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CONTINUAÇÃO DA AGENDA TENINI- PÁGINA 3









 


15/02/2012

 

 (aquarela Tenini)

 

DIAS ENSOLARADOS.

 

Estamos em pleno verão e aqui no sul a estiagem tem sido implacável, embora aqueles que veraneiam em praias locais, estejam aproveitando a seca.

Mas, não sei, não.  O sol inclemente, beirando os 40°, o melhor a fazer é estar em casa ou no local de trabalho, mesmo que com ar condicionado ligado.

Tenho pena do meu jardim e sempre que posso molho as plantas à tardinha e ao amanhecer.

Isto minimiza os efeitos solares e a minha pequena muda de jabuticaba, já está dando frutos, embora ainda estejam verdes.

Segundo li na Internet, as jabuticabeiras exigem terrenos úmidos. Como meu terreno é cheio de pedras e em declive, toda água escorre ladeira abaixo, então, o aconselhável é molhar a muda de jabuticabeira com bastante água, cavando ao redor da planta um sulco para que possa absorver a rega.

As hortênsias que enfeitavam o meu jardim estão queimadas pelo sol e lá por maio, teremos de tosá-las e com os talos plantaremos novas mudas em locais mais frescos e sombrios.

Ser descendente de europeus deve ser a mola propulsora para este meu amor pelo meu pátio-jardim.

Não saberia morar em apartamentos por mais luxuosos que fossem, a não ser que eu tivesse jardins suspensos...

Mas, meu poder aquisitivo fica aquém dos valores de tais imóveis, então, prefiro a casa, com sua ampla sacada e o ar marinho que sopra da lagoa à tardinha.

A felicidade são momentos, tais como estes que passo aqui, respirando a brisa que vem do mar distante, suave, suave, como toques de carinhos...

E é este o carinho especial que tenho neste estágio de vida e que me faz sorrir, sem nada pedir em troca.

 

 

SAPATINHOS VERMELHOS.

 28/01/2012

Lá pelos meus dezenove anos, logo após a morte do meu pai, fui assistir a um filme que fazia sucesso na época, SAPATINHOS VERMELHOS, escrito e dirigido por Michael Powell e Emeric Pressburger.

O filme é baseado em uma fábula de Hans Andersen que conta a história de uma bailarina talentosa que fica dividida entre a dança e o amor. Mas a história é linda e causou grande impacto entre as moças da época e adolescentes.  Todas queriam aprender o ballet clássico por causa deste filme.

Lembro que eu implorei para que minha mãe me matriculasse na Escola de uma famosa professora de dança local.

Ela foi inflexível porque dizia que eu viraria “mulher da vida” se fosse para a carreira de bailarina profissional...

Aliás, como eu tinha grandes pendores para Arte em geral, desde pequena aprendi Piano e na adolescência, tinha uma bela voz de soprano e queria fazer canto lírico, com apoio do meu pai.

Na ocasião, não tinha idade, ainda, para iniciar o Canto, pois naquela época diziam que só depois de 18 anos a nossa voz teria potencial seguro para início do canto lírico.  Com a morte de papai, também este sonho não pode ser realizado. A necessidade de trabalhar para a própria subsistência impôs caminho diverso do que sempre sonhara.

De modo que me acostumei a não realizar sonhos, não impedindo que continuasse a sonhar até os meus últimos dias de vida.

Certo articulista cômico, de jornal local, costuma dizer “que o tempo está o seu favor...”, certamente ele considera que à velhice resta esperar a morte, mas, ele deveria estar careca de saber que “o tempo de vida” de qualquer ser humano está fora de previsões levianas,  porque a pirâmide de vida nos mostra claramente que a absoluta maioria de pessoas nem chega aos 60 anos...

 A grande maioria morre jovem, infelizmente.

Quanto mais anos de vida, aprendemos que é necessário muita força para viver e seguir em frente, pois as agressões de toda ordem aos mais velhos ficam evidentes, especialmente, as de ordem psicológicas.  Tolerância torna-se inócua, é preciso revidar, incansávelmente.



 

DAS MULHERES DE ALCOVA.

 

Você deve estar adivinhando sobre quais mulheres me refiro, não?

Pelo que tenho reparado, em geral, são belas (mas, há as de refugo, também, quando “sofrem” de histeria...)

Mulheres de alcova não se pintam, ou por outra, não usam batom... Costumam ser muito brancas, como se sofressem de leucemia. Mas, os olhos são maquiados. O rosto e o resto do corpo são maquiados com mousses perfumadas, para esconder imperfeições.

Cabelos longos, quanto mais longos e belos, mais arteira é a mulher de alcova. Porém, atenção, os cabelos podem ser falsos, com apliques e mega-hair...

Ostentam portentosas jóias com que são presenteadas.

São balzaquianas e não possuem empregos fixos porque costumam dormir de dia e ficar acordadas durante a noite. Por isso, elas possuem “olhar noturno” ou de mormaço...

À tarde, a exemplo das “belas da tarde”, costumam sair para fazer compras de uso pessoal, como sapatos, bolsas, jóias, roupas de grife nos shoppings de categoria.

