiente.
Ela reservara o melhor hotel da cidade e sabia que encontraria um clima de calor senegalesco e por isso colocou na mala roupas muito vaporosas e em cores que a favoreciam. Não esquceu o amplo chapéu de palha italiana,
com rosas vermelhas..
Queria encantá-lo de chegada!
Enquanto enlevava-se com pensamentos o tempo passava rápido. Logo se viu em pleno vôo e a rápida escala. Atravessou mares e céus e sentia-se como um pássaro raro a transpor o Atlântico...
De chegada, percebeu que aquele era um outro mundo, muito diverso do seu. Havia muita pobreza por onde passava e o grande desnível social era flagrante. Havia mansões , mas também prédios decadentes. Um outro Brasil s
e descortinava ali. As pessoas eram escuras de pele, sem serem negras e de uma magreza própria da desnutrição. Este quadro chamou sua atenção e comoveu-se. Sentiu os olhos úmidos quando examinava a população humilde do lugar.
O hotel era de categoria 5 estrelas, portanto, ficou aliviada com o conforto encontrado. Na suíte ampla e refrigerada, percebeu uma cama de casal muito bem posta , as cortinas nas janelas eram leves e uma porta dava para o terraço, onde
avistava-se parte da cidade e o rio... Respirou fundo . Estava ali, a um passo do seu amado. Louca? Se suas amigas e parentes soubessem da sua ousadia, diriam que ela estava louca... Olhou-se no espelho da cômoda. Sorriu e a mulher
que viu ali, era bela e feliz. Não era o bastante?
Sentou-se na cama e foi descalçando os sapatos, tirou delicadamente as meias das longas pernas, bem torneadas, a saia, o blazer, o sutiã e viu-se nua em cima daquela cama... ... Deitou-se nas cobertas macias e imaginou que o encontro
selaria aquele desejo entre os dois que sempre ficava no ar...
Olhou as horas e viu que poderia descansar umas 4 horas, antes de ir aquela ponte, onde certamente ele passaria de volta para casa...
Planejava uma longa e ardente noite de amor. Iria mostrar-lhe todas as seduções de que uma mulher seria capaz! Nua assim, deixou-se repousar na cama e dormiu como uma criança, sorrindo...
Despertou meia hora antes do planejado e correu ao banheiro para tomar um rápido banho. Produziu-se com pouca maquilage, mas pintou os lábios na côr vermelha laranja, na forma dos seus lábios, em coração...
o detalhe fazia um belo contraste com a pele alabastrina, com tênues mas indisfarçáveis rugas.
Colocou um vestido leve na cor azul noite, estampado com minúsculos ramos de flores em rosas , amarelas e vermelhas.. Completou o traje com uma sandália dourada de saltos baixos, deixando seus pés com as unhas vermelhas,
à mostra... Penteou os cabelos sedosos, curtos e cheios. Ajeitou as alças do vestido para que os ombros ficassem à mostra, colocou os óculos escuros espelhados e cuidadosamente arrumou o amplo chapéu de palha italiana
que emoldurou seu rosto de uma forma agradável e bela. Olhou-se no espelho: Um quadro de Renoir! Sorriu vaidosa...
Antes de sair colocou o perfume predileto, Loulou... Desceu o elevador para o salão e sua passagem foi saudada com cumprimentos e olhares de admiração.
Saiu para a rua e sentiu as pernas tremerem... Será que faltaria coragem, justamente agora, que já estava quase chegando a alcançar o maior sonho de sua vida? Não, dizia ela para si mesma.
Foi perguntando pela ponte da Esperança, conforme ele lhe dissera. Ninguém sabia informar onde ficava... Não conheciam e o pior de tudo, ela sentiu-se só e perdida naquela cidade estranha.
Teve vontade de gritar alto o nome do Amado, mas conteve-se. Foi andando, andando, na direção do rio. Um rio onde não havia nenhuma ponte, mas ela intuiu que deveria ser por ali.
De repente, viu-se entre uma multidão de rostos que ora sorriam ora a olhavam maldosos ou atrevidos. Ela começou a suar, o calor era insuportável, tinha vontade de fugir, de atirar o chapéu no rio e correr descalça de volta
para o hotel e tomar o primeiro avião para casa. Parecia que haviam milhares de Amados, rostos todos semelhantes, como o reconheceria? Os olhos foram enchendo de lágrimas que escorreram pelas suas faces, misturadas com o suor,
sentiu-se desfalecer. Sentou-se na beira da calçada e um homem jovem chegou-se a ela e perguntou:
- Sente-se mal , minha senhora?
Ela o olhou, atrás dos óculos escuros espelhados e reconheceu o Amado. Mas seria ele, mesmo? Não ousou perguntar. Nada respondeu, se era ele, não a reconheceu. Perguntou onde ela morava e se queria que a levasse de volta
para o hotel.
Num fio de voz, ela respondeu:- Não, já estou melhor. Obrigada...
Levantou-se, ajeitou o vestido, tirou o chapéu e voltou só para o hotel, sem olhar para trás, com o coração em frangalhos... No rosto, suor e lágrimas apenas...
O SIM
PARA O PONTAL DO ESTALEIRO
( foto: natureza X urbanização) Tenini
Tenho falado da minha casa e do visual que tenho do lago, dos passarinhos que rodeiam nossas casas aqui no alto
do Sétimo Céu, da Reserva Ecológica que vizinha com o nosso logradouro.
Entretanto, sou daquelas pessoas que acham que a zona sul tem tudo para se transformar no pólo turístico de Porto Alegre, respeitadas suas características principais.
Mas isto não quer dizer que sejamos contra o desenvolvimento, pelo contrário, temos consciência de que o crescimento da cidade exige que tenhamos de ceder para transformar a zona sul de Porto Alegre
num point turístico que sua natureza exige.
Assim tenho discordado de alguns movimentos ecologistas que se apresentam contra o crescimento da cidade, dificultando a Prefeitura e até empresas privadas de se instalarem pelas imediações.
Vejo o lado humano das pessoas desvalidas que vivem nestes bairros e que estão carentes de empregos e de oportunidades para um crescimento social. E são milhares delas.
Vejo o perigo de transformarem a zona sul em “terra de ninguém” onde daqui a pouco teremos guerrilhas urbanas como no Rio de Janeiro.
Precisamos evitar que tal aconteça e não é impedindo o desenvolvimento que alcançaremos o que almejamos.
Temos que vigiar, sim, mas sem exageros que empacam e não levam a nada.
É bom morar aqui, desde que tenhamos uma infra-estrutura que nos assegure tudo que precisamos como: comércio amplo, bons restaurantes, bares, cafeterias, teatros, cinemas, galerias de arte ,
espaços para o lazer dos moradores e dos visitantes, entre outras necessidades.
Precisamos de segurança para apreciar o belo de perto e não de longe como acontece agora com o Pontal do Estaleiro, onde é perigoso de ser assaltado, estuprado e morto.
A urbanização do local é uma necessidade tendo em vista a realidade social em que estamos inseridos, por isto sou a favor do SIM à construção de um polo cultural, esportivo , de culinária e residencial
no local, desde que respeitadas as características da vista privilegiada, oportunizando ponto de atração turística, seguro para todos portoalegrenses e quem nos visitar e não apenas para marginais.
Tenini
tenini@terra.com.br
A MODELO NEGRA.
Revendo meus desenhos de modelo-vivo, quando frequentava a Casa de Cultura Mario Quintana, encontrei vários desenhos da Modelo-vivo negra, cujo nome não sei.
Ela era muito bonita, com belos e expressivos olhos negros e aqui está um perfil da moça que posava para nós.
Quando faço desenhos de modelos-vivos, detenho-me mais no rosto e expressões fisionômicas do que no corpo.
