
UM PEDIDO DE DESCULPAS.
Resolvi pedir desculpas aos leitores deste blog, por ter publicado o artigo abaixo, um tanto bem-humorado,
mas que deve ter alfinetado as pessoas sensíveis e de “boa educação...”
Uma explicação eu devo a essas pessoas.
Sou a filha caçula, criada entre irmãos bem mais velhos.
Em criança, assistia as irreverências que diziam, com o total apoio do meu pai que era livre no pensar e dizer.
Como bom filho de italianos, curtia piadas e contava inúmeras para todos nós, então, a hora do almoço era transcorrida com muita alegria e plena de risadas.
Nunca deixamos de ter sensibilidade para as coisas belas que nos cercavam.
Quanto a mim, um dia posso estar sensível ao extremo, curtindo pássaros, a natureza, ora relembrando fatos passados com a alma incendiada ou enternecida, como num outro dia
me ponho a rir das coisas que me passam pela cabeça ou que ouço por aí.
Posso escrever romanticamente, como, de repente, tornar-me irreverente nos pensamentos, no dizer ou relatar algo por escrito.
Por exemplo, ontem eu vi a mídia da minha cidade apresentar a nova arma dos seguranças da Prefeitura Municipal, com grande estardalhaço.
A arma não mata, dispara eletronicamente provoca a queda da pessoa visada, totalmente inerte com choques elétricos recebidos, por breves instantes... Dei gostosas risadas.
Ora, o assunto é risível porque agora, todos assaltantes também estão sabendo da farsa do tal revolver e as crianças estão exultantes, querendo uma arma dessas para brincar...
Primeiro, se a Prefeitura decidiu usar tal “armamento” deveria fazer o maior segredo e não publicar aos quatro ventos os usos de tais “armas” pelos seus Seguranças Municipais.
Se tal armamento é tão eficaz como apresentaram, os crimes já teriam diminuído no mundo, portanto, o Brasil, a exemplo da compra do famoso “Belo Antonio” que era uma belonave
de fachada, nos tempos de JK, entrou novamente no rol dos compradores otários.
Alguns mais antigos devem lembrar-se do tempo do Juscelino que comprou uma belonave (porta-aviões) a que deu o nome de Minas Gerais e o genial músico-humorista Juca Chaves
ironizou em música que fez o maior sucesso.
Parece que o navio foi comprado de segunda mão da Argentina e nunca serviu para nada, tais os problemas técnicos que apresentou.
Apelidado de “Belo Antonio”, que era um filme famoso da época em que o personagem era bonito, mas não “funcionava”... sempre esteve no estaleiro...
Que me perdoem os entendidos, mas acho que os Seguranças da Prefeitura devem se precaver... por via das dúvidas, levem uma arma verdadeira, escondida, porque, certamente,
depois desse fato hilário, serão alvos fáceis para os bandidos que já devem estar tramando assaltos aos Seguranças da P.M. para treinamento dos filhos para futuras ações no meio de
Crime.
Concluo, na certeza de que, a vida da gente, de repente, pode se tornar ridícula e hilariante, basta olhar o que está acontecendo em volta.
Decisões políticas e a mídia são palcos certos para risadas, porque sempre haverá pamonhas para acreditarem em novidades que não servem para nada...
 MAIS UM TRATADO SOBRE O PUM
Desejo explicar que meu artigo é um assunto sério porque se embasa em informações científicas comprovadas.
Em respeito aos leitores não uso a palavra p... porque soaria de mau gosto e mal cheiroso o que vou escrever
a seguir, então, não optei pela palavra gases, mas “pum”, que a gente aprendeu desde criança a identificar aquele sopro que sai das partes baixas do abdome.
Mas, dia um dia desses, pesquisando na Internet assuntos médicos, verifiquei que na parte relativa a Gases, havia uma informação que nunca ouvira falar, tal o pudor com que as pessoas
tratam o assunto.
Pois o artigo médico informava que é normal uma pessoa soltar de 12 a 24 puns por dia...
Vocês já pensaram em contar os puns diários? Nem eu...
Então, fiquei a imaginar que existem vários tipos de “puns” e vou tentar classificá-los pela ordem, partindo dos mais nocivos para os mais leves. Então, vejamos:
!) O Pum mal cheiroso, pode ser tanto estrondoso como discreto, porém, muito inconveniente em certas horas em que você estiver num recinto fechado.
O estrondoso é uma calamidade porque não dá nem para disfarçar, já o discreto, você pode tomar uma atitude de olhar para os circunstantes, com ar severo e dizer em alto e bom som:
Não fui eu!
Mas, como alguns poderão pensar que é uma auto-acusação, então, o aconselhável é olhar para todos os lados como a procura de algo...
2) Há,ainda, o Pum descarado, este não tem pejo de sair no meio de todo mundo e seu portador é sempre uma pessoa alegre e palhaça... Pouco está ligando com que os outros pensem.
3) Há, também , o Pum esperado. É aquele em que o portador, costuma sentar-se à mesa das refeições com as pernas cruzadas e com o canal livre para qualquer explosão...
4) Há ainda, o Pum que sai em cascatas.... Este a gente identifica, quando o portador sai pelos corredores do Supermercado, ligeirinho, serpenteando entre as pessoas para que não
percebam quem está se aliviando...
5) Há o Pum Mole, este é perigoso e o portador deve se dirigir logo para o primeiro WC que encontrar! Levar o celular para pedir socorro...
6) Há, também, o Pum dos bebedores de vinho que sai com cheiro ruim e azedo. O portador, geralmente, finge que não está acontecendo absolutamente nada, anestesiado para qualquer
tipo de som ou odor...
7) Há o Pum Abafado, este é conveniente se não for muito mal cheiroso e a pessoa finge que é inocente e geralmente solto debaixo das cobertas da cama...
8) Há, também, o Pum Contido, este é um baita safado porque sai de forma explosiva e não há quem não ouça e você fica com aquela cara vexatória, vermelho de vergonha, não se animando,
sequer, a pedir desculpas pelo ocorrido. O jeito é sair rápido do lugar, sem olhar para trás.
9) Há, também, o Pum salvador. Este, não encontrando saída porque o portador trancou a portinha, sobe pelo elevador intestinal e vai até o estômago, esôfago e explode sob a forma de
arroto. Salva o portador de um vexame, mas, o cheiro azedo desagrada a quem estiver por perto.
10)O Pum delicado, geralmente, é dado pelas adolescentes que fazem regimes, mas conforme o funcionamento químico dos intestinos, ele pode cheirar mal e se você for uma delas,
sairá do aperto, dando risadas com ar angelical. Mas se ficar vermelha de vergonha, o melhor é correr em direção oposta...
11) O Pum inocente, este é dado pelas crianças que costumam divertir-se com ele. Este pode circular livremente, é, até, incentivado...
12) Pum de Máfia costuma andar solto entre políticos graduados e é bajulado entre os circunstantes ao seu redor, geralmente conhecidos como componentes da máfia.
É bajulado porque é sinal de que o portador está portando dollares na cueca e todos concordam que os fins justificam os meios...
Mas, estive pensando que este assunto médico pode ser estudado pelos cientistas, talvez, ali esteja uma nova forma de combustível doméstico ou até para automóveis...
Para que o experimento possa ser feito, deverá ser feita a coleta de puns dados por cada pessoa, em tubos plásticos .
Tenho esperanças que com esta descoberta, poderemos usar puns como gás de cozinha ou do box do
Banheiro...
Cada família reunida, juntanto uma média de 24 puns por dia, poderá,afinal, sair do aperto financeiro do Banco ou na pior das hipóteses, sair do aperto dos puns diários.
Mas, se vocês forem daqueles que costumam ultrapassar a média estabelecida, é sinal que sua saúde vai mal e o melhor a fazer é consultar urgente um médico de sua confiança.
Porém, cuidado, a sala de espera do tal médico deverá ter potente ar condicionado porque os clientes juntos poderão soltar uma soma fantástica de puns de espera.
Finalmente, concluo que seria fastidioso contar os puns diários e que está faltando uma maquineta maleável e discreta que possa ser usada por dentro das peças íntimas,
para a cronometrar puns diários.
Recomendo, ainda, que na Internet há vários artigos científicos sobre o assunto, entre eles, A graça do Peido...
Mas, se você for daqueles que estão abaixo da média, algo está errado... pode ser um engolidor de sapos... Acima da média oficial, você pode pensar em industrializar seus puns...
E você, já sabe quantos puns solta por dia?
 Conexionismo e Equoterapia: relacionando-se com o mundo
Autora: Lenora Canini Avila ( Ilustração Flag. Tenini na série Primavera: A cumplicidade materna)
Autora: Lenora Canini Avila ( Fonoaudióloga e equoterapeuta)
O porquê da Equoterapia apresentar tão bons resultados também é, para muitos, algo que não se explica facilmente.
O objetivo deste artigo, é exatamente, tentar esclarecer algumas dessas questões, utilizando a relação que acredito existir entre o Conexionismo, que procura explicar como as informações
são processadas no cérebro, e a atividade equoterápica, que utiliza o cavalo com fins terapêuticos. Dentro dessa última, também será abordado o trabalho fonoaudiológico, sob o prisma
conexionista. Para tanto, é necessário que possamos conhecer um pouco mais acerca dos dois principais assuntos: o Conexionismo e a Equoterapia, o que são e como podem interligar-se
. Comecemos pelo primeiro a ser registrado: a Equoterapia, a qual teve sua primeira citação feita por Hipócrates em 377 a.C..
Mas, o que é Equoterapia? A Associação Nacional de Equoterapia (ANDE - BRASIL) em seus anais do I Congresso Nacional de Equoterapia, realizado em 1999, define essa terapia como
"(...) um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento
biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais" Cabe ressaltar que a Equoterapia é reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal
de Medicina, desde 1997. Embora o citado acima, como toda definição de prática, não abarque tudo o que é a Equoterapia, tentarei esclarecer e embasar alguns pontos. 1) Por que o cavalo?
O cavalo é utilizado com fins terapêuticos, devido a sua docilidade, porte, força, por se deixar montar e, com isso, estabelecer um vínculo importante com o praticante (como é chamado
o paciente na Equoterapia). É através do cavalo que o mesmo, gradualmente, desenvolve um contato diferenciado com o mundo que o cerca, graças à confiança recíproca estabelecida.
Além disso, ao passo, o dorso do cavalo realiza um movimento tridimensional, o qual, é semelhante ao realizado pelo homem quando caminha. Esse movimento é transmitido ao cérebro
do praticante pelas inúmeras terminações nervosas aferentes que possui, e o cérebro, por sua vez, manda informações ao corpo, para que novos ajustes motores sejam realizados.
2) Quais os profissionais que trabalham com Equoterapia? O instrutor de equitação, por ser aquele que entende mais do cavalo, é peça chave do trabalho.
Juntam-se a ele profissionais das áreas da saúde e educação, tais como fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional, pedagogo, médico, educador físico, fonoaudiólogo, dentre outros
profissionais. É isto que dá o caráter interdisciplinar ao trabalho, apontado pela ANDE - BRASIL (op. cit.).
Uma equipe formada com alguns ou todos estes profissionais, é capaz de ter uma visão mais global do praticante e, assim, vê-lo como um todo e assistí-lo globalmente
3) Quais os benefícios desta terapia? A Equoterapia propõe às pessoas, novas experiências e situações ricas em desafios que venham a contribuir para o desenvolvimento e o
aprimoramento de suas potencialidades. Facilita a organização do esquema corporal e aquisição das estruturas têmporo-espaciais; estimula a aprendizagem, memorização e concentração,
trabalha a cooperação, socialização e espírito de grupo; regula o tônus muscular, além de estimular o equilíbrio e a boa postura corporal. O francês René Garrigue (I Congresso Brasileiro
de Equoterapia, 1999) ainda acrescenta o aumento da autoconfiança e do autocontrole.
4) Quais as indicações para esta terapia? A Equoterapia é indicada para dificuldades de aprendizagem nas áreas de leitura, escrita, matemática, compreensão e expressão.
Também se aplica, nos distúrbios de comportamento, tais como dificuldade de socialização e/ou limite, intolerância à frustração, agressividade, baixa-estima, psicose, autismo,
hiperatividade e estresse. Por fim, é utilizada nos atrasos de desenvolvimento psicomotor global, nas dificuldades motoras tais como: hipertonias, hipotonias, déficit de equilíbrio,
entre outros, nas deficiências auditivas e visuais e nas seqüelas de acidentes vasculares cerebrais. Um pequeno aparte sobre a dinâmica de uma sessão de Equoterapia.
Quando o praticante chega para uma sessão, ele não vem para ser tratado pela fonoaudióloga ou pela fisioterapeuta. Ele vem para andar a cavalo. Assim, toda a terapia é feita, na medida
do possível, de forma lúdica e os objetivos são trabalhados sem que o praticante se aperceba ou se incomode. Colocando o assunto dessa forma, parece ser a Equoterapia, uma prática
milagrosa que serve para tudo, mas não é bem assim. Há também contra-indicações e elas devem ser cuidadosamente vistas e apontadas pela equipe. Como exemplo, podemos citar pessoas
portadoras de espinha bífida, com transtorno bipolar ou que não conseguem, de forma alguma, aceitar o cavalo. Embora se trabalhe em cima das potencialidades do indivíduo, não se pode
deixar de levar em consideração as limitações de cada um. Porém, independentemente da razão que levou o praticante a buscar a Equoterapia, o que se procura é fazer com que as
capacidades sejam descobertas ou exploradas. Para isso, novas experiências e situações são apresentadas, a fim de haver uma melhora global do indivíduo. Para o Dr. Hulbert Lallery (1988),
a Equoterapia também tem um impacto sobre a parte psicológica do praticante, no que tange, principalmente, à questão da formação de vínculo e à percepção de um mundo externo.
O cavalo torna-se a ligação entre o cavaleiro (muitas vezes criança) e o terapeuta (adulto). "Aquilo que a criança não pôde viver na sua pequena infância, no contato com o cavalo irá
aprender, integrar-se e utilizar na sua estruturação, na sua evolução psicossomática, levando à sua autonomia, à sua independência, objetivo de todos os terapeutas em relação a seus
pacientes". LALLERY, 1988.
Mas como todas essas aquisições ocorrem de fato? Neste momento, faz-se necessária uma breve explicação sobre o que é o Conexionismo. Para o Conexionismo o conhecimento é algo
estabelecido através de conexões (sinapses) realizadas entre os neurônios. As informações chegam ao cérebro de forma "pulverizada" (em várias regiões ao mesmo tempo) através de
vias de input e essas informações (com o processamento de distribuição em paralelo) "marcam" redes neuroniais. As "marcas" são feitas pelas sinapses através de estímulos como desafios,
novas situações, adaptações, etc. Neurônios estimulados e utilizados, "fixam-se como instrumento do pensamento durante um período crítico" (CIELO, 1998) e, com isso, fazem novas
conexões para que outras informações sejam armazenadas. As conexões formadas podem levar a uma mudança na arquitetura cerebral o que causa uma série de novos ajustes, dando-se,
assim, o desenvolvimento do cérebro. Cabe salientar que isso acontece com maior intensidade nos primeiros anos de vida, diminuindo sua ocorrência com o passar dos anos, embora nunca
cesse. Os neurônios aumentam ou diminuem sua atividade, de acordo com a excitação ou inibição de impulsos elétricos com outros neurônios a eles conectados. "Esses padrões de
atividade elétrica nas sinapses, parecem ser o código cerebral utilizado para armazenar o conhecimento" (CIELO, 1998). O resgate das informações parece se dar através da ativação das
redes previamente "marcadas" por uma determinada informação. O acesso à informação com uma certa rapidez, dependerá do tempo em que os neurônios foram expostos a ela e do tempo
de atividade elétrica sináptica. Assim, cremos que, conforme o tipo de informação recebida por um neurônio, ele se "especializará" naquele tipo de informação, produzindo um determinado
neurotransmissor, o qual, vai reagir de determinada forma para aquele estímulo. Desta forma, o cérebro se molda de acordo com o padrão formado pelas redes de neurônios e é capaz de
juntar, sempre que necessário, os fragmentos de informações em uma imagem mental, a qual, podemos identificar. Todas essas informações armazenadas no nosso cérebro são o que
Damásio (1998) chama de Representações Dispositivas, ou seja, "(...) o nosso depósito integral de saber (...)".
Para que possamos adquirir novos conhecimentos, esse autor nos fala que existem representações dispositivas, não apenas nos córtices de alto nível, mas, também, nos núcleos de massa
cinzenta localizadas abaixo do nível do córtex. Algumas dessas representações dispositivas possuem informações a respeito da realização de movimentos, raciocínio, planejamentos e
criatividade. Assim, fazem-se necessárias mudanças dessas representações dispositivas para a falada aquisição de novos conhecimentos e adaptações. A partir daí, podemos fazer a ligação
com a Equoterapia, no momento em que as adaptações fazem parte desta terapia, pois, os circuitos cerebrais "(...) não são apenas receptivos aos resultados da primeira experiência, mas
repetidamente flexíveis e suscetíveis de serem modificados por experiências contínuas. Alguns circuitos são remodelados vezes sem conta ao longo do tempo de vida do indivíduo,
de acordo com as alterações que o organismo sofre. Outros permanecem predominantemente estáveis e formam a "coluna vertebral" das noções que construímos sobre o mundo interior
e exterior". (DAMÁSIO, 1998) Assim, poderemos ter, na Equoterapia, uma criança com dificuldade de equilíbrio. Durante a sessão, existe a necessidade de manter-se equilibrado sobre o
dorso do cavalo. A necessidade de equilíbrio também aparece quando precisamos transferir o peso de uma perna para a outra, para andarmos. As conexões feitas para haver equilíbrio
são, provavelmente, as mesmas, porém, se modificam de acordo com a necessidade do momento. Isso se dá por acreditar-se que a marcação das redes ocorre em função da estimulação
constante, a qual, quando ativada, forma um padrão de ativação elétrica correspondente àquela informação solicitada. Por termos todas as informações necessárias ao nosso dia-a-dia,
armazenadas em nossos neurônios, podemos fazer uso delas nos momentos, em que situações semelhantes àquelas que já vivemos apareçam. Enquanto se está montado a cavalo,
o cérebro está em constante atividade para que os ajustes posturais, motores, respiratórios, etc. sejam feitos. Isso coloca o praticante em alerta (salvo casos específicos) e sua atenção
trabalha a nosso favor, permitindo que sejam feitas as estimulações necessárias. No caso da terapia fonoaudiológica, a qual nos interessa nesse momento, procura-se propor situações,
em que a comunicação exista ou se estabeleça. Aproveitando nosso instrumento de trabalho (o cavalo) e o setting terapêutico diferenciado, que agem como "catalisadores" da terapia,
podemos trabalhar desde o aumento de vocabulário até, em casos mais graves, um gesto com intenção comunicativa, fazendo uso de uma esteriotipia de mão, por exemplo.
É por estarmos, nesse momento, com os neurônios em intensa atividade sináptica, e com os sinais de input e output ocorrendo a todo momento, que as informações às quais o praticante
está exposto, fixam-se nas redes com maior facilidade. A constância a essa exposição, como já foi dito, também é importante.
Em função disso, é que se trabalha um mesmo tipo de informação durante algumas sessões, embora isto não seja uma regra.
Porém, como em outras terapias, precisamos estar muito atentos ao estado emocional do nosso praticante, além do seu nível de tolerância e de fatigabilidade quanto aos exercícios,
a fim de não prejudicarmos a evolução do tratamento.
Concluindo, com uma exposição constante às informações, em um ambiente adequado, a atividade sináptica provavelmente será potencializada, havendo um maior desenvolvimento
global do indivíduo. Por ser a Equoterapia uma forma de atingir esse desenvolvimento, em função da grande estimulação neuronial provavelmente realizada, é que se pode obter bons
resultados com sua aplicação.
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Uma ilustração para o belo texto de Milton Medran. PRIMAVERA NA ALMA
( Ilustração: O VELHO E A PRIMAVERA- flagrante Tenini)
*Milton Medran ( autor do texto abaixo)
Nem sei o nome dele. Na caminhada que faço, diariamente, troquei algumas palavras com aquele senhor que se mudou para uma antiga casa de minha rua.
Ele mexia na terra, começando a ajardinar a frente da residência. Ali, antes, havia nada mais que um gramado mal cuidado. Estava começando a limpar a grama e fazer pequenos canteiros.
Cumprimentei-o e lhe perguntei se era vizinho novo.
“Vim mês passado para cá” – disse-me, acrescentando que vivia numa cidade do Oeste catarinense. Tinha decidido vir para a cidade grande, por insistência do filho, que mora aqui.
Assim, estaria também perto dos netos. O sotaque italianado denunciava sua origem rural. O empenho em deixar bonita aquela tirinha de terreno confirmava o gosto pelo trato da terra.
Fazia aquilo com carinho, como a matar a saudade do tempo e do lugar que ficaram para trás.
Passo diariamente por ali e acompanho a incrível transformação daqueles poucos metros quadrados. Cada dia, uma novidade. Correntes decorativas demarcando os canteiros...
pedras e pequenos troncos de árvore, dando um ar agreste ao jardim...e, de repente, rosas, muitas rosas, de diferentes cores, espalhando um leve perfume que alcança o passeio.
Minha rua ficou mais linda desde que esse senhor veio nela morar. Não sei se é por causa da primavera que com ele chegou, ou se foi ele que trouxe a primavera à minha rua para
aqui ficar o ano todo. Mas, a mensagem que meu novo vizinho me transmite é clara: qualquer tempo é tempo para mudar, e a primavera não é uma estação que vem e passa.
Ela é eterna na alma de algumas pessoas.
*Milton Rubens Medran Moreira é Procurador de Justiça aposentado, jornalista, diretor do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
DAS AMORAS E DA BONDADE DIVINA.
(Flag. Tenini- Primavera no shopping))
Rente ao imponente muro de pedras que cerca a casa defronte a minha, os passarinhos conseguiram lançar sementinhas e,
numa pequena fresta do muro, nasceu um singelo pé de amoras.
Há uns três ou quatro anos que, no início da Primavera, atravesso a rua para saborear as frutinhas maduras que existem ali.
Neste ano, além do pé de amoras que foi plantado por passarinhos, nasceram mais dois pés dessa árvore, junto ao muro.
Então, há miríades de amoras ao alcance dos pássaros e humanos que desejam saborear as minúsculas e saborosas frutinhas vermelhas.
Os sabiás, ante a exuberância das frutinhas nativas que existem na natureza, começaram a desprezar os mamões que eu colocava na sacada.
Inclusive, as maricotinhas estão deixando os bebedouros para se banquetearem com frutos da natureza que a Primavera oferece: ameixinhas, amoras grandes e pequenas, as pitangueiras,
as figueiras e tantas outras árvores existentes nesta mata atlântica que é a Reserva do Morro do Osso a poucos passos da minha casa.
Fico pensando na generosidade de Deus que nutriu a Natureza para a sobrevivência dos pássaros.
Enquanto me emociono com a Bondade Divina, fico horrorizada com a crueldade humana que não perdoa seus semelhantes e fico lamentando a morte brutal de Kadafi que, por ser Ditador
e amealhar fortuna pessoal com o cargo, foi justiçado pelas mãos humanas.
Eu preferia que o castigo, se houvesse, fosse dado pelas mãos de Deus.
Não cabe aos homens justiçar ninguém dessa forma sem julgamento que permita ampla defesa do acusado, é uma barbárie indigna dos novos tempos em que não vivemos em cavernas,
ainda que Kadafi tivesse cometido crimes contra seu povo.Quanto a Bin Laden, não sei explicar o porquê, mas minha intuição rejeita que fosse ele o mandante da tragédia das Torres
gêmeas de New York.
Por trás de tudo está a cobiça pelo petróleo... Afinal, Bush, buscando vingança, matou mais americanos do que os que morreram no World Trade Center, além de destruir o poderio da economia americana, amargando a vida do
seu povo, sabe-se lá por quantos anos.
A liberdade que Deus ofertou aos homens tem sido mal utilizada porque eles não aprenderam, ainda, que só a Bondade e a Justiça Divina devem servir de exemplo porque os homens,
na Justiça terrena, costumam fazer concorrências às feras e cometerem desatinos.
UM FINAL DE SEMANA EM SÃO PAULO.
Não podia deixar de ir ao níver das minhas netinhas, assim, num vôo regular cheguei a São Paulo para a festa
dos aniversários, comemorados em dia neutro para as duas, mas de muitas brincadeiras com dezenas de coleguinhas que se dirigiram ao Park-center de um grande shopping da capital
paulista para abraçá-las e curtir as brincadeiras nos numerosos aparelhos existentes no local.
Foram dias de muitas brincadeiras, mas, também de apreensão porque minha netinha Juju teve febre alta, porém, logo medicada e prontamente se restabeleceu da gripe que a acometeu.
Na verdade, encontrei aquela cidade em chuvas intermitentes e fria. Nem por isto deixei de aproveitar as horas em que as meninas estavam no colégio, visitando os Supermercados
próximos ao local onde minha filha mora.
Lamentei não ter visitado os principais shoppings como sempre faço, mas ainda assim os dias foram curtidos em família., principal razão da minha estada ali. Na minha chegada, fomos ao níver da Polícia Militar de São Paulo, onde minha filha é fonoaudióloga e equoterapeuta voluntária para atendimento de centenas de crianças e adultos
paulistanos carentes e portadores de necessidades especiais.
A solenidade foi bonita, mas cansativa pelos infindáveis discursos das autoridades presentes.
Seguramente, aguentamos de três a quatros horas em pé, abrigadas num precário balcão, sem bancos para sentar, sob chuva e frio.
De madrugada, em casa eu não conseguia dormir de tantas dores nas pernas pelo esforço dispendido.
Sugiro que os discursos em solenidades oficiais sejam abreviadas as citações das autoridades presentes porque não cabem mais nos dias de hoje tantas badalações, as quais, ninguém mais
presta atenção.
No retorno de São Paulo na semana seguinte, estávamos com receio de encontrar o vôo cancelado.
O avião estava lotado de passageiros de outro que fora cancelado em razão dos efeitos do vulcão chileno.
A aeromoça nos avisou que seria bem possível que não pudéssemos pousar em Porto Alegre pelas mesmas razões e que neste caso retornaríamos à São Paulo .
Mas nada disso aconteceu, um vôo tranquilo e chegamos a esta cidade sem maiores problemas de pouso.
Hoje, pela manhã, notamos que nuvens cinzas encobriam o sol e um vento forte as empurrava para o leste.
Mas o que vimos era diferente das nuvens habituais, parecia uma cortina de fumaça em extinção, talvez resquícios do vulcão chileno nos céus de Porto Alegre.
A Natureza se impõe e temos de respeitá-la, assim como lidamos com decisões alheias em que só nos cabem acatá-las.
Esta é a lição do dia de hoje em que a Natureza veio dar o seu recado.
ARTE E CULTURA.

( Flag.ARTE E CULTURA.
. O que falta mesmo é Cultura pois é sabido que os “nouveaux riches” quando vão à Europa compram
reproduções de pintores famosos, especialmente impressionistas colocando-as em belas molduras... O europeu que se preze só coloca nas paredes de sua casa, obras originais.
Uma pesquisa realizada na Itália pelo Instituto de Psicologia Analítica de Roma revela que “para se ter uma vida mais saudável, um intelecto muito mais ativo e combater
a depressão, basta amar a Arte e conviver com ela.”
Eu nunca duvidei disso, pois sinto-me feliz em dedicar-me à Arte, em suas várias manifestações e gozo de um bem estar físico e espiritual que nenhum remédio teria melhores
resultados.
A pesquisa foi realizada entre as idades de 20 a 35 anos resultando num surpreendente resultado de que os amantes da Arte são quase três vezes mais ativos que os demais.
Empenham-se mais em questões sociais e estão mais satisfeitos com as tarefas que executam.
São superiores intelectualmente e não têm problemas de auto-estima.
Massimo Cicogna, psicólogo e antropólogo italiano, diz que a Arte faz bem ao amor pois os casais que convivem com a paixão pelo belo têm uma cumplicidade erótica
mais elevada que os outros, na proporção de 66% contra 37 %. Em casos de depressão, superam mais facilmente tal situação em 78% dos casos.
O grupo de especialistas que está sendo liderado por Cicogna é o mesmo que identificou a Síndrome de Rubens, descrita como uma série de impulsos sexuais que atingem os
visitantes de museus, durante o momento que estão contemplando determinadas obras de Arte.
“É um estado de ânimo que se cria durante uma visita a um museu, sensação de êxtase que somente uma obra de arte pode estimular” explicou Cicogna.
Entre os museus pesquisados o mais excitante, segundo o grupo, é o Palácio Doria Pamphili, de Gênova, onde se encontra o famoso quadro de Rubens , conhecido como Sátiro.
A Galeria Borghese, que fica em Roma , situada no esplendoroso palácio do mesmo nome, encontramos pinturas e esculturas renascentistas de artistas consagrados e até menos
conhecidos. Jamais esquecerei as esculturas em mármore de Bernini de extrema beleza, como O rapto de Proserpina e a de Apolo e Dafne.
A Galeria Borghese foi considerada, pelo grupo de Cicogna, a mais romântica pelo clima dos visitantes que arrulham diante dos quadros como pássaros na primavera...
Ronald Reagan, quando Presidente dos EUA, declarou que Arte era coisa para Primeiro Mundo, como se talento tivesse nacionalidade ou parâmetros econômicos.
Há tempos li uma pesquisa de uma psicóloga inglesa que taxou os artistas de “loucos”... excêntricos, egocêntricos... loucos lúcidos, geniais, concluiu ela.
Sabe? Concordo com ela , só louco mesmo ou visionário atreve-se a viver de Arte , mas haverá fortuna maior do que o bem estar que ela transmite e o parafuso frouxo que
impulsiona nossa liberdade de criação para pressentir um Bem , além do horizonte azul?
PRIMAVERA.
Quem não gosta da Primavera?
A cidade começa a florescer em todas as Avenidas e ruas encantadas e nos pátios e jardins, as cores tomam conta
dos canteiros e gramados.
Aqui em casa, tenho uma pequena árvore, Primavera, que está toda tomada pelas flores brancas e roxas, uma beleza de se ver e de aspirar o perfume quando chegamos perto.
Os amores-perfeitos que comprei em uma casa de jardinagem começam a florir em variados tons, lembrando dos meus pais e suas histórias.
Só fico triste porque minhas netinhas não conhecem este panorama a não ser quando vão em parques de São Paulo.
Elas estão em Escolas e não podem vir ao sul nesta época do ano.
Mas, o meu jardim já foi mais florido e belo, entretanto, os jardineiros de hoje em dia, só sabem trabalhar com mudas compradas.
Mas cansei de comprá-las porque além de saírem caras não duram quase nada e a reposição tem de ser constante.
Meu pai guardava sementes de um ano para outro, enroladas em papel pardo e no tempo próprio, semeava os canteiros com as flores preferidas que eram crisântemos, margaridas ,
dálias e todas espécies de flores que enfeitavam nosso jardim.
As roseiras e jasmins eram plantadas de mudas que ele comprava lá no Mercado Público.
Como morávamos em Casa, no pátio de trás, havia galinhas, galos e pintos.
Além disso, reservava um pequeno espaço para plantar cenouras, alfaces, tomates, rúculas, espinafres, couves, repolhos e temperos verdes para uso da casa.
Tudo isto era feito nas horas vagas, depois do trabalho duro que executava.
Os tempos mudaram, já não temos a perenidade de nada e nem contamos com pessoas que saibam cuidar de um jardim como deveriam.
Tenho tido jardineiros bem desastrados porque desconhecem até mudas de plantas, podando-as de maneira inadequadas ou colocando adubos em demasia ocasionando a perda de mudas
preciosas que compramos.
Hoje o dia está enfarruscado como certas pessoas que fecham a cara para você, mas no fundo, te amam porque na Primavera o clima é agradável, ameno, passageiro...

