Ao romper da aurora, Violeta percebeu que sua secretária doméstica havia lavado o velho lençol rosa e o pendurara
na árvore do pátio da entrada porque ali o vento e o sol apareciam com mais amplitude.
O lençol foi adquirido num tempo de sonhos, de amores difíceis em que a Esperança não era apenas verde, mas a do rosa do Amor.
Violeta relembrou um tempo de promessas que não se realizaram e o lençol rosa permaneceu fiel, não importa que os anos tivessem passado porque na sua amplidão,
ela sonhara os sonhos mais lindos e ,também ,as ilusões mais coloridas da sua vida e, na bainha do lençol, ela chorara as mais sentidas lágrimas que seu coração pode extravasar.
Ela sorriu quando leu a carta “dele”.
Certo, o destino voltara a pregar peças, de um entendimento distante e etéreo que só vãs filosofias, mediúnicas ou poéticas podiam decifrar.
O lençol rosa ainda estava úmido do sereno da noite, enquanto Violeta se entregava a Morfeu, mas, alguém o espreitou de longe, reclamando promessas não cumpridas.
Violeta não recolheu o lençol rosa porque esperava que um sol abrasante viesse secá-lo e só então, cobriria sua cama com a maciez e o perfume que ele certamente exalaria.
Não importa o perfume que o lençol tivesse, desde que fosse devido a um amaciante de boa qualidade, tais como o Comfort ou o Bijou para que ela se entregasse, sorrindo, aos sonhos
de um tempo que já passou.
O tempo pode não voltar, mas o lençol rosa permanecia fiel ao seu destino, disto ela tinha certeza.
Mas, de repente, Violeta teve uma reação: retirou o lençol rosa do varal, colocou numa sacola do supermercado Zaffari e o colocou na Lixeira, pois chegou a conclusão de que não
valeria a pena gastar tempo com trastes ou inutilidades...
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DAS CARTAS CIGANAS.
Já contei que houve um tempo que, por puro divertimento, dediquei-me a ler cartas ciganas, segundo minha interpretação, tendo em vista a associação de imagens das tais cartas.
E, foi no shopping , entre amigas que relembrei que sabia ler cartas ciganas.
Mas, tão logo, inciei tal brincadeira, surgiram inúmeros clientes de outras mesas do café, que também queriam que lêssemos as cartas sobre suas vidas.
Entre eles , estava um homem magro, moreno, grisalho, razoavelmente bem trajado, com uma grande pasta nas mãos.
Quando olhei para ele, tive certeza de que o conhecia de algum lugar, mas nunca atinei quem fosse.
Sabia que não era uma pessoa da minha vida pessoal, mas aquela imagem ficou martelando na minha cabeça por muito tempo: De onde eu o conhecia? Tenho boa memória para lembranças, mas me falham os nomes ou de onde conheço as pessoas.
Ontem, ao reler um relatório do meu tempo em que estive trabalhando em Hospital, descobri, finalmente, quem era a figura que eu reconhecera no shopping.
Sim, era o tal “amante” da parturiente que eu atendera no Hospital que eu trabalhara, há 20 anos atrás.
Mas não lembro o que eu li nas cartas ciganas para ele e nem sequer o que ele disse.
Pena, porque eu saberia o resto da história contada ,abaixo, em Um caso de Hospital.
Daquele tempo em que dirigi o Serviço de implantação de atendimento social em hospital, tenho uma infinidade de casos interessantes em que a doença faz parte integrante de intrincados casos familiares, de onde penso que é por isto que existem bons seriados de filmes sobre o assunto.
Concluo que a par dos dramas dos pacientes, também, os atendentes; médicos, enfermeiras, psicólogos, assistentes sociais, também fazem parte das tramas que, muitas vezes se entrelaçam , tornando um notável palco cênico para os observadores mais atentos.
Porque o que é a vida, senão um teatro ambulante em que os atores e atrizes, somos todos nós?
COMPANHIA ATLETICA NO BARRA SHOPPING SUL
Senhores Moradores
.Não posso deixar de dar informações aos vizinhos, sobre minhas impressões e demais informações sobre a Cia. Athletica do Barra Shopping da zona sul.
É um complexo que atende a todas as necessidades físicas de qualquer idade, em majestosas instalações e equipamentos de Primeiro Mundo.Vale o sacrifício e dar uma chegada
lá para ver !Sei que a grande maioria dos moradores daqui, trabalham , e não têm tempo para saber detalhes sobre a Academia recém instalada, mas soube que ela é uma filial
de New York, como existem no Rio, São Paulo, Paraná e agora, em Porto Alegre.
Os preços não são baratos, mas compensam!
Então, aqui vão os preços que colhi:
1)Para crianças de 3 a 14 anos, a mensalidade é de R$ 174,00 . anual em 6 x de R$ 349,00; semestral 3 x de R$ 393,00 e trimestral em 2 x de R$326,00
2)De 22 a 59 anos- Mensalidade R$239,00 pelo cartão de crédito; anual de 6 x de R$ 478,00 ; semestral 3x 536,00 e trimestral 2x 447,00;
3)Plano platinum para maiores de 60 anos: Mensalidade de R$174,00 ( com permanência mínima de 3 meses) pelo Cartão de crédito;anual em 6 x de R$349,00;
semestral 3 x de R$393,00 e trimestral: e X de R$326,00; Este plano inclui Pilates no chão.
4)Plano Pilates Original, com todo equipamento de aparelhos; Aula Individual de uma hora:R$ 80,00 por aula sendo sócio da Academia e externo R$92,00Aula de 30 minutos
R$ 45,00 para sócio da Academia e R$ 52,00 para não sócio;Dupla wall grupo R$ 40,00 cada para aluno da cia. e R$46,00 para externo:Dupla mat wall R$ 50,00 para aluno
da academia e R$ 57,00 para externo;Prata- 3ª idade de 30 minutos: R$45,00 para aluno da Academia e R$52,00 para externo.
PS- Deixo de incluir as mensalidades entre 14 e 22 anos porque a atendente esqueceu de me dar, mas os preços aqui divulgados já podem dar uma prévia dos valores.
Quanto ao sócio ou aluno da Academia, ele pode ficar o dia inteiro nas instalações para participar de exercícios e brincadeiras, com ampla assistência especializada.
Esta categoria não paga sequer estacionamento para frequentar a Academia.Espero que aproveitem.
Eu frequento Pilates há dois anos e atesto ser maravilhoso para recuperação de movimentos que a idade vai agravando sintomas , tais como bursites, dores da coluna etc.
A clínica na zona sul que eu frequento é mais barata, mas não segue métodos originais de Pilates, nem tem todos os equipamentos que eu vi na Cia. Athletica.
Entretanto, quebra o galho de modo satisfatório.Um abraço da Tenini
UM CASO DE HOSPITAL
Ela entrou na sala de atendimentos usando roupas do hospital e um chambre por cima.
Fazia parte das gestantes de alto risco , internadas um a dois meses antes do parto.
Era uma mulher de mais ou menos 40 anos, altura mediana, um pouco gorda, simpática, cabelos castanhos e olhos castanhos claros. Sentou-se na cadeira defronte a minha mesa e
confidenciou: -“ Como a senhora é Assistente Social do hospital posso contar um segredo?” Respondi que sim e ela continuou falando: “ Sou casada há 20 anos, tenho 4 filhos e
agora espero este que está por chegar e que não é filho do meu marido.” Parou um pouco para ver a minha reação, mas continuei impassível no meu papel de terapeuta de família.
Então, entrou em detalhes de como tudo aconteceu. Casara muito cedo e o marido era 20 anos mais velho do que ela. Apesar de ser muito dedicado à família, lá pelas tantas
ela começou a enjoar dele e começou a procurar alguém mais jovem porque pretendia abandonar a casa.
De afazeres domésticos, arranjou um “ bico” como vendedora da Avon e passou a sair para a rua , efetuando vendas. E foi numa destas saídas que conheceu um homem, solteiro,
da mesma idade dela, também vendedor de artigos para uma Empresa de médio porte.
Ela disse que se apaixonou de imediato e logo passou a manter relações íntimas com o mesmo, engravidando a seguir.
O marido não sabia de nada e julgou que o filho que ela esperava fosse dele.
Ela queria que o amante visse a criança, tão logo nascesse e me deu o endereço e telefone. Desejava que marcássemos um horário especial para receber o amante.
Achei que seria inoportuno tentar demovê-la da idéia, então ficamos aguardando o nascimento do menino o que aconteceu dois dias após.
Fui visitá-la na Enfermaria e ela me mostrou o filho: era moreno e tinha os cabelos fartos e pretos. No horário de visitas, voltei à Enfermaria e vi o marido da parturiente.
Era um homem razoavelmente bem vestido, rosado, de cabelos brancos e também um pouco gordo. Teria entre os 65 a 68 anos. Entrou sorridente no quarto, beijando a mulher
e acarinhando o nenê que estava nos braços dela. Quem visse de longe, apostaria que estava tudo bem com aquela família.
No dia seguinte, telefonei para o tal amante da parturiente avisando sobre o nascimento do nenê perguntando se queria visitar a mãe e o filho.
Percebi que ele começou a desculpar-se de que estava ocupado e que talvez não pudesse ir. Insistimos para que viesse, pelo menos, conversar sobre o caso.
Concordou e marcamos a entrevista.
Dois dias após, quando ele entrou na sala de atendimentos, na hora marcada, verifiquei que a parturiente havia feito um retrato não real do amante.
Ele, cheio de tiques nervosos, cabelos pretos escorridos, pele bronzeada, magro, tremia quando iniciamos a entrevista. Contou que conhecera a mulher há mais de ano atrás e
que ela sempre pareceu não confiável porque traía o marido. Não reconhecia o filho como seu e jamais pensou em assumir o relacionamento como ela me dissera.
Disse que morava com a mãe e não pretendia mudar de vida. Alegou que sua mãe jamais aceitaria em casa uma mulher que fosse casada e não seria ele que iria contrariá-la,
uma vez que ele também considerava a mulher adúltera, “uma meretriz”...
Negou-se terminantemente a ver o filho e resolvemos encerrar a entrevista, certa de que a cliente estava fazendo uma fantasia da figura do amante.
Fomos conversar com a parturiente e relatamos o que acabara de ocorrer, omitindo detalhes sobre o conceito que ele fazia dela.
A cliente ficou pensativa, visívelmente contrariada com a atitude do amante, mas não contestou nossas observações. Perguntamos o que ela decidiria.
Disse que ficaria com o marido, mantendo segredo sobre a paternidade da criança. Apoiamos a decisão da parturiente porque estava em jogo a harmonia familiar.
No dia seguinte, ela teve alta hospitalar e demos por encerrado mais um caso no plantão daquele hospital, convictas de que o caso não encerraria por ali porque havia
Quando faço poesia, ela não se destina a ninguém, nem tem por finalidade reatar laços
que nem sequer foram atados... portanto, desapegar-me de algo que não existe, não faz sentido e me faz dar boas risadas.
Como a maioria das mulheres, atravessei a fase da Maturidade em que a loucura semelhante à adolescência esteve presente, mas tive o bom-senso de não levar
avante minhas ilusões.
Penso que o Poeta é um fingidor, como dizia Fernando Pessoa, assim, estejam tranqüilas aquelas pessoas que pensam que ainda penso em alguém., como se eu
nada mais tivesse a fazer na vida.
A Poesia é de domínio público e se serve dela quem se ajusta ao que ela contém.
Esta é a grande meta de quem faz Poesia, porque ela se destina àqueles que guardam sentimentos que são comuns a todos.
Em algum momento da vida de todos nós, tivemos frustrações amorosas e estas inspiram os Poetas, belos textos que gostamos de ler.
Mas fico feliz por saber que você que me escreveu, gostou do que leu.
Hoje, lá vai mais um poema, pois o dia está brumoso...
VAGUEANDO.
Poesia Tenini
Minha estrada,
Já longa vai.
E, ao longo dela,
tão poucas vezes,
te encontrei.
Mas, ainda
que não te veja,
nas auroras luminescentes,
ou nas tardes em que
sou toda crepúsculos,
mesmo vagueando,
à noite,
pelas brumas do sonho...
Num piscar de estrelas,
Descubro,
Que nem o tempo,
nem a distância,
tua imprecisa e amorosa imagem
se há de apagar...
FORASTEIROS.
Poderiam ser de Tramandai, de Capão da Canoa, como de Santos ou Rio de Janeiro.
Deduzi por causa da cor de sol marinho que os dois apresentavam.
Penso que já os vi, anteriormente.
Seriam de alguma equipe de futebol? Ou torcedores fanáticos de algum clube brasileiro.
Mas conversavam animadamente sobre algo que os dois conhecessem bem.
Pode ser que o homem de camisa alvi-negra fosse o Chefe, mas havia amizade entre os dois.
Gosto de ver os forasteiros passearem pelo shopping porque fazem compras e parecem bem-humorados. Nada como uma viagem a negócios, de recreio ou de férias para refrescar a mente.
Também sou forasteira quando viajo e me divirto muito porque viro criança...
Sei que deveria me portar como uma senhora séria, mas ...
por quê? Se o tempo passa rápido demais para a cabeça que se tem...
Talvez todos sejam assim também. Viajar sizuda ? Melhor ficar em casa.
Mas há os viajantes que buscam atendimentos médicos especializados. Estes a gente reconhece logo.
Apresentam uma cor cinzenta e os semblantes são sombrios...
Há, ainda, os desempregados que vagueiam pelos corredores, sem pressa, com um ar de desânimo e nem sentam para um cafezinho porque não têm com que pagar.
Ontem, vi passar uma jovem senhora , de vestido longo, com os braços à mostra, pelo calor.
Ia garbosa, malhada e, à sua frente, sua filhinha de 11 anos seguia no mesmo ritmo do garbo da mãe, treinando para a adolescência que se avizinha...
O GAMBÁ;
Morando em zona limítrofe à Reserva Ecológica em Porto Alegre, é natural que pássaros e bichos de toda espécie apareçam pelo meu pátio.
Ontem à noite, fui acordada com os latidos do meu cão Rin-tin , que costuma dormir dentro de casa no inverno.
Desci as escadas porque ouvi barulho do lado de fora e soltei o Rin-tin.
Mas vocês já sabem que ele é pacífico e não ataca ninguém, nem mesmo outros bichos...
Ele estava parado defronte a porta, olhando fixamente para as imediações do canil, dando uns rosnados tímidos, como se dissesse:
- O, meu! Cai fora, aqui é meu lugar...
Subi as escadas e fui ver na janelinha de vitreau do 2 º andar , com quem o Rin-tin falava...
Era um gambá adulto de regular tamanho, provavelmente macho, com orelhas brancas e listas no lombo da mesma cor. Penso que fosse uma lista só, mas não tenho certeza.
O gambá procurava uma saída para o pátio, olhando fixamente, ora para o Rin-tin ora para onde eu estava. Mas, parecia não ter medo porque não arreganhava os dentes.
O Rintin mais medroso do que não sei o quê, não arredava pé do mesmo lugar, nem perseguia o gambá.
Até que este achou uma saída e correu pela amurada do muro e se dirigiu para os fundos do pátio.
Só então, o Rintin foi atrás.
Chamei o cão que não voltava, mas não latia. Pensei: será que o Rintin desmaiou?... Fui até à sacada para ver onde estava.
Rintin estava no meio da escada farejando para os lados das pedras provavelmente onde o gambá se escondera...
Então, fui pesquisar na Internet tudo sobre ele.
Fiquei tranquila e jamais farei mal ao tal gambá cinza de orelhas brancas. Ele caça tudo que é bicho, inclusive cobras venenosas, portanto, é um limpador noturno, muito útil à Natureza.
Come, ainda, verduras e frutas caídas das árvores., pesquisando nas lixeiras, alimentos que gosta.
Bem-vindo, Senhor Gambá!
A casa é sua... como já havia dito o Rintin. ( foto é da iNTERNET de um gambá filhote)
UM RISO CRISTALINO.
( Des. Lenora aos 12 anos)
Este final de semana está aqui em Porto Alegre, minha filha Lenora, que veio dar aulas de extensão universitária para formados em Fisioterapia.
Ela é fonoaudióloga, com especialidade em Equoterapia, com larga experiência no assunto, sendo considerada em São Paulo, como um dos nomes mais expressivos dentro do tratamento em que a técnica
está alcançando resultados surpreendentes.
Mas agora quero falar do riso cristalino da minha filha.
Quando ela ri, seu riso é como de uma criança: cristalino como as águas que caem de uma cachoeira.
Vê-la sorrir , soltando risadas de criança é de uma ternura sem par.
Então, penso que não estive tão errada em criá-la com ampla liberdade, sem muitos limites que bloqueassem suas expressões mais genuínas.
Ela é assim, expontânea e um bálsamo para corações aflitos, quando nos brinda com seu riso cristalino.
Mora em São Paulo e além de seu trabalho, é voluntária em várias obras sociais , tais como junto à Polícia Militar daquela cidade e as sociais voltadas
para idosos, atendendo aqueles que tiveram AVC(s) e estão com problemas de fala.
Além de linda, ela é assim, dedicada aos carentes como sempre me viu fazer.
Podem achar que eu seja Mãe Coruja, não importa.
O que importa é que estou aqui em Porto Alegre porque amo a minha cidade e o local em que vivo.
Ela deseja que eu me mude para São Paulo, mas ela também sabe que sou assim: livre como os pássaros, gosto de estar um pouco lá um tanto aqui.
É o meu jeito, mas que tenho saudades de seu riso cristalino, quando estou longe é uma verdade.
Então, digo a ela... vamos pensar no assunto daqui mais um ano...
OS PACIFICADORES..
Tenho percebido durante as tardes no shopping, a passagem de idosos acompanhados por jovens, na maioria da cor negra ou mulata.
Penso serem recrutados pelo Hospital Mãe de Deus que possui uma geriatria, recentemente reformulada para apartamentos ou um tipo de apart-hotel para idosos, com bom poder aquisitivo.
Não descarto que possam ser de outra geriatria particular, mas penso que deva ficar próxima ao Barra Shopping Sul.
Confesso que fico comovida com o carinho que estes acompanhantes tratam os idosos.
Andam de braços dados com as idosas ou acompanham casais, internados nas mesmas Casas para a 3ª Idade.
Os acompanhantes apresentam, sempre, uma fisionomia alegre e descontraída e parecem ter paciência de conversarem com seus idosos.
Não raro, vejo que eles carregam sacolas com compras efetuadas no local e presumo que também incluam presentes para os cuidadores.
Às vezes, quando acompanham casais, percebo que eles se divertem com as discussões de marido e mulher e servem de pacificadores, ora ouvindo um ou outro e certa vez, ouvi que um dos cuidadores dava sua opinião com muita sabedoria, trazendo paz para o par envolvido.