Tenho vários desenhos da modelo negra, mas todos enfocando seu rosto e que compartilho apenas um detalhe do desenho para vocês.
Não sei o que fazia ou o que faz e onde está agora. Mas ela daria uma boa artista para o teatro ou cinema. ( detalhe do Desenho em pastel seco sépia de modelo-vivo. de Tenini)
O ALEMÃO.
Talvez nem fosse alemão, poderia ser descendente de qualquer etnia de origem nórdica.
Mas me chamou atenção porque era muito claro porém o rosto estava queimado pelo sol em tons vermelhos. Os cabelos eram completamente loiros, com as pontas esbranquiçadas de tão claras.
Os olhos eram de um azul celeste , leve estrabismo, com espessas pestanas loiras.
Teria entre 25 a 30 anos , sentou-se na mesinha do café, sem saber exatamente o que pedir, virando e revirando o cardápio. Talvez não entendesse a língua...
Ficou ali longo tempo com um copo de água mineral na frente, como se
estivesse á espera de alguém ou de ninguém.
Era de estatura baixa , mãos muito claras e pequenas , não estavam queimadas pelo sol como no rosto.
Primeiro imaginei que se tratasse de algum estrangeiro ligado à agricultura que estava aqui para conhecer nossos campos para orientar os plantios.
Depois cogitei que talvez estivesse enganada porque as mãos eram finas e não tinham vestígios de quem trabalhasse no campo...
Lembrei de Van Gogh que pintava os campos , agricultores e as pessoas da Vila Rural.
Enquanto pensava ia desenhando e aquarelando o visitante.
Em determinado momento penso que ele desconfiou que eu o pintava e me encarou simpaticamente para ver se eu correspondia. Mas eu não estava com vontade de explicar nada , apenas fazer o meu trabalho.
Quando terminei o cartão, pensei em pedir ao garçom para que mostrasse ao jovem “alemão” ( porque cismei que ele seria dessa origem). Depois desisti da idéia porque o cartão ficara bom e eu não queria perdê-lo.
Se ele tivesse vindo falar comigo, certamente eu daria ou venderia o cartão, afinal sou uma artista. Mas exigiria uma cópia para a minha coleção.
Como nada ocorreu, pedi a conta e saí.
Se ele perguntar algo ao garçom, saberá que sou artista e que poderá me encontrar amanhã no local, então já terei cópia do meu trabalho e cederei o flagrante, com prazer...
A DAMA DO CAFÉ.
Na falta de flagrantes mais interessantes, tive a atenção despertada pela Dama de casaco preto e lenço amarelo. no pescoço. Em torno dos cinquenta e vários anos, tinha uma postura elegante mas discreta como se não conhecesse
bem o ambiente que pisava.
Não era bela mas tinha um rosto interessante e anguloso.
A pele reluzia como se fosse tratada com cremes de qualidade, talvez retoques de um cirurgião plástico.
Usava jóias portentosas em ouro e seu perfil tinha qualquer coisa que lembrava a raça árabe.
Então imaginei que a Dama fosse de São Paulo e se dedicasse ao comércio da moda e viera ao sul para verificar o andamento de uma filial , justamente instalada no local.
Claro é apenas uma suposição, mas imaginei que ela fosse de uma família rica e que se dedicou aos armarinhos a vida toda. E ali estava ela para gerenciar uma filial que não apresentava resultados esperados.
A crise atinge todas classes sociais com um Governo preocupado não no desenvolvimento, mas eternizar-se no poder, através de medidas demagógicas e completamente anti-sociais porque vai aprofundando a crise que atinge
a classe média e a média alta, em cheio, justamente, as que poderiam alavancar o progresso do comércio e industrial do país.
Não sei se a Dama pensava nisto ou estava ali, contrafeita com a tarefa que lhe incumbiram.
Mas o desenho além de fiel à Dama, teve a profusão de cores da aquarela e que representam o universo de sua vida em tons fortes , suaves ocres e cinzas...
A INFLUÊNCIA DA ARTE.
O Museu de Arte local está apresentando até 30/08 a Mostra da Arte na França, alcançando grande público em visitações.
Há uma preferência pelo Impressionismo e os quadros desta época são os escolhidos do público como os melhores.
De São Paulo, veio o quadro das Meninas de Renoir e que parece estar influenciando as famílias onde existam duas meninas.
Assim, tenho visto no shopping duplas de garotas ou crianças desfilando juntas e pelos traços fisionômicos se percebe que são irmãs.
Exemplifico com as garotas do desenho, certamente são irmãs porque alguns traços como os olhos,eram iguais.
Uma é ligeiramente mais velha do que a outra, embora uma seja mais loira .
Mas o comum é que , anteriormente à exposição do Margs, cada jovem tinha seu grupinho e irmãs raramente andavam juntas, preferindo a companhia de amigas.
O flagrante acima é de irmãs que tomavam um lanche juntas e depois foram ao cinema. Gostei de ver.
Pode ser que eu esteja errada na minha observação, mas a Arte não só influencia a Moda, a Vida imita a Arte e vice-versa.
ARTE DA VIDA.
Muitas pessoas querem saber quem é a minha inspiração para compor poemas ou trabalhos de arte.
A Arte sempre esteve comigo, desde que comecei a manifestar meus primeiros traços aos 4, ou 5 anos. A sensibilidade aguçada foi
aperfeiçoada quando aprendia piano.
Nasci em berço com influência européia, portanto, minha vida foi difícil, apesar de receber estímulos para a Arte por parte dos meus pais.
Entretanto, os tempos eram outros , difíceis para nossa família e o enfoque que a minha mãe deu foi para lutar pela sobrevivência e, com ela, toda a minha fragilidade inata teve de ser reforçada para enfrentar o amanhã. Sempre o amanhã.
Ainda hoje, quando todos descansam, tenho ímpetos para continuar lutando porque o amanhã virá com mais luz.
Não tenho talento para ganhar dinheiro com a Arte... ela flui das minhas mãos como dádivas divinas. Ainda assim, amealho obras que para os outros não teriam a menor importância mas que para mim são pedaços de vida.
Tenho consciência das minhas limitações e estou sempre lutando para superá-las.
A minha autocrítica é muito forte e não sou daqueles artistas que não reconhecem os próprios limites , forçando uma falsa notoriedade, sempre alicerçadas num nome importante de família ou do dinheiro.
Conseguem, mas a que preço? O da dignidade? Almejam a posteridade ou o imediatismo da fama imerecida?
Assim, sei que meu trabalho é o pouco que possuo e distribuo sempre que posso não como exibição mas para mostrar aos outros que a vida é uma constante luta, onde quer que estejamos.
A Poesia é um estado de espírito e eu sempre gostei dela.
Uma poesia que escreves também pode servir para outro leitor que sinta as mesmas emoções.
Não raramente me dizem;” Aquela tua poesia diz o que sinto!”
Nas Crônicas poéticas que escrevo, recebo manifestações idênticas.
Mas reconheço que não sou poetisa que mereça este nome, embora minha alma goste de libertar a sensibilidade que tenho.
Já pesquisei na árvore genealógica da minha família e encontrei entre os ancestrais importantes poetas e artistas italianos de séculos remotos, talvez daí, as coisas possam ser explicadas.
Mas eu preciso estar amando alguém para fazê-las.
Muitas vezes são apenas, amores platônicos.
Porque amor mesmo, foi meu marido que morreu nos meus braços.
Mas sou uma eterna amorosa e quando não tenho ninguém, como agora, releio tudo que escrevi e revivo intensamente os sentimentos.
Isto me faz viver!
Isto me faz feliz, me faz criar.
Isto me faz esperar, sempre, pelo amor que virá, mesmo que ele não chegue nunca!