Estão sempre antenadas em olhares masculinos, avaliando o potencial de influência e de dinheiro.

Não importa se o otário seja velho ou moço, o que interessa é quanto vai colocar na Poupança com a relação. No Brasil, eles podem ser encontrados com frequência em Brasília.

Desfilam como se fossem angelicais, mas, segundo certo astrólogo, o inferno está pavimentado de atitudes angelicais e de boas intenções...





ADEUS TV-COM ( CANAL 36)

Com a saída do Tatata Pimentel e da Tania Carvalho, o Café tv-com que eu nunca perdi de assistir, perdeu todo seu encanto.






 








CONTINUAÇÃO DA AGENDA TENINI- PÁGINA 3 ( 28/10/2011

Última postagem da página 2, á esquerda : UM  PEDIDO DE DESCULPAS.



A FELICIDADE DE CADA UM.

 ( Estudo- flag. Mulher Primavera no shopping- aquarela Tenini)



Como artista, sou bastante conhecida no meio em que circulo, ainda que, há tempos, não frequente grupos de Arte.

Muitas vezes quando vou ao café, pessoas me procuram para falar de si mesmas e eu as escuto com atenção e simpatia. Para mim não é difícil ouvir pessoas porque devo ter

entrevistado mais de 30.000 pessoas, quando no exercício da minha outra profissão, a de Assistente Social.

Nesta semana fui saudada por duas senhoras que residem na zona sul e me conhecem como Artista.

A mais velha, de 89 anos e a filha, com mais de 60 anos.

Pertencem à alta sociedade pelos relatos que me fizeram.

A mais jovem era magra e bem proporcionada, mas confessou que estava muito descontente por ter engordado quatro kgs. Alegou, ainda, que o busto estava grande para seu gosto

e pretendia fazer cirurgia para diminuí-los, como suas amigas próximas haviam feito.

Argumentei que as meninas estão colocando silicones nas mamas para ficarem com bustos avantajados, já que os novos tempos determinam que o sexo deva ser explícito e a provocação

à sedução faz parte do contexto da sociedade atual. Mas ela pareceu não estar de acordo, como eu também.

Confessou que frequentava diariamente festas na sociedade, por imposição do destaque que o marido exercia e que curtia produzir-se e parecer mais jovem. Na realidade, quem a visse

não daria mais de 45 a 50 anos.

A mãe confessou que era muito feliz porque suas filhas eram ricas, como ela sempre fora e tinham “carrões” (expressão que ela usou), mansões em Gramado, nas praias daqui e de

Santa Catarina... e que curtia sair com as netinhas num desses carrões, com TV a bordo...

Ambas sorriam o tempo todo e estavam felizes com seus próprios destinos.

Fiquei a pensar, será que tudo é sempre felicidade, o tempo inteiro, para algumas pessoas?

Eu tive uma educação em que fui estimulada, desde muito cedo, a trabalhar e conquistar a minha própria subsistência, como descendente de imigrantes. Nunca almejei nada do que

tenho hoje, pois tudo foi conquistado, aos poucos, com o meu trabalho e do meu marido.

Não tenho casa em praias, nem na serra, mas tenho esta, onde moro.

Neste lugar me sinto plena, com a vista maravilhosa que Deus me deu, com meus animais de estimação, os pássaros da minha rua e os verdes que me cercam.

Só um desejo: que minha filha retorne, um dia, porque aqui ela foi e será feliz sempre.

E que minhas netas possam usufruir não as coisas materiais que se acostumaram a receber, mas o que Natureza nos proporciona, dentro de um panorama divino que elas ainda não

têm condições de avaliar.

Bens materiais são frágeis como um leve arbusto ao vento e desaparecem, se não soubermos protegê-los.

Aqui elas aprenderão a amar os verdes, os pássaros, os ventos ora calmos ora fortes que nos assustam... porque tudo isto, enriquecerá a vida interior de cada uma e este será o Bem

maior que podemos deixar e que ninguém poderá roubar.

Não creio que a Felicidade esteja sempre à mão, desde que haja muito dinheiro para usufruir.

O dinheiro pode ajudar na euforia do Ser Importante, mas isto, além de não ser tudo, é passageiro.

Estou convencida que quando passamos nossas imagens aos outros, talvez usemos máscaras como Venezianos, numa efêmera euforia de Carnaval, porque a Vida é o Grande Teatro

e o Mistério de todos nós.





.


A IMPORTÂNCIA DO AMOR  ( Revendo crônicas já publicadas na Portynho)

 

Eu estava no bistrô a desenhar,  quando o amigo que estava ao meu lado disse:

- O amor é muito importante...

Pega de surpresa, respondi:

-Claro, o amor é muito importante.

E voltei ao desenho, a arte exige atenção, mas, também é uma fuga. Silenciosamente fui recordando que sempre fora permeável às paixões duradouras, mesmo as platônicas.

Não foram muitas, mas todas devidamente catalogadas por períodos.

Amei terna e longamente um homem, que pensei ser para sempre, se a morte não o tivesse levado.

Um dia deparei com certo pássaro azul que pensei ter conhecido de outras eras.