De onde, as clínicas geriátricas conseguem tais cuidadores? Porque me parecem que eles têm bom nível de educação e, sendo jovens, fico admirada com o seu desempenho profissional que me parece perfeito, numa época em que há tantos jovens drogados, cometendo todo tipo de desatino em que acabam por enveredarem para os caminhos dos crimes.
Benditos pacificadores de idosos!
Aqui do meu canto, presto minha homenagem a todos que se dispõe a exercer um trabalho com idosos, numa fase que não é fácil a convivência com eles.
Quando eu e minhas colegas implantamos o programa de Assistência ao Idoso no RGS, jamais pensamos que teria êxito duradouro, como constato agora.
E, me sinto feliz por ter contribuído para isto!
A AMERICANA.
O grupo parou no café e sentou-se em mesa próxima.
Poderiam fazer parte de alguma excursão, como poderiam ser daqui de Porto Alegre mesmo.
O que me despertou atenção foram as risadas e o alto tom de voz da mulher de azul, muito bem produzida, embora pudesse ter de 55 a 60 anos.
Falava muito alto em inglês e logo deduzi, pelo sotaque, que seria americana.
Como as americanas dos filmes, esbanjava bom humor e falava muito em Califórnia para a jovem e outra senhora, que pareciam ciceronear a visitante.
Claro, a jovem estava acompanhada pela mãe, mas eram daqui mesmo, porque, de vez em quando ela explicava o que a americana estava dizendo.
Deduzi que a jovem fosse namorada do filho da americana ou havia se hospedado em casa da estrangeira, enquanto cursava inglês nos States...
Mas quem falava era só a americana que, fazia questão que todos ouvissem.
A americana vestia uma blusa azul, com lantejoulas, dessas fabricadas na China e usava um enorme relógio e um anel, também volumoso, cheios de brilhos.
Logo simpatizei com a americana porque também adoro brilhos e estar bem produzida com maquilagem que destaque os lábios em vermelho laranja ou carmim, como ela,
demonstra alegria de viver.
Mas o grupo demorou pouco ali no café e a americana fez questão absoluta de pagar a conta com dollares.
Na saída, fez um agrado para o garçom convidando-o a ir para os EE UU, deixando uma gorda gorjeta junto à conta.
Pelo visto, os americanos ainda acreditam num mundo mágico e feliz e, quem sabe, acreditam, ainda, em serem donos do mundo.
Mas antes eles, alegres e bonachões, do que os vermelhos que estão tomando conta da América Latina, trazendo a sua volta a violência e assaltos que nos amedrontam.
TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Apesar de não entender nada de futebol, me arrisco a dar palpites sobre o assunto.
Estou achando que a Taça de Libertadores da América é um premio de consolação para quem não consegue vencer o Campeonato Nacional como o melhor.
Certo, o Internacional ganhou .... mas que timezinho ruim que estava disputando com ele, einh?
Parecia um time de várzea e isto diminui a importância da conquista.
Quem não sabia que o Inter ia ganhar, depois daquela primeira partida contra o Chivas , o segundo colocado na tabela?
Qualquer time brasileiro de segunda categoria ganharia deles!
Francamente, menos, senhores colorados! Menos!
Para não bancarem os ridículos...
Caiam na real! rssrsrsrsrsrsrsrrsr
UMA MINISSÉRIE COM FINAL INTERMINÁVEL.
Escrevi minissérie, sem saber como se fazia.
Aconteceu assim, eu escrevia alguns textos ou crônicas que eram publicadas na Internet, pelo site BLOCOSONLINE, de Leila Micollis.
Leila é escritora e escreveu uma novela para a Globo, Barrigas de Aluguel, que fez muito sucesso.
Ela mantém, há anos, o site que já foi premiado pela UNESCO.
Então, em 2002, escrevi um texto, relembrando um episódio familiar contando como uma das minhas tias conheceu e casou com um Conde italiano..
O relato chamou a atenção de Leila que pediu que eu escrevesse uma Minissérie em 7 capitulos.
Dei uma olhada em outras Minisséries e percebi que era apenas um relato sobre uma história.
Em uma semana, escrevi os 7 capitulos pedidos e que foram publicados naquele importante site.
A SAGA DOS VÊNETOS, como o destino de seus personagens, tem despertado a atenção , mesmo que fique só na Internet.
Creio que é porque não há enriquecimentos milagrosos e rápidos dos personagens, todos tiveram destinos comuns e que passaram pela vida em busca de sonhos para os papéis que representaram na vida.
Mas, os sonhos , mesmo que sejam castelos de areia, impulsionam os homens a ir em busca de suas realizações e a A saga dos Vênetos tem uma mensagem que não deve ser desprezada.
A mensagem de Fé e de Esperança por dias melhores e que a vida continua com os novos personagens que vão surgindo , todos em busca de conseguir o ápice, através de muito trabalho, esforço , confiantes nas metas que lhes servem de estrelas guias...
É a saga de todos nós, homens e mulheres comuns, que lutamos por dias melhores.
(iLUSTRAÇÃO: Des. aquarelado de Tenini " Giuseppe de A SAGA DOS VENETOS)
.
A CRÔNICA IMPROVAVEL. ( quadro: Amor, oleo s/tela de Tenini. Propriedade do Museu de Guaiba-RGS_BR)
Ao ler crônicas sobre Paris, fizeram-me recordar da minha última estada naquela cidade-Luz.
Foram dias de intensas aventuras e Arte, cujo álbum de fotos espalho pela mesa, para ver cada uma, para lembrar-me dos fatos que ali se passaram.
Vejo-me sonhadora, no Bateau Mouche e logo após, de olho comprido no passeio noturno pelo Sena, onde só japoneses ou chineses em trajes de coquetel lotavam as mesas ornadas de flores, de cristais, porcelanas e talheres de prata...
O telefone toca e recebo um convite para quinta-feira, para um passeio pelo Guaíba, no Cisne Branco.
Aceito de imediato.
Não é o Sena, nem vou ver as Toulleries, a Conciergerie, nem vou passar pela ponte Neuf, mas é aqui mesmo em Porto Alegre.
Já escolhi o traje: jeans e aquele blazer de cor azul marinho e botões dourados, que comprei em Montmartre.
Usarei como adereço um simples colar de perolas e estarei bem produzida para o que me espera. Levarei um lenço florido, se o tempo estiver ventoso, para cobrir meus cabelos.
Se estiver quente, talvez use vestido e sandálias douradas .
Quero estar linda para o encontro.
Navegaremos à noitinha pelas águas adormecidas do Guaíba, e o nosso encantamento será mútuo...
Estarás de traje esportivo e uma camisa de alvíssimo linho branco.
Sentaremos numa mesa à direita, para melhor apreciar as luzes da cidade e teremos tanto que conversar que nos esqueceremos do tempo.
De repente, eu te direi: -Vês aquelas luzes lá no horizonte?
Pois é ali , a minha pousada...
DOS RATOS.
Aqui vou falar dos ratos, propriamente ditos... qualquer conotação será mera coincidência.
Pois moro em zona limítrofe a uma Reserva Ecológica.
Minha casa fica há 20 ms. de uma das entradas para esta mata natural de Porto Alegre, então, a natureza é exuberante, onde toda espécie de bichos e pássaros andam por volta da minha casa.
Os ratos são uma constante... Tenho medo de colocar venenos por causa dos meus e dos cães vizinhos.
Às vezes uso ratoeiras... porém, os ratos do século 21 são muito vivos...
Semana passada minha cadelinha poodle começou a farejar, insistentemente, a estante da TV e o armário que fica encostado nela. Desconfiei que havia ratos por ali.
Não me enganei, pois minha empregada começou a procurar e observou excrementos dos ratos atrás do móvel.
Descobri que havia no furo da parede, onde passa o cano do Split, um pequeno vão que dava para a sacada.
Já havia flagrado alguns ratinhos que competiam com os sabiás, comendo os mamões que coloco ali para os pássaros. Espantei-os aos gritos e eles fugiram pelo fio da antena, como se estivessem num trapézio...
Dentro de casa, descobrimos dois ratos de regular tamanho que estavam escondidos atrás da estante e do armário... Ao revisar gavetas, descobrimos que havia li, até um sanitário dos ratos... Dá para acreditar?
Então arrasta daqui, arrasta dali os móveis, os ratos foram descobertos e não houve vassourada que pegasse um deles... Lembro até do simpático rato que me olhou e indagou_
“- Até tu, Brutas?”
Aquela noite perdi o sono, como matar aquele ratinho que me olhara tão aflito, pedindo socorro?
“Mas tive de ser implacável porque os excrementos que achei no WC deles eram perigosos e podiam, até ,matar, além do mais, achei um bilhete que dizia:” Ici reste les ruines des grandes cuisines...” Posso errar no francês, mas não no recado...
Então, no dia seguinte, um amigo armou duas ratoeiras próximas à estante, colocando como isca, salame italiano porque disse que queijo já estava manjado pelos ratos, há séculos.
No dia seguinte, achamos a ratoeira desarmada, mas nenhum rato. Claro, o salame sumiu.
Mas eu havia colocado no buraco por onde passa o cano do Split, alguns saquinhos de plástico, achando que eles eram alérgicos a eles.
Ledo engano, no dia seguinte, achamos caquinhos dos sacos plásticos e eles, durante a noite, tiraram a bucha que eu colocara ali. Vejam, que ratos inteligentes!
Ficamos em dúvidas, teriam ido embora? Ontem, colocamos novamente, as ratoeiras, com belos pedaços de queijo como atrativo.
E no buraco da parede coloquei cacos de tijolos...
Hoje, fomos verificar e as ratoeiras estão intactas... nem vestígios dos ratos.
Será que fugiram? Sei lá, mas eles estão condenados a ficarem secos e mortos porque minha enpregado colocara venenos atrás do armário...
Desses, eles não escapam...
A MÚSICA.
Sou movida á Música, pois desde pequena eu sentava no colo do meu pai para ouvir músicas clássicas, especialmente óperas, além das canções italianas.
Aos 4 anos ganhei o piano Essenfelder, que era uma “caixa gigante”, onde haviam teclas que enchiam de sons a minha casa.
Durante 10 anos estudei piano e, prestes a me formar, desisti por teimosia.
Dizia à minha mãe que não queria ser pianista como ela desejava e sim, pintora ou cantora lírica.
A morte de meu pai, em vésperas de eu completar 18 anos e as necessidades materiais que se seguiram, alteraram meus planos e tive de seguir outros caminhos mais promissores que me dessem condições de sobrevivência.
Apesar disso, lecionei piano dos 15 aos 20 anos e minhas alunas moravam pelas proximidades de onde eu morava na Alberto Bins.
Aos 20 anos, ainda cursando a Faculdade, encontrei estágio remunerado em estabelecimento público estadual, já não me sobrava tempo para as alunas, então, encerrei a fase de Mestra de Piano.
Nas proximidades da minha aposentadoria, voltei á Arte para resgatar meus sonhos.
Hoje, examinando e ouvindo uma coleção de CD(s) que adquiri da Reader’s Digest do Brasil, fui recordando, emocionada, que a maioria das músicas selecionadas eu as tocava ao piano, pois faziam parte do currículo do curso daquele tempo.
Entre elas, Clair de Lune de Debussy, Serenata de Toselli, Sonata ao luar de Beethoven, Estrellita de Ponce ( que eu cantava junto), Reverie de Schumann, quase todo o repertório de Chopin, Serenata de Schubert, Sonho de amor de Liszt, Valsas de Strauss, Bolero de Ravel, Pour Elise de Beethoven e muitas outras.
Há algum tempo atrás, ao encontrar um piano de cauda em algum shopping, sentia-me enfeitiçada por Euterpe, soltava a voz em sonoridades ou dedilhava apaixonadas canções.
O público passante parecia contagiado, pois parava e aplaudia.
Sentia, então, que a minha platéia era a do Scalla de Milão e que ainda era jovem e linda, aquele destino que meu pai e eu queríamos e que não aconteceu.
Mesmo trabalhando no computador, pintando ou desenhando, necessito da música aos meus ouvidos, como o Concerto 21 de Mozart.
Assim, a vida fica mais terna, doce e sedutora nos tornando eternos enamorados dela e dos sonhos que tecemos.
O Piano e o Canto foram ficando distantes , pois deixei de tocar e de cantar.
O tempo passa rápido, hoje, minha casa é inundada pelo chilrear de pássaros e pelas músicas que gosto de ouvir, então, meu pensamento voa e eu sorrio feliz por reencontrar meus queridos que não estão mais neste mundo.
QUANDO O PENSAMENTO VOA.
Surpreendi a senhora da ilustração, absorta em pensamentos, ainda que estivesse acompanhada por familiar.
Seu ar era de seriedade e , às vezes, mais otimista.
Assim somos todos nós. O pensamento é um avião supersônico que gosta de dar voltas e voltas ora para o passado, pelo presente e, muito raramente para o futuro.
Não gosto de pensar em futuro porque o meu está curto e não realizei nem a metade das minhas metas.
Não seria agora que isto poderia acontecer.
Mas, ainda assim, espero algumas conquistas para as metas projetadas.
Não é fácil o que almejo e já me convenci que estamos aqui para cumprir uma parte de vida que não aconteceu em outras vidas. Entretanto, a busca continua por novas vidas
que se sucederão, talvez, a busca por aperfeiçoamento dos nossos desejos.
Por isto, estou tranqüila. O que deve ser será, cedo ou tarde.
NÃO DEIXEM DE VER ESTE YOUTUBE SOBRE MINHA CIDADE E SUAS LINDAS MISSES. ADORO A MINHA CIDADE, PORTO ALEGRE.
Um dos poucos vídeos em Inglês que de uma maneira extraordinária consegue captar a eclética personalidade de Porto Alegre. Sim, é para Inglês ver. Sim, é para o mundo nos conhecer. Sim, a cidade tem problemas, mas existem momentos em que devemos falar apenas nos apectos positivos. E são tantos... É dessa maneira que atrairemos investimentos saudáveis, sustentáveis, ao mesmo tempo que conscientiza a população das condições favoráveis e do imenso potencial de Porto Alegre.
Soube que há lojas que são preferidas por jovens que transitam por caminhos perigosos, além de artistas e jogadores de futebol.
Tenho observado tais clientes, em especial aqueles que transitam por caminhos perigosos que podem ser sem volta...
São jovens da classe pobre ou média que, embalados pelos anúncios de TV, sonham usar grifes famosas, roupas estilosas
de moda e que todos os jovens, entre 15 a vinte e poucos anos gostam de usar para fazer média entre garotas de sua classe social e até as de classe superior.
Este apelo leva-os para os caminhos perigosos, aparentemente fáceis , para comprarem tudo que quiserem.
Então, não adiantam propagandas contrárias ao uso de crack e outras drogas, se a própria mídia seduz a juventude para o uso de roupas de grife e bem transadas a todo instante.
Para os jovens pobres as opções são ignorar tais apelos e se conformar com um empreguinho miserável ou partir para os caminhos perigosos.
Viver ou morrer para eles, tanto faz, desde que possam usufruir coisas que jamais conseguiriam sem apelarem para os chamados caminhos sem volta.
Então, a responsabilidade da mídia e o uso da imagem como as propagandas, deveriam ser questionadas para que o uso das mesmas, não colidam com o espírito de combate
ao crime que aciona empresas particulares e governamentais a investirem recursos que pouco valem se não forem tomadas algumas precauções em conjunto com a sociedade.
O comércio está ali para vender e não compete a eles rejeitar a venda, ainda mais que tais jovens pagam em dinheiro vivo, as compras que fazem.
Então, você é responsável, sim, pelo que vemos, lemos e ouvimos.
Cabe a você, pensar, agir e dar sua sugestão para que não se perca essa juventude que deixou de estudar para enveredar por caminhos perigosos...
porque a continuação desse procedimento nos levará ao caos, certamente.
MINI EXPERIÊNCIA TEATRAL.
( tela em acrílica s/tela TEATRO-Romeu e Julieta, de Tenini)
Eu trabalhava, ainda, quando minha filha ia seguidamente brincar com a filha do meu primo Sergio Jockymann,
jornalista e teatrólogo, que morava pelas proximidades.
Lá ela aprendeu a gostar de teatro , pois as horas , além dos banhos na piscina, eram tomadas por brincadeiras teatrais .
Nunca esqueço o dia em que ela e a prima desceram as escadas daqui de casa, interpretando trecho da peça teatral de Shakespeare, A megera domada.
Fiquei encantada com a desenvoltura de ambas e quando a minha filha tinha 15 anos, decidimos que ela faria um curso de teatro, ministrado pela Carmen Silva.
No final do curso, todos alunos interpretariam trechos de peças teatrais. Convenci Carmen , a pedido de minha filha, permitir que minha filha interpretasse algum trecho de A megera domada.
Foi escolhido um diálogo da peça em que ela interpretaria com um colega de curso.
A estreia foi sensacional e Lenora e o amigo saíram-se muito bem na apresentação, arrancando calorosos aplausos do publico presente. A vestimenta foi improvisada,
aproveitando um chambre de cetim rosa da própria Lenora, que ficou uma graça, depois dos arranjos... e ela foi a perfeita Catarina da peça.
Entusiasmada com o sucesso, ela buscou uma companhia de teatro infantil e passou a fazer parte do elenco que se apresentava no Teatro do SESC , na subida da rua da Praia.
O teatro abria em finais de semanas e logo fui convocada a ser bilheteira, por ausência da pessoa responsável pela tarefa.Embora meu marido já estivesse doente, tomava um
táxi e ia colaborar com o grupo teatral em questão. Adorei colaborar porque sempre lidei com público!
O nome artístico que ela escolheu foi o de Nora Canini.
Os ensaios passaram a ser realizados aqui em casa, no salão. Então, móveis eram afastados para um canto para que os atores e atrizes pudessem ensaiar.
Mas já não eram só ensaios, mas almoços e jantas aos sábados e domingos.
Aos domingos, como era folga da empregada, eu ia para a cozinha para preparar os quitutes, mas de olho nos ensaios.
Certa vez, percebi que o tal Diretor, iniciante, estava inseguro em dirigir as gurias e rapazes do elenco que estavam impossíveis, então, resolvi dar palpites para que o grupo
se organizasse como tinha de ser, o que deu certo.
Nestas mini experiências descobri que eu daria para a coisa, se me dedicasse a isto. Na verdade, sempre gostei de assistir na TV entrevistas com diretores e intérpretes teatrais e gravei,
atentamente, o que diziam.
Mas, certo dia, Lenora, por influência do namorado, que tinha muitos ciúmes dela com os atores, convenceu-a a deixar o palco.
Então, ela passou para comerciais de TV e quando foi para a Faculdade, decidiu pela profissão de fonoaudióloga...
Acho que o Rio Grande perdeu um talento para a Arte Teatral, embora eu seja mãe coruja.