YEDA, UMA ANNA MAGNANI NO RIO GRANDE DO SUL?
O flagrante foi feito de memória, não saiu como eu queria,
pois no momento que ela estava sendo entrevistada pela TV com, eu estava sem material de desenho nas mãos.
Mas o que me impressionou e deve ter impressionado a todo Brasil, foi a postura da nossa Governadora, a paulista que governa os gaúchos.
Ela foi brilhante em tudo, respondeu à altura , as provocações lançadas pelos guris do Ministério Público de Santa Maria.
Ora, acusar alguém sem ter ido a julgamento prévio é um caso muito sério sob o ponto de vista jurídico.
Se eles fizeram um bom trabalho, não sei, mas as declarações finais foram nitidamente uma manifestação política em prol do PT
Nada de estranhar, o candidato ao Governo do Rio Grande do Sul é o atual Ministro da Justiça que chegou a esta posição, politicamente, porque antes foi advogado trabalhista, onde ganhou milhões em ações trabalhistas .
Os guris do Ministério Público ganham polpudos salários e residem em mansões ou apartamentos luxuosos, em sua grande maioria e, talvez daí a conveniência em apoiar o atual Ministro que quer “limpar terreno” para sua
candidatura ao Piratini, mas de olho na Presidência da República.
A postura de Yeda foi brilhante e teatral! Uma mulher de verdade que lembra as mulheres fortes italianas que a cinematografia européia tem destacado.
Entre as artistas fortes, exemplo de mulher que se impõe perante os homens, foi a atriz Anna Magnani.
Será nossa governadora uma outra Anna Magnani? Afinal, corre no sangue dela a descendência italiana que deslumbrou São Paulo pelo trabalho que os imigrantes fizeram.
Tudo por quê? A Governadora comprou uma casa em má hora, bem no início de seu governo.
A casa dela não é melhor do que as que existem no meu bairro, onde residem muitos serventuários da Justiça, todos bem remunerados em termos salariais.
Assim, acho que o barulho que estão fazendo visa dar proteção a um lobista como existem tantos por este Brasil afora, junto aos Governos de qualquer esfera.
O Planalto não tem os seus? Então?
Só que o Lair parece estar forjando provas em troco da “delação premiada” que para o PT representa o governo do Estado.
Uma figura, portanto, desprezível!
É o que penso e espero que muitos gaúchos também.
Há que separar o joio do trigo.
A Yeda está fazendo um bom governo, em que pesem as loucuras ao trocar de Secretários do governo a toda hora, acossada pela oposição ferrenha .
Acresce que para o gaúcho ser mandado por mulher, é uma afronta!Azar o deles, quem vota, a maioria, somos nós, as mulheres.
Ao final de tudo, que saudades de um Getulio Vargas, um Leonel Brizola que governaram com lisura , entraram e saíram dos Governos com os mesmos patrimônios!
“ENQUANTO OS CÃES LADRAM A CARAVANA PASSA”
No Rio Grande do Sul, todos sabem, que o Tarso Genro tinha como meta a Presidência da República, o que tem sido obstado pelo PT de São Paulo, pelos comparsas
do antigo time do Zé Direceu...
Ele foi Prefeito, depois Deputado, depois se alçou aos patamares nacionais e ficou deslumbrado com o Poder. Sua meta é a Presidência da República, reafirmo.
Mas agora, quer concorrer ao Governo do Estado, na esperança da recomposição do PT na memória dos gaúchos, o que acho difícil ante experiências negativas , anteriores .
Então o PT, através da Luciana Genro, filha de Tarso que não pertence mais ao partidão mas é lider no Psol, decidiu investir qual cão furioso contra a Governadora Yeda Crusius pedindo o impeachman.
A última atitude do Ministério Público local foi exorbitante, pois acusou a governadora e outras pessoas públicas honoráveis, sem ter o direito de fazê-lo públicamente sem julgamento prévio,
estourou um estopim que podem ser danosas para o Estado.
Admiro essa gurizada do MP mas é uma pena que todos eles, deslumbrados com os altos salários recebidos, empunham sem pejo a bandeira vermelha, deixando entrever nos seus depoimentos
.o lado político que convém a eles.
Esta é uma visão simplista de quem nada entende de política, mas que observa ao seu redor o desmonte de seu Estado.
Não defendo a Governadora, mas os escândalos nacionais estão envolvendo justamente partidos que seriam ou deveriam ser de oposição à Lula.
Sarney, interessado no próprio feudo, deixou de ser oposição ao PT para acumpliciar-se com ele. Bem feito, está completamente desmoralizado perante a opinião pública.
Há uma safadeza no ar, em todos os setores. Todos parecem estar voltados para um lado do problema, enquanto do outro, as tramóias políticas avançam silenciosamente, porque “enquanto os cães ladram ,
a caravana passa...”
e os dinheiros nas cuecas, também...Agora o "partidão" começa a investir contra a política paulista, mas lá tem cachorro grande para correr com os "viralatas" ( o que até acho uma ofensa aos verdadeiros "viras..") O povo assiste tudo passivamente, como a um filme de ficção.
Pagarão caro por isto!
Então, não temos mais direito de decidir quanto ao nosso dinheiro porque os cofres da Nação estão em primeiro lugar.!( Brasil) Então, não temos mais direito de decidir quanto ao nosso dinheiro porque os cofres da Nação estão em primeiro lugar.!( Brasil)Então, não temos mais direito de decidir quanto ao nosso dinheiro porque os cofres da Nação estão em primeiro lugar.!( Brasil)
CONVITE: VISITAREM OS SITES: www,joaquimevonio.com ( de Portugal para escritores e artistas ) e www.tenini.com.br ( com obras desta artista)
DIA DA AVÓ.
Já havia passado o dia da avó, 26 de julho, quando flagrei esta avó com as 2 netas a olharem a vitrine de uma loja que oferece produtos especiais em sapatos
feitos a mão por pessoas com limitações físicas. Os preços são altos porque os sapatos são feitos de um a um, como obras de arte.
Entretanto, embora a avó já necessitasse dos tais sapatos especiais, não se animou a entrar na loja.
Creio que as netas estavam encarregadas de comprarem algo para a avó e elas foram olhando de loja em loja, algo que fosse barato e agradasse à avó.
Há pouco estive em São Paulo e minha filha fez tal trajeto comigo, mas minha netinha de apenas 3 anos nem se dava conta de nada.
Como uma avó compreensível dos tempos atuais, escolhi um presente bem barato que estava em liquidação. O que vale é a intenção.
Muitos são contra estas datas inventadas pelo Comércio, mas eu acho válidas porque lembram a muitos esquecidos e cegos ao seu redor, que as pessoas existem, sejam mães, pais, avós ou filhos.
Por mim, preferiria apenas uma flor, qualquer que seja, uma rosa, um crisântemo ou um vaso de flores... ( ilustração; desenho-flag.aq. Tenini )
MAIS DESCONTOS DE IMPOSTO DE RENDA
Algum engraçadinho do Ministério do Planejamento, provavelmente algum gurizão engravatado, contratado entre os apadrinhados políticos, achou uma solução “genial”
para conseguir dinheiro para aumentar a famigerada Bolsa Família que o Poder Central está distribuindo a varrer pelo Norte e Nordeste do país, com fins demagógicos.
O tal “iluminado” apresentou e foi aprovado pelo Ministério do Planejamento do Governo Federal, o seguinte: Todo servidor federal que tiver dois rendimentos pagos pelo
Governo, serão somados para desconto do Imposto de Renda , a partir de julho.
Então, não temos mais direito de decidir quanto ao nosso dinheiro porque os cofres da Nação estão em primeiro lugar.
Assim, viúvas pensionistas e servidoras do Gov. Federal estão enquadradas nesta lista. Mais, todos os médicos e demais técnicos federais que acumulam dois empregos, também...