"Lua nova"- tela em tinta acrílica Tenini
SÉTIMO CÉU ( Republicada, a pedido)
O logradouro onde moro, além dos panoramas deslumbrantes que lhe deram o nome de Sétimo Céu,
é palco de inusitadas incursões. Agora, além dos pássaros habituais, uma legião de rolinhas tomaram conta das calçadas e jardins. Na verdade, eu fui cúmplice dessa invasão, pois o bando veio depois que eu comecei a colocar montinhos de quirera na calçada para os pássaros habituais visando observá-los e
amá-los. Apesar de ficar encantada com as rolinhas, aflijo-me ao constatar que elas desejam reinar absolutas, enxotando os demais pássaros com certeiras bicadas. Imginem a minha alegria, manhã cedinho, surgindo com a quirera... Sou recebida por uma sinfonia de cantos de pássaros de todas as espécies que soam como trinados celestiais ... Há algum tempo atrás, minha rua foi invadida por 7 vacas e um boi. Resolvi perguntar ao Boi , recordando a mesma tirada da minha filhinha aos 4 aninhos, " se era boi ou vaca"?
Surpreso, o Boi olhou-me atravessado, afinal estava com um harém de fazer inveja a qualquer touro de arena. Para minha segurança, afastei-me rápida de seus chifres! Durante o dia, pastavam mansamente e à noite, entravam pela Reserva ecológica, onde o Boi passava a noite contando estrelas ou trocando segredos com as parceiras.
Fiquei a imaginar, seria o Boi quem dominava as vacas ou seriam as vacas que o dominavam. E como o Boi consegue aturar a vaca louca? Aparecem, ainda, cavalos soltos que vêm pastar gramíneas dos caminhos em tranquilas e altaneiras passadas. E os lagartos? Ah! Existem lagartões, sim. Mas o surto de construções na minha rua, os estão afastando para as matas adjacentes, embora continuem a lagartear pacíficamente
em dias de sol quente, lançando olhares pedintes para o banquete dos pássaros. Sem contar a passagem do Galo Vermelho, que povoou minha imaginação durante meses. No domingo, fui despertada pelos latidos dos cães. Quem seria? Acorri à janela e deparei com 3 cavaleiros, nem todos de chapéus nas mãos, mas elegantemente pilchados, cavalgando belos cavalos árabes, passeando tranquilamente na tarde
domingueira. Um deles, o mais velho, com um olhar misto de capitão Rodrigo Cambará e Giuseppe Garibaldi, sorriu-me num amável cumprimento, só faltando jogar-me uma rosa... Não é à toa que o local onde moro tem sido preferido por artistas e pessoas que cultivam a sensibilidade, em ambiente romântico e bucólico. Não seria de duvidar que Dom Quixote, com seu fiel escudeiro Sancho Pança, perdidos em suas andanças, venham a aportar por aqui, algum dia, onde, certamente, encontrarão
pousada e abrigo na casa de alguma Dulcinéia, neste paraiso tropical jamais sonhado por Cervantes...
O GALO VERMELHO de Tenini
O galo deve ter fugido da degola na hora do batuque, que semanalmente se realiza na rua dos fundos da minha casa .
Quem se arriscaria a pegar galo de batuque? Nem eu nem ninguém a quem perguntava.
Assim, ele permaneceu livre, dono da rua e das matas adjacentes por mais de sete meses. Já taludo, muitas vezes
eu o via pulando de árvore em árvore, livrando-se de algum bicho inoportuno.
Parecia um gavião vermelho, cuja crista ondeava escarlate feito coroa sob o sol da manhã.
Gostava de entrar pelas grades do portão para ciscar no meu jardim, aproveitando-se do descuido dos cães, aflita eu gritava: "Xo xô , galinho, xo xô.." para que não fosse
apanhado pela máfia canina.
O galo costumava, ainda, brindar-nos com calorosos e tonitruantes corococós, às quatro de la matina , infernizando alguns moradores sonolentos, mas, a mim, deliciando
como serenatas de Romeu...
Soube que alguns moradores tramavam a condenação do galo. Espingardas de chumbo grosso, facões e até laços de gaúcho foram preparados, numa sentença implacável,
mas acabaram desistindo
porque espalhei o boato de que quem se atrevesse a matar o galo, seria vítima de terrível maldição...
Certa vez, pensei em arrumar-lhe uma galinha, de olho nos ovos, mas depois de observá-lo bem, concluí que teríamos maiores encrencas.
O galo tinha um belo porte capaz de virar a cabeça de qualquer galinha
metida a besta, mas tinha ares filosofais dos solitários...
Um galo que pensa não é tão comum e uma galinha por perto, cacarejando o tempo todo, convenhamos, perderia a paciência e o bom humor. Mais adiante, teria de aturar brigas
de galinhas às esporadas.
Afinal, sendo um galo espirituoso, não dado a tricas e futricas, acabaria por se indispor com o sexo oposto. Também não tinha vocação para cuidar dos pintos, já que não havia
cerca para agrupá-los, além de ter
de assumir responsabilidades, cassando-lhe a liberdade de ir ,vir ... Sem contar que teria de dar mais trepadas do que tivesse vontade.
Um dia, o Galo de Batuque não cantou de madrugada.
Saí à procura pelas redondezas, ninguém vira e, ante a minha insistência, todos olhavam-me desconfiados.
Juro que cheguei a ver alguém estalando os dedos. ( pensariam que fosse eu, a batuqueira ?)
Fiquei a matutar, o galo teria cansado da solidão ? teria encontrado alguma galinha fuleira que o desencaminhara ? Fora pego pela turma da macumba ? Fora um enlouquecido
vizinho que o fuzilara ?
Ou foi parar na panela de algum incrédulo ? Talvez fosse aquele vigia de obra quem papou o galo, porque, logo depois, deu um azarão na vida dele. A firma quebrou, foi despedido e
andou às voltas com a polícia,
por roubo de galinhas. O certo é que o desaparecimento do galo, deixou-me sorumbática... pois, Meninas, quando se dobra o Cabo da Boa Esperança, cantada de galo, só de batuque mesmo...
O 11 DE SETEMBRO DE 2001. de Tenini.
Dizem que artistas são dotados de uma sensibilidade que , em muitas vezes, conseguem identificar fatos
premonitórios sobre acontecimentos pessoais ou de outras naturezas.
Tenho percebido que os que assim afirmam têm razão porque sou uma pessoa com estas características, felizmente ou infelizmente...
Em 1995 em viagem de estudos em New York, , num dia que fazia calor, em pleno Outono, uma colega insistiu para visitarmos o World Trade Center.
Concordei em almoçar naquele local porque minha colega tinha muita curiosidade de conhecer o “Centro das Decisões Mundiais” ali localizado.
Percorremos as principais dependências do majestoso Edifício, tiramos fotos da Escultura que havia no terraço do prédio, em que o escultor havia usado o aço e outros materiais ,
entre eles o cobre, representando justamente que os EUA, através do Fundo Monetário Internacional era o Cérebro das Decisões Mundiais.
A América era o centro de tudo!
Quando descemos para almoçar num dos restaurantes que ficavam ao ar livre em espaço interno do prédio, comecei a sentir calafrios e uma sensação estranha de mal estar e eu queria
sair dali o mais rápido possível. Ainda, assim, colhi um flagrante de um grupo de executivos em mesa próxima, parecendo que entre eles havia um homem de cor parda e que ao falar
apontavo com o dedo algo que não identifiquei o que fosse.
Na volta para Porto Alegre, eu estava empenhada em pintar um quadro representando a minha estada em NY e escolhi justamente o momento do World Trade Center, pelas sensações
estranhas que sentira lá.
A foto do quadro aí está para constatarem. Usei cores amarelas, laranjas, vermelhas por intuição e, hoje, constato que elas lembram a cor do fogo.
Do lado esquerdo pintei a escultura que havia no terraço do World Trade Center. À direita, ao alto, pintei o flagrante que colhi no restaurante do prédio.
Vejam uma mão escura que aponta para os executivos...
No fundo do quadro pintei várias coisas que lembram flores, anjos e pássaros. Finalmente, ao centro está a DAMA DE AZUL, iluminada por uma coruja que representa a Sabedoria
.Até hoje, os que me conhecem, dizem ser meu autoretrato.
No dia 11 de setembro de 2001 eu me encontrava no Atelier Livre, em aula de Escultura, quando aconteceu a catástrofe que abalou o mundo e marcou para sempre os EUA.
Eu estava com um bloco de pedra sabão nas mãos para esculpir. Era meu primeiro trabalho em pedra. Neste momento eu senti que aquele dia mudaria completamente o rumo dos
EUA, em termos econômicos e sua importância no mundo. Senti que haviam acertado a águia americana.
Esta obra, embora tosca pelos meus incipientes manejos com as ferramentas da escultura, representa uma pomba com o bico para o alto, sem poder alçar vôo, tem no seu lado direito,
olhos vasados e o bico da águia. Atrás, uma figura disforme com um dos pés furados. .. Seria a América? Depois de pronta, a obra foi chamuscada com fogo...
Este dois trabalhos, tanto em pintura como em escultura, considero importantes porque um é premonitório e o outro, a antevisão do que aconteceria depois daquele ataque ao país
que sempre admirei.
Sei que os sensitivos, os espíritas, entenderão o que relatei aqui.
Não sou uma grande pintora nem escultora, mas sinto possuir a sensibilidade dos bons artistas.
O PENSADOR...
ele deixava o rosto à mostra.
Examinei o homem detidamente e cheguei à conclusão que talvez fosse um visitante da Expo-Feira que acontece nesta semana aqui no sul .
Tinha o rosto de traços regulares, cor clara, cabelos grisalhos, olhos azuis e
Estatura mediana.
Trajava-se modestamente, deduzindo-se que era alguém que trabalhasse no campo ou a céu aberto porque estava queimado de sol, numa cor avermelhada.
Talvez fosse da serra, com sonhos de ter uma fazenda e, por isto, foi ver a exposição de Esteio. Ou quem sabe ele trabalhasse em alguma fazenda como domador de cavalos
ou coisa que o valha?
Mas o certo é que o homem estava só e sonhava, enquanto sorvia um cafezinho.
Teria por volta de 50 anos e estava naquela fase da vida em que tinha esperanças de poder alcançar o que sempre almejara.
Tinha o principal que era a garra pelo trabalho, afinal era descendente de italianos (pelo tipo físico) e estava acostumado com a luta diária.
Percebi que era homem livre, pois não portava aliança. Homem ,para ele , não podia andar a cabresto. Usar aliança era como andar manietado, pensava ele...
Não importava que tivesse família como mulher e filhos, tinha vida de andejo e de aventureiro como seus ancestrais.
Um dia teria uma grande fazenda e voltaria à Expo para comprar gado de pura linhagem e cavalos crioulos para galopar pelas coxilhas verdes do Rio Grande e nesse andar
tentar conquistar aquela china linda, uma estancieira que conhecera lá pelos lados de Uruguaiana...
A IDADE DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Sinto-me a vontade para contar este episódio porque não sou leitora habitual da famosa cronista Martha Medeiros.
Reconheço qualidades de famosa cronista porque atinge o gosto da maioria dos leitores, especialmente leitoras nas faixas de 30-50 anos.
Prefiro outro estilo, mais poético, lírico sobre as coisas do cotidiano.
Mas eu fazia a série de Flagrantes de Final de Século iniciada em 1998, provavelmente janeiro ou fevereiro daquele ano, quando reparei uma
jovem senhora em mesa próxima a minha, que lia o jornal ZH.
Deu-me a impressão que aguardava alguém e eu tinha razão.
Na época, frequentava o Bistrô um homem de seus trinta e poucos anos, alto, claro que me parecia estrangeiro pelo corte de cabelo, um pouco mais longo do que o comum e trajes
que eu julguei fossem europeus.
Era um importante Diretor da Renner que conclui ser daquela família . Nesta época as lojas estavam em negociações com grupo americano.
Ele me parecia tímido e andava sempre só, como peixe fora d’agua...
Tomava duas ou três vezes cafezinhos, no interior do Bistrô e, de lá, ficava olhando o movimento por largos períodos.
Certa vez ele chegou perto de mim e quis ver o que eu desenhava , expliquei-lhe a minha intenção sobre a série de Flagrantes e ele, além de elogiar, incentivou-me a continuar.
Desde este dia , passou a me cumprimentar sorrindo e abanar de longe.
Pois era este cidadão que a Martha Medeiros esperava e vi quando ela entrou no café , sentou-se na mesa do referido dirigente da Renner e ficou algum tempo ali falando e mostrando
algo a ele.
Não sei se ela conseguiu o que precisava, talvez patrocínio, mas depois disso, ela passou a ter mais visibilidade no jornal em que colaborava com crônicas.
O jovem dirigente da Renner, depois da venda do conglomerado de lojas não mais foi visto no local.
Penso que ele tenha retornado à Europa, talvez Londres, pelo seu modo de vestir e de cortar os cabelos.
Revendo agora os desenhos da época, encontrei 2 desenhos da jovem mulher , pois tenho certeza ter reconhecido a Martha Medeiros, quando ainda não tinha a fama de hoje.
Estarei certa?
Entretanto, quarta-feira pp, ela, de uma forma pouco elegante abordou a 3ª Idade e criticou aquelas que se acham no direito de dizer tudo que pensam.
Ora, cronistas costumam escrever sobre tudo que pensam e não aturam os que adquirem liberdade para dizer sobre algo que não gostam?
Da minha parte, estou na idade da transparência e adquiri a liberdade de pensar e de dizer. Claro, só digo “verdades” a pessoas que me agridem de uma forma explícita ou anônima.
Posso usar uma charge ou palavras orais ou escritas, conforme o caso.
Observe bem, dona Martha, da minha parte, estou exercendo o meu direito de defesa a que tenho direito como ser humano.
Entendo que a senhora, hoje, tem o sucesso que tem por falar sobre obviedades de sua faixa etária, entretanto, os que estão na sua idade sequer tem tempo para ler jornais, optam por
notícias gerais e uma ou outra coluna porque trabalham o dia todo.
Aqueles que acompanham os jornais em sua totalidade são os da 3ª idade, com rendimentos compatíveis ao status profissional que exerceram, com boa instrução e disposição física e
mental para julgarem o que é bom ou mau.
Portanto, a senhora perdeu uma boa oportunidade de silenciar sobre o assunto a não ser que tenha sido pressionada a fazê-lo.
E a Redação do jornal está de acordo com suas palavras?
Quem sabe, cancelar as assinaturas de clientes que atingem os 60 anos, einh?
Porque a conclusão que cheguei é que o jornal em que a senhora trabalha é preconceituoso contra a 3ª Idade.
Da minha parte, entendo que a senhora ofendeu ampla faixa da Maturidade no seu direito de liberdade de expressão e peça a Deus que em futuro que não está tão longe, porque
deve estar a caminho ou ultrapassado os cinquenta anos, tenha saúde satisfatória, física e mental, para gozar da delícia do que é pensar e se defender livremente daqueles que
pretenderem ofendê-la ou silenciá-la, como regimes nazistas.
Ou estará agindo como cobra mandada?
OS BOINAS PRETAS
Eram por volta de 16 h e 30’ , quando os boinas pretas passaram pelo café, acompanhados de outro homem
também jovem que não usava o blazer preto como os outros. Nem usava a boina preta, mas como os demais tinha os cabelos mais compridos, pretos e ondulados.
Mas, a passagem foi tão rápida que só deu para guardar as imagens dos dois jovens homens de boinas pretas. De onde seriam? Os blazers pretos eram de boa qualidade, como a gente
encontra no Uruguay e Argentina. Usavam camisas brancas e gravatas pretas.
As boinas pretas me intrigaram, seriam artistas? músicos? jornalistas de países platinos?
Ou seriam de Cuba, mas rejeitei a hipótese porque eles estavam muito bem trajados.
O que faziam em Porto Alegre? No dia anterior, encerrara o Encontro de Literatura de Passo Fundo.
Seriam ligados à literatura? Mas, na verdade, fiquei mais inclinada a achar que deveriam ser da Música.
Prometi a mim mesma pesquisar nos jornais sobre alguma pista, nos eventos musicais programados, mas não fiz.
Os homens de boinas pretas, eram de cor muito clara e os cabelos ligeiramente ondulados em cor negra, traços regulares semelhantes à raça espanhola.
Enfim, pode ser que você que me leu até agora, possa me dar uma pista sobre quem eram os passantes do Barra Shopping Sul , da sexta-feira, fria e de ventinho gelado, embora
ensolarada de Porto Alegre.
Na sua ligeira passagem por aqui , percebi que eram além de jovens, bem nutridos, bonitos , tinham ares audazes daqueles que sabem o que querem.
Encolhida no meu canto, eu os admirei.
E/mail: Tenini@terra.com.br
OLHOS NAS ESTRELAS. ilustração: O olhar e texto do livro da autora ( Tenini), ESCULPINDO SONHOS. E/mail: Tenini@terra.com.br
O dia amanheceu ventoso, com chuvas torrenciais , trovoadas e continuou assim até altas horas da noite.
Perfeito para ficar em casa e deixar o pensamento rolar...
À noite eu assistia um filme que já havia visto, quando faltou luz, como é comum acontecer neste logradouro, em dias de chuva.
À luz de velas, meu pensamento voou pelo tempo.
Recordei um dia em que subia o morro, pois naquela época ainda não havia iluminação pública na minha rua por ausência de casas e a minha era a única, numa distância de
400 ms. da bifurcação com outras vias de acesso.
Eu voltava do trabalho e subia com muito medo, pois já anoitecera e eu teria de caminhar numa rua rodeada por árvores gigantescas, cobertas por extenso véu de névoa, numa
visão fantasmagórica como se atravessasse uma aterradora floresta, solitária e assustada, como personagem infantil dos contos dos Irmãos Grimm.
Rezei para que Deus e os meus Santos me protegessem.
O céu estava estrelado e fui seguindo com os olhos fixos nas estrelas.
Lá no fim, havia uma luz brilhante, como se fosse uma estrela da maior grandeza e eu segui seu rastro, de repente, percebi que já estava em casa, no meu abrigo, minha paz,
protegida entre os meus queridos e sorri feliz por sentir-me segura nos braços do Amado.
Voltei a olhar para janela, a noite continuava escura, triste, gelada e pelas vidraças, a chuva escorria silenciosa como lágrimas do coração .
Mas sei que haverá um outro dia e aquela estrela de maior grandeza voltará a brilhar no céu da minha vida...
TAURA.
Tenini.
Vai o taura
Enfrentar
O frio da madrugada.
Leva no peito
Saudades da chinoca
E o arrenego da distância.
-Inverno malevo esse
Que esticou
Além da primavera!
Vai o taura pelear pela vida
Na doma do destino incerto.
Chapéu tapeado,
Enrodilhado no pala,
Ostentando alma de tropeiro
E no olhar o fogaréu
De um traguito
Para esquentar os ossos!
GUAIBA, UM LAGO OU UM RIO?
Volta à discussão sobre o Guaíba, alguns defendendo a tese de que é um rio, outros de que se trata de lago.
Nos tempos escolares aprendi que se tratava de Rio Guaiba e eu me acostumei a designá-lo assim.
Entretanto, mais tarde, especialistas no assunto decidiram que o Guaíba tinha características de lago e os Governos, através de suas Secretarias de Educação passaram a adotá-lo
como tal.
Rio ou lago, não importa para mim. O Guaíba sempre fez parte da minha vida e ele se descortina inteiro daqui de casa.
Há dias em que está soturno, emburrado e nós o vemos com uma cor barrenta, outros, é um espelho de raro esplendor, outros ainda, reflete o azul do céu e as luminescências do
entardecer, nos seus prateados ou dourados.
Mas há, dias, como naquele Outono, em que se apresentou em dias dourados de sol , mas, a estiagem se fez presente por falta de chuvas , então, nós o vimos em tons verdes,
como a lembrar-nos dos mares em calmarias...
Gostaria que fosse verdade uma tese antiga em, que nos prometiam que seria construída uma ligação com o mar e o nosso rio ou lago, seria definitivamente verde para gaudio dos
que se alegram por vê-lo assim.
Mas quando o Guaíba se mostra verde revela que está poluído e eu receio que desistam de despoluí-lo por falta de verbas.
Não sei quanto tempo os Governos Municipais anteriores receberam verbas de empréstimos internacionais para limpar o Guaíba. Quem controla alguma coisa neste país?
Sempre houve promessas de retomada das providências de saneamento para que ele seja despoluído porque é dessa imensidão de água que todos nós precisamos para sobreviver,
mas os anos passam e nada acontece.
Neste Inverno, nós o vemos em cheia, por excesso de chuvas, mas, pleno de belezas a inundarem as margens como a dizer-nos: Retomo o que é meu.
Tenho escrito muito sobre o nosso Guaíba, mas tenho saudades do tempo em que os navios aportavam aqui e a gente se alegrava por ouvir os apitos dos navios que chegavam, muitas vezes
trazendo pessoas queridas de volta aos nossos braços ou de partidas que jamais retornaram...
O Guaiba tem histórias, mas pouco tenho ouvido falar nelas.
Quando falam, lembram de naufrágios, mas eu preferiria que nos contassem das chegadas e partidas, cheias de emoções e que um dia alegraram ou entristeceram corações...
DOS BOTOCUDOS.
Eu estava tomando meu cafezinho no Café do shopping, quando percebi um homem alto e gordo que estava usando uma das mesas do centro,
em companhia de uma jovem que lhe dava sorvete, de colher na boca, feito criança.
Tudo bem, já vi outras cenas como esta e sei que as mulheres costumam tratar os homens como seus filhos.
Mas, de repente, vi a jovem levantar-se e se dirigir para a saída lateral. Inopinadamente, o homem levantou-se e saiu aos berros atrás da moça, dizendo:
” Vem cá! Vem cá.!!!” Continuou, a gritar:-“ Vem cá, Déia! Já disse para vir aqui...” e corria atrás da jovem.
Todos que estavam nas lojas e nas mesas do café, assistiam a cena estupefatos, sem que ninguém tivesse qualquer reação em deter aquele homem que gritava de forma animalesca.
A moça entrou na porta mais próxima, a de um Instituto de Beleza e, o homem entrou atrás.
Minutos depois, o garçon nos informava que o casal estava sentado num sofá do Instituto de Beleza como se nada tivesse havido.
Todos ficamos comentando a cena dantesca que assistíramos e comentávamos : Como é que aquela moça aguentava tal tratamento agressivo e escandaloso?
A conclusão que chegamos é que há mulheres que gostam de ser tratadas assim e não são poucas as que gostam de apanhar . Entre estas, muitas são assassinadas.
Quanto ao homem, era apenas, mais um Brucutu, um homem das Cavernas.
A GAROTA DE PROGRAMA.
Ela entrou no café ás 16 h e pediu um cafezinho O dia estava frio e ventoso.
. Usava um mini short usado, sem meias e sapatos de saltos agulha em cor vermelha. O olhar era noturno.
Levantou, circulou entre os homens que tomavam café junto ao balcão, reclamou da demora do atendimento. Ninguém lhe deu atenção.
Saiu como entrou.
Pareceu-me um " Saldo de Verão."
A SONECA DO VELHO CLIENTE DO BARRA SHOPPING SUL.
Ontem, dia 09/08/2011, flagrei o cidadão acima, na maior soneca, por volta das 15 horas. Ele roncava alto, de boca aberta, rosto e orelhas bem vermelhas como
se tivesse tomado vinho... Ele dormia em corredor central, estirado na poltrona como se estivesse em sua própria casa. Adorei e, de memória, desenhei o momento
glorioso do velho cliente ou turista do meu shopping preferido.
O TESTAMENTO.
( minha filha menina - Tenini)
Filha querida, como testamento da minha parte, deixarei para ti, todas as plantas e árvores que fizeram parte das nossas vidas, inclusive aquelas que mandei plantar do outro lado da rua,
os cinamomos alemães que, neste Outono, apresentam-se exuberantes nos buquês de flores amarelas, misturadas às sementes em rosa antigo a esparramar pela calçada sombras e cores escondendo o muro impenetrável e alto da calçada oposta.
Deixo-te ainda, a acácia fístula que nasceu do outro lado da rua, filha da que tínhamos no meio da nossa calçada e onde conheceste os primeiros embalos e deste os primeiros risos
cristalinos no balanço que coloquei nos seus galhos e que hoje não existem mais.
Deixo-te, ainda, além das bergamoteiras, as bananeiras, o limoeiro e um pé de laranjeira do pátio dos fundos que dão frutos saborosos uma vez por ano, justamente em junho ou julho.
Deixo-te, ainda, o abacateiro que dá abacates manteigas deliciosos, ano sim ano não, em quantidades apreciáveis e que sempre fizeram a alegria das nossas sobremesas.
Há ainda, minha filha, pitangueiras e ameixeiras que os passarinhos plantaram.
Peço ainda, que sempre mantenhas os pássaros que nos visitam, cada vez mais numerosos, em todas as estações, com seus trinados maravilhosos porque no canto deles lembrarás
teus pais que sempre te amaram pela vida afora.
E agora, plantei um pé de jabuticabeira perto da piscina, para que um dia possas saborear seus frutos.
Foi meu último ato.
No jardim, ficarão as eternas hortênsias em azuis e rosas, as roseiras , os jasmins e outras flores que enfeitaram as nossas primaveras.
Meu tempo de vida está curto para plantar mais, peço que cuides de tudo quando eu for embora, para que minhas netas conheçam o pano de fundo de nossas vidas e aprendam amar
esta natureza abençoada que sempre amamos.
Quanto às demais coisas materiais, faças o destino que quiseres dar a elas.
Beijins da tua Mãe Tetê.
A DAMA DO JAZZ.
( A dama do jazz - pastel oeloso Tenini)
Nos finais dp século XX, a imprensa local noticiava o surgimento de uma dama que se dedicava a tocar jazz,
apesar de ser uma mulher madura.
Reunia em sua casa artistas de todas as áreas para exercitarem suas artes e o sarau incluía, além dos salgadinhos e bebidas trazidas por todos, artistas da música em suas várias
expressões .
Na época eu já tocava tangos no shopping e fui convidada a tocar para alegria dos convidados que curtem este gênero musical.
Assim, todos os músicos convidados faziam breves apresentações durante a noite, entre as 21 h até altas madrugadas.
O tempo passou, a dama continua tocando esporadicamente, pois está sofrendo sequelas de diabetes e outros problemas que a impedem de se locomover.
Foi um período muito badalativo e de boemia sadia que aproximava artistas musicais.
Na verdade, eu curti estes momentos mas, no íntimo, eu amava Artes Plásticas e como tempo estava curto para as duas artes, iniciei a série de Flagrantes de Final de Século,
que eram colhidos e aquarelados na hora sem preocupações com técnicas apuradas.
Eu os fazia para não perder o treino da mão e das expressões, como artista expressionista que sou.
Nesta época fiz o quadro anexo, retratando Dama do Jazz, não a nossa anfitriã mas inspirado nela e em todas as damas do jazz do mundo.
Aqui está o quadro , feito em pastel oleoso, que exige cuidados com iluminação para não desbotá-lo com o tempo.
Gostei do resultado e espero que apreciem.
A TOMADA DE CONSCIÊNCIA.
Minha filha tinha 12 anos quando colhi este flagrante dela e de seus colegas que tomavam consciência
do primeiro período democrático, após a ditadura militar.
Pelas expressões vemos a tranquilidade e o interesse pelo que estava acontecendo no país, defronte a televisão que anunciava novos tempos.
Na época José Sarney fora eleito Presidente da República, pelo PMDB.
Não pretendo comentar aqui sobre seu governo, já que na Internet existe extenso material sobre este período.
Mas, durante o Governo Collor, minha filha e seu grupo se juntaram aos Caras Pintadas para protestarem contra os confiscos e toda sorte de problemas que massacraram os brasileiros
em tão pouco tempo de Governo.
Penso que minha obra revela observações políticas e sociais de todos períodos que vivemos e que teve seu coroamento com a série de Flagrantes de Final de Século XX.
Este período, entre 1998 a 2000 dediquei-me a pintar o povo da minha aldeia.
Mas, aldeias existem em todo mundo, se você se dedicar a pintar a própria aldeia está pintando o Mundo.
Não estou interessada no momento presente, mas sei que no futuro, ela será objeto de muita atenção e curiosidade por parte de todos que a virem.
Tenho fé nisto, uma intuição de que não mais estarei aqui para provar a todos que duvidam do seu valor.
Comercialmente, pretendo em breve, vender a série em número de 100 em cada lote.
Se não tiverem compradores é porque os colecionadores não entendem nada de Arte nem de História.
Mas, os meus herdeiros estão cientes de seu valor e já há disputas entre eles pois cada um quer ficar com a coleção com fins comerciais...
04/08/2011- Gente- flag. Tenini
A NEVE NO SUL.
Ainda que seja uma neve tímida trouxe uma grande alegria para os moradores de São José dos Ausentes e
turistas que acorreram para lá.
Esta alegria toda tem origem nos contos infantis de escritores europeus que homenagearam a neve como fato alvissareiro para todos.
Sim, é muito lindo vermos os flocos de neve caindo e cobrindo tudo e eu me lembrei de que num final do Outono que passei em New York nevou durante 24 horas e rapidamente cobriu
tudo com uma grossa camada de gelo as ruas novaiorquinas.
Nosso grupo de artistas estava em visita de estudos ao Museu de Arte Moderna, quando às 11 h, começou a nevar. Corremos para apreciar de uma abertura envidraçada, um minúsculo
jardim interno do Museu e ficamos ansiosas para enfrentar a neve lá fora, quando saíssemos às 18 h
Já relatei o fato em crônica anterior, mas a conclusão que cheguei é que pode ser muito belo e alegre para eles que estão acostumados, mas, nós, brasileiras, preferimos o nosso Inverno.
Pessoalmente, gosto de um frio seco , mas que não seja menor do que 16 °, acima de zero, claro.
Mas as fotos do jornal mostram crianças e adultos festejando a novidade.
Hoje, o dia aqui em Porto Alegre deve estar em torno de 10° , mas há um sol brilhante lá fora, ainda que um ventinho gelado nos informe que não devemos nos enganar, estamos em pleno
Inverno e dos mais rigorosos no sul do Brasil e que vem desde o Outono.
Felizes eram os outros tempos em que tínhamos o tal “veranico de maio”... Onde ele foi parar?
DOS DINOSSAUROS DA PATAGÔNIA.
São levas e levas de crianças que vão ao Barra Shoppinmg Sul para ver os dinossauros da Patagônia.
Chegamos a conclusão que, agora, precisamos matar dinossauros em vez de leões a cada dia.
Mas, a mostra está agitando o shopping que ,nesses últimos dias escolares , está levando pais, filhos e avós ao local para ver as ossadas.
Fico feliz pelo movimento que vem auxiliando as lojas a faturarem mais , já que foram acrescentadas liquidações com preços razoáveis e
interessantes.
Não sei o por quê que tais descobertas arqueológicas despertam tanta atenção em todas faixas etárias.
Pelo que observei, as crianças preferem brincar em torno dos bichos do que apreciá-las.
Já os adultos ficam examinando cada detalhe, embevecidos com as descobertas e pensando de como seria aquele tempo de bichos gigantes na Terra.
Os lojistas , eufóricos com o movimento de público que proporciona o aumento das vendas, mesmo que inseguros quanto aos pagamentos das compras, quando feitos em cheques.
Em qualquer parte do mundo em que estive, os cartões de crédito são os preferidos pelas seguranças dos recebimentos.
Enfim, estiveram acertados os dirigentes do shopping Barra Sul, pois as antiguidades sempre despertam interesse na clientela.
Penso que a cada mês, deverá ser feito um desafio para atrair o público e se pensarmos bem, há muitas atrações que ainda não foram exploradas.
Gostei de ver o meu shopping preferido eufórico, nem que fosse apenas nos últimos dias de julho.
Afinal, sou uma pessoa que gosta mais de gente do que de fósseis...
Além disso, adoro comprar...
No final de junho flagrei o Homem ruivo fazendo compras no Barra e tomando um cafezinho. Seria daqui ou de fora?
Uma fisionomia não estranha mas de colorido estranho.
O DEBATE DA TV ( ilustração Tenini: flag. de O homem culto.)
" Tememos la vejez que no estamos seguros de poder alcanzar. Jean de La Bruyère en Los caracteres." " Cuando me dicen que soy demasiado viejo para hacer
una cosa, procuro hacerla enseguida. Pablo Picasso."
Devo dizer que o programa é um dos poucos que se salvam da emissora de TV da minha cidade. Sempre que posso, assisto.
Gosto, especialmente, de ouvir os homens sensatos, cultos e inteligentes que fazem parte da mesa.
Uma das integrantes me parece gostar de polemizar porque emite opiniões baseadas em preconceitos.
Não sou contra os preconceituosos porque muitas vezes me encaixo entre estes.
No entanto, ela crê ser moderna e avançada, mas, trava no preconceito contra a velhice.
O que está por trás dessa sua atitude? É um ato premeditado? Um desabafo por viver com alguma idosa ou idoso doente? Preconceito contra a idade que avança de forma inexorável?
Um ato em defesa de alguém?
Semana passada, de forma impiedosa assinou uma coluna intitulada A velha louca.
Se se trata de alguém verdadeiramente nesta situação, deveria silenciar para não ser agressiva, ainda que no texto procurasse amenizar o impacto do título.
Neste final de semana, resolveu taxar o escritor Rubens Fonseca como se estivesse caducando, pois no seu entender, ele deveria continuar a escrever palavras rudes, foi o que deduzi.
Alegou que nas últimas publicações ele estava escrevendo textos açucarados, ultrapassados , por culpa dos 85 anos do escritor.
Recebeu delicados mas contundentes puxões de orelhas de seus companheiros de mesa que contrariaram suas opiniões.
Ela ficou visivelmente contrariada e num lance de sua imagem, flagrei seu pé que se movia de forma enérgica para um lado e outro, reflexo nervoso como a demonstrar a teimosia
da portadora.
Os companheiros de mesa afirmaram que o escritor, de reconhecido talento, tem direito a continuar a escrever dentro de uma outra realidade que o tempo é mestre em aprimorar,
seria este o resumo do que ouvi deles.
Penso que quem tem um microfone nas mãos deve ser mais controlada em suas opiniões que podem machucar os ouvintes. O mesmo para quem tem o micro nas mãos para publicar
em jornais.
Ela poderia manifestar sua opinião para um pequeno grupo de debates amigos ou apenas na Internet, porém, acho que ela é daquelas que teimam ser os supra-sumos do conhecimento
humano e adora a exposição pública. Um recado, cuidado para não se fixar em certo tempo de sua jovialidade porque ele também passou por ela.
Gosto muito da inteligência masculina que de uma forma suave, mas eficiente, sabe como contestar uma mulher voluntariosa e preconceituosa.
UM HOMEM ISLÂMICO?

Quando olhei o homem em mesa distante, tive a impressão de que via um islâmico ali no café. Poderia não ser, mas ele estava só e olhava com atenção todos que passavam e fazia um sorriso meio abobado, como alguém que tivesse atravessado um período de grande sofrimento ou atribulações. Seria algum exilado político? Imigrante? ...Tinha a tez bege escura, a barba e os cabelos pretos e usava óculos. Quando levantou, vi que usava uma calça jeans larga e que há muito tempo eu não vejo por aqui. O blusão era de nylon em verde escuro. Caminhou sem pressa entre os passantes. A quarta-feira, chuvosa e fria, mesmo assim o shopping apresentava um bom movimento de clientes embora, nem tantos compradores. O dia amanhecera assim escuro e com chuvas intermitentes e a temperatura que no dia anterior era amena teve uma violenta queda nos termômetros
Mas, o homem “islâmico” foi o que chamou a minha atenção. Quando ele se foi, também eu fui embora para casa porque o dia nada prometia de bom,
mesmo sendo o Dia do Amigo.
DOS COVARDES.
Com frequência cada vez maior constata-se que os Covardes que acessam postos de mando, cercam-se
de bajuladores em troca de cargos em que aufiram lucros monetários para o grupo, cujas funções precípuas são
de atacarem aqueles que apontam suas falsas posturas de respeitabilidades.
AS VELHAS LÚCIDAS.
AUDIÊNCIA JUDICIAL 2.
Quadro a óleo de Tenini ( detalhe do quadro) A JUSTIÇA, feito em homenagem ao marido da artista, formado
AUDIÊNCIA JUDICIAL 2.
Quadro a óleo de Tenini ( detalhe do quadro) A JUSTIÇA, feito em homenagem ao marido da artista, formado
em Direito tardiamente.
O que eu não contei no primeiro texto em que relato uma audiência judicial é de que os Juízes também são humanos porque são curiosos e brincalhões, atrás daquela empáfia toda.
Logo depois daquela audiência, ao entrar na minha página do Facebook, apareceu momentaneamente, uma foto em que reconheci o tal Juiz da audiência. Era uma foto familiar e trazia
o nome dele.
Então fiquei sabendo seu nome que eu não tivera a curiosidade de perguntar.
Acessei o link dele, mas era fechado para um grupo, certamente de Juízes como ele.
Logo que começou a audiência que relatei em texto anterior, ele me olhou e disse:-
- Hoje estou feliz, o Internacional ganhou !
Como eu nada sabia sobre as especulações dos Juízes sobre as pessoas em sites e facebooks, incluídas as testemunhas, fiquei quieta, como gremista perdedora, mas, na verdade,
com a língua afiada para revidar.
Mas eu sabia que o Juiz era autoridade soberana naquele momento e me fiz de desentendida.
Durante a tal audiência , ele me provocava, me chamando de Doutora advogada, sem eu ter dado uma palavra sequer, pois não fora ouvida como testemunha, penso que tenha sido
fofoca da tal defensora pública do caso, incomodada pelos meus conhecimentos, a bem da verdade, superiores aos dela, já que ela desconhecia a história de sua cliente.
Considerei um insulto porque todo mundo é advogado formado nas inúmeras faculdades de Direito que existem por ai.
Conheço advogados que exercem outras profissões para não passarem fome.
Senhor Juiz, me considero mais do que simples advogada, sou uma assistente social competente e que quando cursei a Faculdade era incluído no curso, matérias como Direito Civil,
Trabalho, de Menores e Penal.
Depois, bem depois, é que a Faculdade que seguia orientação francesa passou a seguir orientação americana dando ênfase aos Grupos e Comunidades, retirando matérias que até hoje
julgo imprescindíveis para quem trata de problemas sociais
Entendo que a orientação francesa que seguíamos era mais eficiente pois o assistente social deve conhecer Direito Civil não para advogar, mas para orientar a clientela sobre seus
direitos civis. O mesmo, com relação ao Direito do Trabalho , de Menores e Penal.
Estudávamos, ainda, Psicologia com aperfeiçoamento em Psiquiatria, não como médicas, mas para poder orientar familiares de clientes sobre as doenças psíquicas.
Hoje, os assistentes sociais estão capengas porque nada conhecem dessas matérias para poderem orientar o público.
E, por isto, estão perdendo terreno.
Quando conclui o Serviço Social , era permitido que ingressássemos no Direito, já no 3° ano dessa Faculdade, porém, jamais passou pela minha cabeça fazê-lo.
Então, o Senhor Juiz estava brincando comigo por qual razão? Por ser artista? Mas não sou artista teatral, nem sequer cômica...
Sou uma artista em que me especializei como expressionista e que humildemente, colhe flagrantes do cotidiano...
Mas o 2º Juiz que deu a decisão do primeiro, apesar de brincalhão era simpático, jovem e bem de vida, com nome familiar conhecido na sociedade, mais, passara a frequentar
meus sites e até as minhas brincadeiras no Facebook foi o que deduzi .
Quanto ao primeiro Juiz, o que deu a sentença, só posso avaliar: Trate dos seus nervos primeiro, antes de qualquer Audiência.
O que eu disse no meu primeiro relato deve ser considerado por Juízes inteligentes, cultos e capazes porque falo em providências que eles deveriam ter tomado e não tomaram.
Claro, a cliente era pobre e velha. Pior, tinha um passado nebuloso, fora rica e perdera tudo. O filho, era poderoso e rico.
Porém, o Direito não deve ser entendido como uma espada de Damocles... e sim, como de respeito aos direitos de cada um, respeitada, ainda, a Lei do Idoso... Mas analisando tudo que se passou concluo:
Realmente, Senhor Juiz, eu poderia dar uma boa advogada de defesa... srsrsrsrsr
 Flag. aquarelado Tenini - Será o "sorello"?
UM RECADO PARA SÃO PAULO.
Quando decidi ir à Vicenza, numa segunda-feira em que meus colegas iriam visitar Assisi, pensei que difícilmente voltaria à Itália, portanto, não poderia perder aquele momento
para ir à cidade de onde vieram meus antepassados. Ninguém quis deixar de ir à Assisi e visitar a famosa Basílica de São Francisco para ir à Vicenza , então tive que ir só para apreensão
dos demais colegas.
Tomei o trem em Veneza e deveria voltar no mesmo dia para encontrar o resto da turma para voltarmos à Firenze. Não contava que durante a viagem haveria uma baldeação, mas mesmo assim não me perdi porque estava atenta a tudo.
No primeiro trajeto da ferrovia perguntava detalhes da viagem aos vizinhos de banco.
De repente, um homem de cerca de 60 anos , claro de cabelos e olhos escuros, por volta de 60 anos, baixo, modestamente vestido, perguntou de onde eu era. Disse ser do Brasil. -
“ Mama mia” disse contando que o irmão dele havia imigrado para cá e há tempos não mandava notícias para a família.
Ele chegou a me dizer o nome do seu “sorello” mas não consegui guardar. Disse que o irmão estava em São Paulo e queria que eu desse a ele um recado:
de que todos o amavam e que queriam notícias dele. Falava tão convicto de que eu daria o recado que eu não conseguia convencê-lo que o Brasil era muito grande
e que São Paulo era maior que a Itália e que dificilmente poderia encontrar o “sorello”...
Desceu em uma estação bem antes de Vicenza e do lado de fora do trem me abanava, com os olhos cheios de lágrimas pedindo que eu dissesse ao seu “sorello”
que tinha muitas saudades dele e que mandava um “baccio”...
Fiquei emocionada e aflita porque sabia que jamais conseguiria dar aquele recado tão importante e desesperado do homem que queria encontrar seu irmão.
Até hoje, a sua imagem ficou gravada na minha memória me abanando, enquanto o trem partia de uma estação do vêneto na Itália.
UMA TARDE GELADA.
Os dias estão gelados e a única maneira de economizarmos luz é sairmos de casa e irmos para os
shoppings, ao abrigo do frio.
A CEE vem a público explicar que os constantes Black outs de luz são devidos aos acúmulos de aparelhos de Ar condicionado ligados nas casas, sobrecarregando as redes.
Então, fico pensando que estamos num país que não suporta sequer uma carga mais alta de luz!
Que porcaria de Energia é essa que estamos pagando, hein? Caríssima e ineficiente.
Aqui onde moro, qualquer ventinho mais forte, uma chuvarada é motivo para ficarmos sem luz por muitas horas. E, não só aqui, em toda cidade ocorrem essas quedas de Energia,
em frequência fora do normal.
Ontem, apesar da gripe, saí para a rua para economizar luz.
No Café do Barra Sul, há dias que a nova garçonete estava querendo que eu a desenhasse porque considera uma glória ser pintada por artista.
Não sou uma grande artista, suponho, mas sou sensível aos apelos da Arte e atendi ao desejo da Garçonete que tão gentilmente me atende.
Mas, eu estava boa nos traços e colhi mais um flagrante de um casal que tomava cafezinho em mesa central. Penso que estavam em viagem de recreio porque, de vez em quando,
beijavam-se em plena luz das 16 horas... Deveriam ter entre 25 a 30 anos e ele me pareceu mais bonito do que ela, mas não posso afirmar porque os vi de longe.
Aliás, apesar dos óculos, parece que colho com precisão as expressões das pessoas e, atualmente estou trabalhando em mini-cartões que eu recorto das folhas Aquarelle (francesas)
e misturo cores com uma mini-aquarela para bolsa.
Mas depois desses mini-trabalhos, minha vista fica turva, levando alguns minutos para que volte ao normal.
Penso que deverei ir ao oculista para saber a razão desses turvamentos momentâneos ao realizar mini tarefas de desenhos. Mas espero que gostem do trabalho que fiz ontem. Eu gostei... srsrrsrsrs
MÊS DAS FÉRIAS ESCOLARES.
Inicio de Junho a garotada invade os shoppings buscando conferir novidades, atrações, cinemas etc.
O flagrante de ontem era de uma garota de óculos que estava com sua mãe.
Ela sentou-se vis a vis com a minha mesa e eu pude colher um momento de descontração da garota de óculos. Pessoalmente, ela é mais bonitinha do que saiu no desenho, mas, eu estava muito gripada e com febre, estava sem condições de fazer coisa melhor.
Em todo caso, como ela me observa com atenção, é provável que estivesse sabendo que eu desenho as pessoas que entram no café e este mês é a minha homenagem a todas as garotinhas lindas da minha cidade que estão em férias.
Não posso deixar de lamentar a saída do técnico Renato do Grêmio. Foi uma perda inestimável para o Clube e, agora, para piorar, contratam alguém do Inter para consertar o que os Dirigentes aprontaram.
Se ele for mandado pelos dirigentes do Clube, a torcida nem deve ir ao estádio, como protesto contra a inércia do Clube na solução dos problemas que afligem nosso Clube , há décadas.
Eu sou sócia do Clube, “a mais jovem de todas.”.. me filiei por causa do Renato.
Sem ele, estamos com pés e mãos atados.
A GAROTA ALEGRE.
Gostei de ver a garota alegre no shopping com a avó, tomando chocolate quente.
A menina deveria ter entre os 11 a 13 anos e estava esfusiante , entre criança ainda e à beira da adolescência.
Conversava muito com a avó e sorria o tempo inteiro.
A avó, ao contrário, estava mais comedida como uma senhora que se julga “avó de antigamente.”
Os tempos mudaram e as avós de hoje já não se prestam para passar o tempo com netos, devido às mil atividades de lazer que inventam.
Garotas da idade da menina costumam andar em bandos pelo shopping para curtir as novidades de brincadeiras nos parques internos ou irem aos cinemas do local.
A minha observada deveria estar esperando a hora do Cinema porque depois do chocolate quente as duas se dirigiram para os Cinemas do Barra Shopping.
Quando levantou, constatei que a menina alegre já era da altura da avó, pois sentada, me parecera pequena.
A menina de farta cabeleira castanha escura e uma franjona que tomava toda a testa, de vez em quando era examinada pela avó que pegava as madeixas dos cabelos da neta e
estendia nas mãos como uma renda.
Mas, mais um ou dois anos e a menina alegre vai fazer sucesso entre as amigas ou amiguinhos porque, além de simpática, tem o sorriso aberto o tempo inteiro e adora contar coisas
divertidas.
O futuro? Quem sabe uma artista de teatro cômico, einh?
Mas quem vê de longe, nada sabe e as cogitações se perderam na tarde gelada de uma sexta-feira.
FRIO...
O título deste texto poderia ser Frio em el alma, como aquela música que fez sucesso lá por meados do
século XX, mas, na verdade, são meus dedos que estão enregelados pelo frio que faz na minha cidade.
A impressão é que até meus pensamentos congelaram nos meus assuntos.
Tenho uma sobrinha carioca que está por chegar a Porto Alegre para conhecer o que é o frio...
Bem, acostumada com as ruas do Leblon e a uma temperatura mais para alta do que média, vai sofrer um impacto quando chegar aqui.
Não sei o que ela pensa fazer, mas sei que no Rio, costuma sair com um bando de garotas entre os 20 a 30 anos e se divertem tomando boas cervejadas pelos bares das imediações.
Aqui, meu sobrinho Tata a espera para apresentá-la à suas amigas e amigos.
Estou preparando acomodações para ela aqui na minha casa, mas, acho que ela vai preferir as cercanias do Iguatemi, onde o Tata mora porque é por lá que estão as badalações noturnas.
Mudando de assunto tenho entrado no Facebook, mas não acho graça em transitar por lá porque estou em companhia de outros tantos internautas completamente autistas...
Artistas plásticos são todos iguais, em qualquer latitude, primam pelo egocentrismo.
Sobre esporte, ando meio desanimada com o meu time porque não ganha há três jogos, mas continuo achando que só o Renato pode aturar a atual Diretoria inoperante que anda por lá.
Ele tem que se convencer que confiar nos “guris” só pode esperar outra coisa...
Sobre o Inter, penso que está um pouco melhor, mas assim mesmo, completamente desorientado, apesar de ter em seu time bons jogadores mas que são de Lua...
Sobre Política, nem é bom falar porque quanto mais se bate neles, mais inflam ...
Não disse “ crescem”, eles inflam que nem bolhas...
A imprensa marron daqui continua sua trilha de “cassações”... logo eles que vivem bradando por liberdade de Imprensa. A deles, a dos outros, não.
O que pensam que são, einh?
No meio artístico, ouvi falar que eles adoram ir a vernissages que servem salgadinhos e vinhos...
Ganham mal? Creio que sim porque outro dia, vi um televisionável colorado entrando no shopping, com as velhas calças jeans caindo... Por pouco não fica só de “ecas”, se é que usa...
Será que os salários deles são de fome? Porque o cara era muito magro e tinha jeito de esfomeado.
Bem, há várias Bolsas oferecidas pelo Governo, desde a Família até a de cultura, presídio, e muitas outras benesses. É só se habilitar.
Enfim, vamos esperar a semana que vem para ver se o tempo melhora porque nestes dias frios, até os sentimentos gelam...: )))))))))))))))))))) e eu estou "ferina"...
DAS CAÇADAS-
Tenini
Vou ao shopping para caçar. Há aqueles que vão ao shopping para caçar algum produto com preço bom, outros caçam um bom petisco ou um bom filme.
Outros vão ao shopping para caçar a alegria num dia triste, outros para caçar um namorado, uma namorada.
Eu vou ao shopping para caçar um bom flagrante para minha coleção de Arte. E nessa brincadeira já tenho mais de mil flagrantes aquarelados o que talvez seja um bom índice
para o Guiness...
Devo fazer parte do grupo dos obsessionados, uma vez que pouco rendimento monetário tenho auferido com tal empenho artístico.
Mas, em contrapartida, tenho recebido admiração e reconhecimento dos meios artísticos daqui e de fora do país. Há tempos, colhi os dois flagrantes . Ambos flagrados encontravam-se a uma distância considerável de onde eu estava, portanto, não se trata de retratos mas uma impressão
expressionista que me causaram suas imagens.
Gosto de tecer ficções sobre os flagrantes que observo. Então, para a jovem loura à minha direita, imaginei que ela estivesse ali, vinda de longe. Do interior ou de outro Estado...
Vestia uma jaqueta de pele antiga, certamente herdada de sua mãe. Talvez estivesse fugindo ou tentando consolar-se de um amor perdido, pois adivinhei um olhar distante e triste.
O chope foi sorvido lentamente como se recordasse tempos felizes onde a harmonia do amor era mais importante que tudo. Mas a vida não é assim, há altos e baixos a todo instante e
saber equilibrar-se nessa gangorra é uma arte que requer paciência e engenho...
A traição nem sempre é perdoada e faz sofrer. Quando se perdoa, sofre-se sequelas desagradáveis, nem sempre suportáveis.
Preservar um amor muito amado requer boa dose de tolerância e compreensão, sacrifício talvez...
O outro observado, bem longe à esquerda, esperava alguém e tinha um olhar de mormaço... Aquele olhar que só os árabes, egípcios ou os indianos, dizem que têm.
É um olhar que te desnuda o corpo e a alma e incendeia teu coração. Eu imaginava que ele tivesse marcado encontro com alguma mulher e a aguardava com ansiedade.
Falava pelo celular com frequência e talvez estivesse numa encruzilhada de vida, onde os amores se desfazem ou reacendem numa busca infindável pela solidão compartilhada.
De repente, surge outro homem e senta-se à mesa do meu observado.
Conversam animadamente , depois levantam-se e saem ... (Olhar de mormaço na Arte de caçar um leão por dia ?)
Pode ser que queiras ser meu alvo um dia. Numa tarde ou noite qualquer em que estiveres perdido (a) em cismares vadios. Aí, então, serás um bom modelo para minha obsessão ,
pois devassarei tua alma nos meandros mais íntimos de teus segredos ao som de uma sonata de Chopin , em traços sutilmente aquarelados, mas, se fores daqueles tipos
enfezados, a música apropriada seria a Cavalleria Rusticana e o flagrante ficaria perdido para sempre, entre os borrões... Mas o importante mesmo é caçar Deus na natureza e colocá-lo dentro do coração da gente.
Hoje o dia que amanhecera chuvoso, de repente tornou-se claro e azul, num panorama para ninguém duvidar da Sua Divina Existência e como homenagem coloco o CD
“No jardim de um mosteiro” de Ketèlby, para que os pássaros da minha rua venham em bando trinar esta lindíssima melodia...
PARA QUE SERVEM OS FLAGRANTES DE FINAL DE SÉCULO XX?
Quando iniciei a série de Flagrantes de Final de Século eu tinha razões alheias ao que constato agora.
Entretanto, hoje, ao rever os 250 cartões selecionados para a Exposição que fiz no hall defronte à Livraria Saraiva
no ano de 2000, considero não só um documento de Arte como Histórico sobre como nós éramos naqueles tempos em comparação ao que constatamos hoje.
Primeiro, todos nós tínhamos salários melhores e isto vem atestar que o regime que se seguiu após esse período foi pior para a classe média, média alta e até para a classe pobre
porque os empregos temporários desapareceram.
Os flagrantes foram colhidos em bistrô ( bistrot) de um shopping da zona sul de Porto Alegre.
Naquele tempo, à tarde, durante os happy hours e à noite, havia shows musicais no local que atraiam as pessoas e era difícil conseguir mesas para saborear delícias a preços razoáveis e,
ainda assistir cantores profissionais e anônimos que faziam a festa.
Ontem recebi de uma amiga, um flagrante de 2010 num Café na Espanha, em que de repente, um grupo de cantores líricos tomou conta do local, apinhado de gente, para cantar trechos
de ópera ou de música clássica encantando os frequentadores do local.
Aqui nós já tínhamos isto, naquele final de século, com menor pretensão ou estardalhaço, mas que fazia a alegria do povo de todas as classes sociais que passassem por ali.
Lembro de certa vez em que um jovem amigo cantor lírico me abraçou e saímos cantando El dia que me quieras, no meio do público que passava. Foi uma emoção e aplausos que
explodiam por todos os lados.
À noite, turistas e moradores da cidade acorriam ali para assistir músicos, cantores profissionais e populares que tivessem boa voz e fossem afinados.
Hoje, percorro os mesmos locais e é uma tristeza ver que os rostos alegres do final do século que passou não existem mais. Em troca vemos olhares desconfiados, amargos,desesperançados e sérios das poucas pessoas que circulam por ali. As mesas, à tarde, embora haja pianista no local, estão desertas.
Hoje, continuo em menor escala, registrando esses momentos atuais porque os personagens que vejo já não possuem as fisionomias alegres de outros tempos e são raros os que se
aventuram a sentar num café para pedir lanches porque estão muito caros, em relação ao poder aquisitivo da maioria.
Certamente, o Brasil vermelho que nos impingem, é uma farsa de mídia que um dia, quando o povo cansar e decidir reagir, teremos de virar a mesa.
Para melhorar ou piorar.
Mas, desconfio que pior não ficará.
DE CONVERSA EM CONVERSA...
Tenho me distraído com o face book, principalmente porque se torna mais fácil colocar meus flagrantes que curto fazer.
Em segundo lugar, curto colocar músicas de minha preferência na página que assino.
Mas, muitas coisas teria vontade de falar sobre a minha aldeia.
Estou muito preocupada com algumas coisas que estão acontecendo ou estão por acontecer.
Preocupa-me o avanço da criminalidade em todos os setores e o viver em paz, tornou-se uma aventura que pode virar tragédia
a qualquer momento.
Quando saio, volto em horas incertas e sempre em pleno dia.
Tenho grades e cercas elétricas em casa , além de seguranças motorizadas 24 hs por dia em volta do meu logradouro.
Mesmo assim, todo cuidado é pouco.
Preocupa-me o avanço da droga e sinto que há necessidade de se controlar fronteiras para coibir este crime que está levando famílias ao desespero e à morte, drogados
sem volta...
Neste caso, mais uma vez, só confio nas Forças Armadas, a única capaz de coibir tais avanços, assim mesmo, se controlar suas guarnições que podem estar infiltradas de
ladrões e pequenos traficantes disfarçados.
Agora, preciso trocar o eu por nós...
As despesas que deveriam ser do Governo, cada vez mais ficam por nossa conta e os milhões que arrecadam escoam por caminhos incertos e não sabidos...
Obras públicas que foram iniciadas e jamais foram terminadas, sem cobrança alguma seja do povo ou das autoridades...
O jornal publica que vem mais despesas sobre empregadas domésticas, o artigo fala de obrigações dos patrões e silenciam sobre os deveres de empregadas domésticas.
Não falam que elas entram nos empregos e se negam a cumprir horários.
Não trabalham aos sábados e domingos. Não sabem fazer limpezas, muito menos arrumações em geral.
Não sabem cozinhar e algumas aprendem com os patrões.
A grande maioria rouba artigos de nossas casas, com a maior cara de pau. Às vezes, coisas valiosas ou de estimação.
Não falam que deveria haver cursos de habilitação para elas e que há necessidade de Cadastro Geral, em que empregadores possam relatar deslizes dessas empregadas
sem perigo de serem vítimas de retaliações ou de processos porque a Justiça é incompetente e decide sempre pelo empregado, como se a classe média ou média alta
não tivessem direitos.
Não falam que cada vez mais, as pessoas estão deixando de contratar empregadas pelos problemas acima citados e pelos constantes aumentos salariais que a classe média
e média alta não têm.
Mesmo assim, as mulheres que trabalham e têm filhos, como vão prescindir delas?
Enfim, se continuarmos a relatar todas as coisas que nos incomodam, o espaço seria insuficiente.
Revendo a minha série de Flagrantes de Final de Século, recordei aqueles tempos lá por 1997, 1998, 1999, 2000...
Nós éramos felizes e não sabíamos!
Depois, as coisas foram degringolando cada vez mais e hoje, tudo se tornou insosso, sem graça , muito perigoso e caro nesse Brasil Vermelho de início de século XXI!!!