Mas tenho minhas razões, porque num curso da Globo, ela tirou o primeiro lugar feminino e foi convidada a ir para o Rio, cursar a Escolinha deles.
Mais uma vez, o namorado interferiu e ela desistiu.
Lamentei sua decisão, mas acatei o que o destino havia reservado para ela.
Cheguei a uma conclusão, quem tiver talento para qualquer segmento de arte, pode ser aproveitado em tudo, desde que seja polivalente.
No primeiro mundo, tais talentos são exercitados e incentivados, muitas vezes, dentre as várias experiências artísticas, está aquela em que você poderá se destacar mais...
Por exemplo, dentro da minha polivalencia tão criticada por alguns “gênios” de uma cidade de Terceiro Mundo, se eu tivesse nascido onde a Arte seja prestigiada, é bem
possível que eu eliminasse o bloqueio das críticas que me prejudicaram .
Quanto à minha filha, continuo achando que ela daria uma boa atriz de teatro, porque está sempre em busca de novidades para inserir em seu trabalho como Fono...
Coral do Jardim- des. Tenini
VIVA O SOL!
Hoje o dia amanheceu ensolarado, apesar do frio glacial que faz em Porto Alegre.
Tive vontade de cantar uma canção que se cantava no Coral do Instituto de Educação desta cidade que se chamava justamente Viva o Sol...
Tantos anos se passaram e eu, de vez em quando, lembro da minha antiga escola ali no Bonfim e dos dias maravilhosos que passei ali.
Naquele tempo, o Coral era atração da cidade nas visitas oficiais ao Estado.
Sempre que uma personalidade aparecia por aqui, fosse nacional ou estrangeira, ficava programada uma visita ao estabelecimento impar de Porto Alegre e que era a nossa grande Escola.
Vestíamos blusas de organza ( organdy) brancas, flores nos cabelos, saias azul marinho e tênis brancos.
O coro era apresentado em 4 vozes afinadíssimas, para orgulho da Diretora que era Dona Florinda Sampaio, uma senhora baixinha, morena e severa, que usava uma bengala por ter um defeito na perna.
A gente morria de medo dela, pois quando as meninas faziam muito barulho, ela entrava furiosa no salão e xingava a gente como se fossemos seus filhos, brandindo a bengala no ar.
Naquele tempo, os colégios públicos eram superiores aos particulares, pois detinham os melhores professores e currículos escolares adequados a um bom desenvolvimento de nossos conhecimentos.
Estudava-se inglês, francês, latim, além das outras matérias indispensáveis ao desenvolvimento da educação. Eram acrescentadas, ainda, aulas de trabalhos manuais, aulas de Música através do Coral e uma banda da Escola, da qual eu fazia parte.
Tanto tempo passado e tudo mudou. Será que o Instituto de Educação continua excelente ou piorou como todas as outras escolas oficiais? Existe Coral ou já foi suprimido? E a bandinha da Escola ainda existe?
Quando a gente desfilava nas Paradas da Semana da Pátria, o público recebia com delirantes aplausos como se fossemos estrelas de um grande show.... Neste instante, parece que ouço, ao longe, o tom marcial da banda e os aplausos eclodindo da multidão em euforia.
Amava-se a Pátria e o pavilhão nacional era empunhado com orgulho, amor e muito patriotismo no coração. Falo de um tempo que Getulio Vargas era Presidente do Brasil.
Nada mais disso vejo agora, penso que seja um retrocesso e não um avanço que se fez com o ensino no Brasil. Não só com o ensino, mas com a própria Pátria.
Certo que naquele tempo, as matérias eram tantas que a gente não tinha tempo para nada.
Entravamos na Escola às 12 h30 e saímos às 18 h30, com muitas tarefas para fazer em casa. Mais, fazer os temas não eram obrigatórios mas nas provas, faziam as diferenças.
Quando reduziram as matérias do currículo de antigamente, pensei:
-Que alívio para os novos estudantes!
Mas a redução veio em prejuízo das escolas oficiais porque sobrou mais tempo para os alunos ocuparem o tempo, com coisas inúteis ou prejudiciais.
A mudança boa nos tempos atuais é a Internet. Esta deu aos jovens conhecimentos que antes não tínhamos acesso.
Hoje, os jovens, que possuem a felicidade de ter acesso a ela, se forem inteligentes e curiosos, podem adquirir conhecimentos sobre todas as áreas, basta que sejam despertados seus interesses pelo saber.
Então, enquanto o ensino piorou por um lado, a tecnologia veio para salvar o que restou...
Mas insisto que a Música é indispensável para a formação do caráter da juventude.
Na Europa, pelo que constato pela TV, a Música faz parte do currículo escolar com esplendorosos Coros que reúnem músicas tanto tradicionais como modernas em seus repertórios.
DA VELHICE.
Na maioria das vezes, programas assistenciais implantados pelos Governos, baseiam-se em experiências de outros países.
A França que vinha enfrentando problemas com a velhice no século XIX porque mais da metade da população tinha mais
de 65 anos, vivendo em condições precárias, era obrigada a construir asilos, com recursos de fundos privados.
Os idosos, em face da evolução da era industrial, começaram a ser objeto de preocupações para o Governo francês, já que não tinham pensões ou aposentadorias, sendo obrigados
a viverem com os filhos que os rejeitavam ou em obras assistenciais. Assim, 40 % dos asilos na França foram construídos no século XIX.
A velhice era vista como improdutiva e o seu respeito atrelado ao reconhecimento social das pessoas idosas com a produtividade.
Ainda hoje, vemos pessoas em avançada idade trabalhando nos campos.
Foi na década de 1960 que a questão da velhice na França se constituiu na formulação de políticas sociais e que resultaram numa mudança da estrutura social, traduzidas em prestígios
aos aposentados e a consequente transformação da imagem das pessoas idosas em sujeitos valorizados e respeitados.
Aqui no Brasil, coube ao SESC promover desde 1960 políticas de apoio aos idosos em suas programações, mas só em 1973, no Governo dos Militares ( Gal. Ernesto Geisel),
sendo Ministro da Previdência, Luiz Gonzaga Nascimento e Silva e Presidente do INSS, o sr. Reinhold Stephanes , foi instituído para aposentados e pensionistas com idades superiores
a 60 anos, um Programa de Assistência ao Idoso ( PAI), visando conscientizar a comunidade brasileira para o problema social do idoso.
O Serviço Social do INSS recebeu instruções com linhas mestras para o programa e aqui no Rio Grande do Sul, incumbido o Centro de Serviço Social para sua implantação
e execução, assegurados todos os recursos necessários para que o trabalho pudesse ser realizado.
A linha mestra do Programa incluía atendimento individualizado, grupal, comunitário e contratação de entidades assistenciais que se adequassem às diretrizes técnicas de pessoal
especializado.
Eu, estava na Direção do Centro de Serviço Social , então reuni um grupo de Assistentes Sociais , como Lori Reichel, Maria Auxiliadora Silva,
Gloria Araújo, Marilia Chaise e Nilza de Oliveira e passamos a estudar as normas para implantação do PAI no RGS.
Confesso que encontrei certa dificuldade para juntar o primeiro grupo técnico, porque havia preconceito contra a velhice, como se ela fosse imprestável.
Mas, mesmo assim, com as informações colhidas nos relatos do SESC de São Paulo e uma experiência no Rio de Janeiro, ficamos entusiasmadas com o Programa.
Para sua implantação, encontramos percalços em recrutar aposentados e pensionistas de toda ordem, tal a intimidação que a sociedade lhes impunha em termos de segregação
social, então iniciamos com aqueles idosos ,que já haviam recebido auxílios diversos nos plantões do Centro de Serviço Social.
A imprensa foi acionada para dar suporte à divulgação do Programa e convites para comparecerem ao Centro Social, foram anexados aos contracheques.
Rapidamente começaram a chegar ao Centro Social, os idosos que queriam participar do programa, sem não antes, recebermos apelos de familiares para conseguirmos internamentos
em asilos de seus idosos.
Nesta ocasião, informávamos que a prioridade seria a de integrar o idoso ao seu grupo familiar.
As técnicas que utilizamos foram as reuniões grupais de idosos , onde eram fornecidos lanches e incitados a falarem sobre suas experiências de vida e apoio mútuo,
logo após, os idosos passaram a estudar em grupo sobre o tempo de sua mocidade em comparação ao atual em seus vários aspectos.
Dessas reflexões em grupo, eles passaram a valorizar mais o “hoje”, considerados os recursos tecnológicos e de vida da atualidade.
Programamos Bailes semanais, montamos uma cozinha onde os próprios idosos traziam suas receitas e faziam suas refeições, como o café da tarde.
Os recursos eram fornecidos pela Previdência.
Descobrimos grandes potenciais entre eles que nos surpreenderam, pois alguns gostavam de escrever e de fazer Poesias.
Então, em 1976 , tive a idéia de lançar um Concurso Literário para maiores de 60 anos, com apoio de toda imprensa.
Este Concurso alcançou repercussão Nacional, sendo citado em matéria da Veja de então.
A premiação aos ganhadores foi muito difícil de conseguir, pois o comércio estava fechado para a novidade porque não envolvia grandes clientes entre aposentados e pensionistas.
A VARIG ofereceu um globo , mapa-mundi, de mesa. A Editora Globo, cerca de 50 exemplares de livros que estavam nos balaios, mesmo assim, participaram com prêmios simbólicos:
Auto Locadora Gaúcha, APLUB, Cia. Jornalística Caldas Junior, Casa Masson, Couro Esporte, Gráfica do Prof. Gaúcho, Joalheria Cruzeiro, Org. Sulina, Valisére, Rede Brasil Sul
de Comunicações e Sindicato de Lojistas do RGS.
O INSS ofereceu o salão e a decoração para a entrega dos prêmios.
A Comissão Julgadora foi recrutada desta forma: jornalistas indicados pelas empresas jornalísticas de Porto Alegre e que foram: Antonio Carlos Ribeiro, Jayme Copstein,
Jorge Alberto Mendes Ribeiro, Sérgio Jockymann. Além deles, a Academia Literária Feminina indicou Terezinha Odete Pinto, Maria Isaura Gameiro; o poeta e escritor
Dr. Antonio Augusto Fagundes, Chefe do Departamento Cultural da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, o poeta nativista Jayme Caetano Braun e a
prof. Antonieta Barone, como Diretora dos Assuntos Culturais da Secretaria de Educação e Cultura do RGS
O Concurso foi realizado entre 20/07 a 30/09/1976 e foram inscritos cerca de 400 trabalhos entre contos, crônicas e poesias.
De início timidamente, mas nos últimos dias, como num milagre, acorreram centenas de pessoas que queriam divulgar seus potenciais. O público que acorreu era composto de todos os
níveis culturais , artistas, funcionários públicos , militares e o público em geral de todas as classes sociais.
Para valorização do evento, contou, ainda, com a participação de importantes nomes da cultura riograndense.
A festa foi inesquecível.
O Salão do INSS na Av. Borges de Medeiros, foi enfeitado com ramos de rosas brancas, ouvindo-se ao fundo, músicas que fizeram sucesso em décadas anteriores, desde nacionais
como estrangeiras.
O ato solene de entrega dos prêmios comoveu quem esteve presente.
Era Superintendente do INSS, o Dr. Túlio Sarmento Barcellos e o Secretário Regional do Bem-Estar, o Dr. Bernardo Procianoy que compuseram a mesa das autoridades.
Hoje, quando eu vejo a pleiade de casas de saúde para idosos de boa categoria técnica e os idosos viajando em grupos e se divertindo nos bailes da 3ª Idade, sorrio , porque fui uma das agentes pioneiras para
que a mudança pudesse ser feita aqui no sul do Brasil.
Descobri que a velhice não era o fm do mundo e sim, a possibilidade de novos alvoreceres. e que fui e ainda sou útil ao meu país.
PIGMALIÃO NO ESCURO.
Não sei quem seja figura que me segue e que parece ser um “Pigmalião às escuras” porque há tempos, mesmo anos, me aconselha como se fosse sua aluna.
Mas sou uma aluna teimosa, não acredito em brujos pero que los hay, los hay...
Convido-o a que saia do anonimato para dar aulas ao vivo porque só assim talvez possa mudar de opinião . O anonimato cheira a fraude.
Continuo a pensar em alguns temas que ele insiste em afirmar que sou preconceituosa.
Então vejamos, em recentes pesquisas em consultórios psicológicos onde se atendem casais em crise, ficam evidenciados que os homens continuam a dar valor para o conceito “família de antigamente” e resistem em aceitar o modernismo que tomou conta das mulheres, nos aspectos morais.
A fidelidade é exigida e quando se fala em traição, continua ser mais fácil às mulheres concederem perdões do que os homens traídos às traidoras.
Percebo que algumas mulheres que se dizem avançadas, na realidade, são traidoras por natureza e seu modo de ser está presente em outras situações de vida.
Não sou preconceituosa, senhor Pigmalião, apenas observo e constato o que acontece à minha volta e acompanho as consequências dos atos praticados e que são lamentáveis.
Certo que muita coisa estava errada em tempos passados, entre pessoas legalmente casadas, mas também em relacionamentos modernos o mesmo se dá.
O que constatamos hoje? Homens estão se afastando das mulheres que se dizem modernas, pois preferem os aconchegos de lares estáveis do que aventurar-se em seduções movidas a sexo.
E o pior está acontecendo, o homossexualismo tem sido a resposta que eles estão dando às mulheres “avançadas...”.
Alguns estão sujeitos a enganos com elogios falsos e continuados, movidos por interesses escusos.
Os tais relacionamentos abertos só darão certo para quem tenha propensão para usar ornamentos.
Mas, entre os homens, são raros os que se submetem a isto, a não ser aqueles que dependem dos salários das mulheres, então, não passam de comportamentos interesseiros.
Ornamentos são próprios das mulheres e elas sabem como usá-los... o resto é bobagem.
Mas, pode ser que você seja quem eu penso que é, então, de forma inexplicável até agora, há entre nós uma grande afinidade e afetividade que desafia
vãs filosofias. Então, devemos pequisar juntos as razões que nos fazem tão próximos pelo coração e que tudo indica, somos apenas instrumentos
para quem do outro lado nos usa para transmitir mensagens que devem ser consideradas. Apenas isto.
Isto não quer dizer que eu seja espírita, mas acredito em espiritualismo.
Se você quiser ser um Mestre de uma mulher que pensa, seja ao vivo, desinteressadamente , como exige a etiqueta própria do seu modo de ser.
OS GAROTOS DE VERMELHO.
O flagrante apresenta dois garotos que foram desenhados em dias diversos.
O moreno estava com a mãe e comia um petit gateau com uma voracidade própria da juventude aos 13 anos ou menos. Nos intervalos, conversava com a sua mãe ou ficava escutando enfadado o papo da mamãe com passantes conhecidos. Penso que seja filho único pelas atenções que lhe dispensavam.
O outro, ruivo, acompanhado pelos pais, poderia ser do interior em passagem ou férias na Capital, mas demonstrava enfado com o programa inventado pelos pais.
Assim é a juventude, quando começa a descobrir a liberdade, especialmente o ruivo, se sentiria muito mais a vontade se estivesse em companhia de jovens de sua idade ou com amigos da bandinha que começaram a formar na cidade de onde é natural.
Pode ser que eu esteja errada nas minhas observações, mas entre os 12 aos 14 anos, os pais costumam decidir as atividades dos filhos, nem sempre de acordo com o que eles desejariam. Em alguns, a frustração é demonstrada na voracidade pelos pratos de refeições em outros, a visível chateação por acompanharem os familiares em programas chatos.
Quanto aos blusões vermelhos, seria moda? Ou eram dois colorados eufóricos com as vitórias do Inter nem que seja para aporrinhar os gremistas, que andam meio chateados com o time de “pés-frio” que atualmente são contratados pelos dirigentes.
Será que eles não sabem que não são os técnicos, os responsáveis pela má fase do clube?
Está na hora de rapidamente acionarem o marketing do clube para inventar um grande plano de sorteios que empolguem os torcedores, visando à contratação dos melhores jogadores brasileiros, estejam eles aqui ou no exterior.
Não esquecer que as vitórias são imprescindíveis para manter torcedores que tenham prazer de ir aos jogos.
Enfim, são fases que todos passam e é preciso que todos saibam como lidar com elas.
Trecho da minissérie A SAGA DOS VÊNETOS de Teresinha Canini Avila ( a Tenini), referente a capitulo que foi ampliado no texto original.
A SAGA DOS VÊNETOS
Tenini
10. PERIPÉCIES DA NOBREZA
O casamento de Volpe foi apressado porque o noivo deveria regressar em seguida para Roma, já que viera ao Brasil a convite da Embaixada do Brasil para uma visita aos imigrantes do seu país. Esta a versão oficial, mas acreditamos que tenha sido para ver da possibilidade de mudar-se para cá. Os fatos aconteceram lá por fins de maio de 1913.
Não houve problemas com o enxoval de Volpe porque nas famílias italianas, as meninas começavam a fazê-lo desde tenra idade. Lençóis de linho ou de puro algodão bordados por elas eram guardados em baús de madeira de lei, enrolados em papel de seda. As camisolas obedeciam o mesmo tratamento, assim como as toalhas e guardanapos. Cada filha de Giuseppe possuía seu próprio enxoval.
O ato do casamento foi realizado na Matriz local, em missa solene, uma vez que o noivo professava a religião católica. A noiva ostentava uma réplica da coroa da Condessa mãe, copiada e confeccionada por Giuseppe em latão.
O Conde usou um fraque preto com calças listradas de cinza e preto. Na lapela, havia insígnias com fitas nas cores da bandeira italiana.
As irmãs da noiva cantaram a Ave Maria.
A colonada vestiu o traje domingueiro, onde pregaram com alfinetes nas lapelas dos homens, raminhos de buquês de noiva.
Volpe estava deslumbrante, num vestido de cetim branco, onde ela bordara bonitos ramos com pérolas levemente rosadas. Este detalhe provocou cochichos maldosos no público presente e risinhos inconvenientes, o que enfureceu Giuseppe, que não retrucou mas ficou vermelho de indignação, irritado com a falta de educação dos gringos.
A festa foi realizada no salão do Consulado, regada a vinhos dos melhores sabores e que saíram da adega da familia Brunetto.
A mesa era de aspecto bem colonial, constando de ravioles, inhoques, corações de galinhas, carne de porco, galetos, queijos e saladas diversas. Os doces eram tortas da colônia numa fartura jamais vista.
O noivo torceu o nariz para o banquete colonial: galetos? Teria preferido faisões...
Giuseppe só pensava que sairia encalacrado dessa festa...
Os noivos foram brindados ao som da bandinha de colonos que tocava músicas do folclore italiano da época, destacando-se o Santa Lucia, Sole mio, Massolin di fiore etc. Giuseppe, emocionado e orgulhoso, tocou músicas de Albinoni e Ravel no seu violino Stradivarius, uma vez que fora ele quem fundara e dirigia a bandinha da comuna.