Não importam que os salários recebidos sejam vis e por isto, a necessidade de terem dois vínculos empregatícios, o raciocínio do “gênio” é de que descontos antecipados evitarão que os servidores tenham de "devolver dinheiro
para o IR por ocasião da declaração anual.".. “podendo até receber de volta”...
Só que o “gênio” não percebeu que temos o direito de usar nossos rendimentos com tratamentos da saúde cujos convênios não pagam , com pagamentos de escolas para nossos filhos, para a compra de livros, para donativos às
instituições de caridade de nossas escolhas etc., além do que, os “assaltos” a partir de julho, reduziram salários, desconsideraram direitos legítimos ao longo dos anos,
retornando ao que ganhávamos há 5 anos atrás...
Numa penada, ( bickada ou bocada) os aumentos de salários concedidos em anos anteriores foram suprimidos!
Como sempre, ficaram de fora do “assalto “ premeditado pelo Ministério do Planejamento , servidores que estejam exercendo função no Executivo Federal, cedidos pelo Legislativo ou Judiciário, a nível federal ou estadual...
Entretanto quem tiver um salário de mais de R$16.000,00 não será atingido pela medida porque está recebendo apenas um salário...Militares e suas pensionistas também estão fora do arrocho. Como podem lançar descontos que atingem apenas os servidores da União? Assim, a escolha do desenho de hoje são umas boas "marteladas" na cabeça do “gênio” que conseguiu “inventar mais este assalto” contra os funcionários da União.
Iremos todos em busca dos nossos direitos, custe o que custar! ( Ilustração: MARTELOS- DES. Tenini)
A CELEBRIDADE.
Os jogadores de futebol podem manter a celebridade que alcançaram quando não se afastam das atividades esportivas, especialmente na condição de técnicos
de times importantes.
Eu estava no café do Barra Sul quando vi ,atrás de mim, as pessoas chegarem e tirarem fotos.
Olhei para trás e reconheci o Dunga, técnico da Seleção brasileira, que tomava café em companhia de um cabeleireiro do salão do Hugo ali perto.
Mas o povão que passava, reconhecia o ex -jogador e agora técnico, parava para uma foto digital do celular em companhia do astro...
O povão adora celulares caros e sofisticados, com máquinas fotográficas digitais para aproveitar um instante ao lado de alguma celebridade .
Penso que as celebridades gostam desta publicidade porque não recusam os pedidos e parecem satisfeitas por serem reconhecidas.
Imagino aqueles que se afastam das atividades esportivas e passam a ser ignorados pelo povão. No fundo, devem ficar magoados por terem dado tanto para o esporte nacional, mas os novos tempos os esqueceram.
Certa vez na Direção de um Centro Social, vi o ex- jogador Tesourinha, já de cabelos brancos, chegar no plantão do nosso atendimento.
Chamei um colega e pedi para atenderem, de imediato, o antigo jogador e acompanhei seu pedido até a concessão do que pleiteava.
Ele ficou muito grato e envaidecido pela minha atenção, num momento da vida que ninguém mais se lembrava dele.
Assim é a vida. Com todos é assim.
Os anos passam e algumas pessoas julgam que a velhice seja desprezível e os velhos passam a ser "invisíveis" até para familiares...

A JOVEM DO GORRO VERMELHO.
Foi no inverno de 2003 que vi a jovem de gorro vermelho, passando pelo shopping.
Todos invernos o flagrante se repete porque sempre haverá adolescentes que, no inverno, usam gorros vermelhos.
É lindo de se ver, seja em Paris, Londres, Roma, Berlim, New York, Buenos Aires, Montevidéu, no mundo todo, afinal,
apreciarmos a juventude em alegres andanças seja em grupo ou mesmo só, com o sorriso delineado nos cantos da boca, enfrentando o frio da estação entoando canções infantis que saúdam os bonecos de neve.
E, onde não há frio, mesmo assim, o sonho não se perde e, quando o poder aquisitivo da família suporta, férias em cidades serranas são buscadas para alegria da meninada.
Pessoalmente não me agrada o Inverno, na maturidade da vida em que me encontro, mas houve um tempo em que não importava a estação, cada uma delas tinha a sua beleza.
No Inverno, os jovens preferem roupas coloridas, as faces estão mais coradas e o olhar mais confiante e esperançoso.
Há prenúncios do Amor no ar e a vida é uma constante alternância entre a alegria e as tristezas sem explicações...
Quanto a mim, ainda uso o vermelho, o laranja, o azul, o violeta e cores alegres nos detalhes do traje preto que costumo usar.
Para uma artista, as cores são de vital importância e como trabalho com elas diariamente, driblo os momentos em que percebo que nem tudo está como eu gostaria que fosse... porque enganar-se a si mesmo, faz parte do teatro da vida.
BEATITUDE
O casal passou ligeiramente pelo Café , estavam, principalmente ele, empolgado pelo filhote. Primeiro filho ?
Para a jovem mãe, certamente.
Um ar de beatitude envolvia aquela família, então, decidi não desenhar mais nada, apenas pintar o momento...
DO COTIDIANO

O flagrante que anexo foi feito ontem onde a mãe e suas duas filhotas tomavam um lanche antes de um programa no shopping Barra S. Sul ou planejavam ir ao MARGS conhecer o quadro das Meninas de Renoir?Bonito de se ver a postura da família, ainda sob a proteção materna.
A menina mais velha, em torno de 11 a 12 anos, está em fase de transição como adolescente e breve vai querer por os “manguitos de fora”, como se diz aqui no sul...
Quem tem filhos sabe que tudo pode mudar de uma hora para outra e começam as teimosias e provocações que os adolescentes costumam aprontar...
Eu poderia apostar que elas são de Novo Hamburgo , de São Leopoldo ou imediações...pelo típico físico.
Trabalhos de desenho, como os flagrantes que faço não são nada fáceis, se considerarmos que os cartões Montval ( franceses) medem 10,5 cm por 15,5 cm.
Tentem fazer e depois me falem...
Ainda não foi resolvido o problema do meu ar condicionado SPLIT da LG.
A assistência técnica ACTA, desta cidade, informou que só em finais de agosto poderão atender meu pedido.
Como não estou disposta a esperar o frio passar, telefonei para um técnico particular que me disse que o problema pode ser desde falta de gás no aparelho, defeito de instalação ou do próprio aparelho ou mal posicionado,
ocasionando dificuldade para o funcionamento do mesmo, daí os longos suspiros de “arrepiar” que o Split está dando.
Uma amiga cogitou que talvez fosse falta de limpeza no filtro.
Mas a firma Acta colocou o aparelho encostado ao teto . Assim, mesmo usando a escadinha não consegui alcançá-lo para fazer a tarefa...
A verdade é que quanto mais me explicam o que está havendo com o Split , mais chego a conclusão de que as especificações técnicas não condizem com a realidade porque estão fazendo aparelhos com potências inferiores às
necessidades do nosso clima como se no Brasil não houvesse Inverno!
Como explicam, então, por quê meu aparelho anterior da GE, que funcionou corretamente durante mais de 25 anos e esquentava todo ambiente, tinha potência 17000 btu? O Split da LG tem 18000 btu e não esquenta nada?
Tentei uma manhã toda ligar para a LG, mas eles mandam aguardar e desligam...
Entretanto, o episódio já me rendeu boas risadas e dos meus amigos quando conto sobre os suspiros gelados do meu Split, que está apavorado com o frio que está fazendo...
FÉRIAS ESCOLARES.
As férias de julho e a gripe A estão prolongando as férias escolares de julho.
Este ano, neste sul do Brasil os níveis baixos de temperatura alcançaram zero grau em Porto Alegre, , sendo que no interior,
o nível foi abaixo de zero.