O FORASTEIRO. ( Tenini)
Ele entrou no bistrô demonstrando certeza de que seria admirado pelas mulheres presentes. Não contava, porém, que aquela hora só estavam as damas da melhor idade
para o chá da tarde com as amigas. Da minha mesa eu o observava. Estatura mediana, moreno cor de jambo, feições belas, lembrando os totens peruanos ou bolivianos.
Elegantemente trajado, em plena moda, surpreendia , pois ostentava vistosas jóias em ouro , como um grande anel, pulseiras , relógio de pulso, além de dois símbolos
na lapela que não identifiquei o que fossem. Deu uma volta pelas mesas mas meu olhar magnetizou-o, pois sentou-se em mesa defronte a minha. Sorriu simpáticamente porque percebeu que eu o observava . Quem seria? Um político latino-americano? Um grande empresário? um profissional liberal famoso? um traficante ? (afinal, com todas aquelas jóias...) Sorri...Esta última hipótese pareceu-me absurda, pois ele tinha um ar sereno de quem sempre estivera bem com a vida. Exalava tranquilidade !
Teria entre os 45 a 50 anos ou pouco mais... Atendia o celular com freqüência e respondia sorrindo. Imaginei que pudesse estar de passagem por Porto Alegre em aventura clandestina. Estaria "ela" no cabeleireiro aprontando-se para seguir viagem ou nas lojas fazendo compras? Certamente deveria ser muito bela e jovem... Nosso observado não estaria tão saltitante e feliz se fosse com a "legítima"... O forasteiro estava tão seguro de si que ninguém duvidaria de que tratava-se de alguém poderoso. Quando o pianista do Bistrô tocou " Amigos para sempre", sorriu largamente, acompanhando a música com leves movimentos de cabeça.
Pediu uma tônica com limão e observava atentamente o ambiente , parecendo satisfeito com o que via. Talvez estivesse a lembrar algum bistrô europeu...
Cuidava as horas como quem estivesse com compromisso inadiável e ao partir, sorriu e acenou-me levemente, pois percebeu que o desenhava. Então, tive a certeza de que naqueles breves instantes, fiz parte de sua vida e de suas lembranças. Quem sabe eu tivesse roubado um pedacinho de sua alma? Sei lá... Desde os tempos imemoriais, os artistas foram apontados como " bruxos", pois ao pintarem ou desenharem alguém acreditavam que roubavam-lhe a alma... O certo é que o forasteiro aqui está no desenho que fiz e parece-me tão familiar... Tenho a impressão de que neste exato momento eu o escuto cantarolar
"AMIGOS PARA SIEMPRE"...
OUTONO .
Tenini
Olhei para o alto da árvore e vi as folhas amarelecidas da amendoeira caindo em círculos até o solo.
assim estendidas, assemelham-se a tapetes mágicos induzindo o pensamento flutuar perto, longe, nas cores, pelos anos e amores , numa recordação dos tempos felizes.
Naquele Outono no Rio foi uma volta ao passado: reencontro com queridos familiares e amigos. E, também, com o azul do mar.
Houve de tudo: alegrias, tristezas, lembranças, saudades, tensões, descobertas e um rejuvenescer...
Mas, de repente, senti saudades do cheiro da minha terra, do meu lar, dos familiares daqui, dos amigos , da Arte e de um amor que era desconhecido de todos e que iluminava
minha vida.
Como as amendoeiras, senti cair uma a uma as folhas das ilusões, restando apenas o esqueleto de uma alma, como uma árvore a espera de novas brotações.
Percebi que estava na hora de voltar.
NOITE IMPRECISA, poema de Tenini homenageando o DIA DOS NAMORADOS. ( Só para jovens, claro.)
Transpomos muros,
silêncios,
sombras indevassáveis
na mútua busca
da noite imprecisa...
Em nossos corações
fulgem estrelas,
labaredas eternas
encerradas
em pulsantes cofres...
Há ousadas carícias
nas profundezas.
Há paixão que avassala
e rompe mistérios...
DA CINDERELA DO PODER.
( Ilustração; modelo vivo no Mário Quintana- des. Tenini)
Hoje, como nos finais de semana, estou de serviço na minha própria casa porque a secretária doméstica foi consultar e disse que não vai poder trabalhar...
Então, não tenho tempo para colocar em dia todos os assuntos pendentes que eu gostaria de falar, mas o que me chamou mais a atenção foi ter visto numa revista, no cabeleireiro,
fotos de Lula e sua mulher .
Gente, o que essa dama fez com si própria, por não ter o que fazer nos oito anos que seu marido abocanhou a Presidência da República?
Entregou-se de corpo e alma aos cirurgiões plásticos... porque os problemas sociais do Brasil ela conhecia de perto e passou a ter ojeriza de conviver com eles .
O trágico é que ela, não remoçou como queria, fizeram dela um arremedo de palhaça com aqueles lábios dependurados como se estivesse com alergia na boca.
Os médicos se vingaram nela por causa do Ministério da Saúde que não está pagando o que devia aos Hospitais.
Só que a dama do Lula se transformou na Cinderela do Poder.
Apenas o olhar desconfiado ela não conseguiu esconder...
Bem que ela desconfia que sempre esteve fora do lugar...
DA BELEZA FÍSICA E DA MENTE.
Amor- oleo Tenini, propriedade do Museu de Guaiba.
Desde jovem não era a beleza física, nem a sensualidade que me interessavam num homem e sim a sua sabedoria, sua cultura,
sua sensibilidade para as coisas comuns do cotidiano.
O homem que me tomou como sua mulher, reunia as tres características: era belo , culto e sensível.
Quando ele se foi, procurei num outro, não a beleza física e sim o seu intelecto, não como Salomé que pediu a cabeça de João Batista, mas como sua mãe que sugeriu o pedido,
amante que era da sabedoria e da inteligência do místico.
Diz a Bíblia que degolaram João para satisfazer o desejo de Salomé.
Mas , o que a mãe de Salomé queria era ter sempre as palavras de João para amá-lo, mesmo que à distância.
NUMA TARDE FRIA.
Como sempre faço, fui aos exercícios de Pilates para deixar meu físico em condições para avançar na vida com mais segurança.
Todos estavam silenciosos, mas como sou inquieta, sempre agito as aulas para que fiquem mais divertidas, pois assim o tempo passa rápido.
Sai dali e prolonguei uma boa caminhada dentro do shopping até chegar ao café do meu esconderijo.
Estava vazio, apesar de ser fim de mês, mas, de repente começou a chegar mais clientes, onde colhi o flagrante da moça que, de vez em
quando folheava documentos em pasta beige.
Tinha esquecido os cartões maiores em casa, então, me contentei com um mini cartão, sobra da folha do papel Aquarelle que uso para meus flagrantes aquarelados e a desenhei.
Penso que ficou lindo, naquele cartão pequeno e mesmo assim as cores vibrantes escolhidas fizeram dele uma pequena obra de arte.
Passei no Super para pequenas compras diárias e me surpreendi com o valor R$ 119,68 !
Incrível como os preços estão altos e o Governo diz que a inflação está sob controle...
Penso que estava realmente cansada porque assisti a um programa de TV e às 20 h o sono me abateu.
Acordei a 1 hora de hoje, assisti a um filme alemão e voltei a dormir.
Não reconheceria o Outono se não fossem as frutas e as flores típicas da estação porque está fazendo muito frio, como se estivéssemos em pleno Inverno.
Até meus dois cães dormiram cedo, ontem... e os cães das outras casas nem latiram durante a noite.
O dia valeu pelo flagrante que fiz e que compartilho com vocês.
PARA TÃO GRANDE AMOR, TÃO MARAVILHOSA É A OBRA.
Quando li Dante Alighieri pela primeira vez, na sua Divina Comédia, em que ele
se dirige à amada Beatriz em seu leito de morte, me emocionei e bebia cada palavra escrita sob o fundo musical Do Adágio de Albinoni.
“Beatriz olhava o céu, e eu a ele,
e tão depressa como uma flecha se aponta
ao alvo e voa até tocar a meta,
encontrei-me maravilhado no globo da Lua,
Beatriz atraiu a si o meu olhar; ela, a quem
Não era oculto algum pensamento da minha mente,
Voltando-se para mim, com expressão inefável de alegria, disse-me;
Ergue a mente agradecida
A Deus, que nos fez subir à primeira estrela” (A Divina Comédia de Dante Alighieri, na tradução de Ed. Fase Ltda.)
Na época, minha filha era adolescente e a vi dormindo docemente, na penumbra do seu quarto, então, eu a desenhei. Na verdade este desenho é da
minha filha dormindo.
Não menos doce era Beatriz que inspirou seu amado Dante a escrever seu longo e comovente poema dedicado a ela.
Quando estive na Itália, em Firenze, para o Curso de Pintura, nosso grupo foi convidado a jantar no Restaurante que fica a poucos passos da Casa de
Dante.
Foi uma noite memorável, de vinho e música, em que estabelecemos amizade com um grupo de executivos daquela encantada cidade e que faziam parte de
um Coral importante de Firenze.
As gentilezas foram tantas que jamais esqueceremos da famosa sedução que os italianos gozam e que foram eternizadas em inúmeros filmes que vimos.
Voltando a Dante Alighieri, a casa em que viveu ficava a poucos passos da Adega di Dante, mas não tivemos tempo de visitá-la e pensamos em fazê-lo em
outra ocasião que não houve.
Ao rever o desenho que fiz, volto a procurar os três volumes de a A Divina Comédia de Dante, neste domingo frio e sem sol que enseja a ler e meditar...
DEVANEIOS OUTONAIS.
Texto Tenini
Foto Tenini
Penso que uma das fases mais belas e sofridas da minha vida foi a entrada para a Maturidade.
Todos os sonhos da juventude explodiram com mais vigor como se fossem os últimos suspiros de uma flor.
Guardo desse período tão contraditório, obras de arte que cultivo com carinho.
Redescobri a Poesia que existia em mim e elaborei textos que não fariam feio em nenhuma coletânea de
Literatura.
Mas existem, também, aqueles textos singelos que gosto de revisitar,Caminhos de Outono foi um poema que escrevi com a alma incendiada por um amor que eu julguei
impossível e que ficou para um outro Amanhã.
Ele aqui está para que curtam ou simplesmente o ignorem.
CAMINHOS DE OUTONO
De Tenini
Ando errante entre os verdes
À procura do Outono.
Uma que outra árvore,
Como o Plátano,
Esplende em amarelos,
Do ouro aos laranjas,
Vermelhos, sienas e carmins...
Então,
a rua dos Plátanos procuro
e sob os arcos dourados,
nos tapetes orientais
Em luzes e sombras
passeio
Com a minha alma em regozijo...
Há Paz e Harmonia no meu coração,
será nesta mágica rua
Que por você
Esperarei,
Um dia...
Hoje o dia está incerto e frio, mas, ontem havia sol e calor como a minha vida se tornou agora, logo, quem sabe quando? Um outro mundo vislumbrarei em que o Outono
será Infinito nas suas suaves claridades e sombras que nos lembrem o aconchego do Eterno que se avizinha...
O RETRATO DO MEU PAI.
( Retrato do meu pai, por Tenini, em acrilica s/tela.)
Meu irmão Helio, era militar graduado do Exército e muito ligado aos familiares. A mim dedicava uma atenção paternal,
pois tinha uma diferença de cerca de dez anos a mais.
Desde criança, com a morte do meu mano Alberto, em acidente de barco, tornou-se meu protetor em tudo.
Éramos muito ligados, embora longe, porque eu estava em Porto Alegre e ele no Rio, mas, pelo menos uma vez por ano ia visitá-lo no Rio, onde residia com a mulher e os filhos,
depois de reformado das Forças Armadas.
De repente, no Governo Collor, teve um AVC grave, em decorrência do confisco da Poupança em que amealhava economias, por mais de vinte anos para a compra de um apartamento
na Avenida Atlântica, sonho de sua mulher.
Ficou paraplégico, do lado esquerdo do corpo, embora a fala nem o entendimento fossem afetados.
Foi um rude golpe para todos nós, mas o importante é que ele continuava vivo.
Na ocasião, achei que minha cunhada, também advogada, deveria entrar com pedido de resgate da Poupança do Confisco, por via judicial, para atender despesas com a doença
do meu mano.
Ela providenciou e o dinheiro foi devolvido com rapidez.
Mas, minha cunhada usou o dinheiro para a compra de um apartamento do seu sonho, na Avenida mais famosa do Brasil, pois eu já tinha morado lá.
Numa das últimas visitas que fiz ao meu mano, ele pediu que eu fizesse o retrato do meu pai, a quem ele tinha profunda admiração e amor filial.
Prometi fazê-lo e em poucos dias fiz o retrato do nosso pai, em acrílica sobre tela e levei para ele.
Lembro que ele ficou muito contente e pediu que colocassem o quadro defronte a cama onde ele ficava mais tempo, em face das limitações físicas.
Não demorou muito tempo e ele teve outro AVC e faleceu.
O quadro ficou ali, inútil.
Então eu o resgatei e vou dá-lo a um filho dele ou neto que realmente o preserve.
Por que, todos nós, amamos tanto o nosso pai, já que nossa mãe foi uma heroína e que com mão de ferro guiou os nossos destinos para uma vida honesta e de trabalho?
Talvez, por isto mesmo.
Nosso pai trabalhava em silêncio para suprir nossas necessidades, era extremamente bondoso e jamais cobrou nada de algum filho. Tinha orgulho de nós.
E a homenagem a ele é o mínimo que poderíamos retribuir por tanta dedicação sem cobranças.
Lindo trabalho Tere, Não tens idéia de como fizestes meu dia feliz, que coisa maravilhosa isso.Esta cópia digitalizada já é muito mais que eu imaginava
quando sentei naquele café.Volta e meia eu passo
por ali, nos encontraremos de novo. Um grande beijo pra ti e continue espalhando a tua arte, nosso planeta precisa disso. -- Marcelo Schultes OAB/RSwww.jurislabore.com Em 20 de maio de 2011 19:10, tenini <tenini@terra.com.br> escreveu: Dr. Marcelo. Conforme combinamos aqui vai a copia do flagrante que eu colhi hoje, em que o senhor, muito compenetrado, trabalhava no computador ali no Café Dèlices
do Shopping. O original está a sua disposição, poderá pegá-lo no mesmo café no dia que marcar.Costumo estar ali por volta das 16 hs, onde exercito flagrantes de Arte.
Atenciosamente.Teresinha Canini Avila(TENINI- artista plástica e assistente social aposentada)www.tenini.com.br e www.agendatenini.com , entre
MEU PRIMEIRO RETRATO PROFISSIONAL. (Portrait de Madame X , óleo s/tela- o,80 X 0,80 Tenini)
A Galeria estava inscrevendo artistas que fizessem retratos, como eu gosto de desenhar pessoas e tenho
facilidade para captar expressões, me inscrevi.
Logo em seguida fui chamada para atender um cliente.
Entrei em contato com ele por telefone que me informou que queria pretar uma homenagem à sua mulher que havia falecido, então só tinha retratos dela.
O maior sonho de sua esposa falecida era um retrato dela a óleo que, nunca se atreveu a encomendar.
Marcamos uma entrevista para buscar o retrato da dama, embora eu sempre preferisse pintar ao vivo.
O senhor era idoso e me apresentou várias fotos de sua esposa e escolheu uma em que ela trajava um vestido de gala, ainda jovem.
Disse a ele que para pintar o retrato eu precisaria que me contasse como ela era, gostos e peculiaridades da família etc.
Mas ele não sabia nem qual era a cor dos cabelos dela... Então, imaginei que as mulheres gostam de alterar as cores dos cabelos e ela deveria ser vaidosa e o fazia com frequência.
Perguntei se era castanho escuro, quando ela era jovem e havia tirado o retrato e ele concordou.
Falou pouco sobre os gostos de sua esposa falecida, mas fixou-se na Creche que ela ajudou a criar para atender funcionários e funcionárias de uma importante Secretaria de Estado,
em que o senhor que eu entrevistava fora o Secretário.
A dama não trabalhava fora, dedicava-se à família e obras sociais.
Então, passei a pintar o quadro e quanto mais avançava na criação, parecia-me que a dama estivesse presente porque tínhamos um dialogo espiritual e a preocupação dela era que
ficasse bonita no quadro.
Relatei ao senhor a minha impressão e acho que ele ficou preocupado que eu fosse uma artista lucrécia...
Mas, aqui está o resultado do que soube da dama em questão e que emocionou a todos seus familiares porque disseram que ela ficou real no quadro a óleo, feito há anos e que hoje,
morto seu esposo, não sei se está aqui ou em São Paulo para onde se transferira para viver em companhia de uma filha.
Na ocasião, o preço foi estipulado em 1.300 dólares. Um preço barato para a época.
Mas encomendas de hoje, não farei por menos de 3.000 dólares que é mínimo que um artista iniciante americano cobra por um quadro, retratos, os preços são mais altos.
Assim mesmo, depende da técnica que usar.
A óleo o meu preço fica por volta de U$ 5000,00 ( cinco mil dollares).
OS LIVROS DE BOLSO.
Texto Tenini
Uma das coisas que me chamou atenção na Europa, especialmente Itália, são os passageiros lendo livros de bolso ou minibooks.
aan Em vez de ficarem olhando os circunstantes, os europeus preferem ler obras famosas editadas em minibooks. Este é um traço cultural marcante europeu, contrastando
com a pouca cultura existente no Brasil, em que a Educação é tabu para os Governantes.
Aquele homem gordo de blusão em listras azuis, jeans e tênis brancos e azuis, me pareceu estrangeiro, pois estava absorto na
leitura de um minibook. Seria europeu? Argentino?
Na mesa do café, apenas uma água mineral e um copo.
Não parecia ter pressa e eu o desenhei também devagar.
De repente, eu vi que ele se levantara para pagar a conta e veio em sua direção uma mulher ainda jovem de cabelos claros, corte Chanel que recém saíra do Hugo
Cabeleireiros.
Não creio que fossem daqui, talvez fossem artistas de passagem por Porto Alegre.
Cismei que ele seria italiano pela fisionomia, pelo traje e pela leitura do minibook.
Subiram as escadas e sumiram pelos corredores do shopping.
Qual seria a área de trabalho do homem do flagrante? Primeiro pensei que fosse um barítono ou tenor, em tratativas na OSPA, para apresentação em Porto Alegre.
Ou seria na PUCRGS? Quem sabe de algum Consulado?
Na verdade, o homem do flagrante era um homem bem mais maduro que sua acompanhante e poderia, também, ser alguém da área industrial, comercial ou outra
qualquer, em viagem de negócios e de recreação amorosa.
Quem sabe algum escritor italiano de passagem por aqui?

Des. Louca- pastel Tenini. DAS AUDIÊNCIAS JUDICIAIS.
Fui intimada a comparecer como testemunha de uma colega que estava com uma Ação de Alimentos em andamento no Foro da Tristeza de Porto Alegre.
Na verdade eu a conheci de nome, antes de sermos vizinhas há cerca de vinte anos.
Soube que ela pertencia a uma família abonada economicamente, fora criada com todo mimo que o dinheiro pudesse proporcionar.
Eu a conhecia de ouvir falar quando casou com um amigo do meu irmão mais velho e, posteriormente, da separação do casal para que ela pudesse casar na Bolívia com um jovem,
filho de político importante do Estado do Mato Grosso onde era dono de muitas terras, além de bem sucedido plantador de soja. Na ocasião, ela residia no Rio de Janeiro. Era um escândalo para aqueles tempos dos anos sessenta e as mulheres que fizessem isto eram marcadas pela sociedade como prostitutas e todos adjetivos concernentes a tais
situações.
Então, a minha colega, com sua atitude foi uma das precursoras do atual momento da mulher moderna...
Ela tinha um grande problema, nunca soube administrar os bens que eram consumidos com a facilidade de sua enganosa perenidade.
Da nova união com o então jovem fazendeiro, teve um filho que foi acrescentado aos três do primeiro casamento, que viviam com os avós maternos. Mas, o novo casamento não foi além
dos cinco anos de união, por razões contraditórias entre o casal, todas de acusações recíprocas de caráter moral.
O menino esteve sob os cuidados maternos até os quatro ou cinco anos, quando o pai dele o sequestrou e jamais permitiu que a mãe tornasse a vê-lo.
Amparada pelos pais, minha colega contratou um dos maiores advogados brasileiros da época, Nelson Carneiro, para reaver a guarda do filho, já que ela residia no Rio de
Janeiro.
Estive com o processo nas mãos e ele tem mais de 1000 páginas. A decisão final foi que a Justiça determinou a busca e apreensão do garoto para ser devolvido a sua mãe.
Mas o pai, cercando seus ricos patrimônios com jagunços da região pantaneira, jamais permitiu que alguma autoridade ou emissário judicial chegasse onde ele se escondera
com o filho.
Os anos foram passando e a minha colega sempre tentando se aproximar do filho, através de telefonemas e depois, Internet, sem conseguir jamais o seu intento porque era
barrada por empregados do ex-marido e depois pelo próprio filho.
Ela alega que jamais poude voltar a Mato Grosso com medo de ser morta pelos jagunços do ex-marido.
Passaram-se os anos e os dois filhos do primeiro casamento morreram, um de acidente automobilístico e o outro aos 54 anos.
Este último é quem cuidava dela mas, ao mesmo tempo, gastava o que restara da fortuna da mãe como “velejador milionário”.
Algumas firmas que desenvolveu até os 40 anos nunca deram certo.
Com a venda de imóveis herdados do seu avô materno, construiu dois apartamentos em terreno dr encosta e ali, mãe e filho, passaram a morar, há quase vinte
anos.
Mas os dois pequenos apartamentos eram pequenos e foram construídos na parte baixa do terreno, servidos por escadas, íngremes, de mais de trinta degraus até a rua, hoje,
em precário estado de conservação. Minha colega continuava na Arte e conseguia vender alguns quadros para sua subsistência, a maioria, comprados com intuito de ajudar a artista.
Já com mais de oitenta e três anos de idade, sem recursos, tentava apelar ajuda ao filho que lhe fora sequestrado, sem contudo conseguir sequer vê-lo ou falar com ele, apesar
dos insistentes recados que deixava.
Como Assistente Social e colega artista, condoída da situação precária da colega, sem renda alguma, consegui uma pequena aposentadoria por idade para ela, já que
houve algum tempo em que ela contribuira para a PS. No entanto, era insuficiente para manter-se já que o 3º filho vivo do primeiro casamento, com a morte do irmão, passou a morar com a mãe, abandonando a esposa e um filho
universitário.
O trabalho para ele, como fotógrafo industrial que sempre fora, está difícil pela grande concorrência que a Internet proporciona. Então, mais uma vez, orientei minha colega a procurar ajuda do filho do Mato Grosso abastado fazendeiro dono de muitas terras, através da Assistência Judiciária gratuita,
conforme faculta a Lei, já que nenhum advogado aceitou a causa sem dinheiro que minha vizinha não tinha.
Só então, ela poude voltar a ver o filho que lhe foi roubado em criança, hoje um senhor de mais de cinquenta anos, mas numa Primeira Audiência Judicial, no meu entender,
mal conduzida por Juiz preconceituoso e autoritário., acossado, ainda, por muitos casos por decidir.
As perguntas que fez à requerente, foram de cunho agressivo e condenatório, ao meu ver, improcedentes porque desconhecia a história real do caso e suas provas.
.Era evidente o preconceito moral contra a apelante.
Não ouviu as testemunhas que foram arroladas inutilmente, apenas o advogado do filho, o apelado e a mãe , uma titubeante velha de 84 anos de idade que nada acrescentou
pelo nervosismo em que se encontrava.
Na ocasião, meados de 2010, foi acertada uma ajuda do filho, no valor de dois Salários Mínimos, pois ele alegava que ' não tinha recursos maiores..'.
Ficou pendente a situação da mãe em termos de Plano de Saúde e um possível internamento em Geriatria.
Na ocasião nova audiência seria marcada e que só aconteceu agora em maio de 2011.
Fui intimada, novamente, como testemunha. Entretanto, um novo Juiz entrou no caso alegando que o antecessor lhe passara o processo já com decisão firmada, a de que não
concederia mais nada para a requerente, além dos dois salários mínimos.
Na ocasião, como o outro Juiz já o fizera, passou a repreender a referida senhora dizendo que ela abandonara o filho e nunca o procurara e que agora queria ser sustentada por ele?
Alegou, ainda, que ela era uma Artista Plástica que até exposição em NY fizera, pelas informações colhidas na Internet!
Ora, quem conhece o meio artístico sabe que só se consegue expor no exterior, pagando altas taxas e ela, realmente o fizera quando o pai era vivo e a ajudava em tudo.
Quanto a Internet serve apenas para divulgar o artista, mas quase impossível para venda de quadros.
Tais argumentos dos dois Juizes não foram corretos já que nunca foram ouvidas as testemunhas e a Assistente Jurídica da cliente fornecida pelo Judiciário, jamais a ouviu
com atenção ou manuseou as provas que lhe foram apresentadas pela requerente. Alegava, sempre que tinha muito serviço e não tinha tempo para tal.
Na Audiência, a minha vizinha continuava titubeante e entendendo pouco do que se passava porque estava nervosa com a Audiência, os sermões judiciais,
de uma assistente jurídicaque não a defendia e a presença do filho, do outro lado da mesa, que não olhava para ela.
Finalmente, o filho resolveu interromper o próprio advogado que trouxera do Mato Grosso, no seu avião particular, que insistia em não dar mais nada e propôs mais um salário mínimo,
só então, o Juiz tornou-se mais conciliável, humano e disse palavras tentando acomodar a situação familiar para uma solução pacífica entre eles.
Ficou no ar, a pergunta que fiz ao Juiz, já que as testemunhas da anciã não foram ouvidas: e um Plano de Saúde para a requerente? Como ficava?
Nada foi decidido e dado o caso por encerrado pela Justiça.
O filho da minha vizinha mais uma vez fugiu pelos corredores e não soubemos mais onde estava. Mais uma vez, como sempre fez, fugiu dos contatos com a mãe.
Pelo visto o caso foi concluido, sem atender os requisitos básicos de uma Ação de Alimentos.
Entendo que toda ação jurídica é embasada em fatos sociais ou penais que o caso enseje.
Ora, tratava-se de uma Ação de Alimentos, portanto, seria indispensável que fossem ouvidas testemunhas de ambas as partes, além de apresentadas provas judiciais dos dois lados,
o que não foi feito.
Pela decisão, presume-se que fora ouvido anteriormente pelo Juiz, apenas o filho da requerente, poderoso plantador de soja e outros negócios no Pantanal de Mato Grosso, o qual
sempre fora induzido pelo pai a rejeitar a própria a mãe durante uma vida inteira.
A alegação sobre o comportamento ou vida moral da referida senhora, durante o tempo que esteve afastada dos dois maridos, não me parece que deveria influir na ação, uma vez que ela
é a mãe do apelado e as Leis a protegem, não só como Mãe em dificuldades, como Idosa que é.
No caso em tela, faltou, além das provas testemunhais, dois requisitos básicos para uma decisão que envolve uma senhora de oitenta e cinco anos de idade que mal pode andar,
devido a uma isquemia cerebral, o parecer técnico de Assistentes Sociais além de um parecer médico sobre a situação atual da requerente, inclusive psiquiátrico uma vez que a apelante
sempre apresentara indícios de psicose megalomaniaca, para que o Juiz pudesse dar a palavra final,
seguro de uma decisão justa.
Fui intimada para ser testemunha do quê? Do espetáculo de um Juiz repreendendo uma velha de 85 anos ?
Ética, senhores Juízes, afinal, julgamento final é de Deus e sermões são os religiosos que gostam de fazer...
A PEQUENA HORTA DO MEU JARDIM.
O terreno é amplo, mas em declive e cheio de pedras, em consequência disso, as terras são ácidas, impróprias
para um bom cultivo de plantas e hortaliças.
Então, plantei hortênsias azuis e rosas que, de novembro a dezembro esplendem num coração central.
Mas não fiquei aí, plantei há tempos uma muda de bergamoteira e um pé de laranjeira para sucos e um abacateiro manteiga.
Comecei a tratar o terreno com adubos especiais e no ano passado acrescentei estercos de galinhas.
Com o tempo, os passarinhos plantaram mais duas bergamoteiras comuns, bananeiras que nasceram aqui porque a área faz parte da Mata Atlântica.
Folhagens como as palmas de Cristo também surgiram ao redor da piscina, hoje em desuso.
A verdade é que os frutos estão sendo abundantes. Começou no início de maio com o abacateiro dando frutos deliciosos para alegria de parentes e amigos.
A bergamoteira que eu plantei está com frutos do tamanho de uma maçã, tal a exuberância, além disso, são deliciosas. O pé está carregado delas.
Mas as bergamoteiras que os passarinhos plantaram, as comuns, cada uma delas está dando mais de mil frutos, cujos pés chegam a vergar de tantas bergamotas.
Uso uma pequena parcela disso tudo e o resto vou doando para amigos, parentes e para uma creche para crianças pobres.
Tudo na vida só multiplica se dermos atenção constante e tratamentos adequados e isto eu sei fazer de longa data. No meu trabalho era assim: dedicação total e meditando sobre
técnicas criativas que atingissem os alvos pretendidos.
O motorista que me serve e irmãos herdaram dos pais uma grande área de terra e lá há abacateiros, frutas do conde, laranjeiras, bergamoteiras e ele se queixa que nada dá. Nenhum fruto.
Tenho ensinado a ele que sem dar adubos necessários as terras nada produzirão.
Parece que não deu ouvidos porque continua na mesma queixa.
O que adianta ter uma grande área de terras se você não conhecer e fornecer o que a Natureza precisa?
Sim, amigos, a Natureza pode ser muito mais generosa se dermos atenção a ela.
Com tantas atrações, os passarinhos fazem parte do cenário e voam e revoam em torno das árvores em alegrias contagiantes, esta é a minha paga maior e que afaga o meu coração!
O GAUCHÃO FICOU COM O TIME MAIS RICO. ( 15/05/2011)
Assisti a todo jogo entre Grêmio e Internacional.
O Grêmio foi muito valente, com um plantel de jogadores que custam muito menos do que os do
Inter, perdeu o jogo por uma bobagem do seu goleiro.
Culpar o Victor também seria uma insensatez porque ele estava lesionado e talvez nem estivesse em suas melhores condições, proporcionando ao Inter o pênalti.
Perdemos nas cobranças e alguns jogadores gremistas falharam nas cobranças.
Mas o jogo esteve parelho durante todo o tempo e o Grêmio perdeu algumas oportunidades de aumentar o placar.
Enfim, acho que o Grêmio perdeu de cabeça erguida e se há algum culpado, seria a Direção do Clube que não buscou recursos para fortalecer seu time.
É uma dura lição porque ganha quem é mais rico e gasta mais no seu time, tendo mais opções para trocas.
Me recusei a ver as caras dos torcedores do Inter, na totalidade dos componentes da tal Diretoria do Canal 36, porque carecem de ética.
Jornalistas esportivos devem respeitar seus contratos, com compromissos de total isenção no campo de comentários. Isto está servindo para que eu tome uma decisão, a de que
daqui por diante mudarei de canal, quando surgir o tal programa de Diretoria do Canal 36.
Aos torcedores comuns do Inter, dou meus parabéns porque venceram os que pagam mais e possuem mais recursos para enfrentar qualquer Campeonato.
Aos jogadores do Grêmio também dou meus parabéns porque fizeram a sua parte e foram heróis o tempo inteiro.
Quanto aos Treinadores dos dois times, continuo fiel ao Renato Portaluppi, do Grêmio que está fazendo o que pode com os poucos recursos humanos disponíveis.
QUEM ANDA DE SALTO ALTO, O TOMBO É MAIOR.
Se há um Clube de futebol que costuma andar de salto alto é o Internacional
de Porto Alegre,
tudo porque os jornalistas da TV local são torcedores fanáticos do time e fazem propaganda escandalosa para seu clube favorito.
A propaganda é tanta que é comum vermos os tais televisionáveis do esporte babando elogios para o tal time gaúcho.
Armam todo tipo de safadezas para com o tradicional opositor, Grêmio Porto alegrense que, há tempos, vem amargando algumas derrotas importantes, assim como o Internacional...
O Grêmio sob o comando do talentoso treinador Renato Portallupi melhorou muito e tem feito algumas partidas memoráveis como a do último domingo em que derrotou o Inter do Paulo
Roberto Falcão por 3 a 2.
Mas no próximo domingo vai haver revanche, certamente vão entrar com patas de cavalos argentinos e uruguaios para massacrar o Grêmio.
Entretanto, o Renato é muito inteligente e irá armar um esquema para derrubar os saltos altos do futebol gaúcho, mostrando que os nacionais ainda são os melhores.
Gostaria que o Internacional amargasse mais uma derrota só para rever as caras desesperadas dos tais televisionáveis secadores.
Uma nova derrota do Inter seria merecida. Não é tão difícil como parece, sabemos bem das maiores fraquezas de seus jogadores e treinador, ainda que andem de saltos altos.
Eles devem tomar cuidado porque podem quebrar as pernas com um tombo que não desejam e que jamais gostariam de pensar...
Falando em Grenal, onde anda um antigo jornalista que foi para a Itália com o Falcão?
O Falcão era um adolescente de pouca cultura e o seu amigo falava italiano, daí a ligação. ..Onde anda o "erudito"?
Parece que casou e constituiu família por lá...
Será?
O HOMEM DOS BRAÇOS CRUZADOS.
Cheguei ao café e o homem dos braços cruzados já estava lá, numa mesa que ficava bem defronte a que costumo ficar.
Claro, um pouco distante da minha porque a mesa que ele ocupava ficava no canteiro central.
Mas eu logo reconheci a fisionomia que me encarava de longe. De onde? Vasculhei minha memória e até agora não consegui saber de onde eu reconhecera o “ homem de braços
cruzados”.
Não demorou muito , outro homem sentou-se ali, talvez fosse um colega procurando entabular conversação com ele.
Mas, via-se de longe que o homem de braços cruzados não estava muito a fim de conversar.
Estava ali para descansar de um trabalho que certamente era estafante e a sexta-feira prometia um descanso maior.
Ficar de braços cruzados para a vida pode ser um instante de meditação como querer dizer que nada se pode fazer perante as coisas que estamos vivendo e, que somos meros
espectadores do espetáculo de todos nós.
Mas , às vezes, precisamos ser atores dessa comédia toda que nos cerca para não ficarmos fora do contexto. Nem que seja de protesto, precisamos descruzar os braços e levantar os dedos em riste para que não nos façam de palhaços.
Os velhos costumam ser espectadores do que se passa nos seus entornos, já que raramente alguém lhes pede opinião sobre o que acham.
No entanto, nas culturas milenares a sabedoria dos idosos é respeitada e cultuada, o que é uma atitude sábia.
Mas o Homem de braços cruzados não teria mais do que cinquenta anos, era ainda jovem para ficar assim para os desafios da vida. Cansaço momentâneo? Certamente que sim.
Só espero que ele não assuma esta postura perante a vida porque é ainda jovem para ver a banda passar...
RONALDO NAZARIO?
RONALDO NAZARIO?
Ao chegar ao café, nas primeiras horas da tarde de uma segunda-feira, logo depois de um grande jogo de futebol pela Libertadores,
deparei em uma mesa, com o jovem da ilustração que conversava por longo tempo com uma senhora de cabelos alourados. Pareceu-me uma longa entrevista o que eu percebi de longe.
Reconheci no jovem da mesa de número 14, o Ronaldo Nazário de quem tanto falam por ter sido um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.
Trajava-se esportivamente, com jeans, tênis brancos, camiseta em azul claro com listas horizontais.
Mas seria o Ronaldo mesmo? Como que ninguém percebera a sua presença ali, nem os garçons?
Usava, ainda, um boné branco de abas compridas .
O que fazia Ronaldo em Porto Alegre? Certamente, assistir o jogo do Grêmio com outro time de fora e que fora realizado no domingo.
Quando a moça foi embora, ele levantou-se para pagar o cafezinho e pareceu-me que estava em companhia de outros homens também de trajes esportivos.
Ontem, voltei a ver o mesmo Ronaldo da outra segunda-feira, logo após o domingo quando se realizara o jogo entre o Grêmio e o Internacional daqui.
Desta vez, ele estava acompanhado por outro homem jovem, também em traje esportivo e que até poderia ser algum jogador de futebol também.
Mas onde me sentei, não tinha a visão da dupla.
Quando se levantou percebi que não era alto e sim de estatura média e gorducho.
Mas os jornais locais nada noticiaram.
Será um sósia do Ronaldo Nazário?
Ou seria ele mesmo que preferiu o anonimato pelas eventuais complicações que poderiam ocorrer com sua presença aqui, em termos de tumultos e
bajuladores que cercam os grandes jogadores?
“Te busco além da espera,
além de mim mesmo e
já não sei o quanto te amo,
qual dos dois está ausente.”
Paul Eluard, poeta francês.
FIM DE CASO.
Tenini.
( Des. modelo-vivo Tenini)
Pergunta um amigo, como pode ter fim um caso que sequer começou.
Pergunta difícil de responder, mas imagino que os casos não precisam ter sido vividos concretamente, podem ter acontecido secretamente, no silêncio dos corações envolvidos.
Sempre soubemos através dos séculos que grandes amores ficaram apenas nas correspondências e relatos que deixaram e acreditamos que tais amores são mais profundos do que os amores realizados, sujeitos aos desgastes de cada dia numa relação a dois.
Só os românticos, os artistas podem viver esses romances, além dos platônicos, tímidos ou movidos por preconceitos que ainda persistem.
Seriam amores eternos, aqueles que envolvem tais características?
Vou palpitar que sim, são eternos e que desistiram da realização , por estarem conformados porque o tempo da realização passou .
O fato de desistir, em decorrência da passagem dos anos, não significa que seja menor o afeto que desencadeou tão profundo amor e o que temos constatado é que a magia vai permanecer através do tempo, sejam em palavras, ou nas obras que permaneceram, como no caso dos artistas.
E como o artista ama suas criações , relembrarão sempre o profundo amor que as gerou.
Vou palpitar, ainda, que tais amores são egocêntricos, na realidade, amam mais o amor do que tudo na vida. Além disso, devem ter alguma dose de masoquismo...
.
DEPOIS DO GESSO.
Retirado o gesso da minha perna esquerda, senti um alívio enorme, entretanto, ainda sinto dor e desconforto pelo tombo que
sofri e pela fratura em consolidação.
Mesmo assim, mais livre, fui ao shopping para exercitar meu desenho.
O casal do flagrante me pareceu uma dupla da música nativista.
Ela estudava uma partitura.
Sim, ao longe, me pareceu semelhante a uma partitura musical com notas para canto.
Talvez um novo lançamento.
Não conheço os cantores nativistas, mas tenho certeza de que estou certa na minha intuição.
Aliás, o café, tem se transformado nos últimos tempos, local por onde passam muitos artistas de todas as áreas, além dos turistas.
A estada por ali é breve, despreocupados e anônimos.
Assim como eu que, lá do meu cantinho, desenho o que vejo para um simples exercício para não perder o treino da figura humana.
Mas, além dos artistas, tenho visto que o café é balcão para negócios e até de pagamentos de lojistas para seus fornecedores, estes, muitas vezes acompanhados de advogados...
Tempos de vendas foram em outros tempos, lá pelos governos do Itamar Franco e o primeiro período do Fernando Henrique. De lá para cá, foram diminuindo, diminuindo até que hoje,
durante a semana nos shoppings as lojas, com raras exceções, estão vazias.
Me intriga esta falta de compradores para os artigos expostos e a manutenção de certas lojas.
Qual o milagre de ficarem abertas, sem vendas?
Afirmo que estamos vivendo a época da Mentira Deslavada, em que os jornais não poupam elogios para o desenvolvimento brasileiro.
Comprar consciências parece ser negócio lucrativo para políticos, assim são as Bolsas família, prisão e todas as outras que são oferecidas aos marginais, não só pelas atitudes,
como pela falta de oportunidades de emprego para pessoas analfabetas ou semi-alfabetizadas.
Como esta classe é a esmagadora maioria do povo, as eleições ficam asseguradas para os espertinhos dos Cofres Públicos.
26/04/2011- O SEGURO E O LEÃO.
Há muitos anos tenho um seguro de vida , em que uma das clausulas diz que depois de certa idade
que não vou revelar aqui, pode-se pedir o resgate do seguro.
Tenho estado em dúvidas sobre se devo fazer tal solicitação ou deixo para minha herdeira que é minha filha depois da minha morte, já que ela é que será responsável pelos meus despojos...
Considerando que o patrimônio que ficará para ela já é valioso, estou tentada a pedir o tal resgate.
A finalidade?
Para pagar o Imposto de Renda!
Como boa brasileira que, consciente do que o Governo afirma de que estamos em alta e que somos uma das potências mais fortes do mundo, devo fazer a minha parte.:
Doar ao Imposto de Renda o que me resta!
A cada ano que passa mais desconto para o Governo e agora, nem sei o que vou pagar porque acabaram com os folhetos que permitiam uma avaliação de quanto pagaríamos no final
de abril ou o quanto teríamos de receber de volta...
A cada ano que passa o Governo popular que nos massacra retira descontos de pagamentos válidos , permitindo apenas os relativos à Saúde, como se nada mais tivéssemos de pagar...
Mas triste realidade, agora devemos entregar todos os nossos dados e fazermos o Mea Culpa nos Confissionários dos escritórios de Contabilidade para que eles calculem o que devemos
pagar ainda, depois dos escorchantes descontos a que fomos submetidos durante o ano todo.
Tudo isto porque nem me atrevo a fazer a declaração pelo Computador, com medo de um ataque fulminante que acabaria com as minhas expectativas e as do Tesouro Nacional...
O que me preocupa é que nas duas vezes que entreguei minha declaração para Escritórios de Contabilidade, caí na malha fina!
Sendo que o primeiro, eles haviam errado nos cálculos e me deram uma soma astronômica para eu pagar, mesmo com os elevados descontos a que me submetem.
No segundo caso, me chamaram porque faltavam dados como número do CNPJ de uma estatal...
Então, confesso que estou muito estressada e preocupada com o que devo ainda pagar e que certamente esvaziará minha mínima Poupança para gastos imprevisíveis...
Assim, só me resta a alternativa de apelar para o Seguro para me pagar em vida o tal seguro de Morte para que eu continue vivendo e não faltar ao Imposto de Renda...