Estaria feliz a noiva? Amaria o Conde? Eram perguntas que todos faziam.
Quem a visse, tão radiante, certamente diria que sim, mas na verdade Venézia ( ou Volpe) era fascinada por novidades e o fato de ir morar na Itália, terra de seus pais, foi suficiente para descobrir encantos no Conde que antes não vira e até negara.
Na partida para a Capital, de onde seguiriam de trem até São Paulo e depois rumo à Europa em transatlântico, os noivos foram saudados com arroz da colônia, na falta do legítimo arbório.
11- Guerra e retorno ao Brasil.
Soube-se que o nobre casal iria morar num castelo às margens do rio Pó.
As cartas que vieram de lá deram conta que Volpe mudara. Cortara os cabelos à "la garçone", usava vestidos modernos, mais curtos e nas fotos, ostentava um longo colar de pérolas, doado pela sogra que era Duquesa.
Havia qualquer coisa de melancolia no olhar de Volpe que Giuseppe logo percebeu, mas não atinava o que fosse. Teria saudades do Brasil?
Logo a Itália entrou em guerra, por volta de 1914, em conseqüência de um conflito mundial, provocado pelo assassinato do príncipe Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-hungaro, por um jovem sérvio.
Primeiro, a Itália aliou-se à Alemanha, Áustria, Hungria, Bulgária e Turquia. Entretanto, os sérvios receberam apoio da Rússia, França, Inglaterra e o Japão que assinaram um pacto de tríplice aliança, apoiada pelos Estados Unidos, Portugal e outros países, então, a Itália mudou de lado, pois percebeu que países mais fortes estavam no lado oposto.
Até o Brasil entrou nesse conflito, apesar de ter-se declarado neutro.
É que o navio Paraná fora torpeado por submarinos alemães, além de muitos outros, especialmente cargueiros comerciais e já quase ao final da guerra o Macau foi torpedeado perto da costa da Espanha e o seu comandante feito prisioneiro.
A pressão popular brasileira contra a Alemanha foi intensa e o governo viu-se obrigado a declarar guerra.
O conflito mundial foi de 1914 a 1918 e embora os aliados e a Itália obtivessem algumas vitórias, o país saiu arrasado, não só economicamente como em perdas humanas de 500.000 mortos e 1.500.000 feridos.
O Conde foi convocado para a guerra, saindo ileso dela, acreditando-se que tenha sido poupado, por atuar em esferas administrativas. A bem da verdade, ele nem chegou perto do "front" de batalha, apesar do pomposo uniforme de oficial.
Um tal de Benito Mussolini, jornalista , inflamava o povo italiano para o socialismo e logo após para o fascismo.
Os nobres colocaram as "barbas de molho..." Pressentiram que a realeza estava a perigo.
As dificuldades de toda ordem, principalmente a fome, tornaram a Itália pra lá de Marrakech e o Conde e Volpe decidiram transferir-se para o Brasil, país do futuro...
Assim, lá por 1919 o nobre casal aportou na Capital, de armas e bagagens, onde decidiram fixar residência na zona sul da cidade, lugar de veraneio da elite portoalegrense.
Hoje, dia 22/07/2010, como uma pausa para meditação, é dia de Poesia, então, recoloco este texto que fiz há tempos... num tempo incerto e não sabido. CORUJA AZUL.
Quadro em acrilica s/tela Tenini: CORUJA AZUL, de propriedade do Eng. Italo Canini-
TENINI
Na cidade grande, entre passantes mil,
numa mágica vitrina,
vi
pequenina coruja de cristal azul.
Enternecida fiquei.
( Recordei outra,que longe ficara, em tons azuisde um entardecer tristonho.)
Fascinada parei.
Poderia, enfim,vê-la,tocá-la !
Nas minhas mãos,não era mais a de cristale sim, o meu Amado.
Esta minissérie escrita por mim, inspirada em fatos reais mas com a história ficcionada
em alguns aspectos, foi enviada á Blocosonline , aguardandopatrocínio para publicação ou teatralização. Mas, acrescentei mais capitulos num total de 13, ampliando a minissérie, cujos
Retorna ao vídeo pela GNT, o Chefe francês radicado no Brasil, OLIVIER ANQUIER.
Seu retorno se deu em grande estilo porque, além de seu visual agradável e simpático, apresenta-se como sempre, esbanjando o refinamento da educação francesa, além de seus quitutes maravilhosos, calcados nas receitas parisienses ou do interior da França, além de explorar a cozinha brasileira de norte a sul.
Mas nas primeiras apresentações, Olivier viajou à França acompanhado de sua filha Julia, uma adorável e tímida adolescente que deve ter encantado seus conterrâneos.
O esplendor das imagens colhidas em Paris e no interior da França, com seus palácios eternos, nos remete à história da França ou aos contos de nossa infância, recheada de Castelos, e o nosso olhar viaja extasiado nas imagens que o Olivier tão bem soube escolher.
Não desmerecemos os trabalhos de outros “Chefes” que se apresentam na TV, inclusive o esforçado Claude, mas que me perdoem todos, o Olivier é o maior, sem dúvida alguma.
Espero que ele consiga grandes patrocinadores para seu programa porque ele é de altíssimo nível, na categoria a que se propõe.
E nós, brasileiros, carecemos do que é melhor, certamente.
DOS IMPREVISTOS DA VIDA II
Em crônicas anteriores eu me referi aos Seguros, em suas várias modalidades.
Conferi na prática a sua linguagem enganosa e fiz sugestões que esbarram no grande lucro delas, pois preferem continuar lesando os contribuintes.
Hoje, quero falar, mais uma vez, nos imprevistos que a vida oferece.
Fiquei em pânico quando o muro da minha casa desmoronou, não pelo fato em si, mas porque ficar completamente desprotegida nos dias de hoje, onde
os assaltos e as maldades imperam com grande força por parte de uma sociedade doente e o pior, agora viciada com os olhos benevolentes das autoridades máximas do país, tanto em termos de legislações
que procuram proteger os que cometem crimes, com penas brandas e temporárias e até concedendo pensões-cárcere, para quem nunca teve vida honesta ou de trabalho, passei a refletir do quanto ando acertada
em minhas deduções sobre o Governo que temos.
Está em desuso o aperfeiçoamento cultural e a ambição de subir na vida através de estudos que possam conferir aos seus portadores uma vida útil de vida e trabalho.
Está em desuso, também, a competição entre os jovens de maior talento.
Pessoas com baixíssimos níveis culturais e até de inteligência, têm acesso a um patamar superior, em detrimento de pessoas mais talentosas e capazes.
Como o progresso para o país pode ser almejado , em detrimento da qualidade?
Mas, voltando ao fato que me aconteceu, ele veio em hora favorável em que pude fazer frente ás despesas urgentes e inadiáveis, ainda que me impedisse de ir ver minhas netinhas em São Paulo.
Eu, que sempre fui uma mulher forte e que achava que tinha perdido esta grande arma da vida que minha querida mãe me legou, lutei como leoa para restabelecer o que havia perdido.
O imprevisto serviu, ainda, para que eu fizesse ponderações sobre sua gravidade, uma vez que minha casa estava longe do muro desmoronado, o que não aconteceu com outras pessoas,
Considerei como uma alerta, no sentido de refletir se continuo vivendo como estou ou se devo mudar radicalmente meu destino.
Passei por todas as reflexões e adiei a solução que, para muitos, seria óbvia.
Confio no meu poder de levantar das cinzas, sempre.
Não é a primeira nem será a última vez, que sou testada em minhas forças.
Durante estes dias, conferi muitas das dificuldades que outros atravessam, especialmente os que se dedicam à construção civil e sobre as empresas que se dedicam aos materiais de construção, o que abordarei em outra crônica.
AS NOVAS OPORTUNIDADES.
Flag. Tenini 12/07/2010
A tarde estava chuvosa e extremamente fria e o movimento no shopping fraco.
Percebi que o ar condicionado do conglomerado, nem sempre está regularizado com o tempo, às vezes está quente demais e frio lá fora, outras ao contrário. Em outras ocasiões, faz frio lá na rua e dentro do shopping não está em temperatura agradável... Enfim, são ajustes que eles terão de fazer para não afugentar clientes.
4 jovens tomavam café.
Os dois acima conversavam durante o preenchimento de alguma proposta ou provinha para ingresso como vendedores de lojas, o da esquerda assessorava o que o outro escrevia.
Porém o da esquerda já está empregado, pois usava crachá...
Os tempos estão difíceis para vendas pelo que tenho percebido na lojas locais, não só no Barra como em outros shoppings melhor situados.
No entanto, o Governo está otimista com seus próprios negócios e passam ao povo essa idéia.
Mas pelo que li na imprensa, aqueles clientes que acreditaram na fase rosa ou de ouro, estão no vermelho no SPC... porque não pagaram as prestações devidas.
Já os dois jovens abaixo, me pareceram estar empregados ou eram profissionais liberais, talvez não estivessem tão necessitados como os jovens de cima. Também poderiam ser colegas de faculdade...
Sou uma atenta espectadora sobre o que se passa a minha volta e a situação social do povo me preocupa como deve preocupar a todos os brasileiros.
O EMBUSTE DO SEGURO OURO RESIDENCIAL.
Quando contratei o Seguro Ouro do banco, julguei que estava assegurada de qualquer emergência que ocorresse em minha casa.
Qual não foi a minha surpresa quando precisei fazer uso dele, num sinistro ocorrido com o desabamento de um muro que dá para a rua e serve de proteção à minha casa.
O sinistro aconteceu na chuvarada de 25 a 26/06 deste ano, ocasionando o desabamento parcial do muro e metade muro lateral, constituídos de pedras e tijolos. No mesmo dia acionei o seguro que ficou de enviar um perito ao local dentro de 48 horas. O perito só veio depois de 7 dias do ocorrido.
Hoje é dia 13/07 e o seguro informa que o Sinistro está em estudos que devem levar 30 dias para decidir se pagam R$5.000,00 ou menos...
Esclareço que só de mão de obra os orçamentos extrapolaram ao valor citado, pois variaram entre R$ 7.000,00 a R$11.000,00. Além disso, deverão ser pagos aluguel de caçambas de 3 em 3 dias que cobram uma média de R$140,00 por unidade, a cada período, mais o material necessário como ferros, estacas, madeiras, cimentos, areia, brita, pregos, pedras sobressalentes para reforçar o muro, tijolos etc. num valor aproximado a R$4.000,00 + o conserto do portão de ferro de R$500,00 a R$1.000,00, mais o pagamento de um engenheiro para se responsabilizar pela obra...
Esclareço que o terreno fica na encosta de morro.
Além disso, a parte que resistiu ao tombamento apresenta rachaduras denunciando que em breve teremos de providenciar na sua reconstrução...
Então o SEGURO OURO RESIDENCIAL deveria ser chamado de SEGURO LATA RESIDENCIAL...
Alegam que para ter um valor maior para o seguro, eu teria de pagar um seguro bem mais elevado, entretanto, há anos que pago anualmente certo valor que tem renovação automática pelo Banco...
O que eu queria dizer é que, anualmente, o salário mínimo é reajustado, cujos valores sempre são mais altos do que a classe média recebe. Então, seria óbvio que os seguros deveriam sofrer reajustes para fazerem jus ao que se propõem porque há elevação do custo da mão de obra.
Mas eles preferem ignorar tais providências porque assim estarão sempre lesando os interesses das pessoas que, de boa fé, fizeram seguros residenciais, de automóveis ou outros, na triste ilusão que terão o atendimento Ouro que prometeram,
Percebe-se que o negócio do Seguro só é vantajoso para quem oferece o plano, ou por outra, os donos do negócio, porque recebem dinheiro de milhares e milhares de pessoas, aplicam o montante para render cada vez mais e quando devem pagar aos usuários, se omitem, restituindo o mínimo que não cobre sequer, como no meu caso, a mão de obra de operários que o Governo diz proteger...
Mais um goal contra a classe média e média alta, que precisam lançar mão de todos seus parcos e espoliados recursos, além de empréstimos, para fazerem frente às despesas que deveriam ser cobertas pelo seguro contratado.
Você que me lê, ainda acredita em SEGURO OURO? Não seria mais autêntico SEGURO LATA RESIDENCIAL?
Os antigos diziam que “O Seguro morreu de velho...” Eu havia me esquecido disto e... você?
FLS 2 DO site da Tenini, querendo ler e ver anteriores, clique no 1º ítem à esquerda.
OS GARRANCHOS.
Outro dia precisei escrever a mão, uma informação importante.
Surpreendi-me com os garranchos da minha caligrafia.
Irreconhecíveis... seria a idade? O nervosismo da hora? O que aconteceu com a minha caligrafia que parecia uma montoeira de hieróglifos, letras de médicos ou de crianças do Jardim de Infância?
Ao comentar com outras pessoas, informaram-me que o culpado é o computador.
Há quantos anos não escrevo mais à mão!
Disseram-me que os jovens estudantes estão com as letras horríveis, verdadeiros garranchos por não usarem mais a mão para qualquer escrita...
Como é que meus desenhos continuam os mesmos de sempre, nem melhores nem piores?
Conformei-me e estou pensando, seriamente, em comprar aqueles cadernos antigos ( será que ainda existem?) de linhas duplas, para renovar exercícios de caligrafia...
Você, caro leitor, que usa o computador diariamente, há anos, sua caligrafia continua a mesma de antes?
FLS 2 DO site da Tenini, querendo ler e ver anteriores, clique no 1º ítem à esquerda. VARANDA DAS ESTRELÍCIAS- De PORTUGAL para você, caro leitor. PARTICIPE TAMBÉM. ( Site do escritor , poeta e jornalista português JOAQUIM EVONIO DE VASCONCELLOS)
Site português: www.joaquimevonio.comSe queres pintar o Universo, começa por pintar a tua Aldeia" (Leon Tolstoi)A melhor maneira de construir uma Ponte é mostrar aos habitantes das duas margens que têm vantagem em encontrar-se (Ivo Andric)JÁ TIVEMOS MAIS DE 300 000 VISITAS DESDE FEVEREIRO 2004!!!PARABÉNS E OBRIGADO AOS COLABORADORES, LEITORES E AMIGOS!Fernanda LúciaSeja lida(o) pelo Mundo! - Envie o seu link activo a todos OS AMIGOS!BEM-VINDA A NOVA RESIDENTE: ACTUALIZAÇÕES de JULHO: (HOJE já é o 10.º DIA do MÊS...)OS MAIS SAUDOSOS AMIGOS SÃO SEMPRE OS PRIMEIROS A SER ACTUALIZADOS.
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Chá das cinco- detalhe do quadro em acrílica s/tela Tenini
DAS VERDADES E
DOS HOMENS.
Quando releio o que escrevo, acho graça e dou boas risadas.
Por exemplo, só queria ver a cara da “dona Astrid” (que se acha o máximo), quando escrevi o que ela merecia ouvir.
Hoje, todos dizem o que pensam sobre as “verdades” de cada um, mas os jovens só falam besteiras.
Mas nós, da terceira idade, dizemos verdades pensadas, ao contrário de outros tempos em que pensávamos, mas tínhamos vergonha de dizer...
Nunca pensei que ao atingir a maturidade plena, pudesse me sentir, tão à vontade, sobre as coisas do dia a dia, porque somos fiéis a nós mesmas.
Sobre o caso do Bruno, o tal goleiro (de que time mesmo? Flamengo?), é preciso que as Escolas de Futebol tenham mais cuidado em formar homens de caráter em qualquer circunstância, mesmo no trato com mulheres porque se eles tiverem fama, elas estarão atrás deles para tirarem algum proveito da notoriedade.
Não só o Bruno que gosta de máfias, entre o meio mais intelectualizado, vemos pequenos grupos de homens que se rebaixam ao ponto de arquitetar verdadeiros crimes contra mulheres que eles julgam alvos fáceis para suas maldades.
Burra é a mulher que se deixa levar por um homem que, não importa o status que possa ter, costuma ter atrás de si uma máfia de maus elementos e que vive a custa de seus favores.
Bruno provavelmente veio de um meio de vilas e não se desligou dos maus que existem ali, quando começou a subir na carreira. Usou-os como seus guarda-costas que acabaram trucidando a namorada que o estava incomodando ao exigir ser sustentada por ele, com o filho não desejado. Esperamos que a Justiça julgue com isenção e os assassinos tenham as penas que merecem. Que o caso sirva de exemplo, para as mulheres que se acham cheias de charme, para conquistar um homem que esteja em posição de destaque. Homens são elementos perigosos sempre.
Quando se unem em máfias, então, tornam-se verdadeiros animais selvagens, não importam os lustros do dinheiro ou da intelectualidade de seus portadores.
É um conselho sensato que dou às mulheres: “Afastem-se de todo homem que é cercado de amigos por interesses subalternos. Eles estão sempre prontos a atacar em grupo, como animais selvagens.”
( Flag.nocafé por Tenini)
DAS COLEGAS.
Ao ver as duas mulheres no Café, em que a ruiva contava à morena um episódio que, tanto poderia ser interessante como desagradável, já que a ruiva ficava com o rosto vermelho e “contundente”...
As colegas costumam ser nossas confidentes sobre assuntos de serviço , de amores e familiares...
Hoje, as confissões são muito mais difíceis, porque as relações estão muito livres e todo mundo diz o que quer e, especialmente no que não queria dizer.
Dizer as verdades nem sempre são aceitas e costumam complicar as coisas.
Antigamente assuntos pessoais eram camuflados e silenciados. Guardava-se segredo, hoje, todo mundo é “boca aberta”... ou língua de trapo.
De vez em quando explodia uma fofoca para colocar todo mundo em movimento de pró ou contra o colega que teve um atrito com o Chefe ou a Chefe ...
Nós, as mulheres, somos um tanto destemperadas e escandalosas ,criadoras de casos e adoramos por fogo no circo .
Mulheres em política, quando na oposição, parecem jararacas...
Esta é uma das razões pelas quais não vou votar na Dilma.
Tem mais, as mulheres estão sempre desejando o namorado da amiga...
Os homens costumam não trair os amigos, mas há os meio-termos que procedem como as mulheres.
Homens são mais políticos do que as mulheres e sabem liderar homens e mulheres numa boa.
Claro, estou falando naquele homem que além de competente, tem paciência para aturar os “dias negros” ou de TPM das mulheres...
Aqui no sul, temos um bom exemplo sobre as confusões que as mulheres armam ao dirigir um Estado.
Nossa Governadora é competente, mas instável. O difícil é alguém permanecer ao seu lado...
Fui Chefe durante 28 anos, em todos os escalões que a minha profissão propiciou.
Tinha um mérito, eu sabia acatar ordens superiores e realizar o trabalho com criatividade.