Então, não há refúgio melhor do que os shoppings para fugir de uma tarde gelada em que no Brasil não possuímos calefação para os Estados do Sul, cuja temperatura no inverno é muito baixa.
É incrível que os governantes não tratem deste assunto que mereceria um estudo melhor para baratear o funcionamento da calefação em todas as residências do sul do país. Aqui só os muito ricos se dão ao luxo de terem
calefação residencial.
Tenho um Split no salão que dá suspiros de frio e reclama que não aguenta o gelo que vem de fora... Então, como ele não esquenta nada, o jeito é dar o fora de casa para me proteger, pelo menos durante as tardes...
Hoje, espero que o técnico venha para ver os gemidos do meu Split que dá suspiros de arrepiar. De frio, claro.
Mas ontem estive no shopping, como sempre, para me proteger do frio da minha casa e verifiquei que as garotas continuam em férias. Eram muitas que tomavam chocolates quentes no Délices.
Transitavam em grupos ou em duo, esperando a hora de um cinema local.
Peguei rapidamente o flagrante que ilustra o texto, só para treinar.
A garota da esquerda telefonava insistentemente do seu celular para alguém que não atendia. Provavelmente o namorado.
Como existem muito mais meninas do que meninos, eles se fazem de bestas, de rogados...
Depois de um rápido lanche dirigiram-se aos cinemas do Barra Sul.
Eu? Depois de uma boa caminhada pelos corredores, voltei para o gelo da minha morada e me aninhei nos cobertores da minha cama...
INDIANA JONES NO SHOPPING
Sábado para espantar o frio que estava insuportável, decidi dar uma volta no Barra Shopping.
Como sempre, em finais de semana estava lotado em razão dos dias finais de férias escolares e em face da pista de gelo ali instalada.
Dei a minha caminhada tradicional e fui ao Dèlices para um cafezinho.
Quando sentei, vi numa mesa central um homem de chapéu igualzinho ao do Indiana Jones, com camiseta preta e um moletom vermelho que me pareceu de boa qualidade.
Tinha um ar de desfaçatez como se preferisse estar longe dali.
Tomava um cafezinho e achei que o flagrante ficaria muito bom.
Vasculhei minha bolsa e só encontrei um retalho de papel para aquarelas na bolsa, além do pequeno estojo de tintas.
Não tive duvidas e em apenas 2 minutos desenhei o “Indiana Jones” local e depois aquarelei em 10 minutos.
O resultado ficou bom, segundo vocês podem ver.
O modelo estava longe e talvez não seja tão parecido mas a minha imaginação completou o flagrante.
Ele sumiu enquanto eu aquarelava, provavelmente em companhia da mulher bem mais jovem que estava em sua companhia. Não imagina sequer que eu o desenhei para a posteridade.
Quem sabe ele é fã do personagem de filmes americanos? Quem sabe ele também é arqueólogo mas uma coisa tenho certeza, ele deve ser aventureiro por natureza...
Tela óleo s/tela O AMOR- de Tenini- acervo do Museu de Guaiba- RS-BR
ZONA SUL, MINA DE OURO. "Muy común es aborrecer a quien sin causa se agravia, porque su presencia es un vivo y continuo reproche y sañudo despertador de su conciencia" De Enrique Gil Y Carrasco- escritor espanhol. " '
" Las injurias son las razones de los que no tienen razón" - Fenelon.
Fui apresentada à zona sul da cidade, muito jovem, quando cursava a Faculdade de Serviço Social e consegui meu primeiro emprego numa Instituição recém inaugurada.
Já casada, a vida me levou para o Rio de Janeiro,
onde morei por 10 anos na Avenida Atlântica, bem no pico mais famoso. Ao retornar à Porto Alegre eu já sabia que só havia um lugar para viver, depois de residir na avenida brasileira mais famosa do mundo, assim,
optei pela zona sul de Porto Alegre.
E aqui, no Sétimo Céu, decidimos construir a nossa morada. Confesso-me a mais humilde moradora e a mais inexpressiva dos talentos que aqui vivem, embora seja uma artista.
Entretanto, mais uma vez, o destino fez com que eu tivesse o privilégio de escrever para a minha zona, quando comecei a colaborar, a pedido, com a revista alternativa Portynho.
Um colega," impaciente" com a nossa publicação que ele achava que deveria ter mais informações resolveu “auxiliar-nos”, criando um caderno no seu prestigiado e poderoso jornal...
No início pensei que ele queria acabar com a imprensa alternativa daqui, mas analisando melhor, vi que sua equipe esmiúça o que sozinha não consigo captar, embora tivessem feito dos roteiros dos jornais alternativos
da zona sul , como planilha...
Mas advirto, eles ainda estão na periferia dos nossos bairros, nos pedregulhos aparentes, o tesouro mesmo, está enterrado e não foi descoberto para tornar a zona sul na mais preciosa jóia de Porto Alegre tanto em termos
de urbanização desafio aos arquitetos da Prefeitura e a iniciativa privada, a quem competem burilar o ouro escondido. Sem falar que a verdadeira alma da zona sul é misteriosa mas fascinante.
Residem ou já viveram aqui os mais expressivos artistas do sul do pais. A natureza nos brindou com a orla do Guaiba e a vista do alto é algo indescritível para os mais apurados gostos, então, o meu “caderno auxiliar”
está engatinhando no que vê.
Além disso, temos as histórias mais interessantes da cidade, em que pese a privacidade de sua aparente vida interiorana.
Estou tranquila , pois não preciso preocupar-me com detalhes que a minha vista já cansada não alcança porque sei que eles vão a cata das pedras aparentes sem atentarem para as verdadeiras belezas que os bairros encerram. Leitores que me acompanham há dez anos não me abandonaram e continuam a me prestigiar e festejar onde eu esteja.
Assim, saúdo o meu "auxiliar," pois agora, mais do que nunca teremos um aliado em burilar o ouro nestas minas preciosas da zona sul da cidade...
Quadro; A MENINA E A ROSA- óleo s/tela TENINI
SITE: www.tenini.com.br - Se você aprecia a Arte , não deixe de visitar meu site que reune de forma mais completa a minha obra. Além disso, há crônicas ou poesias que tenho escrito. Na falta deste espaço, tenho aquele que é muito importante para mim. Beijins -Tenini
MARIA
Maria era faxineira da minha mãe. Simples quebra-galho, pois trabalhava para uma vizinha há anos. Quando casei e tive de mudar-me para o Rio de Janeiro, pois meu marido exerceria um importante cargo político,
ela mandou um recado de que gostaria de trabalhar comigo.
Na verdade eu precisava de uma empregada, pois trabalhava fora o dia todo e não tinha certeza se as empregadas domésticas no Rio seriam de confiança. Afinal, Maria, segundo minha mãe atestava era fidelíssima.
Mandei passagem de avião e fui buscá-la no aeroporto. Maria era daquelas pretas retintas que pareciam saídas do filme E o vento levou... A bem da verdade, Maria que estava por volta de 30 anos não tinha a beleza típica da raça,
mas de uma simpatia que conquistava a todos pelas risadas puras e estrondosas. Logo fiquei sabendo que ela jamais cozinhara, o que seria um problema para nós que preferíamos fazer refeições em casa por motivo de economia.