Feliz Páscoa para todos. ( ilustração: Oleo Tenini: As ninfas dos bosques- homenagem ao 7° Céu)
http://www.saatchionline.com/art/Painting-oil-thr-look-O-Olhar/65347/1132206/view
22/04- No dia 21 foi retirado o gesso da minha perna... O resultado é que estou melhorando, mas devo entrar em fisio, semana que vem porque os músculos
do entorno estão rígidos e doloridos. Haja paciência! Hoje o dia estava com o sol forte e fazia 30°, no final da tarde, veio um temporal e passou a chover granizo, a temperatura
baixou para 21° e o Fritz havia teimado em anunciar a chuva desde cedo da manhã... Acertou! A Frida está lá no fundo da casinha : )))))))))))))))
FRITZ E FRIDA.
No inicio deste ano comprei em Gramado, um medidor de temperatura que consiste numa casinha de madeira em que se aloja o casal germânico
Fritz e Frida.
Todos se encantam com o casal porque funcionam perfeitamente e de hora em hora, podemos observar as oscilações do tempo.
Quando Frida está fora da casinha, fará sol e quando o Fritz sai para fora e a Frida entra, irá chover.
Entretanto, de duas semanas para cá os dois andam atarantados porque chove e faz sol no mesmo dia, quando não dá temporal...
Neste ponto eles estão de acordo com as previsões que andam atarantadas com tantas mudanças de tempo no mesmo dia. Assim o Fritz e a Frida entram e saem da casinha o tempo inteiro.
Há um momento em que ficam indecisos e os dois ficam na porta, sem se atreverem a dar um fora!
Nem o Fritz nem a Frida escapam dos tempos modernos em que até o tempo enlouqueceu...
19/04/2011- SUGESTÃO DE MATÉRIA PARA JORNAIS DE PORTO ALEGRE E OS QUE SE INTERESSAREM PELO ASSUNTO:
CRECHES PARA CRIANÇAS E OS DEPÓSITOS... ( Folguedos infantis- des. pastel oleoso Tenini)
Além das creches regularmente funcionando, chegaram ao meu conhecimento que existem dezenas
ou centenas de locais em que crianças recebem atendimentos, sem as condições mínimas para o desenvolvimento sadio de menores carentes de nossa cidade e mesmo do interior.
As autoridades parecem desconhecer tais irregularidades.
As demandas por creches e atendimentos infantis até os 12 anos, estão sendo realizadas por esses Depósitos de crianças, cujos responsáveis, além de não possuírem condições legais
para funcionar, não têm o devido preparo educacional para lidar com crianças que atendem.
Cobram barato para os atendimentos que vão das 6 ou 7 horas da manhã até as 19 h, geralmente de segundas a sábados.
A alimentação consiste, na maioria das vezes em arroz, feijão e, eventualmente, pedaços de carne. Para o café, oferecem leites e pães, na maioria das vezes, trazidos pelos pais de
algumas crianças.
Jamais são fornecidas verduras, frutas e ovos nos cardápios que oferecem.
Apenas algumas mães trazem tais reforços.
Os “cuidados” são limitados a ou deixar soltas as crianças no pátio ou conduzi-las para frente das TVs para assistirem programas infantis e outros que as próprias crianças escolhem...
Os “cuidadores” não possuem nenhuma habilitação para trato de crianças e o único mérito deles é de juntarem crianças a troco de um salário que para eles que fica em torno de
R$4.000,00 pelos atendimentos de 30 ou mais crianças.
A plebe que usa tais recursos é composta, basicamente, de empregadas domésticas e outras categorias de baixa renda familiar. E os “cuidadores”, via de regra, nem sempre possuem o Primário
completo e são desempregados que buscam este meio de vida, para sobreviverem.
Claro que tais “Depósitos” são necessários, mas penso que as autoridades públicas em vez de fecharem tais serviços ou ignorá-los, deveriam aparelhá-los, dotando-os de pessoal
especializado para atendimento dessas crianças.
Os órgãos públicos responsáveis devem estar atentos para esses locais de atendimentos porque está em jogo o futuro daquelas crianças em termos de educação, orientações de vida
e de cuidados que elas precisam ter.
Sugiro que responsáveis por esses “Depósitos” sejam obrigados a frequentarem cursos especializados, receberem concessões de auxílios diversos em termos de equipamentos e
melhorias nas instalações, além de receberem do Poder Público a designação de professores, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, recreacionistas e médicos para o
atendimento dessas crianças ou pelo menos, darem orientações.
Temos de dar um basta em fabricarmos seres humanos revoltados que, cada vez mais, se tornam mais ferozes e perigosos contra a Sociedade que os abandona ou ignora.
Se o Poder Público encontrar dificuldades em cumprir com estas tarefas, devem recorrer à Sociedade para que dê apoio material para esses locais que vivem à margem dos
orgãos devidamente legalizados.
Mas para que isto ocorra, devem estabelecer o Cadastramento, Assistência e Controle desses “depósitos” particulares para que os objetivos sejam alcançados. Não adiantam as construções de mais Presídios, se não forem tratados os problemas sociais pelas suas raízes.
18/04/2011- Ao assistir A morte do cisne, interpretada no Youtube por um artista brasileiro que busca seu espaço no Mundo, me emocionei e lembrei do
meu cisne que partiu em 07/12/1989 . Ele apenas fora fazer um exame de broncoscopia , estava no Hospital com alta para voltar para casa, mas o médico insistiu para
fazer tal exame nele, por ser fumante. Não resistiu, morreu lúcido nos meus braços, logo depois do exame, asfixiado pelo ar que ingeriu, teve alergia ao medicamento que era necessário
para a broncoscopia...
IN MEMORIAM ( A morte do meu cisne)

da Tenini.
Era noite de azul profundo.
Em sobressaltos, despertaste.
Ergue-me, disseste.
Dentre os brancos lençóis emergiste,
estendendo-me as mãos( como as de um náufrago).
Comovida fiquei.
Amparei-te em meus braços e te ergui
( como a uma criança se ergue)
.Do fundo do peito, exclamei:
"Vem, meu filho, vem..."
Em vacilantes passos,
levei-te até a porta do destino...
Não, não é o meu amado ( pensei)
Eras mais, muito mais...
O homem menino, que ali estava
( e que sempre fora)
mais filho do que amante...
de todos os amores,
o derradeiro
porque , breve, já não eras.
E eu fiquei só ,
como nunca quis
e tu ficaste só,
como nunca quiseste...
DIAS CHUVOSOS.
Dias chuvosos remetem-me a um tempo de infância em que eu ficava na janela observando
os pingos de chuva como a escutar uma sinfonia de Beethoven, dedilhando na janela um teclado invisível.
Naquela época eu estudava piano e me embrenhava nas partituras célebres que compunham o curso de piano que dava preferência absoluta para as músicas clássicas.
Os professores proibiam músicas populares mas meus irmãos insistiam em me brindar com partituras de músicas populares da época.
Cedo percebi o interesse deles, aos 12, 13 anos , eu era escalada para tocar nas festinhas que eles promoviam em casa para curtirem suas namoradas.
E eu ficava ali, mero instrumento, a tocar sambas, boleros, tangos, blues até que eles me autorizassem a parar.
Naquele tempo concluí que não gostaria de ser pianista popular porque os ouvintes estavam mais preocupados com o ritmo para dançar do que ouvir as músicas
com atenção.
Entretanto, muitos anos se passaram , eu já havia abandonado o piano por telas, certo dia transitando pelo shopping Praia de Bellas escutei músicas populares tocadas
em um piano e que me encantaram.
Era o grande pianista Paulo Pinheiro, a quem considero genial na arte de tocar com a sensibilidade musical de um Mestre.
Lembrei meus tempos de guria e, certo dia, por insistência do referido pianista, timidamente experimentei tocar algumas partituras de que não esquecera.
Por incrível que pareça, eram tangos de antigamente. Assim, da experiência, recomecei a tocar piano e mais cedo do que esperava, já dava meus concertos de meia
a uma hora no shopping. O entusiasmo era tanto que formei uma clientela que ia ali para me ouvir.
Os aplausos eram muitos e calorosos, e não raras vezes eu fazia uma parceria ao piano com o Paulo., que reunia uma multidão em torno para aplaudir depois.
Fiquei sabendo, pelos entendidos, que se eu tivesse me dedicado à música popular seria , hoje, uma pianista conceituada em Porto Alegre...
Foram 2 anos de apresentações diárias em que outras pianistas amadoras também tocavam para uma platéia de clientes do shopping.
Era uma novidade que encantava a todos os gostos nos diversos gêneros de música que tinham as características de que o artista era um amante da música sem conotação
com compromisso comercial. Subitamente, houve quem processasse o Restaurante onde tocávamos, tentando receber indenização.
Nunca soubemos quem foi mas o certo é que todas fomos proibidas de tocar ali e o pianista Paulo foi demitido.
Lamentável para o próprio shopping, o local perdeu sua magia e aquela multidão que aplaudia nosso grupo de artistas que tocava apenas pelo amor à Arte,
foi como se tivesse perdido um elo da Música com os ouvintes de todas idades.
Assim, abandonei novamente o piano para dedicar-me ao silêncio das telas e da Poesia que tento escrever em prosa e verso, mas tendo sempre aos meus ouvidos
uma música qualquer embalando minhas criações.
E nos dias de chuva , imagino escutar, ao longe, o meu dedilhar em En esta tarde gris, com o coração enternecido por alguém que, num tempo antigo, passou pela minha vida...
.
um
. e
O QUADRO.

poema Tenini " Por que não te colocas no teu quadro ?" Me instigaste. Então, transmutei-me... Transmutei-me em pássaro, Coração no bico, Minha janela atravessei e pendurada no topo de gigantesca árvore, mirei os espaços o céu de anil... Sobrevoei um rio dourado e fui de encontro ao horizonte em chamas, Envolta nas brumas dos sonhos, Pousei na outra margem, à luz da sobretarde, Coração no bico, e o entreguei a ti,
querido amigo, que me instigaste a compor este quadro.
http://www.joaquimevonio.com/- ACESSEM ESTE IMPORTANTE SITE PORTUGUÊS QUE REUNE ARTISTAS QUE CURTEM ESCREVER PELA INTERNET.
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DAS PAINEIRAS ROSAS.
Um cronista escreveu lindamente sobre a paineira que explodiu em cor
rosa o visual de sua janela.
Também aqui, há dias, entre os verdes que tomam conta do meu panorama, há buquês e buquês de flores rosas das paineiras que enfeitam as ruas e os jardins.
Há mais de trinta anos atrás, plantei uma paineira no meu jardim, esperando contemplar a sua exuberante floração.
Ela cresceu rápida e todos me disseram que as paineiras têm as raízes superficiais e que tombam com muita facilidade.
Alertaram-me para o perigo da minha paineira porque o terreno é em declive e ela poderia tombar desabando rua afora, atingindo alguma pessoa ou carro.
Foi com grande pesar de todos aqui em casa que ela foi cortada e ainda ali vejo o seu tronco decepado.
Tenho saudades da minha paineira que nem chegou a florir.
São como os amores que nascem e se enraízam e nem chegam a florir, pois precisam ser decepados de nossas vidas.
Jamais florescerão, embora suas raízes aparentemente superficiais, ficarão para sempre nos solos palpitantes dos nossos corações.
ABUSOS NA PESQUISA GOOGLE.
2. ( 3.
4. Habbo
- 3 visitas - 12:01
7 mar. 2010 ... This is the Habbo Home of tenini. ... MEUS QUARTOS. Central tenini. tenini 1. ABUSOS NA PESQUISA GOOGLE.
2.
3.
4. . cecelinha. Entrar. Meu Perfil. tenini ... www.habbo.com.br/home/tenini - Em cache

Ilustração:AC- paint Tenini
O site acima citado é falso, provavelmente postado por essas pessoas desconhecidas ou que não se identificam, de personalidades psicóticas , invejosas e rancorosas que buscam
investir contra aquelas que julgam serem mais do que elas.
No meu caso pessoal , houve um engano, não sou ninguém dentro do contexto personalidade pública.
Então, o ato praticado usando o meu nome artístico visa apenas fazer-me mal perante os que me lêem ou apreciadores da minha Arte.
Quanto a mim, já sou vacinada contra a Inveja que me acompanha desde os meus primeiros dias escolares, em que algumas colegas invejavam minha facilidade para assimilar as aulas...
Então, Sr. Habbo ou sra. Habbo, o home faz parte do seu universo pessoal e não do meu , portanto , o uso de “tenini” torna-se amplo porque existem conotações com uma palavra em árabe
ou em italiano , podendo ser sobrenome de pessoas .
Quanto a mim, uso o Tenini como abreviação do meu nome de solteira e ele é apenas um apelido artístico.
As três visitas ao site foram minhas para copiar o conteúdo para denunciar ao Google.
Não conseguindo fazê-lo, pelas dificuldades que se tem em fazer denúncias, o faço por este meio para que verifiquem quem é o responsável pelo uso do Habbo, porque segundo pesquisa
que fiz, o site original nada tem a ver com o mencionado acima, já que é norte-americano.
São dessas coisas que chateiam o internauta sério, ter de debater com vagabundas e malcheirosas pesonalidades que infestam o mundo da Internet.
Entretanto, tenho uma pista e você que me lê, sabe de quem eu estou falando...
CRIANÇAS DE ALTO RISCO.
Pouco tem sido divulgado sobre a adoção de crianças e os riscos que envolvem tais adoções.
Primeiro porque na maioria das vezes ignoram-se antecedentes familiares de adotados e possíveis doenças genéticas que podem ser transmissíveis.
Os pais adotivos devem estar atentos aos desenvolvimentos das crianças que adotaram, especialmente nos aspectos psicológicos.
Isto não quer dizer que apenas filhos adotados possam dar problemas. Entretanto, segundo psiquiatras, os adotivos estão enquadrados em “Crianças de alto risco” porque ao chegarem à adolescência, conscientizados de não serem filhos legítimos podem
apresentar grandes traumas emocionais que repercutirão de forma irreversível nas suas vidas futuras.
Todos temos o direito de saber de onde viemos e quem foram nossos ancestrais. Então, as crianças que não possuem tais dados ficarão “perdidas” de suas origens.
O caso recente, do “atirador que matou dezenas de crianças” não estava entre aquelas que não sabiam de suas origens. Sabia. E elas eram indícios de que poderia herdar traços de
esquizofrenia de sua mãe legítima.
Certamente, herdou esses traços e a mãe adotiva não teve a sabedoria nem a orientação de que o garoto precisava de atendimento especial.
Mais, ele teria sido aceito pelos demais familiares da mãe adotiva, já que ele era sobrinho do primeiro marido dela?
Tudo leva a crer que não, pois não foi procurado pelos demais familiares para que fosse enterrado como um ser humano. Medo dos outros ou rejeição?
O jovem atirador apegou-se à mãe adotiva e a morte dela pode ter agravado sua doença que já vinha se manifestando pelo comportamento arredio que apresentava.
De toda a lamentável tragédia que vitimou tantas crianças, a tragédia pessoal do criminoso não deve ser esquecida e deve servir de alerta a todos os pais que têm filhos esquisitos e,
em particular, os adotivos que além dos agravantes normais, acresce a da não aceitação dos demais familiares para sua pessoa e seu modo estranho de proceder.
Com isto, quero enfatizar que crianças adotadas devem receber o máximo de atenção em todas as fases de sua vida porque elas são, realmente, sempre, pessoas de alto risco.
Os riscos que podem ser tanto para elas como para outros que nada têm a ver com as tragédias pessoais que carregam nas suas mentes doentias.
MÃE QUERIDA.
Poema Tenini.
Querias que forte eu fosse,
E forte fui uma vida inteira.
Agora,
já no fim da vida, Não te tenho aqui,
Mãe querida,
P’ra me dizeres
-Sejas forte, minha filha!
Sinto-me tão sensível,
Encolhida,
tão medrosa...
Destruída a armadura
Que me deste
Para os embates desta vida.
Volta, mãe querida.
Dá-me,
de novo,
Aquela força tua,
P’ra percorrer os dias que me faltam
E encerrar este meu caminho.
Volta, mãe querida.
Dá-me a armadura tua, P’ra que eu possa avançar
Nesta longa e penosa estrada
E nos teus braços,
Enfim,
adormecer...
LEMBRANDO MINHA MÃE III
As histórias verdadeiras também despertam curiosidades nas pessoas e é por isto que estou contando
aqui coisas do século passado relativas aos meus ancestrais maternos que, já disse, poderiam dar uma boa novela, com lances românticos, políticos, históricos e de tragédias
que enlutaram seus personagens.
Relembrando fatos que minha mãe recordava, fui tecendo a história familiar com descobertas até desconhecidas por parte de minha mãe, creio eu.
O General R... era Tenente quando foi servir em Cuiabá e ficou muito amigo do meu avô e de minha avó que tinha a idade dele.
Nesta época meu avô viajava muito para o Pantanal e para Poconé, onde tinha sua fazenda e, ao mesmo tempo, era incumbido pelos Republicanos militares, de controlar as fronteiras
com o Paraguai.
Também o então Tenente R..., como Engenheiro-militar, viajava pelos rios desempenhando sua missão na construção de estradas, pontes e comunicações com as bases militares.
Pouco antes da morte do meu avô, parece ter havido um desentendimento entre o Capitão R e meu avô porque encontrei, ao pesquisar sobre sua vida militar nos arquivos do Exército,
uma carta dirigida ao Comando Geral, cujo teor tenho em meu poder, em que meu avô denunciava o Tenente R de se acumpliciar com os opositores dos republicanos militares.
Os opositores eram civis ligados à Magistratura de Cuiabá.
Foi uma grande surpresa para mim, pois nunca minha mãe falara sobre o assunto e ela ressaltava sempre que o Tenente R, até a morte de minha avó, fora assíduo frequentador
da família pelos profundos laços de amizade que atravessaram os anos.
Fiquei matutando que o meu avô poderia estar tendo ciúmes do Tenente e depois, Capitão R... com a minha jovem avó? Quem sabe, este seria o verdadeiro motivo da acusação do meu
avô contra o jovem e bravo militar e o desgosto da descoberta de algo, tenha causado sua morte, pouco tempo depois, de um ataque cardíaco fulminante?
Uma cunhada minha que também conhecia as histórias contadas, inocentemente, por minha mãe, cogitou que R, fora, talvez, mais do que amigo da minha avó Dolores porque ele
continuou a visitá-la mesmo após a morte do meu avô.
Minha cunhada dava risadas, pois achava minha mãe com alguns traços semelhantes aos de R...
Hoje, plantada a dúvida, seria eu neta do Coronel Jesuíno ou do General R, que se tornou, depois, herói nacional?
Mas esta é uma dúvida que jamais será desvendada porque todos protagonistas estão mortos.
Se houve algo, entre a enérgica e valente Joana Dolores ( minha avó) e o “amigo da família” é um segredo que foi muito bem guardado entre os dois, o que vem provar que também
naquele tempo poderiam acontecer traições, quando o marido era muito mais velho do que a esposa.
Hoje , tudo seria descoberto com os exames de DNA, entretanto, é bem possível que minha cunhada tenha usado sua língua ferina e maledicente para plantar dúvidas com o propósito
de incomodar a sogra...
LEMBRANDO MINHA MÃE II
Minha mãe contava que minha avó, nascida no Paraguai mas filha de argentinos de descendência espanhola,
casou aos treze anos com meu avô que era viúvo e tinha quarenta e oito anos...
Então, ela era uma ninfeta exuberante e bela que costumava brincar com os filhos do marido que eram quase da idade dela. Meu avô a repreendia: - Dona Dolores, a senhora é umaSenhora !
Não a conheci, mas pelas fotos era uma verdadeira espanhola!
Meu avô sempre exerceu importantes missões e cargos políticos, especialmente na área policial e de Segurança. Quando morreu exercia a Chefia de Polícia do Estado do Mato Grosso
(hoje Secretário de Segurança) e tinha a missão de guardar as fronteiras do país e controlar as ações criminosas de jagunços, a mando de "coronéis" do sertão. Minha avó enviuvou aos 30 anos. Poderia ter casado de novo mas não quis, dedicou-se a cuidar dos seis filhos que tivera com meu avô.
Minha mãe, tinha dois anos quando seu pai faleceu, mas foi ensinada a amá-lo e ter orgulho dele como se fosse um ícone de sua vida.
Quando casou com meu pai, teve como padrinhos de casamento 5 oficiais do Exército brasileiro, entre Coronéis e capitães que serviam em Cuiabá.
Isto demonstra a grande unidade que havia e ainda há entre os familiares de militares. Parece que seguem um lema: um por todos e todos por um.
Tais fatos explicam o profundo respeito que ela devotava aos militares e ignorou os desejos dos filhos que acenavam com outras profissões.
Entretanto, nenhum dos meus irmãos queixou-se disso.
Gostaram de ser militares, de serem honestos e que amavam a Pátria, acima de qualquer interesse.
E viveram servindo ao nosso País, como o avô materno.
LEMBRANDO MINHA MÃE.
Quando vi a senhora do flagrante, no café, imediatamente associei-a a imagem de minha mãe, tal a semelhança
dos traços fisionômicos.
Minha mãe, na mocidade, parecia-se com uma atriz daquele tempo, Dolores Del Rio, se não me engano era mexicana.
A descendência de minha mãe vinha de portugueses, espanhóis e índios brasileiros da Bahia.
Tinha os olhos garços e expressivos, pele cor de marfim e cabelos pretos finos, levemente ondulados.
Nasceu em Poconé, no Mato Grosso e era filha de um coronel do Exército reformado por ferimento em batalha e dono de uma Fazenda, a de Santo Antonio, naquele município.
Não vou relatar aqui detalhes sobre sua família porque daria uma interessante novela que abordaria figuras importantes da República brasileira daquele tempo.
Casou com meu pai, filho de italianos e acabou por vir para o Rio Grande do Sul.
Tinha saudades de sua família e de sua terra, inclusive de Cuiabá, onde cresceu.
Mas, quando teve oportunidade de voltar para visitar sua terra e parentes, negou-se a ir.
Mulher forte, inteligente e determinada, influiu no futuro de todos os filhos que seguiram a carreira militar, mas o mais velho não conseguiu por problema cardíaco constatado no
exame de admissão à Escola Militar.
Quando eu tinha seis anos, surpreendi a família, por traçar a lápis, o perfil da minha mãe , exatamente como a dama do flagrante.
Ela guardava com carinho o desenho que fiz, mas jamais aceitou que eu fosse artista, como tinha pendores, tinha medo que eu enveredasse por caminhos contrários à Moral de então...
Ela me deu sólidas lições de moral, completamente inúteis nos tempos atuais...
Mas eu me orgulho delas, ainda que pareçam antiquadas para muitos.
A MUSA DA POESIA.
Eu estava entrando na Terceira Idade, justamente aquela em que sem nos darmos conta,
repetimos a entrada da adolescência aos doze anos. Então, estava sonhadora e enamorada da vida e dos homens que me encantavam.
Estava só, porque enviuvara recente e tinha necessidade de reviver a minha vida com novo amor.
Foi à época em que relembrei a Poesia e comecei a poetar, sem outra intenção a não ser falar do meu amor e, inconscientemente, a rejeitar uma nova perspectiva para mim,
com medo, talvez, de uma grande desilusão.
Então, caiu-me às mãos livros de Florbela Espanca, poetisa portuguesa que viveu no século passado.
Comprei tudo que achei sobre ela.
Decidi criar e pintar a Musa da Poesia, em homenagem à Florbela e o quadro aqui está para que o apreciem.
Tenho rejeitado a venda deste quadro e que tem encantado a muitas pessoas.
Esta semana recebi um telefonema de um amigo que encontrei lá pelos anos 2000.
Ele ainda pensa no quadro e espera que eu decida vendê-lo...
Tenho hesitado porque a figura central do quadro tem o rosto da minha filha adolescente, ainda que os olhos dela não sejam claros e sim escuros e belos. Sei que é uma desculpa vaga...
Acabei por dizer ao meu amigo que um dia eu venderei a Musa da Poesia e darei prioridade a ele.
Por ora, o quadro está na minha parede, nos seus azuis divinos, ainda que tão antigos...
O CASAMENTO EM GARIBALDI-RS
Está levantando polêmica o casamento em Garibaldi, em que os noivos
foram vestidos de personagens de filme como Shrek e Fiona, e personagens de histórias de fadas.
Simplesmente achei genial a idéia da moça de Garibaldi que quis que o ato do seu casamento fosse eterno.
Só não gostei do Bispo de Caxias ou Bento que condenou o ato e advertiu o Padre da Paróquia para que não mais ocorressem tais fatos. Este Bispo demonstrou que nada entendeu
da mensagem de Cristo e não aceita inovações dos tempos modernos.
Primeiro, porque a escolha dos trajes não cabe aos Padres decidirem quais sejam desde que respeitem a moral pregada pela Igreja.
O casal de Garibaldi, ao contrário, demonstrou que a história de amor deles é um sonho infantil realizado. E que pretendiam viver juntos para sempre, como todas as histórias infantis.
Além do mais, demonstraram a pureza de seus sentimentos. Estas são as mensagens que deram.
Lembrei de fatos antigos em que meu avô foi excomungado pelos Padres por ter abrigado em sua casa, em noite de temporal e frio, um pastor protestante que pregava sua religião.
Mais, o fato gerou a proibição pela Igreja de os colonos comprarem materiais agrícolas fabricados pelo meu avô, o que trouxe períodos de grande aflição para a família, sem contar
com os recursos do trabalho honesto e digno que ele realizava para sustento dos familiares.
O ato foi tão injusto que meu avô decidiu tornar-se protestante e recusou-se a voltar à Igreja Católica daquele tempo. Aconteceu na mesma cidade, a de Garibaldi. Mas eram outros
tempos em que o catolicismo era intolerante.
Não se concebe que, em 2011, volte a acontecer a intromissão da Igreja em assuntos em que deveria sorrir e apoiar.
Mas o fato gerou as luzes da mídia mundial para o acontecimento inusitado e belo.
Espero que os resultados não sejam os que aconteceram com o meu avô que, fora Seminarista, portador de cultura superior, reconhecidamente cristão pelos seus atos, exemplar Chefe
de família.
Que muitos casamentos assim, voltem a acontecer e que não aconteçam mais intolerâncias nos julgamentos de autoridades eclesiásticas porque elas estão prejudicando a própria
Religião que defendem.
Sou Católica, mas não aceito o julgamento negativo da Igreja para este belo casamento que representou a pureza de intenções do casal envolvido.
Sur Beto Rockefeller- Monsieur: BINGO! :)))))))))))))))))))
O GESSO NA MINHA VIDA.
Gesso é um aglomerante produzido pela gipsita (também denominada de pedra de gesso) e é composto de
Sulfato de cálcio di-hidratado. Na Antiguidade foi muito usado como matéria de liga, em zonas com climas secos,
como Egipto ou a Fenícia.
O gesso tem sido importante na minha vida, desde sua aplicação em decoração, como na construção civil; na arte, na confecção de moldes de vasos ou
estatuárias ou figuras esculpidas com precisão; na Medicina é amplamente usado na Ortopedia para imobilização de fraturas.
Já fiz uso destas 3 formas de utilização, sempre com resultados ótimos.
Pesquisando na Internet, o gesso também é utilizado na Enologia, na produção do vinho com o efeito de fazer precipitar materiais, em suspensão na
mistura.
Recomendo a pesquisa pela Internet, especialmente a Wikipédia que poderá dar amplos esclarecimentos sobre a importância do gesso na nossa vida.
Pois, após a tala gessada na minha perna, por causa de uma pequena fratura e que, agora apareceram duas, na radiografia, fui obrigada a “engessar
a perna toda, com exceção do pé.
Vocês podem imaginar os transtornos que estou tendo para ficar em repouso, logo eu que sou dinâmica e não paro um segundo.
Optei pelo gesso sintético que é feito com fibra de vidro, um pouco menos pesado que o gesso comum, mas ainda assim, desconfortável, embora a
propaganda diga que ele seja confortável. Porém, o preço deste gesso sintético é caríssimo e não é pago pelas conveniadas médicas... Mais um abuso contra o contribuinte.
Enfim, a perspectiva é de ficar, no mínimo, 2 meses em repouso com tal imobilizador...
Porém graças ao Pilates que faço duas vezes por semana, há 3 anos, estou com mobilidade fantástica e já saí para ir ao Banco e ao Super, além de no
domingo, dispensar acompanhante.
Sem contar que tomo banho, sem ajuda, usando apenas um saco plástico especial para fraturas.
Assim, como os jogadores de futebol lesionados em campo, estou eu aqui vendo o tempo passar e curtir a intermitência da chuva que começa a chegar ao
fim...
O jeito de passar o tempo é ler piadas pela Internet e dar boas risadas.
Por hoje, penso ser o bastante, estou sendo útil aos que me lêem porque estou dando dicas importantes sobre como enfrentar uma imobilização
temporária, sem perder o bom humor.
"Acordou no meio do agora, com a memória apagada. Caminhou pela linha da dor, rasgando as páginas da ilusão e tropeçando na escuridão.
O sinal dos tempos marcou-lhe a face e agora vive na sombra do passado." Ydeo Oga, poeta brasileiro vivendo no Japão.
BETO ROCKEFELLER.
Passei rapidamente pelo café e numa mesa distante estavam um gordinho, uma moça e um rapaz de costas, parecendo o Obama...
Este, conversava animadamente, contando mil novidades para o gordinho e a moça que se desmanchava em risadas, contrastando com a
sisudez e a desconfiança do Gordinho.
Imaginei que o personagem de costas no flagrante fosse um sósia de Beto Rockefeller, um personagem de novela que pertencia à classe média-baixa e que, vendendo sapatos,
conseguiu introduzir-se entre milionários e passou a mentir que também era um grande milionário... A novela fez sucesso em décadas passadas e o personagem contador de vantagens
que não possuía um centavo no bolso, passou a ser conhecido como Beto Rockfeller.
O Gordinho, inicialmente, parecia estar incomodado com o “papo” do “ Beto”, pois dava para perceber seu olhar desconfiado e chateado.
Já, a moça estava encantada com o relato do “Beto”...e dava sonoras risadas.
De repente o gordinho viu que o assunto não terminava passou a prestar atenção no papo do “Beto” e só, então, sorria comedido. O flagrante foi feito neste momento.
Curtam e adivinhem o quê o Beto do café, pavoneava?
CHUVA DE OUTONO. Tenini
( Olhar jacarandá - des. Tenini)
São 18 h e estou em casa neste dia chuvoso de Outono.
Preferia os amarelos da alegria, mas Deus me deu os cinzas, de um dia em que choveu o dia todo.
Não uma chuva tormentosa , mas calma e persistente, como a minha vida se tornou agora.
Não, minha alma não está em grisalmas porque acredito num amanhã radioso, como o olhar da minha filha, ainda adolescente.
Olho pela janela e diviso os pingos de chuva a tamborilarem de leve nas vidraças da janela e juro que ouço, ainda, o suave dedilhar de Ernesto Cortázar, em Autumn rose, ressoando
neste pequeno estúdio da minha casa e que outrora foi o quarto da minha menina.
Mas, há ventos que agitam as árvores lá fora, embora os frutos que balançam estejam ainda muito verdes, esperando a maturação completa.
Logo, em maio eles serão as ofertas que a Natureza nos brindará para saborearmos suas doçuras, sem nada pedir em troca, a não ser os cuidados durante a floração para que possam
ser saudáveis e apetitosos.
Pedem que as terras sejam ricas e nutrientes e não secas e áridas que nada produzem, como a lembrarem que precisamos aprender sempre para que possamos criar obras cada vez
melhores.
Depois, tudo recomeça a se recompor na Natureza, tão logo atravessem o Inverno.
Se prestarmos atenção, a nossa vida segue no mesmo ritimo da Natureza, em compassos diversos, mas que darão os mesmos resultados...
Restam as velhas árvores, como devo estar agora, embora me sinta eternamente jovem.
Sei que um dia tombarei porque tudo vai se extinguir e nos perderemos na mesma terra em que as árvores se decompõem.
Mas nossas experiências e o que tivermos aprendido durante a nossa presença aqui na Terra serão lembradas por tão poucos que ficaríamos tristes se pudessemos voltar para ver.
Melhor não voltar.
Mas agora, ante a tela iluminada, sei que há luz no fim do túnel e que há a estrada a percorrer em busca dessa mágica claridade do Amor e do Amanhã eterno.
Enquanto isto, vivo a vida presente com os olhos em ouros e esmeraldas a perscrutar o meu Destino.
VINASCO.
Ele entrou na minha página do facebook e se diz um militar graduado colombiano...
Colombiano? Hummm,
Mas aquele vinasco ficou martelando na minha cabeça.
Todo bêbado ou bebedor contumaz de qualquer bebida nega que seja alcoólatra.
E os bebedores de vinho gostam de afirmar que tomam apenas para proteger o coração...
Quanto á proteção do coração, concordo, porque na verdade, aturar um bebedor de vinho pelas mulheres
é algo divino que necessita a proteção do Anjo da Guarda.
O cara arrota, funga e bufa vinho azedo, pois a incursão do vinho para o estômago misturado aos ácidos estomacais, azeda... e, haja saco para aguentar o bafo e o fungar do dito cujo. :))))))))))
Sò uma “ Amélia” para viver com um cara assim.
Quem pensar que eu falo com conhecimento de causa, acertou.
Meu marido bebia de tudo, por etapas. Na fase do vinho era pior porque o resultado do vinho em excesso dava os resultados citados acima.
Por essas e outras observações é que estou desconfiada que o meu fiel seguidor no facebook seja alguém daqui mesmo, porque conheço certo cidadão que é bebedor contumaz de vinho ,
embora ele afirme que não é alcoolista e só toma um cálice nas refeições, como bom mentiroso que costuma ser.
Os sintomas são todos aqueles que estão citados neste texto...
Ser Amélia?
Uma vez na vida é o suficiente para, inclusive escrever esta crônica, vocês concordam ?
23/03/2011- Falando em PALERMICES, mais Palerma é o jornalista que pensa que conquistou leitoras...
DOS TOMBOS. ( Quadro: DAMA, acrílica sobre tela , 0,80X0,80 , Tenini)
Sexta-feira, perto do meio dia, sofri um terrível tombo dentro de casa.
Com dificuldades consegui me levantar, pois havia batido todo o lado esquerdo no chão.
. Logo o joelho inchou e não tive condições para caminhar pelas fortíssimas dores.
Claro, não restou outra alternativa a não ser procurar o Pronto-socorro ortopédico da zona sul.
Radiografias verificaram que o joelho estava quebrado na rótula, mas sem sair do lugar, o que me livrou de possível cirurgia.
Entretanto, me colocaram uma tala da coxa até o tornozelo e tive de sair dali em cadeira de rodas.
Ora, sou useira e vezeira em tombos, desde criança. E a perna atingida é sempre a mesma. Concluí que ela deve ser a “palerma” entre as gêmeas...
Mas passadas 24 horas eu já estava andando sem andador, subindo e descendo escadas, claro, cuidadosamente. Esta façanha, creio que devo ao Pilates por estar em exercícios físicos há
três anos.
Mas, o que eu queria dizer é que, pensamos que conhecemos bem a nossa casa e nos descuidamos, daí que os acidentes domésticos são em maior número do que em outros casos.
Meus tombos sempre foram em casa, com apenas uma rara exceção, ocorrida em Salvador.
Enfim, os tombos servem para fortalecer as nossas convicções , inclusive para lutarmos com mais vigor para que os sonhos continuem a rondar o nosso viver, não importando o tempo
que levem para acontecer, mesmo que nunca aconteçam.
Há tombos físicos e psicológicos, mas se você for forte, além de acreditar em si mesmo, eles impulsionam para que cresça, ainda mais.
Servem para que fiquemos mais lúcidas e antenadas para o que der e vier...
WELLCOME, MR PRESIDENT OBAMA!
WELLCOME, MR. PRESIDENT OBAMA!
Tenho a alegria de ter no Facebook, quase diariamente,
as palavras de Barack Obama, o primeiro Presidente mulato dos Estados Unidos da América.
Ele venceu as eleições e o preconceito falando aos americanos pela Internet e, apesar de enfrentar altas e baixas na opinião do povo de seu país, eu acredito nele.
Barack é um gênio e é destas pessoas que não desistem de seus sonhos, nem que tudo pareça dar errado.
Para mim, ele representa o sonho americano de voltar a ser o mais importante país do mundo.
Sou de uma época em que o mundo se envolvia em guerras e, nós, no Brasil, sofríamos as consequências.
Nossas Forças Armadas uniram-se aos americanos para vencer o Nazismo na Alemanha.
Eu era uma garota sonhadora que adorava ver os filmes americanos e curtia suas músicas em que os blues eram as atrações maiores.
Quantas mensagens maravilhosas os filmes americanos nos enviavam?
Hoje, com o mundo materializado como está, até os filmes americanos mudaram.
Uma pena. Eu preferia aqueles filmes que falavam de um amor simples e maravilhoso, de uma mulher guerreira e forte como a Scarlet O’Hara, de E o vento levou.
Então, jamais consegui deixar de admirar e gostar muito do povo americano e dos Estados Unidos.
Tive a felicidade de ir algumas vezes para lá, especialmente New York e de ter contato, de perto, com seu povo. E de visitar seus Museus espetaculares como o The Metropolitan
Museum of NY, MOMA e outros.
A onda deletéria que tomou conta do mundo civilizado, pelo Comunismo, foi a responsável pelo desapreço pelos americanos , seus costumes e seu orgulho pelo país que ajudaram
a construir.
Sinceramente, eu gostaria que Obama pudesse discursar em campo aberto na Cinelândia, para todos os brasileiros, especialmente para esses milhares de descendentes de
negros como ele.
Penso que ele seria ovacionado e teria a maior recepção de alegria e esperança para um mundo melhor, de todos os tempos.
Entretanto, parece que não vai ser assim e ele falará em recinto fechado, com convidados especiais.
Lamentável que tenham decidido assim.
Neste momento histórico, como humilde artista anônima do meu país, desejo ao Presidente Barack OBAMA,:
Wellcome, Mr. President Obama
I believe in you!!
O JAPONEZINHO DO SHOPPING ( 16/03/2011)
Eu já havia iniciado o desenho dos dois homens em trajes esportivos que, em animada conversa, tomavam café no shopping, ontem, 16,
por volta das 17 h
De repente, vi em mesa distante, um menino de aproximadamente de 6 a 8 anos de idade que, acompanhado de seu pai, lanchava ali, sorridente e feliz.
Me emocionei ao vê-lo, porque está a salvo aqui no Brasil.
O japonezinho, queimado pelo sol da zona sul da cidade ou das praias do Sul, irradiava saúde e alegria e parecia ser o orgulho do papai coruja.
Me emocionei ao vê-los ali, sãos e salvos.
Em que pesem nossas dificuldades de toda ordem, provocadas por uma Economia que visa aparecer perante o Mundo, não importando que o povo seja massacrado pelos impostos,
ainda é o refúgio daqueles estrangeiros que querem paz e trabalho.
Não mais que isto porque o clima e a natureza do Brasil já fazem a felicidade de qualquer um.
A catástrofe ocorrida no Japão toma as páginas da Imprensa mundial e a comoção que provoca as cenas da tragédia do tsumani e dos reatores da Usina Nuclear japonesa nos fazem pensar
o quanto temos sido premiados por Deus, mesmo que ocorram enchentes como a de São Lourenço ou de Santa Catarina. Aqui, ainda é o lugar em que podemos viver mais tranquilos.
Desde que, respeitemos a Natureza e evitemos as proximidades com rios e mares ao tomar-lhes o lugar.
E que o Progresso não busque colocar nosso país e nosso povo em riscos de vida.
O japonezinho que vi ontem, nem sei se veio recente do seu país ou se nasceu aqui mesmo, mas conserva as tradições milenares do seu povo.
Que Deus os abençoe e a todos imigrantes que aportam ou aportaram por aqui!
DA FAUNA E FLORA NO SÉTIMO CÉU.
Há 30 anos quando decidimos construir casa no Sétimo Céu, no nosso terreno não havia luz nem linha telefônica.
Lembro que durante seis meses penei nos corredores da CEE, nos dias de reunião da Diretoria para tentar convencer de que o parecer de um engenheiro da companhia estava equivocado,
ao afirmar que puxar luz para cá seria antieconômico para aquela estatal.
Acho que a minha teimosia e plantões junto aos Diretores acabou por demovê-los do indeferimento e aprovar o projeto de extensão da rede de iluminação do entroncamento com a Padre Gomes
até o início da minha rua, onde ficava minha casa que estava em fase final de acabamento. Afinal, era única naquele trecho de 400 ms. Tivemos de custear as instalações de 6 postes de iluminação para a CEE, sob a promessa de devolução do dinheiro depois de 4 anos.
Só que 4 anos, naquele tempo, tinha um deságio de mais de 300 %... Mesmo assim, valeu a pena.
Hoje, quando vejo minha rua povoada de belas casas, que foram construídas depois que fundei a Associação de Moradores do Sétimo Céu, sinto-me pioneira do progresso, complementado
pelo segundo morador, do mesmo trecho da rua ,que custeou as luminárias, cabendo a nós , pagarmos a 6ª luminária que ficava a 22 ms da minha casa, mas espírito comunitário é isto aí,
nem que não sejamos diretamente beneficiados mas o grupo, sim, colaboramos.
Os primeiros tempos de moradia aqui foram memoráveis,: na primeira tempestade de verão, vimos a casa invadida por morcegos, que foram espantados ou mortos a vassouradas durante
mais de 3 horas. Foi um susto e sufoco.
No pátio, havia dezenas de lagartões que ficavam embaixo das pedras, mas eram inofensivos e os cachorros os afugentavam para os terrenos próximos. As aranhas eram de vários tamanhos
e algumas assustavam pela altura e espessura... Cobras de várias espécies, desde a coral até as verdes.
À noite, os cachorros encarregavam-se de afugentar ou pegar ouriços-cacheiros , gambás e outros bichos do mato.
Os bugios surgiram mais tarde e, antes da invasão dos índios ouvíamos seus roncos entre 3 e meia e 4 da madrugada, quando a rua estava sem movimento . Nas árvores próximas, à noite, viamos as corujas fugidias e ouviamos seus piados tristonhos nas árvores que nos rodeavam.
Durante o dia, pássaros maravilhavam os nossos sentidos.
Antes das construções das casas, as calçadas sem revestimentos, eram cobertas por todas espécies de ervas para chás como camomila, quebra-pedras, tansagem e outras.
Nas matas da reserva do Morro do Osso, logo depois da minha casa, espécies raras de arbustos aguçavam os desocupados que as retiravam para vender nas ruas a preços altos.
Os escolares vinham com fundas para matar passarinhos na Reserva Ecológica e eu explicava a eles que não deviam fazer maldade com a Natureza e eles me ouviam, cabisbaixos, depois iam
embora.
Hoje, Índios urbanos que invadiram nosso bairro, retiram os cipós das árvores, deixando-as desprotegidas.
Por causa disso, tem havido muitos tombamentos de árvores na Reserva Ecológica.
Os bugios sumiram...
Pelo visto, os índios de hoje, são muito mais espertos do que os lendários, pois atuam na Internet e têm um Ministério só para eles.
Além disso ganham todos os tipos de Bolsas ( família, cultura, etc.) e todas as mordomias de graça, como casa, luz e telefone. Além de TV e de todos eletrodomésticos.
Mas há muita gente mais que também aufere as mordomias pagas com os recursos do povo.
Você sabe quem são, não? Milhares...
NA FILA DO BANCO- texto Tenini ----- Original Message ----- From: MaraTo: 'tenini' Sent: Saturday, March 12, 2011 9:54 AMSubject: RES: NA FILA DO BANCO- texto Tenini Gostei!
Flag. de Final de Século- des. aquarelado Tenini - A dama dos cabelos vermelhos.
NA FILA DO BANCO. Texto Tenini ( Teresinha M. Canini Avila)
Entrei na fila do Banco, em seguida surgiu um senhor , entre os quarenta ou cinquenta anos que,
virando-se para mim disse:
- Estou na sua frente!
E enfiou-se na fila à minha frente.
Primeiro achei um abuso, segundo, pensei que provavelmente ele havia saído para realizar alguma tarefa e
depois voltou.
Entretanto, aprendi desde criança de que- “quem vai ao ar, perdeu o lugar”...
Toquei no braço dele e disse, em tom de brincadeira:
- Se eu quisesse, passava na sua frente e de todos que estão nesta fila...
Ele me olhou admirado , então completei, sorrindo, informando a minha idade.
Prontamente ele ofereceu seu lugar e as demais pessoas que estavam na fila fizeram o mesmo, admirando-se, porque , na realidade, sempre aparentei menos idade do que tenho
por ter tido uma vida de trabalho, mas regrada, afinal, não tenho nenhuma moléstia grave e com a maturidade a gente aprende a ceder o lugar para os apressados.
Afinal, aprendemos também que "quem vai com muita sede ao pote, acaba por perder o focinho..."
Sorri porque o idoso aprende a ser condescendente, embora consciente de seus direitos.
Condescendência que pode ser confundida com medo, mas que na realidade espelha a sabedoria senil.
Continuei aguardando na fila, como qualquer cidadã mais jovem, pois recusei o que a Lei me protege.
Há pessoas que não têm o mínimo respeito para com os mais velhos. Isto em todos graus de cultura. Pior, ainda debocham deles.
Leis são descumpridas sem a menor sem-cerimônia. O Governo e os políticos são os principais infratores da Lei que eles mesmo criaram, a que se refere à Proteção aos Idosos
para imitar países de Primeiro Mundo.
Que proteção é essa que ninguém lembra ou respeita?
Entendo que nos Bancos, nas Caixas eletrônicas, nos Supermercados deveria haver uma especial para Idosos ou pelo menos um cartaz lembrando que Idosos têm prioridade nas filas
e alguém para controlar porque os jovens, especialmente os mimados, estão sempre querendo passar na frente de todos, não importam as restrições das placas expostas.
Respeito aos Idosos no Brasil, só vi em São Paulo, nos Supermercados tradicionais de lá, em que há bancos de espera, auxiliares para esvaziar as cestas e todas mordomias que eles
merecem.
Tenho visto pessoas idosas e doentes aqui no Sul, obrigadas a entrarem nas filas para retirar seus parcos salários ou nas compras de Supermercados tirando das cestas volumes pesados
sem que ninguém se ofereça para ajudar.
E o mensalão, einh? O Governo comete assaltos aos bolsos dos contribuintes desde 2002, pelo menos. O PT introduziu o mensalão para escorchar idosos da classe média a contribuírem,
de novo, para o INSS. Até as pensões estão sofrendo o desconto, pasmem essa!
Quem fala neste assunto? Idoso não dá voto, mas bolsa-familia, auxílio-reclusão, sim Até para comprar cachaça e todos acham graça! Parece que rimou mas, não, há safadeza nesta rima...
.Entretanto, o que ninguém fala é que há falta de empregos e oportunidades para jovens com diplomas universitários e que são sustentados por pais e avós.
À tarde, tenho visto muitos jovens de 30 ou mais anos, perambulando pelos corredores dos shoppings, em horas de trabalho, muitas vezes acompanhando pais ou mães idosas que os
sustentam.
E há também aqueles que se sujeitam a trabalhar em empresas ligadas ao Governo, as tais Terceirizadas que não há, sequer, respeito às Leis Trabalhistas porque trabalham sem
carteiras assinadas, sem INSS e desempenham, muitas vezes, trabalhos que envolvem perigo de vida, sem nenhuma cobertura, por necessidade de subsistência.
Não há trabalhos para eles.
Conheço muitos casos dos exemplificados acima em famílias da classe média ou média alta.
Mas o tempo passa para todos.
Se você não morrer pelo caminho, poderá vir a ser um idoso, amanhã. Lembre que o tempo passa mais depressa que você imagina e logo, logo, você não poderá mais trabalhar e vai
se sustentar, como?
Quanto aos Idosos de ontem, se tiverem alguma renda, continuarão a ser explorados pelos cofres públicos... sem que ninguém faça nada, nem sequer a própria Justiça.