Pássaros azuis , além de raros são fugidios, medrosos e fingidos.

Tão sedutores!

Bem, nem tudo se resolve facilmente, pois também tenho meus medos, cheios de mistérios,

É proibido sonhar e ter ilusões?

Claro que não.

Eu os tinha, os mais coloridos deste meu viver e pressentia que um dia um pássaro azul pousaria nas minhas mãos para encerrá-lo no meu coração.

Afinal, tudo pode ser transformado em arte, não? Até pássaros azuis...


O JOVEM DO CAFÉ.


O jovem trabalhava no compu toda a tarde. Compenetrado, às vezes olhava ao longe como se buscasse mais elementos para completar o texto.

O shopping em festejos natalinos, ainda que modestos.

Eu, ali a observar os circunstantes, alheia às minhas próprias circunstâncias.


REFLEXÕES TARDIAS.

 

Já programei a minha viagem para São Paulo para festejar o Natal com minha filha e netinhas.

Na verdade, eu gostaria que todos viessem para cá, mas, eles acham mais fácil que eu me desloque

do que eles que são mais numerosos.

O grupo vale mais do que um, no entender dos mais jovens.

Na maturidade a gente aprende que devemos silenciar sobre nossos quereres, já que ninguém dá bola para eles.

Há uma inversão de papéis, já que as pessoas pensam que somos frágeis.

Pessoalmente, eu não me sinto frágil, ao contrário, nunca fui tão forte como agora.

Evidentemente, falo de garra pela vida, pelo direito de existir.

É preciso ser muito forte para enfrentar a maturidade para que  não pensem que estamos sujeitos a bullings e outros pensamentos negativos a respeito da nossa maturidade.

Sabemos que um dia não será assim... que ficaremos frágeis como uma folha ao vento, mas também pode ser que deixemos de viver de repente.  

Este é o sonho de todo mundo, mas nem todos têm esse prêmio.

Por que pensar que o pior possa acontecer ?

Acreditaremos  que tudo dará certo afinal, de um jeito ou outro.


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As matérias que foram retiradas DAS AUDIÊNCIAS JUDICIAIS  e AUDIÊNCIA JUDICIAL 2 podem ser lidas no site www.tenini.com.br

 

 

  TEMPO INCERTO

 

Hoje amanheceu nublado,  o sol espiou por um instante, mas, logo se escondeu.

É uma manhã estranha e os ventos começam a rondar e as árvores sacodem prá lá e prá cá...

O abacateiro, próximo à janela, das flores passaram para os minúsculos frutos. E são tantos que chego a pensar que na próxima safra, em maio de 2012, teremos abacates manteiga em profusão.

Entretanto, tudo dependerá do tempo.  Ventos fortes e temporais vão derrubando as frutinhas e no final, só as mais fortes sobreviverão.

Abro o jornal e parece ter havido engano nas previsões porque informa que esta terça-feira faria bom tempo, mas na realidade começa chover de forma intermitente e suave. Mas, os ventos tornam o dia mais frio, nessa Primavera que se anunciava esfuziante.

Ontem visitei meu querido familiar que se operou de um câncer, segunda-feira da semana passada.  Estava com drenos e sondas por todos os lados, inclusive no nariz.

Prostrado na UTI, deu-me a mão para que eu lhe transmitisse minha energia.  Velha energia, mas repleta de vontade de ajudar.  Saí de lá em prantos, ainda que me dissessem que estava tudo bem e que ele estava melhor.

À noite, me telefonam dizendo que a sonda naso-gástrica foi retirada.  Sinto um alívio por ele.

Espero que realmente melhore e dessa vez para valer.  Já acenam com a possibilidade de poder ir para o quarto.  Mas, foram tantas as esperas que ainda receio que não aconteça.

Fico meditando o porquê aconteceu isto com ele.  Inteligente, estudioso, compenetrado, desde o terceiro ano da Faculdade já trabalhava na área de Construção Civil.

Cresceu profissionalmente rapidamente. A ponte que a Dilma inaugurou teve muito do esforço dele e sua equipe.  Por ironia do destino, não estava lá para ver a obra realizada.

Enquanto os políticos e a Empresa para a qual trabalha estavam em festas, ele luta no Hospital pela sua vida e saúde.

Ali no leito, estava o resultado de tanta dedicação: de trabalhar sem descanso, inclusive sábados e domingos, de quatro férias que não puderam ser gozadas, sempre preocupado com as imponentes obras de que era um dos responsáveis.  Tão jovem e tão maduro nas suas atividades.

Conquistou os dirigentes de sua Empresa que estão custeando muitas das despesas de sua hospitalização.  Uma atitude bonita e que deveria ser seguida por outras de vulto.

Algo me diz que ele sairá bem e voltará a trabalhar com o mesmo empenho.

 Entretanto, o médico avisou que o controle terá de ser diário e permanente, pelo menos por cinco anos.  Uma espada de Damocles a rondar seus pensamentos e de todos nós.

Confio em Deus e, por isto, tenho rezado intermitentemente.

A música que ouço me transmite paz e esperança.