Meus subordinados eram de nível superior e administrativos , mas eu sabia controlá-los numa boa , tinha o respeito e a amizade da maioria.
Procurava dar o exemplo, pois era a primeira a chegar e a última a sair do serviço, além de ser meticulosa no exame de processos.
Tinha cartaz entre as autoridades superiores, fossem de que Partidos fossem e sempre fui convidada a implantar programas novos.
Em pouco tempo os programas deslanchavam como se tivessem fermentos e se destacavam.
Quando encontro colegas de outros tempos, elas me dizem que “o meu período na Chefia, foi de ouro para nossa profissão”.Fico feliz por ouvir tal conceito sobre a minha pessoa e o mérito todo foi da educação que recebi em casa.
Minha mãe era filha de Oficial Superior do Exército e encaminhou meus irmãos para a carreira militar, então, aprendi as duas coisas: a obedecer e a mandar...
Só que os tempos mudaram e hoje, tenho a impressão de que todos são donos dos próprios narizes, além de não aceitarem opiniões alheias... então, dirigir um serviço deve endoidar qualquer um...
Des. Tenini
A DERROTA DO BRASIL NA COPA.
Conforme escrevi em crônica anterior O FUTEBOL DA COPA, tenho a dizer que eu previa a derrota do Brasil não só pelas razões expostas ali, mas também porque o nosso futebol não me era reconhecível de tantos jogos espetaculares que estamos acostumados a assistir.
Os dois primeiros jogos me pareceram apresentações “varzeanas”, mas nosso time pareceu melhorar como futebol brasileiro de fama, justamente no primeiro tempo contra a Holanda, até o empate. Dali para frente, perdeu todo carisma.
Não me cabe culpar o treinador, nem os jogadores porque tínhamos poucas chances mesmo, além de eu ser pouco entendida no assunto para achar culpados.
Mas , penso que os melhores jogadores brasileiros exportamos e, depois, achamos que eles estão caretas demais para convocá-los, ao contrário de outros países que prestigiam seus “famosos”.
Mas o pior de tudo, assisti num tal programa Happy Hour da GNT, em que a apresentadora completamente descontrolada, como sempre está, chamou o treinador de “Burro...” e que ela estava com o “churrasco atravessado na garganta”.
Aliás, já deu para notar que ela cisma contra os gaúchos e o Rio Grande do Sul. Está querendo insuflar, em seu programa, bahianos, paulistas e nortistas contra o sul do Brasil ?
Que ela tenha suas opiniões, em seu meio familiar e de amizade, tudo bem, mas alguém que tenha o microfone na mão , deveria ser mais responsável para com as palavras que profere.
Insuflar o sul contra o Norte e Nordeste não me parece uma boa ideia , será a mesma coisa que boicotarmos todos produtos bahianos e nordestinos, inclusive os patrocinadores de Happy Hour.
Sinceramente? Ela não merece o mesmo epíteto que deu ao Dunga?
Gostaria de saber quem são os Patrocinadores de tal programa para que seus produtos jamais entrem na minha casa. É a resposta que dou à Dona Astrid, “ a “simpatia” personificada...
"E assim, o país do futebol deverá emplacar derrotas para o povo brasileiro, por uma questão de coerência..." - ( Vejam a minha crônica O FUTEBOL NA COPA, logo abaixo, depois do 2º jogo do Brasil ...) La Tenini!
BANQUETE DOS PÁSSAROS.
Hoje pela manhã fiquei embevecida ao ver os pássaros no meu abacateiro-manteiga, saboreando um dos abacates.
Eles faziam fila nos galhos da árvore para bicarem o buraco que fizeram no abacate... Cada um na sua vez.
Entre os pássaros divisei: sabiás, João do Barro, pássaros pretos, maricotinhas, saís sete-cores e saís verdes e azuis, canários da terra e pombinhas rolas!
Não tínhamos ainda percebido os pássaros fazendo buracos nos abacates e eu disse à minha empregada que eram eles e ela cismara que havia rato ou morcego por ali...
Hoje, pude convencê-la.
Não divisei nenhum bem-te-vi, pelo menos no momento em que eu contemplava a cena, sentada em frente ao computador, mas eles também andam por aqui com seus imponentes trinados.
Alguns como as maricotinhas, chegavam a ficar por muitos minutos dependuradas no fruto para saborear aquela gostosura.
Mas não é só no abacateiro que os pássaros estão fazendo festa.
Lá na bergamoteira, especialmente nas frutas que estão ao alto, os pássaros bicam as frutas para saborearem as doçuras.
Ao redor da árvore, há muitas bergamotas que os ventos derrubaram ou por terem caído de maduras e grupos de pássaros ao redor.
Vocês nem imaginam a minha alegria por vê-los felizes transformando meu pátio em banquete de pássaros.
Se eu vivesse mais tempo, juro que plantaria outras árvores frutíferas para que estes nossos amigos canoros de todos os dias, viessem em bandos de todas as espécies como eu os vi agora, para alegrarem meus dias.
Um exemplo de unidade, de amizade, de organização, de respeito às diferenças e ao direito de cada um.
Esta é a lição que muitos seres humanos não aprenderam, ainda.
Des. pastel Tenini
DOS IMPREVISTOS DA VIDA.
Sexta-feira, dia 25/06 , amanheceu muito chuvoso e o céu escuro. Além das chuvaradas, à tarde, muitos raios, trovoadas e rajadas de vento completavam o cenário.
Depois das voltas necessárias que preciso dar diariamente, voltei para casa e dormi cedo por causa do tempo. Pela madrugada, acordei 2 a 3 vezes com o barulho de raios e trovoadas.
Como moro em zona de morros e por ser a primeira da rua, sem vizinhos do lado esquerdo, minha casa fica sujeita a receber os raios que caem.
Certa vez, entrei em contato com a Prefeitura e CEE e um engenheiro me explicou o que ocorria:
Os raios caem nos fios e deslizam até a ultima casa onde a descarga é despejada.
A minha preocupação era de que minha piscina, depois de um dia semelhante ao que aconteceu no dia 26, amanheceu com rachaduras .
Creio que deva ter acontecido o mesmo com o muro, além das chuvaradas deslizando em terreno em declive, porque ao amanhecer do dia 26, sábado, fui avisada pela vizinha que meu muro de pedras de quase 3 ms de altura havia desabado.
Desde então fiquei em pânico, primeiro porque minha casa ficaria desprotegida, além da despesa de vulto inesperada.
Claro, eu tinha seguro, mas este não cobre sequer a mão de obra, em caso de necessidade.
Além disso, teria de providenciar uma papelada para enviar ao seguro, segundo eles, para evitar fraudes...
Então, de lá para cá, ainda não consegui resolver o problema e acredito que só a semana que vem, poderei, enfim, iniciar as obras de restauração do muro.
Mas o que eu queria dizer é que tudo que sai “ em conta”, acaba tendo prejuízo.
Meu muro tem 17 anos e há milhares de muros de pedras pelas redondezas que estão intactos há 40 ou mais anos. Creio que quando mandei fazer o muro, escolhi a proposta mais barata porque o dinheiro que eu tinha era curto e agora deu no que deu.
O pedreiro que realizou o trabalho já morreu há anos e fora indicado como excelente profissional.
Mas o que eu constatei depois é que meu muro não continha escoamentos para água de chuva, indispensáveis para terrenos como o meu, então, tentei resolver o problema com reparos que não sei se foram feitos a contento.
Enfim, agora meus sonhos mais imediatos caíram por terra, porque havia planejado passar as férias das minhas netinhas Luísa e Julia , em São Paulo. Não vai dar.
Mas esta noite dormi mais tranquila porque cheguei a conclusão de que quanto mais eu me desesperar mais problemas aparecerão.
Vou deixar a onda passar porque “ não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”, como diz o ditado popular.
Pelo menos, agora, vou ser mais cuidadosa com as propostas que me apresentarem, convicta de que o barato sai mais caro, depois.
Um ditado popular conhecido mas que duvidei dele.
Além disso, fico pensando que o problema de morros pode acontecer tanto aos pobres como aos mais abonados, com uma diferença, os pobres são ajudados depois, com milhares de auxílios que surgem de toda a parte.
A classe média, mesmo a média alta, tem de se virar com os próprios recursos, agora tão diminuídos pelo Governo sindicalista e socialista que temos de aturar, então as vítimas somos nós.
Quanto ao tal “seguro”... ah, este, morreu de velho porque há 10 anos continua com a mesma tabela de ressarcimentos dos “sinistros”... além de serem protegidos dos que estão no Poder...
E vivas aos Silva!! Um negócio bem interessante para os donos das Seguradoras.
UM IMPORTANTE BISPO NA FAMILIA.
( Paint Tenini)
É notório que , ainda hoje, a Igreja Católica é cultuada e respeitada na Itália.
Tenho assistido a RAI e me surpreendo que apesar da liberalidade que existe naquele país, acompanhando os novos tempos de excessivo culto à sexualidade, responsável pelo baixo nível dos valores morais e humanos que dizem respeito aos sentimentos que brotam do coração, eles são fiéis à religião oficial italiana.
Creio que este texto deva interessar somente aos meus familiares do ramo Canini porque eu tenho pesquisado rotineiramente tudo que se refere a eles.
Pois eu sabia desde menina que havia um tio do meu pai que havia sido um importante Bispo italiano, com grande influência no Vaticano por seus dotes culturais de literato, historiador e fluente em várias línguas, tais como francês, latim, alemão, espanhol e grego, entre as mais importantes.
Mas jamais pensei que um dia, poderia pesquisar e achar quem fora o tal Bispo de quem meu pai tanto se orgulhava.
Entretanto, pelas datas de nascimento e morte do tal clérigo, penso que ele deveria ser tio-bisavô ou tio-trisavô do meu pai.
Quero esclarecer que meu avô, por influência familiar, fora encaminhado ao Seminário do Vaticano para que fosse Padre, entretanto, ao término do curso, por razões pessoais, ele desistiu da sagração, voltando para casa.
Pode ser que tal tenha ocorrido em razão da guerra com a Áustria , pois seu pai fora preso pelos austríacos como articulador de conspirações contra os invasores austríacos no Norte da Itália.
Sendo filho mais velho, talvez tenha achado que precisava ajudar a mãe e o resgate de seu pai do cativeiro austríaco.
Na ocasião, seu pai ( meu bisavô) estava preso em masmorra na Áustria e condenado à morte, tendo sido perdoado nas vésperas da execução, por intercessão do Papa que implorou à Imperatriz Sissi por sua libertação.
A Imperatriz Sissi conseguiu que seu marido, o Imperador Francisco José I, da Áustria, comutasse a pena e meu bisavô foi libertado e os familiares jamais esqueceram e eram gratos àquela bela dama Real.
O Bispo importante a que se referia meu pai teria sido Dom Girolamo Canini? Padre jesuíta e Bispo de Anghiari, ( 1551-1624),dedicou-se à literatura, com vasta bibliografia sobre a História dos Reis romanos, tradutor emérito para o italiano, de grandes livros sobre de História de outros países, além de autor de livros relativos à religião católica. No Google encontramos extensa relação de livros que são considerados raridades históricas de autoria de Dom Girolamo e são vendidos na Europa como preciosidades.
Seu prestígio foi tão grande que Papas reverenciaram sua memória pelo grande acervo cultural que trouxe para a humanidade e ao povo italiano e que honra a Igreja Católica de todos os tempos.
Mas meu avô, sobrinho-bisneto de Girolamo, revelando personalidade forte, carismática e controversa, enfrentou a Igreja Católica do seu tempo por defender a abolição do celibato para os Padres.
Arranjou grandes problemas com a Igreja local de Garibaldi, já no Brasil, com sanções injustas que o levaram para o protestantismo.
Não vou discutir aqui as razões do meu avô nem da minha família que acompanhou seu gesto, até os dias de hoje.
Pessoalmente, talvez por influência de minha mãe e a isenção do meu pai com relação a este assunto, continuei católica apostólica romana, embora não seja fanática religiosa, nem tampouco comungo de alguns dogmas e orientações que a Igreja defende. A do celibato dos padres é uma delas.
Mas sou fiel às raízes históricas da minha família e respeito os grandes nomes que nos antecederam e entre eles, Dom Girolamo Canini, a quem, hoje, admiro pela grande obra cultural que legou aos seus patriotas.
Sinto-me estranha ao escrever sobre um ancestral que viveu no século XVI, mas tive o ímpeto de resgatar sua memória revelando a todos nós do século XXI quem foi aquele religioso de invulgar talento e cultura , que ainda é lembrado nos livros que deixou, quando o Vaticano enfrenta vários escândalos, muitos forjados com intuito de prejudicar a Igreja Apostólica Romana.
Só Deus sabe o por quê faço isto, talvez uma leve esperança de que os familiares do meu pai, sejam menos severos com o catolicismo, decorrido tanto tempo depois dos fatos, porque afinal, o Cristianismo tem por base o Amor entre todos na face da Terra porque somos todos irmãos.
E o Perdão foi pregado com insistência por Cristo e devemos empenhar-nos em exercitá-lo na vida cotidiana, nem que nos custe aturar as injustiças que nos são cometidas.
O MENINO E A BOLA- óleo/tela Tenini
O FUTEBOL DA COPA.
]Já estive mais animada com o desempenho da representação do Brasil, mas estou achando que não vamos levar a taça e, talvez, como a Itália, tenhamos de deixar a Copa, breve.
Nada entendo de futebol, mas acho que nossos jogadores estão sendo caçados em campo para colocá-los fora dos jogos, sejam em lesões provocadas intencionalmente ou o apito do Juiz que está roubando...
A impressão que tenho é que dificilmente traremos a Taça para o Brasil.
Aliás, todo mundo está de cabeça virada para os jogos mundiais e o Governo, aproveitando-se disso está carreando dinheiro para os cofres visando à eleição da Dilma.
Além disso, o Congresso, bem nos primeiros dias da Copa, concedeu aos seus funcionários, 25% de aumento este ano. Isto é um roubo e um escândalo porque quem vai pagar os funcionários do Congresso é o povo brasileiro.
Ninguém notou porque os jornais publicaram numa pequena nota tal aumento escandaloso porque os jornalistas estão todos envolvidos com o futebol.
Qual o trabalhador brasileiro que teve 25% de aumento salarial este ano?
Pelo que eu saiba, nem a iniciativa privada se atreveu a dar tal percentual a seus funcionários.
O funcionalismo federal está recebendo aumentos por etapas a cada ano, num total médio de 3 %...
Acontece que o aumento, a cada ano, atinge um determinado número de Ministérios, os outros ficam de fora.
Sou do Ministério da Saúde e no governo Lula teve apenas um aumento salarial, por volta de 3% e uma reclassificação que nos tirou todos os direitos legítimos.
Pior de tudo é que foram inventados todos os tipos de descontos em nossos salários e o saldo ficou aquém do salário que tínhamos há 8 anos atrás.
Assim é o Governo Lula, ele julga de acordo com seus interesses imediatos, reajustando salários daqueles que possam trazer retorno para os cofres do Governo, agora, visando às eleições e a compra de votos.
Como Educação, Saúde e Cultura não dão o retorno imediato de votos, não estão nas cogitações presidenciais.
E assim, o país do futebol deverá emplacar derrotas para o povo brasileiro, por uma questão de coerência...
Tomara que eu esteja enganada e o “milagre brasileiro”aconteça ao contrário da farsa que nos impingiram.
O FOTÓGRAFO. Texto Tenini. ( Teresinha M. Canini Ávila)
Havia recém chegado ao Café quando percebi em mesa próxima uma jovem mãe com seu pimpolho, completamente embevecida como são as mães de primeiro filho.
Mas de repente, meu olhar foi desviado, por um minuto, para o fotógrafo da esquerda do flagrante, ao alto, que tirava fotos ao pé da escada rolante, em vários ângulos. Ora ajoelhado, ora quase deitado, ou em pé...
Um artista , portanto. Só deu para eu desenhar o instante do homem que me pareceu não ser daqui... ou era ?
Mas voltando ao fotógrafo, ele era claro, rosado, olhos escuros e devia ter por volta de 30 a 40 anos.
Seria um fotógrafo famoso clicando Porto Alegre? Ou um estudante de fotografia, realizando fotos para seu curso?
Pensei, fotógrafo e artista como eu que colho flagrantes, temos gostos em comum... ambos um pouco ridículos pelas necessárias exposições, mas felizes com o que estamos fazendo.
No flagrante, ao alto à direita, colhi um professor que tomava cafezinho e falava num celular branco...
Na sua jaqueta dizia: Professor desde 1996.
Grisalho, magro, alto, esportivo, deslizou pelos corredores com seu capacete de motoqueiro debaixo do braço. Entrou numa loja de tênis, saiu e perdeu-se pelos corredores do Barra.
Professores são eternamente jovens e paquerados pelas alunas. Eles? Ora, curtem o sucesso.
A menininha morena da direita, sorria para mim, de seu carrinho. Estava em companhia da avó ,mas ela falava tudo apesar de sua tenra idade. Gasguita e inteligente, pedia a atenção da avó toda hora.
A mãe da menina deve trabalhar e é a avó quem toma conta da garotinha, como eu gostaria de fazer se minha filha morasse aqui.
O JOVEM ARTISTA- flag. aq. Tenini 21/06/2010
O JOVEM ARTISTA.
Logo que cheguei ao café, observei em mesa próxima dois rapazes jovens que conversavam animadamente, mas de longe não poderia afirmar qual o assunto, entretanto, pela postura dos dois, penso que eram um artista e um executivo, que poderia ser tanto um promotor de eventos como um administrador de empresas ou um advogado.
O assunto seria provavelmente de negócios.
Mas a minha atenção centrou sobre o artista. Qual seria sua área?
Música? Artes visuais? Teatro? Dança? Moda?
Ou seria um cabeleireiro famoso e bem sucedido...
Afinal, ele era muito jovem, bonito, com os cabelos negros ondulados, arrumados em forma feminina.
Aliás, ele representava um jovem bem cuidado, com as unhas em esmalte incolor e impecavelmente feitas em manicure.
O traje elegante e discreto. A manta, quadriculada nas cores róseas, verdes e beges com pontas em franjas... Os sapatos em fino couro em cor ferrugem, com pontas quadradas, mais usados por mulheres.
Imaginei para o jovem artista, um passado em longínquas terras européias: Paris, Londres, Madrid, Lisboa ou Roma?
Talvez tivesse estudado em um desses países. Claro, ele falava português correto e da forma como se fala aqui na minha cidade.
Fiquei a pensar nos novos tempos em que todos assumem com tranquilidade as suas preferências no modo de ser e de viver.
Mas fiquei intrigada no tipo de Arte a que se dedicava o jovem. Música erudita ou popular? Roqueiro? Seria um artista plástico em ascensão? Bailarino? Teatro? Rejeitei esta hipótese. Cabeleireiro? Poderia ser... Estilista? Também achei viável tanto pelo tipo físico do jovem como no seu bom gosto no trajar.