GRISALMA, UMA PALAVRA, UMA INTERPRETAÇÃO. ( Republicada)
Crônica Tenini
Em 1998, iniciei uma série de de trabalhos artísticos chamados FLAGRANTES DE FINAL DE SÉCULO, colhidos em cafés ou bistrots de Porto Alegre.
Em fevereiro daquele ano, à tarde, percebi uma dama em mesa distante da minha, com expressão de profunda amargura. Vestia elegantemente em traje de linho e usava um chapéu
que lhe escondia os cabelos, apesar do calor que fazia. Sorvia sem vontade um refrigerante que ficou ao meio quando ela sumiu pelos corredores do shopping, exatamente no momento
que eu a desenhava. Não posso explicar o que se passa com o artista quando resolve retratar uma pessoa, mesmo que ela não perceba.
Parece haver uma ligação extra-sensorial entre o artista e a pessoa escolhida porque não entra em jogo a beleza física, nem tampouco a idade da pessoa retratada.
Pessoalmente, não gosto de retratar flagrante à pedido e sim pela minha escolha por intuição.
Não só desenhei aquela senhora como escrevi um poema baseado na expressão de amargura que percebi nela.
O poema chamou-se GRISALMA, cuja palavra não encontrei no dicionário. Um amigo poeta disse que eu inventara a palavra e tendo gostado dela, escreveu-me um poema com a mesma
palavra De lá para cá, como atuo na Internet há 10 anos em grupos de poesias, houve outra poeta que também a usou e não sei se ela se inspirou na minha criação ou se também
teve a mesma idéia porque juntei a palavra GRIS + ALMA ( Alma cinzenta) que na tradução pode ser alma triste. Porém, ela usou a imagem que fiz para sua poesia.
O poema que escrevi em 1998 é este:
GRISALMA
Desperto às cegas Ante a ofuscante claridade do sol, Desafiando inclemente E enfurecido, Crestando as flores do jardim E as tenras folhas da esperança, Rachando o solo sedento Buscando as águas. Anseio por sombras. Hoje Quero nuvens em gris. Hoje Quero prenúncios de chuvas, Torrenciais, Que lavem minh’alma Das tristezas deste dia, Absurdamente claro, Insolente, Zombando do meu penar. Hoje Quero um dia soturno. Quero esconder-me da luz, Ficar em silêncio, Dentro das trevas Para meu outro Eu, Enfim, consolar.
Nunca mais vi a "Senhora de grisalma "e creio saber algo sobre ela, mas me abstenho de divulgar agora, espero que o leitor faça a sua interpretação para aquela dama triste.
10/03/2 011- GRÊMIO, CAMPEÃO DO 1° TURNO! A Diretoria de Esportes do Canal 36, composta de colorados fanáticos,
10/03/2011- GRÊMIO, CAMPEÃO DO 1° TURNO! A Diretoria de Esportes do Canal 36, composta de colorados fanáticos,
estava lá para secar os azuis.
Sairam de caras murchas... RENATO, VOCÊ É DEZ!!! Aliás, Renato quer dizer REI NATO. ( Nascido Rei) Entenderam?
 SUSPIROSA- Aquarela Tenini (
RIO DE ONTEM E DE HOJE. ( 2007- Republicada a pedido)
Conheci o Rio de Janeiro na época dourada dos anos 50 até meados de 1960.
Assisti o antes e o depois de tudo. Na época dourada, o Poder Central do Brasil estava situado na Guanabara e o Rio era o centro político da nação, de sua cultura e cérebro das decisões nacionais, num panorama belíssimo
onde a natureza harmonizava com a Cidade Maravilhosa. A imprensa e todos diziam que a bela cidade influenciava os políticos aos conchavos de toda ordem e da corrupção. Juscelino veio com o firme propósito de acabar com as mordomias
políticas que tratavam assuntos políticos e mal cheirosos , nos escurinhos das boates daquela cidade. Pensava, ainda, que o Brasil tinha de tomar consciência de que era preciso centralizar o Poder para irradiar o progresso às regiões mais longínquas do Norte e nordeste do país.
Alegava que precisávamos urgentemente proteger o Amazonas dos olhos internacionais que cobiçavam suas riquezas. Assim foi construída Brasilia, entretanto, os problemas políticos
continuaram e a corrupção segue rondando o Poder Central. Quanto ao Rio de Janeiro, em várias oportunidades em que o visitamos depois de nosso retorno para o sul, continuava lindo mas o crime organizado e as drogas que invadiram o mundo
encontrou campo fértil na marginalização das favelas da Cidade Maravilhosa. O Rio foi vítima com a perda do título de Capital Federal do país. Logo a marginália tomou conta de tudo e, por décadas vimos a Cidade Maravilhosa ser refém de bandidos, onde os tiroteios
assustavam e ainda assustam os cariocas. Até bem pouco vimos guerrilhas no Rio de Janeiro, onde nunca estávamos tranqüilos se ao sair de casa, voltaríamos com vida ou não. De repente, neste Dezembro de 2007 voltamos ao Rio para um compromisso familiar e social. Na chegada, ao atravessar a Linha Vermelha , tínhamos medo de sermos surpreendidas
por tiroteios entre a Polícia e os bandidos. Vimos uma cidade envelhecida, com prédios mal cuidados, num panorama deslumbrante de sempre que a Natureza proporciona. Nossa hospedagem foi no Leblon e durante os poucos dias que estivemos ali, gozamos de uma tranqüilidade que nos levou a lembrar dos velhos tempos da época dourada.
Não sei se em outros bairros também está assim, mas todos me dizem que parece que tudo começa a normalizar, depois de tanto tempo. Elogiaram um gaúcho que está por lá, comandando as operações da Secretaria de Segurança, apoiado por órgãos federais. Só sei que senti um alívio em andar pelas ruas ( e como caminhei!!!) Queira Deus que o caos esteja chegando ao fim para a Cidade Maravilhosa porque ela é uma das mais belas do mundo.
Não é mais a Capital Federal, mas certamente quem visita o Rio, jamais o esquecerá. Peço a Deus, neste Natal, que o Cristo Redentor volte a proteger aquela cidade do mal que a assolou por tantos anos. Só um reparo: os taxistas continuam os mesmos. No momento que percebem que você é um turista, dão voltas e voltas para triplicar o custo das corridas.
Confesso que não resisti às risadas quando entrava em algum taxi porque eu já conhecia o golpe, tão primário mas tão anti-turismo, e que as autoridades municipais daquela cidade
deveriam se preocupar. Educação para o Turismo é básica em toda cidade que se preze, mesmo ela sendo Maravilhosa! Mas o Rio de hoje trouxe meu sorriso de volta. É um prenúncio de que as coisas tendem a evoluir para a cura da doença que a acometeu por tantos anos: A doença da perda do status
de ser a Capital do país, talvez se convença que ela continua bela e isto é fundamental, já dizia o Vinicius de Moraes.
QUARTA-FEIRA DE CINZAS.
Não desejo referir as premiações de blocos carnavalescos seja daqui, do Rio ou de qualquer parte
do Brasil porque isto caberá à Imprensa divulgar. Apenas fazer uma apreciação sobre o Carnaval de Porto Alegre.
Constata-se uma grande evolução, a cada ano, nas apresentações dos blocos carnavalescos em termos de alegorias, fantasias e no samba nos pés.
Entretanto, para o ano, devem ser corrigidas algumas omissões porque precisamos interessar turistas do MERCOSUL pela proximidade com esses países vizinhos.
A principal delas é convidar beldades do Sul para destaques nas Escolas de Samba locais.
O Rio Grande do Sul é famoso pelas suas belas mulheres e o que nós vimos , não espelha esta realidade. Nosso Estado apresenta em sua população uma grande miscigenação
de raças resultando em famosas Modelos Internacionais , além de belas Misses que fazem sucesso pelo mundo afora.
Sobre o Carnaval do Rio de Janeiro, como sempre, esteve impecável e assistimos belíssimos carros alegóricos e fantasias , além de efeitos especiais que deslumbraram brasileiros
e turistas estrangeiros. Além disso, apresentou como destaques, Cantores famosos para gaudio do público presente, além das tradicionais e belas mulheres que fazem o Carnaval carioca.
Não devemos ser saudosistas, o Carnaval tornou-se um espetáculo comercial e como tal deve ser tratado e incentivado. Turismo é fonte de renda.
Terminado o período carnavalesco, voltamos à realidade do povo brasileiro que faz dos limões da Vida, gostosas limonadas. Com cachaça, claro, já que o Governo defende as
Bolsas-famílias, inclusive, para compra dessa bebida... . Vamos acordar, gente. O trabalho é importante para que o sonho não se perca nos três dias de folias.
Sobre Porto Alegre, uma lástima, o comércio fechado na segunda-feira, que não era nem nunca foi feriado. Acreditamos que mais por medo do que por omissão porque a Segurança
Pública estava toda voltada para controle das folias e estradas. Quem se atreveria a enfrentar os assaltos que estão cada vez mais perigosos e trágicos para os cidadãos?
Que desenvolvimento é esse que permite que isto aconteça, einh?
Somente nos shoppings havia extraordinário movimento de pessoas, meio perdidas com os bolsos vazios, cansadas de tantas folgas, porque afinal, trabalho, além de necessário
também pode ser uma bela diversão e terapia contra o stress.
Governantes e políticos, não dêem maus exemplos, segunda-feira da Semana de Carnaval não é feriado!
No próximo ano, a postos, na segunda-feira, recado estendido a todos, em especial aos funcionários públicos de qualquer natureza, às Escolas e aos Bancos em geral.
(Aposto que a "maioria dos fanáticos" pelo trabalho vai querer me fuzilar.. rsrsrsrsrs)
Quanto à Gisele Bundchen , no Rio, não se apresentou como devia. Cadê a fantasia?
Sobre o Ronaldinho pulando no Carnaval , temos que concordar, ele tem a cara do Rio... pinta de malandro, samba nos pés etc.
Mas, quando o povo gritava que ele agora era o Ronaldinho Carioca, ele fazia uma careta meio estranha. Ignorou a Imprensa, não quis dar entrevistas, nem se mostrou simpático com ela, espremido entre seguranças. Penso que ele não perdeu o jeitão gaúcho, meio arisco, talvez meio envergonhado pelo que aprontou para o Grêmio...
Des. em pastel Tenini: O voo...
AS TRAGÉDIAS NO SUL
“ Ninguém conhece a Morte se não a viu, alguma vez, num rosto adorado”. Carlo Dossi, em
Desinencia em A.
Não bastasse o desastre ocorrido em Santa Catarina, em que perderam a vida 26 pessoas, logo em seguida, na saída de Santo Cristo, região de colonização alemã, um ônibus que
se destinava ao Paraná, colidiu com um caminhão que vinha em direção oposta e morreram 24 pessoas, a maioria de jovens que iam visitar parentes neste feriadão.
A comoção aqui no sul é geral e só quem teve alguém da família vitimado por qualquer acidente, pode avaliar a tragédia nos seus devidos termos.
Desde pequena, aos seis anos, perdi um querido irmão em acidente de barco. Foi um tempo muito doído e de repercussões pelo resto da vida. Penso que só há pouco tempo consegui
amenizar a dor daquela perda que afetou a família inteira. Mas, no sábado de Carnaval, sempre me vem à lembrança os momentos terríveis por que passaram meus pais, irmãos e eu
mesma.
Por isto, o Carnaval para mim é uma fase de lembranças tristes.
Por mais que nos julguemos insignificantes, de que não vamos fazer falta, é um grande engano.
A constelação familiar se estabelece, bem ou mal, com ajustes entre os familiares, como tijolos de uma construção única.
A perda de um desses pilares que constituem a Família, trás consigo o vazio ou o buraco causado por aquela pessoa que já fazia parte do todo. A família que resta fica em desequilíbrio
e são necessários muitos e muitos anos para que possamos nos conformar da tragédia que ocorreu.
Então, entendo bem o que se passa com aqueles que ficaram e ainda vão passar muitas tristezas até que, aparentemente, se estabilizem emocionalmente.
Neste domingo que amanhecera lindo de sol, momentaneamente, como se estivesse solidário com a dor dos familiares daqueles que partiram, ensombreceu e avisto daqui onde estou,
nuvens cinzentas cobrindo o sol radiante, como um manto de luto e de tristeza.
Aos familiares que ficaram, de momento não há palavras que poderão consolá-los, especialmente as mães que perderam filhos queridos, em plena juventude e alegria de viver.
Neste momento, seria aconselhável uma boa reflexão sobre qual o nosso destino aqui na terra? Certamente, a hora de partir daqueles que se foram, havia chegado. Desígnios divinos? Sei, não.
Este é o grande mistério que jamais poderemos desvendar.
Dizem os espíritas ou espiritualistas que Deus os chamou para outras missões aqui na terra.
Em sendo assim, devemos ter esperanças de um reencontro num tempo que sequer podemos adivinhar quando seja.
Mas o reencontro será pleno de alegrias, inclusive a descoberta do grande mistério que tanto nos intriga enquanto vivemos.
DIAS CARNAVALESCOS.