Então, decidi, pacientemente ensinar Maria a cozinhar. Claro, o trivial, arroz com feijão, bifes acebolados, molhos para macarronadas, galinhas saladas,etc.Maria aprendeu rapidamente e logo pegou o tempero da casa, passando
a ter gosto pela cozinha. Foi uma tranqüilidade. Enfim, acháramos alguém que cozinhava com os nossos temperos preferidos !Um dos pratos que ela aprendeu a fazer e logo fez sucesso era a macarronada com camarões, que naquele
tempo a gente comprava em grande quantidade, fresquinhos e de bom tamanho, na feira da rua onde morávamos. Alguns amigos provaram e fizeram o cartaz da nossa cozinheira. Certo dia, receberíamos em casa, vários amigos que
ocupavam altos cargos junto à Presidência da República. Seria um jantar refinado e decidimos usar as louças de porcelana inglesa e talheres de prata que estavam sempre guardadas como se fossem um tesouro...
Treinei Maria para que servisse o jantar com toda a pompa. E lá estava Maria com o impecável avental e touca, meio atrapalhada com o ritual desconhecido, mas recebia ajuda de outras empregadas do prédio que se prontificaram
a ajudá-La.Tudo ia no melhor dos requintes, quando terminado o lauto jantar, pedi-lhe que servisse os cafezinhos...Vocês sabem aquelas xícaras que possuem a suporte de prata, antes do pires? Pois é... Maria me aparece com a
bandeja repleta de cafezinhos só no suporte... Tentei puxar-lhe a saia e segredei nervosamente: -Maria, cadê os pires?" Ao que ela respondeu bem alto, na maior surpresa: - " Que pires dona Teresinha?" . Caí dos saltos altos!
Foi uma risada geral... quebrou-se o cerimonial e todos resolveram ficar à vontade , passando dos assuntos sérios para as piadas, o resto da noite.Ficou claro que nem a dona da casa e nem a empregada, estavam acostumadas com
aquelas frescuras. Este episódio ficou famoso nas rodas dos nossos amigos, fora outros que contarei num outro dia porque Maria esteve com a família até sua aposentadoria.
INFLUÊNCIA DA ARTE.
Como sempre faço, voltei ao Barra shopping Sul depois dos dias de ausência, para fazer meus exercícios sobre a figura humana.
Havia poucas pessoas para eu me deter, então, peguei este flagrante da moça que fazia um lanche com colegas. Nada de especial.
O especial foi o público que passava e alguns se detinham para ver o que eu desenhava e elogiavam as cores e o trabalho que eu fazia.
Queriam explicações artísticas sobre a técnica etc.
Todos estes interesses eu já havia sido alvo no Praia Shopping quando fazia a série de Flagrantes de Final de Século... mas agora penso que a mostra sobre o Realismo na França e que está fazendo sucesso no MARGS
seja o responsável pelo interesse do público por esta modesta artista.
Ontem , além do público, em mesa próxima descobri uma artista de nome Elisabete Belotto ,de Novo Hamburgo , que se aproximou para ver o pequeno trabalho que eu fazia.
Conversamos, trocamos cartões e nos identificamos como sócias da Associação Chico Lisboa. E ela prometeu voltar para trocarmos experiências.
Foi uma bela tarde em que espero ter a companhia de outras colegas que se aventurem a trabalhar em público.
Não é trabalho fácil mas se torna prazeroso pela difusão da Arte entre a população de todos os níveis.
Ao visitar uma joalheria do local em que fui comunicar que minha filha adorara o presente, pediram um quadro para enfeitar a vitrina do estabelecimento.
Na falta de artistas consagrados, terei a minha vez ao ornamentar vitrinas como vi em Paris, em que artistas contemporâneos são convidados a exporem suas obras em lojas importantes daquela mágica cidade da Arte.
Vileiros- des. em pastel Tenini
A VOLTA.
Eis-me de volta ao meu lar e à minha Arte, aos meus pássaros, meus cães de estimação , à minha casa que tanto curto.
Na verdade, toda vez que chego em São Paulo, me dá vontade de mudar para lá por causa do clima ameno, de um frio
que não chega a ser tão desagradável no Inverno.
Sim, tem muitos chuviscos que chateiam mas o clima me agrada. Outro fator importante é que estaria perto de minha filha e das minhas netinhas mas elas estão lá porque querem.
Se eu pudesse transportar minha casa, os pássaros livres que me visitam diariamente, os meus cães de estimação, a vista maravilhosa do Guaíba certamente eu mudaria para lá. Mas como nada disso é possível prefiro
ficar aqui e ignorar a política suja que vejo neste Estado e neste país.
O gaúcho é difícil de agradar em termos políticos mas o que eu vejo a minha volta é que estamos vivendo um clima de baixarias de toda ordem.
Parece que o clima de “vileiros” está dominando tudo pois é isto que eu via quando trabalhava na área social.
Um jogo sujo de infâmias e fofocas infestam a política no Brasil e neste Estado.
Todos em busca do Poder ? ( ou do dinheiro fácil?)
As pessoas de bem estão com medo de se arriscar na política, dado o grau de baixaria que estamos vivendo desde a era Lula.
As pessoas de bem estão com medo da imprensa que ataca a honra dos outros como se fosse impoluta!
O pretenso candidato a Governador anunciado pelos filiados ao poder central tornou-se uma figura que poderíamos definir como a Eminência Parda do Governo já que manipula órgãos judiciários do Brasil.
O sonho dele é ser Presidente do país, mas quanto mais passa o tempo, mais cai a sua máscara.
É possível que a Governadora seja tudo o que estão dizendo dela, mas estão transformando a paulista Yeda numa mártir nas mãos do PT.
Não entendo muito de partidos políticos mas execro aqueles que se servem de atos de vandalismo como o professorado do meu Estado que se postou defronte à casa da Governadora para achincalhá-la para ajudar o PT que tenta
alijá-la do Poder.
Ora, ela foi eleita pela maioria, não porque fosse a melhor, mas naquele momento foi o que nos sobrou da campanha suja que retirou o candidato Rigotto, trabalhador, honesto e pacificador do páreo eleitoral.
Será que é um erro político, tentar ser pacificador?
Temo pelos resultados no meu Estado porque a vilania dos que estão acobertados pelo Poder Central nos lembra tempos de Ditadura da pior espécie.
E a Imprensa que tome cuidado para não cavarem o próprio fosso...
Jesus Amigo- desenho em pastel seco Tenini - 1987
20/07/2009- DESEJO A TODOS OS AMIGOS DE VERDADE, UM FELIZ DIA E QUE CONTINUEMOS ASSIM ATÉ O FIM DOS NOSSOS DIAS! Beijins da Tenini
 Dia 20 retorno de São Paulo com novidades. Beijins a todos! Tenini ( Minha filha aos 12 anos- estudo em pastel )

MOSTRA NO MARGS SOBRE A ARTE FRANCESA.
Dia 14 no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, inaugura uma grande mostra da Arte na França, em comemoração à data máxima
daquele país.
Falar em Arte Francesa é rememorar quadros do Impressionismo, cujas obras estão impressas em pequenas agendas, cartões, papéis, reproduções etc. e que adquirimos quando viajamos para lá para conhecer, os Museus do Louvre,
d’Orsay,Rodin,Monet, Art Modèrne,Petit Palais, de l’Orangerie sem contar com os que se encontram em importantes cidades francesas.
Penso que ninguém prestigia tanto a Arte na Europa, como a Itália, França, Holanda, Alemanha, Inglaterra...
Mas vou viajar dia 15 e não sei se poderei ir à inauguração, o que farei tão logo retorne, na semana seguinte, porque desejo rever estas obras maravilhosas que os impressionistas nos deixaram.
Vou à São Paulo visitar minha filha e netinhas Luísa e Julia, minhas 3 princesas , e prometo que um dia vou pintá-las numa linda tela para homenageá-las.
( Ilustração; Desenho Tenini: A menina e a flor , em pastel oleoso).
NEM SEMPRE O QUE PARECE SER , NÃO É.
Estava tomando meu cafezinho no Barra Shopping quando percebi que um casal vinha de mãos dadas, conversando

animadamente pelo corredor lateral e escolheram uma mesa no Café onde eu estava.