Hoje o dia está chuvoso e mais triste, mas amanhã fará um sol brilhante para todos nós.

 

 

 

 

 

 

DILEMA DE NATAL.

 

O homem de cabelos grisalhos, de mais ou menos 45 a 50 anos, surgiu no café, rapidamente.

Parecia muito cansado, com a roupa própria para longas viagens, provavelmente de carro ou caminhonete. Portava sacolas e bolsas.

Sua fisionomia não me era estranha, mas eu o vira em algum lugar, há muito tempo, quando era jovem.

Agora, ali estava, alto, bonito com o corpo proporcional á altura.

 Seria algum ator?  Político tenho certeza de que não era.

Olhava ao redor, como se estivesse pela primeira vez no local, mas seu olhar divagava.

O que pensaria o homem de cabelos grisalhos e cansado da viagem?

Enfrentava um dilema?  O dilema de Natal, em que todos correm atrás de alguma coisa para

satisfazer uma data em que as religiões e o comércio marcaram como importante.

Seria algum homem ligado a grandes Empresas?

Mas, nem todos são felizes no Natal, especialmente aqueles que perderam algum membro importante da constelação familiar.  Pode ser, também, a perda de um amor, mas duvido que este motivo seja superior à perda de membros da família.

Família tem toda uma história em que cada um estabelece laços comuns entre si, durante décadas.

O homem do flagrante estava visivelmente cansado, sorveu um cafezinho, comeu um salgadinho e perdeu-se pelos corredores do shopping.

Teresinha Miracy Canini AvilaO ESPORTISTA.

Á primeira vista ele me pareceu um esportista: alto de olhos azuis, cabelos claros,  pele bem queimada de sol, parecia alguém que costuma velejar.
Estava acompanhado por outro jovem mais baixo, com chapéu Panamá e um senhor de cor mulata. Os três pareciam muito amigos e conversavam animadamente.
Mas, analisando melhor, cheguei a conclusão que eu talvez estivesse enganada e que o grupo... trabalhasse em caminhões que estão transportando barracas para o shopping para abrigar eventos natalinos.
Entretanto, aqui fica a minha homenagem ao jovem alto de olhos azuis, de pele bronzeada que me pareceu um romano de séculos passados.
No pescoço, usava um mini escapulário para protegê-lo dos perigos.
Certamente, seria de origem italiana e era procedente da serra, onde uma mãe praticante da Igreja Católica , muito zelosa, deu ao filho a proteção Divina.
Sorveram um cafezinho e sumiram pelos corredores laterais.
Enquanto fazia o flagrante aquarelado ia pensando e desejando, como a mãe do jovem de olhos azuis, que “Deus o abençoe nessas viagens onde o perigo ronda em cada curva da estrada.”

 

 

 

AÍDA.

 

É consenso geral de que viagens internacionais de turismo ou culturais  são inesquecíveis .Eu concordo.

 

Durante nosso curso de Artes Plásticas em Firenze ( Florença) - Itália,  em 1993, de segundas a sextas feiras nossas horas eram preenchidas com intensivas aulas de Desenho e Pintura , mas nos finais de semana curtíamos mil programas interessantes e um deles foi um jantar em homenagem a  famoso pintor de Novo Hamburgo, o nosso  Scheffel, que reside naquela cidade  há muitos anos, exercendo suas atividades artísticas , inclusive   realizando  restaurações em obras de arte.

 

O local escolhido foi um restaurante de nome Cantina di Dante, próximo ao local em que viveu o famoso poeta italiano.

 

Decidimos produzir-nos com trajes que havíamos levado de melhor, tais como saias longas e adereços dourados  ou prateados, pois o dia era propício, em plena primavera e a temperatura estava agradabilíssima. Assim produzidas, dirigimo-nos a pé à referida cantina, pois ficava a poucas quadras do nosso alojamento.

 

Como o convidado não havia chegado, ficamos defronte ao local , despertando atenção pela apurada elegância do grupo de artistas porto-alegrenses e do Vale dos Sinos, primeiro grupo de artistas brasileiros a fazer curso no Instituto Lorenzo di Médici.

 

Não havíamos reservado lugares, mas logo fomos conduzidas ao andar superior do prédio, onde havia mesas disponíveis. Tão logo chegamos ao topo da escada, fomos recebidas por um coro masculino  entoando belo trecho da ópera Aída de Verdi.

 

Como eu puxava o grupo, parei um minuto encabulada e surpresa. Era um grupo de homens de meia idade que estavam em mesas do recinto e nos receberam cantando.

 

Confessaram-se executivos e faziam parte de um coral, soubemos depois,  prática muito comum na Europa. Agradecemos a gentil homenagem daquele grupo de italianos , entabulando animado bate-papo numa linguagem babilônica de nossa parte durante todo jantar.



 

Para surpresa deles, dissemos que éramos do sul do Brasil, pois pensavam que fossemos  alemãs ou americanas, pelo tipo físico do grupo.

 

   Os homens italianos prezam a imagem que se faz deles, razão pela qual não mediram esforços em gentilezas. Chamaram um cantor de músicas napolitanas e o jantar regado a vinhos e brindes tornou nossa noite muito agradável, repleta de músicas e alegrias.