6/03/2011- Hoje é domingo e fui convidada para um almoço, desses familiares que se reúnem em restaurantes.
Mas não vou.
Cheguei à conclusão de que sou mulher de “nunca aos domingos...”.
Um hábito que se apegou em mim, desde que eu trabalhava 8 a 10 horas por dia, no atendimento e Direção de um serviço que se destinava aos carentes.
Domingo eu curtia ficar em casa.
Sem empregada aos domingos, mesmo assim eu curtia a cozinha, os filmes alugados, o carinho dos Amados, que eram minha família.
E, ao redor de nós, os cães e os passarinhos nos trinados lá fora.
O hábito, por ser uma segunda natureza, faz com que a gente só se sinta bem no refúgio do lar.
Tenho pena daqueles que se sujeitam às vontades alheias, muitas vezes, tolas, para deixarmos as quatro paredes que nos são familiares e que podemos estar a vontade para
curtir ou ruminar pensamentos...
Esta é a colheita da maturidade, às vezes só , do que mal acompanhada...
E você, caro leitor aqui do sul, com um domingo desses, com ares carnavalescos, está com coragem de embonecar-se para entrar em filas de restaurantes?
Ou mesmo enfunerar-se em ambientes que resultam em mais problemas, só para satisfazer desejos alheios?
Curta sua maturidade no aconchego de familiares queridos, sem ter de sair de casa.
04/03/2011 >helcanaer@yahoo.com.br - Bom dia, Guria! Perfeita a sua análise do caso em questão. A mídia, não poucas vezes, se apega a determinados fatos na tentativa questionável de "criar" notícias de impacto.
É o maldito dinheiro falando mais alto que o bom senso e a tranquilidade de analisar o real teor do que acontece no dia-a-dia. Penso smj. que os "detonadores" do surto daquele motorista
foram alguns dos próprios ciclistas, pois é mais do que sabido que nas ocasiões em que existe o agrpamento de determinados grupos os indivíduos desajustados socialmente,
se aproveitam do "anonimato" para dar vazão para as suas frustações pessoais e as suas sanhas desviantes. É mais do que certo, que vários ciclistas hostilizaram injustificadamente
aquele motorista e vários outros. Tal fato é comprovado pelas declarações do motorista que vinha logo atrás do envolvido. Geralmente, os indivíduos que não possuem automóvel,
quando se "julgam" ameaçados pelos veículos, costumam descarregar os seus complexos financeiros-sociais chutando e esmurrando a lataria dos automóveis. Naturalmente, ciclistas
(e motociclistas) enxergam os automóveis, ônibus e caminhões como desafetos na conquista e manutenção da "preferência" do espaço físico nas cidades. Felizmente não houve a
ocorrência de fatalidades no evento em questão. Casos muito mais funestos ocorreram no País e a mídia de uma maneira geral, pouco ou nada alardeou. Como foi o caso da jovem que
faleceu ao "cair" de cima de um trio elétrico em Copacabana... Como o caso, também de um trio elétrico, numa cidade do interior de Minas Gerais onde 15 pessoas foram ELETROCUTADAS
até a morte, e mais algumas DEZENAS resultaram feridas! Como, ainda o caso de um motorista embriagado no Nordeste que atropelou dezenas de pedrestes MATANDO 15 deles! E a fome de todos os dias pelo Brasil afora...??? E a falta de
saneamento básico para milhões de famílias...??? E a falta de atendimento médico decente por parte do Estado (nos três níveis...)...??? Mas esses ítens NÃO são mportantes..., pois o que
"importa" é a farra do dinheiro público para realizar a Copa do Mundo, as Olimpíadas e mais alguns trens-bala aqui e acolá... Francamente..., acorda BRASIL!!! Beijos p'ra ti Tenini. Já deu p'ra mim... Helio ( RJ)
O CASO DAS BICICLETAS.
02/02/2011 -Recebido este mail de um vizinho.
Terezinha, bom dia Parabéns pelos teus lúcidos comentários relativos ao caso do atropelamento dos ciclistas. O que voce descreve é exatamente o que está acontecendo,
no meu modo de ver. A imprensa, ávida por material para preencher os espaços dos seus jornais e noticiosos de tv, abraça um dos lados e, cegamente, sem analisar fatos
com maior profundidade, condena, por antecipação, ao melhor estilo dos velhos filmes de "bandido e mocinho".Não é raro que esses grupos de protesto, ao fazerem as suas
manifestações, procurem gerar um fato jornalístico para, então, terem as suas idéias expostas na mídia. E a melhor forma de conseguir isso, historicamente, é de alguma forma
se tornarem vítimas. Para isso se valem muitas vezes da provocação extrema na espera do revide. Parece insano? Tanto quanto a reação do motorista.Uma testemunha que
trafegava atrás do veiculo "atropelador", afirmou que assistiu quando os ciclistas começaram a ofender e depois depredar o carro que ía a sua frente. Esse depoimento
veiculado por uma emissora de tv no primeiro dia, não mais foi apresentado posteriormente.Como voce falou o cara precisa de tratamento especializado, já deveria ter sido
internado, o que fez é condenável sob todos os aspectos mas, alto lá, o outro lado não é nem de longe composto por um grupo de anjinhos!! Em tempo: segundo a EPTC
todo e qualquer tipo de obstrução de via pública sem prévia autorização é ilegal e, segundo a mesma fonte, a passeata em questão não tinha autorização.Abraço do teu
vizinho
Carlos
O CASO DAS BICICLETAS.
Mais uma vez vem a Imprensa incentivando a bagunça e a Vingança.
Por favor, parem já!
Desde que soube do caso, vi o outro lado do drama, o de um homem doente que precisa de atendimento médico e internamento urgente.
Pelos antecedentes dele, verificamos que ele era um homem com problemas psiquiátricos e já deveria ter sido submetido a tratamento. O que fizeram? Presume-se que nada,
não foi suspensa a carteira de motorista, nem os familiares solicitaram internamento para o homem em surto.
O que fizeram os colegas de trabalho? Fizeram alguma coisa para evitar problemas maiores?
Devo dizer que, em minha formação universitária e atividades como Assistente Social, tive de ter aulas de Psiquiatria para atendimento de familiares de pessoas psicóticas.
Não precisamos ser médicos para verificar que o motorista do carro que atropelou ciclistas era um psicótico que não poderia estar dirigindo automóvel, quando em crise!
O processo deverá correr na Justiça, com a devida precaução, para não se cometer injustiças.
A profissão de bancário é estressante, por envolver dinheiro e suas implicações, quem não sabe disso? Pensem nas consequências que este movimento está tendo na família do infrator que também precisa de atendimento. Enfim, é um caso de saúde, não tenho a menor de dúvida,então, parem de insuflar a população contra este homem que é um doente em pleno surto.
Ao cão raivoso, todos a ele, parece ser a tônica dos órgãos de divulgação.
Não somos animais nem estamos na Era da Pedra Lascada para querer a vingança , o linchamento físico , psicológico ou moral de quem quer que seja.
Ilustração Tenini
MOACYR SCLIAR, NORRIN ROAD, SERGIO JOCKYMAN E TANTOS OUTROS...
Em certos momentos passaram pela minha vida pessoas de talento invulgar, algumas famosas outras nem tanto, mas todas já partiram com o mesmo destino final de todos nós.
Moacyr Scliar eu conheci de relance, certa vez em que na Direção de um Centro de Serviço Social inventei de fazer um Concurso Literário para Maiores de 60 anos, como
chamamento para os problemas da Terceira Idade, tão rejeitada pela sociedade de 70, taxada de inútil, sem serventia para nada.
Ao implantar um Programa para Idosos, no Governo dos Militares, passei a estudar o assunto com mais duas colegas assessoras. Reunimos aposentados e pensionistas nas faixas
etárias de 60 anos em diante e passamos a fazer reuniões festivas com eles, para que nos relatassem suas vivências.
O que ouvimos, certamente, era deprimente para o Ser Humano, pois era uma constante as rejeições de familiares para com seus idosos, além de maus tratos físicos ou psicológicos.
Constatamos, então, o grande potencial em sabedoria que os idosos tinham e o quanto podiam nos ensinar.
Pensei, precisamos levantar os talentos do Rio Grande do Sul para a nossa causa de reconhecimento ao potencial dos idosos, daí a idéia de lançar o tal Concurso Literário Para Maiores
de 60 anos.
Não pretendo repetir o que já falei sobre o assunto, mas, entre os talentos convidados estava em primeiro lugar, o MOACYR SCLIAR, Médico , escritor e jornalista.
Scliar, prontamente atendeu ao convite que lhe foi feito por uma de minhas assessoras.
No dia da entrega de sua avaliação para os quase 300 trabalhos apresentados, foi até ao meu local de trabalho, mas não quis entrar na sala da Direção, apesar de nossos insistentes convites.
Humilde e grande Scliar!
Pois ele nos deixou ontem e a única homenagem que eu posso fazer no meu quase desconhecido site é o de relatar o seu interesse para com as causas sociais de sua comunidade,
além do enorme talento para literatura riograndense e brasileira, representando-nos na Academia Brasileira de Letras, além da divulgação de seus livros por todas as partes do mundo.
A outra pessoa que nos deixou em dezembro e que só ontem fiquei sabendo, foi o de um amigo que eu conquistei na Internet e que se apelidava de NORRIN ROAD, que
era um paulista, artista plástico e desenhista gráfico de nome Carlos Gregório Bumajny. Talentoso nos seus desenhos, costumava escrever crônicas brilhantes na Internet.
Um homem ligado às Artes e Literatura, era de uma humildade que nos cativava a cada contato.
A minha amizade com Norrin começou quando eu escrevi o poema O Show. Ele simplesmente adorou o texto e costumava me divulgar entre seus amigos, por admirar o que eu fazia
em Arte e Poesia.
Norrin, como eu, gostava de cães e se rodeava deles em vida e sei que ele fará muita falta para seus amigos humanos e caninos de todos os dias.
Norrin, ou Greg, como os íntimos o chamavam morreu aos 56 anos, dormindo. Havia sofrido, 3 anos antes, um acidente de automóvel que lhe fraturou as costelas, desde então passava
mais acamado do que na cadeira de rodas. Sonhador, artista e poeta, partiu dormindo para o outro Planeta onde deve estar palmilhando o Universo como sempre sonhara.
Aos dois deixo aqui a minha mais sentida lágrima, já que há poucos dias perdemos o Sergio Jockyman, outro talento invulgar do Rio Grande do Sul.
Dizem que ninguém faz falta neste mundo, mas eu discordo, seres especiais sempre farão falta, muita falta mesmo.
UM AGRADECIMENTO AO GOOGLE PELO SUPER TENINI!
Era com grande alegria que eu vinha notando que o Google admirava meu trabalho e num recente blog que me inscrevi,
eles me apelidaram de SUPER TENINI.
Todos artistas ficam felizes quando alguém gosta dos trabalhos que fazem e não tenho mais palavras para agradecer aos funcionários do Google que me prestigiam.
Quando entrei na Internet, sabia que tinha um valioso instrumento nas mãos para tentar divulgar o que faço ou penso, ainda que muitos discordem do que eu escrevo ou faço.
Mas nem todo mundo gosta do amarelo, há os que preferem o suave azul ao vibrante vermelho. E há os que preferem o fucsia ou o violeta.
O mundo é feito de contradições, de verdades e de inverdades, portanto, concluímos que nele cabem todos os seres humanos como são.
Para alguns não passo de extravagante, para outros de muito inteligente e, até os que me acham genial.
A minha inteligência sempre foi um pouco além da média e não tenho pejo de afirmar porque sempre despertei a curiosidade de familiares, amigos, Mestres e de pessoas
que conhecem Arte.
Não sou melhor, nem pior do que ninguém , mas o fato de despertar inveja em algumas pessoas já é uma prova segura de que sou árvore que dá bons frutos.
Por enquanto, aqui vai meu sorriso para todos os amigos que me gostam como sou e, aos invejosos ( as), uma leve saudação protocolar...
SOMOS BRASILHANOS?
La Tenini.
O Inter, time gaucho, cansado dos jogadores nacionais que não dão título algum ao clube, tem contratado
jogadores argentinos para seu time, inclusive o “capitão” é argentino ou uruguaio...
Então, tornou-se um clube de “allá...”
Nas comemorações de goals , os argentinos unem-se para festejar, sob os olhares dos jogadores brasileiros que já foram, no tempo do Pelé, campeões do mundo.
Ontem, naquele jogo varzeano, com o incompetente clube mexicano, o Bolatti ( ítalo-argentino) fez dois goals! Viva a Argentina!
Recomendo a tal Diretoria- Inter-clubes do Canal 36, do colorado “doente”, Mauricio, que passem a falar no programa, em portunhol, pelo menos, ou então, em castelhano mesmo...
Para gaudio dos argentinos e uruguaios que consideram o Rio Grande do Sul, feudo deles...
Agora, cabe ao Grêmio provar que jogadores brasileiros ainda dão no couro da pelota...
Avante, jogadores brasileiros, percam a timidez, mostrem ao mundo que somos nós, os campeões da América!
( Ainda que " no creo en brujas pero que las hay, las hay."..)
VISITANTES ILUSTRES.
( Flag.turistas- des.aquarelado Tenini- 2011)
Meus sites WWW.tenini.com.br e o WWW.agendatenini.com, têm sido visitados por organizações importantes e pessoas ilustres, além
artistas mundiais.
Deixando de referir colegas de Arte, o que seria normal, constatei pelo Facebook que também ali, tenho sido alvo da curiosidade de pessoas importantes das Artes no mundo.
Há pouco pediu para ser minha amiga no Facebook, Giulia Lazzarini, hoje septuagenária, mas que foi uma grande atriz italiana de filmes inesquecíveis.
Cito, ainda, uma importante médica italiana que tem o nome de Renata Canini e que deve ser aparentada com a minha família.
Giulia Lazzarini tem me postado carinhosas mensagens , o que me comove e me deixa muito, muito feliz!
Quando que eu teria oportunidade de trocar palavras com artistas do Cinema italiano?
Graças à Internet e aos sites que tem me divulgado pelo mundo.
Fico pensando que é com muita razão que os povos egípcio e líbio estão lutando contra seus Ditadores porque sabem que o mundo caminha para uma grande integração entre todos
os povos.
Como será o tempo em que haverá um grande entrosamento internacional e uma perfeita integração entre Governos, onde a liberdade dos homens seja respeitada, einh?
Só a liberdade que a Internet proporciona será possível sonhar com esse dia e é por isto que os Ditadores têm horror a este importante meio de comunicação.
Da minha parte, estou feliz por estar estreitando laços com a Itália, EUA , Portugal, Espanha, Alemanha,Hungria, Inglaterra e outros países que navegam nas páginas das Artes
na Internet.
ERNESTO CORTÀZAR EM RÍTIMO DE UMA JOVEM TRISTE.
Descobri na Internet um site só com músicas do Ernesto Cortàzar, um pianista que usava a mão direita para ressaltar a melodia,
usando o mínimo de acordes.
A sensibilidade com que executava suas músicas é de tocar a alma e se aninhar direto no coração da gente.
A maioria das músicas são americanas, de um tempo que se faziam melodias inesquecíveis e que eram executadas nos principais filmes da época de 50 a 70, do século passado.
Gosto de revisitar tais músicas e sonhar, então, me vejo muito jovem, sonhadora, amando intensamente alguém que só me tocava as mãos e, mesmo assim, eu me arrepiava toda,
cheia de desejos e emoções das mais envolventes.
Hoje, as meninas estão entregando tudo, sem sequer saber se gostam mesmo ou se só existe algum interesse em jogo que às vezes pode ser apenas por alguém famoso ou bem situado
em termos econômicos.
Ontem, vi um jovem casal, pela segunda vez no shopping.
A menina, não tinha mais do que 15 anos e era muito linda. Entretanto, tinha um ar tão triste que dava dó só em olhar para ela.
Ele era jovem e bonito, na sua cor de ébano. O boné com a aba para trás, na linguagem juvenil de que é livre e avesso às normas da sociedade.
Deduzi que ambos eram da classe pobre, embora ela estivesse com os cabelos bem lisos e escovados em cabelereiro e usava trajes esportivos de boa qualidade.
Mas, ele estava fazendo sucesso na atividade que desempenhava. Seria jogador de futebol? Músico? Artista de alguma coisa? Ou...
Quando decidi ir embora, cruzei com a menina na saída do WC e notei que ela exitava em voltar, como se seu olhar dissesse que gostaria de fugir para bem longe dali.
O que a prendia? Medo de algum mal que o jovem pudesse praticar? Medo de perder o status que estava tendo com o relacionamento ?
Fiquei, realmente, com muita pena da jovem triste.
Não merecia, aos 15 anos estar assim sem um sorriso sequer no rosto ensombrecido pela angústia de um sentimento ou por uma ligação que parecia causar-lhe medo ou repulsa..
SERGIO JOCKYMAN
SERGIO JOCKYMAN
Era assim o nome original do Jornalista, cronista, poeta, escritor e teatrólogo Sergio Jockyman, que na maturidade, retificou para
Jockymann.
Filho de Jorge Jockyman e Julia Canini Jockyman, era meu primo porque sua mãe era irmã do meu pai. Figura polêmica e controversa, apesar do enorme talento que tinha, fez amigos e inimigos como acontece com as pessoas de grande talento.
O que as cronologias de jornais não disseram é que o Sergio, por ter sido o cronista mais lido no Rio Grande do Sul no período dos militares, escrevia de uma forma carinhosa
e simples, quase coloquial com seus leitores. E, por ter combatido o Comunismo no período dos Militares foi marcado e injuriado pelos colegas enrustidos da tara vermelha.
Sergio foi um talento precoce para as Mídias escrita e falada de 50, pois aos 18 anos já atuava em rádio com programação elaborada por ele.
Assim como os perseguidos de 64, há os perseguidos de após 64. Quem fala nestes, einh?
E quem os indenizará como conseguiram os que se aproveitaram de tais benesses ,os “perseguidos” de 64?
Tudo que o período dos Militares fizeram em benefício do povo foi abafado, esquecido?
Percebam o que estão fazendo com os Militares, cujo erro mais grave foi o de terem permanecido no Poder por tempo demais, pois não há Ditadura que não tenha fim.
Como Paulo Santana, Sergio trouxe milhares de leitores para o jornal Zero Hora de Porto Alegre, pelo menos, depois do fechamento do Correio do Povo.
Dizem que por motivos salariais se indispôs com o então proprietário de ZH e acabou por sair de lá.
Minha tia discordava de Sergio e lamentava sua saída de ZH por ter-se desentendido com o dono do jornal, a quem admirava.
A decisão foi fatal para Sergio, pois pensava que bastava seu talento para vencer na vida e que podia viver de seu dom literário.
No Brasil , a Cultura é volúvel e de memória curta, fruto da desnutrição vivida pelo próprio povo.
Além disso, é ingrata e preconceituosa para com os que têm talento.
Bem que Sergio lutou para sobreviver, mas sucumbiu na miséria, amparado por uma de suas filhas , lá em Campinas.
Os jornais, a TV, o Teatro, a Política, a Literatura no Rio Grande do Sul devem muito a Sergio Jockyman.
Na maturidade, em suas dificuldades e doença, só contou com alguns de seus familiares.
Sergio deve ter refletido muito sobre tudo que aconteceu.
Que sua morte sirva de reflexão para os implacáveis.
 O CISNE NEGRO.
Ainda não vi o filme, mas o tema me interessa muito, isto porque se trata de repressão sexual e profissional por parte de mães de artistas.
Minha mãe tinha fixação na área sexual, com medo de que eu fosse me prostituir assumindo qualquer ramo das Artes.
Então, ela simplesmente, rechaçava qualquer idéia que eu escolhesse, tais como ser pintora, cantora lírica ou popular. Houve um tempo, aos 13 anos de idade que desejei
estudar ballet clássico. Mas ela disse que eu teria de colocar os pés no chão porque Arte, além de difícil, era caminho certo para a estrada da “perdição”, no dizer dela.
Para entender minha mãe, tenho que referir ao seu passado, uma história familiar digna de uma novela, ocorrida no Brasil Central, em que sua irmã mais velha, noiva de Oficial
do Exército que veio a falecer repentinamente, vítima de tuberculose, deixando-a grávida, surpreendeu e indignou familiares. Ela tinha apenas 15 anos.
Naquele tempo início do século XX, foi expulsa de casa pela mãe viúva, estrangeira , temerosa com a pressão da sociedade pela projeção social e pelo papel político que meu avô
representara naquela região.
Este fato marcou a família para sempre. A expulsa foi recolhida em bordel fino da cidade!
Então, minha mãe , por ser a caçula, ( 5 anos na época), sofreu repressão por parte da minha avó que apontava o exemplo da filha mais velha como “a vergonha da família.”
Minha mãe queria que eu fosse Professora, como era normal para as mulheres da época.
Recusei este caminho e o único que ela tolerava era que eu me dedicasse ao Piano para ser Professora de Música.
Só meu pai me compreendia que eu nascera para o caminho das Artes e ele me acenava com a Pintura ou o Canto lírico porque eu, realmente, tinha afinada voz de soprano.
Mas, ele veio a falecer quando eu tinha 18 anos, justamente, quando eu poderia seguir por algum dos caminhos da Arte .
A morte do meu pai trouxe dificuldades financeiras a que tive de me sujeitar, pois minha mãe recebia ajuda dos meus dois irmãos, Oficiais do Exército.
Nessa época eu tive de decidir qual a Faculdade que ingressaria, pois a Arte teve de ser descartada, definitivamente, por imposição da minha mãe.
Eu lecionava Piano desde os 15 anos, mas os pagamentos recebidos mal davam para despesas pessoais.
O filme não sei se vai responder às minhas expectativas, nem se abordará as consequências dos métodos repressores recebidos na Infância porque eu, certamente, tenho
consciência de que tais fatos bloquearam meu desenvolvimento mais sadio e a Arte teve de ser postergada para um futuro incerto , com tempo insuficiente para o seu desenvolvimento,
causando-me frustrações, timidez, preconceitos ligados a ciúmes e atraso para enfrentamento no meio das Artes, não compreendidos pelas pessoas que pensam me conhecer.
ARES OUTONAIS.
Hoje, ao acordar, divisei pelo pátio centenas de folhas amarelecidas como se estivéssemos no Outono.
Fiquei feliz porque as chuvas pararam e deixaram no ar uma sensação de frescor, uma brisa agradável e leve em substituição aos dias
modorrentos de um verão causticante como o Planeta vem se transformando nos últimos tempos.
O Outono me pede aconchego, um braço amigo, uma ponte que atravesse o Impossível...
Gosto do Outono que se avizinha ainda que eu mesma esteja em pleno Inverno.
Mas o Inverno em que estou não busca o caos que se avizinha.
Quem poderá afirmar que o fim de tudo será o caos? Ninguém sabe, mas alguns já intuíram que gozaremos de maior plenitude.
Seria? Não sei, não.
Penso que o Deus do Universo não nos deixará parar e cada um de nós continuará fazendo o que sabe contando com os instrumentos que encontrar no Cosmos a disposição.
Penso que Ele me designará para pintar as nuvens do cotidiano em por de sóis deslumbrantes.
Talvez me deixe esculpir nas nuvens os milhares de rostos que vi na Terra.
Gostaria que esses ares outonais permanecessem pelo resto do ano, mas sei que não será assim e que nos aguardam, ainda, dias terríveis de sóis abrasantes e sulferinas luas em Ocasos
brumosos. Mas hoje diviso ali, na calçada oposta, os cinamomos alemães em esplendorosos verdes esmeraldas, despontando os primeiros botões que logo mais ,em março ou abril, explodirão
em buquês amarelos...
14/02/2011Email: rafaelromero@ub.edu Mensagem: Muy interesante trabajo. Salud artistica!!!!
Recebido da Universidade de Barcelona- Spaña
Portrait de Madame Rocha- oleo s/tela Tenini
NÃO BASTA DIZERMOS QUE SOMOS EDUCADOS.
Matéria retirada por mim porque não vale a pena tocar neste assunto.
MÉDICOS E SUAS RECOMENDAÇÕES. ( Ilustração- Modelo-vivo no Mario Quintana- des. Tenini)
Ao assistir uma entrevista de Médicos na TV, gostei do que disse um Neurologista sobre prevenção da Doença de Alzheimer.
Pena que eu não prestara atenção ao seu nome e o articulista não voltou a mencionar , porque os entrevistados eram 4.
Na verdade, pelo fato de eu haver trabalhado com a implantação de Programa de Assistência ao Idoso na Previdência Social entre os anos de 1972 a 1975, aprendi muito sobre
envelhecimento e de como lidar com vários problemas que acometem na Terceira Idade.
Quando me aposentei por tempo de serviço, nos primeiros tempos fiquei curtindo minha casa, minha filha adolescente e filmes alugados. Além disso, cuidava do meu marido doente.
Mas fui notando que pouco a pouco ia ficando cada vez mais esquecida e perdera o hábito de escrever como fiz toda vida.
Não escrevia literatura, mas os Casos Sociais da clientela que atendia e que abrangia um universo imenso de problemas sociais e de saúde.
Então, percebi que ia ficando lerda para as coisas, os dedos mais duros. Levei um susto.
Então, voltei a ler, desenhar, pintar e escrever sobre o que via a minha volta, na substituição dos relatórios de Casos Individuais do Serviço Social.
Os anos foram passando, retornei à Poesia que havia deixado na adolescência e inventei amores e fui amada no platonismo do meu universo pessoal. Voltei ao Piano e cantei em Corais.
Os resultados foram surpreendentes, hoje, estou lúcida, vivo só , administro minha vida com sucesso e o meu cérebro está sempre atento a detalhes.
Às vezes sou ranzinza com aquilo que não me agrada, mas isto é apenas fruto da minha necessidade de pensar e avaliar as coisas que me cercam e até programas de TV...
A velhice traz algo que considero importante, já não damos bola para o que os outros vão pensar sobre nós, ficamos transparentes como os cristais... O que pensamos , dizemos.
Os elegantes, os educados e os chatos podem achar que somos mal-educados. Que pensem assim.
Mas, que alívio ver-nos livres de tudo que nos atravanca, especialmente aquilo que bloqueia nossos pensamentos mais genuínos, como a necessidade apresentarmos uma face artificial...
Somos o que somos, o resto é um lustro que precisa constantemente ser escovado e que na velhice se torna inútil...
Ilustração aquarelada ( flag.) Tenini
UMA TARDE PROVEITOSA.
Sai do Pilates um pouco indisposta, em razão dos problemas gástricos que eu tivera no início da semana, fruto do consumo exagerado de guloseimas no domingo,
quando saboreei uma caixa de bombons, Amor Carioca.
Na verdade, acho que nem foram os bombons e sim, um chá que tomei, como prevenção de qualquer problema gástrico que pudesse ocorrer...
O certo é que deu tudo errado e ainda estou meio mareada com as extravagâncias do fim de semana.
Claro, culpo o chá por tudo!
Logo que cheguei, por volta de 15 h ,notei a presença de um homem jovem, no canto oposto do que eu me encontrava e que parecia absorto no processo de criação de algo
muito importante, no seu laptop.
De imediato reconheci um Professor que se apresenta em programa da TV local em que relata crônicas faladas.
Na verdade, ele parece ser pessoa bem-humorada e relata suas observações, divertindo-se.
O Professor fala muito ligeiro e por sorrir muito, tenho tido alguma alguma dificuldade para entender tudo , embora possa ser um problema meu, mas sua figura é
simpática e acolhedora. Pessoalmente é bem mais jovem do que me parecia na telinha da TV.
Gostei do desenho que fiz dele, embora pudesse ter saído melhor. Quase mandei entregar o flagrante aquarelado que fiz, mas desisti porque ele iria pensar que eu estava querendo
alguma promoção pessoal, obrigando-se a falar sobre o fato. Sou humilde com o meu trabalho e sofro de autocrítica severa.
Mas aqui está o resultado.
A tarde me trouxe agradáveis surpresas como o encontro de antiga colega e seu marido, ela ,Procuradora Federal aposentada, sentaram na minha mesa para conversar sobre os
novos tempos que estão vivendo. O casal passa viajando para todas as partes do mundo várias vezes por ano.
Insistiram para que eu os acompanhasse em algumas dessas viagens ao redor do mundo e citaram uma Companhia de Turismo que eu já usei e, também recomendo, a Portosul,
como de excelentes pacotes turísticos,
Prometi estudar o assunto, mas confesso que tenho um pouco de receio , não mais me atrevendo a viagens longas.
Na mesma tarde desenhei turistas , provavelmente de São Paulo e que ilustrarão minha próxima crônica do cotidiano de uma artista ambulante.
Foi uma tarde agradável e produtiva como poucas.
O ANCIÃO.
Hoje, segunda-feira, vi muitos idosos no shopping, especialmente por volta de 14 h 30. Eram casais, provavelmente octogenários, com bons
padrões de vida e que morem em aparts-hotéis ou em alguma Geriatria de bom nível.
Mas o que me chamou atenção é que todos pareciam israelitas ou descendentes , pelas fisionomias.
Lembrei-me, porque conheci em outros tempos, a Geriatria que abriga idosos judeus. Na época era uma instituição modelar ( como deve ser hoje), com todos os recursos que podem
ser oferecidos à Terceira Idade.Inclusive, havia apartamentos para casais, o que hoje se tornou comum.
Mas pode ser que eu esteja enganada e que os idosos que eu vi fossem de outras clínicas próximas, como a do Hospital Mãe de Deus.
O ancião do flagrante esperava a esposa que se dirigiu às lojas e depois ao salão de Beleza Hugo Cabelereiros, próximo ao café.
Gosto de desenhar os idosos e imaginar que eles viveram uma vida de muito trabalho , acompanharam as transformações do Comércio e as evoluções tecnológicas que mudaram
os rumos de seus negócios.
Hoje, certamente, não dependem de aposentadorias do INSS, pois conseguiram amealhar fortunas para que tivessem uma velhice tranquila , sem dependerem de ninguém para viver bem.
Nesta hora a sabedoria judaica é louvavel e deveria ser difundida e seguida por outras raças que continuam penando para sobreviver na velhice.
Afinal, qual o milagre deles?
GRÊMIO BUSCANDO A LIBERTADORES.
(Flag. -des.aquareladoTenini) No dia seguinte ao jogo com o Liverpool, os torcedores do Grêmio desfilavam no shopping com as camisetas de seu time, felizes com a vitória alcançada.
Adorei! Aqui vai um flagrante para desespero dos colorados.
Gostaria de ver a cara do Mauricio Saraiva da RBS. Fanático pelo Inter, cada vez que o Grêmio ganha, mostra na fisionomia, um profundo amargor.
Na realidade ele não podia ser apresentador de TV esportivo porque ele não é isento.
Penso que ele deva demitir-se da RBS e ser porta-voz do Internacional, que é o seu lugar.
Há uma grande chance de torcedores do Grêmio passarem a assinar o jornal O SUL , ou o Correio do Povo, tal a má-fé contra os azuis .
Neste caso, a ZH poderá perder metade dos seus assinantes...
Merecidamente.
O HOMEM DO CHAPÉU PANAMÁ.
A tarde quente propiciou um razoável movimento no Barra Sul, inclusive uma dupla de turistas que, ao vê-los, pareceu-me um enredo de filme americano.
Ele, muito alto, cheio de corpo, traços perfeitos, bonito , claro de pele mas queimado de sol, cabelos castanhos médios, usando uma camiseta pólo de cor
amarela e um chapéu de legítimo Panamá. Bermudas claras, meias e tênis brancos.
Amei aquele chapéu claro de palha finíssima que ele usava... Respirava frescura para um sol inclemente.
Quanto à moça que o acompanhava, era minúscula, talvez indiana ou alguma habitante de país do oriente.. Achei que fosse indiana pelos brincos que usava em pedras azuis.
Era baixinha, traços regulares, sem pintura alguma, nem feia nem bonita, perto do homenzarrão de chapéu Panamá claro.
Magra e escura de pele, com cabelos castanhos escuros, longos, presos em coque, usava uma modesta camiseta na cor azul esverdeada de mangas longas, jeans e tênis.
Ambos usavam óculos, ele, com lentes verdes e ela com lentes de grau.
Seriam arqueólogos?
Penso que não me enganei em suas profissões.
O que fariam em Porto Alegre? Certamente uma breve estada, vindos de Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro ou cidades do Norte, como Manaus ou Rondônia... porque
tomaram um cafezinho e desapareceram pelos corredores do shopping.
Seriam namorados, amantes? Casados, penso que não porque ele ria, a todo momento e, me parecia alguém com liderança incontestável , parecendo dominar a jovem que estava em sua
companhia que se mostrava submissa.
Certamente, ele seria um explorador americano que encontrou na jovem indiana e frágil, uma companhia inteligente e agradável para viajar.
Foram apenas uns 4 minutos que estiveram ali em mesa próxima, mas o suficiente para que eu os desenhasse e imaginasse um fictício romance de filme americano...
A BELA JOVEM DA TARDE.
Cheguei ao café por volta de 16 horas e o casalzinho em mesa central já estava ali.
Chamou minha atenção a jovem de olhos verdes e grandes.
Imediatamente pensei em uma obra do Renascimento em que um artista daquele tempo flagrou uma jovem que deveria ter a mesma idade da cliente do café, isto é, por volta dos vinte anos.
Não desenhei o rapaz que estava com ela porque uma coluna o encobria, mas dava para ver os braços magros e brancos e as pernas finas dele.
A jovem conversava numa exuberância que me pareceu própria de sua personalidade, semelhante a da minha filha que foi criada com liberdade demais, no entender dos outros.
Contesto tal afirmação porque ninguém tem o seu riso cristalino, como o rumor de cachoeiras quando ela ri, nem tão autêntica e lúcida quando confessa seus acertos e erros ,
quando em companhia de seus amigos.
A moça flagrada tinha ares renascentistas, inclusive porque prendera os cabelos sob uma travessa dupla que, talvez seja moda hoje em dia, mas, que há séculos foi descoberta e,
conversava sorrindo, solta como um passarinho a chilrear.
Seriam namorados? Amigos? Ela amava o rapaz que estava em sua companhia? Ele certamente estava preso aos encantos dela.
Aos vinte anos, o que encantaria aquela moça, no jovem branco, magro e pálido?
Só poderia ser um cérebro inteligente. Muito inteligente para prender o interesse daquela jovem por tanto tempo, em que ele era o único expectador da exuberância da bela jovem
com ares renascentistas.
Tentei desenhar outras pessoas do café, mas nenhuma me pareceu interessante como a bela jovem de uma tarde quente demais para ficar em casa ou pelas ruas.
Quando saí, por volta das 18 horas, o casalzinho ainda permaneceu ali, nas infindáveis confidências da jovem com ares renascentistas para o modesto homem, magro e pálido que
a escutava enlevado.
Conclui que ele deveria ser um Poeta, nada mais do que um poeta.
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DOS DESENCONTROS. Crônica Tenini (des.passtel Tenini: divagando) À minha frente, na fila dos pães do supermercado, estavam uma jovem senhora com uma menininha
no carrinho de compras de mais ou menos um ano de idade. Atrás dela, estava um jovem senhor com um menininho de igual idade, também no carrinho de compras.
Não posso garantir que esteja correta esta observação, pode até ser que o menino fosse dela e a menina dele.
De repente , ela virou-se e abriu um largo sorriso como se conhecesse o jovem senhor há tempos. Ele, surpreso ficou ali com ar apalermado, olhando a jovem senhora
como se tivesse reencontrado um querido elo perdido...
Examinei os dois, ela, castanha de olhos claros, ele moreno claro, olhos castanhos esverdeados, altos de estatura, ambos aparentemente da classe média alta pelos trajes.
Esqueceram-se do mundo ao redor e ficaram ali enlevados um pelo outro.
Ele, mais do que ela, porque as mulheres , como são mistificadoras, ficam mais tagarelas , enquanto os homens são livros abertos, transparentes, silenciosos...
Pacientemente esperei que terminassem o papo para pegar os pães, mas eles ficaram ali na frente da cesta , sem se darem conta da fila que aguardava o fim da conversa.
Decidi examinar melhor a dupla e constatei que deviam ter entre 24 a 30 anos. Ela não era bonita, mas simples, falante, simpática. Ele, bonito, de poucas palavras mas visivelmente
surpreso e encantado com o encontro.
Decidi acordá-los daquela letargia e falei:-“ Com licença, posso escolher meus pães?” Não me ouviram porque estavam enredados na magia do momento.
Fiquei pensando no desencontro de ambos, levando vidas paralelas por algum desacerto da vida, cada um tomou seu rumo. Nem por isto perderam o encanto mútuo,
nem perderam a admiração que nutriam um pelo outro. Teriam sido namorados quando mais jovens? Amantes, talvez? No entanto penso que por algum motivo não chegaram
a algo mais concreto. Por que ficaram tão enredados um com o outro defronte a uma cesta de pães?
São assim os amores desencontrados e platônicos. Ronda uma magia que a gente não sabe explicar e podem passar anos e anos ainda que os amorosos se distanciem um do outro,
pode passar uma vida inteira e reencontrarem-se na velhice num encontro casual, o clima amoroso permanece.
Sou capaz de apostar num amor eterno entre os dois, cujos destinos os separaram mas basta o olhar de um para o outro para que o mundo acabe ali, na magia do instante...
ou será que os novos tempos mudaram tudo e o final da história se acomodará num compasso de alternâncias, substituindo o “ para sempre” por um “passe bem” certo e definitivo?
LAZERES DE JANEIRO. (Da série das Meninas - oleo Tenini)
Foi agora em janeiro que recebi visitas de familiares que moram longe para curtir férias no sul.
Hospedados em minha casa, não pararam um instante porque queriam revisitar todos os lugares que
num tempo passado eram cenários de dias felizes da infância ou adolescência.
Estivemos em Gramado almoçamos e jantamos em restaurantes, mas devo dizer que, em apenas um local, CAFÉ JOSEPHINA, encontramos um cardápio maravilhoso de almoço ás
16 h de uma certa sexta-feira. Indagamos sobre a cozinheira e soubemos que ela era de São Paulo e foi trazida para cá porque sabia fazer pratos deliciosos, de uma culinária com certo
refinamento.
Aqui em Porto Alegre, podemos indicar para produtos do mar, o restaurante Marco’s no Barra Shopping Sul; nos pratos coloniais, o galeto do PERTUTTI, na rua Dona Laura
e o UMBERTO, da rua Mata Bacellar, para um almoço ou janta refinados.
Quanto ao Restaurante Umberto, dirigido pelo Chef Michel, apresentou um almoço comercial com três pratos, a preços razoáveis. Os pratos eram uma salada individual simples
mas gostosa e bela, arroz arbório ao creme com vitela de panela e uma sobremesa de sorvete de creme com coberturas especiais.
Conversando com os donos de Restaurantes, ficamos sabendo das dificuldades para acharem bons ajudantes de cozinha. Não há no mercado.
As ofertas de trabalho sempre são maiores do que a procura. Os salários oferecidos são mais altos.
Às vezes é mais fácil importar alguém de fora do que conseguir quem queira trabalhar.
Alegaram que as tais Bolsas-famílias, bolsas-apenados, bolsas-cultura e demais donativos Governamentais tiraram do mercado de trabalho desempregados que preferem viver
sem fazer nada e receber os auxílios do que trabalhar.
Esta constatação eu já havia presumido, dada a minha experiência profissional com as classes mais pobres tanto de Porto Alegre como de outros Estados brasileiros.
Há milhares de jovens nas cadeias que nunca foram tão numerosas e ainda carentes de mais prédios para abrigar os que se dedicaram aos furtos, aos assaltos às mãos armadas
e aos crimes continuados.
Temos de dar um basta neste descalabro social e só o trabalho poderá salvar a juventude que nasceu de forma irresponsável e solta por aí, consumindo drogas e se dedicando aos Crimes.
O Governo é responsável por este caos e nós também porque aceitamos ficar calados ante os problemas que se avolumam.
*Por Flávio Fachel, de Nova Iorque, especial para o iLan House Os dois já estiveram no topo.
Ronaldinho, como melhor do mundo. Jonas, como o pior do planeta.
Do primeiro, resta pouco a dizer: para boa parte da torcida tricolor, trata-se agora de “persona non grata”
no Olímpico, pelo papelão que armou com o irmão na negociação para a volta ao Brasil.
Os gremistas sabem exatamente o que aconteceu naquele sábado e é o que nos basta.
Já Jonas, é um caso raro no futebol mundial. De uma hora para outra, desembestou a marcar gols que, antes, desperdiçava com uma facilidade angustiante. Por vezes, infantil.
Não foi à toa que o jogador recebeu de um jornal espanhol o título de “pior atacante do mundo” ao perder três vezes seguidas, numa mesma jogada, um gol feito. Foi no dia 11 de março
de 2009, contra o Boyacá Chicó pela Libertadores. Pelo menos, vencemos aquela partida.
Decidido a apagar essa marca, o atacante passou a treinar finalizações. Passou a acertar mais, mas continuava a errar vários gols para marcar um.
No ano passado, Jonas ganhou de presente um esquema tático que o pôs na cara do gol. Com Renato Portaluppi, passou a empilhar gols numa velocidade surpreendente.
Não tenho uma estatística que me mostre como os 78 gols pelo Grêmio foram marcados. Lembro bem mais dos gols de “bate-rebate” e dos gols de pênalti do que dos gols onde o atacante
deveria bater de modo fulminante ou deixar zagueiros e goleiro tortos enquanto a bola seguia para o gol vazio.
É essa a lembrança que se propaga entre quem, como eu, sempre considerou o goleador do último brasileirão como um jogador não mais do que médio. Sempre faltou em Jonas a alma
do craque.
Quem me segue no twitter em @flaviofachel sabe disso: nunca deixei de criticá-lo ao acompanhar os jogos do Grêmio. Portanto, não se trata de corneta de última hora.
O craque mesmo, esse apareceu bem direitinho na hora de renovar um contrato já construído para ser quebrado. Jonas queria um salário milionário que o Grêmio, na minha opinião,
não deveria nunca ter oferecido ao jogador. A exigência de multa baixa no contrato em vigor já era um prenúncio do que ele desejava.
Na semana anterior ao jogo contra o São José, as negociações para a renovação ferveram. Jonas dizia que ia “lutar muito” pra ficar no Grêmio. Mas o tal “esforço” durou pouco mais
de 8 dias.
Ao ser vaiado mais uma vez por perder gols feitos, Jonas marcou um e foi até a arquibancada mandar os torcedores gremistas calarem a boca.
“Como assim?”, perguntaria Eurico Lara se estivesse vivo..
Mas já não vivemos naquela época.
Olhando o desenrolar da história, é fácil perceber que Jonas já sabia que iria embora do Grêmio.
Ontem, avisou ao clube que o Valência pagou a multa irrisória que ele próprio exigiu ter em seu contrato e abandonou o time a dois dias da estréia na Libertadores.
“Mestre” Jonas ganhou apelido e até um trapo na Geral do Grêmio (aqueles bandeirões com os rostos de ídolos do imortal tricolor). Acabou aplicando um golpe de “mestre” no clube
onde viveu relação de amor e ódio com a torcida.
Desconfio que o trapo de Jonas já vai sumir das arquibancadas, do mesmo jeito que o atacante se foi: saindo de cena pela porta dos fundos.
QUANDO ALGUNS DOS NOSSOS SENTIDOS FALHAREM.
Não foi uma brincadeira que eu gostaria de ter participado.
Fui levada a aceitar tal jogo para tentar conciliar.
Nunca acreditei que alguém de perfil público, como escritores e jornalistas, como
artistas que são, pudessem hostilizar leitoras fiéis.
Mas a exceção confirma a regra, entretanto, águas passadas não movem moinho.
Fiquei muito triste por saber que a pessoa em questão acha-se presa de limitações.
O destino não foi justo, depois de tantos infortúnios que teve de passar, mas, sei que sua família é maravilhosa e unida e todos deverão estar minorando
a angustia dos primeiros momentos.
Nada termina, quando se tem talento que cada vez ficará mais aguçado, quando falhar algum dos nossos sentidos mais importantes.
Então, desejo, sinceramente, que o recado enviado não seja verdadeiro, mas apenas uma brincadeira.
Tenho uma alma muito maior do que me julgam porque doei parte da minha vida a todos que a mim recorreram.
Se estivesse ao meu alcance fazer algo por aquele amigo do outro lado do rio, eu o faria, certamente.
Acredito num Deus superior e justo e percebo que Ele nunca me falhou, mesmo nos momentos mais difíceis. E sou grata a Ele.
Para os que não tem Fé, seria importante que passassem a crer em Deus, mesmo que seja apenas uma Âncora necessária ao Ser humano, nos momentos
mais difíceis.
É o que desejo, sinceramente, àquele amigo que, no fundo, sabe, o quanto foi importante para mim, em determinado momento da minha vida em que o
carrossel da Maturidade disparou com tudo.
Nunca fui ingrata com ninguém, mesmo que tenham sido comigo.
Sou amiga para todas as horas e não seria agora que eu recusaria tal atitude.
Se puder ser útil para algo, podem contar com o que posso fazer.
UM CÃO CAPETA.
Com a morte do Rintin fiquei muito desolada e num momento de grande saudade, telefonei para uma
ONG para adotar outro cão.
Entre as várias ofertas, estava a de um pastor mestiço com ovelheiro ,de três anos, castrado.
E foi num domingo, no final de dezembro que me trouxeram o Rintin 3º ou o Capeta.
Capeta é um cão muito forte com visual igual ao do pastor capa preta, um pouco menor, mas de uma vivacidade acima da média.
Além de muito brincalhão, costuma adentrar a casa e inspecionar peça por peça. O cão que morreu não se atrevia a subir as escadas
para o andar de cima, este, sobe e desce com a maior desfaçatez.
Disseram-me que ele foi encontrado na rua em Piratini, cidade dedicada à pecuária e que provavelmente tenha sido criado em espaços amplos, como fazendas, sítios etc.
É muito voluntarioso e me domina por completo. Já estou com os braços cheios de hematomas com as patadas que ele me dá, em forma de carinho...
Tenho tentado ensiná-lo como mandam os tratadores de cães na TV, mas ele além de não obedecer, ainda rouba os saquinhos de alimentos especiais para treinamentos e vai comer lá
no pátio, longe das minhas vistas.
Acho que vou ter de entregá-lo a um Treinador de Cães para educá-lo porque ele não me considera “Líder”, segundo minha filha. A líder aqui é a poodle...
Na sexta-feira à tardinha, quando cheguei em casa, ele veio me receber, mas depois sumiu pelo pátio que é amplo e cheio de vegetação.
Como não retornou fiquei preocupada e chamei-o infinitas vezes. Nada. Passaram-se as horas e fiquei aflita, imaginando que ele tivesse sido mordido por alguma cobra porque
moro em zona próxima à Reserva Ecológica, onde existe de tudo...
Ás 23 h, apelei para o Segurança do meu bairro para tentar localizar o Capeta porque achei que ele estaria doente. Ele vasculhou o pátio e nada encontrou, nem o Capeta atendia
aos chamados.
Como o pátio é todo fechado, só poderia ter-se escondido. Não me restou outra alternativa ,a não ser esperar o amanhecer.
Acordei às 6 h 30 e fui conferir, lá estava o Capeta dormindo na sua casinha. Veio na maior alegria, como sempre... estabanado e querendão.
O que ele teria achado no pátio para passar quase toda a noite vigiando, em silêncio?
Provavelmente, como os ovelheiros, deveria estar protegendo algum gambá ou lagarto.
ENGANOS Tenini
Essa ânsia transposta, essa fuga do centrar, aflito olhar de soslaio no fascínio do inatingível.
Soçobrar dos naufrágios presa aos destroços de fatais enganos. Içar de velas em mares glaciais, Encharcar-se de borrascas intermitentes.
Vislumbrar amanheceres anoitecidos,
Adivinhar enlouquecidos entardeceres brumosos e gélidos... Semear trigais em campos minados Ecoar roufenha no deserto.
Singrar negras rotas tintas de sulferinas luas, Pífias Bússolas inúteis
de opacas estrelas ebúrneas...
Girar do cérebro para o oriente com o eixo imerso no ocidente. Prosaizar poemas tétricos
em pentateucas leituras medievais. Entregar-se, trêmula, ao ósculo da mortalha , descobrir-se reles anciã no cadafalso da luxúria, atolada na descoberta obscura do Nada...
A TERCEIRA IDADE
Nos anos de 1973 a 1977, em pleno exercício das minhas atividades profissionais,
exercendo a Direção de um Centro de Serviço Social, recebi a incumbência de implantar o programa de Assistência ao Idoso no Rio Grande do Sul. Inicialmente, como técnicos,
ficamos preocupadas com o fracasso da empreitada em razão do preconceito que havia contra as pessoas depois dos 50 anos, especialmente com aqueles que estivessem,
cronologicamente, em idades avançadas.
Foi a maior surpresa pois muito cedo constatamos que o preconceito da sociedade é quem levava a pessoa idosa a se afastar de familiares ou grupos.
Hoje, as coisas mudaram porque os jovens estão procurando a solidão.
Vivemos num século em que a solidão nunca esteve tão presente na vivência do ser humano em qualquer faixa etária. Portanto, ela é algo inerente à vida, não significando que algo
esteja mal, especialmente se ela for criativa.
O potencial que descobrimos nas pessoas que ultrapassavam os 60 anos era enorme e, na ocasião, lançamos um concurso literário para a terceira idade.
Como era um órgão oficial do governo federal, não havia prêmios e sim alguns brindes ofertados por várias empresas.
Inscreveram-se cerca de 300 pessoas que apresentaram trabalhos, muitos da maior categoria em crônicas, contos e poesias. Foi um sucesso!
Os principais cronistas de imprensa da época, colaboraram selecionando os melhores trabalhos.
A festa de encerramento foi belíssima pois caprichamos na decoração e como fundo musical, as vozes de Francisco Alves, Orlando Silva, Silvio Caldas entre outros nomes da música brasileira de antigamente. Um clima de emoção tomou conta da platéia e convidados .
Desde esta data o Idoso começou a ser prestigiado pelas famílias pois o governo de então (dos militares) promoveram vários projetos beneficiando esta faixa etária.
As Universidades pediram exemplares do livro que o INPS imprimiu, contendo todas as colaborações apresentadas no concurso.
Instituímos diversas atividades para que os idosos pudessem desenvolver sua criatividade e diversão.
Tais atividades até hoje são desenvolvidas por grupos da Terceira Idade e é esta faixa etária quem mais viaja, agilizando as companhias de turismo nacional , regional e internacional.
Outro dia, li um artigo escrito por “psicanalista” tratando o idoso de uma forma antiga.
O exemplo do Paulo Santana, de ZH de Porto Alegre e tantos outros jornalistas que continuam produzindo e fazendo sucesso é uma realidade.
Acredito que o tal psicanalista tenha se baseado em velhos doentes , entretanto em qualquer faixa etária pode-se adoecer...
Há fase mais doentia do que a adolescência?
Agora, se você quiser continuar curtindo a sua velhice do jeito que quiser, alguém vai discordar? Mas, lembre-se Idoso, você faz parte dos 8 % que ainda estão vivos,
portanto, você é um vencedor, busque uma atividade qualquer que lhe dê prazer e curta a vida que ainda tem pela frente, não importando as críticas que outros possam fazer!
O GRANDE TRAUMA.
Ilustração -DEPRESSÃO- des. Tenini em técnica mista.
Tenho, agora, consciência de um grande trauma provocado por ato de pessoas que não me conheciam e,
talvez por isto, de forma leviana, tomaram uma atitude que me marcou para sempre.
Isto foi há muitos anos e até agora sofro os efeitos daquele ato impensado que foi cometido.
Pior, nunca soube se foi reparado o erro, então fiquei cismada por tudo que me aconteça de errado seja por obra daquelas pessoas .
Neste momento me arrependo de algumas atitudes insensatas que cometi, fruto das desconfianças de que fui tomada desde então.
Certamente foi por causa de uma total falta de comunicação com as pessoas envolvidas tenha gerado os problemas da minha parte. Mas, do outro lado, sempre presumi
que continuavam a me ofender por detalhes observados nas mensagens de computador e outros meios.
Mas, agora preciso e quero esquecer tudo que passou. Perdoar como Cristo perdoou aos seus inimigos.
Fazer de conta que nunca escrevi aquele poema que gerou todo o problema.
Esquecer que as pessoas não são como eu era, ingênua e infantil.
Reconhecer que meu tempo passou e pouco aproveitei da vida desde então, porque fiquei presa aos destroços daquele ato impensado de pessoas desconhecidas. Que vivam em paz,
como eu também desejo paz nestes dias finais da minha vida.
.
PERDIDOS E ACHADOS.
Aqueles que veraneiam nas praias, especialmente os de mais idade e mesmo aqueles mais jovens que usam dentaduras,
devem ter o máximo cuidado quando estão tomando banho de mar.
1) Jamais sorria de forma exagerada porque uma onda de mar mais forte pode levar longe a dentadura e adeus veraneio;
2) Quando tiver vontade de espirrar,leve as mãos à boca como proteção para que a dentadura não salte longe, à vista de todos.
3) Jamais coma carnes duras ou chupe chiclets que grudam nas dentaduras e se tornam incômodas, mas , ainda assim, dá para disfarçar
e ir até o WC para lavar bem os detritos grudados;
4) Idem para as bolachas que costumam ficar grudadas entre os dentes.
5) Não esqueça de levar sempre dois a três palitos na bolsa ou bolsinho para qualquer emergência, mas o bom mesmo é fazer jejum em alguma festa, almoço ou jantar fora... : )))))))
6) Quando beijar namorada (o) não esqueça de colocar Korega ( da bem forte) na dentadura para que ela não comece a pular de tão faceira!!! Entretanto, pode acontecer
coisa pior, como a dentadura ficar pendurada ou atravancada na boca da parceira : )))))))))))))
Há anos atrás, nós estávamos em Atlântida tomando banho de mar , quando uma senhora que estava perto de nós, levou a mão à boca e gritou
-Perdi minha dentadura! E agora, meu Deus?
Ante a aflição da referida senhora, todos procuraram ajudar, o que se tornava difícil porque embora estivéssemos perto da beira do mar, a areia e as ondas fluíam e refluíam,
ocultando qualquer coisa que caísse por ali. A senhora foi embora desolada, não sem antes fornecer o endereço , caso achássemos sua dentadura.
Todos foram embora, mas eu e meu marido ficamos com muita pena de ver a aflição da tal senhora e nos pusemos a procurar.
Em dado momento, pisei em algo meio duro, abaixei e remexi na areia, dentro d’agua, e tive a sorte de achar a dentadura perdida. Mas receiamos que não fosse a dela...
Fomos levar o achado para a aflita senhora que chorava desolada no apartamento em que se encontrava.
Quando ela viu a dentadura nas minhas mãos, ficou tão agradecida que jamais esqueci o fato.
Foi uma boa ação e uma sorte sem tamanho, porém, os conselhos acima, certamente serão úteis para quem precisa usar tais aparelhos ortodônticos, especialmente
em temporadas de veraneio. Mas, anote estas dicas!!! : ))))))))))))
DOS TRAIÇOEIROS.
O Assis e o Ronaldinho vem espelhando bem os comportamentos de pessoas traiçoeiras, em que
das mentiras ´fazem parte do rol de conversações ou negociações.
É público e notório que todos temos asco de pessoas traiçoeiras e podemos identificar, prontamente, as que se enquadram nesta categoria.
Geralmente são pessoas que, patologicamente, sofrem de distúrbios neurológicos associados aos psiquiátricos. Podemos encontrá-las, mais facilmente, entre alcoolistas contumazes ou drogados.
Entretanto, na sua vizinhança, você pode se deparar com alguém que lhe pareceu confiável e você expôs suas preocupações pessoais e intimidades de sua família.
O retorno foi o de espalhar aos quatro ventos o que você, em boa fé, segredou.
O caso do Ronaldinho estampa a face da Traição, tanto por parte dele como de seu irmão Assis.
A minha empregada me contou que uma comadre sua, costumava auxiliar a família do Ronaldinho quando eram pobres. Dezenas de vezes alcançou auxílios diversos à mãe do Ronaldinho
epara que socorresse a família em suas necessidades.
Quando o Ronaldinho começou a fazer sucesso e enriqueceu, sua mãe, cercada de seguranças particulares, passou a ignorar a amiga que tanto lhe socorrera.
Além de mal agradecida a mãe do Ronaldinho e do Assis, revelou a sua face traiçoeira
Portanto, o exemplo vem de casa. Não se poderia esperar outra coisa da dupla em causa. Na linguagem popular: cuspiram nos pratos que comeram...
Os dirigentes gremistas se deixaram levar pelas declarações do ex-grande jogador, de que ele voltaria a jogar no Grêmio, berço do seu exitoso aprendizado.
A traição aconteceu pela segunda vez, mas não devemos esquecer que Ronaldinho se encontra nos estertores de sua carreira.
Será um enorme peso para o time que o contratar, como foi para o Milan, ainda mais sabendo que ele é um traidor.
Na Itália, no final do ano, Ronaldinho foi considerado o pior jogador do ano.
Azar de quem levar esta bomba. O Grêmio, nem os gremistas devem ficar magoados com Assis e Ronaldinho, ambos teem personalidades psicóticas de traidores.
Fariam mais mal ao clube do que bem.
E que a família dele fique bem longe daqui, é o que sinceramente, desejamos.
Por sinal, o que farão da enorme quantidade de bens imóveis que adquiriram aqui, einh?
Com traidores, toda a distância é pouca.
Eu que o diga, porque conheci de perto duas ou mais pessoas desse tipo.

Ilustração- des. a atriz- mod.vivo
DOMINGO AZIAGO.
Provavelmente, levantei com o pé esquerdo, tantas as aporrinhações que tive de enfrentar durante o dia.
Primeiro, constatar os serviços não executados pela minha secretária do lar, pois não cumpre o horário estabelecido, não sobrando tempo para executar tarefas de limpeza
que são indispensáveis a todas as casas.
Em segundo lugar, quando assistia tv, às 9 h, a Net saiu do ar. Tive que telefonar para saber o que havia e ninguém soube informar nada porque para eles não havia nenhuma reclamação.
Ficaram de verificar na rua e que dentro de 3 horas retornaria a programação.
Fui ao compu e ele estava lento, como se estivesse sendo manejado à distância...
Tentei entrar no Facebook e fui informada que meu site estava bloqueado .
Hackers haviam entrado no Facebook e me bloquearam. Passei o dia tentando acessar a conta e dava sempre errada a senha.
Raciocinando conclui que a NET e o Facebook aqui, estão sendo manobrados pela mesma Empresa.
Depois de muitas reclamações, lá pela tardinha a TV voltou ao normal, mas tive de alterar o canal porque o original não captava as transmissões.
O Facebook continua bloqueado, por razões incertas e não sabidas.
Considero um abuso porque ele contém minhas informações pessoais e meus trabalhos de arte.
Portanto, é uma apropriação indébita sobre meus dados e produções, por denúncia irrelevante de que a foto do perfil não seria eu. Se apareço bem é porque o fotógrafo
escolheu um ângulo bom para inveja de certa madura senhora que me hostiliza. N unca fiz plásticas porque os resultados podem ser desastrosos.
Prefiro envelhecer normal, assim como minha família, por ter herdado uma pele privilegiada que aparenta menos idade. Faço Pilates para jamais usar muletas e deambular bem.
A progressão da idade ninguém segura, nem a mim nem a vocês que me leem.
Fora estas aporrinhações produzidas pela inveja dos outros, atravessarei este período como sempre soube: com a sabedoria daqueles que são abençoados por Deus.
nfo-bounce+cnqgss@support.facebook.com> Received: from [unix socket] by betune.terra.com (LMTP); Sun, 09 Jan 2011 2-
FACEBOOK- Cuidado com a manipulação criminosa do mail acima citado... É um team forjado como se fosse do FACEBOOK que entra na tua página, rouba dados e passa a
controlar teu acesso no tal site de relacionamentos.
 Ilustração: O pensamento adolescente- des. técnica mista Tenini
DAS FRASES CÉLEBRES.
Muitas pessoas gostam de ler frases célebres de escritores ou pessoas famosas.
Mas há aqueles que costumam inventar frases que jamais as pessoas célebres pronunciaram ou escreveram.
Então, não leve muito a sério quando alguma publicação se referir às frases que jamais foram ditas
ou escritas por “pessoas célebres” ou as que jamais você ouviu falar.
Eu gosto de pesquisar frases dos famosos e já comprei vários livros sobre o assunto, entre eles, o Dicionário de Citas Literárias encontrado em uma grande Livraria de Buenos Aires,
um hábito que adquiri do meu marido que era um homem culto e inteligente.
Li a seguinte citação de Cícero, filósofo e poeta grego, além de grande orador:” Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.”
Concluímos que ele era um contumaz bebedor de vinhos...
Isto foi escrito há milênios e todos continuam repetindo o que Cícero afirmou.
Mas como mulher, embora concorde que um vinho mal acondicionado possa azedar, mas, ainda assim ele pode ser usado como vinagre nos temperos de deliciosos pratos das culinárias
de todos os tempos, graças às mulheres.
Quanto a apurar os bons, não tenho informações concretas sobre a afirmação de Cícero, o que tenho observado é que o vinho, ou qualquer outra bebida alcoólica pode aflorar
pensamentos geniais nos homens inteligentes, sejam eles, bons ou maus.
Portanto, se a frase foi dita de forma genérica com relação ao ser humano, penso que as mulheres poderão ter pensamentos discordantes sobre as afirmações dos grandes Pensadores
de todos os tempos.
Isto acontece porque é recente a emancipação das mulheres do domínio masculino e passaram a ter seus próprios pensamentos filosóficos sobre a vida e o mundo que as cercam.
 "Primavera em Paris", óleo sobre tela, de Tenini
UMA PRIMAVERA EM PARIS
Decidimos ir a Paris em virtude do feriado 1º de maio.
Estávamos na primavera e de Firenze a Paris, onde estudávamos Pintura, não chegava a uma hora de avião e
tínhamos cinco dias para curtir a Cidade Luz e seus Museus.
Paris será sempre uma lembrança inesquecível, pois a temperatura estava agradável, ensolarada. Quente de dia e à noite tínhamos de usar abrigos.
Descrever os passeios que realizamos seria impossível pois cada lugar mereceria um relato especial aos nossos olhos deslumbrados pela magia que Paris representa para o nosso
imaginário, desde sua história como sua Arte e os tesouros que conseguiu amealhar para encanto de gerações e gerações.
Hoje, gostaria de relatar o nosso passeio pela Av. Champs Elysées: a visão esplendorosa do Arco do Triunfo, os bistrôs repletos de turistas do mundo inteiro, em alegres camisetas
coloridas, tomando seus aperitivos prediletos, seus cafés e ainda os pares amorosos trocando confidências nos escurinhos dos cafés ou embaixo dos belos toldos que abrigavam as mesas.
A avenida tem 2 km de extensão, onde além dos cafés e bistrots existem grandes hotéis, shoppings elegantes, maisons e a avenida cruza com o L’Arc de Triomphe. Há atrações permanentes
nesta avenida, frequentada por franceses e turistas do mundo inteiro.
Passa-se pelo Petit Palais, um monumento de beleza com seus portões em preto e dourado (que dizem ser de ouro...)
e onde Maria de Medici, que foi rainha de França, residia ali , em meio a um imenso jardim florido, lá por volta de 1616...
Não tivemos, infelizmente, tempo para juntar-nos aos turistas nos cafés pois o tempo corria apertado e os nossos propósitos de visitar os principais Museus tomavam o horário todo.
Certamente seria uma maravilha poder sentar em algum bistrot, sorver um vinho tinto e desenhar flagrantes aquarelados das pessoas em volta, tal qual Toulouse Lautrec, além de adivinhar
histórias para os personagens desconhecidos...
Mas o quadro que ilustra esta crônica representa uma síntese do que ficou gravado na memória daquele dia primaveril em Paris.
O jovem da esquerda, com ares românticos e pensativo foi observado num ônibus que nos transportou da Gare du Nord à av. Champs Elysées. Ele nos sorriu docemente e neste instante
gravamos sua imagem que contrastava com os olhares severos da maioria dos franceses que não gostam dos turistas... nem admitem que não falemos sua língua.
A morena de brincos de argolas douradas poderia ser uma africana ou uma brasileira. Tinha uma fisionomia serena e olhava a paisagem do ônibus, absorta em pensamentos.
Talvez estivesse indo para o seu trabalho e não percebeu que a observávamos, mas ela estava linda com sua pele acetinada, o rosa do avental que usava... Seria uma babá? Uma enfermeira?
O menino e a menina da direita certamente eram irmãos e brincavam dentro do Bateau Mouche, enquanto curtíamos a viagem pelo Sena e posaram para nossas fotos na maior descontração,
sob a complacência de seus pais...
Mas o menino com as flores na mão merece um registro especial.
Tratava-se de um menino de três ou quatro anos que passeava com seus pais nos Jardins des Tulleries, repleta de flores coloridas.
Pelo aspecto físico dos pais, concluímos que eram da raça árabe, talvez muçulmanos.
Trajavam sobriamente e o menino corria entre as flores e apanhava uma que outra flor, para irritação de seu pai que ralhava e o menino não obedecia. Em dado momento, pegou o garotinho
e espancou-o à vista de todos... Ficamos atônitas e aflitas . Nossos olhares demonstravam desaprovação com o castigo aplicado, mas ninguém interferiu.
O menino chorou muito e então pedimos para tirar uma foto dele. Ele correu para um canteiro onde colheu duas belas flores. Com os olhos em lágrimas, posou para nós, sob os olhares
severos dos pais... Foi um momento emocionante que nos fez refletir que a natureza humana é sensível ao belo, mas o ser humano pode transformar a doçura em ferocidade, na menor
contrariedade...
Espero que este menino transforme-se num artista, seja da música, dos pincéis, do teatro ou qualquer outra expressão de Arte, pois a sua determinação em posar para a foto com as flores
na mão reflete um gesto de rebeldia, de liberdade, ainda que de paz e de muita sensibilidade. O cuidado com a natureza ele irá aprender com o tempo desde que não ceifem sua natural
sensibilidade para o belo.
Gostaria de rever Paris e voltar à Europa para conhecer outros lugares e suas gentes, mas os tempos difíceis em que vivemos tornaram nosso sonho impossível de ser vivido... talvez,
um dia, num golpe de sorte, possamos realizá-lo.
Será que mereço a realização desse sonho? Tenini
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A CARA QUE O DIABO GOSTA ... ( Ilustração Paint Tenini)
Longe de mim querer julgar quem quer que seja, mas há caras que se condenam por si próprias.
O Battisti, o italiano que o Lula protegeu até o fim, tem cara de perfeito psicopata.
Quem estudou psicologia ou psiquiatria ou mesmo trabalhou nestas áreas sabe do que estou falando.
Pois o Battisti está sendo acusado de vários crimes na Itália e a decisão de Lula levantou o povo nas ruas para protestar.
Na verdade, ele nem foi julgado lá porque fugiu e o fato de ter sido condenado de vários crimes não quer dizer que ele os tenha cometido mesmo.
Mas, se era inocente, por que fugiu?
Ora, o Brasil que já tem milhares de criminosos para cuidar, sem ter cadeias suficientes para todos, quer soltar mais um e, ainda, internacional, nas ruas...
Francamente, todos devemos arrepiar os cabelos.
Dêem uma olhada nas fotos do Battisti e vejam se ele tem ou não tem a cara que o Diabo pediu a Deus...
UM GRANDE EMPRESÁRIO.
“ Toda criatura humana é um ser diferente para cada um dos que a veem.” Anatole France, em O lirio vermelho .
Não havia nenhuma pessoa interessante no café que rendesse uma boa história.
De repente, vi o homem de cabelos brancos, sentado , longe de onde eu estava, com visibilidade um tanto atrapalhada por clientes que ficavam
ena frente do homem.
O senhor de cabelos brancos era bem idoso e , de longe, me pareceu de alta estatura, rosto e braços queimados por sol recente e conclui que teria vindo da praia, hoje.
Estava visivelmente preocupado porque passou a telefonar com insistência pelo celular que trazia.
Cismei que ele seria um grande empresário em férias e que não se desligava do serviço, dando ordens pelo celular a todo momento.
Qual o ramo de empresa do homem de cabelos brancos? Bem, poderia ser alguém da serra, com altos negócios nacionais e internacionais. Mesmo de longe se percebia
que ele era homem de cálculos, acostumado a grandes negócios.
Também poderia ser um grande milionário investindo na Bolsa...
Então, pelo vermelhão das queimaduras recentes de sol , imaginei que teria passado o Reveillon em Punta del Este ou Atlântida, cheguei a pensar que ele fosse velejador e tinha
um Iate no Veleiros ou Jangadeiros e na pior das hipóteses, veleiros. Sim, não só um veleiro, mas vários para a família inteira, como homem abastado que era.
De repente, o homem de cabelos brancos levantou-se para ir embora.
Era um ancião que claudicava ao caminhar, o queixo voluntarioso que eu vira de longe, era apenas um projeto de queixo entre papadas.
Não era um homenzarrão e sim, um sujeito de estatura baixa. ( de “ grande empresário” passei a designá-lo por “sujeito”...)
Com um olhar meio desesperançado ele seguiu caminho por entre os corredores do shopping.
Eu teria me enganado? Talvez fosse apenas um aposentado, provavelmente, funcionário público, preocupado com as contas de fim de mês, uma vez que gastara além da conta.
Teria de pagar o IPTU , o IPVA e tantos outros ipês que o governo inventou durante os oito anos de Lula.
E as preocupações eram só estas? Não, estava preocupado com as dívidas do filho ou filhos que estavam no SPC... Arrependido por ter inventado férias na praia, que raspou todas
suas economias do Banco, meio cabisbaixo, lá se foi o nosso “ex-grande empresário”, porque quem vê de longe, nada sabe.
Fazer hipóteses sobre as outras pessoas sem conhecê-las, estamos sujeitos a terríveis enganos. O conceito acima nem é meu e sim de você, caro leitor, que adora puxar o saco dos ricos. "Hay que tener muy bien juicio para advertir que no lo temos". Marivaux - La isla de la razón.
Aprenda a lição, jamais julgue o outro se não conviver com ele
A não ser que você seja um incorrigível inventor de inverdades...
NOVOS TEMPOS.
Convivo numa boa com qualquer classe social, pois tenho formação universitária como Assistente Social.
Entretanto, nas relações que mantenho ou mantive nestes últimos tempos, apenas uma pessoa era fã do Lula,
assim mesmo era uma pessoa com problemas.
Então, fico muito admirada que as pesquisas de opinião tenham dado um percentual tão alto para o Governo Lula. Ou é uma grande mentira da mídia ou os organismos publicitários
estão fraudando o povo por terem sido comprados pelos Donos do Poder.
Isto é possível porque o Mensalão que jamais foi investigado com profundidade demonstrou isto.
O que vejo nas ruas , nos Supermercados, nos shoppings é uma mudança total no comportamento das pessoas que se tornaram mais tristes , desconfiadas, desesperançadas.
Como estudo o povo, através dos desenhos que colho nos locais que frequento, pode-se constatar que ele perdeu a esperança de dias melhores. Há uma decepção com os políticos
e as politicalhas, porque está custando muito caro ao povo brasileiro tantos descalabros.
Ainda não quero falar sobre Dilma porque nem iniciou a governar. Ou talvez porque ela tenha em seu único neto o mesmo sangue da minha Nonna paterna e isto me sensibiliza.
Mas o fato é que temo pela continuidade da influência de Lula no Governo. Se continuar, ela será apenas demagógica e necessária para a compra de votos e a manutenção do PT na
governabilidade.
Não votei no último pleito porque estava viajando e não regressei em tempo.
Não condeno Dilma pelo que foi, afinal, ser “guerrilheira” dos 16 aos 20 anos, não passam de aventuras de juventude. Creio que ela mudou porque se aproximou dos grandes e o
fato do nosso Jorge Johannpeter, da Gerdau, estar participando como conselheiro da Presidente e do Chefe da Casa Civil é forte indício que eles estão mais inclinados pela linha
de Direita do que da Esquerda para alavancar o País na geração de empregos.
Quanto à nomeação de Tereza Campello para importante cargo da área social, quero dizer da minha desconformidade. Ela é Economista e como Economista não é especializada em
problemas sociais, portanto, vai distribuir dinheiro, sem o mínimo cuidado com a evolução do Ser humano para que deixe de ser dependente de tudo que o Governo oferece...
Tereza Campello, no meu entender é uma Economista política que visa a manutenção do PT no Governo através da distribuição a rodo de benesses sociais, pagas por nós, os otários
e os tributáveis do erário público. Os grandes, ao contrário, sonegam aos Cofres Públicos e são os maiores devedores da Previdência Social.
Mas vou parar por aqui para não entrar na linha do ataque, dando tiros por todos os lados, sem atingir o alvo...
NOVOS TEMPOS.
Convivo numa boa com qualquer classe social, pois tenho formação universitária como Assistente Social.
Entretanto, nas relações que mantenho ou mantive nestes últimos tempos, apenas uma pessoa era fã do Lula, assim mesmo era uma pessoa com problemas.
Então, fico muito admirada que as pesquisas de opinião tenham dado um percentual tão alto para o Governo Lula. Ou é uma grande mentira da mídia ou os organismos publicitários estão fraudando o povo por terem sido comprados pelos Donos do Poder.
Isto é possível porque o Mensalão que jamais foi investigado com profundidade demonstrou isto.
O que vejo nas ruas , nos Supermercados, nos shoppings é uma mudança total no comportamento das pessoas que se tornaram mais tristes , desconfiadas, desesperançadas.
Como estudo o povo, através dos desenhos que colho nos locais que frequento, pode-se constatar que ele perdeu a esperança de dias melhores. Há uma decepção com os políticos e as politicalhas, porque está custando muito caro ao povo brasileiro tantos descalabros.
Ainda não quero falar sobre Dilma porque nem iniciou a governar. Ou talvez porque ela tenha em seu único neto com o mesmo sangue que circula em minhas veias e isto me sensibiliza.
Mas o fato é que temo pela continuidade da influência de Lula no Governo. Se continuar, ela será apenas demagógica e necessária para a compra de votos e a manutenção do PT na governabilidade.
Não votei no último pleito porque estava viajando e não regressei em tempo.
Não condeno Dilma pelo que foi, afinal, ser “guerrilheira” dos 16 aos 20 anos, não passa de aventuras de juventude. Creio que ela mudou porque ela se aproximou dos grandes e o fato do nosso Jorge Johannpeter, da Gerdau, estar participando como conselheiro da Presidente e do Chefe da Casa Civil é forte indício que eles estão mais inclinados pela linha de Direita do que da Esquerda para alavancar o País na geração de empregos.
Quanto à nomeação de Tereza Campello para importante cargo da área social, quero dizer da minha desconformidade. Ela é Economista e como Economista não é especializada em problemas sociais, portanto, vai distribuir dinheiro, sem o mínimo cuidado com a evolução do Ser humano para que deixe de ser dependente de tudo que o Governo oferece...
Tereza Campello, no meu entender é uma Economista política que visa a manutenção do PT no Governo através da distribuição a rodo de benesses sociais, pagas por nós, os otários e os tributáveis do erário público. Os grandes, ao contrário, sonegam ao erário público e são os maiores devedores da Previdência Social.
Mas vou parar por aqui para não entrar na linha do ataque, dando tiros por todos os lados, sem atingir o alvo...
O SAPO
Na minha casa, durante o verão, apareciam sapos de toda ordem... No jardim, dentro de casa, especialmente em volta da cozinha e banheiros.
Morro de medo dos sapos por causa dos pulos que eles dão, com aquelas pernas finas e longas.
Dentro de casa sempre deparava com uns mini sapos, cor da pele, com olhinhos azuis. Eles ficavam escondidinhos perto das torneiras e disseram-me
que são sapos que vivem nos canos d'água. E eu me pergunto: como? então eles nascem por ali e ficam fazendo suas necessidades na água que
tomamos banho ou bebemos? Que nojo!
Um dia, notei que havia sapos maiores. Alguns bem grandes. Certo dia encontrei um e nos encaramos. Eu, morta de medo mas curiosa. Ele, curioso e
destemido. Notei seus grandes olhos azuis e sorri pensando:
- "Epa, que belo loiro me encara!"
Comecei a examiná-lo, a pele clara, quase da cor da minha, mas puxando para o rosado... Para minha segurança, resolvi fechar a porta do WC
onde ele foi flagrado e corri à enciclopédia para saber que tipo de sapo era aquele. Não achei. Telefonei para São Paulo, para meu genro que é
veterinário, para saber se o sapo seria venenoso. Ele tranquilizou-me dizendo que são inofensivos e deu-me umas explicações que achei meio
nebulosas e assegurou-me que os sapos de olhos azuis são cegos. Vai ver que é por isso que ele me encarou daquele jeito! ( pensei)
Certo dia, recebi visita de uma amiga. Lá pelas tantas, ela pediu para ir ao WC, então, lembrei-me dos sapos e disfarçadamente resolvi dar
uma espiada para não passar vexame e não vi nada. Liberei o WC Social para minha amiga.
De repente ouvi uma gritaria e ela saiu dali com as calças na mão ... Isto mesmo que você está pensando, quando ela se aprontava para usar o vaso,
lá estava o sapo de olhos azuis, pronto para pular na primeira perereca que aparecesse... Ela, apavorada deu um pulo e saiu gritando: "Tem um Sapão
ali, de olhos azuis querendo me pegar!"
Até hoje ela acha que eu sabia que o sapo estava ali... juro que não , ( dentro do vaso, não!)
De repente ele sumiu... Confesso que senti falta do sapeca.
E você, tem medo de sapos de olhos azuis?
NO CONDICIONAL DA VIDA. ( Quadro Alegria de Viver de Tenini)