Inicialmente me surpreendi com a cena, pensei que se tratasse de um casal de namorados, embora a mulher fosse bem mais velha do que o jovem, o que é comum hoje em dia.
Depois, analisando melhor, verifiquei que os perfis de ambos eram semelhantes e conclui que se tratava de mãe e filho que estavam ali na mesa ao lado.
Ela teria mais de 50 anos e ele deveria estar entre os 24 a 30 anos.
Ele trajava terno , bem posto, camisa azul clara e gravata azul escura.
Ao sentar na mesa para o cafezinho, ele tirou o casaco, pendurando-o na poltrona ao lado, apesar do frio e imaginei que ele estava vindo de um lugar de tempratura baixa.
Fiquei pensando o por quê de conversarem tão animados?
Imaginei que ele estudasse ou trabalhasse no exterior e que estaria aqui em férias ou retornando de algum curso fora.
Para comemorar a chegada, ambos foram almoçar no shopping ou fazer um lanche para colocarem as novidades em dia.
Achei bonita aquela amizade entre mãe e filho ou quem sabe entre tia e sobrinho.
Fato raro de se presenciar hoje em dia, a não ser que ele fosse filho único.
Mas isto eu só imaginei porque, na verdade, tenho errado bastante nas minhas suposições e a verdade bem que poderia ser outra.
Nem sempre o que parece ser , acontece na realidade.
Este conselho é um alerta para as pessoas que julgam os outros pela aparência.
Muitas vezes há o perigo de se projetar nos outros , coisas que nos incomodam.
A MOÇA DO COCHILO...
As poltronas laterais do Shopping foram bem-vindas por várias razões: Servem para o descanso dos turista,s das pessoas mais idosas ou daquelas que esperam
por outras que fazem compras pelas imediações.
Mas estamos constatando que os jovens também fazem uso delas para um descanso eventual, para acalmar o stress, a ansiedade ou o cansaço de uma noite mal dormida depois de uma balada pela noite afora.
Há também os empregados de lojas que nos intervalos sentam ali para cochilar, penso que seria o caso da moça do flagrante.
Afinal ninguém é de ferro, não é?
Quer cansaço maior do que ansiedade por verem as horas passarem sem que clientes entrem na loja para comprar algo?
Claro, o emprego fica por um fio, justo motivo para um descanso merecedor.
A jovem do flagrante começou cochilando, de repente caiu em sono solto tombando a cabeça sobre o braço.
Momentos difíceis estes em que a recessão atinge a todos, sejamos compreensivos com as pessoas em volta... é o que nos cabe neste momento de solidariedade.
DOS APRESENTADORES DE PROGRAMA DE TV
Tenho observado que está caindo vertiginosamente na mediocridade a escolha para apresentadores de programas, incluindo certos programas
apresetando pensamentos de mulheres de faixas etárias diversas , incluindo 2 artistas de tv e teatro e uma professora de filosofia que já deveriam ter sido subsitituídas porque as atuais integrantes
já saturaram o tele- espectador.
Parece estar havendo um vale-tudo, não se respeitando algumas regras básicas que um apresentador ou apresentadora deve ter.
Ainda ontem vi uma apresentadora se atravessar nas respostas do entrevistado, dando suas próprias observações , deixando o entrevistado no ar... A tal apresentadora é costumeira em tais
gafes, além de outras mais risíveis... inclusive quando se percebe nítidamente que ela não domina o assunto e fala pela periferia gaguejando por falta de conteúdo ou de cultura.
Tenho especial preferência por ROBERTO D’AVILA, que é impecável ao entrevistar alguma pessoa importante, deixando que esta discorra seus pensamentos porque nós, os tele-espectadores, estamos interessados
no que ela vai dizer e não no entrevistador.
Assim, vamos desistindo de voltar a certos programas “globais” esvaziando a audiência que deveria ter por meta, sua ampliação.
Não me move criticar por criticar mas alertar aos responsáveis pelos programas de tv para que sejam menos desatentos quanto à categoria do que desejam apresentar.
O LITERATO.
Este flagrante colhido em 1999, durante a Feira do Livro daquele ano, desconfiei que o homem que manuseava livros no Café, às 15 horas, era um visitante de nossa Feira do Livro.
De repente, ele percebeu que eu o desenhava. Encabulou. Me pareceu tímido.
Sorriu e continuou a folhear os livros que comprara ou ganhara.
Examinava, ainda, uma Agenda certamente para conferir compromissos.
Muito tempo depois eu o reconheci em entrevista pela TV, na GN ou na Cultura.
Era um literato famoso que não guardei o nome. Provavelmente do Rio, São Paulo ou Minas. Vocês reconhecem?
QUEM RETRATA.
Hoje foi dia daquelas arrumações que vão sendo adiadas e que ao olhar o monturo de coisas inúteis mas com uma
“certa marca do tempo que não gostaríamos de deletar”, impediu-nos que destruíssemos antes.
Entre os achados, aqui está o cartão de visitas de um homem com os seguintes dizeres: “QUEM RETRATA ASSUME PARTE DA ALMA E A MINHA EM BOAS MAÕS ESTÁ
FICANDO.” O homem assinou e colocou o telefone.
Não tenho a mínima idéia de quem retratei, foram tantos e tantos que me deixaram recados...
É bem possível que eu tenha recebido o cartão e guardei sem ler.
Já se passaram alguns anos do tempo em que eu fiz flagrantes ali no Praia de Bellas. Deve ter sido ali que recebi o cartão.
Sou uma artista e colho o flagrante para gravar o momento segundo minha percepção, não me move nenhum interesse pessoal a não ser a Arte.
Mas fiquei feliz de ler o cartão. O recado é gentil e esperava retorno mas não o fiz.
Onde estará o J.FK ? Não escrevo o nome porque não interessa agora e não ia desvendar um segredo íntimo de alguém que me fez uma galanteria ... mas pelas poucas palavras
com letra forte e segura deve ser uma pessoa culta e inteligente, daquelas que gosto de conviver...
Mas me serviu como estímulo para continuar pescando as almas alheias, especialmente as masculinas pois fazem parte do meu viver...
( Flag. de final de século Tenini:” O Homem de costas”)
A MENINA DE ROSA.
No grupo sentado no café do Barra Shopping Sul, parecia ser a de famílias ali reunidas para um breve lanche. Estavam todos muito felizes e desatentos do ambiente.
As mulheres levantavam a toda hora para efetuarem compras e já estavam cheias de pacotes de lojas diversas.
A menina do flagrante estava toda de rosa como sua irmãzinha menor.
Ela estava atenta, não ao ambiente, mas aos movimentos dos adultos como a participarem de todas as idas ás lojas do local.
Conclui que não eram daqui pelos aspectos fisionômicos que lembravam os do norte do país. O certo é que falavam frequentemente em Brasília...
Seriam do centro do país?
Eu aquarelava em mesa vizinha, com a tranquilidade que procuro, exceto de outras mesas que estavam interessados no quê eu pintava.
Mas a menina de rosa nada percebeu como não perceberam os de sua mesa.
Fiquei pensando na diferença entre uma criança do sul e as do norte, pela lógica são iguais , a não ser aspectos físicos marcantes em face de no sul a imigração
européia ter sido mais forte por causa do clima frio.
Mas as crianças do sul são extremamente curiosas e quando vão ao shopping participam de tudo que está a sua volta.
O que era diferente nas duas meninas de rosa que conclui serem turistas?
A felicidade. Uma felicidade que demonstrava o apego aos familiares que lhes cercavam. Certamente, pelas compras intermitentes, gozavam de bom padrão financeiro como é proporcionado a muitos habitantes de Brasília,
a Capital Federal do Brasil.