Quando sairam, percebi que o jovem era baixo e portava uma maleta metálica de regular tamanho, que poderia ser: tanto um estojo de instrumento musical, como de pintura ou de estilista.
Estariam certas as minhas hipóteses? Talvez, mas tenho me enganado muitas vezes.
O certo mesmo é que o jovem era extremamente cuidadoso com seu visual... mais do que o normal para os jovens de sua idade.
Quadro em acrilica s/tela Tenini: BISTRÔ, pintado ao vivo.
A PROPOSTA.
Jamais imaginei que algum texto meu fosse alvo de interesse por parte de alguém porque coloco no papel as minhas impressões do cotidiano, limitadas às vivências pessoais.
Coloco na Internet recordações da minha vida ou de viagens que realizei e que foram inesquecíveis.
Sobre viagens, devo dizer que o que mais me chama a atenção são as pessoas que cruzam por mim , inseridas numa paisagem que não é a minha.
Os estrangeiros despertam em mim grande curiosidade e parece que necessito sentir-lhes as almas...Talvez porque eu pertença a famílias de descendências européias que para cá vieram fugindo de guerras e suas consequências, ou buscando novas oportunidades de crescimento.
Como amo a terra em que nasci, fico curiosa por saber como são aquelas outras pessoas do lado de lá do Oceano.
Esta minha ligação com a Itália, pelo meu lado paterno tem profundidades venezianas de rara beleza e de Arte, ainda que do lado português de minha mãe, me faça procurar laços com Portugal de alentejanas terras pela sua esplendorosa Poesia.
Pois esta semana recebi um convite de um grande jornal eletrônico da Internet dedicado aos descendentes de italianos solicitando textos e obras minhas para divulgar.
Mas eu já fazia parte de outro site com as mesmas finalidades, então encaminhei o pedido ao site que já vem me divulgando há tempos.
A resposta foi a de exigirem a minha exclusividade.
Claro que, sendo jornal eletrônico daqui, prometi exclusividade, embora seja apenas colaboradora.
Mas confesso que fiquei lisonjeada com as palavras que foram ditas sobre o meu modesto trabalho e me fez feliz por algumas horas, talvez para compensar o que outras pessoas, no anonimato, tentem boicotar o que faço.
Mas como tenho os pés no chão, sei que tenho talento, sim, por razões genéticas , nada mais do que isto.
Um talento que milhares de pessoas também têm, basta descobri-lo e exercitá-lo.
Quadro de Giovanni Ângelo Canini ( 1617-1666)
A ANCESTRALIDADE.
Acredito em genética humana e, em decorrência disso, sempre gostei de pesquisar sobre meus ancestrais, uma curiosidade que me levou à Arte de séculos passados e uma intuição de que já vivera tudo aquilo que pesquisei.
Entre meus ancestrais verifiquei que desde o século XIV e talvez, antes, meus ancestrais paternos dedicaram-se à cultura, num tempo em que eram raras as pessoas que tinham acesso a ela.
Normalmente, os artistas pertenciam às famílias que de alguma forma foram ligados à nobreza de então e temos até brasão de família.
Mas entre eles encontrei poetas, filólogos, escritores, historiadores, tradutores, tipógrafos, pintores, gravadores, escultores, artesãos, além de militares famosos, religiosos e, até jornalista revolucionário.
Gosto imensamente do Desenho, não tenho a habilidade dos ancestrais, mas tenho facilidade para desenhar retratos expressivos e que podem ser considerados razoáveis num mundo moderno de Arte em que as desestruturações da imagem passaram a dominar o cenário artístico, a exemplo de Picasso.
Se analisarmos as obras de Picasso veremos que na sua fase acadêmica era apenas razoável, mas sua personalidade esfuziante, num rasgo de bom humor e criatividade, passou a desestruturar as imagens que alcançaram o apoio da imprensa.
Ora, a imprensa, voltada para notícias e novidades sem, contudo, ter erudição em arte, adorou Picasso e fez dele o artista que se consagrou em vida.
Voltando ao assunto da ancestralidade, a Imprensa noticiou no ano passado, que o Palácio de Buckingham havia comprado o Desenho de um Nu masculino do artista Giovanni Ângelo Canini, obra realizada no século XVII. (*1616-+1666).
Pelos dados históricos da minha família este artista é um dos nossos ancestrais, que eram oriundos de Anghiari, na Toscana, como meu bisavô.
Fiquei feliz, ele não foi um dos maiores da Arte, mas foi um dos mais importantes artistas italianos do século em que viveu.
UM BOUQUÊ GIGANTE PARA MEUS OLHOS GARÇOS.
O meu pátio é mágico porque, de repente, acende cores pelo tapete verde que me deslumbram.
Lembram o que contei sobre a acácia mimosa que o vento derrubou e que o jardineiro escorou o tronco para tentar salvá-la? E que eu tinha medo que ela morresse?
Pois ela sobreviveu e, de repente, explodiu em cachopas amarelas numa copa tão grande que parece um buquê gigantesco para homenagear meus
cansados olhos garços . Estaria retribuindo o que fiz por ela?
Só espero que elas durem até o meu níver porque a acácia mimosa está florescendo antes do tempo.
Fico feliz ao olhar o meu pomar-jardim, porque de um lado as frutas estão maduras e apetitosas e do outro, a acácia mimosa parece compensar a perda da árvore de São João que sumiu do canto onde estava há anos.
Mas tudo acontece da mesma forma no cotidiano da vida, a gente ao perder um amor, pode achar outro mais brilhante e luminoso para colocar novas cores no nosso caminho . E se o novo amor não nos merecer, precisamos deletar, mas a Arte, jamais!
Com este pensamento, vou levando o meu viver em que a Arte é magia, ficção e criação nesta cabeça inquieta que Deus me deu.
AS LUVAS.
Aqui bem no extremo sul do Brasil, tem feito muito frio, além de dias cinzentos, com raras aparições de sol e uma chuvinha que cai persistente a intervalos regulares.
Então, como minhas mãos ficam geladas, procurei minhas luvas do ano passado e não achei nos meus guardados.
Como tenho tido empregadas, talvez elas tenham achado que eram velhas e que eu não queria mais.
Afinal, as luvas de tricot são baratas e acessíveis a qualquer bolsa.
Sim, tenho luvas mais refinadas, mas estas são para ocasiões especiais e não, para toda hora.
Com esse pensamento, o de comprar um par de luvas, fui ao shopping, com uma vizinha que me pedira carona.
Lá chegando, depois de um cafezinho fomos andando pelos corredores para ver as novidades.
Mas há uma loja do 1º piso que vende bijuterias finas, chapéus, mantas etc., e pensei, - È lá que vou achar as minhas luvas.”.
No mostruário em cima do balcão vi uma meia luva, dessas que são próprias para quem dirige, justamente em tricot. Mas elas tinham um filete de pedrarias e brilhos na cor prata. Fiquei em dúvida por um segundo, mas minha amiga adiantou-se e comprou as luvas...
Perguntei à atendente se tinha luvas comuns, baratas, e ela respondeu que não.
Confesso que apesar de ter trabalhado a vida toda com a pobreza, sou fissurada em andar bem produzida, com roupas clássicas e... bijuterias douradas ou prateadas, além de tudo que tiver brilhos!
Ora, por mero acaso, o brilho está em moda, seja em blusas, blusões, camisetas etc. tudo por conta da China ou India, a preços bem baratos.
Assim, os brilhos, que antigamente eram privilégios das pessoas com carismas, como artistas, (porque as pessoas chiques achavam cafonas) hoje, estão ao alcance de qualquer um.
Fiquei pensando no tal par de luvas com brilhos... no dia seguinte, voltei à loja e encontrei o mesmo par de luvas em preto. Não resisti! Comprei as luvas e fui para casa.
No outro dia, fazia 6 graus e eu estava com as mãos geladas, bem próprias para o uso das novas luvas.
Fiquei um pouco hesitante por causa dos brilhos, mesmo assim decidi usá-las.
Uma maravilha, com os dedos longos e retocados os esmaltes das unhas, à mostra, fui ao café para desenhar como sempre.
Sentei-me no canto da minha preferência e fiquei a colorir os desenhos que havia feito.
Que facilidade! As meias-luvas não atrapalharam em nada.
Mas o melhor delas é que atraíram os olhares e sorrisos masculinos e delas para a dona...
Dois ou três senhores que entraram no café, sentaram-se perto, fascinados pelos brilhos das minhas luvas e dali para um papo... não demorou muito.
Benditas luvas, além de úteis, seus brilhos são mágicos...
11/06/2010- quadro AMOR, óleo s/tela de Tenini
DESCOMPASSOS ...
Quando eu era adolescente, morava na Alberto Bins, num edifício onde os moradores cada um tinha suas histórias, muito interessantes se eu fosse relatar aqui.
Alicinha morava com a irmã desquitada para fazer-lhe companhia. Era professora primária e deveria ter por volta de 26 a 30 anos. Era bonita, com uma beleza dessas que chamamos de delicada ou angelical.
Muito católica, frequentava a missa todos os domingos, na Igreja de São José, onde comungava religiosamente.
Alicinha tinha um namorado que vinha sempre aos finais de semana e namoravam no portão do Edifício ou saiam a passear pela rua da Praia ou iam à cinemas. Ele era um homem bonito, claro , de olhos e cabelos escuros , trajava elegantemente e diziam ser advogado . Deveria ter por volta de 30 anos. Formavam um belo par e pareciam muito apaixonados um pelo outro.
O namoro seguia sempre o mesmo ritmo e assim se passaram mais de 4 anos.
Eu ficava admirada porque não noivavam e nem havia perspectiva de casamento.
Eu só estranhava porque ele não frequentava a casa, como era comum naquele tempo entre os namorados. Será que ele não queria ou seria ela que não convidava?
De repente, eu vi no jornal o anúncio de noivado dele com outra moça da sociedade, de família muito rica.
Alicinha ficou só e tristonha por alguns dias, mas de repente, ela apareceu com novo namorado, igualmente bonito mas loiro... e que tinha um belo carrão.
Em um mês estava casada. Diziam que ele era um industrial de Caxias bem sucedido.
Foi um espanto geral os dois desfechos para um casal de namorados que antes, pareciam ser feitos um para o outro.
A minha vida continuou, casei, fui morar um longo tempo no Rio de Janeiro e na volta quis saber o que teria acontecido com Alicinha.
Soube que o marido fora muito mal de negócios e perdeu tudo, ela teve uma ponchada de filhos, como manda a Santa Igreja e continuava lecionando para manter a família.
Quanto ao ex-namorado, soube que teve sucesso relativo na carreira mas vivia confortavelmente com a mulher rica com quem casara.
Às vezes fico pensando, o que teria havido com Alicinha e o namorado advogado e que, de repente, o descompasso os afastou definitivamente um do outro?
Por quê a vida aprontou destinos tão diversos para pessoas que tinham tudo a ver um com o outro?
Ou estarei enganada, pois o traidor fora ele que buscou agarrar a fortuna que passou por perto...
Será que ele não se arrependeu depois?
E Alicinha, por quê aquele casamento repentino, não seria uma vingança contra o seu primeiro amor?
Na maturidade da vida, que conclusões eles tiraram de tudo?
Seriam felizes com o descompasso que o destino aprontou ?
( catoralírica-esboço de 1993 Tenini)
JUNHO! ( 07062010)
Logo depois do feriado de Corpus Christi, fui ao shopping certa de que não haveria nenhum movimento por causa do feriadão. Fiquei surpresa com a intensa movimentação no Barra, em que as pessoas transitavam nos corredores portando sacolas e as fisionomias alegres como em dias iluminados, embora o dia estivesse frio e chuvoso.
Depois me lembrei que era início de mês, e os frequentadores do conglomerado estavam alegres por terem recebido seus rendimentos...
Exatamente como me sinto quando verifico que no saldo da minha conta acusa a entrada de salários.
Fico imaginando a alegria do povo que dura não mais do que 4 ou 5 dias, porque logo, logo, terão de pagar as contas e as compras restringem-se ao mínimo...
Que bom seria que todos tivessem salários que durassem todo o mês e que este comportasse tudo que gostaríamos de adquirir... Seria uma maravilha, como diz o Claude, Chef francês com programa na TV
Mas nossa realidade é outra, a alegria dura pouco. Para alguns, ela dura apenas algumas horas e lá estão a esperar o mês seguinte.
Fico pensando na Grécia. Assisti um documentário em que revelava os altos salários recebidos pelos executivos e funcionários naquele país. Até bem pouco, havia alegria e muitas compras para alegrar as famílias e enfeitar as casas... O documentário revelava um alto status do povo na Grécia, com mansões, carros de luxo e piscinas.
Entretanto, o país afundava em dívidas. O Lula, condoído pela situação dos gregos, decidiu emprestar alguns bilhões de dollares para acudir o Governo daquele país...
Assim são as coisas, os brasileiros amargam uma recessão que vem desde o tempo dos militares, abrandada um pouco nos anos 1994 a 1998... depois veio o Governo do Fernando Henrique que arrochou os cofres da nação no seu 2º mandato... Veio o Lula e tudo piorou porque seu Partido tinha sede de vingança contra os funcionários públicos e a classe média, média alta em geral...
Então, temos de ficar alegres apenas nos primeiros dias do mês porque logo teremos de pagar as contas, constantemente reajustadas.
Como se mantém o Comércio, einh? Juro, que ao examinar algumas lojas imponentes sem venderem nada, penso que talvez as fachadas escondam outras manipulações financeiras que rendam mais. Enfim, quem sou eu para julgar alguma coisa, n’é?
Afinal, não passo de uma barnabé... ( 07/06/2010)
( Quadro; Óleo s/tela Tenini- A DAMA DE AZUL)
O ROSA ANTIGO DOS CINAMOMOS.
Pintaram-se de rosa antigo, os cinamomos da calçada...
Estão tão altos que eu nem percebi as fases dos amarelos e, de repente, meus olhos descobriram ao alto as sementes róseas, como a querer alcançar o céu.
Mas há semanas que o céu está gris e as chuvas caem de fininho, como manto gelado cobrindo as copas das árvores e molhando a calçada onde o jacarandá, meio desnudo sabe que deve, ainda, atravessar o Inverno para que comece a pintar de lilases as folhas verdes que insistem em brotar.
São tantos os Outonos que atravessei na minha vida que quase me passou despercebido o deste ano.
Não vi os plátanos nos seus amarelos, terras e sienas...
Mas eles devem ter encantado os visitantes daquela mágica e poética rua do outro lado da cidade.
No meu jardim senti a ausência das belas flores vermelhas da árvore de São João, ou as flores do General como antigamente eram chamadas. O novo jardineiro deve ter podado ou arrancado a pequena árvore, num gesto dos novos tempos, o do comunismo extemporâneo!
Entretanto, ela renasceu no terreno baldio vizinho ao meu e lá estão as flores vermelhas para me encantaren com suas exuberâncias, ainda que digam que não são mais minhas...
Tinha planos para este outono, planos de viagens que não aconteceram.
Mas apenas foram adiados , logo, estarei voando ora para os meus amores , ora na busca de novos horizontes.
Afinal, a vida continua a brindar-me com seu sorriso, ainda que seja um sorriso de Gioconda, mas como Da Vinci pintou, misterioso e sedutor...
Faz algum tempo que conheci a Bruna, uma mendiga que andava pelos nossos bairros.
De vez em quando ela vinha para esta rua e passava o dia sentada nas calçadas.
Afligia-me quando ia chegando a noite, pois ela encolhia-se na calçada fria, para dormir.
Bruna era uma velhinha com cabelos cor de neve, mais para lisos do que crespos. Tinha uns olhos grandes, pretos belos e expressivos. Mas a sua cor era de cuia. Deveria ter sido bonita quando jovem. Era miúda e magrinha.
Tentei conversar com ela, mas respondia que não sabia onde estava a cabeça dela. Sempre dizia que perdera a cabeça em algum lugar. Não aceitava dinheiro. Um dia quis dar-lhe alguns reais e ela os jogou na calçada, dizendo: -Não quero dinheiro!
Aceitava um prato de comida e das frutas não gostava de maçãs.
A bem da verdade, costumava comer apenas uma fruta e as demais jogava fora.
Certo dia , porque estava frio, juntei algumas roupas de inverno e dei a ela.
Olhou, olhou, dobrou e ficou ali na calçada meditando.
À tardinha, encontrei as roupas jogadas no pátio...
Gostaria de saber a história de Bruna. Devia ser uma história triste para ficar assim , desligada de tudo. Me disseram que ela tinha parentes lá pelos lados da Cavalhada, mas ninguém sabia se ela se chamava Bruna mesmo ou inventaram .
Diziam que ela tinha uma filha, mas ela nada informava sobre seu passado .
Bruna era doente mental? Sofria de alzheimer?
Que dramas destruiram o seu viver? Teria sido uma paixão sem retorno que a deixou assim?
Certa vez ela esteve por aqui e quando chegou a noite, esfriou e fiquei com muita pena dela. Acolhê-la sem conhecer detalhes sobre sua patologia era complicado, então, busquei contato com a Ronda Social.
Acionei à Telefônica e eles disseram que não sabiam, como sempre acontece , quando ainda nos dão telefones errados...
Liguei para a Brigada e eles me deram um telefone que não atendia.
Liguei para a 6ª Delegacia e também nada souberam informar.
Como era feriado, já estava desistindo, então lembrei-me de ligar para uma entidade assistencial e foi alí que consegui o telefone da Ronda Noturna.
Entre o meu desejo de ajudar e conseguir o contato telefônico correto, passaram-se duas horas. A Ronda Noturna ficou de recolher Bruna para um abrigo noturno. Confesso que não vi se efetivamente vieram.
Mas lá pelas 22h30 abri a janela e não vi Bruna no local onde dormia...
Nunca mais a vi por aqui, espero que alguém cuide dela com carinho porque é merecedora de todo apoio que se possa dar.. ( des. pastel Tenini :DEPRESSÃO )
O ROMANO do COLISEU.
Tenini
A minha primeira viagem para o exterior foi em 1993, quando aceitei um convite para fazer um curso de pintura em Firenze.
Pensei -“Finalmente, conhecerei a terra dos meus antepassados !”Esta foi a motivação maior para que eu me deslocasse da minha cidade, Porto Alegre, para a Itália, integrando o primeiro grupo de artistas brasileiros a fazer curso no Instituto Lorenzo de Medici. E foi num vôo da Alitalia que descemos no aeroporto de Fiumicino, em Roma.
Ao descer na Cidade Eterna, repetimos o gesto do Papa e beijamos o solo italiano. Estávamos alegres afinal, éramos artistas e conhecer obras famosas do Renascimento já era motivo suficiente para tanta euforia...