Naquele ano o Outono e o Inverno misturaram-se tendo feito frio
desde abril. Além disso choveu intensamente superando todos os índices pluviais dos últimos anos, mas houve uma trégua, certo dia amanheceu com um sol esplendente
alegrando as ruas e as pessoas.
Como sempre faço, decidi dar um passeio pelo shopping para ver vitrinas, encontrar amigas (os) e ouvir música.
Assim, não importa o dia, costumo produzir-me como se fosse trabalhar , um hábito dos tempos em que exercia atividades profissionais.
O dia não estava muito frio, então, escolhi um traje esportivo com uma blusa de malha de linha grossa com uma belíssima gola que me permitia colocar colares na cor prata.
Uma calça preta e botas na mesma cor e achei que deveria levar uma manta ou xale no caso de esfriar.
Entre os meus guardados, lá estava aquele xale em bege com fios dourados. O detalhe deste abrigo raro é que tem mais de 20 anos , muito amplo pois chega a ir perto dos pés.
Olhei-me no espelho e pensei: Até que sou uma dama interessante!
Ri de mim mesma e sai. Estacionei o carro no terraço do shopping e fui para o elevador. Atrás de mim estavam dois jovens, provavelmente vendedores de alguma loja.
Quando entramos no elevador, um deles virou-se para mim e disse algo que me agradou. Agradeci o elogio e disse-lhe a minha idade, ao que ele retrucou- "Não importa, o que disse
é o que acho.."
Caí das nuvens, poderia ser um gracejo do rapaz , uma brincadeira mas entendo que a juventude é assim mesmo e que ele talvez também estivesse como eu, esfuziante de alegria pelo
dia ensolarado e tudo e todos pareciam iluminados.
Já no Bistrô, com as amigas, estabelecemos comentários sobre Arte , já que todas somos artistas. Ao longo do chá, chegou o pianista que veio em nossa direção e depois dos
cumprimentos passou a tocar músicas populares eternas. Como ele sabe que gosto de cantar, insistiu para que eu cantasse El dia que me quieras. Eu não queria cantar alto porque
há tempos não exercitava, então, cantarolei num tom discreto, mas ainda assim, como tenho voz de soprano, algumas pessoas procuravam descobrir de onde vinha o canto e iam
parando para escutar e aplaudir.
Reparei num homem em trajes esportivos, em jeans, mas de cabelos brancos, entre 40 a 50 anos que sentou-se em banco lateral e ao término da música, dirigiu-se para o pianista
pedindo o NESSUN DORMA, da ópera Turandot de Puccini . Mas o pianista não sabia . Mas eu entendi a mensagem.
Ainda fiquei algum tempo por ali e resolvi ir embora, visitei algumas lojas e numa delas entrei para ver a liquidação que havia.
Na saída, para surpresa minha, deparei com o homem de jeans de cabelos brancos olhando-me fixamente e percebi que ele havia me seguido.
Sorri-lhe discretamente e segui meu caminho em direção ao elevador, sem olhar para trás. Mas o olhar que ele me dirigiu era de alguém que se depara com alguma Diva do "bel canto"
e segue-a sem coragem para abordar. Teria pensado que eu fosse alguma cantora lírica de passagem por Porto Alegre?
Sorri da pretensão, lembrando que tendo sido premiada por Deus para as Artes, fiquei no condicional da vida porque em época própria decidi que a minha sobrevivência era mais
importante que tudo.
No entanto, sinto que estou impregnada de alguma magia da Arte porque não me importo de ter ficado no Condicional da Vida, tenho esperanças de que numa outra vida a Arte
será o Presente e o Futuro da minha passagem pela terra, desde que Deus não se distraia de novo fazendo-me polivalente , aí , não serei boa o bastante para alcançar o que gostaria...
Você duvida? Eu não...
O HOMEM DOS SILÊNCIOS.
Des. modelo -vivo no Mário Quintana- de Tenini.
Seguidamente me confundem com pessoas que jamais ouvi falar, então devo ter uma cara padrão
para a Terceira Idade.
Mas eu também tenho confundido uma que outra pessoa. Exemplificando, conheci, há tempos, um cidadão. Desde então, passei a confundi-lo com outras pessoas que tinham
fisionomias semelhantes.
Nada de mais, porém, houve certo tempo que estabelecemos um contato silencioso, mas, usando de artifícios que não vou citar aqui para não darem risadas das nossas caras.
Na verdade somos dois excêntricos...
Toda a vez que vejo alguém semelhante acho que é o tal “homem dos silêncios” e fico a olhar.
O visado também me olha como se dissesse, lá com seus botões: -“Conheço essa mulher, de onde?”.
Já foram dezenas de vezes que me deparei com pessoas parecidas com ele, gordos, magros, feios, nem tão feios e eu sempre pensando ser o “de cujus”...
Dizem que quando estabelecemos contato com alguém é porque esta pessoa tem algum significado na nossa vida (vida anterior, suponho).
Este ata não desata, cheira, portanto, aos séculos XIV ou XVII, tais as dificuldades que se interpõem num relacionamento real e saudável.
Fico pensando, quem sabe fomos irmãos em outros séculos? Namorados? Também pode ser em razão das vinditas que armamos um para o outro.
Concluo que o tal Homem dos Silêncios também tem, apenas, uma cara padrão, isto é, perfeitamente confundível.
E, a bem da verdade, serviu de pretexto para eu me “reinventar”, segundo o Moacyr Scliar, em sua crônica dominical.
VOILÀ, MONSIEUR, Aux champagnes...
oleo Tenini- HAPPY HOUR.
NATAL NOS SHOPPINGS.
Aqui no Brasil, as rivalidades do futebol passam até para os frequentadores de shoppings.
Aqui na zona sul foi inaugurado o Barra Shopping Sul, muito bonito e de alta categoria, ainda que esteja
em organização uma vez que não está totalmente pronto, ou por outra, faltam novas lojas que atendam aos nossos interesses.
Então, moradores da zona norte têm vindo aos magotes nos finais de semana para visitar o nosso shopping da zona sul. Alguns não estão satisfeitos,
seja por despeito ou pelo espírito competitivo que norteia os times de futebol, picham este novo empreendimento, afirmando que o deles é melhor...
Ora, estamos saindo das fraldas, aguardem mais um pouco e confiram: aqui vocês respirarão o ar puro da zona sul, terão a mais bela vista do Guaíba e logo
saberão que aqui será a zona turística de Porto Alegre, o que, aliás, sempre foi... Ou vocês esqueceram que os passeios dos domingos sempre foram e são para cá?
Dizem que os preços dos artigos nas lojas estão nas alturas, mas o que acontece é que isto está ocorrendo em outros locais, tudo por conta da recessão mundial
que o nosso Presidente, com a sua proverbial boa fé, disse que aqui tudo ia às mil maravilhas...
Mas os que reclamam dos preços, temos as que vendem produtos da Dona Paulina de São Paulo e artigos chineses...
Teremos de ter cautela, claro, mas se nada comprarmos piorará a recessão que, a bem da verdade, já estamos acostumados, seja ela mundial ou não.
Tudo é uma questão de escolher bem os artigos que formos comprar, contando os tostões, mas o Natal está aí, quem vai resistir ao apelo de dar seus presentinhos
para a família? Porque para os amigos, penso que este ano teremos de dar Boas Festas ao vivo, tomando um simples cafezinho no shopping de sua preferência.
Eu opto pelo meu shopping, afinal, sou Gremista de coração, mas isto não impede que eu convide aquele meu amigo, colorado doente, para um bate papo no Café do
Porto do Barra Shopping Sul , para amenizar as diferenças, né? Pois o Inter está logo ali e a escolinha do Grêmio está bem defronte...
FICAR DE MAL.
Ao finalizar o epísódio abaixo, concluo que estejamos de mal.
Quando eramos crianças e brigavamos com uma amiguinha ou amiguinho, numa disputa qualquer,
a gente costumava dizer:
-Estou de mal com você.
Mas há adultos que ficam furibundos, soltando faíscas pelas ventas, touro enlouquecido querendo dar chifradas...
Mas tudo isto passa, porque nem sempre somos donos das vontades alheias , muito menos devemos usá-las para deboches ou palhaçadas.
Presume-se que as pessoas honestas com os outros e consigo mesmas, dizem o que devem dizer, sem que isto seja motivo de rupturas eternas com alguém, desde que haja
respeito e consideração por quem não conhece.
Estamos aqui de passagem e só devemos aturar até o limite da nossa paciência e o desabafo se torna uma necessidade para que aqueles que nos aporrinham, entendam que
não somos seus palhaços.
O respeito deve ser recíproco e quando uma das partes passa a usar terceiros para ofender alguém, torna-se responsável pelos atos de vandalismos cometidos.
Portanto, nunca use terceiros para se divertir com quem não conhece.
Se você quer brincar, dê corda no seu autinho de estimação...
Brincar com quem não conhece é uma falta de educação e de respeito com o outro ser humano.
Há brincadeiras engraçadas e as de mau gosto, mas o Oscar da parada, é de muito mau gosto, assim como a tal Nostradama...
E que os "aprendizes" deixem de puxar o saco do Chefe... Moderem-se!
'aprendizes"O LEITOR NATALINO.
Chamou minha atenção, o homem de camisa clara que lia um livro recém comprado, quando tomava cafezinho
no Shopping.
Penso que ele escolhera para si próprio seu presente de Natal.
São raros os frequentadores que costumam ler livros naquele local, embora muitos levem seus laptops para trabalhar.
Hoje li um comentário que parecia um revide ao que escrevi ontem, mas não dei a mínima importância porque relatei um episódio verdadeiro acontecido comigo.
Poderia ter relatado outros fatos que encheriam de perplexidades algumas pessoas que me leem.
Poderia relatar, por exemplo, que apesar de ser uma modesta artista, tenho sido alvo de um grupo que foi montado com intuito de me prejudicar perante o meio artístico local.
A inveja é o principal componente que move este grupo, que de uma forma covarde, leviana e torpe vem desferindo todos tipos de intimidações psicológicas contra minha pessoa,
através da Internet.
Vão cansar , porque não lhes dou ouvidos e , quando estão demais, uso a Arte para me defender. Eles já deveriam ter percebido que sou muito mais inteligente que todos eles juntos...
Apenas um recado, jamais daria ouvidos aos que nunca foram confiáveis.
Quanto a afirmação de que a mídia evoluiu, que disparate!
Continua igual, senão pior.
Vocês já se deram conta de quantas famílias a mídia destruiu nestes últimos tempos?
Não? Por favor, revejam seus arquivos e meditem.
Constatarão uma grande e grave crise de Ética e de Valores Morais, para não falar em total falta de caridade para com os outros.
Para começar...
BRINCADEIRA ENTRE ARTISTAS.
Mini quadro-OS AVIÕEZINHOS DO EDU, de E. V.Cunha- acrílica s/tela.
Brincadeira entre artistas pode virar em compromisso não desejado.
Fui a uma vernissage de um colega pintor, afamado por aqui, de família importante, ligada à mídia e à Política.
Na verdade, prefiro o artista como Ilustrador, especialmente quando usava fotografias trabalhadas artisticamente.
Em dado momento perguntei a ele por que não fazia mini quadros porque os preços dos quadros dele estavam altos para o poder aquisitivo de muitas pessoas.
Respondeu rindo que ia pensar.
Brincando eu falei que compraria um, quando fizesse e ainda dei sugestão: Um quadrinho com aviõezinhos, por exemplo. (Porque era um tema que ele explorava muito,
por ter perdido os pais, em criança, em desastre aéreo).
Certo dia, chuvoso e frio, já à tardinha, quando cheguei em casa, havia um carro estacionado na frente.
Saltou dele uma jovem mulher que disse que estava trazendo uma encomenda do colega.
Sem alternativas, abri a porta da minha casa e ela começou a inspecionar meus quadros, perguntando se o tal pintor já viera ver. Eu disse que não e ela passou a elogiar o que viu.
Logo após, ela desembrulhou o pacote, onde estava o pequeno quadro, cuja imagem ilustra este texto.
O preço era exorbitante para a época.
Então, expliquei que fora apenas uma brincadeira porque eu não estava interessada em comprar nada, pois já tinha bastante quadros de minha autoria nas paredes.
Ela insistiu e não arredava pé da minha casa. Pediu para ver a vista que, apesar de estar um dia chuvoso e frio, ainda assim, é deslumbrante.
Para apreciar melhor, sentou-se numa poltrona que estava na sacada e esta desmoronou...
Acudi a moça e fiquei constrangida com a recepção da Poltrona à visitante...
Voltamos ao salão e ela insistia na venda do quadro por cinquenta por cento do preço antes dado.
Parcelei em 2 vezes e comprei.
Bonitinho, não?
Vai ficar para o leilão, depois da minha morte.
UM CÃO QUE ERA UM ANJO.
Em outras crônicas falei sobre o meu cão Rintin, um cão de rua que adotei há oito anos.
Rintin era um cão iluminado porque todos gostavam dele.
Educado, amoroso, dócil até demais, obediente, enfim, tudo que se deseja para um cão de companhia.
Há questão de uma semana apareceu adoentado e inapetente. Desconfiei da Doença do Carrapato,
a Babesia, o que foi confirmado por exames, três dias depois dos sintomas.
Não houve tratamento que o salvasse, e eu fui vendo o Rintin piorar rapidamente e os Veterinários impotentes para deter o progresso vertiginoso da doença.
Assim, não desejando entrar em detalhes sobre este período, tão doloroso para mim, o Rintin morreu na Clínica que eu internara poucas horas antes, no dia 17 às 3
horas da madrugada. Foi apenas uma semana entre os sintomas e sua morte.
Eu tinha esperanças que ele se salvasse, senão não o teria internado como fiz.
Preferiria que ele tivesse morrido em casa, em minha companhia, como tenho certeza que ele desejaria.
Mas o que eu quero dizer é que depois de sua morte, fiquei muito abalada e se abateu sobre mim, uma tristeza infinita.
Sim, o Rintin era meu Anjo da Guarda. Minha companhia carinhosa de todos os dias.
Aquele amor e dedicação infinitos que só os cães sabem demonstrar.
O Rintin respondia, quando eu falava com ele, na linguagem dele, claro, mas nos compreendíamos.
Pessoas que gostam de cães vão me entender.
Rintin, o meu Anjo da Guarda, se foi, quem sabe ele partiu antes para me esperar?
Mas eu e a Meg, a poodle que eu adotei depois do Rintin, estamos inconsoláveis.
Pena que eu não possa escrever, hoje, algo melhor para os que me leem.
Estou arrasada, entenderam?
Quadro em acrílica s/tela Tenini
Pág 2 da Agendatenini.com
DAS MÁSCARAS
Respondendo a um”astrólogo” desses que está mais a fim de se divertir do
que levar o assunto a sério, sobre tendências nas Artes, em usar apelidos ou nicks, especialmente quando se escreve com uma caneta, um teclado ou o pincel do coração.
Vou falar por mim, não sei exatamente a verdadeira razão que me induz a usar nick, mas creio que a polivalência em Artes seja a responsável, assim como um desafio à
timidez que me encoraja a descerrar um lado oculto dos meus sentimentos, já que durante longo tempo da minha vida eu ouvi pessoas sem ousar pedir que elas me escutassem.
Talvez sejam confissões que ficaram encarceradas e que procuraram em determinado momento, uma via de comunicação com o mundo ou com um Outro qualquer que dialogue.
Mas existe mais uma explicação: as origens da minha família remontam à Veneza do século X.
Foi no século XV que as máscaras foram introduzidas com sucesso durante um período festivo no Inverno, em que os nobres divertiam-se atrás delas liberando seus segredos
em ações criativas e libertárias. Assim, Damas e Cavalheiros usavam tais artifícios, certos dos seus completos anonimatos.
Atrás das máscaras, os comportamentos expandiam-se libertos da moral que cerceava verdades ocultas. Poderiam, então, a partir desse passado distante , manifestar-se hoje
no meu modo de ser.
Até hoje o Carnaval de Veneza que dura por duas semanas, o povo sai às ruas numa festa que contagia o mundo inteiro, através do Turismo.
Mas as coisas que são ditas através das Poesias e atrás das máscaras teem o romantismo e o secretismo dos amores proibidos , o sabor de morangos mergulhados em champanha...
Todos usam máscaras porque mesmo no quotidiano as usamos, através de comportamentos dentro do que a sociedade estabelece como certo, independente de classes sociais.
Há aqueles que usam narizes de Pinochios porque são mentirosos.
Ou narizes de Palhaços quando são ludibriados.
Também na Arte eu homenageei as máscaras seja na Pintura como na Poesia.
Se não fossem elas, o que seria de nós? Que triste sina se tivéssemos de usar apenas uma máscara o tempo inteiro ?
O bom mesmo é usarmos a Máscara do Amor e dizermos tudo que vai no nosso coração para o Outro, com a magia do anonimato. Despertar eterna dúvida se será real ou
fictício aquilo que nos foi segredado atrás das máscaras.
Você sabe, precisamos da fantasia e do sonho para atravessar a vida com brilhos de estrelas nos olhos, senão, que tédio seria a nossa vida?
As máscaras fazem renascer as nossas esperanças para que possamos olhar o amanhã certos de que haverá um novo tempo em que nossos sonhos possam ser felizes
realidades.
A espera vale o Paraíso, nem que seja apenas pela magia do Instante!

O TRAVESSEIRO. Ilustração Tenini: des. em pastel seco :Spoletta. Tenini
O travesseiro é um artigo importante para nosso bem estar, quem não adora babar
no seu travesseiro? Ele divide conosco as preocupações, as alegrias, as insônias, as lágrimas, os segredos, as delícias, as raivas, as noites bem dormidas
e até as mal dormidas...E o sonho é bem mais tranqüilo e gostoso quando o travesseiro é confortável, mas muito usado e cheio de ácaros, só temos
pesadelos, acreditem!
Ele nos acompanha desde o nascimento até o dia final, portanto, um companheiro para todas as horas.
Então, jamais prescindiremos dele, pois até na morte, no caixão, colocam um travesseirinho debaixo da nossa cabeça para que ao levantarmos na presença
de Deus, estejamos com a coluna ereta dos justos. Sim, porque se a gente chegar de pescoço pra baixo, o Senhor poderá nos mandar logo para o Inferno...
No programa The Oprah Show, na Internet, fiquei sabendo que ele também é ninho de ácaros e que ninguém deve ficar com o mesmo travesseiro por mais
de 6 meses, ( para a alegria dos comerciantes e azar dos ácaros), pois você sequer desconfia que são os bichinhos que infestaram seu travesseiro que estão
tumultuando seu sono e sua saúde.
Depois disso resolvi botar fora todos meus travesseiros, até aquele que eu guardava como lembrança porque foi o último que meu marido dormiu antes
do sono eterno.
Por comodidade, coloquei na relação do supermercado este artigo porque vi vários de marcas diferentes.
Enchimentos de poliester e assemelhados não gosto porque são quentes demais, pois ficar de cabeça quente a toa só resultam confusões.
Prefiro refrescar minha cabeça recostada num bom travesseiro que não é encontrado em nenhum Super.
O de látex é o mais indicado. Aqueles com enchimentos de borracha lá do Amazonas, bem natural e fresquinho como a natureza pede.
Não encontrei, confundi com o de poliuretano... Longe das aulas de química nunca me antenei o que era esse material, pensei que fosse o látex industrializado
.
Claro , comprei convicta de que era o que queria.
Chegando em casa, meio desconfiada resolvi pesquisar no Google. Para minha decepção, o tal poliuretano é a reação de dois compostos com diferentes
propriedades físicas e químicas... Portanto, um produto não natural.
O travesseiro tem sido descrito na literatura mundial em romances, contos e crônicas, passando por citações inocentes, românticas, cômicas, picantes,
aconchegantes e em cenas de terror ou utilizado em peraltices na cama do cotidiano...
Quem não se recorda dos tempos de infância, da guerra de travesseiros entre os manos e penas de galinha ou de ganso voando pela casa? E a mãe da gente
correndo atrás de nós para dar umas chineladas...
Também os médicos costumam recomendar travesseiros adequados , macios, firmes, de espuma, penas ou látex etc. Segundo o reumatologista José
Knoplich, autor do livro "Viva bem com a Coluna que você tem", é importante que "a altura do travesseiro garanta a sustentação do pescoço e
consequentemente as veias e artérias da área para que não prejudiquem a circulação."
Entre os indicados estão: os de látex ( caríssimos); os de Viscoelástico, os do tipo Confort soft e o Anatômico de látex, que associa o látex e o poliuretano ,
com proteção contra fungos e ácaros, também num preço bem elevado.
Como era sábado, resolvi que na segunda-feira percorrerei as lojas atrás do travesseiro de látex porque já estou bem convencida do que é melhor para mim.
Enquanto isto, estou dormindo com o tal travesseiro de poliuretano.
Não é que gostei? Acho que por ser novo, dormi tranqüilamente, sem a aporrinhação dos ácaros e sem a rinite que me fazia acordar toda noite para colocar
gotas nasais...
Sonhar assim, no maior conforto, especialmente num travesseiro de látex, anti ácaros, certamente os sonhos se tornarão mais coloridos e acordarei menos
implicante, né?
AS CHINESAS NO SHOPPING.
Especialmente em finais de ano, os shoppings da cidade apresentam muitos forasteiros estrangeiros e brasileiros
de outros Estados.
As chinesas do flagrante ( ou seriam japonesas?) estavam lanchando no café e me pareceram Mãe e Filha, pois conversavam pouco.
Talvez a jovem não estivesse muito satisfeita com a programação, mas, mesmo assim acompanhava a senhora que eu divisava de costas.
Ela tinha uma pele muito alva e bem tratada e a filha tinha um tom ligeiramente mais dourado.
Me pareceu que a Senhora usava um vestido preto com detalhe na gola em cadarço fino levemente dourado. A Jovem vestia uma blusa em tecido leve, em tons beiges e
usava uma espécie de avental preto, que eu já vi em algum lugar como vestimenta tradicional chinesa.
O que faziam no Sul? Faziam parte da Embaixada no Brasil e vieram ver o Natal de Gramado?
A Senhora seria comerciante chinesa?
Quando elas levantaram para ir embora, notei que a Senhora pegou uma bengala porque ela claudicava e tinha em uma das pernas, uma bota preta que ia até o joelho.
Seria uma perna artificial dentro da bota? A Senhora teria sofrido algum acidente ou amputação por ferimento de guerra?
Mesmo assim ela estava linda nos seus quarenta e cinco a cinquenta anos, bem produzida e elegante.
O vestido era em seda pura preta, reto, com uma barra, fazendo babado em seda pura estampada em belo colorido com flores vivas, destacando as cores amarelas e vermelhas,
além do verde.
Os adereços eram um colar e brincos em delicados cristais pretos.
A Moça vestia jeans em azul escuro, a blusa leve em beige, com uma espécie de avental em preto.
Nem sequer notaram a minha presença, então pude desenhar com a tranquilidade de quem executa um rápido retrato para a posteridade.
DEPOIS DO JOGO.
Na verdade, não gosto de tripudiar sobre vencidos. Longe de mim, tal pensamento.
Mas, os colorados estavam muito chatos, com poses de campeões mundiais por antecipação.
Futebol é futebol, dizem os cronistas e eles devem estar certos, então, por que essa marola toda contra o técnico? Quem não sabe que, todos, temos o “dia do azar”?
Hoje, não era dia dos colorados, só isto.
Tremeram as pernas contra o time do “ me lambuzaram todo”?
Então, menos, né?
Bola pra frente que, ainda tem o 3º lugar, não é o que vocês queriam, mas quem sabe faturam o terceiro, einh?
Às vezes, o Papai do Céu lá de cima fica zangado com “ pretensões exageradas e inoportunas”, aprendam.
E, os cronistas parem de dar palpites furados.
“_Retirem-se”! como diz um folclórico colega de vocês... : )))))
O CORAL de Tenini
(Quadro:Alegria de Viver , acrilica s/tela Tenini.)
O CORAL. Tenini
Já era hábito seu produzir-se em qualquer hora do dia, toda a vida fora assim. Talvez fosse sua veia artística pois desde criança, jovem, senhora ou na maturidade reconhecia-se nela alguém com alegria de viver ou o "joie de vivre" como diziam as amigas
mais viajadas.
Não importa que estivesse simplesmente vestida, cuidava dos detalhes e não dispensava o baton vermelho laranja.
Não era uma linda mulher, mas mesmo na maturidade sua presença era marcante por onde passasse, bares, restaurantes, cinemas, festas, na rua ou no shopping.
Talvez a exuberância e alegria fossem o "algo mais"...Para ir ao primeiro ensaio do Coral não foi diferente, produziu-se , carregando no batom vermelho.
Amava a música assim como todas as artes. Sua voz era de soprano mas deixara o estudo do canto quando o pai morreu e agora, ali estava ela retornando ao canto, através do coral,
para o qual fora especialmente convidada.Na primeira reunião verificou que a grande maioria era constituída de casais já maduros como ela. Foi o primeiro impacto.
As mulheres casadas por terem medo de viúvas ou das mulheres sós, não fugiram à regra: não esconderam a desconfiança para com a recém-chegada.
Os maridos olhavam curiosos a nova integrante do coral, fazendo secretas avaliações...Ela deu de ombros, descontraída e segura de si, foi cumprimentando a todos principalmente
as senhoras presentes, por uma questão de cautela.
Logo percebeu um corôa com certo charme, que a olhava de modo insistente. Ela olhou suas mãos e percebeu uma grossa aliança na mão esquerda. Além do mais, tinha
estatura baixa. Pensou, os homens de sua vida sempre haviam sido mais altos do que ela... E casado para ela... era Frankenstein !
A bem da verdade, ela bem que gostava de miniaturas, haja visto que seu cão predileto era da raça Pinscher ou Poodle.
Possuía um que era uma gracinha pois gostava de cantar junto com ela,trechos de ópera. Certo que os uivos do cão a atrapalhavam mas não dispensava as gargalhadas
que o cãozinho lhe proporcionava.
No 2º ensaio, à noite de uma segunda-feira, o grupo estava reduzido. Muitos dos homens compareceram sem as esposas.
No intervalo viu-se cercada por eles e o papo seguia na maior alegria e descontração. .. "Que alívio, pensou ela. Como as mulheres são venenosas."
Mas ela estava ali para cantar e não para outras coisas, pensou.Na saída, o baixinho adiantou-se aos demais e ofereceu-lhe carona. Ela não viu nenhum mal em aceitar o convite.
Quando chegou ao carro percebeu que não era um Fuscão preto, mas um fuscão dos anos 60..."Não faz mal," pensou, afinal estava no Coral para cantar e não para outras coisas...
No trajeto, o baixinho foi mostrando lugares, apontando para a casa onde nascera , desfilando reminiscências de infância.
Já próximo à casa dela, o baixinho lascou-" -Despois do ensaio seria bom a gente tomar uns chopp"-O que? perguntou ela.-"Despois" do ensaio,repetiu o baixinho."
O entusiasmo dela desceu a zero. O cara podia ser pobre, casado e ter todos os defeitos do mundo, mas aquele "despois" ficou martelando na cabeça dela como porretadas.
Não, aquele baixinho não era o "esperado". ( Esperado de quem? perguntou-se...)Afinal, não estava no Coral só para cantar e não para outras coisas?
E foi assim que ela desistiu do Coral, pois concluiu que os ensaios não eram lá essas coisas...
Ilustração- flag. noshopping-dia09122010-aquarelaTenini
COM O GRÊMIO ONDE O GRÊMIO ESTIVER...
Aquele jogo do Goiás mexeu com a torcida gremista.
Torceram até o fim contra o time brasileiro para conseguir a vaga na Libertadores. Deu certo. Ganharam a vaga!
No dia seguinte ao jogo, parecia até que o Grêmio havia jogado e ganho a partida, pois o Shopping Barra Sul, principal reduto de colorados, azulou...
Eram tantos os torcedores que passaram por ali que resolvi imortalizar o momento, desenhando quem estivesse próximo. O jovem visado nem estava com a camisa do Grêmio, a bem da verdade vestia vermelho, mas como o ambiente todo era azul, ele aparece na cor...
Momentos são momentos, apenas, agora, quero ver meu time nos próximos jogos, como se comportará?
Renato está indócil, sabe que vale muito e o faro dos treinadores não rejeitam paradas, nem propostas...
Mas tenho fé que os dirigentes do Grêmio saberão enfrentar o desafio de aumentar e muito, as rendas do clube.
Para colaborar, vou me associar ao clube... toda de azul : ))))))))))
O NAMORADO CERTINHO.
Por ter convivido com irmãos que seguiram a carreira militar, por opção de minha mãe que era filha de um
Coronel do Exército, reconheço, de saída, quando um jovem é militar.
Pois aquele jovem sentado de costas e que tomava lanche com a namorada, me pareceu ser alguém com características de “certinho”... ou por outra, seria cadete ou Aspirante a Oficial,
pela idade, provavelmente do Exército .
Tinha o corte de cabelos característico, mais cheio em cima e da metade da cabeça para baixo, corte zero.
Vestia uma camisa listrada em azul e branco, com jeans. Sapatos, no modelo social.
Perguntava alguma coisa para o garçom, provavelmente sobre trajetos, o que me faz supor que não fosse daqui.
Por que, os militares são certinhos?
Porque foram instruídos nas Escolas Militares a serem certinhos em tudo, no comportamento, nos pensamentos e seguir por esse rumo, a vida toda. Aprendem a amar o Brasil,
acima de tudo e respeitar a autoridade constituída, ainda que ela não seja aceita no meio militar.
Tempos duros o que os militares estão vivendo, em todos os níveis da sociedade atual, e o mais sensato seria entortar o pêndulo da conduta de certinho para o da rebelião por tudo
que nos rodeia.
Ou quem sabe, dar um tchau para a carreira militar e viver solto por aí, mas conheço alguns que fizeram isto e se deram mal. Vociferam e não se entrosam, acabam falando
sozinhos, num mundo em que a retidão, ter caráter está fora de moda.
EM DEFESA DOS MÉDICOS.
A notícia ficou martelando nos meus ouvidos. Um médico do interior fora preso
porque estava cobrando por fora, os atendimentos que fazia pelo SUS.
Não estou defendendo as atitudes dos médicos que cobram por fora, não.
O que precisa ser dito e repisado é o baixo piso salarial de todos trabalhadores públicos na área da Saúde, inclusive dos médicos.
Comparem os salários de um promotor, procurador de Justiça ou de Juízes com os dos Médicos? Os trabalhadores da área da Justiça, inclusive os administrativos ganham altos salários, muito superiores aos dos profissionais da Saúde.
Nem vou falar nos altos salários, que estão sendo pagos como “ cargos de confiança” para correligionários do Partidão, além de outras classes
de servidores que recebem melhores salários e que são justos.
Injustos são os tratamentos dados à Saúde e à Educação.
Até os planos de saúde exploram a classe médica porque cobram altas contribuições dos associados e pagam muito mal os prestadores de serviços.
Quando o associado precisa do plano de saúde, encontra todas as barreiras possíveis por parte do tal plano para eximir-se de pagar até simples exames.
O que precisa ficar claro para o Governo , que deveria controlar esses abusos, é que quando os associados pagam , exigem que os atendimentos médicos
sejam de primeira qualidade , já que estão pagando por uma assistência complementar e não semelhantes ao SUS , em que você tem de esperar meses
para uma consulta médica.
Esses médicos, sim, não podem cobrar por fora porque os associados já pagam valores, às vezes exorbitantes, como os Idosos, que são penalizados por viverem mais. O trabalho na área da Saúde é árduo e ingrato. Os médicos lutam diariamente para salvar vidas dos pacientes e, muitos, são dedicadíssimos.
Quanto aos pacientes do SUS, há pessoas com altas rendas que sonegam, tanto ao Imposto de Renda, como ludibriam a entidade governamental ,
habilitando-se nos atendimentos e concessões de remédios que deveriam ser distribuídos apenas para os de baixa renda.
Entendo que estes problemas poderiam ser detectados pelos Assistentes Sociais que trabalham na área da Saúde e, deveriam ser implementados estudos
sociais de cada caso para estabelecimento de pagamento percentual nos serviços prestados, quando constatada a alta renda do usuário e ausência de planos
de saúde complementares.
Isto melhoraria os salários e os serviços médicos . Os plantões ficariam menos congestionados porque tem muita gente tomando lugares nas filas
para problemas não urgentes.
Quanto ao médico que foi preso, penso que que os responsáveis pelas entidades associativas da área médica, também deveriam ser acionadas
como cúmplices por nada fazerem em benefício de sua classe como a de pressionar os Governos para que estabeleçam pisos salariais justos e dignos para todos que labutam na área médica. Estou sendo muito exigente? Pois é... : )))))
NO MUNDO DOS BICHOS...

Pois eu estava distraída quando vi na TV, um cara sorridente, claro, a essas alturas dos acontecimentos no Brasil, quem sorri são os políticos...
Pois o tal cara tinha o aspecto do gambá aqui de casa e que a minha secretária chama de “raposa”... Bem adequado, não?
Tenho observado que os humanos, cada vez mais se parecem com os animais, o que parece anunciar que estamos involuindo até voltarmos aos tempos das cavernas.
Quanto a mim, sempre me achei parecida com leoa e já sei que meu destino é caçar para Leão coçar as barbas.
No embalo desta conversa, conheço um outro cara que tem o rosto quadrado e se parece com touro porque bufa, mesmo ao natural.
Costuma jactar-se de ter tido 54 mulheres até agora, pois já tem exatos 65 anos enveredando pelos 66. Mas ele não se deu conta é que somando tudo ele já porta
honrosamente 54 chifres...
O que ele chama de belezas incomparáveis das mulheres e princesas que passaram pela sua vida, as que eu conheci eram verdadeiras buchas para canhões,
o que vem provar que ele deve estar delirando...
Quanto ao fato de a Princesa Diana ter dado “aquele olhar” para ele, me faz lembrar uma conhecida minha que, depois de um porre, ligava a TV e conversava com o Silvio Santos...
Assim caminham os tempos em que mentirosos têm medo até das próprias sombras, posam de touros mas não passam de ratinhos...
O ESPELHO.de Tenini.