 

Ficou-me uma certeza, para curtirmos bons momentos em viagem,  necessitamos estar livres e receptivas a todas brincadeiras que surgirem e cada vez que ouço a Marcha Triunfal de Aída, como há pouco na Rádio Universidade, lembro-me daquele dia e sorrio de puro encantamento.

 

Relembro  um bonito retrato do charme, sedução e  cortesia do homem italiano, além de uma educação com enfoque na recepção ao Turismo como fonte de divisas.

 

 Os olhos, aqui no Brasil, estão voltados para o futebol e a próxima Copa do Mundo.

Penso que na educação escolar devem incluir matéria que ensine os alunos a receberem turistas tanto nacionais como estrangeiros, pois só assim poderemos almejar o crescimento que tanto buscamos.

 

                            

 


LOMBO DE PORCO COM FAROFA. 

 Crônica Tenini

Muitos poderão achar que por ser artista deveria escrever somente sobre assuntos de Arte. Não penso assim, afinal , o artista não difere das demais pessoas e deve estar atento a tudo que o cerca e viver o cotidiano de cada um.

Acho enfadonho passar o tempo inteiro falando em Arte, embora , hoje, me disponha abordar  sobre a Arte Culinária...

Eram duas pessoas muito queridas da minha família que telefonaram: -" Vamos almoçar aí no sábado. Prepara aquele lombo de porco que só tu sabes fazê-lo."

Gelei. Minha empregada entraria em férias na sexta-feira, embora ela não soubesse fazer pratos especiais, me ajudaria na limpeza da casa.

Há algum tempo não preparava algo especial, embora aqueles que me conhecem lembrem meus quitutes de uma forma que fico até constrangida porque acrescentam ao prato: a La Tenini...

Mas a Arte Culinária sempre foi uma constante na minha família de descendentes de italianos, portanto, buscavam a perfeição dos sabores.

Assim, na tarde de sexta-feira fui a um dos açougues do bairro para comprar lombinho , na esperança de que fosse melhor do que os do Supermercado porque o ideal é não ter passado por refrigeração.

À noite , resolvi apelar para a memória, tentando lembrar detalhes para deixá-lo em vinha d’alhos.

Caprichei no preparo e, à medida que ia colocando os ingredientes, percebi que acertava e a cozinha e arredores iam ficando perfumados com as misturas de cebolas roxas, alhos miúdos, alecrim da minha horta, folha de louro, temperos verdes, manjericão de casa, pitadas de pimenta preta moída, mostarda , um copo de suco de laranja do umbigo, um pouco de vinho tinto, sal, alguns cravos espetados por todo lombo, com tirinhas de manteiga e finalmente regado a champanha. ( Atentem para os detalhes da cebola roxa e do alho miúdo).

Bem temperado, coloquei o lombo no refrigerador para assá-lo no dia seguinte . Ajeitei-o na forma, cobrindo e cercando-o com fatias de laranja do umbigo e abacaxi natural, mas de vez em quando eu revirava o lombo para entranhar os temperos de forma uniforme.

Preparei a mesa com uma toalha acetinada em branco e ramos azuis, jogo de porcelana e os talheres de prata, além dos cristais, escolhendo um vinho de boa qualidade, água e refrigerantes para servir. Não é assim que esperamos as pessoas queridas? Com o melhor que temos, claro.

De madrugada, acordava e sentia o aroma dos temperos que vinham da cozinha, apesar do quarto ficar no andar superior e salivava pelo gosto que o lombinho teria depois de pronto.

No sábado, animadíssima, depois da faxina na casa, cerca de 10 horas 30 lá estava eu para colocar o lombo no forno , certa de que sairia como todos esperavam. O assado durou cerca de 1 hora e 30 de constantes regadas com o molho e champanha até dourar , o aroma inundando minha cozinha até à rua...

Os convidados chegaram às 12 horas em ponto , sorridentes e motivados.

O lombinho foi servido com farofa especial torrada em cebola cortadinha bem fininha na manteiga e passas de uvas e um ovo cozido, arroz à Milão e uma salada contendo diversas verduras e legumes ao molho rosado.

Foi um bom almoço porque não faltaram elogios , especialmente para o lombinho de porco...

De sobremesa servi os docinhos divinos da Beatriz Medaglia ali da Assunção e cafezinhos ao gosto de cada um, pois todos recusaram licores.

Quando se despediram, animada com o resultado, convidei-os para sábado que vem... o prato principal? Poderá ser uma paella ou uma macarronada feita em casa com molho especial de sobrecoxas de frangos que faz sucesso entre amigos.

Salivaram? Talvez sejam daqueles que dizem não comer nada mas continuam gordinhos.

Mas agora estou em dúvidas. Como estarei durante a semana com tudo por fazer, desde as faxinas, os cuidados com os cães, roupas para lavar, passar etc. Será que vou ter ânimo para cozinhar no sábado?

Sei lá, se estiver muito cansada convido-os para irmos a um restaurante do bairro, no Barra Shopping onde há restaurantes de altíssima qualidade.