Tínhamos 5 dias para visitarmos Roma e seus pontos turísticos, além de alguns Museus importantes.
Foi uma correria.
Mas o que mais me chamou a atenção foi Roma e seu passado.
Eu tinha a impressão que estava lendo meu Livro de História Universal da FTD, sobre a civilização romana, enquanto passeava pelas ruas da esplendorosa cidade, graças aos artistas imortais.
Cada canto era lembrado com saudade dos meus dias escolares e o meu contato com esse povo guerreiro, de tantos Imperadores e que já foi o dono do mundo...
Entre os locais visitados estava o Coliseu ( Colosseo), que mesmo em ruínas abrigava um publico enorme do mundo inteiro, na maioria estudantes, conferindo o local, que já fora arena de espetáculos onde os homens lutavam contra os leões...
Na saída, deparei com muitos camelôs, pelas imediações, vendendo de tudo: desde camisetas, bijuterias diversas como recordações de Roma.
Havia um camelô, de beleza incomum entre eles. Não resisti ao apelo de desenhá-lo e fotografá-lo.
Prometi-que faria seu retrato e mandaria foto... Mas não perguntei nome , nem endereço, pela correria.
Mas o quadro aqui está e vai viajar pelo tempo este novo romano do final do século XX, de jeans e fumando cigarros, sem capacetes ,lanças, armaduras ou couraças dos antigos gladiadores que durante sete séculos lutaram entre si ou contra animais ferozes na arena do Coliseu, espetáculo preferido dos romanos, que ao final de cada combate pediam com um gesto do polegar , o perdão ou a morte do lutador ferido .
Hoje, o gladiador é o mascate das portas do Coliseu de Roma, uma das mais badaladas cidades européias, centro do Renascimento e da Cristandade.
Sei que o Coliseu sofreu reformas, visando reforçar suas estruturas e avançar mais séculos para que os povos vindouros relembrem os primórdios da civilização.
Jamais esquecerei este contato com Roma, sua Arte, seus habitantes, igrejas, restaurantes, cafés, lojas, enfim, tudo que o primeiro mundo pode oferecer ao turista de outras latitudes seus encantos, principalmente, sua história!
Normalmente, com raras exceções, as modelos de arte não divulgam seus nomes verdadeiros. Foi em 2003 que, cercada de mistério, foi apresentada a modelo do desenho ao grupo de artistas que exercitavam a figura
humana na Casa de Cultura Mário Quintana. Diziam que ela estivera um tempo na Itália, onde posava como modelo, havia regressado ao Sul por ter rompido a ligação com um
italiano que a levou para lá. Informaram que ela tinha uma filhinha de 3 anos que ficara na Itália e estava juntando dinheiro para ir buscá-la. Era muito desenvolta para posar e não tinha nenhum pejo em ficar à vontade na frente dos artistas masculinos da sala,
revelando conhecimento de Arte. Os anos passaram e penso reconhece-la em algum lugar, mas não divulgo qual, afinal, uma história foi montada em torno dela
que não coaduna com a verdadeira. Respeitamos a privacidade da pessoa, mas não a da modelo-vivo, cujos desenhos ficaram registrados no acervo de todos os
artistas que estiveram no grupo, em meados de 2003. Há preconceitos contra modelos que não se justificam em pleno 2010 em que as mulheres se desnudam com a maior facilidade. O trabalho de modelo é digno e honesto, sendo buscado por pessoas que se encontram em aperto financeiro imediato, pois são
pagas pelos que as contratam. Modelos artísticos são diferenciados de modelos publicitários ou os que se apresentam na Play
Boy. Há homens desempregados que se valem desse recurso, também. Penso que a remuneração paga não resgata o trabalho, mas há pessoas que gostam de posar para artistas visuais. Temos desenhado artistas de Teatro, também, mas estas se recusam a posarem nuas, em sua maioria. Entretanto, as expressões teatrais são magistrais e como gosto de retratos, realizei alguns desenhos ótimos realizados com
atrizes do teatro local. e que doei ao acervo da CCMQ. ( Des. modelo-vivo Tenini, reprodução com tarja sobre o busto)
Hoje é sábado, 22/05/2010- Recordar é viver, então, aqui vai um poema de uma artista para seu Poeta, que eu escrevi no século passado...
FEITIÇARIAde Tenini.
O PENSAMENTO- DES. EM TÉCNICA MISTA TENINI) ( Vide em www.tenini.com.br)
DAS DIETAS.
Um amigo que reside lá do outro lado do mundo me telefonou contando que está ótimo de saúde, (mesmo avançando rápido na maturidade), fazendo uma dieta balanceada e que perdeu muitos kgs...
Conta que tendo 1, 72m de altura está pesando 63 kgs e que nos finais de semana dá folga para a dieta e come de tudo, com a saúde em dia e o coração leve...
Ri muito de suas declarações porque acho que ele ou “exagerou na tal dieta...” ou está escondendo uma doença letal. É bom procurar um oncologista urgente.
Sabe como é, a idade e os riscos dela nos homens...
Na verdade, ele deve ter achado nos seus guardados a Carteira de saúde, quando tinha 21 anos e resolveu assumir os dados constantes na mesma, como se fossem atuais.
Tenho feito dieta com regularidade e perdi muitos kgs, mas mesmo assim, preciso perder mais uns 3 kgs razoáveis. Mas não cheguei e jamais quero chegar ao peso que meu amigo diz que está e eu tenho 1m65 de altura.
Acontece que na maturidade perder muitos kgs acabam desfigurando a pessoa porque tudo desanda: rugas e pelancas tomam conta do visual. Será o caso do meu amigo?
Em todo caso, como ele, tempos atrás, era balofinho, aceitei o papo como piada...
Observação: PÁG. 2 DA AGENDA, para ler anteriores, clicar no 1º ítem.
A COLHEITA.
Já estamos saboreando a colheita do pomar de casa, das poucas árvores frutíferas que plantamos ou os passarinhos plantaram. Mas tenho um problema, a colheita. Tenho de esperar que o jardineiro venha para colher as frutas porque eu e a minha secretária doméstica não alcançamos os frutos e já estamos na maturidade para andar “pescando” com o apanhador de frutas... Então, a safra está sendo colhida aos poucos, esperando o máximo da maturação para então, sim, podermos colher o suficiente para presentearmos especialmente crianças carentes. Lamento que minhas netinhas não estejam aqui para saborearem as delícias dos abacates manteiga e as doçuras das bergamotas. Sem contar os sucos das laranjas peras que começamos a colher. Hoje é domingo e fui convidada para um almoço, desses familiares ,que se reúnem em restaurantes. Mas não vou. Cheguei à conclusão de que sou mulher de “nunca aos domingos...” Mas de segundas a sextas, ninguém me acha em casa, especialmente à tarde. . Um hábito que se arraigou em mim, desde que eu trabalhava 8 a 10 horas por dia, no atendimento e Direção de um serviço que se destinava aos carentes. Domingo eu curtia ficar em casa, tão exausta de tais atendimentos. Sem empregada aos domingos, mesmo assim eu curtia a cozinha, os filmes alugados, o carinho dos Amados, que eram minha família. E, ao redor de nós, os cães e os passarinhos nos trinados lá fora. O hábito, por ser uma segunda natureza, faz com que a gente só se sinta bem no refúgio do lar. Tenho pena daqueles que se sujeitam às vontades alheias, muitas vezes tolas, para deixarem as quatro paredes familiares e onde poderão estar a vontade para curtir ou ruminar pensamentos... Esta é a colheita da maturidade, o direito de decidirmos que, às vezes só do que mal acompanhados... E você, caro leitor aqui do sul, com um domingo desses, nublado, ventoso e frio, está com coragem de embonecar-se para entrar em filas de restaurantes? Ou mesmo enfunerar-se em ambientes que não lhe são familiares só para satisfazer desejos alheios?
BRASIL DE METER MEDO... ( Republicado porque os motivos são os mesmos.)
Cada dia que leio jornais, o Brasil me mete medo. O Supremo Federal de Justiça decidiu que enquanto não forem esgotados os prazos de recursos, ninguém poderá ser preso por cometer crimes... Já pensaram o que vai ser quando abrirem os portões das cadeias para soltar ¼ dos presos que aguardam julgamentos?
Já vivemos enclausurados, em casas muradas, cercas eletrônicas e seguranças 24 horas por dia, o que mais falta fazer?
Ali na ponte, à vista de todos os carros que passavam , marginais espancavam com paus e socos outro que, ensanguentado buscava refúgio nas águas do lodo à espera da morte ou de alguém que o acudisse... Apenas um brigadiano, em folga, atreveu-se a correr com os agressores, todos marginais de alta periculosidade, em plena tarde de um sol poente maravilhoso e buscou socorro para o marginal agredido.
Menina de 17 anos desaparecida misteriosamente quando assistia desfiles de carnaval... Governo acena com a elevação do imposto sobre os precatórios que fariam justiça a pensionistas, aposentados , velhos servidores públicos que haviam sido lesados em seus direitos por este mesmo governo. Terão de contentar-se com 50 % a que tinham direito, descontados altos subsídios de advogados, Sindicatos e Imposto de Renda... Triste ilusão para os que esperavam pela justiça, de uma reposição salarial que lhes foi surripiada indevidamente... Um bando de gaviões cercaram o dinheiro que pensaram receber, depois de 8 a 10 anos de espera...
No Rio de Janeiro, as pessoas andam nas ruas temendo balas perdidas... e assim vai nosso país, que já foi um mar de tranquilidade há décadas atrás, no tempo do Getulio Vargas, Juscelino depois.
]Nem quero falar em roubos, porque são tantos os que praticam que se tornou uma coisa corriqueira do dia a dia...
Na Internet, recebemos ameaças e todos os tipos de ataques desferidos por pessoas insanas , maldosas e ladras.
Lá no Norte, cassam um Governador eleito pelo povo porque concedeu algumas benesses durante a campanha, quando estas são dadas escancaradamente pelo atual Governo, em troca de votos e visando próximas eleições. O feudo de certo Senador, por ter apoio do Primeiro Mandatário, continuará cada vez maior e intransponível porque a Justiça é caolha.O povo cordeirinho vai sendo conduzido ao extermínio...
Enfim, tem dia que sinto um medo terrível de estar no Brasil.
A AULA NO CAFÉ.
Estávamos no café quando minha atenção foi despertada pelo grupo que compunha outra mesa.
Um homem grisalho, de boa aparência, conversava com 3 rapazes muito atentos ao que ele dizia.
Pareceu-me que ele dava uma aula de Administração ou de Publicidade para o grupo, explicando com detalhes os desenvolvimentos das tarefas.
De repente, uma garota empurrando um carrinho com cartazes referentes a um concurso com prêmios para os clientes do shopping falou com o tal Professor que sorriu .
Tive certeza de que o “Professor” ensinava aos rapazes todo o processo do tal concurso promovido pelo shopping.
Não escutei uma palavra do que diziam, mas deduzi pelas expressões dos componentes do grupo.
O Café, como viram, é palco para tudo, inclusive para aulas de Administração ou Publicidade.
Além disso, com as exibições do Cirque Soleil, constatamos que o movimento triplicou.
São centenas de jovens colegiais que à tardinha, vindos até do interior, lotam as dependências do shopping para assistirem ao afamado espetáculo.
Nota-se, ainda, nos finais de semana, que muitas pessoas do interior, em grupos familiares, estão vindo ao Barra Shopping para assistirem as apresentações do grupo internacional que nos visita.
Há, ainda, lojas novas, de muita categoria, para a clientela elegante que busca novidades de bom gosto e qualidade também. Mas os preços são elevados.
Enfim,o shopping está lutando pelo seu espaço entre a clientela de bom gosto desta cidade, não só da zona sul como de outros bairros, tendo em vista que algumas lojas famosas de São Paulo , estão fazendo a diferença.
O PENSADOR URBANO.
O Pensador Urbano passou ligeiramente no Café e revelava preocupação na fisionomia um pouco cansada. Teria por volta de 40 anos e ostentava uma aliança. Cabelos ligeiramente grisalhos.
Na camiseta em listras azuis, ostentava um crachá com o número 4, provavelmente para identificá-lo dentro de uma engrenagem comercial, industrial ou
o que quer que fosse.
Talvez fizesse parte do pessoal do Circo Soleil que naqueles dias estava sendo montado no pátio do shopping.
Talvez fosse um caminhoneiro, um carregador de equipamentos.
Não era um Pensador de altas filosofias e sim sobre as necessidades mais prementes que atazanavam seu viver.
Mas o certo é que ele era uma pessoa conformada com o próprio destino e que este não era aquele que, um dia, almejara para ele.
Mas precisava seguir em frente, com a família a depender dele... Talvez os filhos alcançassem o que ele não pode conquistar.
Seria brasileiro? A minha dúvida estava relacionada com a camiseta de listras azuis com um desenho em vermelho, a pele e os olhos claros. Mas a classe trabalhadora é universal , seja aqui ou na Conchinchina e os pensamentos, decepções, esperanças são as mesmas.
O leve sorriso nem chegava a ser um sorriso e sim um esgar momentâneo porque, no conjunto, ele revelava sua preocupação e certo quê, de amargura.
Indiferente ao Pensador Urbano, estava a moça de dedo em riste ou apontando algo, quando conversava com uma colega, no intervalo do trabalho. No desenho ela saiu mais bonita e mais magra do que era na realidade.
Não importa, o que importa mesmo é que eu me importe com os seres que estejam a minha volta.
(Ilustração: DOR, detalhe do desenho em técnica mista Tenini)
OS CAFÉS DA TV
Seja porque eu estava gripada ou porque o tal “café” esteja ficando chato, me senti um tanto intolerante com os “gênios” apresentadores do sábado que passou.
Cada qual queria justificar a sua presença, exaltando-se em comentários de “dicionários de algibeira” sobre todos os assuntos que abordaram.
Na verdade, eles não improvisam nada, porque têm uma semana inteira para planejarem o que vão dizer. Alguns se estendem em conhecimentos adquiridos em viagens pelo exterior, provando que nada melhor do que uma boa viagem de observação pelo mundo para acrescentar conhecimentos às nossas vivências.
Mas ainda assim, este programa é dos melhores que estão pelas TV(s) deste país.
Alguns apresentadores de programas, que se acham os ”supra-sumos” em tudo, chegam a ser irritantes entre eles, estão “as mulheres” que, quando decidem que os microfones são só delas, não se flagram que além de mal educadas, são portadoras do mal do Egocentrismo, contrário aos princípios dos programas que devem ser, antes de mais nada, educativos.
De todos apresentadores do Brasil, o mais competente deles é o ROBERTO D’AVILA.
É o único que além de lindo, inteligente, sábio, simpático e educado, sabe apresentar um programa de entrevistas como ninguém.
O Roberto D’Avila sabe conduzir perguntas que deixam o entrevistado, à vontade, para falar e não apenas ser figura de cenário, como certos programas que não se corrigem e continuam a infringir princípios básicos de Comunicação.
Enfim, sou apenas uma expectadora atenta e sedenta de conhecimentos, talvez exigente, porque a maioria do povo por ser inculto, sequer aproveita algo do que ouve.
MÃE QUERIDA.
Tenini
Mãe, querias-me forte.
E, forte fui uma vida inteira.
Agora, já no fim da vida
não te tenho aqui
pra me dizeres: Sejas forte, minha filha.
Sinto-me tão sensível,
encolhida, tão medrosa...
Destruída a armadura que me deste
para os embates desta vida.
Volta, mãe querida.
Dá-me tua força
para percorrer os dias que me faltam,
encerrar este meu caminho.
Volta, mãe querida,
dá-me tua armadura
p'ra que eu possa avançar
nesta longa , penosa estrada...
e nos teus braços,
enfim, adormecer...
ORIUNDI- Brasil 8:23 - Itália 13:23 2004200520062007200820092010 07 de maio de 2010 Home | Fale Conosco | Newsletter | Leitores | Anuncie Notícias Painel Eventos Economia Gastronomia Cidadania Italiana Artigos Libro di Storia Rotas Italianas Rotas Brasileiras E-mail dos Leitores Sites de Busca Jornais e Revistas Rádios e TVs Links Entidades Ítalo-brasileiras Regiões da Itália Selecione--> Abruzzo Basilicata Calabria Campania Emilia - Romagna Friuli - Venezia Giulia Lazio Liguria Lombardia Marche Molise Piemonte Puglia Sardegna Sicilia Toscana Trentino - Alto Adige Umbria Valle D'Aosta Veneto
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Libro di Storia
[pt] UMA VOZ EM FIRENZE quinta-feira - 06/05/2010
As comungantes (em pastel seco), TeniniPor Teresinha Canini Avila (Tenini)*
Nós, artistas do sul do Brasil, estávamos em Firenze ( Florença) para cursar um curso de Pintura no Instituto Lorenzo de Médici e ficamos alojadas num apartamento que fora antigo Convento de freiras lá pelo século 1400...
Atrás do Portão de entrada havia uma espécie de condomínio de casas , num antigo pátio do Convento.
O pátio coberto com enormes pedras seculares cercava as unidades ali construídas.
Entre elas, uma escadaria de pedras levava para um prédio de 4 andares que fora reformado porque ali se alojavam os quartos das freiras ou noviças em séculos passados.
Cada andar fora transformado em apartamento com 4 quartos, cozinha, sala, banheiro e pequena área de serviços.
Com outras colegas de Porto Alegre, ficamos no 4º andar.
Um detalhe, o apartamento era de propriedade da Familia Trapp... ( Seria a mesma do filme Noviça rebelde?)
Logo de chegada, num dos primeiros dias, fui acordada com uma voz de homem, um tenor que cantava trechos de ópera.
Pensei tratar-se de exercícios vocais de cantor ou de uma escola de canto pelas proximidades.
Corri à janela do meu quarto para identificar o maravilhoso cantor que me acordara.
Era um jovem que limpava vidraças em uma das casas das imediações, executando a tarefa cantando...
E inúmeras pombas voavam ora para os parapeitos das janelas , ora para o céu...
Foi um acordar divino que jamais esquecerei.
*Teresinha Canini (Tenini) é artista plástica, poetisa e colunista em Porto Alegre, cidade onde reside. E-mail: tenini@terra.com.br Site: www.agendatenini.com e www.tenini.com.br
APOSENTADOS...