Ou quem sabe eram turistas brasileiros que moram nos States? Seria uma hipótese..
Mas me encantei com a menina de rosa e aqui está seu flagrante, espero que sua desatenção ao ambiente seja compensada em Gramado para onde certamente irão para uns dias de encantamento na cidade dos sonhos do extremo
sul do Brasil.
Que venham turistas de todos os quadrantes do meu país. Aqui, o país é diferente, muito diferente mesmo e precisamos nos conhecer. Assim como nos deslumbramos quando visitamos os mares do Norte...

VERDADE E MENTIRA.
Tenho falado muito em meu falecido marido porque ele era uma pessoa muito especial: culto, inteligente, amigo, sóbrio e tímido sem álcool e brilhante
aos efeitos deste.
Eu o admirava e me cuidava para não dizer besteiras na sua frente ... Mas ele era irônico, o seu prazer maior era debater na sua roda de amigos lançando ironias com aguçada pertinência.
Entre seus autores preferidos estava Max Nordau, um médico judeu e jornalista nascido na Hungria e que escreveu livros polêmicos que foram vendidos aos quatro cantos do mundo. Entre os livros de Max Nordau, ele preferia
o “ Mentiras Convencionais da nossa civilização” que aborda a decadência dos tempos em função de seu exercício nas pequenas coisas da vida.
No tempo contemporâneo nunca se mentiu tanto... especialmente na área política.
As mulheres mentem muito mais do que os homens, mas conheço alguns que fingem ser geniais mas não passam de um joguete nas mãos de uma mulher esperta.
Nem digo inteligente porque esperteza não significa “ser inteligente”...
Quem não mente, pelo menos de duas a três vezes por dia, einh? Muitas vezes até para si mesmo...
Poetas mentem... mas a sua mentira não faz mal a ninguém e enfeitam o nosso viver.
Mas há mentiras que devemos proferir, sem pejo, para não ferir os sentimentos dos outros... Na minha família sempre se exercitou a verdade que nem sempre foi bem aceita.
Neste espaço uso a verdade como fio condutor dos relatos porque escrevo minhas memórias como uma simples artista que sempre fui e sou.
Quanto à verdade absoluta não existe porque cada um pode pensar diferente dos demais.
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( flag.aquarelado: Fila de autógrafos- des. cego de Tenini)
FORAM PARA O ESPAÇO.
Embora não entenda bulhufas de futebol, assisti pela TV os dois jogos do Inter e do Grêmio, este contra o Cruzeiro.
Me detenho no Grêmio porque sou gremista de coração, embora ontem estivesse vestida de vermelho... como a pressentir algo desagradável.
Quando eu vi aquela apresentadora colorada do KKKKMAROTE, gelei, sabia que ia dar azar para o Grêmio.
Durante jogo, ficava na torcida com aquela pressão toda dos nossos jogadores sobre o adversário, só que não acertavam um gol sequer...
Cheguei à conclusão de que o Autuori, deve sugerir aos dirigentes do Grêmio, que mande colocar um dispositivo automático nas traves, quando a bola
chegar perto,elas ampliam para mais um a dois metros . Pode ser que só assim a bola entre... ( foto Tenini- por do sol da minha casa)
DAS MINI FÉRIAS.
Já se percebe no Shopping que freqüento, famílias que ali se reúnem à tarde para lanches, almoços, jantares ou mesmo compras.
Constatamos, ainda, a presença de turistas sejam nacionais ou estrangeiros, alguns comuns, outros exóticos.
O movimento dessas pessoas ainda é pequeno mas dá para avaliar que as famílias com filhos pequenos tiraram alguns dias para umas mini-férias em que todos se reúnem para o um objetivo comum: a maior integração familiar.
Sempre fui adepta da teoria que, nada se inventou de melhor, do que a família, por mais problemas que possam surgir.
Exercita-se a tolerância, a cooperação, combate-se o individualismo, procuramos dar e receber amor.
Ainda que nem todos sejam dotados para uma vida familiar, são exceções que confirmam a regra.
Não se pode desejar que tudo corra às mil maravilhas porque seria um grande engano, mas não devemos esquecer dos filhos porque sempre estaremos ligados a eles de alguma forma.
O homem do flagrante estava distante da minha visão alguns metros, sentado numa das poltronas laterais do shopping às 15 h 45. Cochilava, embora tivesse à sua frente um carrinho de bebê, lotado de pacotes.
A mãe e a criança deveriam estar na toalete ou em lojas das proximidades.
Fiquei pensando no homem que cochilava. Ele estava ali em função de sua família, talvez preferisse estar em casa ou no trabalho ou batendo papo com amigos num bar, mas tinha consciência de que precisava cumprir o seu papel
numa família da classe média que tem necessidade de “matar um leão por dia” para sobreviver, mas também deve proporcionar momentos de lazer para seus familiares.
Considerações simplistas como simples era o homem que eu observava.
DIAS QUE VÃO E QUE VÊM...
A historinha que vou contar começou há muitos anos atrás, quando eu começava a trabalhar como Assistente Social recém formada aos 22 anos.
No plantão, atendera o caso de um menino de 12 anos que tinha vindo de Cachoeira para submeter-se a tratamento radioterápico e químico para o
câncer linfático que o acometera.
Não havia recursos médicos para atendê-lo, o tratamento era caro e só um médico da Capital tinha a aparelhagem apropriada mas cada aplicação custava muito cara.
Então, fui procurá-lo para pedir-lhe tratamento gratuito. O médico foi sensível ao meu pedido e prometeu fazer o tratamento no garoto, desde que tivesse todos os cuidados necessários que o tratamento exigia.
A família do garoto morava em Cachoeira e eram muito pobres, pois o pai era ferroviário. Tinha uma prole numerosa e não tinha condições para atendê-lo.
Resolvi ir à Cachoeira, em trem de linha e ao chegar, procurei o Pároco da Matriz local para que me ajudasse naquela empreitada, já que meu Serviço ainda não possuía verba.
Quando subia a avenida que ia dar na Catedral, deparei com um menino de 5 anos mais ou menos, brincando na calçada. Usava óculos, apesar da tenra idade e ele ficou muito curioso com aquela estranha que subia a rua.
Sendo jovem, vistosa e elegante, os olhares me acompanhavam de todos os lados.
Cidade do interior é assim mesmo... e Cachoeira não foi diferente.
Não sei o por quê, mas acariciei a cabecinha do menino e perguntei-lhe o nome e ele, encabulado, respondeu que era Beto.
Notei que ao entrar na Igreja para falar com o Pároco, o Betinho tinha vindo atrás de mim. Sorri, peguei-lhe na mão e disse para voltar para casa pois era quase meio-dia. Aí, ele, respondeu: Ta bem, tia...
Visitei, ainda, o jornal de Cachoeira e pedi ajuda na divulgação de um apelo à população local para que ajudasse a família do ferroviário e do filho com câncer.
Tudo saiu como eu planejara e o menino do câncer ficou curado.
Passou o tempo, reconheci numa foto que o menininho Beto se tornara escritor. Tive certeza que era ele porque não perdera o jeito de olhar nos óculos de lentes grossas.
De repente, passados mais alguns anos, encontrei-o na rua, estava alquebrado e triste. Envelhecera bastante, parecendo 20 anos mais do que teria.
Fiquei pensando como a vida é adversa para certas pessoas porque eu tenho a felicidade de todos avaliarem que tenho 20 anos menos...
Talvez eu tenha uma postura para a vida de muita alegria de viver.
Este é o meu grande trunfo e prêmio excepcional!
Então, sorri ao pensar no que o garotinho Beto havia me chamado: Tia...
Ele nem percebeu, mas olhei para ele e falei entre dentes:
- Tia? Uma ova!
DAS CRENDICES.
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