 

OS CATAMARÃS DE PORTO ALEGRE.

 

Foi através da leitura de uma crônica que tomei conhecimento do novo transporte fluvial entre Porto Alegre e Guaíba.  Pesquisando sobre o assunto, verifiquei que o sucesso superou às expectativas porque em um mês os catamarãs transportaram 63.258 pessoas em mais de 850 viagens.

Quando era jovem, havia transporte fluvial entre Porto Alegre e Guaíba, extinto quando da construção da rodovia sobre a Ponte do Guaíba.

O assunto me fez lembrar de uma visita que eu e meu marido fizemos à Alegria a fim de comemorar o aniversário de um amigo dele, descendente do General Bento Gonçalves da Silva.

Este amigo do meu marido tinha a idade de seu pai e trabalhava na Viação Férrea do RGS, morava na Tristeza e costumava reunir a família e amigos para churrascos regados a muitos chopps.

Eu estava no  início dos vinte anos , já trabalhava e quando fomos à Alegria era noiva.

A festa transcorreu com muita alegria , o sítio do amigo do meu marido era grande e havia mais de setenta pessoas que comemoravam a data.

O transporte era feito  através de barcos que aportavam ali nas imediações da Vila Assunção.

Mesmo naquele tempo, por volta dos anos 50-60, era agradabilíssimo viajar pelo Guaíba em tempos de verão.

A leitura da crônica nesta terça-feira me fez viajar pelo tempo e sonhar com os belos dias da minha juventude.

Por isto adoro as crônicas que falam de um tempo  já  vivido porque as lembranças voltam fortes e cheias de sentimentos quando recordamos pessoas e fatos passados, pois tudo parece se tornar eterno...

DA MÚSICA CLÁSSICA.

Pesquisando no Youtube, encontrei vários pianistas executando Chopin.

Mas, alguns, com excelente técnica e nenhum sentimento.

Não se concebe ouvir Chopin sem acrescentar nas suas músicas as emoções que as partituras

sugerem.

Quem conhece a sofrida vida daquele magnífico compositor em que há componentes como uma doença incurável para aquele tempo, bem como seus amores, deveria interpretar suas composições com muita emoção e sensibilidade.

Quando eu estudava piano, lá por volta dos meus doze anos, o professor Fest, de piano, reclamou que eu estava tocando uma peça de Schumann sem emoção, apesar da boa técnica.

Morri de vergonha, mas aos doze anos, talvez eu não tivesse ainda a sensibilidade de um adulto para compreender a mensagem.

Mas, caprichei no Reverie de Schumann, passando a colocar todo meu coração de adolescente na interpretação, então, meu professor me aplaudiu.

O Professor estava certo e eu guardei a sua mensagem para sempre.

Hoje, já deixei de tocar piano e as músicas clássicas do meu curso, mas meus ouvidos doem quando ouço alguém tocar piano mecanicamente, sem colocar alma nas partituras que executa.

E isto é válido para todos os artistas instrumentais.

No Youtube, pouca coisa se salva, considerando-se execuções em que o artista coloca toda sua alma na interpretação musical. Executar uma grande obra , mecanicamente,   é um desrespeito ao  genial autor.

DAS MENTIRAS E OUTRAS CONSIDERAÇÕES.

Flagrante pós natalino, dia 28 dez. 2011, num shopping de Porto Alegre, pela artista Tenini)

Tenho falado muito em meu falecido marido porque ele era uma pessoa muito especial: culto, inteligente, amigo, sóbrio e tímido sem álcool e brilhante aos efeitos deste.

Eu o admirava e me cuidava para não dizer besteiras na sua frente ...

Mas ele era irônico, o seu prazer maior era debater na sua roda de amigos lançando ironias com aguçada pertinência.

Entre seus autores preferidos estava Max Nordau, um médico judeu e jornalista nascido na Hungria e que escreveu livros polêmicos que foram vendidos aos quatro cantos do mundo. Entre os livros de Max Nordau, ele preferia o “ Mentiras Convencionais da nossa civilização” que aborda a decadência dos tempos em função de seu exercício nas pequenas coisas da vida.

No tempo contemporâneo nunca se mentiu tanto... especialmente na área política.

O  mundo todo vai mal, inclusive o Brasil,  mas há uma mentira generalizada na América Latina de que só os vermelhos sabem administrar, a Mentira, lógicamente...

As mulheres parecem mentir  mais do que os homens, mas conheço alguns que fingem ser geniais mas não passam de joguetes nas mãos de mulheres espertas.

Nunca confunda  esperteza com inteligência senão as cadeias não estariam cheias de espertos.

Mas há espertos inteligentes e parece que alguns buscam a política para suas atividades... 

Quem não mente, pelo menos de duas a três vezes por dia, einh? Muitas vezes até para si mesmo...

Poetas mentem... mas a sua mentira não faz mal a ninguém e enfeitam o nosso viver.

Ilusionistas, cartomantes e astrólogos mentem e sobrevivem daqueles que acreditam.

Mas há mentiras que devemos proferir, sem pejo, para não ferir os sentimentos dos outros... Na minha família sempre se exercitou a verdade que nem sempre foi bem aceita.