As tardes são propícias para os passeios dos aposentados. Das 15 às 17 hs eles se dirigem aos cafés, especialmente dos shoppings para encontrarem ex-colegas ou antigos amigos. O que conversam esses aposentados? Tenho observado que gostam de falar sobre mulheres, não as suas, mas as que conheceram em
outros tempos. “-Lembras daquela morena que trabalhava na secção “tal”“? -Claro, responde o outro. Tive um “caso com ela...” E passa a contar detalhes picantes sobre a tal morena. O colega ouve atento, de olhos brilhantes e acredita piamente no que o ex-colega ou amigo está contando. Penso que a maioria mente sobre tais conquistas. Outro dia, escutei um velho de cabeleira branca contar, pelo menos, uma dezena de conquistas “daquele tempo”, em que provavelmente não era tão feio como agora... Há aqueles que sempre foram “certinhos”, responsáveis e que fugiram das tais “aventureiras do Serviço ou da vizinhança, mas que têm secretos arrependimentos por não terem aproveitado o que “estava ali para ser saboreado.” Pelo que eu me lembre, “naquele tempo” eram raras as mulheres que prevaricavam ou tiveram casos com colegas. Nos lugares onde trabalhei, lembro de umas duas ou três apenas, a grande maioria se portava com dignidade e se fazia respeitar. Lembro que das 3 que conheci, duas além de feias, aparentavam ser extremamente pudicas, sendo que uma delas era religiosa e comungante diária. Justamente esta, teve 6 filhos do nosso colega, casado, que nunca se separou da legítima. Teve de batalhar sozinha para sustentar a prole, conforme manda a Santa Igreja...
Então concluo que os tais velhos fofoqueiros, em vez de falarem sobre política ou futebol, não tendo nada para fazer, relembram e fantasiam o que provavelmente nunca ocorreu. Sobre as mulheres, elas costumam fazer confissões sobre problemas familiares, moda, política, salários etc. Relembrar o que passou? Raramente... Quanto aqueles ex-colegas de olhos brilhantes de curiosidade e que se deslumbram com as mentiras que ouvem dos colegas, ex-galãs, são os que sempre foram mandados por suas mulheres e que não tiveram topetes para pularem as cercas de seus quintais... Arrependidos? Agora, é tarde...
A CANTADA.
Eram 16 h quando cheguei ao café. Logo em seguida, sentou-se em mesa ao lado, um casal. Ele, cinquentão a caminho dos sessenta e ela, por volta dos trinta anos. O diálogo entre os dois era constrangedor porque falavam alto, indiferentes aos que estavam próximos, inclusive a atitude dele em passar as mãos pelas pernas dela e ela, encostar propositadamente a perna na dele... O homem, bem vestido, com inúmeras sacolas de compras de lojas do shopping “cantava” a moça que estava em sua companhia, mas deixo ao leitor que imagine os diálogos. Ele insistia em falar num “amigo” que era a chave para solucionar o problema da moça que me pareceu ser, a de ordem econômica. Ela parecia dizer que não tinha prática, o que inviabilizava o exercício do cargo em questão. Cogitei que ela fosse “garota de programa” com curso universitário, pois sei que as Universidades abrigam moças que, querendo estudar, não conseguindo empregos para pagamentos dos cursos, passam às atividades de “acompanhantes” ou por outra, a de “garotas de programas”. Pelo que deduzi, o homem era “poderoso” e tinha “amigos” importantes, portanto, com poderes de encaminhar para empregos, “desvalidas” de amparos financeiros... Temi que o que ele oferecesse fosse algum emprego público, desses que são chamados “cargos de confiança” sem concurso público, a custa dos cofres da Nação, portanto, pagos pelos contribuintes do erário público. Mas esta prática também é comum nas atividades particulares em grandes Empresas que costumam abrigar os “casos” de alguns chefetes importantes. Mas sou discreta e me omiti de desenhar a dupla, então apenas delineei o casal. Espero que tenham saído bem na “foto”...
ALEGRIA DE
Poema encontra-se no livro de minha autoria Esculpindo sonhos.
O HOMEM SECULAR
Era sexta-feira e eu estava atrasada por ter de cumprir umas tantas tarefas que minha filha me pediu de São Paulo. Mas mesmo assim, resolvi tomar meu tradicional cafezinho no shopping que agora é a minha rua coberta, preferida, onde faço meu footing, lembrando os velhos tempos da Rua da Praia, quando não havia assaltantes para perturbarem nossas caminhadas. As mesas estavam lotadas e eu tive de esperar um pouco para que vagasse alguma. Não tinha intenção de desenhar nada devido ao adiantado da hora, mas logo minha atenção foi despertada pelo jovem homem em mesa distante que por um relance, lançou um olhar para algo que não distingui o que fosse. Mas os olhos grandes e expressivos, a barba, a cor de pele bronzeada natural me fez recordar os quadros do Renascimento, em
que figuras como a dele podem ser vistas, nos quadros religiosos em que pintavam hebreus no tempo de Jesus. Então, só me restou tirar o material da sacolinha que sempre levo comigo e flagrei o instante do homem secular que, por um momento, divisei no shopping da minha cidade.
MINISTERIO DA SAÚDE. ( Quadro ANÁLISE-técnica mista em desenho Tenini)
Constatei que de todos os Ministérios do Governo Federal é o que pior remunera os servidores.
Inclusive, médicos. Conheci um Médico que havia dado sua vida à Saúde Pública e à Previdência, onde exerceu os mais altos postos, sempre com honestidade e competência.
Já na velhice, encontrei-o numa casa de idosos, por ser portador do Mal de Parkinson, depois de mais de 40 anos dedicados à Saúde Pública.
Em pouco tempo, sua aposentadoria não mais cobria a internação e foi levado por familiares para geriatrias mais baratas,Fiquei com muita pena dele e achei uma injustiça que um profissional liberal tão humanitário como ele, tenha terminado seus dias, em carência econômica, não podendo sequer pagar uma geriatria de bom nível.
Penso que os Médicos que exerceram cargos de Ministros no Ministério da Saúde, nunca defenderam os salários dos profissionais e servidores que atuavam e atuam na área médica, justamente os que atendem o povão doente.
A desculpa, hoje, poderá ser a de que o Serviço foi descentralizado para Prefeituras Municipais (que continuam a pagar mal) é uma falácia porque o certo é que os que ficaram na retaguarda são maltratados em termos salariais, em relação a todos outros profissionais liberais que atuam no Governo Federal.
Os mais bem aquinhoados são aqueles profissionais que prestam ou prestaram serviços ao Judiciário.
Não só a Justiça,mas alguns Ministérios de que o Governo “precisa” também recebem altas remunerações e mordomias, sem contar com os milhares de \"pára-quedistas” que estão enquistados em cargos de confiança há anos, com altíssimos salários, desde que sejam simpatizantes ou filiados ao PT.
O exemplo mais recente, segundo soube pela Internet, pertence à Dilma Roussef, que recebia salário na Petrobras, quando na verdade, presta serviços à Presidência da República.
Na Internet consta que o salário dela seria de Cr$ 70.000,00 mensais naquela autarquia mais a gratificação na PR.... Será verdade?
Não que os funcionários da Presidência não devam receber regiamente, mas quando se fala em economia das contas, os primeiros a serem cortados ou penalizados são os servidores dos demais Ministérios que não estejam enquadrados nas prioridades eleitoreiras.
Por essas e outras constatações é que chego à conclusão de que quem trabalha com o povão trabalhador e carente, nada vale.
Se você for idoso e aposentado, é penalizado de todas as formas e a tal Lei do Idoso é para inglês ver...
Além da Saúde, a Educação também apresenta os mais baixos salários de todos Ministérios.
Será que faz sentido?
(Quadro ANÁLISE-técnica mista em desenho Tenini)
DAS LAGARTIXAS.
Você deve conhecer aquelas lagartixas que andam pelas paredes das casas, não?
Pois a Lagartixa doméstica, de uma cor terrosa e acinzentada, é um pequeno réptil urbano, restos de uma civilização pré-histórica em que seus ancestrais eram enormes.
Muita gente sente repulsa com o bichinho, mas há aqueles que o cultivam como bicho de estimação...
O réptil tem grande contribuição para o ser humano, uma vez que come insetos, aranhas, centopéias e escorpiões.
Portanto, se você mora em zona de mata natural, as lagartixas são imprescindíveis para protegerem sua saúde e até sua vida.
Os biólogos afirmam que elas são extremamente higiênicas, dificilmente habitam lugares sujos, por isso mesmo, não transmitem nenhum tipo de doenças aos homens.
Alguns pensam que ela seja originária da África e que foram trazidas para o Brasil em navios negreiros.
O que se sabe é que existem cerca de cem espécies de lagartixas, sendo a mais famosa a Hemidactylus mabouia.
Aqui em casa tenho várias, sendo que uma delas vive há anos atrás do ar condicionado ou atrás dos quadros e ela corre pelas paredes do salão com a maior desenvoltura, caçando insetos.
Depois que soube destas informações acima, colhidas na Internet, tenho o maior respeito por elas porque sei que elas estão ali para me proteger, pois vivo próxima de matas nativas.
Mas há outras que vivem na cozinha ou nos quartos, todas exercendo as mesmas tarefas.
Outro dia, flagrei uma na parede sobre a pia da cozinha, ela levou um susto e deu um salto para o chão e correu para um canto da porta...
Só um detalhe: Como farei daqui para frente quando tiver de pintar as paredes internas da casa, einh?
Tenho medo que elas morram...
PÁG. 2 DA AGENDATENINI-Como estão vendo, a continuação do Agenda está aqui, quem quiser reler os anteriores clique ao lado à esquerda, no primeiro ítem.
UMA SEGUNDA-FEIRA CHUVOSA.
Eu aguardava com ansiedade aquela segunda-feira. Os jornais previam tempo apenas nublado, sem as chuvas que caíram ultimamente. Mas a segunda-feira amanheceu chuvosa e triste. Mas mesmo assim, pensei, daria meu giro nos lugares de costume porque o importante era caminhar, nem que seja em lugares protegidos. E assim foi. O café estava quase deserto, então busquei uma mesa central para observar o panorama das lojas como se estivesse num bistrô de Paris. Abri meu estojo de desenho, aquarela, a canetinha francesa e logo encontrei modelo. À minha frente, há uma loja de artigos femininos e masculinos de classe. Visualizei a vendedora sentada no banquinho conversando com colegas. Colhi o momento de descanso daquela comerciaria e à direita do flagrante, observei a mulher de cabelos negros em mesa próxima que, em companhia do marido tratava de negócios com outro homem. O Café do shopping é assim, tratam-se de negócios nas mesas, além de muitas pessoas levarem seus Laptops para trabalharem ali. Como eu, que faço meu pequeno trabalho em que documento o que se passa na minha cidade, em pequenos cartões franceses, especiais para aquarelas. E adoro fazer isto!
UMA DUQUESA NO EXÍLIO.
Uma das minhas tias paternas, pintora de quadros, casou-se com um Conde italiano, a cerimônia do casamento foi em Garibaldi e rumaram para a Itália num transatlântico. O Conde era filho único de uma Condessa (ou seria Duquesa?) e o casal foi morar com ela numa casa grande, chamada de "palazzo" cheia de quadros e pinturas nas paredes, além de um jardim que lembrava os de Monet. Mas depois de algum tempo, como Mussolini passou a desmerecer famílias ligadas à nobreza, anunciando novos tempos, as dificuldades aumentaram e o Conde se viu obrigado a imigrar para o Brasil. Claro, ele veio munido de algumas representações importantes italianas e uma delas era o tal purgante de Pagliano, que lhe rendia um bom retorno para manter-se. Naqueles tempos, os médicos receitavam para o povo, purgante todos os meses para preservar o bom funcionamento do fígado, rins e dos intestinos... Ainda peguei esse tempo e lembro com horror do café preto com o tal purgante, oleo de rícino, que a minha mãe me enfiava goela abaixo. Os detalhes do tal casamento estão em A saga dos vênetos, que escrevi num dia em que estava com a veneta cômica... Então, os episódios passaram por um crivo de ficção divertida embora reais, mas que alguns familiares torceram os narizes pelas minhas irreverências. Mas o que eu queria contar era sobre a Duquesa ou Condessa, mãe do Conde. Era uma velha senhora muito alva, baixa de estatura e ligeiramente gordinha, de cabelos grisalhos, cortados curtos. Mas nada nela, vislumbrava que tivesse sido uma bela mulher, como nos contos infantis. Quando íamos visitar minha tia, minha mãe ou meu pai e eu, ela não se demorava muito na sala porque só falava italiano e não compreendia o que falavam. Quando papai era vivo, tratava a senhora Duquesa, cheio de etiquetas num italiano perfeito, mas depois que ele morreu, não sabíamos a língua, então a Duquesa se afastava da sala para seu quarto, enquanto minha mãe e eu, uma garota ainda, permaneciamos ali. Mas me parecia uma senhora fina, educada e com uma resignação na fisionomia que nos fazia pensar o que se passava na cabeça daquela Dama e de como seria tratada como sogra que era. Só sei que morreu muito velha, sempre cuidada pela minha tia, depois da morte do Conde que partiu antes da mãe. A Duquesa acabou morrendo na Santa Casa,sem recursos materiais, nem sei se lhe deram um tratamento adequado à sua estirpe, nem onde foi enterrada, mas eu tinha uma intuição de que ela fora muito infeliz, desde que veio para o Brasil, um país que desconhecia a História , guerras e suas consequências... ( A DUQUESA- des. Tenini)
AS GARÇONETES DOS SHOPPINGS.
Não só as garçonetes, mas os garçons dos shoppings têm sido desenhados por mim, nos flagrantes que colho nas tardes chuvosas ou ensolaradas.
Tenho sido chamada por Toulouseana ou Toulouse Lautrec de saias por artistas ou outras pessoas ligadas às Artes. Talvez seja, mas segundas-feiras é um dia de pouco movimento nos cafés à tarde, então se torna mais fácil eu tomar como modelos os garçons que me servem.
Nesta segunda-feira, eu estava atenta ao flagrar uma atendente do Café onde costumo estar, quando se sentou em mesa ao lado, um senhor de cabelos brancos, forte, de boa estatura.
A cadeira que escolheu ficava bem junto da minha, creio que para ver o que eu fazia.
Logo entabulou conversa sobre Arte e viagens, relatando fatos interessantes que viveu.
Deixei que ele contasse suas viagens pelo mundo e confessou ser filho de gregos que imigraram para São Paulo pela década de 1945 e que ele, há tempos, havia se mudado para Porto Alegre.
O papo ficou animado porque trocamos impressões de viagens e falamos sobre política daqui e do mundo e de muitos assuntos mais e nossos pontos de vista, coincidiram.
Ele já viajou para o mundo todo e me contou detalhes de muitos países que ainda não visitei.
A tarde foi longa, mas agradável porque não interrompi o que eu estava fazendo e, ao mesmo tempo,
conversava com uma pessoa que se mostrou amiga porque ao nos despedirmos, ele me disse:
-“Foi um grande prazer conversar com a senhora porque é uma artista, culta e inteligente,” terminando com esta conhecida frase - “As coisas não acontecem por acaso”.
Já tenho feito boas amizades em todos esses anos que desenho nos cafés.
É um trabalho solitário, mas não deixa de acontecer, sempre, surpresas e novas amizades interessantes,
tais como pessoas inteligentes, cultas e viajadas que gostam de um bom papo.
O resultado do trabalho está aqui, espero que gostem.
Eu gostei.
Quadro a óleo s/tela Tenini: Arrivederci, Venezia. SURPRESA AO ENTARDECER.
Hoje, quando voltava do Shopping onde desenhava, tendo por companhia um senhor de origem grega, poliglota, com viagens internacionais, cujos comentários farei num outro dia, ao chegar em casa, já noite, encontrei na Caixa de Correspondência um envelope enorme, cujo conteúdo não adivinhei, mas me chamou a atenção o nome da remetente, desconhecido para mim, mas com endereço de Vicenza-Itália. O envelope continha livretos, Cd sobre a região do vêneto e de Vicenza de onde vieram meus avós paternos. Incluía, ainda, um belo catalogo do escultor italiano Alfonso Fortuna. Na carta a remetente, carinhosamente, me dizia que haviam lido no ORIUNDI, jornal eletrônico da Internet que se dedica a aproximar os descendentes de italianos brasileiros com as cidades italianas de onde vieram os ancestrais, as minhas crônicas. No ORIUNDI, tenho escrito algumas crônicas sobre a minha viagem à Itália, ou sobre a história da minha família. Pois eles leram e se emocionaram com meus relatos, então, um Diretor teatral, teatrólogo e poeta GIANFRANCO SINICO, decidiu me mandar material sobre o vêneto, depois de ler um capitulo de A saga dos vênetos, que escrevi há tempos, mas ainda aguarda algum patrocínio para publicação. Gianfranco pediu para sua vizinha fazer a postagem no Correio, em virtude de afazeres teatrais que tomam seu tempo. O que eu queria comentar é a maravilha do poder da Internet que nos proporciona aproximações entre povos e até com outros descendentes de ancestrais nossos. Fiquei surpresa com a gentil remessa e já estou folhando tudo, ensaiando a resposta que darei a Gianfranco e sua vizinha Francesca Peretti, que diz entender português, sem, contudo conseguir falar. Escrevo ,regular, o italiano gramatical e falo com alguma dificuldade a língua, pois quando estive lá, só consegui me comunicar em inglês porque o meu italiano, para eles, parecia arcaico... Ontem tive a alegria de ver na Internet um jovem português e seu grupo, terem escolhido um quadro meu para homenagear a Rainha Inês de Castro, hoje, sou homenageada pelo teatrólogo Gianfranco Sinico com a remessa de um calendário e materiais relativos às cidades do vêneto. Duas alegrias em 24 horas foram demais para o meu coração. Que Deus continue a me proporcionar surpresas como estas, pois Ele deve ter achado que eu merecia alguns momentos de pura satisfação com o que tenho feito.
Como estão vendo, a continuação do Agenda está aqui, quem quiser reler os anteriores clique ao lado à esquerda, no primeiro ítem.
Ou podem visitar a pág. www.tenini.com.br
A RAINHA QUE FOI COROADA DEPOIS DE MORTA.
Ao pesquisar no Google, sobre o meu nome, deparei com a imagem de um quadro de minha autoria, Amor Platônico, pintado em 1994, num blogger de Portugal.
Quem reproduziu a imagem foi um jovem português, de nome Vitor Lamela, da Turma 9 °2 da Escola Eb2, 3 E Rosa Ramalho Barcelinhos.
Confesso que me emocionei por constatar que lá de Portugal alguém gostou do quadro e o colocou entre outras reproduções de quadros famosos sobre a Rainha Inês de Castro, que foi coroada depois de morta pelo seu amado. Uma grande honra para mim, modesta artista brasileira.
A história é romântica e linda... e um jovem português, sensível como costumam ser os portugueses com suas poesias maravilhosas, ainda se emociona e pesquisa sobre a Rainha Morta.
O Amor Platônico tem sido reproduzido em outros sites, o que vem provar que a Arte, além de ser Universal, é atemporal porque meu quadro apresenta técnicas acadêmicas, num tempo em que as imagens estão em decomposição.
Obrigada, jovem português, você me fez sorrir e chorar ao mesmo tempo...