Ah... esse espelho
que só reflete
o lado que me gosto.
Se por acaso
flagro o lado obscuro
da minha imagem senil,
mudo logo de pose
e a boca escancaro
num estudado esgar.( onde o sorriso?) -
"Vou colocar mais luzes nesse espelho..."(penso!)
Tiro os óculos,só nebulosidades percebo...
Sorrio para imagem adivinhada.
"Aquela ali,sou eu", digo pra me convencer.
-"Esse espelho está precisando reforma"( penso carregando o cenho.)
O espelho estático e mudo
se abisma da minha pretensão e,
num relance,
a terceira parte do espelho
descerra e me devassa.
_"Esse espelho está manchado pra caralho"( penso)
Quem ali vejo?
Uma bruxa!Com mil sulcos e papadas a desandar...
_"Ainda quebro este espelho", decido!
Cerro os olhos pra não ver
,desiludida.
Ante tanta ousadia,saio de fininho,
bato a porta com força e sussurro,
assim, entredentes:-
" Vá pras pontes de Paris!!! (Ploftttttttttttscrackkkkkkkkkkkk, pléin!responde o espelho)
E o espelho estilhaça-se em mil pedaços...
OUTRO EU- des. Tenini
A FELICIDADE DE CADA UM.
Como artista, sou bastante conhecida no meio em que circulo, ainda que, há tempos, não frequente grupos de Arte.
Muitas vezes quando vou ao café, pessoas me procuram para falar de si mesmas e eu as escuto com atenção e simpatia. Para mim não é difícil ouvir pessoas porque devo ter
entrevistado mais de 30.000 pessoas, quando no exercício da minha outra profissão, a de Assistente Social.
Nesta semana fui saudada por duas senhoras que residem na zona sul e me conhecem como Artista.
A mais velha, de 89 anos e a filha, com mais de 60 anos.
Pertencem à alta sociedade pelos relatos que me fizeram.
A mais jovem era magra e bem proporcionada, mas confessou que estava muito descontente por ter engordado quatro kgs. Alegou, ainda, que o busto estava grande para seu gosto
e pretendia fazer cirurgia para diminuí-los, como suas amigas próximas haviam feito.
Argumentei que as meninas estão colocando silicones nas mamas para ficarem com bustos avantajados, já que os novos tempos determinam que o sexo deva ser explícito e a provocação
à sedução faz parte do contexto da sociedade atual. Mas ela pareceu não estar de acordo, como eu também.
Confessou que frequentava diariamente festas na sociedade, por imposição do destaque que o marido exercia e que curtia produzir-se e parecer mais jovem. Na realidade, quem a visse
não daria mais de 45 a 50 anos.
A mãe confessou que era muito feliz porque suas filhas eram ricas, como ela sempre fora e tinham “carrões” (expressão que ela usou), mansões em Gramado, nas praias daqui e de
Santa Catarina... e que curtia sair com as netinhas num desses carrões, com TV a bordo...
Ambas sorriam o tempo todo e estavam felizes com seus próprios destinos.
Fiquei a pensar, será que tudo é sempre felicidade, o tempo inteiro, para algumas pessoas?
Eu tive uma educação em que fui estimulada, desde muito cedo, a trabalhar e conquistar a minha própria subsistência, como descendente de imigrantes. Nunca almejei nada do que
tenho hoje, pois tudo foi conquistado, aos poucos, com o meu trabalho e do meu marido.
Não tenho casa em praias, nem na serra, mas tenho esta, onde moro.
Neste lugar me sinto plena, com a vista maravilhosa que Deus me deu, com meus animais de estimação, os pássaros da minha rua e os verdes que me cercam.
Só um desejo: que minha filha retorne, um dia, porque aqui ela foi e será feliz sempre.
E que minhas netas possam usufruir não as coisas materiais que se acostumaram a receber, mas o que Natureza nos proporciona, dentro de um panorama divino que elas ainda não
têm condições de avaliar.
Bens materiais são frágeis como um leve arbusto ao vento e desaparecem, se não soubermos protegê-los.
Aqui elas aprenderão a amar os verdes, os pássaros, os ventos ora calmos ora fortes que nos assustam... porque tudo isto, enriquecerá a vida interior de cada uma e este será o Bem
maior que podemos deixar e que ninguém poderá roubar.
Não creio que a Felicidade esteja sempre à mão, desde que haja muito dinheiro para usufruir.
O dinheiro pode ajudar na euforia do Ser Importante, mas isto, além de não ser tudo, é passageiro.
Estou convencida que quando passamos nossas imagens aos outros, talvez usemos máscaras como Venezianos, numa efêmera euforia de Carnaval, porque a Vida é o Grande Teatro
e o Mistério de todos nós.
A PRIMAVERA E A DONA SABIÁ.
Ontem eu estava conversando com meu sobrinho na sacada aqui de casa, quando a minha amiga Sabiá
pousou num galho do abacateiro e começou a entoar um belo canto. Não tinha medo pela nossa presença e continuou seu mavioso chamado por longo tempo.
Deduzi que ela chamava os filhotões e o marido para o banquete dos mamões que estavam ali na sacada.
Mas eles não vieram.
Aliás, eles devem ter trocado os mamões por outros frutos de árvores nativas e que existem em penca pelas redondezas, porque ao fim da tarde os pedaços das frutas estão
apresentando poucas bicadas, ao contrário de alguns dias atrás, em que devoravam até as cascas.
Onde andam os filhotões? Como os nossos filhos, estão descobrindo o mundo lá fora e já não obedecem aos chamados da Mamãe Sabiá.
Então, ela voou e se perdeu no horizonte.
À tardinha, percebi o marido de Dona Sabiá, bem nutrido e bonito, pousando na sacada para beliscar os mamões que ainda estavam no mesmo lugar.
Mas, ele estava só, provavelmente porque Mamãe Sabiá estava longe, voando à procura dos filhotões que com tanto carinho ela criou com os mamões que continuo a colocar
na sacada aqui de casa... quem sabe ela consiga trazê-los de volta, ao antigo ninho? Eu ficaria feliz, muito feliz por ela.
O MINEIRO.
O desafio do grupo de poetisas da Internet era tirar palavras de um Sopão e fazer um conto.
Aceitei o desafio e escrevi o “sopão” abaixo...
O MINEIRO.
Benedito, sentado no vaso da toalete da pensão onde morava, ruminava pensamentos. Morador no interior mineiro, aos 40 anos ainda não casara, nem sequer era um pai solteiro
como muitos. Não que fosse infértil, mas não tinha sorte com as mulheres.
A bem da verdade, se achava horroroso. Resolvido o problema com o vaso, levantou-se e decidiu fazer a barba, pois fora convidado para uma festa na casa da Joaninha, um puteiro
da cidade.
Aceitara o convite porque seguia o “paradigma” de que “ em rio que tem piranha, jacaré nada de costas...”
Gostaria mesmo era de ir a um baile, onde pudesse usar máscara. Tinha complexo de seu nariz. Se pudesse reduzir o naso que a genealogia o tinha brindado, agradeceria ao santo
de sua devoção, São Benedito,pela graça alcançada. Ao fazer a barba, machucou-se justamente na ponta do nariz e teve de botar merthiolate no corte, deixando-o pesaroso.
Seu diformismo era de estarrecer!
Consolou-se, não era corrupto como certo político que conhecia e sim, um trabalhador de campo que sabia dirigir trator .Não iria sub-rogar atenção especial de ninguém, pensou.
De repente sentiu-se uma raridade, havia tantas mulheres para um homem que teve um pensamento otimista: “ em tempos de vacas magras até um carangueijo como ele tinha chance.
Animou-se: substituição do nariz? Nem pensar...
DA OUTRA...
Tenho conhecido algumas “outras” que se relacionaram em algum tempo com homens casados.
Na velhice, não as invejo. Os romances acabaram e hoje elas estão amargando situações de desamparo pelas atitudes que tomaram, todas com personalidades semelhantes
no desapreço às regras sociais e morais.
Concordo que não haja regra sem exceção, mas a grande maioria está nestes casos que venho observando.
Há algum tempo, quando frequentava o shopping com outras amigas, conheci uma dama que foi rejeitada pelo marido que a trocou pela “outra”.
O ex-marido e a “outra”, passeavam seguidamente por ali, de mãos dadas e no maior enlevo. Afinal , “ele” desempenhava importante e rendoso cargo público e era abonado
em recursos financeiros, o que deve ter atraído “outra mais jovem”, coisa comum hoje em dia, onde oportunistas proliferam...
O lamentável de tudo isto eram os netos do cidadão que assistiam o avô passear com “a mulher desconhecida” e não compreendiam o descaso dele para com a família.
Mas o tempo passou e o referido cidadão teve um derrame ficou com o lado esquerdo paralisado. Então, passamos a vê-lo, apenas, com uma atendente hospitalar, que o conduzia
em cadeira de rodas e, posteriormente, amparado por ela claudicava vagarosamente porque a locomoção do paciente apresentava lesões que nem a fisioterapia poderia recuperar.
Na sua fisionomia, a amargura da solidão...
De vez em quando, a “outra” era vista com eles, mas sempre ao lado da atendente e não do antigo amante. Por que ela nunca conduzia a cadeira de rodas ou passeou com o amante
como fazia antes? Estaria cuidando das “finanças’ do velhinho passando para seu nome tudo que podia ?
Hoje, o casal desapareceu do shopping e concluímos que ele tenha morrido.
Outro caso semelhante aconteceu com um viúvo e, soubemos pelos familiares dele que a “amante jovem” mancomunada com o marido de quem se dizia separada, estava transferindo
para a conta dela, todos os bens do amante, interrompidos pelas providências tomadas pelos familiares dele para que ela fosse proibida de entrar na casa e de gerir os bens do viúvo,
por ordem judicial.
Infelizmente, a amante recorreu e restabeleceu seu domínio sobre o velho doente, onde as próprias filhas dele assistem, espantadas, a decisão judicial .
Enfim, o dia a dia, apresenta novos tempos em que você se depara a toda hora com anciões acompanhando mulheres jovens, com filhos pequenos.
Se você se detiver nos aspectos dessas jovens, verificará o enfado quase desprezo pelos velhos que as sustentam.
Então, me parece que tudo é uma questão de preço e de subsistência, já que empregos e homens mais jovens que possam sustentá-las estão difíceis, então passam a contar com
a proverbial parvoíce do homem que passou dos 60 a caminho dos 70...
O que o homem deve tomar consciência é que aos sessenta anos ele parece bem mais velho do que é, ao contrário das mulheres atuais que aparentam ter menos idade.
Então, não deixa de ser ridícula a sua postura como sedutor. Sedutor, sim, mas com certo Poder nas maõs para comprar mulheres jovens...
AS MULHERES DE CABELOS NEGROS. ( ilustração; flag. as mulheres de cabelos negros no shopping- des. Tenini)
O grupo de três mulheres de cabelos negros chegou ao café por volta das 16 horas.
A jovem sentou-se na cadeira em que eu pude observá-la bem, as demais, creio que eram sua mãe e sua avó materna porque todas tinham traços semelhantes.
A mãe e a avó tinham os cabelos pintados em negro, o que dava aos mesmos tons opacos, resultados das tintas, especialmente, as de cores negras ou escuras.
As fisionomias ficam pesadas e graves, quando as mulheres já sejam maduras.
Quanto a jovem, seus cabelos eram de cor natural, quase negra, com alguns fios castanhos escuros.
Conversavam entre si e pensei que pudessem ser do interior do Estado em passagem pela Capital.
Não estavam na maior alegria e a jovem apresentava um ar meio contrafeito.
Estaria estudando em alguma Faculdade de Porto Alegre? Talvez estivesse recebendo visitas da mãe e da avó, alterando sua rotina de estudos e diversões.
Claro, tudo são hipóteses, mas não descartei que todas estivessem aqui para exames médicos .. ou ,quem sabe, seu pai estivesse hospitalizado, afinal,
tenho percebido que acompanhantes de doentes internados no Hospital Mãe de Deus, costumam almoçar ou lanchar no Barra.
Enquanto eu desenhava e tentava montar uma história para as três mulheres de cabelos negros, lembrei do tema teatral de uma peça de Garcia Lorca... Bernarda Alba, que gira
em torno de uma matriarca centralizadora e dominadora que maneja as filhas em torno dela, constituindo um feudo familiar onde a solidão tece a trama dramática dos personagens.
Bernarda Alba foi a última peça teatral escrita por Federico Garcia Lorca antes de seu fuzilamento na Espanha.
Somente, depois de um bom tempo após sua morte, foi levada aos palcos com grande sucesso.
UMA ARTISTA DO SÉCULO XVIII
Ao acessar o Face book, deparei com uma artista italiana que está divulgando as maiores artistas mundiais de todos os tempos.
ELIZABETH VIGÉE LE BRUN, tem sido pouco divulgada no Brasil, pelo menos, o seu nome não é tão citado entre as artistas mulheres.
No entanto, ela foi uma artista francesa que pintou a Rainha Maria Antonieta, em seu apogeu, inclusive os principais príncipes, nobres e damas
da corte real daquele tempo.
Como era muito amiga da Rainha, quando ela foi presa, tratou de fugir da França e foi para a Itália, Áustria e Rússia.
Filha de pintor, seguiu seus passos e, desde a adolescência começou a pintar retratos, profissionalmente, que faziam muito sucesso.
Nascida em Paris, em 1755, aos 21 anos casou com Jean Baptiste Le Brun, pintor e comerciante de arte.
Em 1783 foi aceita como membro da Academie Royale de Peinture et de Sculpture, como pintora de alegoria histórica.
Em todos os países em que esteve, foi inscrita pelas Academias de Artes locais.
Reproduzo estas informações porque adoro retratos de arte pictóricos e, não estou errada porque os maiores lances do Mercado de Arte Mundial são dados para retratos
realizados por grandes pintores da Arte Universal.
O retrato, da Fotografia, por mais que tenha alcançado sucesso no mundo atual, jamais suplantará os retratos que foram pintados à óleo ou mesmo acrílica, pela perenidade da obra.
Ainda hoje , retratos, pintados a oleo ou em acrílica são de alto preço.
Assim, recomendo aos que curtem a Arte do retrato, acessarem a Internet e conheçam, também, as maiores artistas mundiais que têm sido pouco citadas, mas que realizaram
grandes trabalhos, na época em que viveram.
" SÓ OS COVARDES SÃO VALENTES
COM AS MULHERES. José Hernandez em La vuelta de Martin Fierro."
" O NÚMERO DOS NOSSOS INIMIGOS CRESCE EM PROPORÇÃO
AO AUMENTO DE NOSSA IMPORTÂNCIA. O MESMO OCORRE COM O NÚMERO DE NOSSOS AMIGOS. PAUL VALÈRY ( poeta e escritor francês)"
(Cristo Amigo desenho Tenini)
Meu Deus! Senhor, que amais e conservais a Paz e a Caridade, dai a todos os nossos inimigos, a verdadeira Paz de que
carecem, concedei-lhes a remissão de todas as injúrias e maldades e, por vosso Poder, livrai-nos de suas insídias.. Por Nosso Senhor. AMÉM.
MAESTRO KARABTCHEVSKY x ROBERTO D’AVILA.
(Ilustração MUSICAIS- des. Tenini)
Hoje, vou falar sobre um assunto muito sério, referente à Cultura.
Sou de um tempo em que a Prefeitura local tinha uma Banda Municipal que se apresentava
em ocasiões festivas na Praça da Matriz, com repertórios de Músicas internacionais clássicas e populares e o povo acorria em massa para assistir.
Meus pais me levavam aos Concertos em que todos ficavam maravilhados com as apresentações clássicas e populares em plena praça, especialmente durante o Verão.
Os anos passaram, modificações foram feitas e a Cultura quase desapareceu das intenções municipais, sobrando apenas, poucos Museus ou Teatros mal cuidados, espalhados
pela cidade.
Temos a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), que hoje faz parte do acervo do Estado porque não conseguiu construir um prédio para suas apresentações.
Entretanto, até agora, estudos para a construção do prédio não passam de informações esporádicas.
O Maestro Isaac Karabtchevsky, que era o Regente da Ospa, cansou de esperar, pediu para sair.
Domingo, através do excelente e único apresentador que se preze , O Roberto D’Ávila, em suas Conexões, entrevistou o famoso Maestro que discorreu sobre sua vida profissional e,
deixou, nas entrelinhas, que apenas por 3 vezes desistiu de reger Orquestras, certamente não por causa de músicos...
Realmente, não temos sido felizes com Governantes que entendam a Cultura como ela deva ser compreendida e entendida de que ela é uma mola propulsora para o progresso
cultural de um povo, especialmente a Música, porque penetra no íntimo das pessoas, explorando suas emoções e tornando-as sensíveis como seres humanos.
A Cultura, que abrange as Artes em geral, promove o Turismo, tão necessário para arrecadação de recursos governamentais. Devemos lembrar que estamos perto de outros
países sul-americanos e que nos visitam assiduamente e precisamos incentivar estas visitas, ampliando o leque cultural da cidade.
Karabtchvesky afirmou que a música é divina e ele já teve oportunidade de presenciar que ao ouvir Bach, uma criança carente começou a chorar...
A crescente onda de criminalidade entre jovens assusta pela ferocidade e temos de pensar já, em estancar as origens desses problemas, através da sensibilização e a Cultura
deveria estar inserida nos projetos sociais das comunidades carentes.
A Música clássica não deve ser entendida como elitista, pois quanto melhor o sistema educacional de um povo mais acessos a ela serão buscados.
Karabtcheveski não vê diferença entre a musica clássica e popular, pois ambas fazem parte da fonte universal da Música.
Porto Alegre carece urgente de Banda Municipal, de um Teatro belo e amplo que abrigue um Corpo de Ballet Municipal e que sirva para Teatro, Concertos e shows de grande porte.
Prefeitos se revezam e nada foi feito para sanar os problemas. Houve até um Partido que ficou mais de 16 anos no poder e pouco fez para as Artes em geral, a não ser por aquelas
que pudessem ser manobradas politicamente.
Mas a Cultura deve integrar recursos federais, estaduais e municipais.
Se eu pudesse gritar para que todos ouvissem, eu o faria, a plenos pulmões:
Governantes ! É indispensável e urgente, o substancial aumento de verbas oficiais para os projetos que visem a Construção e Manutenção da OSPA, de um amplo Teatro e da
formação de um Corpo de Baile Municipal !
É o mínimo que podem fazer em benefício de um povo.
Recursos: Combate imediato às Máfias dos lixos que levam milhões de Prefeituras Municipais.
PARA SERMOS LINDAS NÃO PRECISAMOS SER BELAS.
( Ilustração AUTORRETRATO Tenini)
Sempre me puni com a autocrítica com relação a minha imagem pessoal e que se transformou em timidez.
A primeira pessoa que me fez gostar de mim própria foi o meu marido, que era bonito, inteligente e culto, como costumam ser os Figueiredo Pinto e os D’Ávila.
Eu implicava com o meu nariz que tem a marca dos italianos.
Houve um tempo em que pensei fazer cirurgia plástica para corrigir uma pequena elevação central do naso e que com o tempo atenuou.
Meu marido não deixou e me convenceu de que meu nariz tinha “personalidade” ao contrário da maioria , os tais bonitinhos, pra lá de comuns....
Em texto anterior, Um vestido branco e preto, eu me excedi ao dizer que me achava linda. Nada disso, sempre me julguei feia, entretanto, a grande maioria das mulheres
:que conheço me acham bonita e muito inteligente.
Talvez porque não seja desleixada para minha idade. Talvez porque eu seja alegre e animo as colegas do Pilates, que chegam lá com baixo astral. Talvez porque desenho e escrevo
poesias e faço o que me der na “telha”. Talvez porque eu me gosto como sou e jamais falo em doenças, como a maioria.
Ora, eu sempre trabalhei com comunicação, que é o instrumento de trabalho dos Assistentes Sociais.
O fato de trabalhar com a pobreza e com pessoas gravemente doentes, uma vida inteira, sendo confidente de todos os seus problemas, tive de desenvolver, o lado forte da
personalidade para transmitir ânimo e alegria aos carentes de qualquer natureza.
Gosto de me produzir, um traço que herdei das minhas tias paternas.
Ontem, li uma crônica de um famoso jornalista local em que ele dizia que algumas pessoas, embora gordas, não se acham assim e, outras, são feias e se julgam bonitas.
Ora, pelo que tenho observado no shopping, os homens apreciam as magras , mas preferem as gordas para ficar.
Me admiro do tal cronista fazer esta crítica sobre mulheres porque ele também é feio e velho, no entanto, tem uma legião de admiradores (as) e leitores assíduos (as) de suas colunas.O que prova que inteligência atrai mais que beleza.
E ele, além de megalomaníaco confesso, está sempre proclamando que se acha genial em tudo e, a tal ponto, que todos passaram a achar também...
Você sabe, caro cronista, a propaganda é a alma do negócio... você se acha genial e lindo .
Às vezes me pareço com você, também me acho genial e linda para a minha idade, claro, especialmente quando visto aquele vestido em branco e preto...
E, como tenho voz afinada e estudei piano, muitas vezes, cantei e toquei piano nos shoppings e sempre fui muito aplaudida pela galera que passava.
Sou artista completa: desenho e pinto bem...
Portanto, somos bem parecidos, não?
Mais para ridículos, claro, e o importante é que sabemos disso... fomos ridimidos por Pessoa...
 O GALO VERMELHO de Tenini ( 19/11/2010)
O galo deve ter fugido da degola na hora do batuque, que semanalmente se realiza na rua dos fundos da minha casa .
Quem se arriscaria a pegar galo de batuque? Nem eu nem ninguém a quem perguntava.
Assim, ele permaneceu livre, dono da rua e das matas adjacentes, por mais de sete meses.
Já taludo, muitas vezes , eu via o galo pulando de árvore em árvore, livrando-se de algum bicho inoportuno.
Parecia um gavião vermelho, cuja crista ondeava escarlate , feito coroa , sob o sol da manhã.
Gostava de entrar pelas grades do portão para ciscar no meu jardim, aproveitando-se do descuido dos cães, aflita eu gritava: "Xo xô , galinho, xo xô.." para que não fosse apanhado
pela máfia canina.
O galo costumava, ainda, brindar-nos com calorosos e tonitroantes corococós, às quatro de la matina , infernizando alguns moradores sonolentos, mas, a mim, deliciando como serenatas
de Romeu...
Soube que alguns moradores tramavam a condenação do galo. Espingardas de chumbo grosso, facões e até laços de gaúcho foram preparados, numa sentença implacável, mas acabaram
desistindo porque espalhei o boato de que quem se atrevesse a matar o galo, seria vítima de terrível maldição...
Certa vez, pensei em arrumar-lhe uma galinha, de olho nos ovos, mas depois de observá-lo bem, concluí que teríamos maiores encrencas.
O galo tinha um belo porte capaz de virar a cabeça de qualquer galinha metida a besta, mas tinha ares filosofais dos solitários...
Um galo que pensa não é tão comum e uma galinha por perto, cacarejando o tempo todo, convenhamos, perderia a paciência e o bom humor. Mais adiante, teria de aturar brigas de
galinhas às esporadas.
Afinal, sendo um galo espirituoso, não dado a tricas e futricas, acabaria por se indispor com o sexo oposto. Também não tinha vocação para cuidar dos pintos, já que não havia
cerca para agrupá-los, além de ter
de assumir responsabilidades, cassando-lhe a liberdade de ir e vir ... Sem contar que teria de dar mais trepadas do que tivesse vontade.
Um dia, o Galo de Batuque não cantou de madrugada.
Saí à procura pelas redondezas, ninguém vira e, ante a minha insistência, todos olhavam-me desconfiados. Juro que cheguei a ver alguém estalando os dedos. ( pensariam que fosse eu
, a batuqueira ?)
Fiquei a matutar, o galo teria cansado da solidão ? teria encontrado alguma galinha fuleira que o desencaminhara ? Fora pego pela turma da macumba ? Fora um enlouquecido vizinho
que o fuzilara ?
Ou foi parar na panela de algum incrédulo ? Talvez fosse aquele vigia de obra quem papou o galo, porque, logo depois, deu um azarão na vida dele. A firma quebrou, foi despedido
e andou às voltas com a polícia,
por roubo de galinhas.
O certo é que o desaparecimento do galo, deixou-me sorumbática... pois, Meninas, quando se dobra o Cabo da Boa Esperança, cantada de galo, só de batuque mesmo...
18/11/2010- Olá Teresinha,Geraldo Cabral Bastos comentou .
Geraldo escreveu: "Lindas! Amei todas! Amiga vc é puro talento."
O VESTIDO BRANCO E PRETO. (18/11/2010)
No final do inverno, ao passar por uma loja no shopping, deparei com um belo vestido em branco e preto
na vitrina. Ele tinha fundo branco e as estampas em formas elípticas ou arredondadas em preto.
O feitio era exatamente como gosto: transpassado no busto com decote em V...
Ele era próprio para a Primavera porque é de Jersey e tem a saia em envelope.
Não resisti e comprei na hora.
Hoje, ao vê-lo no cabide, pensei: `.
- È hoje que vou extreá-lo!
Quando me olhei no espelho, achei uma glória. Estava linda de branco e preto, além de afinar mais, ainda, o meu corpo...
Desfilei para a minha Secretária doméstica e ela me achou linda com o tal vestido branco e preto.
Cheia de alegria, antegozando o sucesso que meu vestido faria no shopping, tomei um bom banho e coloquei a novidade.
Vocês sabem como é, passado o primeiro entusiasmo, ao olhar no espelho, a gente começa a olhar os “detalhes” e foi num lance desses que eu me apavorei...
Os desenhos do vestido branco de manchas pretas eram iguais aos de uma vaca...
-Não, pensei... Não vou sair com esse vestido porque todos vão rir e me chamar de Vaca Parade...
Ainda estão em exposições em todas as praças da cidade e nos shoppings as tais vacas Mumu pintadas por artistas da minha cidade.
Se eu me aventurar a sair com o tal vestido, além de darem risadas na minha cara, não vai faltar algum engraçadinho para pedir que eu fique abaixada, imóvel, para me apresentar
como a vaca Mumu, a própria dos anúncios da mídia...
Vou esperar que passe o tal evento e talvez todos esqueçam , poderei, enfim estrear o vestido “Cow Parade”, mesmo desconfiada, mas, como diz a minha empregada, me consolando:
“- Não são só as vacas que têm esses desenhos, os dálmatas também...”
A PRESIDENTA E A ZONA SUL.
Foto Tenini - Lago Guaiba à tardinha.
A futura Presidenta do Brasil, Dilma Roussef, esteve neste feriadão,
aqui em Porto Alegre, justamente na zona sul onde moro.
Penso que esta zona se regozija, por ter uma vizinha tão ilustre.
O ex-marido e a filha moram em bairro próximo e Dilma esteve visitando ambos, inclusive curtindo o netinho que deve ter herdado suas qualidades
como guerreira.
A Prefeitura Municipal de Porto Alegre deve se aligeirar em embelezar o trajeto da nossa Presidente.
Não sou das que votaram nela, mas penso que será um orgulho para nossa cidade ter tão importante figura nacional como vizinha, nos momentos de folga.
Embelezar a zona sul deveria ser meta de Governos anteriores da Prefeitura, mas se omitiram de fazê-lo , no entanto, é aqui que o Lago ou rio, como
quiserem, mostra o seu maior esplendor.
É aqui que a Natureza se apresenta rica e exuberante em sons e cores.
Senhor Prefeito, estamos na Primavera, mãos às obras... e que os arquitetos da Prefeitura, debrucem nas suas pranchetas para estudarem a zona sul
da cidade, pois a Presidenta do Brasil deverá retornar muitas vezes, porque é aqui que ela virá repousar de suas atribuladas funções como Primeira Mandatária do país,
a partir de 2011.
E o que poderemos oferecer a ela? Um cenário maravilhoso, certamente, dentro da humildade das nossas posses...
 O HOMEM DO COLETE VERDE poema TENINI
Autor da Obra: Tenini Técnica: aquarela s/cartão.
Hoje, não te quero. Hoje, quero o Homem do Colete verde, o iluminado, que me chame de Amada. Que beba o néctar, que em mim existe. Que me abrace forte, Amigo, amante, abrigo nos meus desamparos.
Hoje, quero ternuras trocar com um homem que dos caminhos saiba… que me fale do amor em seus enredos.
Hoje, Homem-Menino, não te quero. Não quero que me dês, das paletas,
as cores indecisas, ocres, cinzas, nem os azuis ftalos violetas tristes ou púrpuras cardinalícias.
Hoje, quero cores vibrantes, decididas, audaciosas. Cores de vida. Amarelo ouro, o laranja, azul pavão, vermelho paixão. Quero as cores da sobretarde, resplandecidas, neste meu lago, assim, tão dourado.
Hoje, Homem-Menino, não te mostrarei a senda maravilhosa nem pela mão vou te levar à estrada das Esperanças onde escondidos estão os personagens da tua história.
E, na clareira linda que ali vês, à noite estrelas cintilam. Cintilam e brincam, brincam de pisca-pisca…
Lá, não estenderei a branca toalha, nem servirei o mais raro vinho, nem te darei o caramelo em forma de coração…
Hoje, não quero sombras no meu coração. Quero que Deus me proteja do Homem-Mentira, mente ambígua, dicotômica, dos conluios traiçoeiros, do mais mortal veneno…
Hoje, quero o Homem… o Homem do Colete Verde, o Iluminado, um homem com H maiúsculo!
(TENINI)
QAuadro- Desenho em técnica mista ANÁLISE- de Tenini
A NATUREZA E O MEU VIVER.

Raro o dia em que algum pássaro ou borboleta não adentre o salão da minha casa, em cujas janelas muito amplas, visualizamos a mata e o lago.
Ontem, vi algo se debatendo entre as cortinas, então, surpreendi um mini beija-flor verde cintilante, aflito, em busca de liberdade.
Com cuidado consegui apanhá-lo entre as mãos e levei-o até o vão da janela para que voasse livre.
Logo percebi novo rumor entre as cortinas, lá estava outro beija-flor , maior, na cor azul noite cintilante.
Uma lindeza que fiquei a admirar por um segundo, mas novamente repeti o gesto anterior.
Conclui que poderia ser um casal que buscava abrigo dentro de casa, mas não contava com a cortina que os aprisionou.
Fiquei feliz por vê-los livres, voando em busca do horizonte azul...
Assim como eu e meu amado, um dia, buscamos a liberdade que sonhávamos, mas juntos pela vida afora.
A SOLIDÃO DO PAPAI NOEL.
Uma loja do shopping contratou um Papai Noel para ficar postado defronte ou nas imediações da loja.
Mas, ontem eu surpreendi o Papai Noel em profunda solidão, seja porque ainda era cedo ou porque não havia
crianças para alegrá-lo, certamente por causa da hora.
Nem Papai Noel está livre de uma depressão, foi o que conclui.
Mas, o tal Papai Noel, conta, de vez em quando, com a presença de uma jovem vestida de Mamãe Noel, que na verdade, deveria ser a Neta Noel...
Aí, ele fica falante e alegre... como um amigo meu, metido a Don Juan, atravessando a menopausa masculina, há horas...
Mas o nosso Papai Noel não portava o Saco de Presentes e todo Papai Noel que se preze, deve ter ao seu lado um enorme saco com brinquedos,
nem que sejam fictícios...
Talvez, por isto, nosso Papai Noel estava em depressão, os tempos não estão fáceis, nem mesmo para o velhinho do Natal que está preferindo, por enquanto,
perder-se em elucubrações matutando um jeito de arrumar dinheiro para comprar presentes para encher o saco , logo mais ,em dezembro, distribuindo
para os netinhos (as) que se portaram bem, durante o ano.
Eu também tenho os mesmos dilemas já que banquei o ano todo de Vovó Noel , e agora, meu cartão de crédito está estourando...
 Ilustração- Olhar jacarandá de Tenini
A CARMEN DE PORTO ALEGRE.
Ela não se chama Carmen, mas Katia Suman, mas pelas atitudes e pela sua personalidade
parece a personagem da opera de Bizet.
Há algum tempo, critiquei seu desempenho como apresentadora por não deixar os entrevistados falarem assim como a apresentadora de certo programa de São Paulo, do GNT.
De lá para cá , houve uma mudança no desempenho da Kátia, elogiável.
Hoje, é um prazer ver o seu programa na TV-COM, pois além de simpática e risonha está deixando os entrevistados a vontade.
Parabéns, Kátia. Você evoluiu e pode evoluir muito, como ser cogitada para apresentar importantes programas no Rio e São Paulo porque sua personalidade é inconfundível e autêntica!
Já, a apresentadora daquele programa de São Paulo, continua a mesma. Acha-se dona do programa e, raramente, seus convidados podem abrir a boca, apesar de serem importantes
dentro do cenário artístico, científico ou televisivo.
Quanto ao programa local , que apresenta músicos da cidade, fiquei pensando que a antiga Hora do Calouro das rádios locais, se transformaram em apresentações televisivas ,
sem o mínimo pejo , livres do gongo de antigamente. Uma evolução, sem dúvida, de acordo com os novos tempos.
Mas eu ressuscitaria a Hora do Calouro, com gongo e tudo.
Foi por ali que surgiram grandes nomes da nossa música popular.
Me desculpem os que discordarem. É que estudei música e tenho ouvido afinadíssimo...

Ilustração; releitura de Dali ( Daliporaqui) de Tenini CONVIDO A TODOS A ACESSAREM: http://terecanini.blogspot.com onde continuaremos a divulgar nosso trabalho, quando falharem as postagens no Terra.
Releitura de Dalli por Tenini- des. técnica mista)
A SENHORA PRESIDENTA.
Eleita Dilma para Presidenta só nos resta, como cidadãos da oposição, desejar um governo justo para todos e não para as maiorias
sociais de carentes porque elas dependem de todos os outros segmentos da sociedade e não seria inteligente de sua parte que continuasse a repassar auxílios sem tomar medidas
saneadoras evitando que se eternizem os problemas de subsistência da população carente.
E só a área técnica, sem influência política, poderá estancar abusos e atingir estas metas.
Quem acredita que o manuseio de verbas repassadas à população carente, por políticos, não tenha servido para os exercícios de atos de enriquecimentos ilícitos? Experiências anteriores
são exemplos dessas práticas.
As classes A e B foram rebaixadas como era o intuito do governo trabalhista, não só isto, os descontos governamentais penalizaram de tal forma os salários dessas classes sociais
que não há mais como continuar tais desfalques salariais.
Cabe agora, ao novo Governo, voltar os olhos para a classe dos Ricos dominantes, especialmente os do Nordeste do País, para que não continuem a alargar seus poderios econômicos sem nada
contribuirem para os cofres públicos e às suas regiões onde o povo está faminto por falta de oportunidades de trabalho.
Esta será uma luta entre Leões, do que cobra e do que deve. Entre o que arrecada e o que lesa e sonega escancaradamente. O Imposto de Renda deve voltar seus olhos para os Grandes
e não para os assalariados de fácil controle, como até agora.
Não desejamos o fracasso da senhora Presidenta, como muitos, ao contrário, mas tememos pela sua fragilidade inata ao sexo, para que não sirva de instrumento para os corruptos
que se esconderam atrás de sua candidatura.
E, eles formam uma legião incontrolável.
O Governo Obama, dos EEUU é um exemplo de que uma grande popularidade pode resultar em profundas decepções, então, não será nada fácil à Sra. Presidenta manter o falso prestígio que a levou ao Poder.
Ela declarou que nos dois primeiros anos, vai governar com técnicos e esperamos que convoque os do Serviço Público que conhecem todos os meandros obscuros dos políticos vorazes.
Será uma medida acertada para afastar os corruptos que já estão rondando os polpudos cargos, como os de elevadíssimos salários ou oportunidades de ganhos ilícitos.
Enfim, o povo deseja que a Primeira Mandatária do país possa contar com o apoio de pessoas sérias ao seu lado e que não busquem apenas “premiar” seus familiares e correligionários.
O Governo do Brasil não é uma Mega-Sena, como tem sido para muitos Governantes anteriores.
Que tenha como exemplo, o Governo de Getulio Vargas, que após a longa ditadura que implantou no país, saiu com os mesmos bens que tinha antes.
Quanto a possibilidade de golpe contra a Democracia, esperamos que Dilma não tente amordaçar a imprensa.
Esta , às vezes, extrapola, mas serve de alerta para as descobertas das fraudes cometidas pelos que assessoram a Presidência da República, em quaisquer de seus níveis.
Portanto, a imprensa sempre terá utilidade para controle de um Governo que desejamos seja honesto e transparente.
DAS ELEIÇÕES. ( 28/10/2010)
As viajantes do flagrante estavam ontem no shopping com malas e sacolas.
Tinham todo tipo de fazerem parte do “staff” da candidata que estava aqui, a de número 13, mas só para contrariar, coloquei na placa da mesa, o número 45.
Número 13, já diziam os antigos, dava um azar danado... e nós, os votantes, seriamos alcançados pelos maus agouros do tal número. Eu, einh?
Mas, hoje, sou eu quem vou viajar à tarde, pela Gol, para São Paulo, mas penso retornar para votar no 45, claro.
Então, até logo e alô, amigos de São Paulo, estou chegando aí para a janta...
TRATAMENTO PARA A PELE.
Eu estava assistindo a um programa de TV, quando foi apresentado um senhor idoso e gordo, que havia
escrito um livro abordando tratamentos especiais para a pele do rosto e que atenuavam ou desapareciam rugas , bochechas caídas etc.
Aí ele entrou em explicações neurológicas ou neuro-físicas do organismo para explicar o seu método que era simples, mas eficiente.
Presenteou aos demais integrantes do programa com uma escovinha para unhas e uma cenoura.
Explicou que como com a idade, depois dos 50, ( algumas com menos ) já apresentam 3 queixos, assim, muitas pessoas iam ficando com cara de buldogue.
O tratamento que ele descobrira era escovar muitas vezes o rosto, no sentido do canto da boca e do nariz para as têmporas...
Para rinite, explicou que a escovadela teria de ser do canto do nariz e da boca até o início da testa até a lateral do rosto... Escovadelas do lado direito e esquerdo do nariz ...
Explicou mais coisas, mas, me perdi na explicação sobre o uso da cenoura...
Como a gente , com a idade, vai se assemelhando aos animais , talvez o autor do livro ache burro quem acredite na sua teoria, daí o conselho de comer cenouras.
Entusiasmada com o tal tratamento, tão barato e espetacular, passei a lixar, não uma, mas dezenas de vezes o rosto para tentar levantar as bochechas, não de buldogue porque não
tenho o rosto quadrado, mas focinho comprido de labradora e também, para aliviar a rinite...
Sabem como estou me sentindo? Maravilhosa!
A pele do meu rosto pode continuar com bochechas caídas e as rugas continuam lá, mas em compensação, ela está ficando tão macia que parece até bumbum de nenê...
Sobre a rinite? Até que melhorou, as narinas só estão entupindo , apenas, 2 vezes por noite...
Não duvide, comece já a escovar suas bochechas de buldogue e veja os resultados... se não der, coma bastante cenoura !
O JOÃO DE BARRO.
( PAINT Tenini)
Há tempos que venho acompanhando o passeio de um João de Barro pela minha rua.
Nunca eu vi o passarinho acompanhado, ele anda só e é muito engraçado.
Não voa, costuma caminhar pela rua em passadas firmes e contínuas. Às vezes, cata algumas sementes ou os verdes que entremeiam os paralelepípedos.
Já caminhei perto dele , que mantém certa distância, mas não demonstra medo.
Acho uma gracinha tal pássaro da minha rua que, acredito, esteja fazendo ninho por aqui.
Não descobri, ainda, a sua morada, mas penso que ele a construiu no meio da mata e não nos postes como costumam fazer.
Se eu estou na janela, ele passa e me olha curioso e segue a sua caminhada.
Pesquisei na Internet e soube que Os João de Barro têm cantos festivos, em forma crescente e decrescente.
A fêmea põe de 3 a 4 ovos brancos a cada 4 meses. O processo de incubação dura de 14 a 18 dias e os filhotes são alimentados durante um período que oscila entre 23 e 26 dias,
depois disso, estão prontos para aprenderem a voar.
O João de Barro é uma ave habilidosa que constrói seu ninho com barro, que se assemelha a um forno, nos postes, nos troncos de árvores e até mesmo em paus dos currais.
O ninho tem aproximadamente 30 cm. de diâmetro e a parede 5 cm de espessura.
É o casal que constrói o ninho e não utilizam o mesmo ninho por mais de 2 estações seguidas.
Esta ave é encontrada na Argentina, Brasil, Paraguai e Bolívia. Vivem em campos sem vegetação muito alta. Preferem os parques, fazendas e em centros urbanos, onde pode fazer
seu ninho em lugares pouco comuns, como o encontro da parede com a lateral de uma janela ou sobre a proteção de lâmpadas da iluminação pública.
Assim, o João de Barro da minha rua é um vizinho que gosta de fazer cooper, principalmente nas manhãs ensolaradas e durante as tardes porque sabe que aqui é um local tranquilo
e com muitas atrações na Primavera, como a Amoreira que nasceu rente ao muro, as pitangueiras, ameixeiras e outras árvores nativas que estão em frutificações à disposição
dos pássaros e humanos que passeiam por esta rua encantada, como nos maravilhosos contos infantis.

DÁ-LHE, GRÊMIO!
Eu estava no café quando dois jovens chegaram e sentaram em mesa do centro. Vestiam camisetas azuis, mas de longe não distingui os dizeres.
Mas, pela cor, achei que eram gremistas. Estavam confiantes e eufóricos.
Ao contrário dos colorados que, até um tempo atrás, viviam ostentando camisetas vermelhas no shopping... só faltando pendurarem nos narizes um piercing>:
”- Sou Inter!”
Cinco jogos perdidos pelo Inter, foi a conta, os vermelhos deram um refresco para os azuis e sumiram do mapa e do shopping.
Ontem vesti preto e azul, em homenagem ao meu time.
Hoje, me esqueci de repetir a dose.
Mas confio no Renato e nos guris do Grêmio. Vai ser 1X0 para o Grêmio!
Só que o Alessandro portenho que estava sumido, apareceu e dizem que vai jogar o Grenal.
É um perigo, Renato!
Segura essa fera portenha., mesmo “desmilinguido” como ele é... tem sangue de italiano.
Mas se o Inter ganhar, será vitória da Argentina e não do Brasil...
Será uma prova de que os nacionais não estão jogando nem bolita... perdem sempre quando entra um argentino...
.No entanto, até aceito um 1X 1....
Mas, aqui de casa, vou torcer gritando:
- Dá-lhe Grêmio! Dá-lhe de goleada...
AlineeFabio Laba O que mais me encanta nessa vida são as pessoas que conseguem fazer da arte
sua forma de expressão, as que conseguem traduzir a vida em forma de poesia e as que refletem sobre o ser humano e o mundo a sua volta. Você faz tudo isso!
Continue sendo essa fonte límpida de inspiração. Bjs, Aline. Rio de Janeiro. BR
A FAMILIA.
A família, nos tempos atuais, nunca esteve tão desagregada, seja por razões de ordem econômica,
seja por razões de desarmonia familiar por questões de temperamentos, como pela interferência das “aventureiras”, hoje em número avantajado pela inexistência de conceitos morais
que estão, cada vez mais, em baixa, ou outras razões como de saúde etc.
Tenho observado dezenas ou até centenas de famílias nos shoppings, mas há sempre um que outro componente familiar destoando do conjunto.
Casais, então, não escondem os visíveis tédios nas relações estampadas nas fisionomias...
Então, a família que eu flagrei ontem, me pareceu perfeita. Todos estavam alegres e se comunicavam na maior integração, revelando que o bom humor estava presente no contexto
familiar.
Fiquei pensando nas razões de tanta euforia. Poderia ser que estivessem em viagem de recreio, ainda que o jovem da esquerda e o menino do centro deveriam estar estudando nesta
hora ou data.
Seriam de Porto Alegre? Todos pareciam estar com roupas simples de andar em casa, como se observa no Rio de Janeiro ou estados do norte.
Mas, eles não tinham as peles tostadas pelo sol como nesses lugares.
Poderiam ser de Brasília, onde os salários são altíssimos e, por isto, facilitando o consumo e diversões com a tranquilidade daqueles que não estão nem aí, para os problemas dos outros.
Quem sabe uma viagem de recreio ao sul ou em campanhas políticas?
O chefe da família tinha os cabelos brancos, bem penteados, parecendo os de poetas , de artistas de músicas eruditas ou, o mais provável, de alguém bem situado no Judiciário Federal...
Poderia, ainda exercer um vantajoso posto de comando na área federal... tão amiga dos seus comparsas...
Poderia, ser, ainda, que estavam festejando algum prêmio da Loto, da Mega Sena ou outro polpudo imprevisto que tenha alegrado a família inteira...
Se nenhuma dessas razões se encaixar é porque a Família é, ainda, a melhor opção para este mundo em desalinho, conturbado pelos novos tempos.
Deixo ao leitor fazer as conclusões sobre este momento familiar de tanta euforia e perfeita integração.
A FAMILIA
DOS PEPINOS.
Paint Tenini
Pois os antigos diziam que pepinos são bons, mas indigestos e que eram alimentos complicados e imprevisíveis.
Minha mãe, quando fazia salada de pepinos, cortava as pontas e esfregava as fendas com as partes cortadas
porque em assim fazendo, tirava o veneno das leguminosas... . Nunca achei lógica no que minha mãe fazia, mas aprendi a não consumir pepinos por medo que fizessem mal à digestão.
Por recomendação de Nutricionista e , através da Internet, pesquisei tudo sobre pepinos e as informações eram favoráveis ao uso deles pela dosagem de potássio, além de outras
vitaminas essenciais ao organismo.
Então, passei a usar pepinos nas saladas e até bem pouco me deliciei com eles, até que encontrei um pepino mal humorado e, ao ingeri-lo , senti um gosto de que havia
entalado no estômago.
Mas não levei a sério o aviso, até que sexta-feira, depois de um almoço comum, regado a suco de laranjas e, como sobremesa, pudim de leite condensado, senti, de imediato, que
a salada não havia me caído bem.
Passei a sentir um gosto forte de pepino na boca e rapidamente tive ânsias de dar cargas ao mar ...
Não só isto, os intestinos, solidários, resolveram dar descargas extemporâneas.
Não havia passado mais do que uma hora do almoço e eu me sentia muito mal, a ponto de deitar-me para repousar...
Um leve sono e depois de uma hora, levantei pronta para sair, como sempre, como nada tivesse havido.
Mas, confesso que algo entalou até agora e a digestão tornou-se difícil e egocêntrica.
Desta experiência, confesso que Pepino, para mim, mesmo que japonês, deve ter algum ingrediente mal humorado que não tolera misturar-se com os demais.
É como uma coisa que, de repente, não se encaixa nos planos dos outros.
Mas, a lógica da minha mãe não estava errada, vendo por um outro prisma, ela dizia que se devia cortar as duas pontas para o pepino não entalar, isto é,
a cabeça e o rabo...
Mas como é uma peça fundamental para a engrenagem, não deixa de ser um pepino a resolver...
Sábios ensinamentos antigos...
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O GERENTE DO CAFÉ.
O gerente do Café é bem jovem e acredito que esteja fazendo Faculdade de Administração.
Anda sempre bem vestido, com penteados modernos e é bastante afável com os funcionários e fregueses.
Faz reuniões seguidamente com o pessoal que trabalha no Café e preenche formulários com frequência
ou executa programas de trabalho com o grupo.
Parece indagar dos garçons as sugestões sobre os alimentos servidos, embora fique preso ao cardápio do Café que é especializado na fabricação
de produtos próprios da Empresa.
Da minha parte, penso que esteja faltando alguns petiscos comuns e básicos para um Café, mas já fui informada que o cardápio terá de ser o da Empresa.
Por isto, os preços são elevados e a grande maioria da clientela fica apenas, nos cafezinhos.
Permaneço fiel ao Café pelo trato que recebo de seus funcionários e gerentes que têm passado por lá.
Sabem que sou uma artista e me tratam como cliente
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