Neste espaço uso a verdade como fio condutor dos relatos porque escrevo minhas memórias como uma simples artista que sempre fui e sou.

Quanto à verdade absoluta não existe porque cada um pode pensar diferente dos demais. 

Nas mensagens de NOVO ANO, todos mentem que esperam um ano maravilhoso, apesar das evidências do entorno, mas para não entrar no terreno pessimista, desejo a você que teve a paciência de me ler até aqui, de que em 2012 você ganhará uma mega-sena, se ...

acreditar nela!

IDADE AVANÇADA. ( 04/01/2012)
 

O avanço dos recursos médicos e orientações sobre a maturidade e velhice estão proporcionando  que as pessoas tenham mais tempo de vida.

Qual a idade avançada?  Até algumas décadas atrás,  as pessoas de 50 anos já eram consideradas velhas.  Depois, lá pela década de 50 convencionou-se que a velhice começava aos 60 anos.  

Hoje, verifica-se que pessoas ainda jovens parecem mais velhas do que são e as mais maduras, estão parecendo mais moças.

  Hoje, sabemos que o pleno exercício das atividades intelectuais aliadas aos exercícios físicos podem resultar em mais tempo de vida útil.

Hoje, para muitas pessoas,  “idade avançada” poderá ser considerada a partir de 90 ou 95 anos...

Tudo depende do estado físico e mental de cada idoso. De como ele se sente ou é visto pelas outras pessoas.

Atividades como a Arte, o hábito de  ler e escrever diuturnamente nem que sejam as próprias memórias ou observações sobre o cotidiano, aliados a quaisquer exercícios físicos,  seguramente, retardam o envelhecimento. Entre estes, o Pilates tem sido o mais indicado pelos próprios médicos.

Além disso,  devem cultivar alimentação saudável, não fumar, evitar exageros em bebidas alcoólicas e repouso noturno de oito horas.

Mesmo assim, a grande maioria das pessoas,  ainda morrem antes de chegarem aos 50 anos.

Assim, aqueles que chegam às idades avançadas são os reais vencedores na luta pela vida.

IDADE AVANÇADA (2)

Complementando o artigo anterior , volto a enfatizar alguns aspectos. ( 05/01/2012)

 

Certamente, por ter trabalhado com Idosos, quando na Direção de um Centro de Serviço Social do antigo INSS , me proporcionou profundos conhecimentos sobre longevidade.

De tudo que aprendi, coloquei em prática, quando atingi a Maturidade.

Hoje, quando encontro pessoas amigas, ex-colegas e mesmo parentes, ficam surpresos com a minha vitalidade e lucidez de mente.

Penso que as Artes Visuais que pratico sejam as responsáveis pelo retardo do envelhecimento físico e mental.

Explicando melhor, o fato de exercitar quase que diariamente, desenhos em que faço flagrantes de pessoas em cafés de shoppings, aquarelando na hora, proporcionam o funcionamento da mente divergente e convergente que representam os lados direito e esquerdo do cérebro.

Penso ter memória fotográfica porque as pessoas passam rapidamente pelo Café, mas guardo na mente o todo e detalhes delas.

Primeiro, observo a pessoa de forma geral, logo me fixando em detalhes mais importantes. Logo após uso cores que tornem o trabalho vibrante, coerente com a minha personalidade e isto desenvolve a criatividade que podem ou não ter detalhes do ambiente.

Outro recurso que pratico  é o de escrever  sobre  minhas memórias e sobre o cotidiano.

Para o físico, logo que percebi que começava a andar com dificuldades e sentir dores nos ombros ao portar bolsas, me foi recomendada a  Fisioterapia.

Entretanto, o fato de os seguros-saúde que tenho limitarem o número de sessões, nunca consegui resultados satisfatórios e duradouros.

Descobri no Pilates, os exercícios de que necessitava, comandados por fisioterapeuta.

Então, em pouco tempo me senti ótima.  Caminho bem e desapareceram as dores nos ombros.

Inclusive, todas as vezes que por problemas posturais, o nervo ciático se faz sentir,  basta uma ou duas sessões de Pilates e tudo volta ao normal.

Tenho consciência de que o Pilates passou a fazer parte da minha rotina de saúde, duas vezes por semana e o usarei até meus últimos dias de vida ou que alguma doença me impeça de prosseguir.

Este depoimento servirá para todos que alcançarem a Maturidade.

Quem não tiver aptidões para qualquer ramo de Arte, pratique artesanato, culinária criativa, ou tudo que gostar de fazer desde que seja feito de forma abrangente e detalhada.

O CÉREBRO NÃO PODE PARAR! O FÍSICO PRECISA DE EXERCÍCIOS PARA NÃO ENFERRUJAR.



. CAN-CAN DAS COROAS-Des. aquarelado Tenini

 
RESPONDENDO A UMA CRÍTICA À TERCEIRA IDADE.
( 13/01/2012)
 

Não desejaria voltar a este assunto, mas me falaram sobre a crônica de uma jornalista local que insiste em escrever sobre a Velhice.

Pelas informações que me deram, ela tem sido causticante em falar sobre a velhice como se vivesse o problema. Confesso que não li a tal crônica, mas me falaram que ela foi infeliz ao abordar o tema, mas, eu penso que seja apenas falta de assunto...

Será que ela conhece a vida de seus pais? É possível que não, tal o egoísmo, sempre centrada em si mesma, como se fosse de saber incontestável, mas, desculpável , pois está vivendo período de sucesso jornalístico que sobe à cabeça de qualquer um.

Tenho notado que quando jornalistas mulheres conseguem espaços próprios, costumam escrever de uma forma taxativa como se fossem portadoras da verdade. Observem...

Mas, a realidade não é assim, a  verdade de cada um pode ser bem diferente do que imaginamos.

 Certamente, os costumes mudaram porque algumas  mulheres pensam que a troca de parceiros fosse como mudar de roupas. Pelos relatos da cronista, parece ter tido muitos parceiros que não permaneceram com ela. Por quê?Já que  sabe tudo da vida.

Qual o exemplo que está dando para sua filha adolescente?

Mas, a velhice dessas mulheres independentes e avançadas, são justamente as que acabam numa velhice muito triste, como descreveu,  acossadas pelas lembranças e sentindo-se desprezadas, à medida que os anos passam.

Falo porque  tenho convivido com algumas que afrontaram a sociedade de seu tempo e hoje, estão  abandonadas pelos próprios familiares.

O futuro delas é sempre incerto e com carências de toda ordem.

Da minha parte,  por ter tido uma vida discreta, estou muito feliz assim  e gosto de viver.

O dia que souberem da minha morte podem ter certeza que fui  levada contra vontade.

Talvez porque não tenha problemas graves de saúde .

Talvez porque sei me administrar e ainda continuo independente para as atividades da vida diária.

Talvez porque sempre soube separar o joio do trigo e por isto não me meti em aventuras furadas ou irresponsáveis, embora estivesse à beira de cair nessas esparrelas. Assim mesmo saí chamuscada pelas burradas cometidas, ainda que fossem  inocentes.

Talvez porque tenha uma mente lúcida.

Talvez porque tenho lembranças muito felizes, assim como sentimentos de perdas muito grandes, tais como, por ser a última filha de um casal com cinco filhos, fui vendo partir ,um a um , muito cedo,  em razão de doenças ou acidentes trágicos. Acrescidas da perda do homem que amava e foi meu marido e companheiro até sua morte.

Talvez porque o respeito à honestidade e princípios morais  que me foram repassados em família.

Talvez, porque sempre tive uma vida simples, mas, repleta de sonhos, tendo a Arte como suporte  em todas suas manifestações.

Talvez porque, por desígnio de Deus, aqui me encontro, apesar de longa idade, para defender o Ser humano em todos os estágios de vida, inclusive na doença, ainda que para alguns seja motivo de desprezo.

Falando sobre a minha pessoa, esclareço que tive perdas muito dolorosas, mas, que me deram muita força para suportá-las e continuar vivendo, sem os traumas que me impossibilitassem de trabalhar ou viver.

O retrato que a referida cronista fez da velhice  creio que se espelha em idosos doentes, carentes econômicamente ou pessoas de sua intimidade. O que ela fez em prol dessas pessoas que vivem mais do que todos esperam, dentro do quadro que ela  apresentou?

Nada, ao contrário, fez um retrato negativo como se velhice fosse  castigo e não , prêmio.

O que ela fez foi fomentar  a rejeição contra a velhice.

Um desserviço a mais.

É preferível que a cronista em causa, continue a escrever apenas sobre suas obviedades e facilidades para fazer o que gosta. ( o povão adora saber das aventuras alheias).

 Continue a escrever sobre a sua realidade que não é a da maioria das mulheres brasileiras, porque é bem possível que ela esteja vivendo um período de benesses e ilusões, à beira da Menopausa, em que os hormônios começam a se despedir...

 

CANTILINÁRIA.

 

Aquele amigo ( ?) que treme mais  do que vara verde quando me encontra... escreveu uma cantilinária.

Em pleno século XXI, voltou aos tempos medievais para dar uma "cantada"  numa dama difícil...

Convenhamos, ainda que escreva lindamente, a crônica era pura gozação.

Bem, brincar quando apesar da idade avançada o espírito de guri de calças curtas permanece, é de ser celebrado.

Então, celebremos  aqui com uma champanha de 1545...

Mas, se eu te pego... te dou uns petelecos!!! ( Desculpem as brincadeiras) : ))))))))))))))))))))

Continua lá no primeiro tópico.
 

 

Mensagem recebida em 01.15.12 às 2:33 hs

   
Nome: Rafael Gs
Endereço: Diário de Notícias
Telefone: ()
Celular: ()
Email: 0014....@ufrgs.br
Mensagem: Tenini,

A arte nos provoca muitas emoções, mas não pensava que poderiam ser tão intensas. O retrato que você fez de mim, sem me conhecer, captou tanto de meu momento! Algo que somente uma verdadeira artista poderia fazer.

Obrigado pelo presente.

Rafael, "O jovem do café"

 
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